735: Vulcão Fogo: grupo de resgate contraria autoridades e aponta 2900 mortos

(dr) Guatevisión
Erupção do Vulcão de Fogo deixou meia Guatemala em cinzas

Um grupo de voluntários que resgata vítimas da erupção do vulcão do Fogo, na Guatemala, afirma que há pelo menos 2.900 mortos, um número muito acima dos 113 admitidos oficialmente pelas autoridades.

O grupo, denominado Antigua ao Resgate, cita relatos de sobreviventes e familiares das vítimas de San Miguel los Lotes, uma das localidades destruídas, para dizer que ali se situavam 360 casas e em cada uma delas viviam entre dez e 14 pessoas, contando com crianças que não foram registadas.

A voluntária Sofia Letona estima que cerca de 470 crianças estão entre os mortos.

Afirmam que as autoridades não permitem que cheguem ao local máquinas para levantar toneladas de cinzas e areia que soterraram as casas, que os voluntários abordam com pás e peneiras, conseguindo recuperar corpos de vítimas que depois não entram na contagem do número de mortos.

O porta-voz da agência guatemalteca para os desastres naturais, David De León, afirmou que a instituição respeita qualquer opinião, mas considerou que é preciso avaliar as fontes que serviram aos voluntários para fazerem os seus cálculos. Convidou-os a juntarem-se à agência para compararem as informações de que dispõem.

Oficialmente, há 332 pessoas desaparecidas – número revisto hoje em alta pelas autoridades – desde a erupção vulcânica de 3 de Junho, que afectou mais de 1,7 milhões de pessoas, entre mortos, feridos e deslocados.

Um primeiro balanço da Protecção Civil um dia após a erupção do Vulcão Fogo apontava pelo menos 25 mortos e 20 feridos. Nos dias seguintes, o número de mortos aumentou subindo para 113. A erupção sentida em Junho foi a mais forte dos últimos anos e provocou espessas colunas de cinzas.

O vulcão, de 3.763 metros de altura, situa-se nas regiões de Escuintla, Chimaltenango e Sacatepéquez, a 50 quilómetros a oeste da capital de Guatemala, zonas que são, por isso, as mais afectadas.

ZAP // Lusa

Por Lusa
5 Julho, 2018

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627: Falhou o aviso de emergência? Mortes na Guatemala sobem para 99

Erupção aconteceu no domingo | REUTERS /Carlos Jasso

Oposição pede investigação ao presidente da agência de emergência para perceber se houve negligência no aviso das populações

O vulcão Fogo já matou 99 pessoas. À medida que o número de vítimas da erupção de domingo no sul da Guatemala sobe, começa a procurar-se se há responsáveis pela dimensão que a tragédia assumiu. A oposição guatemalteca parece acreditar que sim e aponta já o dedo ao presidente da agência de resposta a emergência (Conred).

Segundo argumenta Mario Teracena, uma figura respeitada da oposição, o governo devia investigar se houve negligência criminal, por atraso no aviso às populações, escreve a BBC.

Isto porque os peritos em vulcanologia terão avisado os responsáveis do Conred para a necessidade de evacuar a área próxima do vulcão Fogo, nas primeiras horas de domingo, devido ao aumento da actividade sísmica e e o aumento de fluxos de matéria vulcânica.

A questão é que a Conred não agiu de imediato e justifica-se que os peritos não foram conclusivos o suficiente para a necessidade de accionarem os mecanismos de evacuação em massa.

Das 99 vítimas mortais, 28 foram já identificadas, anunciou esta quinta-feira o Instituto Nacional de Ciências Forenses.

Erupções subsequentes e as altas temperaturas das rochas e lama têm dificultado as buscas por pessoas que estão desaparecidas.

Mais de 1,7 milhões de pessoas foram afectadas pela erupção do Fogo e mais de 3000 tiveram de ser retiradas das suas casas.

As autoridades calculam que mais de 150 pessoas ainda estão desaparecidas, provavelmente entre os escombros ou soterradas nas suas casas.

