2164: A “zona morta” do Golfo do México continua a crescer (e vai atingir um tamanho recorde este verão)

CIÊNCIA

Nautilus E/V

Os cientistas prevêem que, este verão, a zona morta do Golfo do México será maior que o tamanho médio registado nos últimos 5 anos.

A previsão recorde para 2019 é de 7.829 milhas quadradas (mais de 20.000 quilómetros quadrados), de acordo com a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos EUA.

A zona morta ou zona hipóxica é repetida todos os anos e é causada principalmente pela contaminação excessiva por actividades humanas que se origina na bacia do rio Mississipi. Um dos factores que mais contribuíram este ano é a alta quantidade de chuvas registada na primavera, arrastando uma quantidade maior de nutrientes para o mar.

Ao atingir o Golfo, substâncias como nitrogénio e fósforo estimulam o crescimento excessivo de algas que acabam por morrer, afundando e decompondo-se no fundo do mar. Isso resulta numa diminuição nos níveis de oxigénio na água, o que acaba por criar condições sob as quais é impossível que a maioria da vida marinha sobreviva. Outro efeito é a redução da capacidade de reprodução e a diminuição do tamanho médio das espécies.

Essas condições de baixo oxigénio começaram a ocorrer há meio século com a intensificação das práticas agrícolas na região. Além das consequências ambientais, o crescimento da zona morta tem impactos económicos que afectam a população que vive na região – como a diminuição do tamanho e da quantidade de camarão, cuja pesca é uma das principais actividades na área.

Um estudo encomendado pelo NOAA à Universidade de Duke, nos EUA, mostra que a expansão da zona morta provocou o aumento do preço do camarão devido à sua escassez, afectando não só a economia local, mas o mercado de peixe e frutos do mar.

SRCC @srcclsu

NOAA scientists have released their prediction for this summer’s Gulf of Mexico ‘dead zone’, and models suggest it could be around 7,800 mi., which is roughly the size of Massachusetts. This spring’s excessive rainfall is cited as a major factor.
⁰Source: https://tinyurl.com/yyr3r348 

Existe um plano de acção nacional nos EUA para reduzir o tamanho da zona morta para 5.000 quilómetros quadrados antes de 2035. Para atingir esse objectivo, a quantidade de nitrogénio que flui para o rio Mississipi deve ser reduzida em 59%.

A zona morta do Golfo do México é considerada a maior do mundo, mas não é a única. Há também uma na baía de Chesapeake, no leste americano, outro no mar Báltico e cerca de 500 áreas costeiras têm essas zonas hipóxicas em determinadas alturas do ano, segundo disse a ecologista marinha Nancy Rabalais à CNN.

Actualmente, estas zonas mortas já representam cerca de 7% dos oceanos. A maior das zonas mortas conhecidas, que está devorar o Golfo de Omã, tem 165 mil quilómetros quadrados – quase duas vezes maior do que Portugal.

ZAP //

Por ZAP
13 Junho, 2019

[vasaioqrcode]

635: Gigantesca “zona morta” surge perto da costa norte-americana

Kris Krug / Flickr

Cientistas da Universidade do Louisiana descobriram uma enorme “mancha morta” no Oceano Atlântico, perto da costa sudeste dos EUA, com uma área de cerca de 20 mil km2.

Uma equipa de cientistas da Universidade do Louisiana descobriu uma enorme “mancha morta” no Golfo do México, perto da costa sudeste dos EUA, com cerca de 20 mil km2 – o equivalente à área de um país como Israel ou do País de Gales.

Estas “zonas mortas” no oceano são zonas marítimas com baixo teor de oxigénio, que se formam devido à contaminação da água por fertilizantes e detritos diversos.

Os nitratos e outros produtos químicos que chegam aos rios e acabam por desaguar nos mares resultam numa reprodução rápida de algas unicelulares, que, quando começam a decompor-se, provocam uma queda acentuada do nível de oxigénio presente na água. A maioria dos animais não consegue sobreviver nessas condições.

Nos últimos anos, os oceanólogos encontram cada vez mais evidências de que o aquecimento global acelera o surgimento destas “zonas mortas”, especialmente nas proximidades da linha do Equador.

Actualmente, estas zonas mortas já representam cerca de 7% dos oceanos. A maior das zonas mortas conhecidas, que está devorar o Golfo de Omã, tem 165 mil km2 – quase duas vezes maior do que Portugal.

De acordo com um artigo publicado por Nancy Rabalais, investigadora da Universidade da Louisiana, uma outra zona morta gigantesca encontra-se ao norte do golfo do México, perto da costa do Texas e do Louisiana.

Nancy Rabalais / gulfhypoxia.net

Mais preocupante ainda é que Nancy Rabalais e colegas descobriram que o tamanho desta enorme “mancha morta” triplicou nos últimos anos e cobre agora uma área semelhante a um pequeno país – quase do tamanho do Alentejo. É a segunda maior zona morta do mundo, a seguir à do Golfo de Omã.

Mas ao contrário de outras zonas semelhantes, que são causadas pelo aquecimento global, esta zona morta, diz a investigadora, é directamente causada pela acção humana.

Segundo alertam cientistas, o rápido crescimento desta “mancha” prova que as pessoas usam cada vez mais fertilizantes e produtos químicos. Se a tendência continuar no futuro, as fronteiras desta “zona da morte” vão crescer ainda mais.

ZAP // Sputnik News / LSU

Por ZAP
10 Junho, 2018

[vasaioqrcode]

[SlideDeck2 id=1476]

[powr-hit-counter id=783fbfad_1528629327437]