1073: Fonte termal de Yellowstone entra em erupção passados 14 anos

Chuck Martin / Flickr
A fonte termal Ear Spring do Parque Nacional de Yellowstone, nos Estados Unidos

A fonte termal, chamada Ear Spring, situada no Géiser Hill do Parque Nacional de Yellowstone, nos Estados Unidos da América, entrou em erupção no sábado passado, após 14 anos de inactividade.

A actividade térmica no parque tem aumentado nos últimos tempos, mas especialistas afirmam que não há nada a temer.

No dia 15 de Setembro, a fonte, parecida com uma orelha humana, despertou lançando jactos de vapor de água a uma altitude de seis e nove metros, e lançando água a 60 centímetros de altura. Trata-se da primeira erupção deste tamanho desde 1957.

O The Express UK diz que a nova actividade coloca os visitantes em risco, porque a pressão criada no géiser tem enviado detritos e rochas para o céu.

De acordo com funcionários do parque, trata-se da 4ª erupção da fonte nos últimos 60 anos e também da maior altura de jactos de água registada desde 1957, cita a agência AP.

Esta erupção faz parte da recente actividade térmica registada no Géiser Hill, destacou a agência.

ZAP // Sputnik News

Por SN
25 Setembro, 2018

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918: Erupção vulcânica está longe de ser a maior ameaça de Yellowstone

CIÊNCIA

Acroterion / Gaendalf / Wikimedia
Opal Pool, no Parque Nacional de Yellowstone, no Wyoming, Estados Unidos. Ao fundo, os picos Twin Buttes

Na realidade, a grande ameaça do Parque Nacional de Yellowstone, nos EUA, não é que o seu super-vulcão entre em erupção mas, sim, um terramoto de grandes proporções.

Muitos alertam que o super-vulcão do famoso Parque Nacional de Yellowstone, no estado norte-americano do Wyoming, poderá explodir, mas outros receiam que o maior perigo será mesmo um terremoto capaz de “sacudir” uma zona muito sensível.

“O maior medo que temos relativamente a Yellowstone não é o vulcão em si, mas antes os sismos”, afirma Michael Poland, cientista responsável pelo Observatório do Vulcão Yellowstone, em entrevista ao USA Today.

“Este é um risco subestimado na área de Yellowstone. Pode haver e haverá no futuro terramotos de magnitude 7“, acrescenta ainda ao jornal norte-americano.

No geral, explica o diário, Yellowstone regista uma média de 1.500 a 2.500 sismos por ano, sendo que muitos deles são tão pequenos que até passam despercebidos. Podem ocorrer durante praticamente todo o dia, ainda que os visitantes do parque não o notem.

Porém, houve grandes terramotos que aconteceram num passado não muito distante. O último ocorreu em Agosto de 1959, com uma magnitude de 7,3 na Escala de Richter, e provocou a morte de 28 pessoas devido a um deslizamento de terras que atingiu uma zona de acampamento.

Mais de 80 milhões de toneladas de rocha caíram, bloqueando um rio e formando um lago, apropriadamente baptizado de “Lago do Terramoto”, que continua a existir até hoje.

De acordo com o jornal, comparado com uma erupção menor do vulcão, a probabilidade de um terramoto numa escala similar acontecer novamente é mais provável. “Podemos dizer onde é provável que ocorra, mas não podemos dizer quando”, explica Poland.

“Poderá ser muito pior actualmente tendo em conta que há mais pessoas nesta área”, afirma Jamie Farrell, professor de Geologia da Universidade de Utah. Recorde-se que este parque recebe mais de quatro milhões de visitantes por ano.

Além disso, há ainda a adversidade de o parque estar localizado numa zona rural com poucos acessos. Se um dos acessos é cortado, faz-se um enorme desvio. No caso de duas estradas se tornarem intransitáveis, às vezes nem é possível chegar lá de carro, lembra.

No entanto, uma coisa é certa: o Parque Nacional de Yellowstone é uma zona vulcânica muito sensível e, por isso, o local foi convertido numa das zonas geologicamente mais bem protegidas e controladas do mundo, com mais de 40 estações sísmicas, juntamente com a Universidade de Utah, a registar incessantemente os movimentos terrestres.

