2505: Os extraterrestres podem brilhar no escuro (e é assim que os podemos encontrar)

CIÊNCIA

KELLEPICS / pixabay

Formas de vida extraterrestre podem brilhar em vermelho, azul e verde para se protegerem de explosões estelares de radiação ultravioleta. E essa luz brilhante pode ser a chave para os encontrarmos.

A maioria dos exoplanetas potencialmente habitáveis que conhecemos orbitam anãs vermelhas – o tipo mais comum de estrela na nossa galáxia e as menores estrelas do universo. Anãs vermelhas, como Proxima Centauri ou TRAPPIST-1, estão na vanguarda da busca pela vida.

Mas se a vida extraterrestre existe nesses planetas, têm um grande problema. Anãs vermelhas geralmente inflamam, ou emitem uma explosão de radiação UV que pode prejudicar a vida nos planetas em redor dela.

“Muitos dos planetas potencialmente próximos e habitáveis que estamos a começar a encontrar provavelmente são mundos de alta radiação ultravioleta“, disse o principal autor do estudo, Jack O’Malley-James, investigador associado do Centro Cornell de Astrofísica e Ciência Planetária. “Estávamos a tentar pensar em maneiras com as quais a vida poderia lidar com os altos níveis de radiação UV que esperamos em planetas que orbitam estrelas anãs vermelhas”.

Organismos no nosso próprio planeta protegem-se da radiação UV de várias maneiras: vier no subsolo, viver debaixo de água ou usar pigmentos que os protegem o sol. Mas há uma maneira com a qual a vida na Terra lida com a radiação ultravioleta que também tornaria a vida extraterrestre mais fácil de detectar – a biofluorescência.

Certos corais no nosso planeta protegem-se dos raios UV do sol brilhando. As suas células geralmente contêm uma proteína ou pigmento que, uma vez exposta à luz ultravioleta, pode absorver parte da energia de cada fotão, fazendo com que se desloque para um comprimento de onda mais longo e seguro. Por exemplo, alguns corais podem converter luz UV invisível em luz verde visível.

O’Malley-James e a sua equipa analisaram a fluorescência produzida por pigmentos de coral e proteínas e usaram-na para modelar os tipos de luz que poderiam ser emitidos pela vida em planetas em órbita vermelha. Descobriu-se que um planeta sem nuvens e coberto de criaturas fluorescentes poderia produzir uma mudança temporária no brilho que é potencialmente detectável.

Além disso, como as anãs vermelhas não são tão brilhantes como o nosso sol, não mascaram essas marcas biológicas.

Mas “para termos uma hipótese de detectar a biofluorescência num planeta, uma grande parte do planeta teria de estar coberta por quaisquer criaturas fluorescentes“, disse O’Malley-James. Além disso, ainda não temos telescópios suficientemente fortes para detectar um planeta onde cada centímetro da sua superfície esteja coberto por criaturas brilhantes.

Mas a próxima geração de telescópios, como o European Extremely Large Telescope, pode detectar esses vislumbres da vida. Mesmo com esses telescópios os exoplanetas seriam apenas leves aberturas de luz, mas os instrumentos poderiam descodificar a quantidade de luz vermelha, verde ou infravermelha emitida. Se organismos extraterrestres brilharem verdes, por exemplo, a quantidade de luz verde durante um surto aumentaria. Ainda assim, o brilho precisaria ser “muito brilhante” para detectá-lo.

“Não vemos fluorescência tão forte na Terra porque não temos níveis tão altos de UV na superfície.” O novo estudo, publicado este mês na revista especializada Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, também supõe que a vida em planetas que orbitam anãs vermelhas teria desenvolvido uma fluorescência muito brilhante ao longo de milhões de anos.

Um possível próximo passo seria expor a vida biofluorescente na Terra à luz UV em laboratório e ver se esse tipo de evolução ocorre em pequena escala. Se acontecer, as próximas gerações de organismos irão brilhar mais intensamente. “Um próximo passo a longo prazo seria começar a procurar a biofluorescência noutros mundos.”

Se um dia pudermos viajar para um desses planetas brilhantes, seria “muito interessante de ver”, disse. Pairando numa nave espacial, veríamos o que parecia ser “uma aurora boreal super-carregada a cobrir a superfície do planeta”.

ZAP //

Por ZAP
24 Agosto, 2019

 

2246: Investigação redefine linha temporal da vida em Marte

Pequenos grãos de zircão ígneo dentro deste fragmento rochoso foram fracturados pelo lançamento a partir de Marte, mas permaneceram inalterados por mais de 4,4 mil milhões de anos.
Crédito: Western’s Zircon and Accessory Phase Laboratory

Investigadores canadianos, liderando uma equipa internacional, mostraram que a primeira “chance real” de Marte ter desenvolvido vida começou cedo, há 4,48 mil milhões de anos, quando meteoritos gigantescos e inibidores da vida pararam de atingir o Planeta Vermelho. As descobertas não esclarecem apenas as possibilidades para o vizinho mais próximo da Terra, mas também podem redefinir a linha temporal da vida no nosso próprio planeta.

O estudo foi publicado na passada segunda-feira na revista Nature Geoscience.

Os investigadores da Universidade Western sugerem que as condições em que a vida pode ter prosperado podem ter ocorrido em Marte há 3,5-4,2 mil milhões de anos atrás. Isto antecede as primeiras evidências de vida na Terra até 500 milhões de anos.

“Os impactos de meteoritos gigantescos em Marte podem, na verdade, ter acelerado a libertação das primeiras águas do interior do planeta, preparando o cenário para reacções de formação da vida,” disse Desmond Moser, cientista da Universidade Western.

O professor de Geografia e Ciências da Terra explicou que é sabido que o número e os tamanhos dos impactos de meteoritos em Marte e na Terra diminuíram gradualmente após a formação dos planetas. Eventualmente, os impactos tornaram-se pequenos e pouco frequentes para que as condições próximas da superfície pudessem permitir que a vida se desenvolvesse. No entanto, há muito que é debatido quando este bombardeamento pesado de meteoritos teve lugar.

Foi proposta uma fase “tardia” de bombardeamento pesado em ambos os planetas que terminou há cerca de 3,8 mil milhões de anos.

Para o estudo, Moser e a sua equipa analisaram os grãos minerais mais antigos e conhecidos de meteoritos que se pensa terem tido origem nas terras altas do sul de Marte. Estes grãos antigos, observados até níveis atómicos, estão quase inalterados desde que cristalizaram perto da superfície de Marte.

Em comparação, a análise das áreas impactadas na Terra e na Lua mostra que mais de 80% dos grãos estudados contêm características associadas a impactos, como a exposição a pressões e temperaturas intensas.

Os resultados sugerem que o bombardeamento pesado de Marte terminou antes da formação dos minerais analisados, o que significa que a superfície marciana teria ficado habitável quando a água se tornou abundante. A água também estava presente na Terra durante esta época – de modo que é plausível que o relógio biológico do Sistema Solar tenha começado muito antes da data aceite anteriormente.

Astronomia On-line
28 de Junho de 2019

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2240: O oceano subterrâneo de Encélado é um “banquete” para a vida extraterrestre

NASA / JPL-Caltech
Encélado é o sexto maior satélite natural de Saturno

Uma equipa de cientistas da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, acaba de descobrir que o oceano subterrâneo de Encélado – o sexto maior satélite natural de Saturno – tem mais capacidade para abrigar múltiplas formas de vida do que se imaginava até então.

O anúncio foi feito por Lucas Fifer, David Catling e Jonathan Toner, os cientistas que conduziram a nova investigação, durante a AbSciCon 2019, evento anual organizado pela American Geological Union, na capital norte-americana, que reúne uma série de conferências sobre Astrobiologia.

Desde que a missão Cassini a visitou pela primeira vez em meados de 2004, Encélado não pára de surpreender. Umas das maiores descobertas foi um conjunto de géiseres de vapor de água em torno do seu pólo sul, que revelaram a presença de um grande oceano subterrâneo. Desde então, foram realizadas dezenas de investigações para tentar perceber se nas profundezas deste mar extraterrestre, pode ter surgido vida.

O trabalho de Fifer e dos seus colegas é um dos mais recentes e mostra que as concentrações de dióxido de carbono, hidrogénio e metano no oceano interno desta lua são muito mais altas do que eu pensava, e que o pH das suas águas é surpreendentemente semelhantes ao que é registado nas águas da Terra.

“Estes altos níveis de dióxido de carbono também implicam um nível de pH mais baixo e mais semelhante ao da Terra  no oceano de Encélado do que estudos anteriores tinham demonstrado. É um bom presságio para a vida também “, disse Fifer.

“Embora existam excepções, a maior parte da vida na Terra funciona melhor ao consumir água com um pH quase neutro, então condições similares em Encélado podem ser encorajadoras (…) [Estes compostos] tornam também muito mais fácil comparar este estranho mundo oceânico a um ambiente que nos é mais familiar”.

Estas condições são ideais para suportar múltiplas formas de vida bacteriana. Tal como observa o diário espanhol ABC, onde há comida, (pode) haver vida. E este mar subterrâneo revelou ser um banquete para estas formas de vida tão procurada.

Para o mesmo apontou Fifer: “Noutras palavras, e tendo em conta que há tanto almoço grátis disponível, qual é a maior quantidade que a vida poderia estar a comer para deixar para trás a quantidade [de compostos] que vemos? Quanta vida suportaria? ”.

ZAP //

Por ZAP
27 Junho, 2019

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2190: Sal de mesa descoberto numa Lua de Júpiter aumenta esperanças de vida alienígena

CIÊNCIA

JPL-Caltech / NASA
A superfície brilhante de Europa, a misteriosa lua de Júpiter

A descoberta dos compostos de sal de mesa na Europa, uma das luas de Júpiter, pode abrir a possibilidade de que haja lá vida alienígena ou que este seja um lugar habitável no futuro.

