1144: Cientistas explicam como surgem os sistemas de magma que nutrem super-erupções

Francis R. Malasig / EPA

Para descobrir onde é que o magma se encontra na crosta terrestre e durante quanto tempo, o vulcanologista da Universidade de Vanderbilt, Guilherme Gualda, e a sua equipa viajaram para a área mais activa: a Zona Vulcânica Taupo, na Nova Zelândia.

Para descobrir onde o magma se acumula na crosta terrestre e durante quanto tempo, o vulcanologista Guilherme Gualda, da Universidade de Vanderbilt, e a sua equipa, viajaram para o aglomerado mais activo: a Zona Vulcânica Taupo na Nova Zelândia, onde ocorreram algumas das maiores erupções dos últimos dois milhões de anos .

Depois de estudar camadas de pedra-pomes visíveis em cortes de estradas e outros afloramentos, medindo a quantidade de cristais nas amostras e usando modelos termodinâmicos, a equipa de cientistas determinou que o magma se aproximava da superfície a cada erupção sucessiva.

Este trabalho integra-se num projecto que tem como objectivo estudar super-erupções – como os sistemas de magma que os alimentam são construídos e como a Terra reage à entrada repetida de magma em curtos períodos de tempo.

“À medida que o sistema é redefinido, os depósitos tornam-se mais rasos”, disse Gualda, professor associado de ciências da terra e do meio ambiente. “A crosta está a ficar cada vez mais quente, então o magma pode alojar-se em níveis mais rasos.”

Além disso, a natureza dinâmica da crosta da Zona Vulcânica de Taupo tornou muito mais provável a erupção do magma em vez de simplesmente ficar armazenado na crosta. As erupções mais frequentes e com menor impacto, que produziam 50 a 150 quilómetros cúbicos de magma, impediram, muito provavelmente, uma super-erupção.

Super-erupções produzem mais de 450 quilómetros cúbicos de magma e afectam o clima da Terra durante vários anos após a erupção, adianta o EurekAlert.

“Há magma estagnado que é pobre em cristal, que se mantém fundido durante algumas décadas, e a certa altura irrompe”, disse Gualda. “Aí, outro corpo de magma é estabelecido, mas não sabemos como se forma esse corpo.  É um período no qual aumenta o derretimento na crosta.”

A questão que permanece no ar tem a ver com o tempo que esses corpos de magma, ricos em cristais, se reúnem entre as erupções. Pode demorar milhares de anos, mas Gualda acredita que o período de tempo é mais curto do que isso.

ZAP //

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14 Outubro, 2018

 

1131: Colapso do Etna para o mar pode causar tsunami devastador na Europa

(CC0/PD) notiziecatania / pixabay
Catania, na Sicília, com o Etna ao fundo

O vulcão do Monte Etna, na parte oriental da Sicília, está a escorregar lentamente para o mar. Um novo estudo mostra agora que há um risco muito maior do que o anteriormente previsto de um colapso originar um tsunami.

Após ter sido comprovado que o Monte Etna está a deslizar para o Mediterrâneo, um novo estudo explica agora o motivo pelo qual este monte se desloca cerca de três a cinco centímetros por ano. O estudo foi publicado a 10 de Outubro na revista Science Advances.

Nos primeiros estudos, os cientistas apontavam como causa para o deslocamento a acumulação de pressão proveniente do magma interno do vulcão.

Contudo, uma equipa de investigação liderada pela Dr.ª Morelia Urlaub, do Centro de Investigação do Oceano GEOMAR Helmholt, estudou os movimentos do fundo do mar durante um período em que a derrapagem do vulcão acelerou.

Entre os dias 12 e 20 de maio de 2017, os investigadores registaram, em pouco mais de uma semana, locais que se distanciaram cerca de 3,9 centímetros um do outro. Este valor foi observado longe da câmara de magma, onde os efeitos de pressão seriam mais significativos de acordo com a primeira teoria avançada pelos especialistas.