Por SN
25 Agosto, 2018

(Foram corrigidos 5 erros ortográficos ao texto original)

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803: Afinal, o super-vulcão de Yellowstone foi criado por uma gigantesca placa oceânica

Jon Sullivan / Wikimedia
A lagoa de Morning Glory, no Parque Nacional de Yellowstone

De acordo com um estudo recente, a história do super-vulcão de Yellowstone, há muito adormecido, é diferente da que se pensava até agora.

Há muito tempo que os cientistas pensavam que o super-vulcão de Yellowstone era alimentado pelo calor do núcleo da Terra, como acontece com a maioria dos vulcões. No entanto, uma recente investigação, cujo estudo foi publicado no mês de maio na Nature Geoscience, desmonta completamente essa ideia, até agora dada como certa.

“Nesta investigação, não houve qualquer evidência de calor vindo directamente do núcleo da Terra para alimentar o vulcão de Yellowstone”, afirma Ying Zhou, professor do Departamento de Geociências da Virginia Tech College of Science e autor principal do artigo científico.

“Em vez disso, as imagens subterrâneas que capturamos sugerem que os vulcões Yellowstone foram produzidos graças a uma gigantesca placa oceânica que mergulhou sob o oeste dos Estados Unidos, há cerca de 30 milhões de anos”, esclarece o cientista.

De acordo com Zhou e a equipa, esta antiga placa oceânica partiu-se em pedaços, tendo essa fragmentação resultado em perturbações nas rochas incomuns do manto que desencadearam as erupções vulcânicas dos últimos 16 milhões de anos.

Zhou criou imagens raio-X do interior profundo da Terra e descobriu uma estrutura subterrânea anómala a uma profundidade de 250 a 400 milhas, abaixo da linha de vulcões, explica o site EurekAlert. “Esta descoberta entrava em contradição com o modelo da pluma”, explica o líder da investigação.

Estas imagens do interior da Terra mostravam que placa oceânica de Farallon, que costumava estar no lugar onde o oceano Pacífico se encontra actualmente, “encravou” sob o actual oeste dos Estados Unidos. A placa partiu-se em pedaços e um desses fragmentos começou a rasgar e a afundar na Terra profunda.

À medida que o tempo foi passando, este pedaço de placa oceânica empurrou materiais quentes que formaram os vulcões que existem actualmente na região de Yellowstone. Desde então, o conjunto de vulcões que compõem Yellowstone tem-se movido muito lentamente.

Zhou refere que as frequentes erupções de geyser não são erupções vulcânicas com magma, mas sim de água super-aquecida. A última super erupção de Yellowstone aconteceu há cerca de 630 mil anos e o cientista não tem previsões de quando é que o Yellowstone poderia entrar em erupção novamente.

Da mesma forma que os humanos podem ver objectos numa sala quando a luz está acesa, os sismógrafos conseguem “ver” estruturas profundas dentro da terra quando ocorre um terramoto. As vibrações espalham-se e criam ondas quando batem em pedras. Essas ondas são detectadas por sismógrafos.

“Foi a primeira vez que esta nova ‘teoria de imagens’ foi aplicada a este tipo de dados sísmicos, o que nos permitiu ver estruturas anómalas no manto da Terra que, de outra forma, não seriam descobertas usando métodos tradicionais”, sublinhou o especialista.

No futuro, imagens mais detalhadas destas rochas incomuns encontradas permitirão fazer simulações de modo a recriar a fragmentação da gigantesca placa oceânica e testar diferentes cenários de como o sistema de fusão do magma funciona nos vulcões de Yellowstone.

ZAP //

Por ZAP
27 Julho, 2018

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555: O segredo da origem da vida na Terra pode estar nos micróbios de Yellowstone

Brocken Inaglory/ Wikimedia
Géiser no Parque Nacional de Yellowstone

Como começou a vida na Terra? A resposta a esta pergunta pode estar nos micróbios descobertos nas águas do Parque Nacional de Yellowstone.

Após uma década de investigação, cientistas que estudam características geotérmicas no Parque Nacional de Yellowstone encontraram uma nova linhagem da antiga forma de vida arquea.