Acredita-se que Europa, uma lua congelada em torno de Júpiter, seja um dos mundos mais habitáveis do sistema solar. Foi primeiro avistado em detalhe pela sonda Voyager 1 em 1979, revelando uma superfície quase desprovida de grandes crateras.

Este satélite é principalmente feito de silicato e, segundo o Tech Explorist, tem uma crosta de gelo e provavelmente um núcleo de ferro e níquel. A sua atmosfera é composta maioritariamente por oxigénio e, por debaixo do gelo, água salgada. No entanto, as observações não permitiram saber ao certo como é a água salgada desta Lua.

Agora, um novo estudo, publicado esta quarta-feira na revista Science Advances, mostra que pode ser cloreto de sódio, conhecido como sal de mesa. Isto tem implicações importantes para a potencial existência de vida nas profundezas ocultas da Europa.

Os cientistas acreditam que a circulação hidrotermal no oceano, possivelmente impulsionada por fontes hidrotermais, pode naturalmente enriquecer o oceano em cloreto de sódio, através de reacções químicas entre o oceano e a rocha. Na Terra, acredita-se que as fontes hidrotermais sejam uma fonte de vida, como as bactérias.

De acordo com o The Conversation, descobriu-se que as plumas que emanam do pólo sul da lua de Saturno Enceladus, que tem um oceano semelhante, contêm cloreto de sódio, tornando tanto Europa quanto Enceladus alvos ainda mais atraentes para exploração.

Se olharmos para o espectro da luz reflectida da superfície, podemos inferir quais as substâncias que lá estão. Isto mostra evidências de gelo. A questão pertinente dos cientistas é se essas substâncias vêm do interior da Europa.

Para produzir ácido sulfúrico em água gelada, é necessário uma fonte de enxofre e energia para impulsionar a reacção química. Parte disso pode vir de dentro da lua na forma de sais de sulfato, alguns dos quais podem ser libertados por meteoritos, mas a explicação mais plausível é que vem da sua lua vulcânica, Io.

A equipa responsável por este novo estudo argumentou que o lado da Europa ao longo da sua órbita, o principal hemisfério, que é protegido do bombardeamento de enxofre, pode ser o melhor lugar para procurar evidências de quais sais realmente existem dentro da lua.

Os investigadores usaram o poderoso Telescópio Espacial Hubble e descobriram evidências de cloreto de sódio. Embora já houvessem suspeitas de sais na Europa, os dados mais recentes do Hubble permitiram que os cientistas o reduzissem a uma região chamada de terreno do caos. Isto significa que eles provavelmente virão do interior da Europa.

A vida como a conhecemos precisa de água líquida e energia. O facto da Europa ter um oceano líquido diz-nos que há água líquida e uma fonte de energia para impedir que ela congele. Mas a composição química do oceano também é crucial. Salmoura, “água salgada”, tem um ponto de congelamento menor do que a água pura, o que significa que torna a água mais habitável.

O sal, especificamente os iões de sódio no sal de mesa, é também crucial para toda uma gama de processos metabólicos na vida vegetal e animal. Em contraste, alguns outros sais, como os sulfatos, podem inibir a vida se presentes em grandes quantidades.

Os cientistas estavam ansiosos para puderem apontar que podem estar a ver apenas a ponto do icebergue de uma complicada cadeia de processos sub-superficiais. Mas, para aqueles que esperam que haja vida na Europa, a descoberta do cloreto de sódio é uma excelente notícia.

ZAP //

Por ZAP
18 Junho, 2019

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2177: As luas fora do Sistema Solar podem esconder vida extraterrestre

CIÊNCIA

ESO/M. Kornmesser

As luas que orbitam planetas fora do Sistema Solar (exoluas) podem abrigar vida extraterrestre, segundo sustentam astrofísicos numa nova investigação.

Os planetas para lá do Sistema Solar são já mais de 4000, mas apenas uma pequena fatia destes mundos está na chamada zona habitável, isto é, tem condições para abrigar vida.

No entanto, e contrariando as baixas possibilidades de habitabilidade, alguns exoplanetas podem ter os seus próprios satélites (exoluas) com água no estado líquido. Partindo deste pressuposto, os cientistas defendem que as exoluas devem ser tidas em conta quando se procura por vida extraterrestre.

“Estas luas podem ser aquecidas no seu interior pela atracção gravitacional do planeta que orbitam. Por isso, podem conter água líquida mesmo estando fora da zona habitável, onde encontramos planetas semelhantes à Terra”, explicou Phil Sutton, cientista da Universidade de Lincoln, no Reino Unido.

Caso os cientistas consigam detectar as exoluas, estes satélites podem ser a chave para a tão procurada vida extraterrestre. “Acredito que, se pudermos encontrá-las, as luas oferecem um caminho mais promissor para encontrar vida extraterrestre”, frisou.

Devido ao seu tamanho e à distância a que se encontram da Terra, as exoluas são extremamente difíceis de encontrar. Por isso, explicou Sutton, os cientistas terão que debruçar o seu trabalho de localização através do efeito que produzem nos objectos à sua volta, como é o caso dos anéis planetários.

Para a nova investigação foram utilizadas simulações computorizadas para modelar os anéis em torno do exoplaneta J1407b, que são 200 vezes maiores do que os de Saturno. Sutton quis perceber se o espaço entre as luas era o resultado da acção das luas.

O estudo apontou que, apesar de as luas influenciarem a dispersão de partículas ao longo da borda do anel neste exoplaneta, é improvável que as lacunas tenham sido causadas por forças gravitacionais de uma lua desconhecida.

Apesar dos resultados inconclusivos, pesquisas publicadas anteriormente sugerem que existem muitas lacunas no maciço “disco formador da lua” do exoplaneta J1407b, que podem ser explicadas pelas exoluas.

A investigação, que será publicado na revista científica Monthly Notices da Astronomical Society, está disponível para visualização no arquivo de pré-publicação arXiv.

ZAP // SputnikNews

Por ZAP
15 Junho, 2019

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2116: A vida extraterrestre pode ter “cara” de massa

CIÊNCIA

Bruce W. Fouke
Micróbios fontes termais de Yellowstone criam formações rochosas semelhantes a fettuccini ou capellini.

Uma equipa de cientistas da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, acredita que os seres extraterrestres podem assemelhar-se à forma da massa comum, estando longe das pequenas criaturas verdes que a ficção foi criando.

Para chegar a esta conclusão, os cientistas analisaram as águas geotermais ricas em minerais do Parque Nacional de Yellowstone, nos Estados Unidos, e descobriram que os micróbios que proliferam nestes ambientes assemelham-se à massa comum, como o fettuccini ou capellini, revela o novo estudo financiado pela NASA e cujos resultados foram no fim do mês de Abril publicados na revista científica Astrobiology.

O autor do estudo, Bruce Fouke, da Universidade de Illinois, acredita que estas formações em forma de massa podem ser as primeiras pistas para encontrar vida noutros planetas para lá da Terra. Podem ser uma evidência crucial para rastrear estes seres.

“Se formos a um outro planeta com um rover, adoraríamos ver micróbio vivos ou pequenas mulheres e homens verdes em naves espaciais. Mas a verdade é que estaremos a procurar por uma vida que, provavelmente, está a crescer numa primavera quente, [será] uma vida que foi fossilizada”, explicou o especialista citado pelo Live Science.

Partindo do “laboratório” natural de Yellowstone, Fouke explicou que os minerais precipitam fora da água, criando formações compostas por carbonato de cálcio, que são normalmente conhecidas como travertino. No entanto, frisou o cientista, estas formações não são moldadas no vácuo, sendo antes construídas por micróbios.

As águas aquecidas do Parque Nacional de Yellowstone, que chegam a atingir uma temperatura entre 65 e 72 graus Celsius e um pH baixo entre 6,2 e 6,8, ou seja, a água é mais ácida do que básica, são o ponto central do estudo. A análise da água concluiu que 98% dos microrganismos encontrados são Sulfurihydrogenibium yellowstonense.

Os cientistas recolheram amostras de fileiras de micróbios filamentosos que se desenvolvem nestas águas. Estas formações parecem-se com massa e cada fileira consiste em três biliões de células interligadas entre si.

Em águas paradas, contudo, os micróbios comportam-se de outra forma, criando rastos de mucosas soltas. Estes organismos evoluíram há 2,5 mil milhões de anos, quando não havia ainda oxigénio na atmosfera da Terra.

De acordo com os cientistas, os seus vestígios de vida devem parecer-se com pegadas longas e fossilizadas na superfície das rochas. E, por isso, estas formações podem vir a servir como pista para identificar vida extraterrestre passada.

A equipa acredita que estes seres de Yellowstone possam ser muito semelhantes a qualquer outra forma de vida para lá da Terra. “Quando tivermos uma pedra de travertino que se assemelhe a fettuccini, e se essa rocha é recolhida e analisada em Marte, então teremos o conjunto completo destas análises extremamente avançadas em micróbios”, rematou o autor do estudo.

ZAP //

Por ZAP
5 Junho, 2019



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1978: Cientista afirma que há vida em Marte (e outros mundos onde pode florescer vida alienígena)

CIÊNCIA

(PD/CC0) GooKingSword / pixabay

Alguns astro-biólogos teorizam que, no passado, Marte tinha um ambiente ainda mais adequado para a vida do que a versão mais jovem na Terra. Alicerçado nesta teoria, Michael Finney acredita que o Planeta Vermelho pode ainda alojar vida.

No entender de Finney, co-fundador da The Genome Partnership, uma organização sem fins lucrativos que organiza as conferências Advances in Genome Biology and Technology, partindo do princípio que já houve vida em Marte, este pressuposto sugere que algumas formas de vida ainda lá estão – mesmo que escondidas sob a superfície do planeta.

“Se havia vida em Marte, esta pode ter-se movido, pode ter-se escondido um pouco, mas provavelmente ainda está lá“, afirmou o cientistas no fim do mês numa conferência na Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos.