Além disso, os investigadores não registaram a existência de qualquer aumento de magma, o que fez cair por terra a teoria de que o deslocamento seria causado pela acumulação de pressão do magma.

Retirada essa hipótese de cima da mesa, Urlaub e a sua equipa acreditam que a explicação para esse fenómeno se prende com a atracção gravitacional da margem continental que se afundou no mar e que está a puxar partes da montanha atrás dela.

O artigo descreve o deslizamento gravitacional como “o processo vector” que causa colapsos, estimulando mudanças no magma que induziram erupções subsequentes.

O resultado que mais se destaca neste trabalho é a percepção de que um colapso do flanco submarino do Etna é muito mais provável do que aquilo que se pensava anteriormente, isto porque as causas do deslizamento se alteraram.

Segundo os investigadores, o deslizamento gravitacional irá continuar e poderá até tornar-se mais repentino e mais forte, sendo capaz de criar um tsunami devastador.

O Etna é o maior vulcão activo da Europa e um dos vulcões mais activos do mundo. É também a mais alta montanha de Itália. A extensão total da sua base é de 1190 km², com uma circunferência de 140 km, o que o torna quase três vezes maior que o Vesúvio.

Por ZAP
11 Outubro, 2018

 

1128: As vítimas do Vesúvio podem ter morrido de forma mais horrenda do que pensávamos

CIÊNCIA

Petrone et al/PLOS One
Alguns dos crânios analisados pela equipa de arqueólogos

O Vesúvio entrou em erupção em 79 d.C, assolando assentamentos num raio de 20 quilómetros. Uma grande área em torno do vulcão ficou reduzida a pó e milhares de pessoas morreram – um novo estudo aponta agora que estas mortes podem ter sido ainda mais horrendas do que se pensava até então.

Segundo uma nova investigação, publicada no fim de Setembro na revista Plos One, o calor intenso da erupção vulcânica pode ter feito com que os cérebros da vítimas explodissem.

Os investigadores acreditam que algumas vítimas podem ter morrido após os seus fluídos corporais terem sido vaporizados pelo calor intenso oriundo do vulcão. Com esta vaporização, a pressão dentro do corpo foi aumentando até atingir um ponto de inflexão, que acabaria por causa a explosão do cérebro a partir do interior do mesmo.

O estudo, conduzido por uma equipa de arqueólogos do Hospital Universitário Federico II, na cidade italiana de Nápoles, analisou ossadas recuperadas de 12 câmaras à beira-mar em Herculano, uma das cidades mais próximas do vulcão.

Esta zona costeira, onde viviam cerca de 4 a 5 mil pessoas, foi o último refúgio de cerca de 300 moradores, que morreram instantaneamente devido à enorme onda de gás e fragmentos vulcânicos que foram expelidos da cratera do vulcão.

A partir da análise, os cientistas descobriram um estranho resíduo mineral de cor vermelha e preta no ossos, incluindo na parte interior dos crânios, evidenciando marcas das cinzas em volta e dentro do próprio esqueleto.

De acordo com a publicação, os resíduos encontrados contêm traços de ferro e dióxido de ferro, que podem ser resultado da exposição do sangue a níveis extremos de calor.

As maiores quantidades de ferro foram encontradas nas marcas avermelhadas – identificadas nos ossos cranianos e pós-cranianos – nas cinzas encontradas no interior dos crânios e na areia junto à praia.

“Estas descobertas indicam que a quantidade extremamente alta de ferro encontrada pode não ter sido originada a partir das cinzas vulcânicas ou aos produtos vulcânicos, mas antes da [vaporização] dos fluídos corporais da vítimas”, remata o estudo.

O Vesúvio, localizado no golfo de Nápoles, tornou-se amplamente conhecido após a erupção de 79 d.C, que dizimou as cidades romanas de Herculano e Pompeia. Actualmente, ainda está activo, tendo registado a sua última erupção em 1994.

