5360: Vulcão entra em erupção a 40 quilómetros da capital da Islândia. Esteve adormecido 6.000 anos

CIÊNCIA/VULCÕES/ISLÂNDIA

Icelandic Meteorological Office – IMO
Primeira imagem oficial da erupção

Um vulcão no sudoeste da Islândia, na Península de Reykjanes, entrou em erupção esta sexta-feira por volta das 22h00 locais, 20h00 em Lisboa, segundo o Instituto Meteorológico nacional, depois de milhares de abalos naquela zona durante as últimas semanas, informou o departamento meteorológico do país.

A península, localizada a sudoeste da capital Reiquejavique​, é uma zona de actividade sísmica intensa e registou pelo menos 40 mil terramotos nas últimas semanas.

“A erupção vulcânica começou em Fagradalsfjall”, informou o Instituto Meteorológico da Islândia (IMO, na sigla em inglês) no Twitter, referindo-se a uma montanha localizada a cerca de 30 quilómetros a sudoeste da capital.

As fotografias de sites de meios de comunicação locais mostraram um céu nocturno com tons vermelho brilhante.

O código de cores de aviação foi aumentado para vermelho – apesar de, para já, haver pouca actividade sísmica – o que significa que há um grande grau de certeza de uma erupção com emissão de cinzas.

Neste sentido, o tráfego aéreo de entrada e saída do Aeroporto Internacional de Keflavik foi interrompido, informou ainda o Instituto Meteorológico. Um helicóptero com pessoal científico foi destacado para avaliar a dimensão da erupção, avançou ainda o IMO à Reuters.

O departamento de Protecção Civil islandês pediu à população para se manter calma e não se aproximar do local da erupção.

As autoridades alertaram ainda para o que deverá acontecer nas próximas horas: “Prevê-se que a poluição por gás vulcânico se estenda até Þorlákshöfn e continue durante a noite. As pessoas são convidadas a fechar as janelas e a permanecer dentro de casa. A quantidade de emissões de SO2 [dióxido de enxofre] da erupção está a ser avaliado”.

No entanto, na opinião do professor de Geofísica Magnús Tumi, citado pela agência RÚV, “este pode ser o início de um período de erupções”, já que é “um evento muito significativo, mas não é uma surpresa”.

Ao contrário da erupção do vulcão Eyjafjallajökull em 2010, que interrompeu cerca de 900 mil voos e obrigou a retirar centenas de islandeses das suas casas, não é esperado que esta erupção lance muitas cinzas ou fumo no ar, indicou o IMO.

Até ao momento, não há notícias de vítimas ou danos materiais.

O vulcão estava adormecido há 6.000 anos, recorda a Associated Press.

Por Ana Isabel Moura
20 Março, 2021


5267: Estranhos terramotos revelam vulcões ocultos debaixo do deserto do Utah

CIÊNCIA/GEOLOGIA

Bureau of Land Management / Flickr

Duas estranhas sequências de terramotos, em Setembro de 2018 e Abril de 2019, chamaram a atenção dos cientistas para o deserto de Black Rock, no estado norte-americano do Utah.

As sequências de sismos, que incluíram os terramotos principais e os seus tremores secundários, foram muito diferentes do terramoto Magna, que sacudiu a Wasatch Front em 2020, e outros terramotos no Utah.

Os sismos de magnitude 4,0 e 4,1 no deserto de Black Rock foram captados pela Rede Sísmica Regional do Utah e pela implantação de equipamento sísmico temporário nas proximidades, que monitorizava um poço geotérmico do Utah FORGE, um projecto geotérmico experimental financiado pelo Departamento de Energia dos Estados Unidos e controlado pela Universidade do Utah, a cerca de 30 quilómetros a sul do deserto.

Terramotos neste deserto são raros e capturar as gravações sísmicas fornece um vislumbre do sistema vulcânico do deserto de Black Rock que, embora não mostre nenhum sinal de erupção, ainda está activo.

A rede temporária permitiu que os investigadores detectassem mais tremores secundários do que o normal. A rede regional, por exemplo, detectou 19 terramotos como parte da sequência de Abril de 2019. Porém, a densa rede temporária detectou 35 terramotos.

As sequências mostraram algumas características que as diferenciam da sequência do Magna 2020 e de outras sequências de terramotos no Utah. Enquanto o terramoto Magna ocorreu a uma profundidade de cerca de 9,5 quilómetros abaixo da superfície, uma profundidade típica para terramotos no Utah, os sismos de Black Rock foram muito mais rasos – cerca de 2,4 quilómetros abaixo da superfície.

“Como estes terramotos eram muito rasos, conseguimos medir a deformação da superfície [devido aos terramotos] usando satélites, o que é muito incomum para terramotos tão pequenos”, explicou Maria Mesimeri, investigadora nas Estações Sismográficas da Universidade do Utah, em comunicado.

Mesimeri e os seus colegas descobriram ainda que os terramotos produziram energia sísmica de frequência muito mais baixa do que a normalmente observada.

Além disso, um dos principais tipos de ondas sísmicas, ondas transversais ou ondas S, não foi detectado nas sequências do Black Rock.

Todos estes sinais sugerem que as sequências Black Rock tinham uma origem muito diferente da sequência Magna, que foi gerada pelo movimento da falha Wasatch.

Segundo os geólogos, os terramotos de Black Rock podem ter sido gerados pela actividade contínua no campo vulcânico de Black Rock.

As montanhas Wasatch formam a margem oriental de uma região chamada província de Basin and Range, que se estende a oeste até Sierra Nevada. A província está a expandir-se por placas tectónicas e esse alongamento afina a crosta, permitindo que mais calor suba do interior da Terra. Na área de Black Rock, esse calor resultou na erupção de lava basáltica há cerca de nove mil a 12 mil anos.

“As nossas descobertas sugerem que o sistema ainda está activo e que os terramotos foram provavelmente resultado de movimento relacionado com os fluidos na área geral”, afirmou Mesimeri, referindo-se ao potencial magma ou água aquecida. “Os terramotos podem ser o resultado da compressão do fluido através da rocha ou o resultado da deformação do movimento do fluido que stressou as falhas da superfície”.

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Actividade num campo vulcânico, contudo, não significa erupção. Segundo a investigadora, não há evidências de que qualquer erupção seja iminente no Deserto de Black Rock.

No entanto, é uma área que os geo-cientistas podem querer monitorizar um pouco mais de perto. “Os resultados mostraram-nos que devemos dar mais atenção à área de Black Rock”, disse Mesimeri. “Precisamos de melhorar a monitorização sísmica e vulcânica nesta área para estarmos cientes das pequenas mudanças que podem ocorrer.”

Este estudo foi publicado em Fevereiro na revista científica Geophysical Research Letters.

Por Maria Campos
6 Março, 2021


5241: Vulcão Sinabung entra em erupção e nuvens de fumo atingem 5 mil metros de altura

CIÊNCIA/VULCANOLOGIA

O vulcão Sinabung, na Indonésia, entrou em erupção e criou uma gigante coluna de cinzas. De acordo com os relatos, o material vulcânico foi expelido até 5 000 metros de altura e depositou resíduos de cinzas em aldeias próximas.

Veja abaixo as imagens que foram captadas deste fenómeno na Indonésia.

Vulcão Sinabung voltou a entrar em erupção

Adormecido há quatro séculos, o vulcão Sinabung, situado no Karo, na Sumatra do Norte, Indonésia, entrou em erupção em 2010, 2014 e, pela última vez, em 2016.

Desde quando acordou depois de vários séculos, em 2010, que tem ganhado vida esporadicamente. Por isso, 30 000 pessoas foram já forçadas a abandonar as suas casas, por se encontrarem perto do Sinabung.

Agora, o vulcão acordou novamente e entrou em erupção, por volta das 7h10 locais, tendo os materiais vulcânicos sido expelidos e atingido cerca de 5 000 metros de altura. Além disso, o Sinabung depositou cinzas nas aldeias que lhe ficam próximas.

Felizmente, e contrariamente aos anteriores fenómenos registados, esta erupção não provocou evacuações, nem prejudicou a actividade aérea da região.

