4427: Quatro astronautas planeiam votar a partir do Espaço nas presidenciais dos Estados Unidos

CIÊNCIA/POLÍTICA(ESPAÇO/EUA

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Os astronautas norte-americanos Kate Rubins, Mike Hopkins, Victor Glover e Shannon Walker planeiam votar nas eleições presidenciais dos Estados Unidos, agendadas para o início de Novembro, a partir do Espaço.

Segundo o portal The Verge, Rubins é a primeira astronauta que chegará à Estação Espacial Internacional (EEI) antes das eleições presidenciais norte-americanas.

Chegará a bordo do foguete russo Soyuz, que será lançado a 14 de Outubro, e seguirá juntamente com dois cosmonautas. “Acho que é muito importante que todos votem (…) Se podemos fazê-lo a partir do Espaço, então acredito que as pessoas também podem fazê-lo em terra”, disse a astronauta em declarações à agência AP.

Pouco depois chegarão os Hopkins, Glover e Walker, que seguirão a bordo do segundo voo da Crew Dragon da SpaceX juntamente com o astronauta japonês Soichi Noguchi. Tal como Rubins, estes astronautas também pretendem votar a partir do Espaço.

“Todos nós estamos a planear votar a partir do Espaço (…) A NASA funciona muito bem com as diferentes organizações eleitorais, porque todos nós votamos em condados diferentes. Mas foi mais fácil para nós dizer que votaríamos a partir do Espaço – e é isso que vamos fazer”, disse Walker numa conferência de imprensa.

Walker já votou a partir do Espaço. Foi em 2010 durante a sua primeira viagem à EEI.

Segundo o portal The Verge, que recorda que a NASA tem uma presença de duas décadas na NASA, votar a partir do Espaço é muito simples.

Antes de partirem na missão, astronautas preenchem o um formulário, o Federal Post Card Application, que é o mesmo que os militares usam para votar durante destacamentos fora do país. Depois de este formulário ser aprovado, os funcionários do condado em causa que supervisionam as eleições na região de origem do astronauta enviem cédulas de teste para a NASA, que são, na verdade, PDFs seguros.

A agência espacial norte-americana testa depois se as cédulas podem ser preenchidas a partir do Espaço, recorrendo a um computador para treinos.

Caso funcione, o Centro de Controlo da Missão da NASA envia por e-mail aos astronautas as cédulas no dia da eleição. Os astronautas escolhem depois o seu candidato e, em seguida, enviam a cédula por e-mail para a NASA que, por sua vez, envia as cédulas da eleição para os vários departamentos eleitorais dos respectivos condados.

Ao que tudo indica, estes quatro astronautas votarão a partir do Espaço. Contudo, importa frisar, os lançamentos estão sujeitos a atrasos, o que pode impedir o “voto espacial”.

ZAP //

Por ZAP
3 Outubro, 2020

 

 

951: 85% dos portugueses votaram para acabar com mudança da hora. Mas quantos foram realmente?

Houve mais de 4,6 milhões de resposta, mas a grande maioria veio da Alemanha

© Regis Duvignau/Reuters

Houve uma maioria “muito clara” de 84% de cidadãos europeus a votar pelo fim da mudança da hora na consulta pública realizada este verão e no caso dos portugueses essa percentagem até sobe para 85%. Mas a proporção é relativa aos que votaram e que foram apenas 34 mil, segundo os dados preliminares hoje divulgados pela Comissão Europeia.

Ou seja, os dados mostram que a taxa de participação em Portugal foi de 0,33%, o que corresponde a quase 34 mil a portugueses a votar. Destes, cerca de 29 mil escolheram acabar com a mudança da hora. No total, participou menos de 1% da população europeia.

Naquela que foi a consulta pública mais participada de sempre, com mais de 4,6 milhões de contributos oriundos de todos os Estados-membros, a maior parte das respostas veio da Alemanha, onde 3,8% da população respondeu. No outro extremo está o Reino Unido, com os britânicos muito pouco informados ou interessados.

Os resultados preliminares “indicam também que mais de três quartos (76 %) dos participantes consideram que a mudança de hora duas vezes por ano é uma experiência “muito negativa” ou “negativa” – um número que sobe novamente em Portugal para 80%.

A comissária europeia Violeta Bulc reafirmou por ocasião da publicação dos resultados preliminares da consulta que a mensagem foi “muito clara”. “Vamos agora agir em conformidade com esta vontade expressa e preparar uma proposta legislativa ao Parlamento Europeu e ao Conselho, que decidiram então em conjunto”, indicou.

Hoje de manhã, antecipando-se à divulgação dos resultados, o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, já anunciara que Bruxelas vai propor o fim da mudança de hora, depois de essa ter sido a vontade expressa por uma grande maioria dos europeus na consulta pública lançada este verão.

Com Lusa

Diário de Notícias
Patrícia Jesus
31 Agosto 2018 — 14:00

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