2895: NASA faz parceria com caçadores de ET

CIÊNCIA

Ian.CuiYi

A equipa do Breakthrough Listen do SETI vai trabalhar com os cientistas que estão a operar o Transiting Exoplanet Survey Satellite (TESS) da NASA na procura de evidências de vida inteligente nos exoplanetas.

O TESS é o satélite de caça aos planetas que foi colocado no ar para substituir o Kepler Space Telescope. Este satélite da NASA encontra os exoplanetas e agora, com uma parceria com o SETI, vai também analisa-los à procura de “tecno-assinaturas”, sinais gerados por tecnologias de civilizações avançadas como transmissores, propulsores ou outras formas de engenharia.

A lista de mais de mil novos objectos de interesse detectados pelo TESS vai ser partilhada com o SETI que irá usar alguns dos observatórios mais avançados, como os telescópios Green Bank ou Parkes, o MeetKAT e o telescópio do Instituto Allen.

A Breakthrough Listn já analisou dados de vários alvos misteriosos, como o visitante Oumuamua ou o Borisov, lembra a CNet.

Espera-se que o TESS descubra até dez mil novos planetas, muitos deles mais próximos da Terra do que os que foram descobertos pelo Kepler, o que fará com que os investigadores do SETI possam ser capazes de identificar mesmo sinais mais ténues.

Exame Informática
24.10.2019 às 9h37

 

2892: O Universo pode estar repleto de exoplanetas semelhantes à Terra

CIÊNCIA

NASA Ames/JPL-Caltech/T. Pyle

Um grande número de planetas semelhantes à Terra pode estar disperso pelo Universo, aumentando as expectativas de que existem outros mundos com vida.

Esta é a conclusão de uma nova investigação patrocinada pela NASA e levada a cabo por cientistas da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos. Os resultados foram esta semana publicados na revista científica especializada Science.

Para chegar a esta conclusão, os cientistas estudaram “autópsias” planetárias, isto é observaram rochas de seis sistemas solares em torno de anãs brancas, estrelas já mortas e que em vida foram semelhantes ao Sol.

No seu estágio evolutivo final, as anãs brancas atraem material rochoso de objectos menores que orbitam à sua volta porque se contraem e expandem. Na prática, os cientistas estudaram os destroços de planetas devorados por anãs brancas.

Ao estudar a composição química das estrelas, os especialistas conseguiram entender a composição das rochas dos planetas que as orbitavam. Esses dados podem revelar-se importantes, uma vez que fornecem informações sobre a sua habitabilidade, campo magnético, atmosfera e existência de placas tectónicas.

Os resultados demonstraram que estes planetas antigos poderia ter uma composição muito semelhante à Terra ou Marte. “Quanto mais rochas em torno de outras estrelas se assemelharem às rochas que formaram a Terra, maior é a probabilidade de existirem planetas habitáveis como a Terra”, disse a autora do estudo Alexandra Doyle, em declarações ao portal Newsweek.

“Os resultados são consistentes com as fontes de oxigénio da Terra, Marte e os asteróides típicos do Sistema Solar, o que sugere que pelo menos alguns exoplanetas rochosos são geofísica e geo-quimicamente semelhantes à Terra “, explicam os cientistas no estudo agora publicado.

“Se as rochas extraterrestres têm uma quantidade de oxidação semelhante à da Terra, pode concluir-se que o planeta possui placas tectónicas e um potencial semelhante para campos magnéticos como a Terra, que se acreditam serem os principais ingredientes para vida”, rematou o co-autor do estudo Hilke Schlichting, citado em comunicado.

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Por ZAP
24 Outubro, 2019

 

2776: Extraterrestres podem estar a vigiar a Terra através de sondas espias

CIÊNCIA

NASA/JPL-Caltech

Os extraterrestres podem estar a vigiar a Terra através de sondas robóticas ocultas instaladas em corpos próximos do nosso planeta, alertou um físico do Search for Extraterrestrial Intelligence (SETI).

De acordo com James Benford, o cientista norte-americano que avançou com esta hipótese, é possível que os alienígenas vigiem a Terra há milhões de anos através de sondas de espionagem colocadas em objectos rochosos próximos da Terra. 

O cientista argumenta que objectos co-orbitais próximos – corpos que seguem uma rota em torno do Sol semelhante à da Terra -, recentemente descobertos fornecem uma “forma ideal para observar o nosso mundo”.

“Uma sonda próxima da Terra poderia ganhar tempo enquanto a nossa civilização desenvolve tecnologias capazes de localizá-la. Se encontrada, a sonda poderia estabelecer contacto connosco em tempo real”, defendeu Benford, que publicou recentemente os resultados da sua investigação na revista científica The Astronomical Journal.

“[A sonda] pode estar a reportar [informações] ao seu centro sobre a nossa Biosfera e a civilização há eras“, considerou ainda o cientista.

De acordo com o cientista, estas sondas robóticas poderiam ou não responder a um sinal, dependendo das motivações dos alegados seres alienígenas.

Apesar de a hipótese ser remota, o cientista do SETI considera importante verificá-la: para que os cientistas encontrem evidências de tecnologia alienígena, Benford sugere que sejam utilizados telescópios ópticos e radio-eléctricos e que até se envie uma nave espacial.

“Qual a possibilidade de uma sonda espia extraterrestre estar estacionada num desses objectos co-orbitais? Muito baixa, obviamente. Mas, se a missão for barata, por que não ir verificar? Se não encontrarmos um extraterrestre, pelo menos podemos encontrar outras coisas interessantes”, sugeriu, em declarações ao portal Science Alert.

Alguns cientistas acreditam que a Lua pode o candidato ideal para o posto de espionagem extraterrestre, tendo em conta a sua proximidade constante da Terra. No entanto, outros cientistas pensam o nosso satélite natural poderia ser um local arriscado: o facto de ser tão próximo da Terra, deixaria os extraterrestres pouco ocultos.

As ideias de Benford têm por base a longa conjectura de hipóteses já elaboradas por pessoas que participam em programas SETI.

Tal como recorda o mesmo portal de Ciência, foi o radio-físico Ronald Bracewell, em meados de 1960, o primeiro a sugerir que “comunidades galácticas superiores” poderiam ter instalado sondas inter-estelares autónomas no Espaço para observar, controlar e talvez até para comunicar com outras formas de vida.

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Por ZAP
5 Outubro, 2019

 

2772: Cientista da NASA diz: “estamos perto de anunciar vida extraterrestre em Marte…”

CIÊNCIA

Numa entrevista surpreendente, o director da Divisão de Ciência Planetária da NASA, Jim Green, disse que a agência espacial está perto de “fazer alguns anúncios” sobre vida extraterrestre em Marte – mas que não estamos prontos para isso.

Não é de agora que se ambiciona conhecer vida extraterrestre, tem havido mesmo uma procura crescente. No entanto, será que estamos preparados para esse momento revolucionário?

NASA poderá anunciar algo revolucionário

Jim Green referiu que o que a NASA tem para dar a conhecer “será revolucionário”. Conforme as palavras do cientista em entrevista ao The Telegraph, teremos grandes novidades em breve.

É como quando Copérnico declarou ‘não andamos a dar a volta ao Sol’. Completamente revolucionário. Vai começar uma nova linha de pensamento. Acho que não estamos preparados para os resultados. Nós não estamos.

Acrescentou que está preocupado porque acredita que a NASA está perto de encontrar a vida e fazer tal anúncio. Contudo, é uma interrogação sobre o que acontecerá depois!

O que acontece a seguir é um novo conjunto de questões científicas. Essa vida é como a nossa? Como estamos relacionados? Pode a vida mover-se de planeta para planeta ou temos uma faísca e o ambiente certo e essa faísca gera vida – como nós ou não – com base no ambiente químico em que se encontra?

Referiu Green.

Missão a Marte está a entusiasmar a comunidade científica

Em comunicado, o porta-voz da NASA, Allard Beutel, disse que a agência está entusiasmada com a missão a Marte. Além disso, existe um grande optimismo com as missões futuras onde as perspectivas de vida foram levantadas.

Um componente chave do trabalho da NASA é a procura por blocos de construção e sinais de vida noutros lugares. Estamos animados com as descobertas científicas dos nossos rovers em Marte actualmente e no futuro, bem como as missões para Europa, Titan, e outros lugares. Assim como os astronautas da NASA que pousaram na Lua mudaram a nossa concepção do nosso lugar no universo, a descoberta da vida noutros lugares também seria um evento que mudaria a civilização. Como com todas as descobertas, a NASA trabalharia para confirmar e partilhar informações validadas com o mundo o mais rápido possível.

Disse Beutel via e-mail à publicação.

Em Julho próximo, a NASA está programada para lançar o seu veículo Marte 2020 no que ela espera que seja uma “caçada bem sucedida” para a vida extraterrestre no Planeta Vermelho. Em Novembro passado, a agência espacial selecionou Jezero Crater como o ponto de pouso para o rover, onde se espera que ele aterre na superfície do planeta a 18 de Fevereiro de 2021.