Conforme revelam os registos, apesar dos mais de 120 vulcões activos na Indonésia, o Sinabung é um dos dois vulcões que ainda entram actualmente em erupção, estando localizado no “Pacific Ring of Fire”. Esta que é uma área com grande actividade geológica, como fossas oceânicas, arcos vulcânicos e movimento de placas tectónicas, que originam vulcões, sismos e tsunamis.

Imagens impressionantes registam o fenómeno na Indonésia

Ainda que seja um fenómeno naturalmente instável e perigoso, a erupção de um vulcão proporciona imagens inacreditáveis. Ao mesmo tempo que ela se dá, muitas são as fotografias e vídeos que são partilhados a registar o momento.

Aliás, o principal meio de proliferação de imagens são, claro, as redes sociais. Portanto, não demorou até que o Twitter ficasse a saber da erupção do Sinabung.

A saber, depois de vários anos calmo, as autoridades da região registaram 13 erupções seguidas do vulcão Sinabung.

Pplware
Autor: Ana Sofia
02 Mar 2021

 

5204: A imensa erupção do Etna surpreendeu até quem estuda vulcões

CIÊNCIA/GEOLOGIA/VULCANOLOGIA/ETNA

Orietta Scardino / EPA
Vulcão Etna em erupção

Há mais de uma semana que o vulcão Etna tem vindo a expelir lava, cinzas e rochas vulcânicas. Aquele que é considerado o vulcão mais activo da Europa foi o protagonista dos últimos dias na ilha Sicília, num cenário que surpreendeu os vulcanólogos.

Nos últimos dias, o Etna impressionou até os vulcanólogos mais experientes, com erupções gigantescas de lava a iluminar as paisagens da Sicília. A última erupção terminou na terça-feira de manhã, de acordo com o Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia da Itália.

De acordo com o Phys, o vulcão italiano expeliu lava, cinzas e rochas vulcânicas regularmente durante uma semana. Na sequência destes eventos geológicos, o aeroporto de Catânia, localizado no lado este da ilha, teve de encerrar temporariamente.

Até ao momento, não houve relatos de danos ou feridos, mas os habitantes da cidade de Pedara contaram que, num determinado dia da semana passada, parecia que estavam a chover pedras enquanto uma espessa manta de cinzas cobria a cidade.

Boris Behncke, vulcanólogo do Instituto Nacional de Observação do Etna, acompanhou os últimos eventos com muita admiração e escreveu, no site do instituto, que, depois de “nos presentear com momentos de suspense” nas noites anteriores, o Etna explodiu na noite de segunda para terça-feira de uma forma que os investigadores “que trabalham nisto há décadas raramente viram“.

“Eu chamei o paroxismo do Etna de 20-21 de Fevereiro de ‘incrivelmente poderoso’? Bem, o seu sucessor, na noite de 22 para 23 de Fevereiro foi MUITO mais poderoso”, escreveu Behncke no Twitter. Nessa noite, as fontes de lava ultrapassaram os 1.500 metros.

Liliana Malainho Liliana Malainho, ZAP //

Por Liliana Malainho
24 Fevereiro, 2021

 

5120: Snow blankets Hawaii volcanoes in stunning satellite image

It’s the second-largest area of snow cover since current records began.

A satellite image of snow on two volcanoes on Hawaii’s Big Island. (Image: © Joshua Stevens/NASA Earth Observatory)

A new satellite image has captured the stunning white peaks of two volcanoes on the Big Island in Hawaii, which have experienced their second-most extensive snow coverage since current records began.

The high-resolution image — snapped on Feb. 6  by the Operational Land Imager (OLI) onboard the Landsat-8 satellite — shows the striking contrast between the snow-covered peaks of Mauna Kea and Mauna Loa and the surrounding volcanic rock.

The OLI, is a joint venture between NASA and the U.S. Geological Survey, and the new image was recently released by NASA’s Earth Observatory.

Snow and Hawaii may seem like an oxymoron, but the frozen precipitation falls in Hawaii quite a lot. The volcanic peaks of the dormant Mauna Kea and active Mauna Loa — both over 13,600 feet (4,200 meters) above sea leve, with Mauna Kea being taller by just 125 feet (38 m) — receive at least a light dusting every year, according to NASA’s Earth Observatory.

This year, heavy storms have blanketed the peaks in snow three times in the last three weeks, beginning Jan. 18, resulting in their second-biggest covering of snow since record keeping began in 2000. Haleakalā, an active volcano on the island of Maui which has not erupted for around 400 years, which stands at 10,000 feet (3,000 m), also received a rare covering of snow on Feb. 3, which has since melted away.

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Residents of the Big Island have enjoyed the snow by swapping out their surfboards for snowboards to do some carving on what they refer to as “pineapple powder” before it disappears, according to Weatherboy.

Snow in Hawaii also means that every U.S. state, except Florida, has now seen snowfall this winter, according to The Weather Channel.

A close-up of snow on Mauna Loa. (Image credit: Joshua Stevens/NASA Earth Observatory)

Changing winds

Snow in Hawaii occurs as the result of a significant change in wind direction from a localized weather phenomenon known as a “Kona low,” a Polynesian term that translates to “leeward storm.”

During this phenomenon, cyclones caused by low-pressure systems to the north of the islands reverse the usual northeastern trade winds to a southwestern direction. This draws up water from the Pacific Ocean into storm clouds which get pushed over the islands. Cold air is also pushed across the islands which lowers the temperature at the peaks below freezing and causes snow to fall; that precipitation falls as rain across the rest of the island.

Kona lows can also occur in the summer months, meaning it can snow in Hawaii during the summer, too, according to AccuWeather.

In addition to capturing beautiful images of the snow, satellites also measure it. NASA’s Terra satellite has been calculating the Normalized Difference Snow Index (NDSI) — the most accurate measurement for snow coverage that can currently be achieved — on the Big Island since 2000. The NDSI uses measurements of both visible light and shortwave infrared to differentiate snow from clouds, which can appear identical from space, according to National Snow & Ice Data Center.

The NDSI for Mauna Kea and Mauna Loa usually reaches its peak in the first week of February. This year, it was the highest NDSI since 2014 and the second-highest in the 21-year record.

However, the days of regular Hawaii snowfall may be numbered.

A 2017 study led by the International Pacific Research Center (IPRC) at the University of Hawaiʻi at Mānoa, using satellite data and computer models, predicted that snowfall on the volcanoes is likely to diminish throughout the rest of the century due to rising temperatures caused by climate change.

“Unfortunately, the projections suggest that future average winter snowfall will be ten times less than present-day amounts, virtually erasing all snow cover,” lead author Chunxi Zhang, a meteorologist at IPRC, said in a statement at the time.

Originally published on Live Science.
By Harry Baker – Staff Writer
12/02/2021


5103: Shiveluch é o vulcão mais explosivo do mundo (e contém muita água)

CIÊNCIA/GEOFÍSICA/GEOLOGIA


Vídeo obtido por captura de écran em virtude de não se encontrar disponibilizado o URL original

O vulcão Shiveluch, localizado em Kamchatka, uma península remota no nordeste da Rússia, e que se situa do outro lado do Mar de Bering do Alasca, teve mais de 40 erupções violentas nos últimos 10 mil anos.

Agora, um novo estudo do Shiveluch, o vulcão mais explosivo do mundo, pode ajudar os cientistas a perceber melhor o ciclo global da água e os sistemas vulcânicos, avança o Futurity.

A última grande explosão deste vulcão ocorreu em 1964 e criou uma nova cratera que cobre uma área de quase 100 quilómetros quadrados com fluxos piroclásticos. O vulcão ainda está em erupção actualmente.

Michael Krawczynski, professor de ciências terrestres e planetárias na Universidade de Washington em St. Louis, resolveu enfrentar, juntamente com a sua equipa, as condições adversas de Kamchatka para entender o que faz com que o vulcão Shiveluch se mantenha activo, sendo que os dados que adquiriu podem ajudar os cientistas a obter informações sobre o que está a acontecer com outros vulcões.

