370: 31.Dez.2019

Véspera de Fim de Ano, dia em que em muitas dessas datas passavas comigo onde estava a actuar e a dar alegria aos outros, a juntar à nossa alegria de vivermos felizes. Ontem, estava a rebuscar uns arquivos e fui dar com um vídeo de uma Passagem de Ano (Arteviva-1989/1990) no Clube Oriental de Lisboa e em que tu também apareces quando fizeram uma panorâmica da sala. Nem imaginas como fiquei…

Mas hoje fui com a Vera visitar a tua campa, levámos umas flores todas catitas, mudou-se a água da jarra e estivemos a fazer-te companhia como nos nossos bons tempos de vida em conjunto. Muito pesado, podes crer, porque ainda não consigo admitir como alguém que dizem ser misericordioso, te levou sem que para isso tivesses feito algo de mal, pelo contrário, no hospital onde trabalhavas, ajudaste centenas de doentes em tarefas que nem eram da tua rotina profissional.

É por isto e por outras coisas que virei ateu. Deixei de acreditar nesse deus misericordioso, que também deixa nascer crianças defeituosas ou com doenças incuráveis e algumas já mortas à nascença.

Creio sim, num ser Criador do Universo e é a ele que peço ajuda para ir enfrentando a negatividade da vida. Hoje, estava um dia nublado mas depois veio o Sol e ajudou à minha deslocação à tua campa. Um beijão do tamanho do Universo para ti, meu amor. Ficam as imagens das flores que te levámos e um pequeno vídeo da Vera a arranjar a campa.

 

 

369: Marcelo volta a falar da importância da regulamentação do Estatuto do Cuidador Informal

Presidente da República reafirmou nesta terça-feira de Natal a importância de o Estatuto do Cuidador passar “da lei aos factos”. Marcelo lembrou que são “milhares e milhares” aqueles “que não têm férias, nem sábados, nem domingos”.

Não basta chegar à conclusão de que há pobreza, injustiça, desigualdade, sofrimento, é preciso agir em conformidade.e os que mais sofrem em Portugal
© António Cotrim – Global Imagens

“Todos esperamos que o seu estatuto, que está na lei, passe da lei, neste próximo ano, aos factos”, afirmou hoje Marcelo Rebelo de Sousa, numa referência à regulamentação do Estatuto do Cuidador Informal, ao falar na cerimónia de entrega da Vela da Paz da Cáritas Portuguesa, no âmbito da operação “10 Milhões de Estrelas – Um Gesto pela Paz”, hoje no Palácio de Belém, em Lisboa.

O Presidente da República frisou que “são milhares e milhares [aqueles] que não têm férias, que não têm nem sábados, nem domingos, nem paragens, nem diferenças entre dias úteis e não úteis porque a sua vinculação é constante, a sua missão é permanente, ao longo de todo o ano”.

Na sua intervenção, Marcelo Rebelo de Sousa disse também que “não basta chegar à conclusão de que há pobreza, injustiça, desigualdade, sofrimento, abandono, solidão, é preciso agir em conformidade”.

O Presidente recordou “os que mais sofrem em Portugal”, os “que estão doentes nos hospitais” e os que sofreram com as intempéries nos “dias recentes”, “nomeadamente no centro e norte do continente e, em particular, no Baixo Mondego”.

“Esta luz é inspiradora cá dentro, no nosso país, e também lá fora”, afirmou também o Presidente, referindo-se à Vela da Paz da Cáritas Portuguesa que lhe foi entregue, porque, disse, “o mundo precisa de mais paz, de mais atenção ao drama das alterações climáticas, de menos desigualdades, de menos miséria, de menos confrontos, de mais diálogo, de mais entendimento, de mais pontes”.

No dia 5 de Novembro, dia do Cuidador, o Presidente da República sublinhou, numa nota publicada no ‘site’ da Presidência, a importância da efectiva aplicação do Estatuto do Cuidador Informal.

