3629: NASA escolheu a SpaceX, Blue Origin e Dynetics para levar os seus astronautas à Lua

CIÊNCIA/ESPAÇO

Os planos da NASA estão bem definidos. Assim, em 2024 a agência espacial quer voltar à Lua e colocar novamente os seus astronautas no satélite natural da Terra. Nesse sentido, a NASA vai contratar empresas que vão tratar de todo o processo e agilizar os meio necessários.

Para tornar as missões Artemis numa realidade, a agência espacial revelou agora quais empresas que vão avançar e criar as suas propostas. As escolhidas foram a SpaceX, a Blue Origin e a Dynetics, que seguem agora para o próximo estágio.

Já se conhecem os finalistas da viagem à Lua

Foi no final da semana passada que a NASA revelou quais as empresas que irão avançar consigo para a criação dos módulos lunares das missões Artemis. Segundo as informações disponibilizadas, são 3 empresas que têm agora que desenvolver e maturar as suas propostas para novas avaliações.

A escolha, tal como previsto, recaiu sobre a SpaceX, Blue Origin e Dynetics. Contudo, estranhamento, houve uma empresa que ficou de fora. Falamos da Boeing, que esteve nos testes iniciais com a sua proposta e que seria uma das empresas quase óbvias.

Proposta da SpaceX

Os planos da NASA para o projecto Artemis

Conforme as ambições da nação, a criação destes módulos de alunagem é essencial para o sucesso destas missões da NASA, que vão levar a primeira mulher à Lua, acompanhada de outro astronauta. Este é um regresso importante dos EUA ao satélite natural da Terra.

Mesmo sendo uma proposta que vai contra os planos iniciais, esta deverá mesmo ser uma realidade em 2024. A ideia definida passava pela criação de uma estação lunar a orbitar o satélite natural da Terra.

Proposta da Blue Origin

SpaceX, Blue Origin e Dynetics são as escolhidas

A proposta da SpaceX assenta na sua nave Starship, que está a ser desenvolvida há alguns anos. O seu desenho está criado para permitir que alune com suporte do seu motor e que desça os astronautas por um elevador.

No caso da Blue Origin, a sua proposta é o Integrated Lander Vehicle (ILV), que é baseado no Blue Moon, que a empresa apresentou no ano passado. A construção ficará a cargo de várias empresas distintas.

Proposta da Dynetics

Dento de 1 ano será feita a escolha pela NASA

Por fim, a Dynetics tem como proposta o Dynetics Human Landing System. Fabricado por várias empresas, destaca-se pelos seus 2 painéis solares. As 2 últimas propostas vão ser colocadas na Lua pelo Space Launch System (SLS), que está a ser desenvolvido pela NASA e por um grupo de empresas, liderada pela Boeing.

Estas 3 empresas vão agora receber 967 milhões de dólares, divididos entre si. Assim, este dinheiro será usado para melhorar o design das suas propostas. Segundo as regras, estas propostas serão avaliadas dentro de 1 ano e vão dar origem à escolha final que será a base das missões Artemis.

Fonte: NASA
pplware
03 Mai 2020

 

spacenews

 

3566: É oficial: o cérebro de um astronauta aumenta após uma viagem espacial

CIÊNCIA/ESPAÇO

NASA / Wikipedia
O astronauta Bruce McCandless, da missão STS-41-B da ISS, numa EVA, “Extravehicular Activity”

As viagens espaciais afectam o cérebro humano de formas estranhas e inesperadas. Uma nova investigação permitiu concluir que períodos prolongados no Espaço aumentam até 6% a massa cerebral dos astronautas.

O cérebro dos astronautas aumenta até 6% depois de um período prolongado no Espaço. No entanto, no que toca a este aspecto, o tamanho não é tudo e este novo estudo não traz propriamente boas notícias.

Vários astronautas relataram problemas de visão depois de terem realizado viagens espaciais. Avaliações médicas posteriores revelaram que os nervos ópticos incharam e que muitos astronautas sofreram uma hemorragia retiniana.

Os cientistas suspeitam que estes problemas de visão são causados pelo aumento da pressão intra-craniana durante o voo espacial. Um novo estudo, liderado por Larry Kramer, radiologista do Centeno de Ciências da Saúde da Universidade do Texas, descobriu novas provas de que a pressão aumenta com a gravidade.