Por ZAP
11 Outubro, 2018

 

1022: Cientistas vão largar “ovos de dragão” em vulcões para prever erupções

CIÊNCIA

Cientistas da Universidade de Bristol criaram um sistema de sensores inspirado em “ovos de dragão”. Os “ovos” abrem e analisam todo o ambiente vulcânico assim que é detectado algum tremor.

Subir de mochila às costas um vulcão que mostra sinais de actividade para largar sensores  numa cratera é, no mínimo, uma árdua e perigosa tarefa. E, por essa razão, cientistas britânicos criaram uma maneira de evitar a presença de humanos nesta missão.

Os “ovos de dragão” são pequenas caixas autónomas repletas de sensores inteligentes que podem ser largados bem no centro do vulcão, através do controlo à distância de um quadcopter – um drone composto por 4 rotores.

Caso o vulcão não esteja prestes a entrar em erupção, cada caixa permanece no modo suspenso (stand-by), semelhante ao modo disponível em qualquer computador, consumindo níveis de energia muito baixos.

O comunicado da Universidade de Bristol reivindica para estes “ovos de dragão” o título de “menor consumo de energia em stand-by do mundo”, podendo ficar operacionais por largos meses com uma só carga de bateria.

Os sensores acoplados nos aparelhos despertam e o “ovo” abre assim que é detectado o mais pequeno tremor vulcânico, iniciando o protocolo de registo de valores de temperatura, humidade, frequência e intensidade de vibrações, sendo ainda capazes de analisar a presença de vários gases tóxicos.

Universidade de Bristol
Drone e os ovos de dragão que serão utilizados para analisar vulcões

Os “ovos de dragão” podem ainda trabalhar isoladamente ou em conjunto num sistema interligado em rede e os dados recolhidos pelos sensores podem ser transmitidos em tempo real para uma estação localizada num raio de 10 km do vulcão onde os “ovos de dragão” operam.

Depois de os dados chegarem a essa estação podem ser retransmitidos por satélite para centros de investigação de todo o mundo, onde poderão ser usados em estudos geológicos ou para fornecer alertas sobre erupções iminentes.

“Esta é a primeira vez que um sistema autónomo que usa tecnologia de escuta de zero energia foi implementado neste tipo de ambiente hostil”, afirmou Yannick Verbelen, investigador associado do departamento de física da Universidade de Bristol.

O grande desafio pela frente desta tecnologia é a optimização do design para atender a diferentes critérios e situações.

Os “ovos de dragão” terão de ser leves o suficiente para o drone os suportar, terão de ser capazes de aguentar condições extremas, e ainda extremamente eficientes no consumo de energia visto que, dentro de um vulcão, a sua manutenção é impossível.

Mas desengane-se quem pense que estes “ovos de dragão” têm apenas a função de vigiar vulcões. As capacidades demonstradas por estes dispositivos fazem deles mais valias capazes de ser utilizados noutros âmbitos: em glaciares, falhas geológicas, locais de armazenamento de lixo nuclear e outros locais que demonstrem algum tipo de perigo.

A tecnologia desenvolvida já foi testada no vulcão Stromboli, em Itália, e os resultados positivos permitiram à tecnologia começar a ser desenvolvida com propósitos comerciais.

Por ZAP
14 Setembro, 2018

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976: Cientistas acreditam ter resolvido o mistério do Monte Santa Helena

CIÊNCIA

Lyn Topinka / Wikimedia
Pequena erupção do Monte de Santa Helena em 1982

Geofísicos norte-americanos acreditam ter resolvido o mistério do Monte Santa Helena, o vulcão mais mortífero dos Estados Unidos.

Adam Schultz, geofísico da Universidade de Oregon, os Estados Unidos, acredita ter resolvido, em conjunto com a sua equipa, o mistério do Monte Santa Helena, um vulcão localizado na Cordilheira das Cascatas, no Noroeste dos EUA.