“Há quatro mil milhões de anos, a superfície marciana era um mundo mais húmido, abundante em rios, lagos e vastos oceanos. No entanto, Marte deixou de ser habitável à medida que perdeu o seu campo magnético global, abrindo caminho para que partículas nocivas oriundas do Sol atingissem a atmosfera do planeta”, sustentou.

O processo que transformou Marte no planeta seco e frio que conhecemos hoje foi observado e registado pela agência espacial norte-americana. Apesar de não haver água corrente na sua superfície, a água pode realmente existir no subsolo marciano, de acordo com dados recolhidos pela NASA.

Alguns astro-biólogos afirmam que Marte foi um berço mais propício à vida do que a Terra nos seus primórdios, numa hipótese científica cada vez mais consensual de que a vida foi trazida para a Terra por meteoritos compostos por rochas marcianas.

Estudos recentes não encontraram evidências de vida no ar marciano, mas a NASA observou, há uns meses, alguns indícios estranhos: o rover Curiosity descobriu sinais de metano numa cratera. A sonda, que estuda a cratera de Gale desde 2012, estabeleceu que a concentração desta substância na atmosfera da cratera tem períodos sazonais.

O metano é um composto orgânico gerado, na Terra, por fontes que incluem micróbios e outros organismos semelhantes. Assim, segundo esta teoria, pode ainda existir vida em Marte. Contudo, podem existir outras explicações para a presença deste composto, como processos abióticos devido à reacção da água quente com rochas específicas.

Ainda assim, mesmo que o metano de Marte seja de origem orgânica, as criaturas que o geraram podem estar mortas há muito tempo. Ou seja, evidências de metano em Marte, ou noutro qualquer mundo, não são prova directa da existência de vida alienígena.

Contudo, Michael Finney, não perde a esperança: “Se Marte teve vida há 4 mil milhões de anos, Marte ainda tem vida. Nada aconteceu em Marte que tivesse destruído a vida”.

Outros mundos onde pode florescer vida alienígena

Apesar de todas as potencialidade de Marte, o Planeta Vermelho não é o único mundo no Sistema Solar que pode abrigar vida, tal como observa o portal Space.com.

Na verdade, a maioria dos astro-biólogos colocaria sem hesitar Marte na lista dos locais onde pode florescer vida alienígena, mas só depois da lua de Júpiter, Europa, e dos satélites naturais de Saturno, Enceladus e Titã.

Europa e Enceladus abrigam oceanos profundos de água salgada líquida sob suas conchas geladas. No caso de Titã, os cientistas acreditam ainda que o satélite tenha um oceano de água subterrânea, tendo também lagos e mares de hidrocarbonetos líquidos na superfície. Ambas as luas estão sob o olhar atento da NASA, que vai levar a cabo vários projectos de exploração, como o NASA New Frontiers, que deverá arrancar em 2025.

Até o infernal Vénus pode ainda ter alguns redutos habitáveis, segundo as projecções dos cientistas. À semelhança de Marte, também Vénus já teve água superficial abundante, mas um efeito estufa descontrolado deixou o planeta a “arder” com temperaturas superficiais altas o suficiente para derreter chumbo.

Penny Boston, directora do Instituto de Astrobiologia da NASA no Ames Research Center, na Califórnia, disse acreditar que as possibilidade de vida em Vénus são baixas por causa do “desaguamento” do planeta. Ainda assim, defende, a existência de vida alienígena na nuvem de Vénus “precisa, definitivamente, de ser interrogada“.

ZAP // SputnikNews

Por ZAP
14 Maio, 2019


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1737: Os extraterrestres podem estar a usar buracos negros para viajar pela Via Láctea sem serem vistos

ESO/WFI, MPIfR/ESO/APEX/A. Weiss et al., NASA/CXC/CfA/R. Kraft et al.

Um astrónomo da Universidade de Columbia tem um novo palpite sobre a forma como as civilizações alienígenas conseguirão viajar pela Via Láctea sem serem vistos.

De acordo com a hipótese de David Kipping, os extraterrestres disparam lasers contra buracos negros binários – ou buracos negros gémeos. Esta ideia é uma melhoria futurista de uma técnica que a NASA utiliza há várias décadas.

Actualmente, as naves espaciais já navegam no nosso sistema solar usando poços de gravidade como “balas”. A própria nave espacial entra em órbita em redor de um planeta, lança-se o mais próximo possível desse planeta ou lua para apanhar a velocidade e usa a energia adicional para viajar ainda mais rápido em direcção ao seu próximo destino.

Os mesmos princípios básicos operam nos poços profundos da gravidade em torno dos buracos negros, que não só dobram os caminhos dos objectos sólidos, mas também a própria luz.

Se um fotão, ou uma partícula de luz, entrar numa determinada região na vizinhança de um buraco negro, fará um circuito parcial ao redor do buraco negro e será lançado exactamente na mesma direcção. Os físicos chamam a estas regiões de “espelhos gravitacionais” e os fotões de “fotões boomerang“.

Fotões boomerang já se movem à velocidade da luz, de modo que não captam a velocidade das suas viagens em redor de buracos negros. Mas captam energia. A energia assume a forma de maior comprimento de onda da luz e os “pacotes” de fotões individuais carregam mais energia do que quando entraram no espelho.

No artigo publicado no arXiv a 11 de Março, o astrónomo da Columbia propôs que uma espaço-nave interestelar poderia disparar um laser no espelho gravitacional de um buraco negro em rápido movimento num sistema binário de buraco negro. Quando os recém-energizados fotões do laser voltassem, puderam reabsorvê-los e converter toda a energia extra em impulso – antes de disparar novamente os fotões no espelho.

Este sistema, que Kipping denominou de halo drive, tem uma grande vantagem sobre os mais tradicionais: não requer uma enorme fonte de combustível. As propostas actuais de velas de sinalização exigem mais energia para acelerar a nave espacial para velocidades “relativistas” (significando uma fracção significativa da velocidade da luz) do que a humanidade produziu em toda a sua história. Com o halo drive, toda a energia poderia ser minada de um buraco negro, em vez de ser gerada a partir de uma fonte de combustível.

Halo drives teriam limites: num certo ponto a nave estaria a mover-se tão rapidamente para longe dos buracos negros que não absorveria luz suficiente para adicionar velocidade adicional.

É possível resolver este problema movendo o laser da nave para um planeta próximo e, apontando o laser, para que emerja da gravidade do buraco negro para acertar a nave. Mas sem reabsorver a luz do laser, o planeta teria de queimar combustível para gerar novos feixes constantemente e acabaria diminuindo.

Uma civilização pode estar a usar um sistema como este para navegar na Via Láctea agora mesmo, segundo Kipping. Se assim for, essa civilização pode estar a minar tanto os buracos negros que estaria a mexer com as suas órbitas – poderíamos detectar os sinais da civilização alienígena a partir das órbitas excêntricas de buracos negros binários.

ZAP // Live Science

Por ZAP
19 Março, 2019

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1718: A radiação de Hawking pode ser a chave para encontrar vida alienígena

ESA/Hubble, ESO, M. Kornmesse

O Universo é assustadoramente antigo e vasto ao ponto de vários cientistas  considerarem a possibilidade de existirem civilizações alienígenas avançadas. Até ao momento, estes seres não foram encontrados, mas o problema pode estar no método de detecção – e um matemático acaba de propor uma nova forma de rastreamento, recorrendo à hipotética radiação de Stephen Hawking.

Louis Crane, matemático da Universidade Estadual no Kansas, no Estados Unidos, é o “cérebro” do novo método que propõe rastrear a radiação de Hawking que emana dos buracos negros para procurar naves estelares de civilizações avançadas distantes.

“Uma civilização avançada iria querer aproveitar um buraco negro microscópico porque poderia atirar-se na matéria e obter energia”, sustentou Crane ao Universe Today. “Seria a melhor fonte de energia. Em particular, poderia impulsionar uma nave espacial grande o suficiente para ser protegida de velocidades relativistas”, sustentou.

Em 2009, Crane foi co-autor de um estudo que versava sobre a viabilidade de recorrer à radiação de buracos negros do físico britânico como fonte de energia para impulsionar naves espaciais, algo até agora inacessível à Humanidade.

Agora, no seu novo estudo, cujos resultados foram esta semana publicados no arXiv, o matemático argumenta que estas naves alienígenas, que seriam interceptadas por telescópios de raios gama de alta energia, manifestariam-se como pequenos pontos que seriam mais quentes de que qualquer outro objeto natural. Estes pontos emitiriam também uma enorme quantidade de partículas e raios gama como subproduto do buraco negro.

Segundo Crane, o cone da radiação gama apareceria em tons de vermelho durante a primeira metade da viagem de uma nave, passado depois para azul na sua segunda fase, quando começasse a desacelerar. O matemático nota que a detecção das naves estaria no limiar mais baixo do que é observável, frisando que há muitos factores desconhecidos.

“Se alguma civilização avançada tivesse já estas naves estelares, os actuais telescópios de raios gama VHE poderiam detectá-los de 100 a 1000 anos-luz se estivéssemos no seu feixes. [Os pontos] poderiam ser distinguidos das fontes naturais através dos seus constantes redshift durante um determinado período de anos”, afirmou.

Para investigar, remata, os cientistas “precisariam de fazer séries temporais de curvas de frequência das fontes de raios gama. Algo que não parecem estar a fazer actualmente”.

Dificuldades da radiação de Hawking

Assinado por Crane e Shawn Westmoreland, o artigo de 2009, também publicado no arXiv,  sugeria que um buraco negro com um raio de 2,8 metros e uma vida útil de cerca de um século, poderia produzir 15 petawatts de potência, sendo, por isso, talhado para alimentar naves e acelerá-las a velocidades próximas à da luz.

Uma das grandes dificuldades seria direccionar eficientemente a radiação de Hawking emitida pelo buraco negro. Por isso, os cientistas sugeriram que fosse bombardeado um reflector parabólico com radiação para impulsionar a nave.