A equipa realizou ressonâncias magnéticas a 11 astronautas, antes e depois de viajarem para o Espaço. Os resultados mostraram que, devido à exposição prolongada à micro-gravidade, o cérebro destes seres humanos inchou e o líquido cefalorraquidiano aumentou de volume.

As mais recentes descobertas apoiam a teoria de que as viagens espaciais aumentam a pressão no cérebro, que pode estar ligada, por sua vez, aos problemas de visão relatados por muitos astronautas, avança o Space.

Kramer e a sua equipa descobriram ainda que a glândula pituitária altera a sua altura e forma depois da exposição à micro-gravidade. Esta glândula comprime, um sinal do aumento da pressão na cabeça. Os resultados do estudo foram publicados no dia 14 de Abril na Radiological Society of North America. 

A investigação permitiu concluir que tanto o inchaço como a pressão se mantiveram até um ano após o regresso dos astronautas à Terra, uma característica que faz os cientistas suspeitarem de que os efeitos da micro-gravidade podem durar. Ainda assim, são necessários mais estudos para validar esta hipótese.

Kramer não têm a certeza das implicações a nível cognitivo deste “aumento cerebral”. “Ainda não sabemos, mas será um assunto de interesse nas próximas propostas de pesquisa.”

A radiação e o isolamento social são dois dos problemas que os astronautas enfrentam no Espaço. Contudo, este novo estudo deixa claro que os problemas não desaparecem milagrosamente assim que os astronautas regressam à Terra.

ZAP //

Por ZAP
18 Abril, 2020

spacenews

 

3507: Ida à Lua em risco de não cumprir meta de 2024

CIÊNCIA/ESPAÇO/LUA

Neil Armstrong é também o primeiro homem a deixar uma pegada na Lua NASA

A NASA teve de suspender as actividades em dois centros de desenvolvimento devido à detecção de um trabalhador infectado com Covid-19

A pandemia gerada pelo novo coronavírus obrigou a NASA a encerrar dois centros de produção de lançadores – e na indústria aeroespacial já há quem admita que esse encerramento poderá levar a um adiamento do regresso à Lua com missões tripuladas, que a agência espacial dos EUA agendou para 2024.

“Sabemos que vai haver impactos nas missões espaciais da NASA, mas à medida que as nossas equipas têm vindo a trabalhar para ter uma análise completa dos cenários e reduzir riscos, decidimos que a nossa principal prioridade é a saúde e a segurança dos trabalhadores da NASA”, referiu Jim Bridenstine, administrador da NASA, num comunicado citado pela Reuters, que não fornece detalhes sobre o período de suspensão de actividades ou o eventual adiamento da ida à Lua.

Michoud Assembly Facility, Nova Orleães, e o Stennis Space Center, no condado de Hancock são os dois centros afetados pelas medidas agora anunciadas pelos responsáveis da NASA. Por serem considerados centros de desenvolvimento prioritários, estes dois centros não foram abrangidos inicialmente pelas medidas de isolamento, que levaram a maioria dos trabalhadores da NASA a deslocar os respectivos locais de trabalho para casa. Contudo, a deteção de um caso de infecção por Covid-19 entre um dos trabalhadores levou a alargar a lógica de teletrabalho para esses dois centros.

Da actividade dos dois centros agora suspensos depende o desenvolvimento do Space Launch System, que deverá dar a conhecer uma nova geração de lançadores, e ainda a cápsula tripulada que dá pelo nome de Orion, que tem em vista o transporte de humanos para a Lua e, posteriormente, para Marte.

Exame Informática
20.03.2020 às 15h59
Hugo Séneca

 

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3381: Elon Musk diz querer enviar 10 mil pessoas a Marte até 2050

CIÊNCIA/FUTURO

“O objectivo é fazer vários voos por dia”, esclareceu o empresário. A cada 26 meses – altura em que a Terra e Marte se encontram mais próximos – deverão partir naves espaciais todos os dias, em horários diferentes.

Elon Musk
© EPA/CLEMENS BILAN

Os protótipos das naves espaciais Starship ainda estão a ser sujeitos a testes, mas o multimilionário e CEO da Space X, Elon Musk, já está a pensar na quantidade de pessoas que quer levar para Marte. Até 2050, quer colocar, pelo menos, dez mil pessoas no planeta vermelho. E dar-lhes trabalho lá.