Este vulcão tem uma particularidade: apesar de a Cordilheira das Cascatas ficar numa região geologicamente activa, o Santa Helena fica 50 quilómetros  a oeste do resto dos vulcões.

Os cientistas estão convictos de que o batólito Spirit Lake, uma formação rochosa subterrânea com certa de 32 a 48 quilómetros de diâmetro, desviou o magma e a rocha parcialmente derretida para fora do arco e para oeste, formando assim o vulcão activo. O artigo científico foi publicado recentemente na Nature Geoscience.

Em Maio de 1980, o Monte Santa Helena viveu uma grande erupção, e desde então passou por períodos de construção da cúpula e de dormência. O mistério em torno do vulcão intensificou-se e, em 2006, geocientistas da Universidade da Cantuária da Nova Zelândia forneceram algumas imagens do subsolo do vulcão.

De acordo com o Sci-News, os cientistas conseguiram as imagens através de uma técnica chamada levantamento magnetotelúrico, que mede a condutividade eléctrica da superfície da Terra.

No recente estudo, Schultz e a sua equipa usaram esta mesma técnica para reunir imagens mais recentes e mais nítidas para observar e analisar as mudanças que aconteceram desde o estudo de 2006.

“As novas imagens são claras o suficiente para que, monitorizando continuamente os campos geoelétricos e geomagnéticos, consigamos detectar mudanças no movimento do magma sob o Monte Santa Helena”, disse Schultz.

Para compreender a formação do Monte Santa Helena, é preciso começar pela base: as placas tectónicas.

“Tal como nos dias de hoje, em que a placa de Juan de Fuca está a ser subductada abaixo da América do Norte, no passado, blocos crustais com sedimentos marinhos bateram no continente e acumularam-se“, explicou o cientista. “Este material é mais permeável do que a rocha circundante e permite que o magma se mova através dele.”

O grande batólito desvia o magma que teria entrado em erupção na linha dos outros grandes vulcões da Cascata, caso o Spirit Lake não existisse.

ZAP //

Por ZAP
7 Setembro, 2018

(Foram corrigidos 6 erros ortográficos ao texto original)

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812: Estranhos vulcões estão em erupção em todo o Sistema Solar

NASA/JPL/USGS
O vulcão Arsia Mons, em Marte, captado por sonda da NASA no planalto Tharsis Montes.

A sonda Juno, da NASA, detectou recentemente um possível novo vulcão no pólo sul da lua mais vulgar de Júpiter, a Io. Mas esta lua vulcanicamente activa não está sozinha no Sistema Solar.

A lua Io é famosa pelos seus inúmeros vulcões e pelo facto de estes soltarem lava dezenas de quilómetros acima da superfície. Esta lua de Júpiter está constantemente a reformar a sua superfície através de erupções vulcânicas. O vulcanismo de Io resulta de fortes encontros gravitacionais entre Júpiter e duas das suas grandes luas, Europa e Ganimedes, que “sacodem” as entranhas de Io.

Rosaly Lopes, investigadora do Jet Propulsion Laboratory (JPL) da NASA, na Califórnia, levou a cabo observações desta lua vulcanicamente activa entre 1996 e 2001, durante a missão espacial Galileo.

“Em Io existem muitos fluxos de lava e muitos lagos. Os lagos de lava são bastante raros na Terra, temos meia dúzia deles. Achamos que ocorreram no passado, em Vénus e Marte. Mas na Io, na verdade, vemos lagos de lava ainda hoje”, disse a cientista. O Kilauea, no Havai, é um desses locais na Terra repletos de lagos de lava, por exemplo.

Agora, os cientistas pediram ajuda de Lopes para identificar o hotspot recém-encontrado de Io (um novo vulcão no pólo sul da lua mais vulgar de Júpiter), gesto que a cientista agradeceu dizendo que novas observações desta lua de Júpiter são bem vindas, dado que a sonda Galileo estava numa órbita equatorial e raramente conseguia observar os pólos.