A Cratera Jezero, com cerca de 45 km de largura, fica na borda oeste de Isidis Planitia, uma bacia de impacto gigante ao norte do equador do planeta. A NASA observou que é o lar de algumas das “paisagens cientificamente mais interessantes que Marte tem para oferecer. Segundo o astrónomo, este local já foi o lar de um antigo delta de um rio, onde antigas moléculas orgânicas e outros sinais de vida microbiana podem ter sido armazenados há milhões de anos.

Jezero Crater foi escolhida entre mais de 60 locais

Jim Bridenstine

@JimBridenstine

JUST IN: Jezero Crater will be the landing site of ’s next rover being sent to Mars in 2020. This area, with a history of containing water, may have ancient organic molecules & other potential signs of microbial life from billions of years ago: https://www.nasa.gov/press-release/nasa-announces-landing-site-for-mars-2020-rover 

Além da missão Mars 2020, cujo lançamento está previsto para um custo estimado de mais de 2 mil milhões de dólares, de acordo com a Space News, a Agência Espacial Europeia também irá colocar um rover em Marte. O rover ExoMars está programado para aterrar no Planeta Vermelho em Março de 2021.

Green referiu que essas duas missões oferecem uma “oportunidade de encontrar vida”, acrescentando que “nunca perfuramos tão profundamente” no planeta.

Quando começamos o campo da astrobiologia nos anos 90, começamos a procurar vida extrema. Descemos em minas a 3 quilómetros de profundidade na Terra e se elas tinham água, então estavam cheias de vida. Fomos para lugares onde se pensa que nada poderia sobreviver, e estão cheios de vida. E o resultado final é que onde há água, há vida.

Concluiu Jim Green.

Leito de lago pode ter sido um dia próspero em vida marciana

Em Junho de 2018, a NASA fez um anúncio impressionante. Nessa altura, observaram que o Curiosity rover “encontrou moléculas orgânicas em rochas de um antigo leito de lago”. As rochas têm milhares de milhões de anos de idade, disse a NASA, antes de acrescentar que não tinha encontrado vida no planeta.

Um estudo apresentado em Agosto sugeriu que o Planeta Vermelho era suficientemente quente e húmido. Assim, é um ambiente propício a ter tempestades maciças e água corrente. Deste modo, este será um ambiente que pode ter sustentado a vida, entre 3 e 4 mil milhões de anos.

ExoMars envia imagens impressionantes da superfície de Marte

Estas são as primeiras imagens de Marte enviadas pela nave espacial ExoMars Trace Gas Orbiter (TGO) da Agência Espacial Europeia (ESA). Missão com corporação da Corporação Estatal de Actividades Espaciais Roscosmos. As fotos mostram … Continue a ler ExoMars envia imagens impressionantes da superfície de Marte

04 Out 2019

 

2760: Cientista da NASA diz que o mundo não está preparado para a descoberta de vida alienígena

CIÊNCIA

ESO/M. Kornmesser

Jim Green, cientista chefe da agência espacial norte-americana (NASA), considera que o mundo não está preparado para a eventual descoberta de vida alienígena.

No entender do especialista, a descoberta de vida para lá da Terra traria “implicações revolucionárias”, que o Homem não está ainda preparado para enfrentar, argumentou, em declarações ao diário britânico The Telegraph.

O físico espacial compara esta possível descoberta a outro grande momento de ruptura na história da Ciência: quando Copérnico (1473-1543) afirmou que a Terra gira em torno do Sol, defendendo a Teoria Heliocêntrica do Sistema Solar. O astrónomo polaco contrariou assim a outra hipótese vigente, a da Teoria Geocêntrica, que colocava a Terra no centro.

“Uma linha de pensamento completamente nova começará”, afirmou Green.

O cientista sublinhou que a eventual descoberta de vida em Marte geraria “um conjunto completamente novo de perguntas”, quer no plano da Ciência, quer no plano da Filosofia. “Como nos relacionamos?”, apontou como uma das perguntas que poderão surgir.

Além disso, exemplificou ainda, a comunidade científica teria ainda que perceber como é que se forma a vida extraterrestre: se esta pode passar de um planeta para o outro ou se a combinação de uma espécie de “faísca” e o ambiente adequado geram, por si só, vida, tendo em conta o ambiente químico em que estes elementos se encontram.

Em Junho de 2020, a NASA e a sua homóloga europeia (ESA) vão enviar dois veículos de observação para Marte – Mars 2020 e Exomars, respectivamente -, cuja aterragem está prevista para Fevereiro ou Março de 2021.

Este exploradores vão procurar condições habitáveis e vão perfurar a base do Planeta Vermelho. A NASA vai trazer para a Terra as amostras recolhidas pelo seu dispositivo, enquanto a ESA as vai triturar e estudar o seu conteúdo químico no próprio laboratório móvel a bordo da ExoMars.

Missão ExoMars tem uma “boa hipótese” de encontrar vida no Planeta Vermelho

Os cientistas da missão ExoMars explicaram que neste momento não é ainda claro se existe realmente vida em Marte e, caso…

ZAP //

Por ZAP
3 Outubro, 2019

 

2727: Vida extraterrestre pode estar escondida na Lua

CIÊNCIA

(CC0/PD) Buddy_Nath / Pixabay

Uma nova investigação, levada a cabo por dois cientistas da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, sugere que a tão procurada vida extraterrestre pode estar escondida no satélite natural da Terra, a Lua.

Segundo Abraham Loeb e Manasvi Lingam, os cientistas que defendem esta nova hipótese, as condições geológicas e atmosféricas da Lua podem proporcionar a oportunidade de descobrir vestígios de vida alienígena.

Os especialistas, citados pelo portal Futurismsustentam que, como não há atmosfera neste satélite natural, os objectos espaciais poderiam conseguir chegar à sua superfície. Além disso, continuam, a Lua é geologicamente inactiva, ou seja, todo o que pousou na Lua nos últimos milhões de anos continua lá, perfeitamente preservado.

“Servindo como uma caixa de correio natural, a superfície lunar recolheu todos os objectos impactantes nos últimos milhões de anos. Sem verificar a nossa caixa de correio, nunca saberem que mensagens chegaram [até lá]”, escreveu Loeb, que é também professor de Astronomia na universidade norte-americana.

Tendo em conta esta capacidade de preservação, Loeb compara, num artigo publicado na Scientific American a Lua a uma espécie de “rede de pesca” para a vida extraterrestre.

A maioria dos objectos que atingiram a superfície lunar é oriunda do Sistema Solar, mas a descoberta de Oumuamua, o primeiro objecto interestelar conhecido, pode sugerir que uma investigação minuciosa à Lua pode trazer novas descobertas.

De acordo com o professor Loeb, que cita medições actuais, a superfície lunar pode conter até 30 partes de objectos interestelares a cada milhão de materiais superficiais.

“No caso de alguns impactadores interestelares tenham carregado blocos de vida extraterrestre, seria possível extrair bio-marcadores com análise das amostras da superfície lunar. A questão fundamental é se a vida distante se assemelha às estruturas bioquímicas que encontramos na Terra”.

“As semelhanças podem implicar que existe um caminho químico único para a vida em todos os lugares ou que a vida foi transferida entre sistemas“, explicou.

Loeb frisa ainda que o seu estudo com Lingam fornece um novo incentivo para a criação de uma base lunar. Recentemente, recorde-se, a NASA anunciou que vai voltar a enviar astronautas para a lua até 2024. A agência espacial norte-americana também espera estabelecer uma presença sustentável na Lua até 2028 para enviar missões a Marte.

ZAP // SputnikNews

Por ZAP
28 Setembro, 2019

 

2505: Os extraterrestres podem brilhar no escuro (e é assim que os podemos encontrar)

CIÊNCIA

KELLEPICS / pixabay

Formas de vida extraterrestre podem brilhar em vermelho, azul e verde para se protegerem de explosões estelares de radiação ultravioleta. E essa luz brilhante pode ser a chave para os encontrarmos.

A maioria dos exoplanetas potencialmente habitáveis que conhecemos orbitam anãs vermelhas – o tipo mais comum de estrela na nossa galáxia e as menores estrelas do universo. Anãs vermelhas, como Proxima Centauri ou TRAPPIST-1, estão na vanguarda da busca pela vida.

Mas se a vida extraterrestre existe nesses planetas, têm um grande problema. Anãs vermelhas geralmente inflamam, ou emitem uma explosão de radiação UV que pode prejudicar a vida nos planetas em redor dela.

“Muitos dos planetas potencialmente próximos e habitáveis que estamos a começar a encontrar provavelmente são mundos de alta radiação ultravioleta“, disse o principal autor do estudo, Jack O’Malley-James, investigador associado do Centro Cornell de Astrofísica e Ciência Planetária. “Estávamos a tentar pensar em maneiras com as quais a vida poderia lidar com os altos níveis de radiação UV que esperamos em planetas que orbitam estrelas anãs vermelhas”.