De acordo com o estudo publicado na revista Contributions to Mineralogy and Petrology, os investigadores do laboratório de Krawczynski examinaram pequenos nódulos de magma primitivo que irromperam e foram preservados através de outros materiais.

“Os minerais nesses nódulos contêm as assinaturas do que estava a acontecer no início da evolução do magma, nas profundezas da crosta terrestre”, diz Goltz, principal autor do estudo.

Os especialistas descobriram que as condições dentro do vulcão Shiveluch incluem cerca de 10% a 14% de água por peso, sendo que a maioria dos vulcões tem menos de 1% de água. Para vulcões de zona de sub-ducção, a média é geralmente 4% de água por peso e raramente excedem os 8%.

De particular interesse é um mineral chamado anfibólio, que atua como um proxy ou uma impressão digital para alto teor de água em temperatura e pressão conhecidas. A química única do mineral revela aos investigadores a quantidade de água que está presente nas profundezas do Shiveluch.

“Quando se converte a química desses dois minerais, anfibólio e olivina, os resultados são notáveis ​​em termos de qual a quantidade de água e de quão baixa é a temperatura que estamos a registar”, diz Krawczynski, depois de ter feito novas descobertas sobre a água existente no vulcão.

O especialista garante que “a única maneira de obter materiais primitivos e puros em baixas temperaturas é ter muita água”, uma vez que ”adicionar água à rocha tem o mesmo efeito que adicionar sal ao gelo. Neste caso, há tanta água que a temperatura é reduzida a ponto de os anfibólios se poderem cristalizar”.

Por Ana Isabel Moura
11 Fevereiro, 2021


4984: Striking new video captures moment when Mount Etna recently erupted

(Image: © Salvatore Allegra/Anadolu Agency via Getty Images)

New video shows the moment when Mount Etna, Europe’s largest active volcano, spewed bubbling lava and hot ash into the Sicilian sky earlier this week.

On Sunday (Jan. 17), lava began “oozing” from the Etna’s southeast crater and toward the east, according to Boris Behncke, a volcanologist at the INGV-Osservatorio Etneo in Catania, Sicily, Express reported. By Monday evening, the crater exploded in a “new paroxysmal eruptive episode,” releasing bursts of lava, hot ash and gas, Behncke tweeted.

One lava flow spilled over the east side of the crater, snaking toward the uninhabited Valle del Bove, a horseshoe-shape depression in the side of the volcano; a second lava flow was also detected on the northern side of the crater, Express reported. The molten lava glowed red against the dark rock, and it showered the volcano’s summit with spectacular sparks.

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Italian authorities issued an ash advisory for surrounding cities, and the debris were found as far away as Fleri, which lies 18 miles (28.9 kilometers) from the volcano.

Mount Etna has almost continuous volcanic activity near its summit craters and in the Valle del Bove, Live Science previously reported. These eruptions near the summit, like the one that occured Monday, rarely endanger people living nearby.

Originally published on Live Science. 
By Nicoletta Lanese – Staff Writer
20/01/2021


4892: Vulcões “stressados” têm maior probabilidade de entrar em erupção

CIÊNCIA/GEOLOGIA/VULCANOLOGIA

Um novo estudo descobriu que os vulcões sofrem de stresse. A pesquisa pode fornecer indicadores relevantes que podem ajudar a que o mundo se proteja contra futuros desastres causados por estas estruturas geológicas.

O colapso vulcânico pode desencadear tsunamis perigosos ou fluxos piroclásticos devastadores, por isso quanto mais informação houver sobre estes, mais facilmente as populações se conseguem proteger de efeitos catastróficos.

Contudo, e de acordo com a equipa de investigação, é importante não esquecer que este processo não é simples. “Estes acontecimentos são muito difíceis de prever porque muitas das vezes não sabemos o que está a ocorrer dentro dos vulcões activos, e quais são as forças que os podem tornar instáveis”, refere Sam Thiele, autor do estudo.

Ainda assim, o investigador explica que “a pesquisa sobre o crescimento dos vulcões ajuda a entender os processos internos e as forças associadas que podem desencadear um colapso ou uma erupção mortal para as populações”.

A equipa de pesquisa usou drones para criar um mapa de resolução da estrutura interna de um vulcão agora adormecido em La Palma, nas Ilhas Canárias, e mediu a largura de centenas de milhares de fissuras através das quais o magma fluiu durante erupções anteriores.

Isso permitiu aos cientistas perceber quais são as forças que agem dentro do vulcão e mostrar que estas aumentam lentamente ao longo do tempo, fazendo com que o vulcão se torne “stressado” e potencialmente instável.

Através da medição das fissuras por onde o magma foi anteriormente transportado, a equipa conseguiu entender quais as forças envolvidas, o que ajuda a prever futuras erupções vulcânicas, avança o SciTechDaily.

As características geológicas que os especialistas analisaram são formadas quando intrusões derretidas, chamadas diques, se solidificam para formar uma base dentro do que seria uma estrutura comparativamente fraca composta principalmente por camadas de lava e cinzas.

“Este é um dos primeiros estudos a examinar os efeitos a longo prazo do movimento do magma dentro de um vulcão”, afirma o co-autor do estudo, Sandy Cruden.

O geólogo revela que o grupo de investigadores descobriu que “os vulcões ficam gradualmente “stressados​ “pelo movimento repetido do magma, o que potencialmente desestabiliza todo o vulcão, influenciando assim colapsos e erupções futuras”.

O estudo foi publicado na revista Scientific Reports em Outubro.

Por Ana Moura
31 Dezembro, 2020


4867: Cientistas revelaram o segredo dos antigos vulcões da Austrália

CIÊNCIA/GEOLOGIA/VULCANOLOGIA

Robst56 / Wikimedia
Montanha Cradle, na Tasmânia, Austrália

A costa leste da Austrália está repleta de restos de centenas de vulcões, mas os cientistas nunca conseguiram explicar porque é que, num território que agora é tão estável, ocorreram tantas erupções nos últimos 80 milhões de anos.

Mas agora, conta o site Phys.org, cientistas da Universidade de Sidney descobriram o porquê. Em primeiro lugar, a equipa destaca que estes vulcões não pertencem a nenhum dos três principais grupos de vulcões.

Segundo Ben Mather, um dos autores do estudo publicado, a 16 de Dezembro, na revista Science Advances, muitos dos vulcões que se formaram na Austrália foram eventos únicos.

“Em vez de grandes explosões como o Krakatoa ou o Vesúvio, ou vulcões icónicos como o Monte Fuji, o efeito é mais parecido com as bolhas que vão aparecendo à medida que fazemos uma panqueca”, exemplifica.

A equipa analisou como é que centenas de erupções ocorreram ao longo da costa leste, desde o norte de Queensland à Tasmânia, e através da Tasmânia até à Zelândia, o famoso continente quase totalmente submerso. Mas, afinal, o que é que aconteceu?

“A maioria destas erupções não foi causada pela Placa [tectónica] da Austrália a mover-se sobre as plumas quentes no manto sob a crosta terrestre. Em vez disso, há um padrão de actividade bastante consistente, com alguns picos notáveis”, acrescenta uma das co-autoras do estudo, Maria Seton.

De acordo com o mesmo site, o que alertou os investigadores foi o facto desses picos estarem a ocorrer ao mesmo tempo em que houve um aumento do volume do material do fundo do mar a ser empurrado para baixo do continente, a partir do leste, pela Placa do Pacífico.

Isto é, o fundo marinho da Placa do Pacífico está a ser empurrado para debaixo da Placa Australiana, um processo chamado sub-ducção.

“A partir daí, está a ser empurrado para a zona de transição entre a crosta e o magma em profundidades de cerca de 400 a 500 quilómetros. Este material está, então, a reemergir como uma série de erupções vulcânicas ao longo da costa leste da Austrália, que é mais fina e mais jovem do que o centro e o oeste do continente”, explica Mather.

Na opinião deste cientista, este modelo também poderia ser usado para explicar outras regiões vulcânicas deste género no oeste dos Estados Unidos, no leste da China e em torno das Bermudas.