Pelo contrário, a sonda Juno está numa órbita polar e tem uma visão favorecida dos pólos. Embora haja alguns indícios de que Io possa ter erupções maiores, mas menos frequentes, nos pólos, são precisas mais observações para os cientistas terem a certeza.

Ao contrário do que seria de esperar, Io não está sozinha. Vénus também parece ter fluxos de lava activos na sua superfície, onde as temperaturas atingem os 425 graus Celsius. Lopes afirmou, contudo, que não está claro se Vénus tem vulcões activos actualmente, embora várias observações da missão anterior da Europa Vénus Expressa tenha sugerido que sim.

Vénus tem cúpulas de vulcões e vulcões com muitos picos, embora não se saiba se estão activos ou inactivos. Este tipo de vulcão é também muito comum na Terra. É um vulcão em forma de cúpula que é formado por erupções de lava viscosa, com apenas uma pequena percentagem de gás.

No entanto, Vénus tem também outros tipos de vulcões e características vulcânicas: cúpulas de panquecas (que se parecem com panquecas), aracnóides (caldeiras que se parecem com aranhas), fluxos de lava e planícies vulcânicas.

Vénus e Marte têm também vulcões de escudo, um tipo de vulcão composto quase inteiramente por fluxos de lava fluída. Este tipo de vulcões são muito vulgares na Terra, em particular no Havai.

Mas Marte leva a taça: além de possuir o vulcão mais alto do Sistema Solar – o Monte Olimpo – tem também vários vulcões monstruosos, e a explicação pode estar na gravidade, que, por ser mais leve, pode fazer com que os vulcões cresçam mais altos do que o que acontece na Terra.

Em Marte, os vulcões parecem estar dormentes, já que não há fluxos de lava recentes visíveis na superfície. Há, no entanto, evidências extensas de vulcanismo no passado: planícies de inundação de basaltos, bem como outros tipos de vulcões que “foram formados por vulcanismo explosivo”, disse Lopes.

Além de Io, Vénus e Marte, também a lua da Terra, Mercúrio e Ceres tiveram vulcanismo de lava no passado, afirmou a cientista, acrescentando que há mundos com possíveis vulcões gelados (crio-vulcanismo) nos quais o material em erupção é água ou água misturada com nitrogénio ou metano.

Há também evidências de plumas activas na lua de Júpiter, Europa, e na lua de Saturno, Encelado. A lua de Saturno, Titan, também pode ter características crio-vulcânicas na superfície, assim como Tritão (a maior lua de Neptuno), Plutão e Caronte (a maior lua de Plutão).

Por ZAP
31 Julho, 2018

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“Bomba de lava” do Kilauea atinge barco e faz 23 feridos

As vítimas estavam num barco turístico, numa excursão para ver a lava derretida a cair dentro da água do Pacífico

Vinte e três pessoas ficaram feridas no Havai, atingidas por rocha derretida projectada pelo vulcão Kilauea.

As vítimas estavam num barco turístico, numa excursão para ver a lava derretida a cair dentro da água do Pacífico, quando a cobertura foi atingida – a maior parte sofreu queimaduras e uma das vítimas partiu a perna.

“Quando estávamos a abandonar a área, de repente, tudo à nossa volta começou a explodir. Estava em todo o lado”, contou ao jornal o capitão do barco, Shane Turpin, citado no The Guardian.


Will Bryan, que filmou o vídeo que se pode ver acima, contou à BBC que não tiveram tempo para fugir, sobretudo estando num barco pequeno. “Tens apenas seis metros e toda a gente está a tentar ir para o mesmo sítio. Foi muito assustador.”

O Kilauea, no sudeste da Grande Ilha do Havai, onde vivem cerca de 185 mil pessoas, entrou numa nova fase da sua erupção em Maio.

A guarda costeira norte-americana instituiu uma faixa de 300 metros à volta dos pontos na costa da ilha onde a lava se encontra com o oceano, por questões de segurança.