Organismos no nosso próprio planeta protegem-se da radiação UV de várias maneiras: vier no subsolo, viver debaixo de água ou usar pigmentos que os protegem o sol. Mas há uma maneira com a qual a vida na Terra lida com a radiação ultravioleta que também tornaria a vida extraterrestre mais fácil de detectar – a biofluorescência.

Certos corais no nosso planeta protegem-se dos raios UV do sol brilhando. As suas células geralmente contêm uma proteína ou pigmento que, uma vez exposta à luz ultravioleta, pode absorver parte da energia de cada fotão, fazendo com que se desloque para um comprimento de onda mais longo e seguro. Por exemplo, alguns corais podem converter luz UV invisível em luz verde visível.

O’Malley-James e a sua equipa analisaram a fluorescência produzida por pigmentos de coral e proteínas e usaram-na para modelar os tipos de luz que poderiam ser emitidos pela vida em planetas em órbita vermelha. Descobriu-se que um planeta sem nuvens e coberto de criaturas fluorescentes poderia produzir uma mudança temporária no brilho que é potencialmente detectável.

Além disso, como as anãs vermelhas não são tão brilhantes como o nosso sol, não mascaram essas marcas biológicas.

Mas “para termos uma hipótese de detectar a biofluorescência num planeta, uma grande parte do planeta teria de estar coberta por quaisquer criaturas fluorescentes“, disse O’Malley-James. Além disso, ainda não temos telescópios suficientemente fortes para detectar um planeta onde cada centímetro da sua superfície esteja coberto por criaturas brilhantes.

Mas a próxima geração de telescópios, como o European Extremely Large Telescope, pode detectar esses vislumbres da vida. Mesmo com esses telescópios os exoplanetas seriam apenas leves aberturas de luz, mas os instrumentos poderiam descodificar a quantidade de luz vermelha, verde ou infravermelha emitida. Se organismos extraterrestres brilharem verdes, por exemplo, a quantidade de luz verde durante um surto aumentaria. Ainda assim, o brilho precisaria ser “muito brilhante” para detectá-lo.

“Não vemos fluorescência tão forte na Terra porque não temos níveis tão altos de UV na superfície.” O novo estudo, publicado este mês na revista especializada Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, também supõe que a vida em planetas que orbitam anãs vermelhas teria desenvolvido uma fluorescência muito brilhante ao longo de milhões de anos.

Um possível próximo passo seria expor a vida biofluorescente na Terra à luz UV em laboratório e ver se esse tipo de evolução ocorre em pequena escala. Se acontecer, as próximas gerações de organismos irão brilhar mais intensamente. “Um próximo passo a longo prazo seria começar a procurar a biofluorescência noutros mundos.”

Se um dia pudermos viajar para um desses planetas brilhantes, seria “muito interessante de ver”, disse. Pairando numa nave espacial, veríamos o que parecia ser “uma aurora boreal super-carregada a cobrir a superfície do planeta”.

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Por ZAP
24 Agosto, 2019

 

2246: Investigação redefine linha temporal da vida em Marte

Pequenos grãos de zircão ígneo dentro deste fragmento rochoso foram fracturados pelo lançamento a partir de Marte, mas permaneceram inalterados por mais de 4,4 mil milhões de anos.
Crédito: Western’s Zircon and Accessory Phase Laboratory

Investigadores canadianos, liderando uma equipa internacional, mostraram que a primeira “chance real” de Marte ter desenvolvido vida começou cedo, há 4,48 mil milhões de anos, quando meteoritos gigantescos e inibidores da vida pararam de atingir o Planeta Vermelho. As descobertas não esclarecem apenas as possibilidades para o vizinho mais próximo da Terra, mas também podem redefinir a linha temporal da vida no nosso próprio planeta.

O estudo foi publicado na passada segunda-feira na revista Nature Geoscience.

Os investigadores da Universidade Western sugerem que as condições em que a vida pode ter prosperado podem ter ocorrido em Marte há 3,5-4,2 mil milhões de anos atrás. Isto antecede as primeiras evidências de vida na Terra até 500 milhões de anos.

“Os impactos de meteoritos gigantescos em Marte podem, na verdade, ter acelerado a libertação das primeiras águas do interior do planeta, preparando o cenário para reacções de formação da vida,” disse Desmond Moser, cientista da Universidade Western.

O professor de Geografia e Ciências da Terra explicou que é sabido que o número e os tamanhos dos impactos de meteoritos em Marte e na Terra diminuíram gradualmente após a formação dos planetas. Eventualmente, os impactos tornaram-se pequenos e pouco frequentes para que as condições próximas da superfície pudessem permitir que a vida se desenvolvesse. No entanto, há muito que é debatido quando este bombardeamento pesado de meteoritos teve lugar.

Foi proposta uma fase “tardia” de bombardeamento pesado em ambos os planetas que terminou há cerca de 3,8 mil milhões de anos.

Para o estudo, Moser e a sua equipa analisaram os grãos minerais mais antigos e conhecidos de meteoritos que se pensa terem tido origem nas terras altas do sul de Marte. Estes grãos antigos, observados até níveis atómicos, estão quase inalterados desde que cristalizaram perto da superfície de Marte.

Em comparação, a análise das áreas impactadas na Terra e na Lua mostra que mais de 80% dos grãos estudados contêm características associadas a impactos, como a exposição a pressões e temperaturas intensas.

Os resultados sugerem que o bombardeamento pesado de Marte terminou antes da formação dos minerais analisados, o que significa que a superfície marciana teria ficado habitável quando a água se tornou abundante. A água também estava presente na Terra durante esta época – de modo que é plausível que o relógio biológico do Sistema Solar tenha começado muito antes da data aceite anteriormente.

Astronomia On-line
28 de Junho de 2019

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2240: O oceano subterrâneo de Encélado é um “banquete” para a vida extraterrestre

NASA / JPL-Caltech
Encélado é o sexto maior satélite natural de Saturno

Uma equipa de cientistas da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, acaba de descobrir que o oceano subterrâneo de Encélado – o sexto maior satélite natural de Saturno – tem mais capacidade para abrigar múltiplas formas de vida do que se imaginava até então.

O anúncio foi feito por Lucas Fifer, David Catling e Jonathan Toner, os cientistas que conduziram a nova investigação, durante a AbSciCon 2019, evento anual organizado pela American Geological Union, na capital norte-americana, que reúne uma série de conferências sobre Astrobiologia.

Desde que a missão Cassini a visitou pela primeira vez em meados de 2004, Encélado não pára de surpreender. Umas das maiores descobertas foi um conjunto de géiseres de vapor de água em torno do seu pólo sul, que revelaram a presença de um grande oceano subterrâneo. Desde então, foram realizadas dezenas de investigações para tentar perceber se nas profundezas deste mar extraterrestre, pode ter surgido vida.

O trabalho de Fifer e dos seus colegas é um dos mais recentes e mostra que as concentrações de dióxido de carbono, hidrogénio e metano no oceano interno desta lua são muito mais altas do que eu pensava, e que o pH das suas águas é surpreendentemente semelhantes ao que é registado nas águas da Terra.

“Estes altos níveis de dióxido de carbono também implicam um nível de pH mais baixo e mais semelhante ao da Terra  no oceano de Encélado do que estudos anteriores tinham demonstrado. É um bom presságio para a vida também “, disse Fifer.

“Embora existam excepções, a maior parte da vida na Terra funciona melhor ao consumir água com um pH quase neutro, então condições similares em Encélado podem ser encorajadoras (…) [Estes compostos] tornam também muito mais fácil comparar este estranho mundo oceânico a um ambiente que nos é mais familiar”.

Estas condições são ideais para suportar múltiplas formas de vida bacteriana. Tal como observa o diário espanhol ABC, onde há comida, (pode) haver vida. E este mar subterrâneo revelou ser um banquete para estas formas de vida tão procurada.

Para o mesmo apontou Fifer: “Noutras palavras, e tendo em conta que há tanto almoço grátis disponível, qual é a maior quantidade que a vida poderia estar a comer para deixar para trás a quantidade [de compostos] que vemos? Quanta vida suportaria? ”.

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Por ZAP
27 Junho, 2019

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2190: Sal de mesa descoberto numa Lua de Júpiter aumenta esperanças de vida alienígena

CIÊNCIA

JPL-Caltech / NASA
A superfície brilhante de Europa, a misteriosa lua de Júpiter

A descoberta dos compostos de sal de mesa na Europa, uma das luas de Júpiter, pode abrir a possibilidade de que haja lá vida alienígena ou que este seja um lugar habitável no futuro.

Acredita-se que Europa, uma lua congelada em torno de Júpiter, seja um dos mundos mais habitáveis do sistema solar. Foi primeiro avistado em detalhe pela sonda Voyager 1 em 1979, revelando uma superfície quase desprovida de grandes crateras.

Este satélite é principalmente feito de silicato e, segundo o Tech Explorist, tem uma crosta de gelo e provavelmente um núcleo de ferro e níquel. A sua atmosfera é composta maioritariamente por oxigénio e, por debaixo do gelo, água salgada. No entanto, as observações não permitiram saber ao certo como é a água salgada desta Lua.