Por Filipa Mesquita
26 Dezembro, 2020


4849: Vulcão Kilauea na ilha do Havai entra em erupção

CIÊNCIA/VULCANOLOGIA

Bruce Omori / Paradise Helicopters / EPA

O vulcão Kilauea na ilha do Havai entrou em erupção na noite de domingo, indicaram as autoridades, que alertaram para a possibilidade de “emissão significativa” de cinzas vulcânicas na atmosfera.

“Uma erupção iniciou-se na caldeira do cume do Kilauea” pouco depois das 21:30 locais (07:30 de hoje em Lisboa), informou o Instituto de Geofísica norte-americano (USGS).

“A situação evolui rapidamente”, adiantou o USGS, que passou a vermelho o seu código para a aviação, recomendando que os pilotos evitem a zona. O instituto deu conta de um sismo pouco profundo de magnitude 4,4 perto do vulcão, pouco depois da erupção.

Imagens colocadas na Internet pelo parque nacional dos vulcões haitianos mostravam na noite de domingo para hoje lava a descer pela encosta do vulcão e colunas de fumo.

Um dos vulcões mais activos no mundo, o Kilauea entrou em erupção em 2018, destruindo mais de 700 casas e expelindo lava suficiente para encher 320.000 piscinas olímpicas. Uma área com mais de metade do tamanho de Manhattan foi soterrada por até 24 metros de lava, que jorrou ao longo de quatro meses.

O vulcão Kilauea, um dos maiores do mundo, está localizado no sudeste da ilha de Havai, que é a maior do arquipélago, na qual vivem cerca de 185 mil pessoas. As erupções têm sido frequentes desde 1983. A erupção de 2018 foi a maior dos últimos 200 anos.

Eventos em cascata levaram à erupção do vulcão Kilauea em 2018

A erupção do vulcão Kilauea, que ocorreu em 2018, foi um dos maiores eventos vulcânicos no Havai dos últimos 200…

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ZAP // Lusa

Por Sara Silva Alves
21 Dezembro, 2020


4789: Alasca pode esconder um perigoso vulcão subaquático

CIÊNCIA/VULCANOLOGIA/GEOFÍSICA/GEOLOGIA

U.S. Geological Survey / Flickr

De acordo com uma equipa de cientistas, um aglomerado de seis ilhas vulcânicas localizadas perto no Alasca, podem ser, na verdade, aberturas inter-conectadas para um vulcão escondido debaixo de água. Caso se confirme, este será o primeiro vulcão totalmente submerso nas Aleutas.

As ilhas dos Quatro Vulcões, no Alasca, podem afinal ser parte de um sistema vulcânico inter-conectado semelhante ao super-vulcão de Yellowstone. Este tipo de vulcão é capaz de produzir erupções catastróficas a uma escala mundial.

O novo estudo liderado por John Power, do Observatório Vulcânico do Alasca, e publicado no AGU, mostra o que pode ser um “vulcão gigante, até então desconhecido”.

Este sistema consiste em seis vulcões – localizados na parte central do arquipélago das ilhas Aleutas: Cleveland, Carlisle, Herbert, Kagamil, Tana e Uliaga. O Monte Cleveland é o mais activo do grupo, e nas últimas duas décadas lançou nuvens de fumo até nove quilómetros de altura, diz a Sputnik News.

A co-autora do estudo Diana Roman, do Instituto de Ciência Carnegie, em Washington, disse num comunicado, que a sua equipa tem trabalhado bastante para encontrar mais dados, mas no final concluiu que se trata de uma “caldeira nesta região”. Durante o estudo, os investigadores analisaram depósitos geológicos, mudanças na zona ao longo do tempo, emissões de gases, gravidade, entre outros factores.

As caldeiras vulcânicas, também conhecidas como super-vulcões, produzem erupções catastróficas, pois têm enormes depósitos de magma. Assim, uma vez em erupção, as caldeiras libertam quantidades gigantescas de lava e cinzas, que em alguns casos, podem até mudar o mapa geopolítico do planeta.

Para provar a existência do super-vulcão no arquipélago do Alasca, os cientistas planeiam realizar mais estudos e, em particular, “fazer uma análise no fundo do mar, estudar rochas vulcânicas, recolher mais dados sísmicos e gravitacionais, e observar amostras de áreas geotérmicas”.

Esses seis vulcões são conhecidos colectivamente como as Ilhas das Quatro Montanhas. Porém, também podem estar conectados como parte de uma caldeira, uma enorme depressão vulcânica em forma de tigela que pode conter várias aberturas, diz o estudo.

Uma caldeira que abrange seis ilhas vulcânicas provavelmente poderia representar um super-vulcão comparável ao vulcão situado em Yellowstone.

ZAP //

Por ZAP
10 Dezembro, 2020


4777: Eventos em cascata levaram à erupção do vulcão Kilauea em 2018

CIÊNCIA/GEOFÍSICA/GEOLOGIA

Bruce Omori / Paradise Helicopters / EPA

A erupção do vulcão Kilauea, que ocorreu em 2018, foi um dos maiores eventos vulcânicos no Havai dos últimos 200 anos. Esta erupção foi desencadeada por uma relativamente pequena e rápida mudança no vulcão, depois de uma década de acumulação de pressão nas partes superiores.

Usando dados do USGS Hawaiian Volcanoes Observatory (HVO), de antes e durante as erupções de 2018 no cume e flanco, a equipa conseguiu reconstruir os eventos geológicos e concluir que a erupção do Kilauea foi desencadeada por uma pequena e rápida mudança no vulcão, depois de uma década de acumulação de pressão nas partes superiores.

“Os dados sugerem que um backup no sistema de encanamento de magma no local de erupção Pu’u ‘Ō’ō causou pressurização generalizada no vulcão, levando o magma para o flanco inferior”, explicou Matthew Patrick, geólogo do USGS HVO e principal autor do estudo, publicado a 6 de Novembro na Nature.

De acordo com o EurekAlert, a erupção evoluiu e o impacto expandiu-se, seguindo uma sequência de eventos em cascata que permitiu que mudanças relativamente menores em Pu’u ‘Ō’ō causassem grande destruição e mudanças históricas em todo o vulcão.

O estudo demonstra que “a previsão de erupções pode ser inerentemente desafiadora em cenários onde os vulcões iniciam lentamente e desencadeiam-se devido a um pequeno evento, uma vez que os processos que levam à erupção podem ser difíceis de detectar e são fáceis de ignorar na escala de todo o vulcão”, disse Patrick.

“É também um conto de advertência contra o excesso de confiança em actividades recentes como um guia para erupções futuras”, rematou.

O Havai absorveu uma quantidade significativa do custo económico e social da erupção de 2018. Estudos como este têm como objectivo reduzir os custos, humanos e físicos, das próximas erupções.

ZAP //

Por ZAP
8 Dezembro, 2020


4643: Técnica com cristais de zircão permite saber se vulcões adormecidos são perigosos

CIÊNCIA/GEOLOGIA

Serge Saint / Flickr
Vulcão Nevado de Toluca, México

Um novo método permite agora estimar o volume de magma armazenado debaixo dos vulcões, fornecendo informações essenciais sobre potenciais erupções futuras.

A maioria dos vulcões activos na Terra estão adormecidos, o que significa que não entraram em erupção durante centenas ou mesmo milhares de anos, e normalmente não são considerados perigosos para a população local. Ainda assim, uma equipa de vulcanólogos desenvolveu uma técnica que pode prever o potencial devastador dos vulcões.

Os cientistas usaram o zircão, um minúsculo cristal contido em rochas vulcânicas, para perceber o volume de magma que pode ser extraído quando o vulcão Nevado de Toluca (que se situa no México) despertar. A equipa chegou à conclusão que cerca de 350 km3 de magma estão, actualmente, debaixo do Nevado de Toluca e que a sua erupção poderia causar uma grande devastação.

O novo estudo, que descreve esta nova técnica aplicável à maioria dos vulcões em todo o mundo, foi publicado na revista científica Nature Communications em Novembro.