Diário de Notícias
Patrícia Jesus
17 Julho 2018 — 09:16

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748: Encontrado vulcão em actividade por baixo do glaciar mais vulnerável da Antárctida

Photo Credits: Before NASA Earth Observatory

O glaciar de Pine Island, local mais significativo de perda de gelo na Antárctida nos últimos anos, é responsável por cerca de um quarto do volume total de degelo registado no continente.

O glaciar de Pine Island está a “recuar e emagrecer”, diz Simon Gascoin, especialista do Centro Nacional de Estudos Científicos da França. Segundo diversos estudos, nos últimos 28 anos as águas sob o glaciar aqueceram 17 graus. E em Fevereiro do ano passado, a Antárctida perdeu um iceberg do tamanho de Manhattan, que se separou de Pine Island.

Muitos especialistas em ambiente ligam esta alarmante perda de glaciares ao aquecimento global. No entanto, um artigo publicado na revista Nature Communications no fim de Junho aponta para outro factor que contribui para o degelo: o calor vulcânico, semelhante àquele que destrói as geleiras da Islândia.

Os autores do estudo, uma equipa de oceanógrafos e geoquímicos norte-americanos e britânicos, mediram a presença de gases vulcânicos, principalmente helio-3, bem como néon e xénon, na água que rodeia a capa de gelo da Antárctida ocidental, da qual o glaciar de Pine Island faz parte.

Sensor de temperatura próximo do glaciar de Pine Island. Dados são claros: há um vulcão

As amostras, recolhidas em diversos locais, apontam para uma fonte importante de actividade vulcânica vários quilómetros sob a superfície da Antárctida. Com base nos dados recolhidos, os cientistas puderam calcular aproximadamente em que local se encontra o vulcão: perto do meridiano 100 oeste, não muito longe de Pine Island.

Estes dados são cruciais para prever o futuro da grande massa de gelo da Antárctida, acredita o oceanógrafo norte-americano Brice Loose, citado pelo Science Alert.

“Detectámos helio-3 em quantidades relativamente abundantes na água do glaciar de Pine Island”, diz Loose. “Não estávamos à procura de vulcões. Mas quando encontramos helio-3, é como uma impressão digital do vulcanismo“.

Segundo o cientista, a fonte de calor “está a exercer um efeito desconhecido, sobre  a massa de gelo, porque não sabemos como se distribui este calor debaixo da capa de gelo”.

Prever o ritmo do aumento do nível do mar será fundamental para a ciência nos próximos 100 anos. Estamos a vigiar e modelar estes glaciares”, explica o cientista.

A enorme quantidade de gelo que o glaciar de Pine Island está a perder para o oceano “mede-se em gigatoneladas”, diz o oceanógrafo norte-americano. Mas Brice Loose não duvida de que as mudanças climáticas estejam a causar “a maior parte” da fusão de glaciares registada nos últimos anos.

“O facto de haver um vulcão por baixo de Pine Island não explica a quantidade enorme de gelo que o glaciar está a perder”, diz Loose. “Há décadas de estudos a documentar que o calor das correntes oceânicas está a desestabilizar Pine Island“.

Por SN
9 Julho, 2018

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735: Vulcão Fogo: grupo de resgate contraria autoridades e aponta 2900 mortos

(dr) Guatevisión
Erupção do Vulcão de Fogo deixou meia Guatemala em cinzas

Um grupo de voluntários que resgata vítimas da erupção do vulcão do Fogo, na Guatemala, afirma que há pelo menos 2.900 mortos, um número muito acima dos 113 admitidos oficialmente pelas autoridades.

O grupo, denominado Antigua ao Resgate, cita relatos de sobreviventes e familiares das vítimas de San Miguel los Lotes, uma das localidades destruídas, para dizer que ali se situavam 360 casas e em cada uma delas viviam entre dez e 14 pessoas, contando com crianças que não foram registadas.

A voluntária Sofia Letona estima que cerca de 470 crianças estão entre os mortos.