Agora, um novo estudo, publicado esta quarta-feira na revista Science Advances, mostra que pode ser cloreto de sódio, conhecido como sal de mesa. Isto tem implicações importantes para a potencial existência de vida nas profundezas ocultas da Europa.

Os cientistas acreditam que a circulação hidrotermal no oceano, possivelmente impulsionada por fontes hidrotermais, pode naturalmente enriquecer o oceano em cloreto de sódio, através de reacções químicas entre o oceano e a rocha. Na Terra, acredita-se que as fontes hidrotermais sejam uma fonte de vida, como as bactérias.

De acordo com o The Conversation, descobriu-se que as plumas que emanam do pólo sul da lua de Saturno Enceladus, que tem um oceano semelhante, contêm cloreto de sódio, tornando tanto Europa quanto Enceladus alvos ainda mais atraentes para exploração.

Se olharmos para o espectro da luz reflectida da superfície, podemos inferir quais as substâncias que lá estão. Isto mostra evidências de gelo. A questão pertinente dos cientistas é se essas substâncias vêm do interior da Europa.

Para produzir ácido sulfúrico em água gelada, é necessário uma fonte de enxofre e energia para impulsionar a reacção química. Parte disso pode vir de dentro da lua na forma de sais de sulfato, alguns dos quais podem ser libertados por meteoritos, mas a explicação mais plausível é que vem da sua lua vulcânica, Io.

A equipa responsável por este novo estudo argumentou que o lado da Europa ao longo da sua órbita, o principal hemisfério, que é protegido do bombardeamento de enxofre, pode ser o melhor lugar para procurar evidências de quais sais realmente existem dentro da lua.

Os investigadores usaram o poderoso Telescópio Espacial Hubble e descobriram evidências de cloreto de sódio. Embora já houvessem suspeitas de sais na Europa, os dados mais recentes do Hubble permitiram que os cientistas o reduzissem a uma região chamada de terreno do caos. Isto significa que eles provavelmente virão do interior da Europa.

A vida como a conhecemos precisa de água líquida e energia. O facto da Europa ter um oceano líquido diz-nos que há água líquida e uma fonte de energia para impedir que ela congele. Mas a composição química do oceano também é crucial. Salmoura, “água salgada”, tem um ponto de congelamento menor do que a água pura, o que significa que torna a água mais habitável.

O sal, especificamente os iões de sódio no sal de mesa, é também crucial para toda uma gama de processos metabólicos na vida vegetal e animal. Em contraste, alguns outros sais, como os sulfatos, podem inibir a vida se presentes em grandes quantidades.

Os cientistas estavam ansiosos para puderem apontar que podem estar a ver apenas a ponto do icebergue de uma complicada cadeia de processos sub-superficiais. Mas, para aqueles que esperam que haja vida na Europa, a descoberta do cloreto de sódio é uma excelente notícia.

ZAP //

Por ZAP
18 Junho, 2019

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2177: As luas fora do Sistema Solar podem esconder vida extraterrestre

CIÊNCIA

ESO/M. Kornmesser

As luas que orbitam planetas fora do Sistema Solar (exoluas) podem abrigar vida extraterrestre, segundo sustentam astrofísicos numa nova investigação.

Os planetas para lá do Sistema Solar são já mais de 4000, mas apenas uma pequena fatia destes mundos está na chamada zona habitável, isto é, tem condições para abrigar vida.

No entanto, e contrariando as baixas possibilidades de habitabilidade, alguns exoplanetas podem ter os seus próprios satélites (exoluas) com água no estado líquido. Partindo deste pressuposto, os cientistas defendem que as exoluas devem ser tidas em conta quando se procura por vida extraterrestre.

“Estas luas podem ser aquecidas no seu interior pela atracção gravitacional do planeta que orbitam. Por isso, podem conter água líquida mesmo estando fora da zona habitável, onde encontramos planetas semelhantes à Terra”, explicou Phil Sutton, cientista da Universidade de Lincoln, no Reino Unido.

Caso os cientistas consigam detectar as exoluas, estes satélites podem ser a chave para a tão procurada vida extraterrestre. “Acredito que, se pudermos encontrá-las, as luas oferecem um caminho mais promissor para encontrar vida extraterrestre”, frisou.

Devido ao seu tamanho e à distância a que se encontram da Terra, as exoluas são extremamente difíceis de encontrar. Por isso, explicou Sutton, os cientistas terão que debruçar o seu trabalho de localização através do efeito que produzem nos objectos à sua volta, como é o caso dos anéis planetários.

Para a nova investigação foram utilizadas simulações computorizadas para modelar os anéis em torno do exoplaneta J1407b, que são 200 vezes maiores do que os de Saturno. Sutton quis perceber se o espaço entre as luas era o resultado da acção das luas.

O estudo apontou que, apesar de as luas influenciarem a dispersão de partículas ao longo da borda do anel neste exoplaneta, é improvável que as lacunas tenham sido causadas por forças gravitacionais de uma lua desconhecida.

Apesar dos resultados inconclusivos, pesquisas publicadas anteriormente sugerem que existem muitas lacunas no maciço “disco formador da lua” do exoplaneta J1407b, que podem ser explicadas pelas exoluas.

A investigação, que será publicado na revista científica Monthly Notices da Astronomical Society, está disponível para visualização no arquivo de pré-publicação arXiv.

ZAP // SputnikNews

Por ZAP
15 Junho, 2019

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2116: A vida extraterrestre pode ter “cara” de massa

CIÊNCIA

Bruce W. Fouke
Micróbios fontes termais de Yellowstone criam formações rochosas semelhantes a fettuccini ou capellini.

Uma equipa de cientistas da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, acredita que os seres extraterrestres podem assemelhar-se à forma da massa comum, estando longe das pequenas criaturas verdes que a ficção foi criando.

Para chegar a esta conclusão, os cientistas analisaram as águas geotermais ricas em minerais do Parque Nacional de Yellowstone, nos Estados Unidos, e descobriram que os micróbios que proliferam nestes ambientes assemelham-se à massa comum, como o fettuccini ou capellini, revela o novo estudo financiado pela NASA e cujos resultados foram no fim do mês de Abril publicados na revista científica Astrobiology.

O autor do estudo, Bruce Fouke, da Universidade de Illinois, acredita que estas formações em forma de massa podem ser as primeiras pistas para encontrar vida noutros planetas para lá da Terra. Podem ser uma evidência crucial para rastrear estes seres.

“Se formos a um outro planeta com um rover, adoraríamos ver micróbio vivos ou pequenas mulheres e homens verdes em naves espaciais. Mas a verdade é que estaremos a procurar por uma vida que, provavelmente, está a crescer numa primavera quente, [será] uma vida que foi fossilizada”, explicou o especialista citado pelo Live Science.

Partindo do “laboratório” natural de Yellowstone, Fouke explicou que os minerais precipitam fora da água, criando formações compostas por carbonato de cálcio, que são normalmente conhecidas como travertino. No entanto, frisou o cientista, estas formações não são moldadas no vácuo, sendo antes construídas por micróbios.

As águas aquecidas do Parque Nacional de Yellowstone, que chegam a atingir uma temperatura entre 65 e 72 graus Celsius e um pH baixo entre 6,2 e 6,8, ou seja, a água é mais ácida do que básica, são o ponto central do estudo. A análise da água concluiu que 98% dos microrganismos encontrados são Sulfurihydrogenibium yellowstonense.

Os cientistas recolheram amostras de fileiras de micróbios filamentosos que se desenvolvem nestas águas. Estas formações parecem-se com massa e cada fileira consiste em três biliões de células interligadas entre si.

Em águas paradas, contudo, os micróbios comportam-se de outra forma, criando rastos de mucosas soltas. Estes organismos evoluíram há 2,5 mil milhões de anos, quando não havia ainda oxigénio na atmosfera da Terra.

De acordo com os cientistas, os seus vestígios de vida devem parecer-se com pegadas longas e fossilizadas na superfície das rochas. E, por isso, estas formações podem vir a servir como pista para identificar vida extraterrestre passada.

A equipa acredita que estes seres de Yellowstone possam ser muito semelhantes a qualquer outra forma de vida para lá da Terra. “Quando tivermos uma pedra de travertino que se assemelhe a fettuccini, e se essa rocha é recolhida e analisada em Marte, então teremos o conjunto completo destas análises extremamente avançadas em micróbios”, rematou o autor do estudo.

ZAP //

Por ZAP
5 Junho, 2019



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1978: Cientista afirma que há vida em Marte (e outros mundos onde pode florescer vida alienígena)

CIÊNCIA

(PD/CC0) GooKingSword / pixabay

Alguns astro-biólogos teorizam que, no passado, Marte tinha um ambiente ainda mais adequado para a vida do que a versão mais jovem na Terra. Alicerçado nesta teoria, Michael Finney acredita que o Planeta Vermelho pode ainda alojar vida.