Apesar da teorização de Crane e Westmoreland, os cientistas reconheceram que a Humanidade não dispõe ainda de materiais e tecnologias necessárias para a construção de uma nave deste tipo. Contudo, uma civilização alienígena avançada pode ter já conseguido atingir este feito – a procura continua.

Traçada por Hawking em 1974, acredita-se que esta radiação represente a transmissão da energia térmica no Espaço que é emitida por buracos negros devido a efeitos quânticos. A descoberta do britânico foi o primeiro vislumbre convincente sobre a gravidade quântica. Até então, a existência desta radiação continua controversa, permanecendo no campo do hipotético, tal como os seres alienígenas.

SA, ZAP //

Por SA
15 Março, 2019

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1699: Os extraterrestres podem estar escondidos em estrelas “abraçadas”

NASA / ESA / Z. Levay (STScI)

A vida alienígena pode ser encontrada em sistemas solares nos quais as estrelas estejam comprimidas umas contra as outras, sugere um novo estudo.

O início da vida dos sistemas planetários pode ser difícil e dramático: os planetas jovens orbitam em torno dos sóis que são encontrados em aglomerados de estrelas que frequentemente colidem uns com os outros violentamente. Pensa-se que estes momentos dramáticos serão difíceis para a vida, uma vez que são agressivos e violentos.

Isto significa que as investigações se concentraram nos planetas e na vida potencial em torno das estrelas que são semelhantes às nossas, já que temos sido tendenciosos ao presumir que qualquer outro sistema solar que tenha alienígenas dentro dele seja parecido com o nosso. Praticamente, nenhum destes “gémeos solares” – estrelas que se parecem com as nossas – foram encontrados.

Mas um novo estudo da Universidade de Sheffield, escreve o The Independent, sugere que este período de dificuldade pode ser positivo pelo menos de uma maneira. Aqueles momentos difíceis em que estrelas se formam em binárias podem aumentar as probabilidades de permitir que os planeta tenham a temperatura certa, estando na zona habitável onde a água líquida pode existir e a vida pode florescer.

Quando encontram uma terceira estrela, um par binário de estrelas pode ser unido. Isto, por sua vez, poderia expandir a zona habitável, tornando a vida ainda mais possível.

A zona habitável é, por vezes, conhecida como a zona de Goldliocks: é a distância das estrelas onde a temperatura não é muito quente nem muito fria. Essas condições perfeitas são consideradas necessárias para a vida, já que a água poderá ser encontrada e as moléculas complexas que se podem transformar em vida podem formar-se.

Cerca de um terço dos sistemas estelares da nossa galáxia são compostos por estes pares binários e a probabilidade de serem maiores é quando as estrelas são jovens. Em tais sistemas, quando as estrelas estão suficientemente longe, a zona de Goldliocks é fixada pela radiação que sai da estrela individual.

Se as estrelas estiverem suficientemente próximas, o tamanho aumenta, porque as estrelas sentem o calor umas das outras e o planeta está mais propenso a estar no lugar certo, escrevem Bethany Wootton e Richard Parker, que publicaram o seu estudo na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.

Num típico “berçário estelar”, onde haveria 350 ou mais binários, cerca de 20 seriam espremidos de tal forma a expandir a sua zona de Goldilocks – e, com ela, a probabilidade de vida alienígena. Em alguns casos, essas zonas habitáveis ​​até se sobrepõem, o que tornaria as probabilidade de vida ainda maiores.

“O modelo sugere que existem mais sistemas binários em que os planetas se encontram nas zonas de Goldilocks do que pensávamos, aumentando as perspectivas de vida“, diz Wootton. “Aqueles mundos amados por escritores de ficção científica – onde dois sóis brilham em céus acima da vida alienígena, parecem muito mais prováveis ​​agora.”

“Enquanto ainda estamos longe de entender se estes sistemas são realmente capazes de sustentar a vida, o estudo poderá incentivar a observação de lugares onde estão a ocorrer”, disse Parker.

Isto não significa necessariamente que estivéssemos a procurar no lugar errado. Mas, à medida que aprendemos que pode ser possível que sistemas solares estáveis se desenvolvam em lugares muito diferentes dos nossos, é claro quão poucos dados temos.

Uma nova investigação poderia explorar ainda mais o que está a acontecer em torno destes sistemas e tentar descobrir o tipo de ambiente que pode ser lá encontrado.

ZAP //

Por ZAP
12 Março, 2019

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1594: NASA diz que podemos encontrar vida alienígena já nas próximas décadas

NASA

Uma equipa de cientistas da NASA adiantou que poderá ser possível encontrar vestígios da vida alienígena nas próximas décadas, alertando, contudo, que o contacto com estas formas de vida será feito através de evidências indirectas. 

Esta é um procura de décadas: os cientistas continuam a investigar para perceberem se estamos realmente sozinhos no Universo ou se a vida alienígena pode existir noutros planetas distantes – agora, e de acordo com um novo documento da agência espacial norte-americana (NASA), parece possível chegar a uma resposta mais cedo do que imaginávamos.

Em causa está o relatório Biosignature False Positives, elaborado por cientistas do  Instituto Goddard de Estudos Espaciais e do Centro de Voos Espaciais Goddard. O documento frisa ser possível encontrar vida extraterrestre nas próximas décadas, mas nota que este contacto não terá, por exemplo, um “extraterrestre a apertar-nos a mão”, como tantas vezes esta imagem foi sendo criada ao longos dos anos na ficção científica.

“Ao tentar detectar vida em planetas que orbitam outras estrelas, a observação directa da vida – focando uma única árvore numa floresta alienígena, ou ver um alienígena, ou ter o alienígena a apertar a nossa mão) é totalmente improvável”, pode ler-se.

“Contudo, nas próximas décadas poderá ser possível observar evidências indirectas desta vida recorrendo às chamadas bioassinaturas”, afirma o relatório. Tal como explicam os cientistas, entende-se por “bio-assinatura” “qualquer medição ou observação que exija uma origem biológica para explicar o que se mede ou observa”.

Partindo do exemplo da Terra, entende-se como bioassinaturas terrestres “fósseis de dinossauros, embalagens vazias e o oxigénio”, enumera o documento. Cada uma destas observações, adianta o mesmo relatório, fornece uma evidência indirecta, de valor variável, da presença de vida existente ou já extinta.

Os falsos positivos

No mesmo documento, os cientistas alertam ainda para a possibilidade de encontrar falsos positivos durante a procura, uma vez que alguns processos podem mascarar ou imitar as provas que os cientistas há anos procuram.

“Na procura por formas de vida, seja na parte mais antiga dos registos geológicos da Terra, seja em planetas do nosso Sistema Solar, como Marte, ou especialmente em planetas extras-solares, nós devemos inferir sobre a existência de vida a partir do seu impacto local ou global sobre o ambiente”.

E sustentam: “Estas bioassinaturas, frequentemente identificadas a partir da influência conhecida de organismos terrestres sobre a atmosfera e a superfície da Terra, podem ser diagnosticadas incorrectamente quando as aplicamos a mundos alienígenas. Os chamados falsos positivos podem ocorrer quando outro processo ou conjunto de processos mascara ou imita uma bio-assinatura”, observam os autores do relatório.

Recentemente, e a propósito da procura de vida alienígena, o chefe do departamento de Astronomia da Universidade de Harvard, Avi Loeb, especulou que o estranho Oumuamua, que actualmente viaja pelo nosso Sistema Solar, não fosse nem um cometa nem um asteróide, mas antes uma nave alienígena. O docente tem reiterado essa teoria.

ZAP // SputnikNews

Por ZAP
15 Fevereiro, 2019

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1482: Há uma nova ferramenta (online) para manter a vida alienígena debaixo de olho

SETI

Pela primeira vez, uma nova ferramenta na Internet permite acompanhar e actualizar todas as pesquisas de inteligência artificial não terrestre (SETI) realizadas pela comunidade científica desde 1960. 

Um pouco por todo o mundo, correm investigações que procuram vida alienígena e, por vezes, torna-se difícil acompanhar todos os avanços alcançados.

Foi com isto em mente que Jill Tarter, pioneira neste campo de investigação e co-fundadora do Instituto SETI (Search for Extraterrestrial Intelligence), lançou o Technosearch, uma nova ferramenta disponível na Internet que compila todas as pesquisas do SETI publicadas nas últimas seis décadas. A plataforma permite ainda que os utilizadores enviem as suas próprias investigações, mantendo o banco de dados actualizado.

“Comecei a guardar este arquivo de pesquisa quando era ainda estudante”, explica Tarter citada em comunicado. “Alguns dos artigos originais foram apresentados em conferências, ou aparecem em revistas obscuras que são de difícil acesso para os recém-chegados ao campo do SETI. Estou muito contente por termos agora uma ferramenta que pode ser utilizada por toda a comunidade e com uma metodologia para mantê-la actualizada”.

Tarter desenvolveu a Technosearch em colaboração com estagiários da Research Experience for Undergraduates (REU), estudantes de pós-graduação que trabalham com o professor Jason Wright da Universidade Estadual da Pensivânia, nos Estados Unidos, e Andrew Garcia, estudante da REU em 2018 no Instituto SETI.

A Technosearch rastreia informações, incluindo dados básicos de cada observação e os seus autores, data e objectos observados e a instalação a partir da qual foi realizada. As características do telescópio utilizado são definidas, o tempo dedicado a cada objecto e o respectivo link para o artigo de investigação publicado originalmente.

Actualmente, a Technosearch conta com mais de 100 pesquisas de rádio e 38 pesquisas ópticas, totalizado cerca de 140 investigações científicas diferenciadas. No futuro, a comunidade SETI deverá colaborar para manter a Technosearch actualizada e precisa.