Afirmam que as autoridades não permitem que cheguem ao local máquinas para levantar toneladas de cinzas e areia que soterraram as casas, que os voluntários abordam com pás e peneiras, conseguindo recuperar corpos de vítimas que depois não entram na contagem do número de mortos.

O porta-voz da agência guatemalteca para os desastres naturais, David De León, afirmou que a instituição respeita qualquer opinião, mas considerou que é preciso avaliar as fontes que serviram aos voluntários para fazerem os seus cálculos. Convidou-os a juntarem-se à agência para compararem as informações de que dispõem.

Oficialmente, há 332 pessoas desaparecidas – número revisto hoje em alta pelas autoridades – desde a erupção vulcânica de 3 de Junho, que afectou mais de 1,7 milhões de pessoas, entre mortos, feridos e deslocados.

Um primeiro balanço da Protecção Civil um dia após a erupção do Vulcão Fogo apontava pelo menos 25 mortos e 20 feridos. Nos dias seguintes, o número de mortos aumentou subindo para 113. A erupção sentida em Junho foi a mais forte dos últimos anos e provocou espessas colunas de cinzas.

O vulcão, de 3.763 metros de altura, situa-se nas regiões de Escuintla, Chimaltenango e Sacatepéquez, a 50 quilómetros a oeste da capital de Guatemala, zonas que são, por isso, as mais afectadas.

ZAP // Lusa

Por Lusa
5 Julho, 2018

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702: Há um super-vulcão a formar-se por baixo dos EUA (com consequências imprevisíveis)

BeeFortyTwo / Flickr

Geólogos norte-americanos foram surpreendidos com a descoberta de uma grande bolha de magma nas entranhas dos EUA. É um novo super-vulcão em formação sob o solo dos Estados de Massachusetts, Vermont e New Hampshire, com consequências imprevisíveis.

Investigadores das Universidades de Yale e Rutgers conseguiram detectar uma enorme massa de rocha derretida que está a subir das entranhas do nordeste dos EUA. É um possível super-vulcão em formação, mas não se prevê que ocorra uma erupção vulcânica nos próximos milhões de anos.

É como um balão de ar quente e inferimos que alguma coisa está a subir através da parte mais profunda do nosso planeta sob a Nova Inglaterra”, explica o geofísico Vadim Levin, num comunicado da Universidade Rutgers sobre a pesquisa.

O professor do Departamento da Terra e das Ciências Planetárias da Universidade Rutgers esteve envolvido neste estudo de larga escala de dados sísmicos que foi publicado na revista científica Geology.

Com base em dados do EarthScope, o programa da Fundação Nacional de Ciência dos EUA que inclui milhares de instrumentos geofísicos espalhados pelo país, os investigadores usaram “uma matriz avançada de sensores sísmicos” para ver o que está na rocha escondida por debaixo dos nossos pés.

Foi assim que descobriram “um padrão irregular com mudanças bastante abruptas” numa região considerada geologicamente estável, sem vulcões activos.

“O nosso estudo desafia a noção estabelecida de como os continentes em que vivemos se comportam. Desafia os conceitos dos livros didácticos que são ensinados nas aulas introdutórias de geologia”, destaca Levin no comunicado da Universidade.

“As pessoas pensam nas montanhas e lagos e na geologia como para sempre – há um senso comum de que a Terra é uma coisa permanente. Bem, não é”, acrescenta o professor já em declarações à revista The National Geographic.

Os investigadores acreditam que estamos perante um evento relativamente recente em termos geológicos, que terá começado há dezenas de milhões de anos. E “provavelmente, levará milhões de anos” para que se forme um vulcão na zona, destaca Levin.

“Talvez ainda não tenha tido tempo, ou talvez seja demasiado pequeno e nunca aconteça”, mas “daqui a 50 milhões de anos, veremos”, conclui o geofísico.

SV, ZAP //

Por SV
28 Junho, 2018

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