No entender de Finney, co-fundador da The Genome Partnership, uma organização sem fins lucrativos que organiza as conferências Advances in Genome Biology and Technology, partindo do princípio que já houve vida em Marte, este pressuposto sugere que algumas formas de vida ainda lá estão – mesmo que escondidas sob a superfície do planeta.

“Se havia vida em Marte, esta pode ter-se movido, pode ter-se escondido um pouco, mas provavelmente ainda está lá“, afirmou o cientistas no fim do mês numa conferência na Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos.

“Há quatro mil milhões de anos, a superfície marciana era um mundo mais húmido, abundante em rios, lagos e vastos oceanos. No entanto, Marte deixou de ser habitável à medida que perdeu o seu campo magnético global, abrindo caminho para que partículas nocivas oriundas do Sol atingissem a atmosfera do planeta”, sustentou.

O processo que transformou Marte no planeta seco e frio que conhecemos hoje foi observado e registado pela agência espacial norte-americana. Apesar de não haver água corrente na sua superfície, a água pode realmente existir no subsolo marciano, de acordo com dados recolhidos pela NASA.

Alguns astro-biólogos afirmam que Marte foi um berço mais propício à vida do que a Terra nos seus primórdios, numa hipótese científica cada vez mais consensual de que a vida foi trazida para a Terra por meteoritos compostos por rochas marcianas.

Estudos recentes não encontraram evidências de vida no ar marciano, mas a NASA observou, há uns meses, alguns indícios estranhos: o rover Curiosity descobriu sinais de metano numa cratera. A sonda, que estuda a cratera de Gale desde 2012, estabeleceu que a concentração desta substância na atmosfera da cratera tem períodos sazonais.

O metano é um composto orgânico gerado, na Terra, por fontes que incluem micróbios e outros organismos semelhantes. Assim, segundo esta teoria, pode ainda existir vida em Marte. Contudo, podem existir outras explicações para a presença deste composto, como processos abióticos devido à reacção da água quente com rochas específicas.

Ainda assim, mesmo que o metano de Marte seja de origem orgânica, as criaturas que o geraram podem estar mortas há muito tempo. Ou seja, evidências de metano em Marte, ou noutro qualquer mundo, não são prova directa da existência de vida alienígena.

Contudo, Michael Finney, não perde a esperança: “Se Marte teve vida há 4 mil milhões de anos, Marte ainda tem vida. Nada aconteceu em Marte que tivesse destruído a vida”.

Outros mundos onde pode florescer vida alienígena

Apesar de todas as potencialidade de Marte, o Planeta Vermelho não é o único mundo no Sistema Solar que pode abrigar vida, tal como observa o portal Space.com.

Na verdade, a maioria dos astro-biólogos colocaria sem hesitar Marte na lista dos locais onde pode florescer vida alienígena, mas só depois da lua de Júpiter, Europa, e dos satélites naturais de Saturno, Enceladus e Titã.

Europa e Enceladus abrigam oceanos profundos de água salgada líquida sob suas conchas geladas. No caso de Titã, os cientistas acreditam ainda que o satélite tenha um oceano de água subterrânea, tendo também lagos e mares de hidrocarbonetos líquidos na superfície. Ambas as luas estão sob o olhar atento da NASA, que vai levar a cabo vários projectos de exploração, como o NASA New Frontiers, que deverá arrancar em 2025.

Até o infernal Vénus pode ainda ter alguns redutos habitáveis, segundo as projecções dos cientistas. À semelhança de Marte, também Vénus já teve água superficial abundante, mas um efeito estufa descontrolado deixou o planeta a “arder” com temperaturas superficiais altas o suficiente para derreter chumbo.

Penny Boston, directora do Instituto de Astrobiologia da NASA no Ames Research Center, na Califórnia, disse acreditar que as possibilidade de vida em Vénus são baixas por causa do “desaguamento” do planeta. Ainda assim, defende, a existência de vida alienígena na nuvem de Vénus “precisa, definitivamente, de ser interrogada“.

ZAP // SputnikNews

Por ZAP
14 Maio, 2019


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1737: Os extraterrestres podem estar a usar buracos negros para viajar pela Via Láctea sem serem vistos

ESO/WFI, MPIfR/ESO/APEX/A. Weiss et al., NASA/CXC/CfA/R. Kraft et al.

Um astrónomo da Universidade de Columbia tem um novo palpite sobre a forma como as civilizações alienígenas conseguirão viajar pela Via Láctea sem serem vistos.

De acordo com a hipótese de David Kipping, os extraterrestres disparam lasers contra buracos negros binários – ou buracos negros gémeos. Esta ideia é uma melhoria futurista de uma técnica que a NASA utiliza há várias décadas.

Actualmente, as naves espaciais já navegam no nosso sistema solar usando poços de gravidade como “balas”. A própria nave espacial entra em órbita em redor de um planeta, lança-se o mais próximo possível desse planeta ou lua para apanhar a velocidade e usa a energia adicional para viajar ainda mais rápido em direcção ao seu próximo destino.

Os mesmos princípios básicos operam nos poços profundos da gravidade em torno dos buracos negros, que não só dobram os caminhos dos objectos sólidos, mas também a própria luz.

Se um fotão, ou uma partícula de luz, entrar numa determinada região na vizinhança de um buraco negro, fará um circuito parcial ao redor do buraco negro e será lançado exactamente na mesma direcção. Os físicos chamam a estas regiões de “espelhos gravitacionais” e os fotões de “fotões boomerang“.

Fotões boomerang já se movem à velocidade da luz, de modo que não captam a velocidade das suas viagens em redor de buracos negros. Mas captam energia. A energia assume a forma de maior comprimento de onda da luz e os “pacotes” de fotões individuais carregam mais energia do que quando entraram no espelho.

No artigo publicado no arXiv a 11 de Março, o astrónomo da Columbia propôs que uma espaço-nave interestelar poderia disparar um laser no espelho gravitacional de um buraco negro em rápido movimento num sistema binário de buraco negro. Quando os recém-energizados fotões do laser voltassem, puderam reabsorvê-los e converter toda a energia extra em impulso – antes de disparar novamente os fotões no espelho.

Este sistema, que Kipping denominou de halo drive, tem uma grande vantagem sobre os mais tradicionais: não requer uma enorme fonte de combustível. As propostas actuais de velas de sinalização exigem mais energia para acelerar a nave espacial para velocidades “relativistas” (significando uma fracção significativa da velocidade da luz) do que a humanidade produziu em toda a sua história. Com o halo drive, toda a energia poderia ser minada de um buraco negro, em vez de ser gerada a partir de uma fonte de combustível.

Halo drives teriam limites: num certo ponto a nave estaria a mover-se tão rapidamente para longe dos buracos negros que não absorveria luz suficiente para adicionar velocidade adicional.

É possível resolver este problema movendo o laser da nave para um planeta próximo e, apontando o laser, para que emerja da gravidade do buraco negro para acertar a nave. Mas sem reabsorver a luz do laser, o planeta teria de queimar combustível para gerar novos feixes constantemente e acabaria diminuindo.

Uma civilização pode estar a usar um sistema como este para navegar na Via Láctea agora mesmo, segundo Kipping. Se assim for, essa civilização pode estar a minar tanto os buracos negros que estaria a mexer com as suas órbitas – poderíamos detectar os sinais da civilização alienígena a partir das órbitas excêntricas de buracos negros binários.

ZAP // Live Science

Por ZAP
19 Março, 2019

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1718: A radiação de Hawking pode ser a chave para encontrar vida alienígena

ESA/Hubble, ESO, M. Kornmesse

O Universo é assustadoramente antigo e vasto ao ponto de vários cientistas  considerarem a possibilidade de existirem civilizações alienígenas avançadas. Até ao momento, estes seres não foram encontrados, mas o problema pode estar no método de detecção – e um matemático acaba de propor uma nova forma de rastreamento, recorrendo à hipotética radiação de Stephen Hawking.

Louis Crane, matemático da Universidade Estadual no Kansas, no Estados Unidos, é o “cérebro” do novo método que propõe rastrear a radiação de Hawking que emana dos buracos negros para procurar naves estelares de civilizações avançadas distantes.

“Uma civilização avançada iria querer aproveitar um buraco negro microscópico porque poderia atirar-se na matéria e obter energia”, sustentou Crane ao Universe Today. “Seria a melhor fonte de energia. Em particular, poderia impulsionar uma nave espacial grande o suficiente para ser protegida de velocidades relativistas”, sustentou.

Em 2009, Crane foi co-autor de um estudo que versava sobre a viabilidade de recorrer à radiação de buracos negros do físico britânico como fonte de energia para impulsionar naves espaciais, algo até agora inacessível à Humanidade.

Agora, no seu novo estudo, cujos resultados foram esta semana publicados no arXiv, o matemático argumenta que estas naves alienígenas, que seriam interceptadas por telescópios de raios gama de alta energia, manifestariam-se como pequenos pontos que seriam mais quentes de que qualquer outro objeto natural. Estes pontos emitiriam também uma enorme quantidade de partículas e raios gama como subproduto do buraco negro.