Os arqueas, provavelmente as formas mais antigas de vida na Terra, são organismos parecidos com as bactérias, mas com um metabolismo diferente. Os especialistas acreditam que este organismo unicelular pode revelar os segredos de como a vida na Terra começou e como é que poderia ser em outros planetas.

“A descoberta de linhagens de arqueia é fundamental para nossa compreensão da árvore universal da vida e da história evolutiva da Terra“, escreveram os autores no artigo científico publicado recentemente na Nature Microbiology.

Em homenagem ao Planeta Vermelho, os organismos foram batizados de Marsarqueotas. Os cientistas descobriram que estes organismos são ricos em óxido de ferro e são tão ácidos quanto toranjas.

Os dois recém-subgrupos descobertos da Marsarqueotas prosperam nas águas quentes no Parque Nacional de Yellowstone: um vive em águas acima de 50º C e o outro em águas entre os 60º e os 80°C.

Os Marsarqueotas vivem dentro de tapetes microbianos – comunidades microscópicas em ambientes aquáticos – e conseguem a sua coloração vermelho escuro graças aos altos níveis de óxido de ferro, o principal componente da ferrugem.

Os especialistas acreditam que tipos de habitats semelhantes a estes “tapetes” desempenharam um papel importante na evolução dos arqueas, tanto no planeta Terra como (provavelmente) noutro planeta qualquer.

O óxido de ferro que estes organismos produzem cria uma espécie de terraço que bloqueia o fluxo de água. A água, a poucos milímetros de profundidade, escorre pelos terraços onde o oxigénio é capturado e fornecido à Marsarqueota.

Ao contrário de outros organismos que produzem óxido de ferro, os cientistas acreditam que a Marsarqueota pode estar envolvida na redução do ferro para uma forma mais simples, importante desde o princípio da Terra. De acordo com os investigadores, “o ciclo do ferro é extremamente importante no que diz respeito às primeiras condições de vida”.

Tal como o que acontece com estes organismos, a cor vermelho, característica do planeta Marte, surge da oxidação do ferro na sua superfície. “O habitat destes organismos contém minerais de ferro semelhantes aos encontrados na superfície de Marte”, comentou o professor William Inskeep, da Montana State University.

“Estudar os arqueas fornece pistas extra deste quebra-cabeça, importante para entender a biologia de alta temperatura – que poderia ser relevante na indústria e biologia molecular.”

ZAP // IFLScience

Por ZAP
18 Maio, 2018

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541: Maior géiser activo de Yellowstone entra em erupção novamente (e ninguém sabe porquê)

(CC0/PD) Steppinstars / pixabay
Géiser Steamboat

Os cientistas não acreditam que este fenómeno conduza a uma devastadora erupção do temido super-vulcão, mas não descartam essa possibilidade.

O géiser Steamboat, localizado no Parque Nacional de Yellowstone, nos Estados Unidos, é actualmente o maior do mundo em actividade. Actualmente, os cientistas têm concentrado a sua atenção neste géiser, já que no dia 4 deste mês entrou em erupção pela quarta vez desde que o ano começou.

O comportamento incomum desta nascente termal causou espanto entre os visitantes do parque natural, mas também a preocupação devido a uma possível erupção catastrófica.

Os especialistas não têm certeza de quais condições geralmente causam um aumento na actividade dos géiseres, mas, segundo Michael Poland, director do Observatório Vulcanológico de Yellowstone (OVY), Steamboat parece ter um sistema de condutas internas menos estável do que outras fontes termais.

“Quando está estável, esperamos que o comportamento seja um pouco mais previsível ou mais regular”, disse a Poland, citado pela Wyoming Public Media. No entanto, embora não descarte tal possibilidade, o especialista indica que a actividade não é, provavelmente, devida a uma erupção latente do temido super-vulcão que fica debaixo do parque natural.

“Estas erupções irregulares de géiseres são, em grande escala, uma consequência das mudanças na superfície e do fluxo de água que ocorrem nas centenas de metros mais próximos da superfície”, explicou o cientista, indicando que o magma causaria uma erupção vulcânica.

