2375: O primeiro vídeo de um eclipse solar voltou à vida

A primeira gravação de um eclipse solar, que remonta a 28 de maio de 1900, foi ressuscitada. O fenómeno foi gravado pelo mágico britânico Nevil Maskelyne, na Carolina do Norte, nos Estados Unidos, durante uma expedição da Associação Britânica de Astronomia.

O British Film Institute (BFI) e a Royal Astronomical Society (RAS) apresentaram a primeira imagem em movimento de um eclipse solar, captada em 1900. O fragmento do filme original, guardado no arquivo da RAS, foi digitalizado e restaurado em 4K por especialistas do BFI National Archive.

O vídeo encontra-se agora disponível online gratuitamente e tem a duração de um minuto e oito segundos. No registo é possível ver quase o eclipse completo: começa um pouco antes de a Lua cobrir o Sol e dura até esta se começar a afastar.

Esta foi a segunda tentativa de Nevil Maskelyne de capturar um eclipse solar, explica a nota da RAS. Em 1898, o mágico britânico tinha já viajado para a Índia para fotografar um eclipse, mas no regresso o vídeo foi roubado.

O evento não foi fácil de capturar, e o britânico teve que construir um adaptador telescópico especial para a sua câmara. O filme faz agora parte da colecção de astro-fotografia da RAS.

Sobre esta recente redescoberta, Bryony Dixon, curador de cinema mudo do BFI, diz que os primeiros historiadores do cinema procuraram este filme durante muitos anos. “É emocionante pensar que este filme, único sobrevivente conhecido de Maskelyne, tenha reaparecido agora”, explica Dixon.

Também Joshua Nall, membro do Comité do Património Astronómico do RAS, teve algo a dizer sobre o reaparecimento destas imagens: “Esta é uma maravilhosa descoberta de arquivo. Talvez o mais antigo filme astronómico sobrevivente. É um registo realmente impressionante.”

Entusiasta por cinema, Nevil Maskelyne queria mostrar como o desenvolvimento do cinema poderia ser usado para o avanço da ciência. O mágico britânico, que era fascinado por astronomia e se tornou membro da RAS, apresentava-se como um investigador científico de ilusões.

O RAS é uma instituição de caridade fundada a 1820, com sede no Reino Unido, que trabalha para promover as ciências da astronomia e da geofísica. O BFI é uma instituição de caridade cultural fundada em 1933 e é uma das principais organizações do Reino Unido para cinema, televisão e imagem em movimento.

DR, ZAP //

Por DR
27 Julho, 2019

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2062: Astrónomo captou vídeo espectacular da passagem dos 60 satélites Starlink no céu

CIÊNCIA

Há dois dias, a SpaceX colocou no espaço os primeiros 60 satélites da rede Starlink. Conforme foi avançado, a rede, que irá fornecer Internet a locais remotos, será composta por 12 mil. Depois do seu lançamento com sucesso, um astrónomo holandês captou imagens de vídeo mostrando uma sequência dos 60 satélites Starlink.

O vídeo mostra o “comboio” da Starlink a acelerar em linha recta enquanto orbitam ao redor da Terra.

Satélites Starlink já gravitam a Terra

Um impressionante vídeo gravado por um astrónomo holandês captou uma série de aproximadamente 60 unidades Starlink a cruzar pelo céu nocturno, um dia depois de serem lançados em órbita.

Surpreendentemente, podemos ver uma espécie de comboio de satélites alinhados em órbita da Terra.

Elon Musk @elonmusk

First 60 @SpaceX Starlink satellites loaded into Falcon fairing. Tight fit.

Órbita estava a ser vigiada pelos astrónomos amadores

O astrónomo Marco Langbroek escreveu um post no seu blog que dava informações de onde deveriam ser procurados os satélites em órbita. Assim, este aficionado pela astronomia, descobriu quando e onde iriam passar. Desta forma, quando entrassem na área visível, estes seriam captados pela sua câmara.

Segundo o que foi disponibilizado por Langbroek, os dispositivos espaciais apareceram três minutos mais cedo do que era esperado.

Começou com dois objectos fracos e cintilantes a mover-se para o campo de visão. Então, algumas dezenas de segundos depois, o meu queixo caiu quando o ‘comboio’ entrou no campo de visão. Eu não pude deixar de gritar ‘OAAAAAH !!!!’ (seguido por alguns palavrões…).

Exclamou Langbroek.

Estes são ainda uma parte pequena do que será uma rede global de dispositivos espaciais para fornecer Internet. O projecto só deverá estar concluído no ano 2027.

pplware
Vitor M.
26 Mai 2019


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1830: É assim um buraco negro. Eis a primeira imagem

Sete conferências de imprensa simultâneas em sete pontos diferentes do mundo anunciam a novidade científica.

© DR

São os primeiros resultados do projecto internacional do Telescópio Event Horizon (EHT, na sigla em inglês), e a grande novidade é esta: pela primeira vez na história conseguiu-se obter a imagem de um buraco negro. Uma espécie de donut luminoso, envolto em negrume. Assim, de repente, pode parecer pouco entusiasmante, mas para os cientistas trata-se de um marco, que abre portas a novas possibilidades de estudo destes misteriosos objectos cósmicos.

A colaboração internacional, que envolveu mais de 200 cientistas de 40 nacionalidades, e contou com financiamento do programa europeu Horizonte 2020, revela assim a primeira imagens de uma dos objectos mais estranhos do universo: extremamente denso, concentra uma quantidade matéria quase inimaginável num espaço proporcionalmente pequeno, afectando o espaço e o tempo na sua vizinhança.

A primeira imagem de sempre agora captada pela colaboração internacional é de um buraco negro que está no centro da galáxia Messier 87, na constelação de Virgem, a 55 milhões de anos-luz da Terra e com uma massa 6,5 mil milhões de vezes superior à do Sol.

Com este novo passo, os buracos negros negros deixam de ser entidades exclusivamente teóricas e abstractas, mostrando a sua face visível.

Para obter esta imagem, o Telescópio Event Horizon colocou em rede oito radiotelescópios de todo o mundo localizados em zonas de grandes altitudes – um deles aqui, na Península Ibérica, no alto da Serra Nevada, em Espanha.