Marcelo Rebelo de Sousa considerou que a promulgação da Lei que aprova o estatuto, em Setembro, “marcou uma etapa importante por uma causa que é de todos”.

O Estatuto do Cuidador Informal foi publicado em Diário da República em Setembro e o Governo tem, a partir essa data, quatro meses para o regulamentar.

O diploma dá também 120 dias para o Governo identificar as medidas legislativas ou administrativas necessárias para o reforço da protecção laboral dos cuidadores informais não principais. O cuidador “não principal” é o que cuida de forma regular, e não permanente.

O Estatuto do Cuidador Informal define, entre outras medidas, um subsídio de apoio aos cuidadores, o descanso a que têm direito e medidas específicas relativamente à sua carreira contributiva.

Segundo o diploma, a prova da condição de cuidador informal principal é feita oficiosamente pelos serviços competentes da segurança social.

A operação “10 Milhões de Estrelas — Um Gesto pela Paz” nasceu numa diocese em França, em 1984, em 1991 transformou-se numa campanha da Cáritas Francesa e, em 2002, estendeu-se à Europa, incluindo Portugal, de acordo com o ‘site’ da Cáritas.

Nos meses de Novembro, Dezembro e início de Janeiro, os que quiserem juntar-se à missão da Cáritas, “de estar ao lado dos mais frágeis”, podem fazê-lo de forma simbólica comprando uma vela em forma de estrela, pelo valor de dois euros, explica a Cáritas.

“Do total de verbas recolhidas, 65% destina-se a apoiar a acção de cada Cáritas diocesana no seu trabalho de apoio às pessoas necessitadas. Os restantes 35% são canalizados para o apoio às vítimas do Ciclone Idai, em Moçambique”, informa a Cáritas.

Diário de Notícias
DN/Lusa
24 Dezembro 2019 — 16:44

 

368: 23.Dez.2019

Mais uma data que passa e a lembrança em que a festejávamos todos à mesma mesa. Hoje, como nos anteriores três anos, não existiu nem existe alegria para festejar seja o que for porque não estás entre nós. Tenho estado adoentado, o tempo está de chuva e hoje foi a Vera que te levou um raminho de flores com um beijinho meu. Um beijo muito grande deste que nunca te esquece.

 

367: 18.Dez.2019

Faz hoje quarenta e um meses que nos deixaste para sempre e a Saudade não sai dos nossos corações. Lembrar-te-emos sempre enquanto formos vivos. Descansa em Paz meu amor.

 

366: Cuidador Informal

O Cuidador é toda a pessoa que assume como função a assistência a uma outra pessoa que, por razões tipologicamente diferenciadas, foi atingida por uma incapacidade, de grau variável, que não lhe permite cumprir, sem ajuda de outro (s), todos os actos necessários à sua existência, enquanto ser humano (Oliveira et al., 2007).

Direitos e os deveres do cuidador e da pessoa cuidada aprovados.

06/09/2019

A Lei n.º 100/2019, publicada hoje, dia 6 de Setembro, em Diário da República, aprova o Estatuto do Cuidador Informal, que regula os direitos e os deveres do cuidador e da pessoa cuidada, estabelecendo as respectivas medidas de apoio.

O diploma define que a regulamentação do estatuto do cuidador informal deve ser feita no prazo máximo de 120 dias a contar de hoje.

O Governo terá também 120 dias para identificar as medidas legislativas ou administrativas necessárias para o reforço da protecção laboral do cuidador informal não principal, ou seja, o que cuida de forma regular e não permanente.

O Estatuto do Cuidador Informal explicita, entre outras medidas, um subsídio de apoio aos cuidadores, o descanso a que têm direito e medidas especificas relativamente à sua carreira contributiva.

De acordo com a nova lei, a prova da condição de cuidador informal principal é feita oficiosamente pelos serviços competentes da segurança social.