O plano já está em marcha. Numa resposta a um seguidor no Twitter, Elon Musk, 48 anos, desvendou que tenciona construir cem naves por ano e enviar milhares de pessoas da Terra para Marte, quando as órbitas dos dois planetas se alinharem, reduzindo a distância e minimizando desta forma os custos das viagens. “O objectivo é fazer vários voos por dia”, escreveu.

Elon Musk @elonmusk

Starship design goal is 3 flights/day avg rate, so ~1000 flights/year at >100 tons/flight, so every 10 ships yield 1 megaton per year to orbit

A cada 26 meses – quando a distância entre a Terra e Marte é mais curta – Musk tenciona enviar mil naves a cada 30 dias, em horários diferentes. Chegarão ao destino alguns meses depois. E qualquer pessoa se pode candidatar a seguir na nave espacial, desde que pague a viagem. “Caso não tenham [dinheiro] podem sempre pedir um empréstimo”, diz o milionário, que não divulgou o preço do voo.

Elon Musk @elonmusk

Loading the Mars fleet into Earth orbit, then 1000 ships depart over ~30 days every 26 months. Battlestar Galactica …

O segundo modelo da Starship encontra-se em fase de testes, sendo que este já deverá ser muito fiel ao final. O foguetão, com capacidade para cerca de uma centena de passageiros, terá uma vida útil de 20 a 30 anos. “O Starship vai ser o foguetão mais poderoso da história, com a capacidade de levar humanos à lua, a Marte e mais além”, explicou o empresário, em Setembro, aquando da divulgação das primeiras imagens da montagem da nave espacial.

O foguetão que leva a Starship consegue atingir os 65 mil pés (cerca de 20 quilómetros), antes de regressar à Terra, para ser reutilizado. A primeira vez que a Space X lançou um foguetão para a órbita terrestre foi há 11 anos. Desde então, a empresa concluiu mais de 80 lançamentos espaciais.

A Starship deverá ter uma vida útil entre 20 a 30 anos.
© Twitter Space X

Elon Musk tem expressado vontade de construir bases na Lua ou em Marte. Segundo o multimilionário, esta pode ser a forma de garantir a sobrevivência da raça humana e, assim, promover a sua regeneração na Terra no caso de uma terceira guerra mundial. “Queremos garantir que o Homem permaneça noutro lugar (para além da Terra) como uma semente da civilização humana, para que possa trazer de volta a civilização e talvez diminuir a duração da idade das trevas”, afirmou em Março.

Diário de NotíciasDN

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3246: As viagens espaciais podem afectar a função intestinal dos astronautas

CIÊNCIA

As viagens espaciais podem prejudicar o funcionamento da robusta barreira celular que reveste o nosso intestino para impedir que bactérias, fungos e vírus invadam o resto do corpo.

As células epiteliais que revestem o nosso intestino são uma espécie de barreira que impede bactérias, fungos e vírus de invadir o nosso corpo.

Uma equipa de cientistas da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, descobriu recentemente que a micro-gravidade simulada interrompe o funcionamento da barreira epitelial, mesmo depois de o corpo já não estar inserido num ambiente de micro-gravidade. Esta descoberta não é propriamente feliz para os astronautas.

Estas descobertas influenciam o entendimento que os cientistas têm acerca dos efeitos das viagens espaciais na função intestinal dos astronautas, assim como “a sua capacidade de suportar os efeitos de agentes que comprometem a função da barreira epitelial intestinal depois de retornarem à Terra”, explica Declan McCole, que liderou o estudo.

As desvantagens do ambiente de micro-gravidade são já conhecidas – estudos anteriores revelaram que as estadias no Espaço enfraquecem o sistema imunológico humano. Contudo, este é o primeiro estudo a provar que “um ambiente de micro-gravidade torna as células epiteliais menos capazes de resistir a efeitos de um agente que enfraquece as propriedades dessas mesmas células”.

Segundo os investigadores, citados pelo Phys.org, este efeito manteve-se até 14 dias após a remoção do ambiente de micro-gravidade simulado para o efeito.

A equipa de cientistas da universidade norte-americana estudou em particular o agente indutor de permeabilidade acetaldeído, um metabólito do álcool. McCole explicou que o álcool compromete a função de barreira e aumenta a permeabilidade gastro-intestinal em indivíduos normais e em pacientes com doença hepática alcoólica.

A ausência desta função de barreira é preocupante segundo o investigador, uma vez que compromete o intestino, levando ao aumento da permeabilidade ou ao vazamento – que, por sua vez, pode aumentar o risco de infecções e condições inflamatórias crónicas, como doença celíaca ou diabetes tipo 1.