Diário de Notícias
07 DE JUNHO DE 2018 07:28
DN/Lusa

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623: Vulcão de fogo: Último balanço aponta para 82 mortos

EPA /SANTIAGO BILLY

As autoridades estimam que mais de 190 pessoas estão desaparecidas

As brigadas de socorro encontraram esta quarta-feira os cadáveres de outras seis vítimas das erupções do vulcão de Fogo na região de Escuintla, sul da Guatemala, elevando para 82 o número de mortes provocadas pelo desastre natural.

Os corpos foram detectados entre os escombros da comunidade de San Miguel Los Lotes, que ficou soterrada sob milhares de toneladas de material vulcânico.

Entre os corpos resgatados estão dois menores e uma mulher e os restantes são homens adultos. De acordo com o último balanço, 82 pessoas morreram devido à erupção iniciada domingo no grande vulcão situado 50 quilómetros a oeste da capital guatemalteca.

Oficialmente, a Coordenadora nacional para a redução de desastres (Conred) indica 75 vítimas da erupção.

Pelo terceiro dia consecutivo, as brigadas de resgate iniciaram a busca dos desaparecidos pela avalanche de materiais sólidos, líquidos e gasosos expelidos erupção, situado entre os departamentos de Escuintla, Sacatepéquez e Chimaltenango.

As autoridades calculam que 192 pessoas ainda estão desaparecidas, provavelmente entre os escombros ou soterradas nas suas casas.

Sergio García Cabañas, secretario da Conred, assegurou que as operações vão prosseguir até ser detectada a última vítima da tragédia.

Diário de Notícias
06 DE JUNHO DE 2018 20:12
DN/Lusa

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619: Novas erupções no vulcão do Fogo dificultam busca pelos 192 desaparecidos

Último balanço aponta para 75 mortos. Novas evacuações geram pânico

O vulcão do Fogo voltou a entrar em actividade, forçando novas evacuações e obrigando os socorristas a procurar abrigo, dificultando as operações de buscas pelos 192 desaparecidos da erupção de domingo.

Os socorristas, a polícia e os jornalistas correram à procura de um local seguro quando as sirenes começaram a soar e dos altifalantes chegavam as ordens para evacuar.

Uma coluna de fumo projectou-se do vulcão e lava desceu pela encosta sul na terça-feira à tarde, desencadeando novas ordens de evacuação em mais de uma dúzia de comunidades e obrigando a encerrar uma autoestrada.

As autoridades dizem que o fumo poderá formar uma “cortina” de cinzas capaz de atingir os seis mil metros de altitude, o que representa também um perigo para o tráfego aéreo.

Pelo menos 192 pessoas foram dadas como desaparecidas na Guatemala, na sequência da erupção do vulcão do Fogo, no domingo, indicou a Protecção Civil.

“Já temos o número e os nomes das pessoas que estão desaparecidas: 192”, declarou o director da agência de Coordenação e Gestão de Desastres da Guatemala, Sergio Cabañas, na terça-feira à noite.

Dois dias após a erupção, o terreno ainda estava demasiado quente em vários locais para as equipas de socorro poderem trabalhar.

Lilian Hernandez chorava enquanto dizia os nomes dos tios, primos, netos e outros familiares, num total de 36, que estão desaparecidos e presumivelmente mortos. “Os meus primos Ingrid, Yomira, Paola, Jennifer, Michael, Andrea e Silvia, que tinha apenas dois anos”, disse à agência AP.

Os últimos dados apontam para pelo menos 75 mortos, continuando os bombeiros à procura de pessoas nos escombros.

As autoridades indicaram que mais de 3200 pessoas de povoações na zona foram retiradas das habitações devido à queda das cinzas, que afectam uma área com perto de 1,7 milhões de pessoas.

O Instituto de Sismologia guatemalteco anunciou que o vulcão, de 3763 metros de altura, já tinha alertado para a hipótese de uma nova erupção.

