260: Maior ataque de sempre com drones na Ucrânia no aniversário do Holodomor

 

🇺🇦 SLAVA UKRAYINI 🇺🇦

🇺🇦🔱 UCRÂNIA // 🇷🇺☠️TERRORISMO

80 blocos residenciais e 120 edifícios em Kiev ficaram sem electricidade e fragmento de um dos drones abatidos chegou a provocar um incêndio numa creche. Tudo aconteceu no dia mais sensível para os ucranianos.

Sergey Dolzhenko/Lusa
Um dos apartamentos atingidos ao nascer do sol de Kiev, este sábado.

Kiev foi este sábado alvo do maior ataque de sempre com drones desde a invasão do país, segundo as autoridades ucranianas.

Vários edifícios de diversos bairros da capital foram atingidos por grandes explosões ao nascer do sol, provocadas por mais de 70 drones kamikaze Shahed.

Mais tarde, segundo a Reuters, a Força Aérea anunciou ter abatido 71 destes drones iranianos e um míssil. Não se sabe ao certo qual seria o alvo dos russos.

Cerca de 80 blocos residenciais e 120 edifícios em Kiev ficaram sem electricidade, após o ataque em massa, informaram as autoridades ucranianas.

Uma menina de 11 anos está entre as cinco pessoas que ficaram feridas devido aos ataques, confirmou o Presidente da Câmara de Kiev, Vitali Klitschko em mensagem no Telegram. Um fragmento de um dos drones abatidos chegou a provocar um incêndio numa creche.

“O inimigo continua a espalhar o terror”, acrescentou.

“Matar pela fome”. “É impossível esquecer”

Tudo aconteceu num dia sensível para os ucranianos. Assinala-se, no quarto sábado de Novembro, o dia da maior tragédia nacional, o Holodomor, de 1932-33.

A data lembra o genocídio por fome que ocorreu na Ucrânia Soviética durante o regime de Josef Stalin na União Soviética. Estima-se que milhões de ucranianos morreram devido à fome, provocada por políticas soviéticas. O termo “Holodomor” significa literalmente “matar pela fome” em ucraniano.

Terror intencional…os dirigentes russos orgulham-se do facto de poderem matar”, lamentou o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky.

A Ucrânia, conhecida como o “celeiro da Europa”, saiu seriamente afectada pelas políticas de colectivização agrícola de Stalin, destinadas a integrar a agricultura individual em fazendas colectivas, como a requisição forçada de grãos e outros alimentos, deixando os agricultores sem suficiente para sobreviver.

Sobre a efeméride, Zelensky afirmou ser “impossível” perdoar os “crimes de genocídio” cometidos pelos soviéticos durante a era de Estaline contra os ucranianos durante a grande fome dos anos 30.

“É impossível esquecer, compreender e, acima de tudo, perdoar os horríveis crimes de genocídio que os ucranianos sofreram no século XX”, declarou num comunicado à imprensa no dia da comemoração da fome de 1932-1933.

Tomás Guimarães, ZAP //
25 Novembro, 2023

 


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Ex-PM de Putin e actual opositor da guerra na Ucrânia classificado como “agente estrangeiro”

 

🇺🇦 SLAVA UKRAYINI 🇺🇦

🇷🇺☠️ MOSCÓVIA // OPOSIÇÃO

A Justiça russa adicionou hoje Mikhail Kasyanov, antigo primeiro-ministro do Presidente Vladimir Putin e actualmente seu opositor, ao registo de “agentes estrangeiros”, conceito pejorativo que condena o visado a buscas da polícia e outras medidas punitivas. © Fornecido por RTP

O `site` do ministério diz que Kasyanov “participou na criação e divulgação de mensagens e materiais de agentes estrangeiros para um círculo ilimitado de pessoas, disseminou informações falsas sobre as decisões tomadas pelas autoridades públicas da Federação Russa e as políticas seguidas” e “opôs-se à operação militar especial na Ucrânia”.

Kasianov é também acusado pelo Ministério da Justiça de ser membro do Comité Anti-Guerra Russo, uma associação cujas actividades visam “desacreditar a política externa e interna russa”.

Kasyanov tornou-se primeiro-ministro em 2000, depois de Putin ter sido eleito para a presidência, e serviu como chefe do Governo até 2004, quando foi demitido, tendo sido o principal responsável por varias reformas económicas.

Tornou-se uma figura proeminente da oposição depois de deixar o cargo e tentou concorrer à presidência em 2008, mas a sua candidatura foi rejeitada pela comissão eleitoral nacional.

Quando Putin enviou tropas para a Ucrânia, em Fevereiro de 2022, Kasyanov deixou o país e deverá estar agora a viver na Letónia.

Em Junho de 2022, afirmou, em declarações à agência francesa de notícias AFP, que já não reconhecia o Vladimir Putin com quem tinha trabalhado, admitindo esperar que um dia a Rússia regresse a um “caminho democrático”.