Os cientistas usaram um bio-reactor que manteve as células num ambiente de rotação controlada, capaz de simular a ausência de gravidade.

A equipa descobriu que, 18 dias após o início da experiência as células epiteliais cultivadas apresentaram uma formação retardada de “junções estreitas“, um complexo proteico que conecta as células epiteliais individuais, necessário para manter a impermeabilidade. As conclusões da investigação foram publicadas no dia 26 de Novembro na Scientific Reports.

“As nossas descobertas têm importantes implicações na nossa compreensão dos efeitos das viagens espaciais na função intestinal dos astronautas no Espaço. Além disso, elucida-nos sobre a sua capacidade de resistir aos efeitos de agentes que comprometem a função da barreira epitelial intestinal após o seu retorno à Terra”, concluiu o professor McCole.

ZAP //

Por ZAP
21 Dezembro, 2019

 

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3066: ESA já estuda hibernação humana para viagens espaciais

CIÊNCIA

O desafio para chegar a outros planetas irá obrigar a viagens longas. As tripulações estarão enclausuradas dentro de uma nave espacial meses e até anos. Conforme vemos nos filmes ou lemos nos livros, a ficção já nos mostra indícios de como será necessário manter os astronautas em “animação suspensa”. Nesse sentido, a ESA investigou o impacto que a hibernação de tripulantes na vida real teria numa missão espacial a Marte.

Se um dia formos capazes de colocar os seres humanos em hibernação, as naves espaciais têm de ser repensadas.

Astronautas em hibernação precisariam de naves menores

Segundo a ficção científica, se uma nave espacial não vem com o hyperdrive, geralmente é equipada com cápsulas de hibernação. Nos filmes de 2001: Uma Odisseia no Espaço, Alien, o Oitavo Passageiro, entre outros, os astronautas eram colocados em ‘animação suspensa’ para atravessar a vastidão do espaço.

Agora, a ESA está a investigar como a hibernação da tripulação na vida real afectaria o design das missões espaciais.

Equipar as naves para hibernar os astronautas

A hibernação humana tem sido objecto de investigação da ESA. Nesse sentido, a agência espacial estuda o desenvolvimento de “tecnologias facilitadoras” fundamentais para viajar no espaço.

Os cientistas reuniram-se no Concurrent Design Facility da ESA para avaliar as vantagens da hibernação humana para uma viagem a um planeta vizinho, como Marte. Estes tomaram como referência um estudo existente que descreveu o envio de seis humanos a Marte e de volta numa escala de tempo de cinco anos.

Com o intuito de estudar os efeitos da hibernação da tripulação nas missões espaciais, usaram alguns números já ponderados. Assim, as naves poderiam ser mais pequenas se a tripulação estivesse a dormir na viagem. Numa longa jornada, como a Marte, por exemplo, os tripulantes poderiam estar meses a dormir em cápsulas espaciais.

Durante algum tempo, a hibernação foi proposta como uma ferramenta de mudança estratégia para as viagens espaciais humanas.

Se conseguíssemos reduzir a taxa metabólica básica de um astronauta em 75% – semelhante ao que podemos observar na natureza com grandes animais em hibernação, como certos ursos -, poderíamos ter uma economia substancial de massa e custos, tornando as missões de exploração de longa duração mais factível.

Comentou Jennifer Ngo-Anh, líder de equipa do programa Science in Space Environment da ESA.

Qual é a necessidade de colocar os astronautas em hibernação?

A razão maior prende-se com a imensidão do espaço. Algo na nossa vizinhança está a anos de caminho e ainda só estamos a falar dentro do nosso sistema solar. Para termos uma ideia clara e real, damos como exemplo a missão da New Horizons a Plutão, foi lançada em 2006 e precisou de nove anos para chegar ao seu destino.

Para ter uma ideia da escala de distância do nosso sistema solar, visite “Se a lua tivesse apenas 1 pixel”. Assim, terá uma ideia das distâncias relativas dos planetas ao serem dimensionados numa única página extra-larga. Por outro lado, dificilmente iremos conseguir perceber a escala do universo.

O cérebro humano simplesmente não consegue entender como são grandes as coisas como o sistema solar.

Referiu Joe Hansen – apresentador da série da PBS “Tudo bem ser inteligente”.