Múltiplas calibrações e métodos de obtenção de imagens foram conjugados pelos cientistas e acabaram por revelar uma estrutura idêntica a um disco, com uma região central escura, que é a sombra do buraco negro.

“Se estiverem imersos numa região brilhante, como um disco de gás brilhante, pensamos que o buraco negro crie uma região escura semelhante a uma sombra, algo que foi previsto pela relatividade geral de Einstein, mas que nunca foi observado antes,” explica Heino Falcke, presidente do Conselho Científico do EHT e da Universidade Radboud, na Holanda.

“Quando tivemos a certeza de ter efectivamente capturado a sombra, pudemos comparar o nosso resultado com uma extensa biblioteca de modelos de computador, a qual inclui a física do espaço deformado, matéria super-aquecida e campos magnéticos muito fortes”, explica por seu turno, Paul T. P. Ho, membro do Conselho do EHT e Director do Observatório do Leste Asiático. E sublinha: “Muitas das estruturas da imagem observada ajustam-se surpreendentemente bem com os nossos modelos teóricos, o que nos dá confiança na interpretação das observações, incluindo a estimativa da massa do buraco negro”.

Para o comissário da Ciência, Investigação e Inovação, Carlos Moedas, esta é uma grande descoberta – “haverá um antes e um depois desta imagem”, disse na conferência de imprensa da comissão europeia, uma das sete -, e “uma lição da ciência para os políticos”, ao mostrar como “se cumpre o sonho, congregando cientistas de 40 nacionalidades diferentes”.

 

Pierre Bourguignon, presidente do Conselho Europeu de Investigação (ERC, na sigla em inglês), congratulou-se com a descoberta que, diz, “dilata as fronteiras do conhecimento”.

Os oito telescópios envolvidos na descobertas são: o ALMA (Atacama Large Millimeter), o APEX (Atacama Pathfinder Experiment, o telescópio IRAM de 30 metros, o James Clerk Maxwell Telescope, o Large Millimeter Telescope Alfonso Serrano, o Submillimeter Array, Submillimeter Telescope e o South Pole Telescope. Os dados obtidos pelos telescópios foram tratados por super-computadores no Instituto Max Planck de Rádio Astronomia, na Alemanha, e no MIT Haystack Observatory, nos Estados Unidos.

Apesar de os telescópios não estarem fisicamente ligados entre si, explica o European Southern Obsertory, cujos telescópios ALMA e APEX integraram o projecto, “foi possível sincronizar os dados colectados”, usando relógios atómicos, “que dão o tempo preciso das observações”. As observações foram obtidas durante uma campanha global realizada em 2017.

Em actualização

Diário de Notícias
Filomena Naves
10 Abril 2019 — 14:14

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1741: Os pesadelos deste polvo estão escritos no seu corpo

CIÊNCIA

Um vídeo publicado no YouTube mostra um polvo a mudar de cor enquanto dorme. Os cientistas acreditam que a mudança de branco para castanho escuro pode estar ligada a um pesadelo durante o sono.

Os polvos são conhecidos pela habilidade de camuflar a pele em situações perigosas. Mas o que acontece quando estes animais mudam de cor durante o sono?

O vídeo publicado no YouTube mostra um polvo (Octopus hummelincki) a dormir no seu aquário bem iluminado. Quando adormeceu, a cor da sua pele mudou drasticamente, passando de branco para castanho escuro.

As imagens foram captadas em Outubro de 2017, no Butterfly Pavilion, um jardim zoológico no Colorado, EUA. Rebecca Otey, estagiária de ciências e conservação, filmou o polvo a dormir e partilhou as imagens no Youtube, em Fevereiro de 2018.

No início, o polvo adormece com uma coloração branca perolada. No entanto, à medida que vai dormindo, os padrões escuros da sua pele pulsam mediante a sua própria respiração. Gradualmente, uma inundação de cor escura toma conta do seu corpo. Lentamente desaparece, retomando à cor inicial.

Segundo os cientistas, mudanças de cor como a que surge no vídeo são causadas pelos cromatóforos do polvo – células pigmentares que se expandem ou se contraem para alterar as cores e os padrões do corpo do animal. Os especialistas acreditam que estão envolvidas no processo duas outras células – iridóforos e leucóforos – que detectam as cores que a pele do animal combina.

“Os processos exatos de como os polvos combinam as cores ainda não são totalmente conhecidos, apesar se estarem muito bem estudados. No entanto, pesquisas recentes sugerem que as próprias células são capazes de combinar as cores“, disse Sara Stevens, do Butterfly Pavilion, ao Live Science.

Estes animais activam os seus “super poderes” de camuflagem em resposta a mudanças nas condições que os rodeia. Será que a alteração da coloração deste polvo significa que estava a sonhar com uma ameaça?

mentalblock / Flickr
Octopus hummelincki

Apesar de o estudo sobre o sono e o sonho dos cefalópodes estar a crescer ao longo dos anos, ainda não há evidências suficientes para dizer, com certeza, se estes animais sonham da mesma forma que os seres humanos.

“Tem sido levantada a hipótese de que as espécies de polvo podem exibir algo muito semelhantes aos ciclos de R.E.M. em humanos – mas ainda não se sabe se estes animais atingem o sono R.E.M.”, afirmou Stevens. O sono R.E.M., ou Rapid Eye Movement (“movimento rápido dos olhos”), é a fase do sono na qual ocorrem os sonhos mais vividos.

Ao contrário dos seres humanos, os polvos não têm um cérebro centralizado. Em vez disso, têm múltiplos “cérebros” distribuídos pelos seus membros. Este sistema nervoso incomum dá a estes animais o controlo preciso sobre as suas células que mudam de cor. Contudo, essa habilidade pode não estar sob o controlo dos polvos o tempo todo.

Todavia, “não há respostas definitivas para as perguntas: os polvos sonham? E com o quê?”, conclui a cientista.

ZAP //

Por ZAP
21 Março, 2019

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1687: SpaceX Crew Dragon Splashes Down in Atlantic to Cap Historic Test Flight

Splashdown occurred at 8:45 a.m. EST about 230 miles off the Florida coast.

The first mission of SpaceX’s new astronaut taxi is in the books.