Desde a primeira pesquisa SETI levada a cabo por Frank Drake em 1960, astrónomos e amadores em todo o mundo têm procurado e esperam encontrar evidências de vida, especialmente vida inteligente, além do planeta Terra. Um desafio constante para os apaixonados por este tipo de investigação tem sido acompanhar as dezenas de pesquisas que já foram realizadas – a Technosearch visa colmatar esse mesmo problema.

ZAP // EuropaPress / LiveScience

Por ZAP
16 Janeiro, 2019

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1432: NASA quer enviar “toupeira nuclear” para procurar vida extraterrestre na lua de Júpiter

JPL-Caltech / NASA
A superfície brilhante de Europa, lua de Júpiter

A NASA quer criar uma máquina de perfuração com um reactor nuclear para procurar indícios de vida extraterrestre no oceano sub-glacial de Europa, a misteriosa lua de Júpiter.

Europa, um dos quatro maiores satélites de Júpiter, é um mundo oceânico cujas águas estão escondidas sob uma camada de gelo de vários quilómetros. Os cientistas acreditam que o oceano de Europa seja um dos possíveis refúgios de vida extraterrestre.

Os astrónomos descobriram que este oceano troca gases e minerais com o gelo da superfície do satélite, onde há substâncias necessárias para a existência de micróbios.

Estas descobertas forçaram o Congresso dos EUA a expandir significativamente o possível escopo da próxima missão da NASA — a estação interplanetária Europa Clipper. Há dois anos, os parlamentares ofereceram-se para enviar não um, mas dois veículos para Europa, um dos quais submergirá e procurará indícios de vida directamente nas águas do satélite de Júpiter.

Alexander Pawlusik / NASA
Concepção artística da “toupeira nuclear”

“Não sabemos a espessura exacta da camada de gelo de Europa – estima-se que seja de dois a 30 quilómetros, e é um grande obstáculo para qualquer veículo”, explicou Andrew Dombard, investigador da Universidade de Illinois.

Dombard e os colegas estão a pensar na possibilidade de criar um aparelho leve e resistente que possa perfurar o gelo e atingir a borda superior do oceano de Europa. A proposta foi apresentada a 14 de Dezembro na reunião anual da American Geophysical Union.

Conforme os cálculos dos cientistas, esta instalação pode ser criada apenas se for equipada com um reactor nuclear ou uma fonte clássica de radio-isótopo de calor e energia semelhante à do rover Curiosity e da sonda New Horizons.

O calor gerado pelo reactor pode ser usado para acelerar a perfuração e recolher amostras de água oceânica de Europa. De acordo com Dombard, o dispositivo perfurará um túnel com 15 quilómetros e fará “excursões” nas águas da lua de Júpiter para procurar potenciais camadas e mantas de micróbios.

Mas há dois problemas apontados por geólogos: o alto nível de radiação de Europa, que está na fronteira entre o “escudo magnético” de Júpiter e do espaço exterior, e as dificuldades do funcionamento do sistema de comunicação.

Para comunicar com a Terra, a “toupeira nuclear” instalará um transmissor de rádio na superfície de Europa através de conexões com o uso de fibra óptica e diversos repetidores de sinal. Esta abordagem vai permitir que o módulo de pouso não apenas faça um mergulho directo na superfície oceânica, mas também escave vários túneis laterais.

Para já, esta é ainda uma hipótese teórica, mas a NASA considera que esta missão poderá ser enviada para Júpiter cerca de um ano após o lançamento da missão intergaláctica Europa Clipper, que acontecerá aproximadamente em 2023.

As autoridades dos EUA ainda não aprovaram a versão final do projecto, mas já alocaram fundos substanciais para o seu desenvolvimento – 172 milhões de euros.

ZAP // Live Science

Por ZAP
20 Dezembro, 2018

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1329: Os extraterrestres estão trancados nos seus próprios mundos (e é por isso que ainda não os encontramos)

NASA
Enceladus, a lua gelada de Saturno, esconde um oceano que pode “fermentar” vida alienígena

Um cientista britânico fez uma nova leitura do controverso Paradoxo de Fermi, sugerindo que ainda não foram detectados sinais de vida extraterrestre porque a maior parte desta vida alienígena está isolada do mundo exterior.

Se os extraterrestre existem, por que não os encontramos ainda? É com isto que o Paradoxo de Fermi se debate há anos.

Numa nova abordagem ao paradoxo e tentando responder à questão que há anos inquieta a comunidade científica, David Clements, cientista do London’s Imperial College, analisou a história da vida na Terra, as condições básicas para a existência de vida e a presença de planetas e luas potencialmente habitáveis no Sistema Solar.

“Concluímos que as condições para que haja vida – águas líquidas e fontes de energia – são, de facto, muito comuns no Sistema Solar, mas a maioria dos locais potencialmente habitáveis está abaixo das superfícies geladas das luas gigantes de gás”, escreveu o cientista no artigo agora divulgado.

“Se este caso se verificar em outros lugares da Galáxia, a vida [extraterrestre] pode ser realmente bastante mas, mesmo que a inteligência se desenvolva, acaba por ser essencialmente selada num ambiente infinito, incapaz de se comunicar com o exterior”.

Para Clements, há condições para se desenvolver vida alienígena inteligente no entanto, são estas mesmas condições a barreira que os impede de comunicar para o exterior. No fundo, estas formas de vida podem existem em “mundos isolados” – o que justificaria o silêncio ensurdecedor dos extraterrestres.

A título de exemplo, o cientista mencionou a Europa e a Enceladus, as luas geladas de Júpiter e Saturno, respectivamente. De acordo com a publicação, pode haver água – uma das condições básicas para a vida – sob estes satélites naturais. Teoricamente, estas luas podem alojar “ecossistemas muito maiores do que o que exista na Terra”, pode ler-se.

Um outro estudo, publicado no início do mês de Novembro na Nature Astronomy, dava já conta que Enceladus escondia um oceano e, apesar deste satélite ter menos 1% do tamanho da nossa Lua, tem um oceano com até 10% da quantidade que existe na Terra. Além disso, estudos químicos sobre os jactos de água que saem do pólo sul de Enceladus sugerem que o oceano quente e profundo desta lua pode mesmo ser uma “loja de doces” para a vida microbiana.

O cientista nota ainda que a vida na Terra parece ter emergido bastante rápido a partir do momento em que se reuniram as condições adequadas. Com isto, sugere o britânico, “pode surgir vida em qualquer lugar onde exista um ambiente compatível“.

Contudo, é ainda muito cedo para desistir da procura por vida alienígena. Em declarações à Newsweek, Clements afirma que, nos “próximos 10 a 20 anos” vão surgir várias missões e instalações de observação que “aumentarão significativamente a nossa capacidade de detectar vida noutro qualquer lugar”.

A Europa Clipper da NASA e o Telescópio Espacial James Webb (JWST) são missões que podem contribuir para detectar vida extraterrestre. Porém, importa frisar, nenhuma destas tecnologias vai encontrar vida directamente, mas antes esboçar uma imagem mais clara de mundos potencialmente habitáveis, quer no nosso Sistema Solar, quer fora dele. Encontrar vida extraterrestre directamente pode ser um pouco mais complicado – e demorado.

De qualquer das formas, o cientista acredita que toda a sua teoria está relacionada com o Paradoxo de Fermi, uma vez que “sabemos que as espécies que vivem na água podem evoluir até um alto nível de inteligência”, considerou. Por isso, conclui, escrutinar estes oceanos pode ajudar-nos não só a resolver o problema, como a questão de Fermi.

“Ficamos com a perspectiva assustadora de que a nossa galáxia pode estar repleta de vida, mas que qualquer inteligência no seu interior pode estar trancada sob barreiras impenetráveis de gelo, tornando-a incapaz de comunicar [com o exterior] e até mesmo compreender a existência do Universo lá fora”, rematou.

O artigo foi submetido para publicação no passado dia 15 de Outubro na revista Journal of the British Interplanetary, carecendo ainda da revisão de pares. Contudo, a publicação está disponível em pré-visualização no Arxiv.org.

O Paradoxo de Fermi

O Paradoxo de Fermi é utilizado para descrever as enormes discrepâncias entre as estimativas optimistas da probabilidade de existirem civilizações extraterrestres e a falta de evidências da existência dessas mesmas civilizações.

Se o Universo é um espaço vasto e cheio de planetas potencialmente habitáveis, então onde é que estão todos os alienígenas? – esta é a grande questão do paradoxo.

Diversas teorias tentaram já explicar a ausência de sinais de vida extraterrestre – desde a ideia de que podem estar a hibernar até às explosões de raios gama, passando pela ideia de que os extraterrestres já morreram ou estão submersos nos seus planetas aquáticos.

Até então, não foi encontrada nenhuma outra forma de vida no Universo. Foi este o facto que levou o astrofísico italiano Enrico Fermi a questionar em 1950 onde estariam todos os seres alienígenas. A teoria, conhecida como Paradoxo de Fermi, ainda não tem solução, afirmando-se cada vez mais como um mistério da Ciência.

SA, ZAP //

Por SA
24 Novembro, 2018

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1243: Nova e rápida forma de gelo pode estar a aniquilar os extraterrestres

durera_tojours / Flickr

Há uma nova forma de gelo. Conhecida como Gelo VII, esta forma exótica de água é muito veloz e pode estar a aniquilar a vida extraterrestre.

De acordo com uma nova pesquisa, publicada no início de Outubro na revista Physical Review Letters, o Gelo VII pode crescer a velocidades superiores a 1600 quilómetros por horas em condições atmosféricas encontradas em mundos com oceanos.

Tendo em conta a sua enorme velocidade de crescimento, os cientistas estimam que este tipo de gelo poderia, sob condições certas, congelar o vapor de água do mundo oceânico em apenas algumas horas.

As fases do gelo variam de acordo com a forma dos átomos dos seus cristais. Cada aumento no número de gelo ((I, II, II)) corresponde ao aumento na pressão necessária para formar esta fase.