Dentro de 20 anos, a hibernação pode ser possível nas viagens

Os cientistas descobriram que a massa de uma nave com hibernação humana poderia ser reduzida num terço. Assim, os especialistas quantificaram o que pode parecer bastante óbvio… que uma nave para hibernar astronautas poderia ser mais pequena. Esta comparação mostra o tamanho de um módulo para uma missão tripulada a Marte em comparação com o seu equivalente baseado em hibernação.

Se a tripulação estivesse a hibernar, não seriam necessários quartos de tripulação extensos ou de muito espaço de armazenamento para consumíveis (como comida e água).

Projecto do módulo de hibernação da ESA

Assim, poderíamos estar a falar em compartimentos de hibernação para os tripulantes se revezar a hibernar. Desta forma, a cabine de hibernação seria pequena e daria para alternar entre grupos.

Design da estrutura de hibernação da ESA

Como seriam “adormecidos” os tripulantes até Marte?

Segundo a agência espacial, para os tripulantes entrarem em hibernação, seria administrado um medicamento. Este fármaco iria induzir o ser humano num estado “torpor” – o termo para o estado de hibernação.

Conforme acontece com os animais em hibernação, espera-se que os astronautas adquiram mais gordura corporal antes do torpor. As suas cápsulas seriam escurecidas e a temperatura seria bastante reduzida para arrefecer os seus ocupantes durante o cruzeiro projectado para 180 dias, tempo de viagem entre Marte e Terra.

A agência espacial refere que a fase de hibernação do cruzeiro terminaria com um período de recuperação de 21 dias. Referiu ainda que – com base na experiência de hibernação animal – a tripulação provavelmente não experimentaria perda óssea ou muscular.

A exposição à radiação de partículas de alta energia é um risco importante de viagens espaciais profundas, mas como a equipa de hibernação passará tanto tempo nas suas cápsulas de hibernação, a protecção – como recipientes de água – poderá concentrar-se em torno deles.

Explicou a ESA.

Inteligência Artificial e operações autónomas das naves

Neste tipo de viagens, seguramente o tempo de acções permanentes não será muito. Assim, a ESA referiu que seriam aplicadas “operações amplamente autónomas, com uso optimizado de inteligência artificial” e “detecção, isolamento e recuperação de falhas” necessárias numa nave espacial onde a maioria dos humanos está a hibernar.

Segundo a informação, a ideia básica de colocar os astronautas em hibernação de longa duração não é realmente tão descabida. Aliás, existe há décadas um método que é testado e aplicado como terapia em pacientes de trauma grave.

Em resumo, a Agência Espacial Europeia tem estudos para levar a hibernação humana a um cenário real. Imprescindível no design das missões espaciais do futuro próximo.

NASA: afinal o Homem não está preparado para viajar até Marte?

Na Terra, todos sabemos que a gravidade afecta tudo à nossa volta. Contudo, será que se sabe que a gravidade também influencia o que se passa dentro dos nossos corpos? Há dados que estão … Continue a ler NASA: afinal o Homem não está preparado para viajar até Marte?

3047: Viagens ao Espaço têm um novo perigo desconhecido para os astronautas

CIÊNCIA

NASA

Há um perigo inerente às longas viagens espaciais dos astronautas desconhecido até aos dias de hoje. Um novo estudo aponta que os cosmonautas podem ver o seu fluxo sanguíneo revertido na parte superior do corpo.

A gravidade não só afecta a vida na Terra, como também a falta dela pode representar um problema para os astronautas no Espaço. Como não há gravidade para puxar o sangue para a parte inferior dos nossos corpos, a cabeça e o peito ficam mais rosados e inchados.

Além disso, um novo estudo publicado esta semana na revista científica JAMA Netw Open, aponta que a circulação sanguínea pode reverter-se na parte superior do corpo dos astronautas.

A presença durante um longo período de tempo no Espaço, de acordo com o estudo divulgado pelo Tech Explorist, pode ter influência na forma como o sangue circula em várias artérias do corpo dos cosmonautas. Este representa um problema de saúde perigoso que era desconhecido até então.

Para chegarem a esta conclusão, os investigadores trabalharam de perto com 11 astronautas da Estação Espacial Internacional. Ao fim de 50 dias de missão, sete membros da tripulação apresentaram um fluxo sanguíneo estagnado ou invertido na veia jugular interna esquerda — responsável por levar sangue ao cérebro, à cara e ao pescoço. Um dos astronautas até desenvolveu um trombo na veia durante o voo.