Segundo Crane, o cone da radiação gama apareceria em tons de vermelho durante a primeira metade da viagem de uma nave, passado depois para azul na sua segunda fase, quando começasse a desacelerar. O matemático nota que a detecção das naves estaria no limiar mais baixo do que é observável, frisando que há muitos factores desconhecidos.

“Se alguma civilização avançada tivesse já estas naves estelares, os actuais telescópios de raios gama VHE poderiam detectá-los de 100 a 1000 anos-luz se estivéssemos no seu feixes. [Os pontos] poderiam ser distinguidos das fontes naturais através dos seus constantes redshift durante um determinado período de anos”, afirmou.

Para investigar, remata, os cientistas “precisariam de fazer séries temporais de curvas de frequência das fontes de raios gama. Algo que não parecem estar a fazer actualmente”.

Dificuldades da radiação de Hawking

Assinado por Crane e Shawn Westmoreland, o artigo de 2009, também publicado no arXiv,  sugeria que um buraco negro com um raio de 2,8 metros e uma vida útil de cerca de um século, poderia produzir 15 petawatts de potência, sendo, por isso, talhado para alimentar naves e acelerá-las a velocidades próximas à da luz.

Uma das grandes dificuldades seria direccionar eficientemente a radiação de Hawking emitida pelo buraco negro. Por isso, os cientistas sugeriram que fosse bombardeado um reflector parabólico com radiação para impulsionar a nave.

Apesar da teorização de Crane e Westmoreland, os cientistas reconheceram que a Humanidade não dispõe ainda de materiais e tecnologias necessárias para a construção de uma nave deste tipo. Contudo, uma civilização alienígena avançada pode ter já conseguido atingir este feito – a procura continua.

Traçada por Hawking em 1974, acredita-se que esta radiação represente a transmissão da energia térmica no Espaço que é emitida por buracos negros devido a efeitos quânticos. A descoberta do britânico foi o primeiro vislumbre convincente sobre a gravidade quântica. Até então, a existência desta radiação continua controversa, permanecendo no campo do hipotético, tal como os seres alienígenas.

SA, ZAP //

Por SA
15 Março, 2019

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1699: Os extraterrestres podem estar escondidos em estrelas “abraçadas”

NASA / ESA / Z. Levay (STScI)

A vida alienígena pode ser encontrada em sistemas solares nos quais as estrelas estejam comprimidas umas contra as outras, sugere um novo estudo.

O início da vida dos sistemas planetários pode ser difícil e dramático: os planetas jovens orbitam em torno dos sóis que são encontrados em aglomerados de estrelas que frequentemente colidem uns com os outros violentamente. Pensa-se que estes momentos dramáticos serão difíceis para a vida, uma vez que são agressivos e violentos.

Isto significa que as investigações se concentraram nos planetas e na vida potencial em torno das estrelas que são semelhantes às nossas, já que temos sido tendenciosos ao presumir que qualquer outro sistema solar que tenha alienígenas dentro dele seja parecido com o nosso. Praticamente, nenhum destes “gémeos solares” – estrelas que se parecem com as nossas – foram encontrados.

Mas um novo estudo da Universidade de Sheffield, escreve o The Independent, sugere que este período de dificuldade pode ser positivo pelo menos de uma maneira. Aqueles momentos difíceis em que estrelas se formam em binárias podem aumentar as probabilidades de permitir que os planeta tenham a temperatura certa, estando na zona habitável onde a água líquida pode existir e a vida pode florescer.

Quando encontram uma terceira estrela, um par binário de estrelas pode ser unido. Isto, por sua vez, poderia expandir a zona habitável, tornando a vida ainda mais possível.

A zona habitável é, por vezes, conhecida como a zona de Goldliocks: é a distância das estrelas onde a temperatura não é muito quente nem muito fria. Essas condições perfeitas são consideradas necessárias para a vida, já que a água poderá ser encontrada e as moléculas complexas que se podem transformar em vida podem formar-se.

Cerca de um terço dos sistemas estelares da nossa galáxia são compostos por estes pares binários e a probabilidade de serem maiores é quando as estrelas são jovens. Em tais sistemas, quando as estrelas estão suficientemente longe, a zona de Goldliocks é fixada pela radiação que sai da estrela individual.

Se as estrelas estiverem suficientemente próximas, o tamanho aumenta, porque as estrelas sentem o calor umas das outras e o planeta está mais propenso a estar no lugar certo, escrevem Bethany Wootton e Richard Parker, que publicaram o seu estudo na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.

Num típico “berçário estelar”, onde haveria 350 ou mais binários, cerca de 20 seriam espremidos de tal forma a expandir a sua zona de Goldilocks – e, com ela, a probabilidade de vida alienígena. Em alguns casos, essas zonas habitáveis ​​até se sobrepõem, o que tornaria as probabilidade de vida ainda maiores.

“O modelo sugere que existem mais sistemas binários em que os planetas se encontram nas zonas de Goldilocks do que pensávamos, aumentando as perspectivas de vida“, diz Wootton. “Aqueles mundos amados por escritores de ficção científica – onde dois sóis brilham em céus acima da vida alienígena, parecem muito mais prováveis ​​agora.”

“Enquanto ainda estamos longe de entender se estes sistemas são realmente capazes de sustentar a vida, o estudo poderá incentivar a observação de lugares onde estão a ocorrer”, disse Parker.

Isto não significa necessariamente que estivéssemos a procurar no lugar errado. Mas, à medida que aprendemos que pode ser possível que sistemas solares estáveis se desenvolvam em lugares muito diferentes dos nossos, é claro quão poucos dados temos.

Uma nova investigação poderia explorar ainda mais o que está a acontecer em torno destes sistemas e tentar descobrir o tipo de ambiente que pode ser lá encontrado.

ZAP //

Por ZAP
12 Março, 2019

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1594: NASA diz que podemos encontrar vida alienígena já nas próximas décadas

NASA

Uma equipa de cientistas da NASA adiantou que poderá ser possível encontrar vestígios da vida alienígena nas próximas décadas, alertando, contudo, que o contacto com estas formas de vida será feito através de evidências indirectas. 

Esta é um procura de décadas: os cientistas continuam a investigar para perceberem se estamos realmente sozinhos no Universo ou se a vida alienígena pode existir noutros planetas distantes – agora, e de acordo com um novo documento da agência espacial norte-americana (NASA), parece possível chegar a uma resposta mais cedo do que imaginávamos.

Em causa está o relatório Biosignature False Positives, elaborado por cientistas do  Instituto Goddard de Estudos Espaciais e do Centro de Voos Espaciais Goddard. O documento frisa ser possível encontrar vida extraterrestre nas próximas décadas, mas nota que este contacto não terá, por exemplo, um “extraterrestre a apertar-nos a mão”, como tantas vezes esta imagem foi sendo criada ao longos dos anos na ficção científica.

“Ao tentar detectar vida em planetas que orbitam outras estrelas, a observação directa da vida – focando uma única árvore numa floresta alienígena, ou ver um alienígena, ou ter o alienígena a apertar a nossa mão) é totalmente improvável”, pode ler-se.

“Contudo, nas próximas décadas poderá ser possível observar evidências indirectas desta vida recorrendo às chamadas bioassinaturas”, afirma o relatório. Tal como explicam os cientistas, entende-se por “bio-assinatura” “qualquer medição ou observação que exija uma origem biológica para explicar o que se mede ou observa”.

Partindo do exemplo da Terra, entende-se como bioassinaturas terrestres “fósseis de dinossauros, embalagens vazias e o oxigénio”, enumera o documento. Cada uma destas observações, adianta o mesmo relatório, fornece uma evidência indirecta, de valor variável, da presença de vida existente ou já extinta.

Os falsos positivos

No mesmo documento, os cientistas alertam ainda para a possibilidade de encontrar falsos positivos durante a procura, uma vez que alguns processos podem mascarar ou imitar as provas que os cientistas há anos procuram.

“Na procura por formas de vida, seja na parte mais antiga dos registos geológicos da Terra, seja em planetas do nosso Sistema Solar, como Marte, ou especialmente em planetas extras-solares, nós devemos inferir sobre a existência de vida a partir do seu impacto local ou global sobre o ambiente”.

E sustentam: “Estas bioassinaturas, frequentemente identificadas a partir da influência conhecida de organismos terrestres sobre a atmosfera e a superfície da Terra, podem ser diagnosticadas incorrectamente quando as aplicamos a mundos alienígenas. Os chamados falsos positivos podem ocorrer quando outro processo ou conjunto de processos mascara ou imita uma bio-assinatura”, observam os autores do relatório.

Recentemente, e a propósito da procura de vida alienígena, o chefe do departamento de Astronomia da Universidade de Harvard, Avi Loeb, especulou que o estranho Oumuamua, que actualmente viaja pelo nosso Sistema Solar, não fosse nem um cometa nem um asteróide, mas antes uma nave alienígena. O docente tem reiterado essa teoria.