As maiores erupções vulcânicas nos últimos 100 anos foram originadas por vulcões que não entram em erupção com frequência e, portanto, passaram ao lado do “radar” dos cientistas.

Um factor determinante para perceber o perigo dos vulcões é o volume de magma em erupção armazenado dentro de si, pois isso está relacionado com a magnitude das erupções futuras. Contudo, o magma é armazenado em profundidades inacessíveis e, até agora, não podia ser medido directamente.

Os vulcanólogos usaram uma nova abordagem combinando geo-cronologia de zircão e modelagem térmica para determinar o volume de magma presente nos reservatórios vulcânicos. “O zircão é um pequeno cristal encontrado em rochas provenientes de vulcões e contém urânio e tório”, explica Gregor Weber, um dos autores do estudo.

“A decadência desses elementos radioactivos permite-nos datar quando estes se cristalizaram. Além disso, o zircão só cristaliza se houver uma temperatura específica. Com esses dois parâmetros, podemos determinar a velocidade com que o magma está a arrefecer”, refere o especialista.

De acordo com o geólogo, essas informações podem ser convertidas num volume de magma através do uso de modelagem térmica.

Esta metodologia foi aplicada no vulcão mexicano Nevado de Toluca, também chamado de Xinantécatl. Os resultados foram usados ​​para determinar o tamanho máximo possível de uma futura erupção deste vulcão, que com 350 km3 poderia ter um efeito potencialmente devastador. “O vulcão pode acordar rapidamente se o magma profundo for reiniciado”, avisa Weber.

O novo método é essencial para avaliar o risco vulcânico quantitativamente, ou seja, “saber o tamanho de um reservatório vulcânico é importante para identificar vulcões com maior probabilidade de produzir uma erupção de grande magnitude no futuro. O nosso método é uma nova forma de avaliar os candidatos a essas erupções ”, explica Weber.

Esta abordagem é aplicável à maioria dos tipos de vulcões, estejam eles activos ou adormecidos, e fornece informações valiosas sobre quais sistemas vulcânicos precisam de ser monitorizados mais de perto, diz o SciTechDaily.

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13 Novembro, 2020


4493: O vulcão mais activo da Islândia pode estar prestes a entrar em erupção

CIÊNCIA/VULCANOLOGIA/GEOLOGIA

gsfc / Flickr
Vulcão Grímsvötn

O vulcão Grímsvötn, na Islândia, pode estar prestes a entrar em erupção. Em 2011, lançou cinzas de 20 quilómetros na atmosfera, levando ao cancelamento de cerca de 900 voos.

Em 2011, o vulcão Grímsvötn, coberto de gelo, produziu uma poderosa explosão, lançando cinzas de 20 quilómetros na atmosfera que causaram o cancelamento de cerca de 900 voos.

Agora, segundo o Science Alert, há sinais claros de que o vulcão islandês está a preparar-se para entrar em erupção novamente. As autoridades já elevaram o nível de ameaça do vulcão e há preocupações crescentes na indústria das viagens aéreas, que actualmente está a recuperar do rombo provocado pela pandemia de covid-19.

Grímsvötn é peculiar, já que fica completamente debaixo do gelo. A sua única parte visível é uma crista no lado sul, que forma a borda de uma grande cratera. É ao longo dessa crista, sob o gelo, que ocorreram as erupções mais recentes.

Contudo, o vulcão não é tão gelado assim: a sua produção de calor é extraordinariamente elevada (2000-4000MW), o que derrete o gelo sobrejacente e produz um lago sub-glacial oculto de água derretida com até 100 metros de profundidade e gelo de até 260 metros de espessura.

O gelo flui continuamente para a caldeira. Lá, derrete e faz com que o nível da água suba continuamente. Por sua vez, a água derretida pode escapar repentinamente e, depois de viajar para sul, pode emergir na margem como se se tratasse de uma inundação. Este fenómeno já destruiu estradas e pontes no passado.

Outra peculiaridade é o facto de este vulcão ter um gatilho sensível: quando o lago de água derretida é drenado, a remoção da água do topo do vulcão reduz rapidamente a pressão, o que pode desencadear uma erupção.

Grímsvötn é o vulcão activo com erupções mais frequentes da Islândia.

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15 Outubro, 2020

 

4089: Há um segredo “explosivo” escondido debaixo de vulcões aparentemente tranquilos

CIÊNCIA/GEOLOGIA/VULCANOLOGIA

Gabriel Salazar / La Pinta Yacht Expedition

Uma equipa internacional de vulcanólogos que trabalham em ilhas remotas no arquipélago de Galápagos descobriu que vulcões que produzem de forma confiável pequenas erupções de lava basáltica escondem magmas quimicamente diversos nos seus sistemas de canalização subterrâneos. Alguns podem gerar actividade explosiva.

Muitos vulcões produzem tipos semelhantes de erupção ao longo de milhões de anos. Por exemplo, vulcões na Islândia, no Havai e nas Ilhas Galápagos entram em erupção de forma consistente com fluxos de lava – compostos por rochas basálticas derretidas – que formam longos rios de fogo pelos flancos.

Embora esses fluxos de lava sejam potencialmente prejudiciais para as casas próximas do vulcão, geralmente não representam o mesmo risco que erupções explosivas maiores, como as do Vesúvio ou do Monte de Santa Helena. Essa consistência de longo prazo no comportamento eruptivo de um vulcão ajuda no planeamento de riscos das autoridades locais.

A equipe de investigação, liderada por Michael Stock, do Trinity College Dublin, e composta por cientistas dos Estados Unidos, Reino Unido e Equador, estudou dois vulcões dos Galápagos, que só explodiram fluxos de lava basáltica composicionalmente uniformes na superfície da Terra durante toda a vida.

Ao decifrar as composições de cristais microscópicos nas lavas, a equipa conseguiu reconstruir as características químicas e físicas dos magmas armazenados no subsolo sob os vulcões.

A análise mostrou que, em contraste com as lavas basálticas monótonas que explodiram na superfície da Terra, os magmas debaixo dos vulcões são extremamente diversos e incluem composições semelhantes às erupções do Monte de Santa Helena.

Os investigadores acreditam que a uniformidade observada nas erupções ocorre quando a quantidade de magma que flui no subsolo é suficientemente grande para “sobrepor” qualquer diversidade química. Isto pode acontecer quando os vulcões estão perto de um “ponto quente”, ou seja, uma coluna muito quente de magma que sobe à superfície do interior da Terra.

No entanto, os magmas quimicamente diversos que a equipa descobriu podem tornar-se móveis e subir em direcção à superfície sob certas circunstâncias.

Nesse caso, vulcões que produziram erupções de lava basáltica durante milénios de forma confiável podem sofrer alterações e ter actividades mais explosivas no futuro.

O magma está a mover-se debaixo de um silencioso vulcão alemão (e pode acordá-lo)

É fácil esquecer que muitos vulcões em todo o mundo há muito tempo que se mantêm em silêncio. Mas os países…

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“Embora não haja sinal de que estes vulcões de Galápagos sofrerão uma transição no estilo de erupção em breve, os nossos resultados mostram porque é que outros vulcões podem ter mudado o seu comportamento eruptivo no passado. O estudo também ajudará a entender melhor os riscos apresentados pelos vulcões noutras partes do mundo – só porque sempre surgiram de uma maneira específica no passado não significa que se pode confiar que continuem a fazer a mesma coisa indefinidamente no futuro”, disse Stock, em comunicado divulgado pelo EurekAlert.

Este estudo foi publicado esta semana na revista científica Nature Communications.

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1 Agosto, 2020

 

 

4050: Vénus ainda é geologicamente activo: tem 37 vulcões “vivos”

CIÊNCIA/ASTRONOMIA/VULCANISMO

NASA / JPL
Vulcão na superfície de Vénus

Uma nova investigação identificou 37 estruturas vulcânicas activas em Vénus, o que sugere que o planeta é o terceiro mundo do Sistema Solar geologicamente activo – além da Terra e da lua Io, de Júpiter.

