4392: O Bennu “esconde” diferentes pedaços de outros asteróides na sua superfície

CIÊNCIA/ASTRONOMIA


– Vídeo editado através de captura de écran por não se encontrar disponibilizado o endereço original.

A espaço-nave OSIRIS-REx da NASA avistou algumas rochas de cor estranhamente clara na superfície do asteróide Bennu. Depois de algumas investigações, os cientistas descobriram a razão: são fragmentos de um asteróide totalmente diferente e muito maior.

Desde Dezembro de 2018, a pequena espaço-nave OSIRIS-REx, da NASA, tem observado de perto Bennu, um asteróide próximo da Terra com apenas 500 metros de diâmetro.

Durante as suas investigações a analisar uma série de scans da superfície de Bennu, a equipa do OSIRIS-REx ficou intrigada com umas rochas estranhas. “Encontrámos seis pedras com tamanhos de cerca de 1,5 a 4,3 metros espalhadas pelo hemisfério sul de Bennu e perto do equador”, disse Daniella DellaGiustina, do Laboratório Lunar & Planetário da Universidade do Arizona, em comunicado da NASA. “Estas rochas são muito mais brilhantes do que o resto de Bennu e combinam com o material de Vesta”.

De acordo com os scans feitos pelo conjunto de câmaras da OSIRIS-REx, as rochas pareciam ser dez vezes mais brilhantes do que os seus arredores.

O asteróide Vesta, descoberto há mais de 200 anos pelo astrónomo alemão Heinrich Wilhelm Matthias Olbers, é um dos maiores objectos do cinturão de asteróides, medindo mais de 500 quilómetros de comprimento. Os cientistas preveem que é responsável por cerca de 9% da massa de todo o cinturão de asteróides.

Ao analisar as leituras do espectrómetro do OSIRIS, a equipa descobriu que as rochas leves provavelmente eram feitas de piroxena mineral – exactamente o tipo de material que tinha sido visto em Vesta e nos seus fragmentos menores – conhecidos como vestóides – que foram soltos quando Vesta foi bombardeado por asteróides mais pequenos.

A equipa concluiu que era improvável que as rochas brilhantes se tenham formado no próprio Bennu, porque a piroxena forma-se em temperaturas extremamente altas.

As rochas de Bennu, que contêm principalmente minerais que contém água, não teriam passado por esse tipo de temperatura. Além disso, um impacto poderoso não poderia ter resultado nessas temperaturas – na verdade, tal impacto teria acabado por separar Bennu.

Graças à descoberta, os cientistas puderam obter detalhes sobre a trajectória de Bennu – a forma como a órbita da rocha é afectada por factores que incluem forças gravitacionais de planetas próximos e pequenos impactos de asteróides. “Estudos futuros de famílias de asteróides, bem como a origem de Bennu, devem reconciliar a presença de material semelhante ao Vesta, bem como a aparente falta de outros tipos de asteróides”, disse Dante Lauretta, investigador principal da OSIRIS-REx na Universidade do Arizona.

Se tudo correr conforme o planeado, o OSIRIS-REx fará a sua primeira tentativa de recolha de uma amostra em Outubro e a levará de volta à Terra em 2023. “Estamos ansiosos para a amostra, que esperançosamente contém pedaços deste tipo de rochas intrigantes”, afirmou Lauretta.

Esta não é a primeira vez que astrónomos avistam pedaços de um asteróide na superfície de outro. A nave espacial Hayabusa 2 da agência espacial japonesa avistou um material mais escuro de um asteróide “tipo S” no asteróide “tipo C” Ryugu, muito mais escuro, em 2018.

ZAP //

Por ZAP
26 Setembro, 2020

 

 

4385: Asteróide Bennu tem pedaços de Vesta à sua superfície

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Durante a primavera de 2019, a sonda OSIRIS-REx da NASA capturou estas imagens, que mostram fragmentos do asteróide Vesta presentes à superfície do asteróide Bennu. Os pedregulhos brilhantes (com o círculo à volta) têm material rico em piroxenas de Vesta. Parte deste material brilhante parece ser rochas individuais (esquerda), enquanto outros parecem ser partes de rochas maiores (direita).
Crédito: NASA/Goddard/Universidade do Arizona

Incrivelmente, de acordo com a sonda OSIRIS-REx da NASA, parece que alguns pedaços do asteróide Vesta acabaram no asteróide Bennu. O novo resultado lança luz sobre a intrincada dança orbital dos asteróides e sobre a origem violenta de Bennu, que é um asteróide “pilha de entulho” que coalesceu a partir dos fragmentos de uma colisão massiva.

“Encontrámos seis rochas que variam entre 1,5 e 4,3 metros espalhadas pelo hemisfério sul de Bennu e perto do equador,” disse Daniella DellGiustina do Laboratório Lunar e Planetário da Universidade do Arizona, Tucson, EUA. “Estes pedregulhos são muito mais brilhantes do que o resto de Bennu e combinam com o material de Vesta.”