O extraordinário Gelo VII ficou conhecido em Março, quando foi descoberto preso no interior de diamantes que se formavam a mais de 600 quilómetros abaixo da superfície terrestre – foi a primeira vez que este tipo de gelo foi observado fora de um laboratório.

Especialistas do Laboratório Nacional Lawrence Livermore (LLNL), nos Estados Unidos, demonstraram como é que a água se transforma em Gelo VII, processo conhecido como “nucleação”. Compreender este processo pode ajudar a explicar com esta fase exótica de gelo se forma em planetas oceânicos.

Durante as simulações, os físicos descobriram que o Gelo VII forma-se inicialmente em grupos de 100 moléculas antes mesmo de se começar a espalhar a alta velocidade.

Do Gelo VII à procura de novas formas de vida

A descoberta desta rara forma de gelo pode ainda ajudar a esclarecer uma questão que teima em prolongar-se – a vida extraterrestre. Supõe-se que este novo estudo possa ajudar os exobiólogos que procuram vida em planetas distantes que são cobertos por água, escreve o jornal Physics Central.

Embora a água seja a base necessária para a vida na concessão humana, em alguns casos extremos, os fenómenos astrofísicos podem levar a um cenário onde a maior parte dos oceanos de um planeta se convertem em Gelo VII, impedindo assim a formação de vida – e se a vida alienígena não se chega a formar, nunca poderá ser encontrada.

“A água nesses mundos oceânicos, que são bombardeados por outros corpos planetários, como meteoros ou cometas, sofre intensas mudanças pelas quais a vida não consegue sobreviver”, explicou Jonathan Belof, físico da LLNL.

“A onda de choque lançada por explosões desses eventos em escala planetária pode comprimir a água a uma pressão 10 mil vezes maior comparativamente com a superfície da Terra, fazendo que a água se transforme no Gelo VII”, concluiu o cientista.

Apesar de incrível, o Gelo VII pode estar a aniquilar qualquer forma de vida extraterrestre antes mesmo desta conseguir nascer. Boas notícias para a Física, más notícias para a Astrobiologia e para a caça à vida alienígena – assim é a Ciência.

ZAP // SputnikNews / LiveScience

Por ZAP
5 Novembro, 2018

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1151: Todas as missões da NASA deveriam procurar vida extraterrestre

NASA Ames/JPL-Caltech/T. Pyle

A procura por sinais de vida alienígena deve fazer parte de todas as missões futuras da NASA. A organização deve expandir o seu leque sobre possíveis sinais extraterrestres, de forma a conseguir identificá-los, aponta um novo estudo.

Assinado por 17 cientistas, o relatório foi patrocinado pela agência espacial norte-americana e desenvolvido pelas Academias Nacionais de Ciência, Engenharia e Medicina dos Estados Unidos, tendo sido apresentado no passado dia 10 de Outubro.

A publicação sublinha a importância da astrobiologia – a Ciência que estuda a origem, evolução, distribuição e o futuro da vida na Terra e em todo o Universo. De acordo com o signatários do estudo, todas as missões futuras da NASA deve ter em conta a astrobiologia em todo o processo, desde de a “concepção e conceptualização até ao planeamento e ao desenvolvimento” das próprias operações.

Nos últimos anos, tal como nota o Live Science, os astrofísicos têm detectado milhares de planetas potencialmente habitáveis para lá do Sistema Solar. Além disso, os biólogos têm também descoberto novas pistas sobre a complexidade e a diversidade da vida na Terra.

Por tudo isto, e tendo em conta que estas descobertas poderão ser aplicadas noutros mundos distantes do nosso, os cientistas defendem que todas as missões devem incorporar traços de organismos alienígenas.

A nossa visão do Universo está agora mais repleta de planetas do que nunca. Os 2300 exoplanetas descobertos e confirmados pela missão Kepler levaram os cientistas a acreditar que pelo menos seis de cada dez estrelas poderiam orbitar planetas semelhantes à Terra, considerou Alan Boss, um dos astrónomos participantes no estudo.

O enorme número de exoplanetas recém-descobertos oferece novas e interessantes oportunidades para encontrar bio-assinaturas (traços ou marcadores químicos que indiciam sinais de vida), notou Boss – e é exactamente isso que os cientistas devem procurar.

Astrobiologia, uma Ciência pluridisciplinar

Os cientistas sublinharam no relatório a pluralidade da Astrobiologia, área de estudo que abrange várias outras, como a Física, Química, Biologia, Astronomia e Ciência Planetária. Estas áreas, de forma individual e, ao mesmo tempo, partilhada, podem ajudar a resolver o enigma de como é que a vida pode emergir e evoluir noutros mundos diferentes da Terra.

Os avanços recentes, especialmente nos últimos três anos, exigem uma nova estratégia, que fortaleça o papel da Astrobiologia nas missões da NASA, nota a publicação.

Os especialistas recomendam ainda que a NASA acelere no desenvolvimento de novas tecnologias para detectar organismos microscópicos, notando a falta de um único “instrumento pronto a voar“, que seja capaz de viajar para um mundo distante, medindo e detectando os seus elementos, minerais e matéria orgânica.

O relatório sugere ainda que os sistemas de imagem directa que suprimem a luz das estrelas devem ser usados fora do nosso Sistema Solar, de forma a melhorar a identificação de bio-assinaturas oriundas de planetas que orbitam estas estrelas – estes ambientes com luz suprimida seria mais amigáveis para os extraterrestres-

Além disso, acrescentam, a NASA deve ainda apostar em missões sob a superfície dos exoplanetas – sejam estes mundos rochosos, gelados ou oceânicos – para encontrar vida alienígena subterrânea.

Sinteticamente, os cientistas reiteram que é necessário refinar a procura e os métodos utilizados para encontrar os nossos vizinhos extraterrestres – estejam estes no nosso Sistema Solar ou a anos-luz de distância. É imperativo procurar mais e melhor.

Por ZAP
16 Outubro, 2018

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1004: Cientistas detectam 72 sinais extraterrestres vindos de uma galáxia a 3000 milhões de anos-luz

Ainda não se sabe o que causou as emissões detectadas pelos investigadores

É através destes satélites que o SETI procura sinais extraterrestres.
© BM/GAC

– É através destes satélites que o SETI procura sinais extraterrestres.
© BM/GAC

Infelizmente, quem colocou a legenda na imagem acima, não sabe e desconhece completamente o que são satélites e rádio-telescópios. Chamar a rádio-telescópios, satélites, é mesmo de ignorante! Nenhum editor de ciência no DN, para rever a legenda?

Um grupo de cientistas do Instituto SETI (Search for Extraterrestrial Intelligence), dedicado à procura de vida extraterrestre, analisou 400 terabytes de dados radiofónicos provenientes de uma galáxia anã localizada a cerca de três mil milhões de anos-luz da Terra, o que lhes permitiu detectar 72 sinais extraterrestres.

De acordo com a Sky News, os sinais detectados são explosões rápidas de rádio (FRBs), que consistem em impulsos rápidos e brilhantes de causas desconhecidas, encontrados num conjunto de dados recolhidos pelo Green Bank Telescope, parte da Zona de Rádio Silenciosa dos EUA, onde são proibidos sinais de comunicações sem fios, de modo a evitar interferências com telescópios.

“A natureza do objecto que os emite é desconhecida. Existem várias teorias, incluindo que elas podem ser assinaturas da tecnologia desenvolvida por vida inteligente extraterrestre”, disse uma fonte do SETI.

Um estudante doutorado pela Universidade da Califórnia em Berkeley, Gerry Zhang, desenvolveu o algoritmo usado para examinar os 400 terabytes de dados, no qual outro investigador já tinha identificado 21 FRBs.

“O trabalho de Gerry é entusiasmante não só porque nos ajuda a compreender o comportamento dinâmico dos sinais FRBs com mais detalhe, mas também por causa da promessa que mostra ao usar a aprendizagem de máquinas para detectar sinais perdidos por algoritmos clássicos”, disse Andrew Siemion, investigador do SETI.

Em 2017 cientistas da Universidade de Harvard, nos EUA, sugeriram que os sinais FRBs podiam ser o resultado de falhas de energia de transmissores poderosos construídos por civilizações alienígenas, com o objectivo de enviar gigantes barcos à vela em viagens interestelares. Uma vela leve poderia permitir grandes velocidades a naves espaciais ao utilizar uma pequena quantidade de pressão exercida pela luz.

Diário de Notícias
DN
11 Setembro 2018 — 16:16

(membro do SETI@Home desde 10 Maio 2001)

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811: “Alguém à escuta?” Uma escala para classificar os sinais extraterrestres

Cientistas propõem criação de uma espécie de escala de Richter para a busca de sinais de outras civilizações no universo. Vai de zero (falso alarme) a 10 (temos contacto).

Foto DR

O radiotelescópio de Arecibo.
Foto DR

O programa Search for Extraterrestrial Intelligence (SETI) que o famoso astrónomo americano Carl Sagan tanto acarinhou quando foi lançado, em 1959, já teve alguns episódios de captação de sinais misteriosos, que depois se revelaram falsos alarmes. Mas qual é a probabilidade de a rede de radiotelescópios terrestres que integram o projecto SETI poderem detectar um “Olá, estamos aqui” vindo do fundo do espaço?

Para pôr ordem nas prioridades desta busca, um grupo de astrofísicos propôs agora na revista científica International Journal of Astrobiology a criação de uma nova escala para classificar os sinais detestados: a escala Rio 2.0.

De acordo com a proposta do grupo liderado por Duncan Forgan, da Universidade de Edimburgo, no Reino Unido, a Rio 2.0 – que é adaptada de uma escala já usada por cidadãos cientistas igualmente empenhados nesta busca, e designada escala Rio – tem um total de 10 graus, em que o zero corresponde a nada provável e o 10 seria um contacto directo.