“Esta foi uma descoberta inesperada. Não esperávamos ver estase e fluxo invertido. Isso é muito incomum. Na Terra, suspeitar-se-ia imediatamente de uma trombose, um tumor ou algo assim”, explicou Michael B. Stenger, autor principal do estudo.

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17 Novembro, 2019

 

2422: Viajar ao Espaço profundo pode causar problemas de memória aos astronautas (e afectar as suas decisões)

NASA

Os cientistas que viajem até ao Espaço profundo podem vir a sofrer de problemas neuronais e/ou comportamentais devido à radiação.

Uma nova investigação, levada a cabo em ratos de laboratório, concluiu que a radiação presente no Espaço profundo causa deficiências neuronais.

De acordo com o novo estudo, cujos resultados foram esta semana publicados na revista científica especializada e-Neuro, os resultados obtidos com as cobaias destacam a necessidade urgente de desenvolver medidas para proteger o cérebro humano durante viagens ao Espaço profundo, enquanto os cientistas se preparam para ir a Marte.

Tal como recorda a agência noticiosa Europa Press, os cientistas sabiam já que a radiação interrompe a sinalização, bem como outros processos que ocorrem no cérebro. Contudo, os estudos conduzidos anteriormente usaram exposições que não reflectem com exactidão as condições sentidas no Espaço profundo.

Para explicar melhor como é que as viagens espaciais podem afectar o sistema nervoso, Charles Limoli e os seus colegas expuseram os ratos de laboratório a radiação crónica de baixa dose (condições presentes no Espaço profundo) durante seis meses.

Após o procedimentos, os cientistas concluíram que a exposição à radiação prejudicava a sinalização celular no hipocampo e no córtex pré-frontal, resultando em problemas de memória e também de aprendizagem. A equipa observou ainda um aumento nos comportamentos de ansiedade, o que indicia que a radiação afectou também a amígdala.

Partindo destes resultados, a equipa prevê que, durante uma missão no Espaço profundo, cerca de um em cada cinco astronautas possam experimentar um comportamento de ansiedade, enquanto um em cada três poderá ter problemas de memória.

Além disso, frisam, estas condições podem ainda afectar a tomada de decisões. Por isso, insistem, é necessário desenvolver medidas para proteger os cérebros dos astronautas.

“A longo prazo, a natureza do ambiente de radiação no Espaço não determinará os nossos esforços para viajar até Marte, mas pode ser o maior obstáculo que a Humanidade deve resolver para viajar para lá da órbita da Terra”, pode ler-se no estudo.

Face à descoberta, o professor Francis A. Cucinotta, da Universidade de Nevada, em Las Vegas, nos Estados Unidos, mostrou-se céptico quanto às descobertas, dando conta que estas podem ser enganosas e que excedem os limites fixados pela NASA.

“Não há como um astronauta ficar exposto a esta fonte de energia de neutrões ou a doses equivalentes utilizadas. Isso violaria os limites de dose da NASA e das outras agências espaciais”, apontou ao portal Newsweek, questionando ainda por que motivos os cientistas recorreram a uma linhagem de cobaias conhecida por ser sensível a alterações climáticas.

ZAP //

Por ZAP
9 Agosto, 2019

 

2256: Humanos podem ser alérgicos ao pó lunar e os efeitos são… estranhos!

CIÊNCIA

As mudanças no corpo dos astronautas nas suas viagens espaciais são reais. Problemas de visão, problemas musculares, o corpo que “cresce”… estes são alguns dos problemas subjacentes.

No entanto, a exploração de outros planetas poderá ser mais grave que isso, quando o homem está disposto a pisar outros solos que não o terrestre.

A experiência em 1972 de Harrison Schmitt

Harrison Schmitt, tripulante da missão Apolo, é o último homem vivo que pisou o solo lunar. Nesta sua missão espacial, foram muitas as horas que passou sobre a lua a recolher amostras e a analisar o “terreno”.

Como tal, o contacto com a poeira lunar foi inevitável, assim que voltou para nave. A simples troca de fato levou-o a inalar algumas partículas desta poeira, seguindo-se depois a análise das amostras recolhidas.