Uma recente investigação, levada a cabo pela Universidade de Maryland e pelo Instituto Federal de Tecnologia de Zurique, identificou um total de 37 estruturas vulcânicas activas em Vénus. Este resultado é uma das maiores provas de que este planeta do Sistema Solar ainda é geologicamente activo.

“Este estudo muda significativamente a visão de que Vénus é um planeta quase adormecido para um cujo interior ainda está agitado e pode alimentar muitos vulcões activos”, assinalou o co-autor do estudo, Laurent Montési.

Os cientistas sabem há muito tempo que Vénus tem uma superfície mais jovem do que Marte ou Mercúrio, planetas que têm interiores frios. Uma dessas evidências são as estruturas conhecidas como coroas na superfície do planeta.

As coroas costumam ter centenas de quilómetros de diâmetro e podem ser formadas por afloramento de material quente abaixo da superfície. Este fenómeno é muito parecido com a actividade no manto terrestre que formou as ilhas vulcânicas do Havai. No entanto, até agora, os cientistas pensavam que as coroas de Vénus eram apenas sinais de actividade geológica antiga.

Os investigadores consideravam, por isso, que o planeta já tinha arrefecido ao ponto de a crosta endurecer o suficiente para impedir a lava de a perfurar.

No novo estudo, a equipa usou modelos numéricos de actividade termo-mecânica abaixo da superfície de Vénus para criar simulações em 3D de alta resolução da formação de coroas. Estas simulações fornecem uma visão mais detalhada do processo.

Montési e a sua equipa identificaram características presentes apenas em coroas activas e combinaram essas características com as observadas da superfície do planeta. Os resultados revelaram que parte da variação de coroas em Vénus é representativa de diferentes fases de desenvolvimento geológico.

Este artigo científico, publicado recentemente na Nature Geoscience, fornece a primeira prova de que as coroas de Vénus estão a evoluir, o que indica que o interior do planeta continua agitado.

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25 Julho, 2020

 

 

4021: O lago escaldante que “mora” no coração do Kilauea já tem 30 metros de profundidade

CIÊNCIA/GEOLOGIA

US Geological Survey

O lago com água a ferver formado recentemente no interior do vulcão Kilauea, no Havai, já atingiu os 30 metros de profundidade, segundo dados do Observatório Vulcanológico do Hawai esta semana divulgados.

De acordo com os mesmos números, citado pela revista Newsweek, o lago da cratera Halema’uma’u tem 268 metros de comprimento e 131 metros de largura.

A temperatura da água do lago continua a escaldar, estando agora entre os 160 e 180 graus Fahrenheit (entre os 70 e os 80 graus Celsius), apesar de as temperaturas subterrâneas serem potencialmente mais elevadas.

Inicialmente, imagens áreas mostravam uma “lagoa verde” com o tamanho de um camião no fundo da caldeira do Kilauea. Desde então, o lago tem aumentado a sua dimensão.

Em Setembro do ano passado, Jim Kauahikaua, geofísico do Observatório Vulcanológico do Hawai, disse à Newsweek que o lago parece ser um “lençol freático crescente”, que parece estar a recuperar-se depois das erupções de 2018.

“Se for uma água subterrânea, atingirá um nível de equilíbrio a cerca de 70 metros acima do fundo do poço”, estimou na altura o especialista.

Um lago de água a ferver continua a crescer dentro do Kilauea (e não se sabe porquê)

Um lago de água a ferver está a crescer no fundo da Cratera Halema’uma’u, uma grande cratera localizada na caldeira…

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O vulcão Kilauea, um dos maiores do mundo, está localizado no sudeste da ilha de Havai, que é a maior do arquipélago, na qual vivem cerca de 185 mil pessoas. As erupções têm sido frequentes desde 1983. A erupção de 2018 foi a maior dos últimos 200 anos.

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21 Julho, 2020

 

 

3359: Erupção de vulcão no arquipélago das Galápagos ameaça espécies únicas

CIÊNCIA/VULCANISMO

No domingo, o vulcão La Cumbre entrou em erupção na ilha Fernandina, que, embora não seja habitada, tem um elevado “valor ecológico” devido à sua fauna e flora únicos no mundo.

Iguanas terrestres e marinhas, corvos-marinhos não voadores, pinguins, cobras e ratos endémicos estão entre as muitas espécies que podem estar ameaçadas com a erupção do vulcão La Cumbre, na ilha Fernandina, a oeste do arquipélago das Galápagos (Equador), património mundial pela UNESCO pela sua flora e fauna únicas. A actividade vulcânica começou na noite de domingo com lava e gases a serem expelidos, anunciou o Parque Nacional das Galápagos (PNG). ​​​​​

A ilha Fernandina não é habitada, mas o “seu valor ecológico” é muito rico, uma vez que “os seus ecossistemas abrigam espécies únicas”, salienta, em comunicado, o PNG, responsável pela reserva natural que fica situada a 1000 quilómetros da costa do Equador.

O PNG acrescentou que as primeiras imagens registam uma fissura ao longo da encosta sudeste da cratera de 1476 metros de altitude e mostram “fluxos de lava a descer para a costa” de uma das ilhas mais jovens das Galápagos.

O arquipélago serviu de laboratório para o naturalista inglês Charles Darwin desenvolver a Teoria da Evolução das Espécies.

Parque Galápagos @parquegalapagos

[BOLETÍN] Nueva erupción de volcán La Cumbre en Galápagos, lee más en https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=2507224772721889&id=336795426431512 

O Instituto Geofísico da Escola Politécnica Nacional explicou que o vulcão apresentou “uma nova agitação sísmica e consequente erupção”.

“Depois do evento sísmico de magnitude 4,7 ocorrido às 16h42, foram registados 29 eventos, cuja magnitude permaneceu abaixo de 3,1”, especificou o organismo.

A última actividade eruptiva do vulcão La Cumbre ocorreu há 19 meses (16 a 18 de Junho de 2018), precedida por outra a 4 de Setembro de 2017, de acordo com o Instituto Geofísico.

Parque Galápagos @parquegalapagos

[BOLETÍN] Nueva erupción de volcán La Cumbre en Galápagos
Leer más  https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=2507224772721889&id=336795426431512 

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O Parque Nacional das Galápagos anunciou que vai continuar monitorizar a actividade vulcânica de modo a registar as mudanças que possam ocorrer no ecossistema das Ilhas Galápagos, Património Mundial pela sua flora e fauna únicas no mundo.

O arquipélago recebeu o nome das tartarugas gigantes que chegaram há três a quatro milhões de anos ao arquipélago vulcânico do Pacífico.

O Equador é uma dos países que fica situado no chamado “anel de fogo”, área de grande actividade sísmica e vulcânica.

Diário de Notícias

DN/AFP

 

3334: Novo estudo mostra que Vénus ainda pode ter vulcões activos

CIÊNCIA/ASTRONOMIA/VÉNUS

NASA

Uma equipa de cientistas diz ter encontrado evidências de que há vulcões activos na superfície de Vénus. Se isto se confirmar, é o único planeta no Sistema Solar, para além da Terra, que ainda está vulcanicamente activo.

Embora se saiba que Vénus tenha sido vulcanicamente activo há 2,5 milhões de anos, não foram encontradas evidências concretas de que ainda existam erupções vulcânicas na superfície deste planeta.

Porém, segundo o Science Alert, uma nova investigação do Lunar and Planetary Institute (LPI) mostra que Vénus ainda pode ter vulcões activos, tornando-o o único planeta no Sistema Solar, para além da Terra, que ainda está vulcanicamente activo.

A equipa de cientistas simulou a atmosfera do planeta em laboratório para investigar como é que os fluxos de lava de Vénus mudariam ao longo do tempo. Foi assim que descobriu que a olivina, um mineral que existe em abundância no basalto, reage rapidamente com uma atmosfera como a deste planeta e ficaria revestida por magnetita e hematita (dois minerais ricos em óxido de ferro) em poucos dias.

Os investigadores compararam estes resultados com os dados obtidos ao longo dos anos pela sonda Venus Express, que detectou sinais de olivina na superfície de Vénus, e descobriram que a assinatura de infravermelho emitida por estes minerais desapareceria em poucos dias.