“A nossa hipótese principal é que Bennu herdou este material do seu asteróide parental depois de um ‘vestoide’ (um fragmento de Vesta) o ter atingido,” disse Hannah Kaplan do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA em Greenbelt, no estado norte-americano de Maryland. “Então, quando o asteróide parental foi catastroficamente perturbado, uma parte dos seus detritos acumularam-se sob a sua própria gravidade para formar Bennu, incluindo parte das piroxenas de Vesta.”

DellaGiustina e Kaplan são os autores principais de um artigo sobre esta investigação, publicado na edição de 21 de Setembro da revista Nature Astronomy.

Os pedregulhos invulgares em Bennu chamaram a atenção da equipa pela primeira vez em imagens da OCAMS (OSIRIS-REx Camera Suite) da nave espacial OSIRIS-REx (Origins, Spectral Interpretation, Resource Identification, Security-Regolith Explorer). Pareciam extremamente brilhantes, alguns quase dez vezes mais brilhantes do que outras rochas nas proximidades. Analisaram a luz dos pedregulhos usando o instrumento OVIRS (OSIRIS-REx Visible and Infrared Spectrometer) para obter pistas sobre a sua composição. Um espectrómetro separa a luz nas suas cores componentes. Dado que os elementos e os compostos têm padrões distintos de assinaturas claras e escuras ao longo de uma gama de cores, estes podem ser identificados usando este tipo de instrumento. A assinatura dos pedregulhos era característica do mineral piroxena, semelhante ao que é visto em Vesta e nos vestoides, asteróides mais pequenos que são fragmentos expelidos de Vesta quando sofreu impactos significativos de asteróides.

Claro, é possível que as rochas se tenham formado no asteróide parental de Bennu, mas a equipa pensa que isto é improvável com base no modo como as piroxenas se formam normalmente. Este mineral normalmente forma-se quando o material rochoso derrete a altas temperaturas. No entanto, a maior parte de Bennu é composta por rochas contendo minerais com água, de modo Bennu (e o seu parente) não deve ter passado por fases de altas temperaturas. Em seguida, a equipa considerou o aquecimento localizado, talvez devido a um impacto. Um impacto necessário para derreter material suficiente e criar grandes rochas de piroxenas seria tão significativo que teria destruído o corpo parental de Bennu. Portanto, a equipa descartou estes cenários e, ao invés, considerou outros asteróides ricos em piroxenas que podem ter implantado este material em Bennu ou no seu corpo parente.

As observações revelam que não é invulgar um asteróide ter material de outro asteróide “espirrado” à sua superfície. Os exemplos incluem material escuro nas paredes de crateras vistas pela sonda Dawn em Vesta, uma rocha negra vista pela nave Hayabusa no asteróide Itokawa e, mais recentemente, material de asteróides do tipo S observados pela Hayabusa2 no asteróide Ryugu. Isto indica que muitos asteróides estão a participar numa dança orbital complexa que às vezes resulta em misturas cósmicas.

À medida que os asteróides se movem pelo Sistema Solar, as suas órbitas podem ser alteradas de várias maneiras, incluindo a atracção gravitacional de planetas e de outros objectos, impactos de meteoroides e até mesmo a leve pressão da luz solar. O novo resultado ajuda a definir a complexa jornada que Bennu e outros asteróides traçaram pelo Sistema Solar.

Com base na sua órbita, vários estudos indicam que Bennu foi entregue da região interior da cintura de asteróides por meio de uma via gravitacional bem conhecida que pode levar objectos da cintura principal interior até órbitas próximas da Terra. Existem duas famílias de asteróides da cintura principal interna (Polana e Eulalia) que se parecem com Bennu: escuros e ricos em carbono, o que as torna prováveis candidatas ao parente de Bennu. Da mesma forma, a formação dos vestoides está ligada à formação das bacias de impacto Veneneia e Rheasilvia em Vesta, há cerca de 2 mil milhões e mil milhões de anos atrás, respectivamente.

“Estudos futuros de famílias de asteróides, bem como da origem de Bennu, deverão reconciliar a presença de material semelhante ao de Vesta, bem como a aparente falta de outros tipos pertencentes a outros asteróides. Estamos ansiosos pela entrega da amostra, que esperançosamente contém pedaços destes tipos de rochas intrigantes,” disse Dante Lauretta, investigador principal da OSIRIS-REx da Universidade Estatal do Arizona em Tucson. “Esta restrição é ainda mais convincente dada a descoberta de material do tipo S no asteróide Ryugu. Esta diferença mostra o valor de estudar vários asteróides por todo o Sistema Solar.”