The Crew Dragon capsule splashed down in the Atlantic Ocean off the Florida coast today (March 8) at 8:45 a.m. EST (1345 GMT), wrapping up a historic mission to the International Space Station (ISS).

There were no astronauts aboard this flight, only the sensor-packed dummy Ripley named after a character from the “Alien” films. But the success of the test flight, known as Demo-1, helps paves the way for a crewed mission of the SpaceX vehicle, perhaps as early as this summer.

That will be a huge milestone when it comes; astronauts haven’t launched to orbit from American soil since NASA retired its space shuttle fleet in July 2011.

Related: SpaceX Dragon Crew Demo-1 Test Flight: Full Coverage


Recovery teams reach SpaceX’s first Crew Dragon in the Atlantic Ocean after its succesful splashdown. (Image: © NASA TV)

“Fifty years after humans landed on the moon for the first time, America has driven a golden spike on the trail to new space exploration feats through the work of our commercial partner SpaceX and all of the dedicated and talented flight controllers at NASA and our international partners,” NASA astronaut Anne McClain radioed Mission Control from the ISS when Crew Dragon undocked from the orbiting lab earlier today.

“This is a new era in human spaceflight,” NASA Administrator Jim Bridenstine said Wednesday (March 6) during a webcast event with Vice President Mike Pence, who spoke to McClain and Canadian Space Agency’s David Saint-Jacques from NASA’s Mission Control center in Houston.

NASA officials said there was a bit of Apollo history involved in today’s Crew Dragon splashdown: It came  nearly 50 years to the day after the Apollo 9 spacecraft returned to Earth in the same area on March 13, 1969.

Related: SpaceX’s Historic Crew Dragon Demo-1 Mission in Pictures

A pioneering flight

A SpaceX Falcon 9 rocket launches the Crew Dragon Demo-1 mission from NASA’s Kennedy Space Center in Cape Canaveral, Florida on March 2, 2019.
(Image: © SpaceX)

NASA is currently dependent on Russian Soyuz rockets and spacecraft to ferry its astronauts to and from the ISS. And this service isn’t cheap; each seat on the three-person Soyuz currently sells for about $80 million.

So, in 2014, NASA signed commercial-crew contracts with SpaceX and Boeing — worth $2.6 billion and $4.2 billion, respectively — to foster the development of homegrown American spaceships. Like SpaceX, Boeing is building a capsule, called CST-100 Starliner.

Back when the contracts were signed, NASA officials said they hoped these private spaceships would be up and running by the end of 2017. That didn’t happen, of course. But both companies are now getting pretty close, as Demo-1 shows.

The mission began Saturday morning (March 2) with a liftoff atop a SpaceX Falcon 9 rocket from Kennedy Space Center in Florida. Crew Dragon carried Ripley and about 450 lbs. (200 kilograms) of supplies for the ISS crew. Also aboard was the adorable “Little Earth” Celestial Buddies plush toy as a “zero-g” indicator. That toy will remain aboard the station — it will be retrieved by SpaceX’s first astroanut crew later this year — but Crew Dragon did return about 330 lbs. (150 kg) of experiment results and other gear to Earth on this flight, NASA officials said.

The main goal of Demo-1 was to test the capsule’s many systems in flight, to make sure Crew Dragon is ready to carry astronauts. And the private spacecraft seems to have hit all its marks.

Crew Dragon docked autonomously at the ISS Sunday morning (March 3) and then stayed attached to the orbiting lab for five days. The capsule departed at 2:32 a.m. EST (0732 GMT) today, survived the fiery descent through Earth’s atmosphere, deployed its parachutes and splashed down gently into the Atlantic’s rolling waves, about 230 miles (370 kilometers) off the Florida coast.

None of this was routine. Crew Dragon is based on SpaceX’s robotic Dragon freighter, which has been flying resupply missions to the ISS under a separate NASA contract since 2012. But the two capsules are very different, SpaceX founder and CEO Elon Musk said.

“Dragon 2, or Crew Dragon, is a fundamental redesign,” Musk said during a postlaunch news conference Saturday. There’s “hardly a part in common with Dragon 1,” he added.

For example, Crew Dragon has seats, windows, a life-support system, touch-screen controls, emergency-escape thrusters and other astronaut-related accoutrements that the cargo version lacks. Crew Dragon also docks directly with the ISS, whereas its older cousin must be grappled by the orbiting lab’s huge robotic arm.

In addition, the crew-carrying capsule has a different parachute system and back-shell shape, neither of which had shown its mettle during an orbital mission. So, a successful return to Earth today was far from guaranteed.

“I see hypersonic re-entry as probably my greatest concern,” Musk said during Saturday’s news conference.

Crewed flight coming

The coming months will be packed with big milestones for both SpaceX and Boeing, if all goes according to plan.

Up next for SpaceX is a test of Crew Dragon’s emergency-escape system, which is designed to get the capsule to safety if a serious problem were to occur during launch. This uncrewed flight, which is currently targeted for June, will employ the same capsule that just came back to Earth.

After that — possibly as early as July — will come Demo-2, Crew Dragon’s astronaut-carrying debut. This landmark test flight will tote NASA’s Bob Behnken and Doug Hurley to and from the ISS. Operational, contracted missions, each of which will ferry four astronauts, will commence sometime thereafter.

Meanwhile, Starliner’s first uncrewed test mission to the ISS could launch as soon as next month. The Boeing capsule’s emergency-escape test and first crewed demonstration flight to the orbiting lab will occur no earlier than May and August, respectively.

“It won’t be long before our astronaut colleagues are aboard Crew Dragon and Boeing Starliner vehicles,” McClain said. “And we can’t wait.”

Space.com managing editor Tariq Malik contributed to this story. Mike Wall’s book about the search for alien life, “Out There” (Grand Central Publishing, 2018; illustrated by Karl Tate) is out now. Follow him on Twitter @michaeldwall. Follow us on Twitter @Spacedotcom or Facebook

Email Tariq Malik at tmalik@space.com or follow him @tariqjmalik. Follow us on Twitter @Spacedotcom and on Facebook.

Space.com
By Mike Wall
08/03/2019

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1211: Veja a NASA a soltar 1,7 milhões de litros de água num minuto

Agência espacial norte-americana revelou imagens que mostram como prepara o lançamento de um foguetão, diminuindo os riscos pelo calor e pelo ruído.