ZAP // SputnikNews

Por ZAP
15 Fevereiro, 2019

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1482: Há uma nova ferramenta (online) para manter a vida alienígena debaixo de olho

SETI

Pela primeira vez, uma nova ferramenta na Internet permite acompanhar e actualizar todas as pesquisas de inteligência artificial não terrestre (SETI) realizadas pela comunidade científica desde 1960. 

Um pouco por todo o mundo, correm investigações que procuram vida alienígena e, por vezes, torna-se difícil acompanhar todos os avanços alcançados.

Foi com isto em mente que Jill Tarter, pioneira neste campo de investigação e co-fundadora do Instituto SETI (Search for Extraterrestrial Intelligence), lançou o Technosearch, uma nova ferramenta disponível na Internet que compila todas as pesquisas do SETI publicadas nas últimas seis décadas. A plataforma permite ainda que os utilizadores enviem as suas próprias investigações, mantendo o banco de dados actualizado.

“Comecei a guardar este arquivo de pesquisa quando era ainda estudante”, explica Tarter citada em comunicado. “Alguns dos artigos originais foram apresentados em conferências, ou aparecem em revistas obscuras que são de difícil acesso para os recém-chegados ao campo do SETI. Estou muito contente por termos agora uma ferramenta que pode ser utilizada por toda a comunidade e com uma metodologia para mantê-la actualizada”.

Tarter desenvolveu a Technosearch em colaboração com estagiários da Research Experience for Undergraduates (REU), estudantes de pós-graduação que trabalham com o professor Jason Wright da Universidade Estadual da Pensivânia, nos Estados Unidos, e Andrew Garcia, estudante da REU em 2018 no Instituto SETI.

A Technosearch rastreia informações, incluindo dados básicos de cada observação e os seus autores, data e objectos observados e a instalação a partir da qual foi realizada. As características do telescópio utilizado são definidas, o tempo dedicado a cada objecto e o respectivo link para o artigo de investigação publicado originalmente.

Actualmente, a Technosearch conta com mais de 100 pesquisas de rádio e 38 pesquisas ópticas, totalizado cerca de 140 investigações científicas diferenciadas. No futuro, a comunidade SETI deverá colaborar para manter a Technosearch actualizada e precisa.

Desde a primeira pesquisa SETI levada a cabo por Frank Drake em 1960, astrónomos e amadores em todo o mundo têm procurado e esperam encontrar evidências de vida, especialmente vida inteligente, além do planeta Terra. Um desafio constante para os apaixonados por este tipo de investigação tem sido acompanhar as dezenas de pesquisas que já foram realizadas – a Technosearch visa colmatar esse mesmo problema.

ZAP // EuropaPress / LiveScience

Por ZAP
16 Janeiro, 2019

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1432: NASA quer enviar “toupeira nuclear” para procurar vida extraterrestre na lua de Júpiter

JPL-Caltech / NASA
A superfície brilhante de Europa, lua de Júpiter

A NASA quer criar uma máquina de perfuração com um reactor nuclear para procurar indícios de vida extraterrestre no oceano sub-glacial de Europa, a misteriosa lua de Júpiter.

Europa, um dos quatro maiores satélites de Júpiter, é um mundo oceânico cujas águas estão escondidas sob uma camada de gelo de vários quilómetros. Os cientistas acreditam que o oceano de Europa seja um dos possíveis refúgios de vida extraterrestre.

Os astrónomos descobriram que este oceano troca gases e minerais com o gelo da superfície do satélite, onde há substâncias necessárias para a existência de micróbios.

Estas descobertas forçaram o Congresso dos EUA a expandir significativamente o possível escopo da próxima missão da NASA — a estação interplanetária Europa Clipper. Há dois anos, os parlamentares ofereceram-se para enviar não um, mas dois veículos para Europa, um dos quais submergirá e procurará indícios de vida directamente nas águas do satélite de Júpiter.

Alexander Pawlusik / NASA
Concepção artística da “toupeira nuclear”

“Não sabemos a espessura exacta da camada de gelo de Europa – estima-se que seja de dois a 30 quilómetros, e é um grande obstáculo para qualquer veículo”, explicou Andrew Dombard, investigador da Universidade de Illinois.

Dombard e os colegas estão a pensar na possibilidade de criar um aparelho leve e resistente que possa perfurar o gelo e atingir a borda superior do oceano de Europa. A proposta foi apresentada a 14 de Dezembro na reunião anual da American Geophysical Union.

Conforme os cálculos dos cientistas, esta instalação pode ser criada apenas se for equipada com um reactor nuclear ou uma fonte clássica de radio-isótopo de calor e energia semelhante à do rover Curiosity e da sonda New Horizons.

O calor gerado pelo reactor pode ser usado para acelerar a perfuração e recolher amostras de água oceânica de Europa. De acordo com Dombard, o dispositivo perfurará um túnel com 15 quilómetros e fará “excursões” nas águas da lua de Júpiter para procurar potenciais camadas e mantas de micróbios.

Mas há dois problemas apontados por geólogos: o alto nível de radiação de Europa, que está na fronteira entre o “escudo magnético” de Júpiter e do espaço exterior, e as dificuldades do funcionamento do sistema de comunicação.

Para comunicar com a Terra, a “toupeira nuclear” instalará um transmissor de rádio na superfície de Europa através de conexões com o uso de fibra óptica e diversos repetidores de sinal. Esta abordagem vai permitir que o módulo de pouso não apenas faça um mergulho directo na superfície oceânica, mas também escave vários túneis laterais.

Para já, esta é ainda uma hipótese teórica, mas a NASA considera que esta missão poderá ser enviada para Júpiter cerca de um ano após o lançamento da missão intergaláctica Europa Clipper, que acontecerá aproximadamente em 2023.

As autoridades dos EUA ainda não aprovaram a versão final do projecto, mas já alocaram fundos substanciais para o seu desenvolvimento – 172 milhões de euros.

ZAP // Live Science

Por ZAP
20 Dezembro, 2018

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1329: Os extraterrestres estão trancados nos seus próprios mundos (e é por isso que ainda não os encontramos)

NASA
Enceladus, a lua gelada de Saturno, esconde um oceano que pode “fermentar” vida alienígena

Um cientista britânico fez uma nova leitura do controverso Paradoxo de Fermi, sugerindo que ainda não foram detectados sinais de vida extraterrestre porque a maior parte desta vida alienígena está isolada do mundo exterior.

Se os extraterrestre existem, por que não os encontramos ainda? É com isto que o Paradoxo de Fermi se debate há anos.

Numa nova abordagem ao paradoxo e tentando responder à questão que há anos inquieta a comunidade científica, David Clements, cientista do London’s Imperial College, analisou a história da vida na Terra, as condições básicas para a existência de vida e a presença de planetas e luas potencialmente habitáveis no Sistema Solar.

“Concluímos que as condições para que haja vida – águas líquidas e fontes de energia – são, de facto, muito comuns no Sistema Solar, mas a maioria dos locais potencialmente habitáveis está abaixo das superfícies geladas das luas gigantes de gás”, escreveu o cientista no artigo agora divulgado.

“Se este caso se verificar em outros lugares da Galáxia, a vida [extraterrestre] pode ser realmente bastante mas, mesmo que a inteligência se desenvolva, acaba por ser essencialmente selada num ambiente infinito, incapaz de se comunicar com o exterior”.

Para Clements, há condições para se desenvolver vida alienígena inteligente no entanto, são estas mesmas condições a barreira que os impede de comunicar para o exterior. No fundo, estas formas de vida podem existem em “mundos isolados” – o que justificaria o silêncio ensurdecedor dos extraterrestres.

A título de exemplo, o cientista mencionou a Europa e a Enceladus, as luas geladas de Júpiter e Saturno, respectivamente. De acordo com a publicação, pode haver água – uma das condições básicas para a vida – sob estes satélites naturais. Teoricamente, estas luas podem alojar “ecossistemas muito maiores do que o que exista na Terra”, pode ler-se.

Um outro estudo, publicado no início do mês de Novembro na Nature Astronomy, dava já conta que Enceladus escondia um oceano e, apesar deste satélite ter menos 1% do tamanho da nossa Lua, tem um oceano com até 10% da quantidade que existe na Terra. Além disso, estudos químicos sobre os jactos de água que saem do pólo sul de Enceladus sugerem que o oceano quente e profundo desta lua pode mesmo ser uma “loja de doces” para a vida microbiana.

O cientista nota ainda que a vida na Terra parece ter emergido bastante rápido a partir do momento em que se reuniram as condições adequadas. Com isto, sugere o britânico, “pode surgir vida em qualquer lugar onde exista um ambiente compatível“.

Contudo, é ainda muito cedo para desistir da procura por vida alienígena. Em declarações à Newsweek, Clements afirma que, nos “próximos 10 a 20 anos” vão surgir várias missões e instalações de observação que “aumentarão significativamente a nossa capacidade de detectar vida noutro qualquer lugar”.

