1994: Sonda chinesa revela segredos do lado oculto da Lua

A sonda lunar Chang’e-4 detectou minerais provenientes das entranhas do satélite natural da Terra.

A sonda chinesa Chang’e-4, que pousou no lado oculto da Lua no início deste ano, terá detectado vestígios de minerais que provêm das entranhas do nosso satélite natural, revela um estudo publicado esta semana na revista Nature.

Os minerais encontrados – “olivina e piroxena de baixo teor de cálcio”, – são diferentes dos que estão presentes nas amostras recolhidas da superfície lunar, concluem os investigadores que tentam perceber a composição do manto lunar, que existe entre a crosta e o núcleo, a formação e a evolução da Lua e da Terra.

© SIC Notícias A sonda chinesa Chang’e 4 pousou na Lua a 3 de Janeiro e levou sementes de algodão, colza, batata, ovos de mosca da fruta e algumas leveduras.

Foto em 360º desvenda o lado oculto da Lua

Poucos dias depois de pousar, a sonda chinesa enviou uma impressionante foto panorâmica a 360º do lado oculto da Lua, publicada no site da agência espacial chinesa CNSA.

© CNSA SIC Notícias

Robô e sonda investigam a Lua

O robô teleguiado Yutu-2 (Coelho de Jade 2) abandonou o módulo principal cerca de 12 horas depois da alunagem. No entanto, só depois de alguns dias “adormecido” para se proteger do frio, é que se começou a movimentar pela superfície lunar.

O Yutu-2 tem 140 kg, seis rodas, todas com potência para que possa continuar a operar mesmo que uma delas falhe. Pode subir uma colina de 20 graus ou obstáculos de até 20 centímetros de altura. A velocidade máxima é de 200 metros por hora.

Tem realizado diversas experiências no solo lunar, como avaliar com um radar a espessura das camadas subterrâneas e estudar com um espectrómetro a composição mineral à superfície.

© China Stringer Network SIC Notícias

Por sua vez a sonda Chang’e-4, equipada também com vários instrumentos, tem estado a estudar o gás interestelar e os campos magnéticos que se disseminam após a morte de uma estrela e testar se a batata e a planta herbácea Arabidopsis thaliana (da família da mostarda) crescem e fazem a fotossíntese num ambiente controlado, mas condicionado à micro-gravidade da superfície lunar.

Experiências anteriores realizadas na Estação Espacial Internacional revelaram que a batata e a Arabidopsis thaliana podem crescer normalmente em ambientes controlados que são sujeitos a uma gravidade inferior à da Terra, mas não a uma gravidade tão baixa como a da Lua.

Para comunicar com a sonda, o centro de controlo da missão Chang’e-4 usa o satélite Queqiao, lançado em maio, para intermediar as comunicações com o aparelho (a comunicação directa com a sonda não é possível no lado oculto da Lua).

Depois da Chang’e-4, seguir-se-á a missão Chang’e-5, com lançamento previsto para 2019, e com a qual a China pretende recolher amostras do solo lunar.

A meta final da agência espacial chinesa, ainda sem data marcada, é criar uma base na Lua para exploração humana.

As primeiras imagens enviadas a 3 de Janeiro

(vídeo não disponível)

msn notícias
SIC Notícias
16/05/2019



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