Não é todos os dias que a NASA mostra os bastidores que envolvem o lançamento de um foguetão. A organização revelou agora um vídeo que mostra como funciona o sistema para limitar a corrente de calor e ruído que o lançamento de um foguetão provoca.

As imagens em cima mostram o que é um teste para preparar o lançamento, conhecido oficialmente como Ignition Overpressure Protection and Sound Suppression Water Deluge System, algo como, sistema de água para protecção do excesso de pressão na ignição e supressão do som.

O vídeo foi gravado a semana passada no Centro Espacial Kenndy, mais precisamente na plataforma de lançamentos 39B, mostra a colossal libertação de 1,7 milhões de litros de água no espaço de um minuto, a fazer lembrar uma barragem.

O melhor mesmo é ver o vídeo.

dn_insider
Quarta-feira, 24 Outubro 2018

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1084: Rover japonês envia primeiro vídeo de asteróide a 280 milhões de km

Os dois robôs aterraram a 22 de Setembro e enviaram agora o primeiro vídeo. É a primeira vez que rovers aterram e exploram um asteróide

Imagem do asteróide Ryugu captada a 64 metros. Foi tirada a 21 de Setembro. É a fotografia com maior resolução tirada da superfície do asteróide
Foto JAXA, University of Tokyo, Kochi University, Rikkyo University, Nagoya University, Chiba Institute of Technology, Meiji University, Aizu University, AIST

Esta imagem mostra o ponto que foi captado na fotografia anterior com grande resolução
Foto JAXA, University of Tokyo, Kochi University, Rikkyo University, Nagoya University, Chiba Institute of Technology, Meiji University, Aizu University, AIST

Os dois rovers japoneses que aterraram no asteróide Ryugu conseguiram enviar o primeiro vídeo, cinco dias depois da aterragem, a 280 milhões de quilómetros da Terra. As imagens foram divulgadas pela agência espacial japonesa Jaxa na sua conta do Twitter.

Antes do vídeo, os robôs já tinham enviado fotografias da superfície do asteróide. Esta é a primeira vez que uma agência espacial aterra num asteróide, com capacidade para o explorar. As primeiras imagens que chegaram foram tiradas pela câmara da nave que transportou os rovers, Hayabusa-2.

Esta é uma das primeiras imagens recolhidas pelo Rover-1B
Foto JAXA

Outra imagem recolhida pelo Rover-1A
Foto JAXA

No próximo mês, a nave vai fazer explodir um engenho por cima do asteróide, disparando um míssil de dois quilos que vai permitir recolher fragmentos frescos do asteróide, que não foram expostos a radiações. Esses fragmentos podem ajudar na investigação principal que é tentar perceber as origens da vida na Terra.

Esta missão foi lançada em Dezembro de 2014 e as amostras recolhidas no asteróide devem chegar à Terra em 2020.

Diário de Notícias
Ana Bela Ferreira
28 Setembro 2018 — 11:10

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980: NASA divulga imagens em 360º da superfície de Marte

Vídeo mostra uma cordilheira com uma grande variedade de cores e textura

© NASA/Twitter

A NASA divulgou no seu canal no YouTube um vídeo de Marte em 360º. Segundo um comunicado da agência espacial norte-americana, o vídeo mostra parte da Cordilheira Vera Rubin com os céus do planeta vermelho envoltos em poeira, sendo que o compartimento do rover Curiosity também foi atingido com uma fina camada de pó.

Em primeiro plano é possível observar o mais recente alvo de perfuração do Curiosity: “Stoer”, em alusão a uma cidade na Escócia. A agência espacial norte-americana já tinha feito duas tentativas anteriores de perfuração que se revelaram como frustradas. Os cientistas pretendem estudar a dureza destes minerais, para determinar o que torna o local tão resistente à erosão. Para o efeito, estão previstas mais duas perfurações para este mês de Setembro.

De acordo com o cientista do projecto Curiosity no Laboratório de Propulsão a Jacto da NASA Ashwin Vasavada, foi a primeira vez que o rover chegou a um local com tamanha variedade de cores e texturas.

“A cordilheira não é uma coisa monolítica – tem duas secções diferentes, cada uma com uma variedade de cores. Algumas são visíveis aos olhos e surgem ainda mais quando nós olhamos para um infravermelho próximo, mesmo por detrás do que os nossos olhos conseguem ver. Algumas aparecem relacionadas com a dureza das rochas”, disse Vasavada.

Diário de Notícias
DN
07 Setembro 2018 — 15:43

(Foram corrigidos 3 erros ortográficos ao texto original)

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937: Grande terramoto no Anel de Fogo do Pacífico pode destruir a Califórnia

CIÊNCIA

A enorme actividade sísmica sentida nos últimos dias no Anel de Fogo do Pacífico tem provocado o caos, causando ainda forte preocupação entre os cientistas que acreditam que este pode ser o prenúncio de um terramoto muito mais forte.

De acordo com USGS, Serviço Geológico dos Estados Unidos, em apenas 48 horas ocorreram 69 terremotos, 16 dos quais foram classificados como muito fortes, isto é, de magnitude de 4.5 ou superior. O território mais afectado foi o das ilhas Fiji.

Segundo o Daily Mail, os cientistas descrevem o “grande terremoto” – apelidado vulgarmente como the Big One – como um sismo de magnitude superior a 8 – desastre cuja magnitude provavelmente causaria uma destruição maciça na Califórnia.

O último terremoto a atingir o estado norte-americano, com uma magnitude de 7.9, ocorreu em 1906. Nesse ano, 80% da cidade de São Francisco – uma das mais populosas dos EUA – ficou destruída. O desastre fez mais de 3 mil vítimas mortais.

Passaram mais de 100 anos desde esse trágico Big One, mas segundo alguns cientistas,  é possível que um terramoto semelhante esteja à espreita.

Um estudo de 2008 do USGS sugere que há uma probabilidade de mais de 99% de um terramoto de magnitude igual ou superior a 6.7 atingir a área da Califórnia nos 30 anos seguintes. Em 2015, também o Jet Propulsion Laboratory da NASA previa a ocorrência de uma catástrofe em Los Angeles nos 3 anos seguintes – que entretanto, já passaram.