Harrison ‘Jack’ Schmitt, 83 anos, geólogo na missão Apolo 17/ Nasa

Segundo declarações de Harrison Schmitt, as reacções foram instantâneas. Nariz a inchar, olhos a lacrimejar e garganta a arranhar. Estes foram os sintomas imediatos, semelhantes a uma rinite. As pessoas que posteriormente tiveram contacto com o fato do astronauta tiveram experiências ainda mais fortes.

O poder da Poeira Lunar

Harrison Schmitt adiantou, em declarações recentes no festival espacial Starmus, em Zurique, que a poeira lunar é altamente corrosiva. Devido à ausência de atmosfera e consequente ausência de eventos meteorológicos, os grãos de poeira não sofrem desgaste com o tempo.

Assim, estas partículas funcionarão mais ou menos como poderosas lixas. De referir que o caminhar sobre o solo lunar fez com que três das camadas de Kevlar das suas botas foram danificadas.

Os perigos de Marte

Ora, se a questão de perigo que coloca na Lua, em Marte a situação poderá ser mais grave. Devido ao alto teor de óxido de ferro presente no planeta vermelho, as reacções sobre o corpo humano poderão ser mais severas.

Harrison Schmitt, perante a ideia de exploração do planeta vermelho, alerta para a importância de serem criadas formas de limpar completamente as partículas de pó antes de qualquer ser humano, ter contacto directo com o material que irá participar nesta exploração.

pplware
Maria Inês Coelho
01 Jul 2019

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2253: Bolor na Estação Espacial pode ser mais difícil de matar do que se pensava

CIÊNCIA

(dr) David Gregory & Debbie Marshall
Aspergillus fumigatus

Uma cientista portuguesa descobriu que dois fungos podem sobreviver a doses incrivelmente altas de radiação ionizante e, por isso, podem adaptar-se com facilidade nas viagens espaciais.

De acordo com o Science Alert, isto significa que ambos poderiam sobreviver às condições de radiação do exterior de uma nave especial e, por isso, talvez seja necessário dar mais atenção aos fungos que poderão “apanhar boleia” até Marte.

“Agora sabemos que resistem ainda mais à radiação do que pensávamos, ao ponto de precisarmos de os ter em conta quando estivermos a limpar naves espaciais, tanto por dentro como por fora”, declara a microbióloga portuguesa Marta Cortesão, que está a fazer o Doutoramento em Microbiologia Espacial no Centro Aeroespacial Alemão (DLR).

E, embora a Estação Espacial Internacional (EEI) possa ser climatizada e ter os níveis de humidade controlados, no fundo, continua a ser uma “caixa fechada”, havendo humidade suficiente para que o bolor continue a crescer nas suas paredes.

Os fungos em questão são o Aspergillus e o Pennicillium, que estão entre os invasores mais comuns na EEI e que podem causar infecções respiratórias, o que não é de todo o cenário ideal quando nos encontramos no Espaço e com uma oferta limitada de medicação.

A investigadora e o resto da equipa colocaram os esporos dos fungos numa solução salina e implantaram três tipos de radiação: raios-X, iões pesados e radiação ultravioleta de alta frequência que é interrompida pela atmosfera terrestre, mas que se propaga livremente no Espaço.

Os fungos sobreviveram a doses incrivelmente altas: 500 gray de iões pesados e 1.000 gray de raios-X (o gray é a unidade que representa a quantidade de energia de radiação ionizante absorvida por unidade de massa, ou seja, um joule de radiação absorvida por um quilograma de matéria).

Para melhor entender estes valores, só precisamos de saber que metade de um gray é suficiente para provocar uma doença radioactiva num humano e cinco são mesmo fatais.

Os esporos também sobreviveram a 3.000 joules por metro quadrado da radiação ultravioleta. Assim, dada apenas a radiação, é de se esperar que os fungos sobrevivam a uma viagem espacial, mesmo quando isso implica ir para outro planeta.

A equipa, que apresentou as suas conclusões na Astrobiology Science Conference deste ano, ainda não testou outras condições espaciais como, por exemplo, o vácuo e as temperaturas extremas, embora pesquisas anteriores conduzidas na DLR tenham descoberto que outros organismos também poderiam sobreviver a isso, estando alojados numa unidade especial ligada à parte externa da estação espacial.

No entanto, de acordo com Marta Cortesão, que também estudou na Universidade do Porto, bolor no Espaço não tem necessariamente de ser uma coisa má. “Pode ser utilizado para produzir antibióticos e vitaminas ou outras coisas necessárias em missões longas”.

ZAP //

Por ZAP
1 Julho, 2019

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