O cuidador principal é o cônjuge, unido de facto ou parente afim até ao 4.º grau da pessoa cuidada, que acompanha e cuida de forma permanente, que com ela vive em comunhão de habitação e que não aufere qualquer remuneração de actividade profissional ou pelos cuidados que presta à pessoa.

O diploma define que serão desenvolvidos projectos piloto experimentais para as pessoas que se enquadrem no estatuto de cuidador. Estes projectos piloto devem vigorar por 12 meses.

A atribuição de subsídio de apoio ao cuidador informal depende da apresentação de requerimento junto dos serviços da segurança social.

A lei que cria o Estatuto do Cuidador Informal foi aprovada, por unanimidade, em 5 de Julho, na Assembleia da República.

Estima-se que em Portugal existam entre 230 mil a 240 mil pessoas cuidadas em situação de dependência.

Para saber mais, consulte:

Lei n.º 100/2019 – Diário da República n.º 171/2019, Série I de 2019-09-06
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
Aprova o Estatuto do Cuidador Informal, altera o Código dos Regimes Contributivos do Sistema Previdencial de Segurança Social e a Lei n.º 13/2003, de 21 de Maio.

Lar de idosos, eu entendo como ser um “caixote de lixo” onde se depositam pessoas que dão muito trabalho em casa aos seus parentes e/ou familiares próximos.

Salvaguardo a situação dos familiares que se encontram empregados e com necessidade de ganharem a vida para sobreviverem, mas acuso terminantemente todos aqueles que depositam os seus familiares nos “caixotes de lixo” (lares) sem terem este problema de emprego ou de doença que os impeçam de cuidar dos seus entes queridos, apenas para não terem trabalho e ficarem presos em casa 24 horas por dia.

Vem este artigo à baila porque durante mais de seis longos anos, 24 horas por dia, cuidei de minha esposa com as doenças de Alzheimer e DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica) em simultâneo. (https://www.saudecuf.pt/mais-saude/artigo/dpoc-sabe-o-que-e).

Se um doente de Alzheimer requer cuidados muito específicos, a DPOC não lhe fica atrás e quando existente, em simultâneo, com Alzheimer, requer ainda mais cuidados.

Passei noites inteiras sem dormir, descansava duas a três horas quando a minha filha vinha do emprego e aos fins de semana e feriados quando ela estava em casa. O que me valeu – e isto não é comum à maioria dos cuidadores informais -, foi ter mais de 50 anos de actividade musical (hobby desde os 10 anos de idade) em que chegava a casa vindo de um espectáculo, descansava uma hora ou duas e ia de seguida trabalhar das 09:00 às 18:00 horas.

O sistema “habituou-se” a esta acção e foi isso que meu as forças necessárias e indispensáveis para poder cuidar de minha esposa, sem um desfalecimento.

Mas existe gente, não direi pessoas porque não têm direito a este tratamento social, que encontrando-se na situação de reforma, completamente válidas, sem doenças graves ou que as impossibilitam de cuidar seja de quem for, deitam o marido no “caixote do lixo” (lar), para não terem o trabalho de cuidar dele.

É completamente desumana, indigna e miserável este tipo de actuação. Lastimam-se que a vida está cara, a pensão é pouca, mas têm 600 ou 700 euros para atirarem o parente para o lixo só porque dá muito trabalho! Por muito que esses “lares” cuidem deste tipo de doentes, nunca será igual ao carinho dispensado pelos que lhe são mais próximos! NUNCA!

Desabafei.

 

365: 27.Nov.2019

Desde o passado dia 1 de Novembro que não fazíamos uma visita à tua campa e tratávamos das tuas flores porque o mau tempo não deixava e eu andava muito em baixo no que toca a saúde.

Mas pedi à Vera que fizesse uma forcinha para te visitar e tratar das tuas flores e ela lá foi sozinha. Ficam aqui as imagens tiradas do smartphone da Vera. Não foi por não te visitarmos que te esquecemos. Estás e estarás sempre nos nossos corações enquanto formos vivos.