De acordo com os cientistas, ocorreu a 19 de Agosto mais um sismo no Anel de Fogo, desta vez de magnitude 8.2, com epicentro a uma profundidade de 550 quilómetros. Os moradores das ilhas Fiji e da Califórnia não foram atingidos porque o epicentro foi demasiado profundo para causar um tsunami.

“Estamos a acompanhar a situação e algumas pessoas sentiram o sismo, mas foi um terramoto muito profundo“, explicou à Reuters o director do Departamento de Recursos Minerais das ilhas Fiji, Apete Soro.

O Anel de Fogo do Pacífico é um arco de linhas de falhas na Bacia do Pacífico com mais de 400 vulcões, dos quais pelo menos 129 continuam activos. A região, com grande actividade sísmica e vulcânica, regista cerca de sete mil terramotos por ano – na sua grande maioria moderados.

Gringer / wikimedia
Anel de Fogo do Pacífico

Este Anel de Fogo apanha em cheio toda a Califórnia – razão pela qual os 69 sismos que se fizeram sentir nos últimos dias levantam na população do estado norte-americano o temor de que o temível Big One de que os cientistas falam possa estar mais perto do que se deseja.

Por ZAP
30 Agosto, 2018

(Foram corrigidos 5 erros ortográficos ao texto original)

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419: NASA PREPARA O LANÇAMENTO DA PRÓXIMA MISSÃO A PROCURAR NOVOS MUNDOS

Ilustração do TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite) em frente de um planeta de lava em órbita da sua estrela-mãe. O TESS vai identificar milhares de potenciais novos planetas para estudo e observações futuras.
Crédito: NASA/GSFC

O TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite) da NASA está nos preparativos finais no estado norte-americano da Florida para o lançamento do dia 16 de Abril, com o objectivo de encontrar mundos desconhecidos em torno de estrelas próximas, fornecendo alvos onde estudos futuros avaliarão a sua capacidade para abrigar vida.

“Uma das maiores questões na exploração exoplanetária é: se um astrónomo encontra um planeta na zona habitável de uma estrela, será interessante do ponto de vista de um biólogo?” afirma George Ricker, investigador principal do TESS no Instituto Kavli para Astrofísica e Pesquisa Espacial do MIT (Massachusetts Institute of Technology), que lidera a missão. “Nós esperamos que o TESS descubra uma série de planetas cujas composições atmosféricas, que possuem pistas potenciais para a presença de vida, possam ser medidas com precisão por observadores futuros.”

No dia 15 de Março, o satélite passou uma análise que confirmou que estava pronto para lançamento. Para os preparativos finais, a nave será abastecida e encapsulada dentro da área de carga útil do seu foguetão Falcon 9 da SpaceX.

O TESS será lançado a partir do Complexo de Lançamento Espacial 40 na Estação da Força Aérea de Cabo Canaveral na Florida. Com a ajuda de uma assistência gravitacional da Lua, colocar-se-á numa órbita de 13,7 dias em torno da Terra. Sessenta dias após o lançamento, e após os testes dos seus instrumentos, o satélite começará a sua missão inicial de dois anos.

Quatro câmaras de campo largo darão ao TESS um campo de visão que cobre 85% de todo o nosso céu. Dentro desta vasta perspectiva visual, o céu foi dividido em 26 sectores que o TESS observará um a um. O primeiro ano de observações mapeará os 13 sectores que abrangem o céu do sul, e o segundo ano mapeará os 13 sectores do céu do norte.

A nave espacial estará à procura de um fenómeno conhecido como trânsito, onde um planeta passa em frente da sua estrela, provocando um mergulho periódico e regular no brilho da estrela. O telescópio Kepler da NASA usou o mesmo método para avistar mais de 2600 exoplanetas confirmados, a maioria dos quais orbita estrelas ténues entre 300 e 3000 anos-luz de distância.

“Aprendemos com o Kepler que existem mais planetas do que estrelas no nosso céu, e agora o TESS abrirá os nossos olhos para a variedade de planetas em torno de algumas das estrelas mais próximas,” comenta Paul Hertz, director da Divisão de Astrofísica na sede da NASA. “O TESS lançará uma rede mais ampla do que nunca para mundos enigmáticos cujas propriedades podem ser investigadas pelo próximo Telescópio Espacial James Webb e por outras missões.”

O TESS concentrar-se-á em estrelas a menos de 300 anos-luz de distância e entre 30 e 100 vezes mais brilhantes que os alvos do Kepler. O brilho destas estrelas-alvo permitirá aos investigadores usar espectroscopia, o estudo da absorção e emissão de luz, para determinar a massa, a densidade e composição atmosférica. A água e outras moléculas-chave nas atmosferas podem dar-nos dicas sobre a capacidade de um planeta para abrigar vida.

“O TESS está a abrir uma porta para todo um novo tipo de estudo,” realça Stephen Rinehart, cientista do projecto TESS no Centro de Voo Espacial Goddard da NASA em Greenbelt, Maryland, EUA, que administra a missão. “Vamos poder estudar planetas individuais e começar a falar sobre as diferenças entre planetas. Os alvos que o TESS encontrar vão ser objectos fantásticos para investigação nas próximas décadas. É o começo de uma nova era na investigação exoplanetária.”

Através do Programa de Investigadores do TESS, a comunidade científica mundial poderá participar em investigações fora do âmbito da missão principal, aprimorando e maximizando o retorno científico da missão em áreas que vão desde a caracterização exoplanetária até à astrofísica estelar e ciência do Sistema Solar.

“Eu desconfio que não sabemos tudo o que o TESS vai alcançar,” acrescenta Rinehart. “Para mim, a parte mais excitante de qualquer missão é o resultado inesperado, aquele que ninguém estava à espera.”

CCVALG
Astronomia On-line

30 de Março de 2018

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375: Vídeo militar secreto mostra OVNI na Costa Leste dos EUA

Um ex-funcionário de inteligência do governo americano, Christopher Mellon, alega que o Pentágono não está a investigar devidamente relatos de avistamentos de OVNIs registados por elementos da Marinha e da Força Aérea dos EUA.