O estatuto de “agente estrangeiro” impõe pesadas restrições administrativas às pessoas ou entidades em causa, incluindo a monitorização regular das suas fontes de financiamento, e exige que qualquer publicação, inclusive nas redes sociais, seja acompanhada do rótulo “agente estrangeiro”.

O poder russo intensificou a repressão a qualquer voz dissidente desde o lançamento da ofensiva contra a Ucrânia, sendo que quase todos os principais opositores estão na prisão ou exilados no estrangeiro.

MSN Notícias
Lusa
24.11.2023


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180: Mais de 2.400 crianças ucranianas levadas para a Bielorrússia 🇧🇾

 

🇧🇾  BIELORRÚSSIA // TERRORISMO // 👪CRIANÇAS

Mais de 2.400 crianças ucranianas com idades entre seis e 17 anos foram levadas de quatro regiões da Ucrânia parcialmente ocupadas por tropas russas para a Bielorrússia, segundo um estudo da Universidade de Yale.

© Alex Chan/SOPA Images/LightRocket via Getty Images

O estudo, divulgado na quinta-feira pelo Laboratório de Investigação Humanitária da Escola de Saúde Pública de Yale, financiada pelo Departamento de Estado norte-americano, concluiu que “o trabalho sistematizado da Rússia para identificar, recolher, transportar e reeducar as crianças ucranianas tem sido facilitado pela Bielorrússia” e é “em última análise coordenado” entre o Presidente russo, Vladimir Putin, e o líder autoritário bielorrusso, Alexander Lukashenko.

“O envolvimento directo da Bielorrússia na deportação forçada de crianças pela Rússia representa uma colaboração” entre os dois países, “com diversas organizações pró-Rússia e pró-regime a facilitar a deportação de crianças da Ucrânia”, refere a investigação.

De acordo com o estudo, pelo menos 2.442 crianças, entre as quais crianças com deficiência, foram levadas para a Bielorrússia de 17 cidades das regiões ucranianas de Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia entre 24 de Fevereiro de 2022 e 30 de Outubro de 2023 — uma iniciativa descrita em grande pormenor no relatório de 40 páginas.

Das regiões ucranianas ocupadas, as crianças foram levadas para a cidade de Rostov, no sul da Rússia, e em seguida metidas num comboio para a Bielorrússia. O transporte foi financiado pelo Estado bielorrusso e estiveram envolvidas organizações estatais, com a aprovação de Lukashenko.

Ao todo, 2.050 crianças foram levadas para o centro infantil de Dubrava, na região bielorrussa de Minsk, ao passo que as restantes 392 foram distribuídas por 13 outras instalações em todo o país. Aí, foram sujeitas a reeducação e treino militar, incluindo com os serviços de segurança e policiais da Bielorrússia, segundo o relatório.

No documento, são também nomeados alguns intervenientes importantes neste processo, como a figura pública bielorrussa Alyaksei Talai, a empresa estatal bielorrussa produtora de potássio Belaruskali, a União da Juventude Republicana da Bielorrússia e clubes de motociclistas ultranacionalistas pró-russos.

As autoridades ucranianas afirmaram que estão a investigar as deportações como um possível genocídio. O Procurador-Geral da Ucrânia indicou que o papel da Bielorrússia nas deportações forçadas de mais de 19.000 crianças dos territórios ocupados está também a ser investigado.

No início deste ano, o Tribunal Penal Internacional (TPI) indiciou Putin e a comissária russa para os direitos das crianças, Maria Lvova-Belova, pelo seu alegado envolvimento em crimes relacionados com a deportação forçada de crianças da Ucrânia e emitiu mandados de captura para eles.

A oposição bielorrussa tem procurado obter um indiciamento semelhante para Lukashenko. Pavel Latushka, um antigo ministro bielorrusso que se tornou líder da oposição no exílio, indicou ter entregado ao TPI provas que implicam o Presidente da Bielorrússia.

Latushka disse hoje à agência de notícias norte-americana Associated Press (AP) que o relatório de Yale complementa os dados que ele e a sua equipa recolheram com mais “pormenores horríveis” e “levanta a questão da acusação criminal internacional dos principais criminosos bielorrussos que organizaram a deslocação ilegal de crianças ucranianas para a Bielorrússia”.

“A democracia vence quando há responsabilização, e Lukashenko e os que lhe estão associados têm cometido milhares de crimes contra bielorrussos e ucranianos”, sustentou.

Num comunicado anunciando o relatório de Yale, na quinta-feira, o Departamento de Estado norte-americano declarou que Washington “continuará a procurar responsabilizar os envolvidos em abusos relacionados com a guerra da Rússia contra a Ucrânia”.

A Rússia lançou a 24 de Fevereiro de 2022 uma ofensiva militar na Ucrânia que causou, de acordo com dados da ONU, a pior crise de refugiados na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) e fez nos últimos 20 meses um elevado número de vítimas não só militares como também civis, impossíveis de contabilizar enquanto o conflito decorrer.

A invasão — justificada por Putin com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

Notícias ao Minuto Notícias ao Minuto
17/11/23 19:32
por Lusa


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