2861: Vulcão submerso no Alasca cria bolhas de gás explosivas maiores do que um campo de futebol

CIÊNCIA

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Uma equipa de cientistas do US Geological Survey (USGS) descobriu na Ilha de Bogoslof, no Alasca, Estados Unidos, um vulcão que expele gigantescas bolhas de gás explosivas, maiores do que um campo de futebol.

Os especialistas descobriram este vulcão em 2017, tendo esta semana publicado um artigo sobre a descoberta na revista científica especializada Nature Geoscience.

Bogoslof localiza-se no topo de um vulcão subaquático, no extremo sul do mar de Bering. O vulcão, com cerca de 1.828 metros de altura, está na sua grande parte submerso – apenas 90 dos seus metros de altura estão acima do nível da água do mar.

De acordo com a Science Mag, o vulcão não expele lava nem outros materiais, libertando  antes gigantesca bolhas. Estas bolhas foram descobertas por tripulações que navegam na zona, que deram conta que se “criam explosões violentas em torno da superfície do mar”.

Os cientistas acreditam que o fenómeno ocorre quando a água arrefece rapidamente o magma quando sai das aberturas subaquáticas. Trata-se de uma erupção hidro-vulcânica: durante uma erupção explosiva, a lava, rica em gases, é ejectada e permite a formação de uma grande bolha na água do mar acima da “boca” do vulcão, cheia de vapor de água, dióxido de carbono e dióxido de enxofre separados da lava.

A inacessibilidade de muitos vulcões submersos e o perigo associado às explosões das suas borbulhas têm dificultado o trabalho os cientistas para entender melhor este fenómeno.

Para a nova investigação, liderada por John Lyons, os especialistas implantaram microfones de baixa frequência a 60 quilómetros a sul do vulcão, tendo estes detectado “infra-sons” no oceano que, posteriormente, ajudaram a melhor compreender o fenómeno.

Durante os nove meses de observações, foram registadas mais de 70 erupções.

“O infra-som é fruto da oscilação e da ruptura das bolhas magmáticas de gás que se formaram inicialmente nas aberturas submersas, mas que cresceram e explodiram acima do nível do mar”, pode ler-se na nova investigação, que diz ainda apresentar “um registo geofísico único” deste fenómeno natural.

O artigo precisa ainda que estas bolhas, compostas por vapor de água, dióxido de carbono ou dióxido de enxofre, podem medir até 426 metros de diâmetro.

“Propomos que o papel dominante da água do mar durante a efusão de magma rico em gás em águas rasas é produzir repetidamente uma vedação à prova de gás perto da abertura (…) Este mecanismo de vedação leva a sequências de explosões violentas e à libertação de grandes volumes de gás formadores de bolhas”, escreveram os cientistas no artigo, citados pelo Newsweek.

ZAP //

Por ZAP
19 Outubro, 2019

 

2408: Descobertos seis vulcões a poucos quilómetros da costa da Sicília

Tomasz Pokora Travel Photography / Flickr
Costa da Sicília

Uma equipa de cientistas descobriu seis vulcões ocultos debaixo de água numa área do Mediterrâneo a poucos quilómetros da costa da ilha de Sicília, em Itália.

A área com os vulcões, frequentemente atravessada por várias embarcações, foi descoberta graças a dados de alta resolução recolhidos com a ajuda da expedição oceanográfica OGS Explora, que levou a cabo duas missões de investigação em Agosto de 2017 e Fevereiro de 2018.

De acordo com a investigação, cujos resultados foram esta semana publicados na revista científica especializada Marine Geology, as seis formações vulcânicas foram detectadas a uma profundidade máxima de 133 metros e localizados a uma distância entre 7 a 23 quilómetros da costa da Sicília.

“Ficamos muito surpresos com [a descoberta], porque estávamos muito perto da costa”, disse Emanuele Lodolo, autor principal autor do estudo e cientista do Instituto Nacional de Oceanografia Experimental e Geofísica da Itália, em declarações à National Geographic.

A equipa estima que todos vulcões sejam datados do Quaternário Tardio, tendo todos explodido uma única vez há cerca de 20.000 anos. Apenas uma destas formações, que foi baptizada de Actea, mostra sinais de actividade magmática posterior ao Último Máximo Galcial, tendo um rastro de lava que se estende por aproximadamente quatro quilómetros.

Todos os vulcões são de pequena dimensão, variando o seu tamanho entre 16 e 120 metros desde a base até ao topo do vulcão. O pico de Actea, o mais alto entre os seis agora descobertos, está a apenas 33 metros abaixo do nível do mar.

Os cientistas alertam que uma eventual erupção nesta área pode representar uma ameaça quer para a navegação na zona, quer para os moradores da área costeira. Ainda assim, frisaram, são necessários mais estudos para perceber completamente estas estruturas vulcânicas e precisar o perigo real que representam.

ZAP //

Por ZAP
6 Agosto, 2019

 

1139: “Mundo perdido” com vulcões subaquáticos descoberto na Tasmânia

Um navio de exploração científica australiano descobriu nas profundezas do Mar da Tasmânia um espaço nunca antes explorado – um incrível “mundo perdido” com vulcões subaquáticos.

De acordo com os cientistas, a embarcação identificou planaltos até 3 mil metros acima da planície abissal do fundo do mar da Tasmânia, cujas cordilheiras e picos vulcânicos estão relacionados com a ruptura dos continentes da Austrália e da Antárctida.

Tal como conta o Science Alert, o navio levava a cabo uma investigação que visava analisar o comportamento do fitoplâncton na corrente oceânica do leste da Austrália, quando descobriu este mundo perdido com vulcões subaquáticos.

Com a missão exploratória definida, o barco da Organização de Estudo Científicos e Industriais da Commonwealth, partiu do porto de Hobart, na ilha australiana da Tasmânia, no passado dia 11 de Setembro.

Os cientistas estavam a analisar as profundezas oceânicas, quando as suas ferramentas de mapeamento detectaram “incríveis contornos inexplorados” no fundo do mar. Neste terreno vulcânico, que varia em tamanho e forma e não parecer ser uma área de fontes hidrotermais, os largos planaltos surgem juntamente com colinas cónicas menores.

Os especialistas que participaram na expedição pela costa da Tasmânia estão “bastante convictos” de que esta paisagem subaquática está relacionada com a separação dos continentes, que ocorreu há cerca de 30 milhões de anos.

“Quando a Austrália, a Antárctida e a Tasmânia se separaram, um grande ponto quente surgiu debaixo da crosta terrestre, formando estes vulcões e, logo depois, ajudou a que a crosta terrestre se rompesse, de forma a que todas estas áreas se pudessem começar a separar”, explicou a geógrafa Tara Martin em declarações à ABC News.

Ponto de referência para as baleias

De acordo com os investigadores, uma área tão inexplorada como esta, com os picos dos planaltos a cerca de 2 mil metros abaixo do nível do mar, deve também alojar uma “deslumbrante variedade de vida marinha“. Os especialistas assumiram ainda que esta zona recém-descoberta pode servir como ponto de navegação e/ou referência para grandes animais marinhos, como as baleias.

Durante a expedição, os cientistas avistaram várias baleias-jubarte, baleias-piloto e algumas espécies de aves marinhas, que os levaram a consolidar esta ideia. A equipa descreveu ainda um notável avistamento com cerca de 60 a 80 baleias piloto.

Mas as investigações não ficam por aqui. Está já a ser planeada uma expedição adicional que visa continuar a explorar o relevo submarino, avaliando ainda como este influencia a biodiversidade oceânica da região adjacente.

ZAP // RT

Por ZAP
13 Outubro, 2018

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