Diário de Notícias
06 DE JUNHO DE 2018 07:20
Susana Salvador, com Lusa

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615: O Vulcão de Fogo já fez pelo menos 69 mortos

Esteban Biba / EPA

Pelo menos 69 pessoas morreram, este domingo, na sequência da erupção do vulcão do Fogo, na Guatemala, indicou um novo balanço do Instituto de Ciências Forenses guatemalteco.

Na segunda-feira, o director do Instituto de Ciências Forenses guatemalteco, Fanuel Garcia, disse que apenas 17 das 69 vítimas mortais foram até ao momento identificadas.

Fanuel Garcia explicou que as autoridades estão a tentar identificar os corpos através de testes de ADN e através de outros meios.

O responsável acrescentou ainda que a falta de electricidade na região torna as buscas, durante a noite, praticamente impossíveis.

Segundo a Reuters, o número de mortos pode aumentar e existem centenas de feridos.

O vulcão, situado a oeste da Cidade da Guatemala, entrou em violenta erupção no domingo, sendo a mais forte dos últimos anos, cobrindo as aldeias circundantes de cinzas incandescentes e lava, dando pouco tempo aos residentes para fugir.

As autoridades indicaram que mais de 3.200 pessoas de povoações na zona foram retiradas das habitações devido à queda das cinzas, que afectam uma área com perto de 1,7 milhões de pessoas.

O Instituto de sismologia guatemalteco anunciou que o vulcão, de 3.763 metros de altura, está a voltar à actividade normal, mas advertiu que as ravinas, de até 80 metros de profundidade, estão cheias de matéria vulcânica, não excluindo a ocorrência de uma nova erupção.

ZAP // Lusa

Por ZAP
5 Junho, 2018

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609: Erupção do Vulcão de Fogo na Guatemala faz 25 mortos

rodolfoaraiza.com / Flickr
Erupção do vulcão Fuego, na Guatemala

Pelo menos 25 pessoas morreram e 20 ficaram feridas na sequência da erupção do Vulcão de Fogo na Guatemala, no domingo, segundo um novo balanço da Protecção Civil.

“O balanço às 21 horas (quatro horas de segunda-feira em Lisboa) é de 25 mortos“, disse o porta-voz da Coordenação de Gestão de Desastres da Guatemala, David de Leon.

No balanço antes divulgado, as autoridades davam conta de seis mortos e 20 feridos.

De acordo com as autoridades, 3100 pessoas das comunidades próximas já foram retiradas das habitações devido à queda das cinzas, que começaram agora a afectar uma área populacional com cerca de 1,7 milhões de pessoas.

A erupção que se iniciou, no domingo, no Vulcão de Fogo é a mais forte dos últimos anos e está a provocar espessas colunas de cinzas que sobem até cerca de 10 mil metros de altura e caem depois num raio alargado, chegando mesmo à Cidade da Guatemala.

O Presidente da Guatemala, Jimmy Morales, anunciou já que vai declarar o estado de emergência, sujeito a aprovação do Congresso, e pediu aos cidadãos que estejam atentos aos avisos das autoridades de emergência.

A pista do aeroporto internacional La Aurora, na capital, foi entretanto encerrada, por motivos de segurança.

Imagens de vídeo publicadas pelos órgãos de comunicação locais mostram paisagens carbonizadas, nos locais onde as torrentes de lava entraram em contacto com as casas.

“Actualmente, o vulcão continua a entrar em erupção e existe um alto potencial para avalanches de detritos (piroclásticos)”, escreveu a agência gestão de desastres no Twitter, citando Eddy Sanchez, director do Instituto de Sismologia e Vulcanologia (Insivumeh) guatemalteco.

Segundo Sanchez, as torrentes de lava atingiram temperaturas de cerca de 700 graus Celsius.

O vulcão, de 3.763 metros de altura, situa-se nas regiões de Escuintla, Chimaltenango e Sacatepéquez, a 50 quilómetros a oeste da capital de Guatemala, zonas que são, por isso, as mais afectadas.

ZAP // Lusa

Por Lusa
4 Junho, 2018

(actualizações)

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