A proposta, escrevem os seus autores, pretende três objectivos. O primeiro é “conseguir um consenso científico para a classificação de sinais potencialmente indicadores da existência de vida extraterrestre avançada”. Em segundo lugar, a equipa quer “criar um instrumento pedagógico, capaz de informar o público sobre o processo usado pelos cientistas para descodificar os sinais detectados”, e finalmente, o terceiro, é “poder calibrar as expectativas do público, quando eventuais sinais são discutidos nos media“.

A ideia geral, no fundo, é padronizar sinais e respectivas respostas da comunidade científica, e descartar mais facilmente questões técnicas na origem dos sinais captados, como um eventual problema num telescópio, ou uma frequência de rádio extemporânea proveniente de algum dispositivo terrestre nas proximidades.

“Estamos a falar de situações extraordinárias [a captação de sinais de civilizações extraterrestres] e, portanto, é preciso ter provas extraordinárias”, afirmou Duncan Forgan ao diário britânico The Guardian.

Por seu lado, a astrónoma Jill Tarter, co-autora do artigo na International Journal of Astrobiology, e co-fundadora, do Instituto SETI, nos Estados Unidos, dedicado ao estudo da astrobiologia e à escuta de sinais oriundos do espaço, compara a Rio 2.0 à escala de Richter para a classificação dos sismos.
A ideia é que seja atribuída uma classificação ao sinal e que depois se faça uma actualização, à medida que os estudos progridem.

Uma busca de décadas

Iniciado em 1959, o programa SETI tem tido os seus altos e baixos, mas desde o primeiro dia que foi acarinhado por Carl Sagan. Ele próprio, aliás, se pôs à escuta, embora os sinais de civilizações distantes nunca se tenham feito ouvir – o silêncio dura ainda, apesar de alguns falsos alarmes que chegaram a entusiasmar os cientistas e o público.

Em 1993, o programa SETI ficou sem fundos públicos, mas acabou por ser resgatado por beneméritos e verbas privadas e ainda prossegue hoje, com maiores ou menores dificuldades, e com a participação de diferentes grupos e radiotelescópios, que anualmente reservam algum do seu tempo de observação para escutar potenciais extraterrestres. Até hoje sem sucesso, apesar dos tais alarmes falsos.

O mais recente deles ocorreu em Maio de de 2017, quando o observatório de Arecibo, em Porto Rico, captou um sinal de rádio “estranho” proveniente da estrela Ross 128, uma anã vermelha que fica a 11 anos-luz de distância da Terra.

Na altura, os cientistas pensavam que poderia haver várias explicações, como emissões de erupções da própria estrela, emissões de outro objecto no mesmo campo de visão da Ross 128, ou até um incêndio nos motores de um satélite terrestre. Em último lugar, os cientistas não descartavam a possibilidade de se tratar de uma mensagem de uma civilização extraterrestre, mas na verdade não lhe atribuíram muito crédito – e fizeram bem.

Dois meses depois, já havia solução para o mistério e, claro, não eram os extraterrestres a saudar a humanidade de muito ao longe. Tratava-se, sim, de uma transmissão de um ou de vários satélites geo-estacionários, segundo explicou a equipa do SETI sediada em Berkeley, na Universidade da Califórnia. Os sinais, afinal, só tinham surgido junto da estrela Ross 128 por uma questão de proximidade.

A busca, portanto, vai continuar, agora, certamente enriquecida com um novo instrumento que permite olhar para os sinais com uma nova objectividade: a escala Rio 2.0.

Diário de Notícias
30 JUL 2018

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712: Cientistas desenvolvem novas estratégias para descobrir vida fora da Terra

 

Os cientistas acreditam que nas próximas décadas poderemos detectar sinais de vida em planetas extra-solares, mas para isso serão necessárias novas ferramentas e técnicas. Investigadores de todo o mundo acabam de definir uma espécie de roteiro para desenvolver técnicas que permitam finalmente responder à questão: estaremos sozinhos no Universo? O trabalho foi publicado este mês em cinco artigos da revista Astrobiology. Os documentos servirão de referência para pesquisas futuras que pretendam debruçar-se sobre de que modo podem os cientistas procurar sinais de vida no Universo usando observações com telescópios.

O passado, presente e futuro da investigação sobre bioassinaturas detectáveis remotamente. Crédito: Astrobiology, Mary Ann Liebert, Inc., New Rochelle, NY.

Estima-se que possa haver planetas em torno de quase todas as estrelas da Galáxia. Na verdade, os exoplanetas (planetas que orbitam estrelas para lá do Sol) têm sido descobertos a um ritmo tão elevado – mais de 3500 desde o primeiro descoberto em 1992 – que foi necessária uma reunião urgente de cientistas de várias áreas para se poder sintetizar o conhecimento que levará mais longe a capacidade de encontrar sinais de vida nesses planetas. Formada há três anos, a NExSS (Nexus for Exoplanet System Science), da NASA, é uma rede internacional que engloba investigadores de várias áreas com o objectivo de descobrir como podemos caracterizar e eventualmente procurar sinais de vida, ou bioassinaturas, em exoplanetas. Como ainda não podemos visitar exoplanetas, os cientistas precisam de usar telescópios para procurar as bioassinaturas, e a tecnologia destes telescópios vai ter de ser aperfeiçoada para estas observações.

Com esse fim, a NExSS produziu uma série de artigos abrangentes que descrevem o passado, presente e futuro da investigação relacionada com a procura de sinais de vida em exoplanetas. Os artigos são o resultado de dois anos de trabalho de alguns dos principais investigadores mundiais em astrobiologia, ciências planetárias, ciências da Terra, física solar, astrofísica, química e biologia. O trabalho começou com reuniões on-line seguidas por um workshop presencial realizado em Seattle, Washington, em 2016, onde os cientistas trocaram e debateram as novas ideias para uma melhor identificação da vida em mundos exteriores ao Sistema Solar. Vários membros do ELSI (Earth-Life Science Institute) e investigadores de outros institutos da área metropolitana de Tóquio participaram nas actividades. A discussão levada a cabo foi a base dos artigos publicados.

Os artigos identificam vários problemas nesta busca e propõem soluções. Os cientistas pretendem procurar dois principais tipos de sinais. Um tem a ver com os gases que a vida produz, por exemplo, o oxigénio que respiramos, que foi produzido por plantas ou micróbios foto-sintéticos. Outro é a luz reflectida pela própria vida, como a cor das folhas ou os pigmentos que dão cor às algas que se desenvolvem nos oceanos. Este tipo de assinaturas pode ser observado na Terra a partir de instrumentos em órbita, e os astrónomos estão a estudar novos designs para os telescópios de modo a serem capazes de detectar essas assinaturas em exoplanetas.

O grupo discute também de que forma a natureza poderá “enganar” os cientistas, levando-os a pensar que um planeta tem vida mesmo não tendo, ou vice-versa. De que forma pode um planeta sem vida produzir oxigénio (que é actualmente abundante na Terra, devido à fotossíntese biológica), e como os planetas com vida podem ter bioassinaturas para além do oxigénio? Pensando em avanço nestas questões, os cientistas ficam mais bem preparados para distinguir que mundos são verdadeiramente habitados e para expandir o catálogo de bioassinaturas que poderão procurar no futuro.

A equipa começou também a quantificar as hipóteses de vida e a clareza dos seus sinais em outros mundos, o que é um desafio incrivelmente importante e difícil. Os dados que os astrónomos irão conseguir recolher em exoplanetas serão relativamente esparsos; não terão amostras dos planetas, mas apenas dados de um único ponto de luz desses mundos. Ao analisarem as assinaturas dos gases atmosféricos e da superfície nessa luz, irão avaliar o máximo possível sobre o exoplaneta, o que inclui terem de inferir sobre a composição atmosférica, o clima do planeta e a presença de oceanos e continentes. Combinando essas informações de forma sistemática e desenvolvendo novos modelos, os cientistas poderão analisar se os dados de um planeta se explicam melhor pela presença de vida. E com base nesses modelos, será possível definir níveis de confiança sobre a existência de vida. O novo trabalho dá ênfase à necessidade de considerar os planetas de um modo integrado, incluindo múltiplas áreas de estudo e perspectivas.

Por último, serão necessários novos instrumentos para os telescópios que irão fazer as observações essenciais para este trabalho. E isto inclui observatórios terrestres e espaciais, tanto os que hoje operam como os que vão ser construídos no futuro. As novas tecnologias não só irão melhorar as avaliações de tamanhos e órbitas de mundos distantes, como irão permitir uma análise mais profunda das suas atmosferas e propriedades de superfície. Eventualmente, serão capazes de nos dizer se esses mundos têm potencial para abrigar vida. Estão a ser discutidos planos de uma missão com detecção de bioassinatura como objectivo central para lançamento na década de 2030.

“Desde meados do século XX que estamos a ver avanços significativos nos métodos e tecnologias que podemos usar para fazer observações mais precisas e caracterizar os exoplanetas. Muitos deles foram testados em grandes planetas inóspitos,” disse Yuka Fujii, investigadora do ELSI e principal autora de um dos artigos. O alcance das observações está agora a expandir-se em direcção aos exoplanetas do tamanho da Terra, potencialmente temperados. Os dados que vão ser recolhidos na próxima década irão permitir estudar melhor os planetas que podem abrigar vida. “A procura de vida em exoplanetas a anos-luz de distância é um desafio ambicioso – não irá ficar concluída com a detecção de uma única característica, mas irá exigir esforços a longo prazo com vista a detectar um conjunto de assinaturas que não possam ser explicadas por nenhum processo abiótico conhecido, mas sim, e de forma plausível, pela presença de uma biosfera.”

Os autores terminaram deixando a esperança de que, com tecnologias futuras e o conhecimento atual da distribuição de exoplanetas, a detecção de assinaturas atmosféricas de planetas potencialmente habitáveis ​​poderá ocorrer antes de 2030.