Num artigo de opinião no The Washington Post, Christopher Mellon, que trabalhou com as administrações de Bill Clinton e de George W. Bush na Casa Branca, refere que há vários relatos que mostram “provas da existência de aeronaves muito superiores a tudo o que os EUA, ou os seus aliados, possuem” que não estão a ser devidamente investigadas.

O actual accionista e consultor da empresa To the Stars Academy of Arts and Science, que faz investigação na área das ciências, da engenharia e de fenómenos anómalos, lembra que em Dezembro de 2016, o Departamento de Defesa dos EUA (DoD) divulgou dois vídeos, classificados como confidenciais, que mostram a surpresa de pilotos da Força Aérea com a descoberta de Objectos Voadores Não Identificados.

A empresa onde Mellon trabalha acaba de divulgar um outro vídeo, que terá sido registado por uma aeronave da Marinha norte-americana, e que revela um “veículo aéreo anómalo” a mover-se a grande velocidade. Nas imagens, podem ouvir-se os pilotos a manifestarem surpresa com a alta velocidade do objecto.

Essas aeronaves parecem acelerar rapidamente sem meios óbvios de propulsão. Semelhantes a manchas no céu, estes OVNIs tinham cerca de 12 metros de comprimento e podiam, supostamente, mergulhar milhares de metros em alta velocidade.

Christopher Mellon relata a existência de “mais de uma dúzia” de incidentes semelhantes ao largo da Costa Leste dos EUA, desde 2015.

O especialista em Inteligência constata que os avistamentos de OVNIs são bem conhecidos entre o pessoal do DoD, mas que não estão a ser convenientemente investigados porque “ninguém quer ser ‘o tipo dos extraterrestres’ na burocracia da segurança nacional”.

“Ninguém quer ser ridicularizado ou posto de lado por chamar a atenção para o assunto”, escreve Mellon. Estes incidentes com OVNIs são, assim, tratados como “eventos isolados”, ao invés de serem encarados como “parte de um padrão que requer atenção séria e investigação”, constata.

O ex-funcionário do Governo norte-americano explica que não é necessário que estas aeronaves sejam alienígenas para serem dignas de investigação. Podem ser exemplos de uma tecnologia avançada desenvolvida por nações estrangeiras, o que seria um sinal alarmante, constata.

“Será possível que a América tenha sido tecnologicamente ultrapassada pela Rússia ou pela China?”, pergunta Mellon, levantando também a possibilidade de estarmos perante “provas de uma civilização extraterrestre”. O que é certo é que, “não temos ideia, porque não estamos sequer a procurar respostas”, conclui.

“Um esforço verdadeiramente sério envolveria, entre outras coisas, analistas capazes de examinarem dados infravermelhos de satélites, bancos de dados de radar NORAD e sinais e relatórios de inteligência humana”, escreve Mellon no The Washington Post.

Cepticismo

O The New York Times anunciou, em Dezembro de 2017, que o DoD gastou 22 milhões de dólares, quase 18 milhões de euros, entre 2007 e 2012, num programa secreto para investigar OVNIs.

A firma contratada para fazer essa investigação, a Bigelow Aerospace, tinha ligas metálicas de objectos aéreos não identificados armazenadas em Las Vegas. O denominado Programa Avançado de Identificação de Ameaças Aeroespaciais foi dirigido por Luis Elizondo que, actualmente, é dirigente da To the Stars Academy of Arts and Science.

Há quem defenda que o programa do DoD era um projecto que tinha à frente verdadeiros crentes de OVNIs que terão apresentado muito pouco material para compensar os seus esforços de pesquisa.

Por outro lado, o dono da Bigelow Aerospace foi um grande doador para a campanha do ex-senador Harry Reid, que liderou a implementação do Programa. Mas também há quem questione a credibilidade dos próprios vídeos, admitindo que podem ter sido alterados.

ZAP // Hypescience

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272: Tem um minuto? Vale a pena admirar a fotografia mais bela de Marte

© YouTube / NASA Jet Propulsion Laboratory Tem um minuto? Vale a pena admirar a fotografia mais bela de Marte

Não é incomum que os rovers e as sondas da NASA façam chegar imagens impressionantes e de grande beleza. No entanto, o vídeo que pode ver acima mostra bem a fotografia panorâmica mais bela que o rover Curiosity já captou da superfície de Marte.

Conta o Engadget que a fotografia é o resultado final depois de uma montagem de 16 imagens individuais captadas pelo Curiosity, as quais foram tiradas durante uma altura de tempo particularmente claro. As imagens foram captadas no dia 25 de Outubro de 2017.

Foi no dia 26 de Novembro de 2011 que o Curiosity descolou do cabo Canaveral, nos EUA, rumo a Marte, planeta que tem explorado e estudado ao longo dos últimos anos com o intuito de aumentar o conhecimento dos investigadores a propósito do ‘Planeta Vermelho’.

MSN notícias
01/02/2018

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255: Vai passar pela Terra um “arranha-céus” a 122 mil quilómetros por hora

(CC0/PD) Frantisek_Krejci / pixabay

Um “asteróide potencialmente perigoso” dirige-se para a Terra a uma velocidade de mais de 122.000 quilómetros por hora, informou a agência espacial norte-americana NASA.

O asteróide 2002 AJ129 vai aproximar-se da Terra no próximo dia 4 de Fevereiro. No momento da máxima aproximação, o asteróide passará a mais de 4,2 milhões de quilómetros de nosso planeta, cerca de 11 vezes a distância da Terra à Lua.

Apesar o corpo celeste ter sido classificado pela NASA, numa nota publicada esta sexta-feira, como um PHA – “asteróide potencialmente perigoso“, a agência espacial norte-americana esclarece que, quer no dia 4 de Fevereiro, quer num futuro previsível, o 2002 AJ129 não representa qualquer ameaça real de colisão contra a Terra.

“Temos estado a acompanhar este asteróide nos últimos 14 anos e conhecemos a sua órbita com muita precisão”, afirmou Paul Chodas, especialista do Centro de Estudos de Objectos Próximos da Terra do Laboratório de Propulsão a Jacto da NASA.

“Os nossos cálculos indicam que o 2002 AJ129 não tem qualquer possibilidade de colidir com a Terra, em qualquer momento durante os próximos 100 anos“, acrescenta o cientista da NASA.