A partir disso, os cientistas concluíram que os fluxos de lava observados em Vénus eram muito jovens, o que, por sua vez, poderá indicar que este planeta ainda possui vulcões activos na sua superfície.

“Se Vénus for realmente activo hoje, seria um óptimo lugar para visitar e entender melhor o interior dos planetas. Poderíamos estudar como é que os planetas arrefecem e porque é que a Terra e Vénus têm vulcanismo activo, mas Marte não”, afirma Justin Filiberto, o cientista que liderou a investigação e cujo estudo foi publicado na Science Advances.

Num futuro próximo, vamos ouvir falar sobre várias missões a Vénus para aprender mais sobre a sua atmosfera e condições da sua superfície. Falamos, por exemplo, do orbitador Shukrayaan-1, da Organização Indiana de Pesquisa Espacial (ISRO), e da sonda russa Venera-D, que têm lançamento previsto para 2023 e 2026, respectivamente.

ZAP //

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8 Janeiro, 2020

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3325: Cientistas encontram evidências de que Vénus tem vulcões activos

CIÊNCIA/ESPAÇO

Esta figura mostra o pico vulcânico Idunn Mons (a 46º S, 214,5º E) na área de Imdr Regio de Vénus. A sobreposição colorida mostra os padrões de calor derivados dos dados de brilho da superfície recolhidos pelo instrumento VIRTIS (Visible and Infrared Thermal Imaging Spectrometer) a bordo da sonda Venus Express da ESA.
Crédito: NASA

Uma nova investigação liderada pela USRA (Universities Space Research Association) e publicada na revista Science Advances mostra que os fluxos de lava em Vénus podem ter apenas alguns anos, sugerindo que Vénus pode ainda hoje ser vulcanicamente activo – tornando-o o único planeta no nosso Sistema Solar, além da Terra, com erupções recentes.

“Se Vénus ainda for realmente activo, será um óptimo lugar para visitar a fim de melhor entender o interior dos planetas,” diz o Dr. Justin Filiberto, autor principal do estudo e cientista do LPI (Lunar and Planetary Institute) da USRA. “Por exemplo, poderíamos estudar como os planetas arrefecem e porque é que a Terra e Vénus têm vulcanismo activo, mas Marte não. As missões futuras devem conseguir ver estes fluxos e mudanças à superfície e fornecer evidências concretas da sua actividade.”

As imagens de radar da sonda Magellan da NASA, no início da década de 1990, revelaram que Vénus, o nosso planeta vizinho, é um mundo de vulcões e extensos fluxos de lava. Na década de 2000, o orbitador Vénus Express da ESA lançou nova luz sobre o vulcanismo de Vénus, medindo a quantidade de radiação infravermelha emitida por parte da superfície de Vénus (durante a noite). Estes novos dados permitiram que os cientistas identificassem fluxos de lava “fresca” vs. fluxos de lava alterados à superfície de Vénus. No entanto, até recentemente, as idades das erupções de lava e dos vulcões em Vénus não eram bem conhecidas porque o ritmo de alteração da lava “fresca” não estava bem determinado.

O Dr. Filiberto e colegas recriaram a atmosfera cáustica e quente de Vénus em laboratório para investigar como os minerais venusianos observados reagem e mudam com o tempo. Os seus resultados experimentais mostraram que um mineral abundante no basalto – olivina – reage rapidamente com a atmosfera e em poucas semanas fica revestido com minerais de óxido de ferro – magnetite e hematite. Eles descobriram ainda que as observações desta mudança mineralógica, pela Venus Express, levariam apenas alguns anos a ocorrer. Assim sendo, os novos resultados de Filiberto e co-autores sugerem que estes fluxos de lava em Vénus são muito jovens, o que implicaria que Vénus tem realmente vulcões activos.

Astronomia On-line
7 de Janeiro de 2020

 

3189: Sismos podem levar ao aparecimento de nova ilha nos Açores, diz vulcanólogo

CIÊNCIA

(CC0/PD) pxhere

“Movimentos ascendentes no fundo do mar” terão como “evolução natural o aparecimento de uma ilha”, afirma Victor Hugo Forjaz, presidente do Observatório Vulcanológico e Geotérmico dos Açores.

Esta sexta-feira, o vulcanólogo Victor Hugo Forjaz disse que uma nova ilha poderá surgir nos Açores, entre as ilhas do Faial e São Jorge, na sequência de “movimentos ascendentes” que se têm vindo a registar no mar.

“Pelo tipo de sismo, pela cadência, pela periodicidade, pela energia Richter e repercussões nas ilhas vizinhas, que são Faial e São Jorge e, por vezes, Pico, suspeita-se que há movimentos ascendentes no fundo do mar, sendo a evolução natural o aparecimento de uma ilha”, afirmou o presidente do Observatório Vulcanológico e Geotérmico dos Açores.

O vulcanólogo refere que se têm vindo a registar “crises sucessivas”, ao longo dos anos, no arquipélago, com “intervalos de dois anos”, e o surgimento de uma nova ilha “não é nada de extraordinário porque as ilhas são activas e condensam movimentos tectónicos, seguidos de vulcânicos”.

Para o antigo docente da Universidade dos Açores, o fenómeno seria “melhor seguido” com um levantamento batimétrico e com recurso a um ROV, um veículo submarino operado de forma remota, visando apurar se há fissuras, deslocamentos e alterações topográficas.

Segundo Hugo Forjaz, a Marinha portuguesa “já deveria ter feito um levantamento no sentido de se perceber melhor os movimentos do fundo do mar naquela zona”, sublinhando que “não há perigo de maior” para a ilha do Faial, uma vez que a zona fica “bastante afastada, cerca de 25 a 30 quilómetros”.

O especialista recorda que nos Açores já emergiram ilhas que depois voltaram a desaparecer, exemplificando com o banco D. João de Castro, ao largo da ilha Terceira, que “esteve fora do mar durante um certo tempo”, tendo “falhas geológicas provocado o seu abatimento”, sendo previsível que volte a emergir.

O vulcanólogo defende a instalação nos Açores de OBS, sismógrafos submarinos que o Instituto Português do Mar e da Atmosfera possui, ressalvando que houve uma equipa estrangeira que já operou na região com este equipamento, tendo recolhido dados “muito interessantes” a que a Governo Regional e a Universidade dos Açores não têm acesso.

Para Victor Hugo Forjaz, a existência dos OBS seria o “tira-teimas entre os que acreditam que há movimentos verticais importantes e os que os negam”.

A Rede Sísmica do Arquipélago dos Açores tem vindo a registar desde Novembro centenas de sismos, um deles esta sexta-feira. Alguns destes abalos foram sentidos pela população, numa zona localizada aproximadamente entre os 25 e os 30 quilómetros a oeste da freguesia de Capelo, na ilha do Faial.

ZAP // Lusa

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13 Dezembro, 2019

 

 

3176: Já se sabe o que provocou o colapso violento do Kilauea

CIÊNCIA

(cv)

A erupção de 2018 em Kilauea, no Havai, caracterizou o espectacular colapso da caldeira do vulcão. Agora, novas investigações constatam que esta mudança dramática foi desencadeada por um pequeno derrame de magma do reservatório abaixo do pico.

Colapsos instantâneos e explosivos de uma caldeira, como o evento que formou o Lago Crater do Oregon, há 7.700 anos, são fenómenos conhecidos. Mas as novas descobertas sugerem que eventos de colapso em câmara lenta, como os de Kilauea, podem estar a ocorrer em vulcões ao redor do mundo.

“O que aprendemos (…) é que pode não haver muito aviso”, disse, em declarações ao Scientific American, o geofísico Magnus Tumi Gudmundsson, que estudou o colapso de Bardarbunga, na Islândia, mas não participou na nova pesquisa de Kilauea.

No início, as erupções do colapso da caldeira assemelham-se a erupções típicas. “Quando as condições forem adequadas, a câmara de magma sob um vulcão pode simplesmente separar-se, o magma pode fluir livremente e o tecto da caldeira cai”, explicou.