Fonte da notícia: Phys.org
Portal do Astrónomo
Teresa Direitinho
28 Junho, 2018

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700: Há uma enorme probabilidade de estarmos sozinhos no Universo

(dr) STScI / NASA / ESA

Há milhares de milhões de galáxias no Universo e cada uma delas contém milhares de milhões de estrelas e muitos milhares de milhões de planetas. Portanto, é comum pensarmos que a existência de outras formas de vida pode ser bastante plausível.

Apesar disso, ainda não foi encontrada nenhuma outra forma de vida no Universo. Este facto levou o astrofísico italiano Enrico Fermi a questiona em 1950 onde estariam todos os seres alienígenas. A teoria, conhecida como Paradoxo de Fermi, ainda não tem solução.

Agora, um grupo de investigadores do Instituto do Futuro da Humanidade da Universidade de Oxford, no Reino Unido, têm procurado responder a esta questão.

Através do uso da famosa Equação de Drake – que tenta prever a possibilidade de civilizações inteligentes existirem no Universo -, os cientistas obtiveram uma probabilidade de outra forma de vida inteligente existir. Os resultados da pesquisa foram disponibilizados em pré-publicação no passado dia 8 de Junho no ARVIX.

“Encontrámos uma probabilidade substancial de estarmos sozinhos na nossa galáxia, e talvez até no nosso universo observável”, escreveram os pesquisadores liderados por Anders Sandberg. “‘Onde estarão?’ – provavelmente extremamente longe, muito além do horizonte cosmológico, impossíveis de alcançar algum dia”.

Os investigadores chegaram a esta conclusão reduzindo ao máximo as incertezas na busca por outras formas de vida, incluindo na pesquisa a “factorizarão de mecanismos químicos e genéticos plausíveis”, como nota a revista Cosmos.

A equipa observou as correntes científicas de incerteza actuais que produzem valores para factores na Equação de Drake, analisando depois os resultados.

De acordo com os investigadores, “o problema em ligar números à Equação de Drake, mesmo usando “o melhor palpite”, implica sempre utilizar certezas, resultando em estimativas enganosas“, explicaram à Motherboard.

“Por outro lado, distribuições de probabilidades permitem que o factor da incerteza esteja presente na própria equação”, acrescentaram.

Esta equação, formulada pelo astrónomo americano Frank Drake em 1961, tenta colocar uma estrutura analítica na afirmação de Fermi, estimando o número de civilizações inteligentes que podem existir no Universo, independentemente do facto de não as conseguirmos ver.

Esta operação matemática levou os investigadores a concluir que há uma probabilidade de 53% a 99,6% de estarmos sozinhos na nossa galáxia. E, dentro do Universo observável, as probabilidades variam entre 38% e 85%.

Mas, não podemos perder já as esperanças de encontrar outras formas de vida. Segundo os cientistas, esta conclusão “não significa que estamos sozinhos – na nossa galáxia ou universo -, apenas significa que é cientificamente muito plausível e isso não nos devia surpreender”, concluíram.

Caso nunca consigamos encontrar vida alienígena inteligente, não fique muito chateado. Afinal, as probabilidades nunca estiveram do nosso lado.

ZAP // IFLScience

Por ZAP
28 Junho, 2018

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559: Cientistas defendem: se existirem mundos paralelos, há vida inteligente lá

(dr) Universal Studios
Imagem retirada do filme E.T., de 1982, do realizador Steven Spielberg

Se há uma grande probabilidade de existir vida inteligente, porque é que ainda não encontramos nenhum extraterrestre? Talvez possam estar num universo paralelo, defende uma equipa internacional de investigadores.

Uma equipa internacional, composta por investigadores da Inglaterra, Austrália e Holanda, realizou um estudo no qual defende que há probabilidade de existir vida alienígena caso exista uma universo paralelo (mesmo que esse universo seja recheado de energia escura).

Esta teoria – a de que o nosso universo é apenas um de muitos – é conhecida como a “teoria do multiverso“.

Esta teoria poderá ser uma boa explicação para o “paradoxo de Fermi”. Na década de 1950, o italiano Enrico Fermi argumentou que há uma contradição entre a alta probabilidade de existir vida alienígena e a total falta de provas concretas de que a vida inteligente já evoluiu fora do nosso planeta.

Se há uma elevada probabilidade de existir vida inteligente, porque é que ainda não encontramos nenhum extraterrestre até hoje? Talvez possam estar num universo paralelo.

O grupo de cientistas defende que, se tais universos paralelos existirem, não precisam de ser necessariamente iguais ao nosso, até porque teriam que atender a um conjunto rigoroso de critérios para permitir a formação de estrelas, galáxias e planetas que promovem a vida.

No mais recente estudo, publicado na Monthly Notices da Royal Astronomical Society, os cientistas realização simulações de computador para construir novos universos sob várias condições.

Com esta experiências, descobriram que as condições para existir vida podem ser mais amplas do que pensávamos, especialmente quando se trata da atracção misteriosa da energia escura.

Em várias experiências, a equipa usou uma programa para simular o nascimento, a evolução e a eventual morte de vários universos hipotéticos. Em cada simulação, os cientistas ajustaram a quantidade de energia escura.

A equipa concluiu que, mesmo em universos com 300 vezes mais energia escura do que o nosso, a vida evoluiu. Esta é uma boa notícia para os fãs da vida extraterrestre e para os admiradores da teoria do multiverso.

Energia escura: um problema?

A energia escura é uma força invisível do nosso universo. Enquanto a gravidade puxa a matéria para mais perto, a energia escura empurra-a para longe. Graças ao impulso constante da energia escura, o nosso universo está a expandir-se e essa expansão está a tornar-se cada vez mais rápida.

Os cientistas não sabem exactamente o que é a energia escura ou como funciona, sabem apenas que é muito abundante. Quase 70% da energia em massa do nosso universo pode ser feita de energia escura.

Alguns cientistas defendem que é uma propriedade intrínseca do espaço – o que Einstein chamou de constante cosmológica -, mas outros consideram que é uma força fundamental com regras dinâmicas próprias, chamada quinta-essência. Ainda assim, há quem ache que a energia escura não é real.

De qualquer forma, os investigadores acreditam que, se vivêssemos num universo com muita energia escura, o espaço poderia expandir-se muito mais rápido do que a própria formação de galáxias.

Já num universo com pouca energia escura, a gravidade descontrolada poderia provocar o colapso de todas as galáxias antes sequer de existir vida.

ZAP // LiveScience / HypeScience

Por ZAP
19 Maio, 2018

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519: Já encontrámos vida extraterrestre – mas não o percebemos

pelosbriseno / Flickr
Radiotelescópios do Observatório Very Large Array (VLA) no Novo México, EUA.

Se a busca do Homem por vida fora do planeta Terra está mais intensa do que nunca, porque motivo ainda não conseguimos encontrá-la. Um novo estudo diz que já o fizemos – apenas não conseguimos perceber que o tínhamos feito.

A ciência tem-se dedicado nos últimos anos a analisar milhares de exoplanetas, com o objectivo de determinar se há algum indício de vida nestes corpos celestes semelhantes à Terra, a orbitar outras estrelas com características parecidas com o Sol.

Ao mesmo tempo, outros estudos procuram algum tipo de vida microbiana sob as crostas congeladas de Encélado e Europa, as luas de Saturno e Júpiter, cuja existência ainda não foi descartada.

E diversas equipas de astrónomos perscrutam os céus com aparelhos cada vez mais potentes à procura de sinais vindos do espaço que indiquem qualquer forma de vida extraterrestre.

Mas então, com tantos avanços na astronomia e na tecnologia espacial, porque motivo ainda não encontrámos extraterrestres?

Diversas teorias tentam explicar a ausência de sinais de vida extraterrestre – desde o famoso Paradoxo de Fermi até às explosões de raios gama, passando pela ideia de que os extraterrestres já morreram ou estão submersos nos seus planetas aquáticos.

Mas, segundo um novo estudo de investigadores da Universidade de Cadiz, em Espanha, publicado em fevereiro deste ano na revista Acta Astronautica, talvez na realidade já nos tenhamos deparado com indícios da existência de seres extraterrestres, e simplesmente não conseguimos interpretar correctamente esses indícios.

Segundo os autores do estudo, os cientistas humanos tendem a procurar civilizações alienígenas que tenham alguma característica em comum com as nossas. E essa noção pré-concebida de que a vida como a conhecemos também existe em outras partes do espaço pode estar a “cegar” os cientistas quanto a outras possibilidades.

O estudo discute a possibilidade de haver vida alienígena de formas completamente diferentes de que nasceu na Terra, tendo, portanto, características completamente diferentes das nossas.

“O que estamos a fazer é contemplar outras possibilidades”, explicou Gabriel de la Torre, autor principal do estudo, “seres de dimensões que as nossas mentes nem podem imaginar, ou inteligências baseadas em matéria escura ou energia escura, que compõem quase 95% do universo e que estamos somente começando a entender.”

Há até a possibilidade de haver outros universos, conforme indicam textos de Stephen Hawking e outros cientistas”, acrescenta de la Torre.

Para provar que os humanos estão equivocados constantemente devido às suas próprias expectativas, os autores do estudo decidiram fazer uma experiência: pediram a 137 pessoas que determinassem se as estruturas e características de diversas fotografias aéreas eram criadas pelo homem, ou se seriam formações naturais.

Uma das fotos escondia uma minúscula imagem de um gorila, que passou completamente despercebido à maior parte dos participantes do estudo – simplesmente porque não estavam à procura especificamente de um gorila ao analisar os cenários.

Esse tipo de situação é chamado de “cegueira por desatenção“, e a equipe sugere que o mesmo possa acontecer com os astrónomos que se dedicam a descobrir indícios de vida fora do nosso planeta.

Ou seja, se não sabemos exactamente o que procurar, provavelmente não encontraremos muita coisa – exactamente o que pode estar a acontecer na busca por vida extraterrestre. E o leitor, consegue dizer quantos passes a equipa de branco faz no vídeo abaixo?

ZAP // CanalTech

Por CT
7 Maio, 2018

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