O 2002 AJ129, um asteróide de tamanho médio cujo diâmetro é de 0.5-1.2 quilómetros, supera em tamanho o edifício mais alto do mundo, o arranha-céu Burj Khalifa.

Foi descoberto a 15 de Janeiro de 2002, no quadro do antigo projecto de rastreamento de asteróides próximos da Terra, financiado pela NASA, do Observatório de Haleakala, no Havaí, Estados Unidos.

ZAP // Sputnik News / NASA
Por SN
21 Janeiro, 2018

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252: Um sismo? Extraterrestres? Não, apenas um meteoro a cruzar os céus

O tremor de terra que se sentiu em Michigan, nos EUA, na terça-feira à noite, não foi um sismo como muitos pensaram. Nem tão pouco se preparava uma invasão extraterrestre, como alguns chegaram a suspeitar. Tratou-se simplesmente de um meteoro a cruzar os céus.

As vibrações causadas pelo “ruído em expansão” do meteoro que passou pelo norte dos EUA e do Canadá, na noite de terça-feira, 16 de Janeiro, foram registadas pelos sismómetros do Centro de Informação Nacional de Sismos dos EUA (NEIC).

As ondas de som do meteoro foram registadas como “um evento de magnitude 2.0” num sismómetro localizado a cerca de 8 quilómetros de New Haven, no Michigan, conforme reporta o site Live Science, com base nas informações do NEIC.

As vibrações sentiram-se no Michigan e no Ohio, nos EUA, e em Ontário, no Canadá, e foram percebidas por muitas pessoas como um sismo. Mas houve quem tenha chegado a temer uma invasão de extraterrestres, como alguns utilizadores das redes sociais escreveram.

Pela Internet, há várias imagens que mostram a luz do meteoro e aquilo que parece uma explosão.

“As pessoas descreveram-no como um ruído explosivo, e foi isso que os sismómetros detectaram”, explica no Live Science o geofísico do NEIC, John Bellini.

Este elemento também explica que não é anormal que os sismómetros registem vibrações que não são provocadas por terramotos. “Os instrumentos podem registar agitações de tempestades, de construções pesadas e de camiões na auto-estrada”, nota Bellini.

Mas quanto a meteoros, o geofísico diz que os sismómetros não estão preparados para “medirem vibrações que vêm do ar”. Assim, os 2.0 de magnitude registados não correspondem à energia libertada pelo meteoro, pois “não há como traduzir para os sismómetros a energia real de uma explosão no ar“, refere Bellini no Live Science.

A NASA anunciou que ainda está a estudar o fenómeno raro, revelando, através da página de Facebook NASA Meteor Watch, que se tratou de um “meteoro muito lento”, deslocando-se a mais de 65 km/hora.

“Este facto, combinado com o brilho do meteoro (o que sugere uma rocha espacial bastante grande) mostra que o objecto penetrou profundamente na atmosfera antes de se desfazer (o que produziu os sons ouvidos por muitos observadores”, explica ainda a NASA.

Agora, os especialistas da agência espacial norte-americana procuram “o campo de destroços”, onde poderá haver sinais do meteoro, como explica o director de astronomia do Instituto de Ciência Cranbrook em Bloomfield Hills, Michael Narlock, em declarações ao jornal The Detroit News.

“Explodiu e o objecto em si não bateu” na Terra, acrescenta Michael Narlock, frisando que há ainda “algum debate” quanto ao “caminho” que o meteoro seguiu.

Assim, encontrar os seus vestígios vai ser um verdadeiro bico de obra, tanto mais numa zona que está coberta de neve.

Um meteoro é uma pedra ou vestígios espaciais que entram na atmosfera da Terra. A luz que liberta resulta do impacto aquando da entrada na atmosfera. Os meteoritos são os destroços de um meteoro que caem na Terra.

SV, ZAP //
Por SV
18 Janeiro, 2018

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240: Viagem em 360º pelo centro da Via Láctea

Créditos: NASA/CXC/Pontifical Catholic Univ. of Chile /C.Russell et al.

O centro da Via Láctea é um lugar bem tumultuado.

É ali que vive o nosso buraco negro super-massivo, o Sagittarius A*, e é onde residem também estrelas gigantescas.

Nós estamos localizados a cerca de 26000 anos-luz de distância do centro da Via Láctea.

Como obviamente é impossível viajar até lá, para que os astrónomos possam entender o que acontece por ali, eles resolveram fazer algo muito interessante.

Geraram um vídeo em 360 graus onde você pode observar praticamente tudo que aconteceu no centro da Via Láctea.
É como se você pegasse uma câmara 360 graus e fosse até ao centro da Via Láctea.

Para fazer esse vídeo, os astrónomos usaram dados de imagens em infravermelho de 30 estrelas massivas e gigantescas que residem ali no centro da Via Láctea, estrelas que recebem o nome de Wolf-Rayet.
Essas estrelas estão numa órbita num raio de 1.5 anos-luz do centro da Via Láctea.

Foram integrados a esses dados de infravermelho, dados de raios-X obtidos pelo Chandra da NASA, com o objectivo de mostrar gás super aquecido que é expelido por essas estrelas e que ao se chocar com o gás previamente expelido produzem ondas de choques violentas na região.

Todo esse trabalho tem o objectivo de entender qual o papel dessas estrelas Wolf-Rayet no centro da Via Láctea, entender como elas se relacionam com o Sagittarius A* e assim obter mais informações sobre o nosso buraco negro super-massivo.

A imensa gravidade do Sgr A* puxa material aglomerado na sua direcção, e as forças de maré esticam esse material aglomerado quando eles chegam perto do buraco negro.

O Sgr A* também impacta o ambiente ao seu redor, já que ocasionalmente ele gera jactos do seu disco de acreção e essas explosões limpam o gás produzido pelas estrelas Wol-Rayet. Essa interacção gera emissões de raios-X que foram detectadas pelo Chandra. De acordo com os astrónomos, as explosões mais intensas e mais recentes devido à interacção com o vento das estrelas gigantes, gera uma emissão de raios-X mais fraca.

Créditos: NASA/CXC/Pontifical Catholic Univ. of Chile /C.Russell et al.