Kilauea é um vulcão com 1.250 metros de altura na costa sudeste da Ilha Grande do Havai. Em 1983, começou a cuspir lava da sua zona oriental, uma área fracturada por fissuras criadas à medida que a gravidade puxa toda a área para baixo, em direcção ao mar. A erupção culminou furiosamente em maio de 2018, quando o lago de lava dentro da caldeira, no cume do vulcão, começou a drenar como um balde com um buraco.

Simultaneamente, a parte inferior da Zona Leste ganhou vida com fontes de lava e novas fissuras, uma das quais jorrou um rio de lava que fluiu por bairros residenciais e para o mar. Mais de 700 casas e outros edifícios foram destruídos antes da erupção parar em Agosto de 2018.

Em três artigos separados publicados esta semana na Science, os investigadores juntaram grande parte dos dados para contar a história da erupção de Kilauea. A primeira revelação, descoberta num estudo liderado pelo geofísico Kyle Anderson, do US Geological Survey, foi que a erupção causou o colapso da caldeira e não o contrário. A relação foi uma questão geológica de ovo e galinha debatida entre os cientistas.

Anderson e a sua equipa descobriram que a fenda da ilha, que ocorre quando a gravidade arrasta a encosta do Kilauea em direcção ao mar, abriu fissuras para o magma drenar do reservatório do vulcão e do lago de lava acima dele.

Quando o magma debaixo da caldeira desapareceu, toda a rocha se desmoronou mais de 500 metros numa área de cinco quilómetros quadrados. Quando o piso da caldeira dobrou, pressurizou todo o sistema de encanamento subterrâneo de magma, aumentando e prolongando a actividade eruptiva na zona de fenda.

Anteriormente, não havia estimativas sobre quanta drenagem de magma é necessária para um colapso. Segundo Anderson, a erupção do Kilauea demonstrou que pode demorar muito pouco para iniciar o processo. “Antes do primeiro colapso, na verdade, apenas uma fracção muito pequena do magma escapou – quase certamente menos do que 3,5 a 4%“, disse. A caldeira do cume de Kilauea pode já ter sido fina e falhada e, portanto, fraca.

A conexão entre o colapso da caldeira e o fluxo de lava na zona oriental inferior ficou evidente em tempo real, disse Matthew Patrick, geofísico do Observatório Havaiano de Vulcões do USGS. Num artigo, ele e os seus colegas descobriram que o rio de lava que flui através da zona de fenda experimentou ondas de horas que ocorreram poucos minutos após o colapso na caldeira do cume, a 40 quilómetros de distância.

As inundações de lava resultaram de pulsos de pressão criados pela caldeira em colapso. Os pulsos faziam com que o canal de lava passasse por cima das suas margens, criando novos regatos que ameaçavam propriedades próximas.

Uma análise geoquímica da lava na zona de fenda, liderada pelo vulcanologista Cherilo Gansecki, da Universidade do Havai, mostrou ainda mais a conexão entre a zona da fenda e a caldeira. O cientista descobriu que o magma mais quente, provavelmente do reservatório do cume, se misturava com o magma que restava de erupções mais antigas.

Não é provável que o Kilauea entre em erupção com tanto vigor até que a sua câmara de magma se encha de rocha derretida do manto terrestre, o que pode demorar anos ou até décadas. Mas existem outros vulcões semelhantes em zonas de fenda em todo o mundo, desde a Islândia às Ilhas Galápagos.

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11 Dezembro, 2019

 

3169: Jovem vulcão descoberto nas profundezas da Placa do Pacífico

CIÊNCIA

(dr) Tohoku University

Uma equipa de cientistas da Universidade de Tohoku, no Japão, descobriu um pequeno e jovem vulcão na secção mais antiga da Placa do Pacífico.

O vulcão foi encontrado na parte ocidental do Oceano Pacífico, perto da Ilha Minamitorishima, o ponto mais oriental do Japão, detalha a agência Europa Press.

Os cientistas acreditam que este vulcão, que entra na classe dos petit spots, entrou em erupção há menos de 3 milhões de anos devido à subdução mais profunda da Placa do Pacífico no manto da Fossa das Marianas.

Até então, acreditava-se que esta área continha apenas montanhas e ilhas subaquáticas formadas há cerca de 70 a 140 milhões de anos.

“A descoberta deste novo vulcão oferece-nos uma excelente oportunidade para explorar mais esta área e, esperançosamente, revelar um vulcão mais pequeno”, afirmou Naoto Hirano, professor associado que liderou a investigação, citado em comunicado.

“Isto vai dizer-nos mais sobre a verdadeira natureza da astenosfera [zona superior do manto terrestre]”, acrescentou o especialista que vai continuar a explorar a zona na esperança de encontra vulcões semelhantes.

Estes pequenos vulcões são um fenómeno relativamente recente na Terra, explicam os cientistas na mesma nota de imprensa. Tratam-se de pequenos e jovens vulcões que surgem ao longo das fendas existentes na base das placas tectónicas.

À medida que as placas mergulham mais profundamente no mano superior da Terra, criam-se fissuras onde a placa começa a dobrar-se, causando a erupção de pequenos vulcões. O primeiro vulcão deste tipo foi descoberto em 2006 no nordeste do Japão.

Os resultados da investigação foram esta semana publicados na revista científica especializada Deep-Sea Research Part I.

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10 Dezembro, 2019

 

3135: Tsunami mortal causado pelo vulcão Anak Krakatoa era mais alto do que a Estátua da Liberdade

CIÊNCIA

Ben Beiske / Flickr

O vulcão Anak Krakatoa, na Indonésia, formou-se devido a um dos desastres vulcânicos mais mortais da História moderna. No ano passado, esteve perto de desencadear algo semelhante.

Em 2018, quando o Anak Krakatoa entrou em erupção violentamente, o seu interior desabou repentinamente, provocando um tsunami que matou mais de 400 pessoas nas ilhas de Sumatra e Java.

Quando as ondas chegaram a civilização, cerca de uma hora depois do desabamento, o “muro” de água tinha mais de dez metros de altura. No entanto, de acordo com investigadores da Universidade de Brunel, em Londres, e da Universidade de Tóquio afirmam que essa foi apenas uma pequena fracção da sua antiga glória.

Com base nos dados do nível do mar de cinco localidades em torno de Anak Krakatoa, os investigadores criaram uma simulação em computador do tsunami e dos seus movimentos em 12 cenários diferentes. Os resultados indicam que a onda inicial tinha o formato de uma corcunda pura ou de uma elevação.

De acordo com as estimativas, no seu auge, o tsunami tinha entre 100 e 150 metros de altura – ou seja, segundo o ScienceAlert, era maior do que a Estátua da Liberdade, em Nova Iorque. Essa poderosa massa de água produziria energia semelhante a um terremoto de 6,0 ou 6,1 na escala Richter.

Tono Balaguer / Canva
Estátua da Liberdade, em Nova Iorque

Mas, à medida que essas enormes ondas correram o oceano, como ondulações num lago, gradualmente diminuíram devido à gravidade e atrito até que, a cerca de 80 metros de altura, finalmente atingiram a terra.

“Felizmente, ninguém morava naquela ilha”, disse Mohammad Heidarzadeh, engenheiro civil da Universidade de Brunel, em comunicado divulgado pelo Phys. “No entanto, se houvesse uma comunidade costeira perto do vulcão – dentro de cinco quilómetros – a altura do tsunami estaria entre 50 e 70 metros quando atingisse a costa”.

Se isso tivesse acontecido, os resultados teriam sido catastróficos. Em 1883, a erupção de Krakatoa, que ocorreu no mesmo local, provocou um tsunami maciço que matou cerca de 36 mil pessoas. No auge, o tsunami tinha 42 metros de altura e as ilhas atingidas eram muito menos povoadas do que hoje.

Assim, de acordo com o estudo que será publicado em Janeiro na revista científica Ocean Engineering, se o tsunami de Anak Krakatoa viajasse noutra direcção, poderia ter sido um dos piores desastres naturais do nosso tempo. A devastação deste vulcão é um lembrete do que pode acontecer no pior dos casos.

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Por ZAP
4 Dezembro, 2019