A Europa Clipper da NASA e o Telescópio Espacial James Webb (JWST) são missões que podem contribuir para detectar vida extraterrestre. Porém, importa frisar, nenhuma destas tecnologias vai encontrar vida directamente, mas antes esboçar uma imagem mais clara de mundos potencialmente habitáveis, quer no nosso Sistema Solar, quer fora dele. Encontrar vida extraterrestre directamente pode ser um pouco mais complicado – e demorado.

De qualquer das formas, o cientista acredita que toda a sua teoria está relacionada com o Paradoxo de Fermi, uma vez que “sabemos que as espécies que vivem na água podem evoluir até um alto nível de inteligência”, considerou. Por isso, conclui, escrutinar estes oceanos pode ajudar-nos não só a resolver o problema, como a questão de Fermi.

“Ficamos com a perspectiva assustadora de que a nossa galáxia pode estar repleta de vida, mas que qualquer inteligência no seu interior pode estar trancada sob barreiras impenetráveis de gelo, tornando-a incapaz de comunicar [com o exterior] e até mesmo compreender a existência do Universo lá fora”, rematou.

O artigo foi submetido para publicação no passado dia 15 de Outubro na revista Journal of the British Interplanetary, carecendo ainda da revisão de pares. Contudo, a publicação está disponível em pré-visualização no Arxiv.org.

O Paradoxo de Fermi

O Paradoxo de Fermi é utilizado para descrever as enormes discrepâncias entre as estimativas optimistas da probabilidade de existirem civilizações extraterrestres e a falta de evidências da existência dessas mesmas civilizações.

Se o Universo é um espaço vasto e cheio de planetas potencialmente habitáveis, então onde é que estão todos os alienígenas? – esta é a grande questão do paradoxo.

Diversas teorias tentaram já explicar a ausência de sinais de vida extraterrestre – desde a ideia de que podem estar a hibernar até às explosões de raios gama, passando pela ideia de que os extraterrestres já morreram ou estão submersos nos seus planetas aquáticos.

Até então, não foi encontrada nenhuma outra forma de vida no Universo. Foi este o facto que levou o astrofísico italiano Enrico Fermi a questionar em 1950 onde estariam todos os seres alienígenas. A teoria, conhecida como Paradoxo de Fermi, ainda não tem solução, afirmando-se cada vez mais como um mistério da Ciência.

SA, ZAP //

Por SA
24 Novembro, 2018

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1243: Nova e rápida forma de gelo pode estar a aniquilar os extraterrestres

durera_tojours / Flickr

Há uma nova forma de gelo. Conhecida como Gelo VII, esta forma exótica de água é muito veloz e pode estar a aniquilar a vida extraterrestre.

De acordo com uma nova pesquisa, publicada no início de Outubro na revista Physical Review Letters, o Gelo VII pode crescer a velocidades superiores a 1600 quilómetros por horas em condições atmosféricas encontradas em mundos com oceanos.

Tendo em conta a sua enorme velocidade de crescimento, os cientistas estimam que este tipo de gelo poderia, sob condições certas, congelar o vapor de água do mundo oceânico em apenas algumas horas.

As fases do gelo variam de acordo com a forma dos átomos dos seus cristais. Cada aumento no número de gelo ((I, II, II)) corresponde ao aumento na pressão necessária para formar esta fase.

O extraordinário Gelo VII ficou conhecido em Março, quando foi descoberto preso no interior de diamantes que se formavam a mais de 600 quilómetros abaixo da superfície terrestre – foi a primeira vez que este tipo de gelo foi observado fora de um laboratório.

Especialistas do Laboratório Nacional Lawrence Livermore (LLNL), nos Estados Unidos, demonstraram como é que a água se transforma em Gelo VII, processo conhecido como “nucleação”. Compreender este processo pode ajudar a explicar com esta fase exótica de gelo se forma em planetas oceânicos.

Durante as simulações, os físicos descobriram que o Gelo VII forma-se inicialmente em grupos de 100 moléculas antes mesmo de se começar a espalhar a alta velocidade.

Do Gelo VII à procura de novas formas de vida

A descoberta desta rara forma de gelo pode ainda ajudar a esclarecer uma questão que teima em prolongar-se – a vida extraterrestre. Supõe-se que este novo estudo possa ajudar os exobiólogos que procuram vida em planetas distantes que são cobertos por água, escreve o jornal Physics Central.

Embora a água seja a base necessária para a vida na concessão humana, em alguns casos extremos, os fenómenos astrofísicos podem levar a um cenário onde a maior parte dos oceanos de um planeta se convertem em Gelo VII, impedindo assim a formação de vida – e se a vida alienígena não se chega a formar, nunca poderá ser encontrada.

“A água nesses mundos oceânicos, que são bombardeados por outros corpos planetários, como meteoros ou cometas, sofre intensas mudanças pelas quais a vida não consegue sobreviver”, explicou Jonathan Belof, físico da LLNL.

“A onda de choque lançada por explosões desses eventos em escala planetária pode comprimir a água a uma pressão 10 mil vezes maior comparativamente com a superfície da Terra, fazendo que a água se transforme no Gelo VII”, concluiu o cientista.

Apesar de incrível, o Gelo VII pode estar a aniquilar qualquer forma de vida extraterrestre antes mesmo desta conseguir nascer. Boas notícias para a Física, más notícias para a Astrobiologia e para a caça à vida alienígena – assim é a Ciência.

ZAP // SputnikNews / LiveScience

Por ZAP
5 Novembro, 2018

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1151: Todas as missões da NASA deveriam procurar vida extraterrestre

NASA Ames/JPL-Caltech/T. Pyle

A procura por sinais de vida alienígena deve fazer parte de todas as missões futuras da NASA. A organização deve expandir o seu leque sobre possíveis sinais extraterrestres, de forma a conseguir identificá-los, aponta um novo estudo.

Assinado por 17 cientistas, o relatório foi patrocinado pela agência espacial norte-americana e desenvolvido pelas Academias Nacionais de Ciência, Engenharia e Medicina dos Estados Unidos, tendo sido apresentado no passado dia 10 de Outubro.

A publicação sublinha a importância da astrobiologia – a Ciência que estuda a origem, evolução, distribuição e o futuro da vida na Terra e em todo o Universo. De acordo com o signatários do estudo, todas as missões futuras da NASA deve ter em conta a astrobiologia em todo o processo, desde de a “concepção e conceptualização até ao planeamento e ao desenvolvimento” das próprias operações.

Nos últimos anos, tal como nota o Live Science, os astrofísicos têm detectado milhares de planetas potencialmente habitáveis para lá do Sistema Solar. Além disso, os biólogos têm também descoberto novas pistas sobre a complexidade e a diversidade da vida na Terra.

Por tudo isto, e tendo em conta que estas descobertas poderão ser aplicadas noutros mundos distantes do nosso, os cientistas defendem que todas as missões devem incorporar traços de organismos alienígenas.

A nossa visão do Universo está agora mais repleta de planetas do que nunca. Os 2300 exoplanetas descobertos e confirmados pela missão Kepler levaram os cientistas a acreditar que pelo menos seis de cada dez estrelas poderiam orbitar planetas semelhantes à Terra, considerou Alan Boss, um dos astrónomos participantes no estudo.

O enorme número de exoplanetas recém-descobertos oferece novas e interessantes oportunidades para encontrar bio-assinaturas (traços ou marcadores químicos que indiciam sinais de vida), notou Boss – e é exactamente isso que os cientistas devem procurar.

Astrobiologia, uma Ciência pluridisciplinar

Os cientistas sublinharam no relatório a pluralidade da Astrobiologia, área de estudo que abrange várias outras, como a Física, Química, Biologia, Astronomia e Ciência Planetária. Estas áreas, de forma individual e, ao mesmo tempo, partilhada, podem ajudar a resolver o enigma de como é que a vida pode emergir e evoluir noutros mundos diferentes da Terra.

Os avanços recentes, especialmente nos últimos três anos, exigem uma nova estratégia, que fortaleça o papel da Astrobiologia nas missões da NASA, nota a publicação.

Os especialistas recomendam ainda que a NASA acelere no desenvolvimento de novas tecnologias para detectar organismos microscópicos, notando a falta de um único “instrumento pronto a voar“, que seja capaz de viajar para um mundo distante, medindo e detectando os seus elementos, minerais e matéria orgânica.

O relatório sugere ainda que os sistemas de imagem directa que suprimem a luz das estrelas devem ser usados fora do nosso Sistema Solar, de forma a melhorar a identificação de bio-assinaturas oriundas de planetas que orbitam estas estrelas – estes ambientes com luz suprimida seria mais amigáveis para os extraterrestres-

Além disso, acrescentam, a NASA deve ainda apostar em missões sob a superfície dos exoplanetas – sejam estes mundos rochosos, gelados ou oceânicos – para encontrar vida alienígena subterrânea.

Sinteticamente, os cientistas reiteram que é necessário refinar a procura e os métodos utilizados para encontrar os nossos vizinhos extraterrestres – estejam estes no nosso Sistema Solar ou a anos-luz de distância. É imperativo procurar mais e melhor.

Por ZAP
16 Outubro, 2018

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