Com todo esse estudo, os astrónomos conseguiram determinar que o Sgr A* possui explosões relativamente poderosas ocorridas nos últimos séculos. Além disso, essas explosões estão afectando a região ao redor do buraco negro e com o estudo eles puderam notar que as emissões de raios-X são fracas devido à interacção com os ventos e com os gases expelidos pelas estrelas gigantes, ali localizadas.

E assim, vamos entendendo cada vez melhor o funcionamento e a evolução da nossa galáxia.

Fontes: NASA, Chandra Observatory

Astropt
By Sérgio Sancevero in Buracos Negros, Estrelas, Via Láctea
13/01/2018

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107: Uma IA 3D criou uma curta sci-fi. E é espectacular

À primeira vista, ao assistir à curta-metragem de ficção científica Fraktaal, temos a impressão de que o seu criador se dedicou profundamente ao projecto. Nada mais errado.

A verdade é que o artista Julius Horsthuis precisou apenas de usar fractais e padrões matemáticos complexos num software 3D para conseguir a proeza.

A animação mostra detalhes complexos do que se parecem mundos alienígenas, cidades soberbas e maravilhosas paisagens de encher o olho, que nos fazem esquecer que estamos a assistir ao resultado do trabalho de um computador a debitar dados aleatórios com um algoritmo matemático.

Fraktaal é uma curta de ficção científica, sem uma história“, diz Horsthuis, que explica que decidiu deixar o computador fazer todo o trabalho porque, nas suas palavras, “sou um animador preguiçoso”. E a verdade é que o computador não o deixou ficar mal.

Ainda assim, o resultado (acima) é surpreendente e mostra que, com o software certo e algum talento, é possível criar uma verdadeira obra de arte que pouco fica a dever a muitas curtas dos melhores estúdios de animação de Hollywood.

Depois do romance escrito por software que quase ganhou um prémio literário, já pouco mais parece poder surpreender-nos. O próximo grande êxito sci-fi, à distância de um click?

ZAP // Canaltech / Sploid

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49: Os novos planos de Elon Musk para colonizar Marte

Elon Musk apresentou novos planos para colonizar Marte durante o “International Astronautical Congress” em Adelaide, na Austrália. Sem dúvida, a visão de Elon Musk é bastante ambiciosa, mas vindo do CEO da SpaceX qualquer coisa é possível.

Além de Marte, que já estava nos planos da Space X, Musk ainda quer revolucionar os transportes pelo mundo, através do espaço!

Elon Musk está disposto a sacrificar a frota de veículos que a SpaceX já dispõe para que a sua visão possa seguir em frente. No centro do seu plano encontra-se uma versão actualizada do Sistema de Transporte Interplanetáro, conhecido por BFR (“Big Fucking Rocket”). Para que seja possível financiar o BFR, todos os outros veículos da SpaceX (Falcon 9, Falcon Heavy e o Dragon Spacecraft) serão esquecidos.

O Big Fucking Rocket

O novo BFR é mais pequeno do que aquilo que se esperava mas poderá ter outras aplicações para além de transporte interplanetário. De acordo com Elon Musk, o veículo da SpaceX apresentado recentemente será capaz de transportar mais de 100 passageiros.

Além disso, Musk pretende colocar 31 motores de propulsão no BFR, proporcionando um enorme poder de descolagem. Sem dúvida, o suficiente para tirar o veículo carregado com 150 toneladas de carga da órbita da Terra.

Londres – Nova Iorque em 29 minutos…

O plano de Musk não se fica por aqui. A parte mais entusiasmante reside no facto de que o CEO da SpaceX pretende utilizar este novo foguetão para realizar conexões entre dois pontos quaisquer na Terra em menos de uma hora. Imagine: Londres – Nova Iorque em menos de 30 minutos…

Com uma velocidade máxima de 27000 Km/h, Musk pretende que o BFR se torne num excelente meio de transporte e que possa ser utilizado para várias actividades. Sendo capaz de efectuar vários lançamentos num curso espaço de tempo, espera-se que os custos de cada missão e de manutenção possam ser reduzidos de forma acentuada.

O ambicioso calendário de Elon Musk

Em 2022, Elon Musk pretende enviar para Marte dois veículos que apenas transportarão carga. Assim, esta missão terá como objectivo colocar electricidade e infra-estruturas que servirão para futuras missões. Para além disso, Musk pretende tentar encontrar água e outros obstáculos que possam condicionar a estadia de seres humanos no planeta vermelho.

Mas 2024 promete ser o grande ano. Neste ano, Elon Musk pretende enviar dois foguetões para Marte com Homens começando assim o processo de colonização. Esta segunda missão terá também como objectivo estabelecer uma produção de combustível em Marte. Este último ponto é algo crucial para assegurar as viagens de regresso e as necessidades locais.

Os planos de Elon Musk são, no mínimo, ambiciosos. A empresa espera terminar dois BFR em 2022 e o seu desenvolvimento já se encontra em curso. Sem dúvida o sonho de colonizar Marte de Elon Musk continua bem vivo. Faltam apenas uns anos para que Marte esteja ao nosso alcance?

Por Tomás Santiago para Pplware.com
MARIA INÊS COELHO · 02 OUT 2017

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46: NASA capta em vídeo erupção solar de classe rara

A NASA divulgou imagens de um fenómeno raro observado na superfície do Sol. Trata-se de uma erupção solar categorizada como da classe X, a mais alta desses fenómenos quanto à libertação de radiação electromagnética.

De acordo com o comunicado do Laboratório de Astronomia de Raios X do Sol, que faz parte ao Instituto Físico Lebedev da Academia de Ciências russa, esta ejecção de massa coronal atingiu uma intensidade de X8,3 quando foi registada a 10 de Setembro.

Por sua vez, a NASA indicou que a energia libertada sob forma de raios X sobrecarregou o sensor do satélite que o estava a observar, sendo algo que aconteceu pela última vez em 2003, quando explodiu uma fulguração de intensidade X20, a mais poderosa que já tinha sido registada.

A erupção mais forte observada após esse evento ocorreu a 6 de Setembro passado e teve magnitude de X9.3, a mais forte dos últimos 12 anos. A mancha solar onde foi detectada a explosão permaneceu activa até ao dia 8, emitindo mais quatro explosões: uma forte e três de intensidade média.

// Sputnik News

ZAP

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