O géiser Steamboat, capaz de disparar água a uma altura de cerca de 90 metros, entrou em actividade nos dias 15 de Março, 19 de Abril, 27 de Abril e 4 de maio. Segundo o Observatório Vulcanológico de Yellowstone, a última vez que ocorreram mais de três erupções em apenas um ano foi há mais de três décadas.

ZAP // RT

Por ZAP
15 Maio, 2018

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475: Identificado o segredo que alimenta o inferno explosivo de Yellowstone

Jim Peaco, National Park Service / Wikimedia
A Grand Prismatic Spring, no Parque National de Yellowstone, EUA, é um dos locais do planeta onde apenas os extremófilos sobrevivem.

Simulações de supercomputadores ofereceram uma nova explicação para a geologia subjacente às imagens sísmicas recentes dos corpos de magma do Parque Yellowstone, nos Estados Unidos.

O super-vulcão de Yellowstone é o mais bonito barril de pólvora do planeta, uma caldeira gigantesca tão grande que é observável a partir da órbita terrestre baixa.

Através de simulações de supercomputadores os cientistas analisaram o comportamento de duas câmaras de magma ocultas debaixo da superfície do Yellowstone e identificaram uma zona de transição onde os corpos de magma se encontram.

A zona de transição é o lugar onde as rochas frias e rígidas da crosta superior dão lugar a rochas quentes, dúcteis e até parcialmente fundidas, de acordo com o estudo publicado na Geophysical Research Letters.

É nesta zona que é criada uma laje de rocha solidificada que pode ser o que alimenta as explosões infernais do super-vulcão. “Achamos que é essa estrutura que causa o vulcanismo de riolito-basalto em todo o Yellowstone, incluindo as erupções super-vulcânicas”, afirma o geólogo Ilya Bindeman, da Universidade de Oregon.

Esta zona de transição aprisiona o aumento dos magmas e faz com que se acumulem e se solidifiquem num grande corpo horizontal chamado de “peitoril médio-crustal”, que pode ter até 15 quilómetros de espessura, de acordo com os modelos de computador. “Este é o berçário, um fósforo geológico e petrológico com produtos eruptivos”, descreve.

Para investigar como é que as duas câmaras de magma surgiram e tentar entender a relação de transferência de magma entre as mesmas, Bindeman e a sua equipa realizaram simulações de computador com o objectivo de traçar a evolução hipotética do Yellowstone ao longo de 7 milhões de anos.

De acordo com a investigação, o “peitoril médio-crustal” é composto por magma frio, fica entre os reservatórios mais quentes e mais viscosos – localizado a cerca de 10 quilómetros abaixo da superfície do Yellowstone – e tem entre 10 a 15 quilómetros de espessura.

O peitoril é composto por gabro solidificado, uma rocha formada a partir de magma arrefecido. Os cientistas admitem a possibilidade de este fenómeno se formar noutros super-vulcões.

Embora esta investigação tenha por base simulações, os cientistas acreditam que estas descobertas podem mesmo ser o primeiro vislumbre de como o magma se distribui dentro da cratera.

As conclusões do estudo não nos dizem como ou quando o super-vulcão irá entrar em erupção, mas aproximam-nos de uma maior e melhor compreensão do Yellowstone: e quando estamos a falar de um evento que poderia tornar o planeta Terra num inverno vulcânico catastrófico, esta é uma informação muito importante a reter.

ZAP // ScienceAlert

Por ZAP
20 Abril, 2018

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392: Geólogos descobrem a fonte de magma subterrânea do super-vulcão Yellowstone

Jon Sullivan / Wikimedia

Análise sísmica do núcleo de vulcão de Yellowstone mostra que debaixo deste vulcão se localiza uma poderosa pluma mantélica – um fluxo vertical de magma que sobe rapidamente das profundezas da Terra.

“A história da formação do super-vulcão, localizado dentro da placa tectónica, tem provocado já há muito tempo debates calorosos entre os cientistas. Alguns especialistas acreditam que surgiu por causa da pluma, enquanto que os oponentes acreditam que nasceu em resultado de processos ainda desconhecidos que ocorreram nas camadas altas do manto terrestre”, escrevem os autores da pesquisa publicada na segunda-feira na revista Nature Geoscience.

O super-vulcão do parque nacional de Yellowstone é agora uma caldeira gigantesca tão grande que é observável a partir da órbita terrestre baixa. A sua cratera tem 72 quilómetros de comprimento e 55 de largura e os canais subjacentes contêm várias dezenas de milhares de quilómetros cúbicos de material magmático.

Há certos receios ligados ao fato de o vulcão Yellowstone, actualmente adormecido, poder entrar em erupção depois de 630 mil anos de “sono” e que a erupção poderia atingir centenas de quilómetros nos EUA.

No entanto, até ao momento os especialistas não conseguiram encontrar a fonte de lava ou magma desse super-vulcão. O que, por sua vez, fez os geólogos procurar as possíveis razões para o aparecimento de um vulcão gigantesco nessa parte dos EUA.

Mas os geólogos da Universidade do Texas, nos EUA, Peter L. Nelson e Stephen P. Grand, abriram recentemente um novo capítulo na discussão. Descobriram que por baixo do Yellowstone encontra-se uma “fonte” de magma líquido e extremamente quente que sobe rapidamente para a superfície da Terra desde o núcleo.

Esses fluxos de magma são chamados pelos cientistas de “plumas“. Graças à sua velocidade e temperaturas altas, os fluxos às vezes são capazes de “romper” as camadas rochosas grossas e frias da placa tectónica e sair para a superfície do nosso planeta, causando erupções vulcânicas extremamente fortes.

No decurso da pesquisa, os geólogos criaram um mapa tridimensional da área subterrânea debaixo do super-vulcão usando sismógrafos USArray e entenderam como se movem os fluxos de magma e como sobe para a superfície.

Segundo mostram os resultados, debaixo do Yellowstone está localizado um “tubo” de magma estreito e direito que desce por 2,7 – 3 quilómetros até à profundeza terrestre. Além disso, as estimativas científicas mostram que surgiu em resultado de uma pluma.

Vale a pena ressaltar que, por um lado, a nova descoberta não permite predizer quando ocorrerá a próxima erupção do vulcão e não a torna mais provável, segundo indicam os próprios geólogos. Mas, por outro lado, a observação posterior do comportamento da pluma permitirá saber com antecedência que o super-vulcão começou a despertar.

ZAP // Sputnik News

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205: Geólogos descobrem origem do super vulcão de Yellowstone

Jon Sullivan / Wikimedia
A lagoa de Morning Glory, no Parque Nacional de Yellowstone

Até agora a teoria geralmente aceite era a de que o super vulcão de Yellowstone, nos EUA, é produto das chamadas plumas mantélicas: o magma quente que flui do manto da Terra para a crosta terrestre.

Para esclarecer de onde vinha a lava que “alimenta” o super vulcão, vários especialistas realizaram um estudo para explicar por que razão “o Yellowstone e outros vulcões do oeste dos EUA estão longe da costa, onde se situa a fronteira entre as placas tectónicas“, assegurou Lijun Liu, um dos autores.

O cientista e os seus colegas analisaram a estrutura do subsolo do Yellowstone e dos arredores com um tomógrafo sísmico e obtiveram dezenas de padrões informáticos baseados na hipótese das plumas mantélicas no período desde há 20 milhões de anos, quando, segundo as estimativas dos cientistas, aquele lugar se formou.

A comparação destes padrões com os dados sísmicos reais revelou que a teoria das plumas mantélicas deve ser descartada porque, durante o nascimento do super vulcão, o calor fluiu não do interior do planeta para a superfície, mas ao contrário.

Liu e a sua equipa acreditam que a fonte de calor que deu início ao Yellowstone e a outros centros de actividade vulcânica no oeste dos EUA está nas camadas superiores do manto terrestre localizadas a nordeste do país, um dos fragmentos da placa tectónica Farallon.

Essa placa cobria uma parte do fundo do oceano Pacífico, mas desintegrou.se em várias partes na época dos dinossauros. Hoje em dia, os seus fragmentos continuam em movimento nas entranhas da Terra.

ZAP // Sputnik News

Por SN
27 Dezembro, 2017

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