A sonda fará a sua primeira tentativa de recolher amostras de Bennu em Outubro e entregá-las-á à Terra em 2023 para uma análise detalhada. A equipa da missão examinou de perto quatro potenciais locais de recolha de amostras em Bennu para determinar o seu valor científico e de segurança antes de fazer uma selecção final em Dezembro de 2019. A equipa de DellaGiustina e de Kaplan pensa que podem encontrar pedaços mais pequenos de Vesta em imagens destes estudos mais íntimos.

Astronomia On-line
25 de Setembro de 2020

 

 

Asteróide Vesta sofreu “toque e fuga”

Impressão de artista de uma gigantesca colisão “toque e fuga” no asteróide Vesta.
Crédito: Mikiko Haba

A cintura de asteróides entre Marte e Júpiter preserva os processos de formação planetária, congelados no tempo. Vesta, o segundo maior asteróide nesta cintura, fornece uma excelente oportunidade para os cientistas investigarem a origem e a formação dos planetas. Em particular, Vesta manteve a sua crosta, manto e núcleo metálico, tal como a Terra. O mapeamento cuidadoso de Vesta pela missão Dawn da NASA mostrou que a crosta no pólo sul de Vesta é excepcionalmente espessa.

Num artigo publicado recentemente na revista Nature Geoscience, a Dra. Yi-Jen Lai, do Centro de Investigação Planetária da Universidade Macquarie e colegas propuseram uma nova história evolutiva de Vesta, envolvendo um impacto gigantesco. Isto é baseado em determinações precisas de idade dos cristais de zircónio dos mesossideritos, um tipo enigmático de meteorito Vestano, e resolve passadas incertezas sobre a evolução de Vesta.

Os mesossideritos são um tipo de meteorito rochoso de ferro, consistindo de materiais da crosta e do núcleo derretido de um asteróide/asteróides. Estes misteriosos e raros meteoritos proporcionam uma visão única da catastrófica fragmentação de asteróides diferenciados (com camadas), provavelmente Vesta.

A autora principal do estudo, a Dra. Makiko Haba do Instituto de Tecnologia de Tóquio, diz que “o principal desafio é que menos de 10 grãos de zircónio, favoráveis à datação, foram relatados ao longo de algumas décadas. Desenvolvemos um novo método para encontrar zircónio em mesossideritos e, eventualmente, preparámos grãos suficientes para este estudo.”

A equipa realizou uma datação de alta precisão usando os isótopos de urânio e chumbo de duas dúzias de grãos de zircónio em mesossideritos na principal universidade de investigação de geociências do mundo, a ETH Zurique na Suíça.

A Dra. Yi-Jen Lai comentou: “Nós descobrimos duas datas significativas: há 4.558,5 e 4.525,39 milhões de anos, que se relacionam com a formação da crosta inicial e com a mistura de metal-silicato provocada por uma colisão cósmica de ‘toque e fuga’.”

Os cientistas propõem a nova explicação de “toque e fuga” para estes dois importantes novos momentos. No novo modelo, depois de Vesta já se ter diferenciado em camadas distintas de crosta, manto e núcleo, outro asteróide com aproximadamente um-décimo do tamanho de Vesta colidiu com ele, provocando a ruptura em grande escala do hemisfério norte. Os destroços desse impacto, compostos de todas as três camadas de Vesta, ficaram presos no hemisfério sul de Vesta, explicando a crosta anormalmente espessa que a sonda Dawn da NASA detectou no polo sul de Vesta. O novo modelo também explica com sucesso a forma distinta de Vesta e a ausência do mineral olivina do manto nos meteoritos Vestanos.

A equipa pensa que o conceito pode ser aplicado a outros corpos planetários a fim de reconstruir as suas histórias.

Astronomia On-line
9 de Julho de 2019

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2281: O asteróide Vesta é fruto de uma peculiar colisão cósmica

NASA
O protoplaneta Vesta em imagem captada pela sonda espacial Dawn.

Novas informações recolhidas pela sonda espacial Dawn da NASA revelaram que o asteróide Vesta, o segundo maior do cinturão de asteróides, é fruto de uma colisão cósmica peculiar, uma vez que se formou num impacto de “golpe e fuga”.

Vesta, também conhecido como 4 Vesta, é um corpo rochoso gigante. Mede mais de 500 quilómetros de diâmetro e conta com cerca de 800 mil quilómetros quadrados de área. Contas feitas, é nove vezes maior do que Portugal e 50 vezes maior do que o meteoro que poderá ter levado à extinção dos dinossauros.

Os novos dados da agência espacial norte-americana revelam que este gigante manteve a sua crosta, manto e núcleo metálico, assim como a Terra. Contudo, o seu pólo sul é incomummente espesso, tal como noticia a agência noticiosa Europa Press.

Visando justificar esta particularidade, o cientista Yi-Jen Lai, da Universidade de Macquarie, na Austrália, e a sua equipa internacional de especialistas propõem agora uma nova história evolutiva para o Vesta tendo por base uma teoria sobre um enorme impacto.

O novo estudo, cujos resultados foram esta semana publicados na revista científica Nature Geoscience, é baseado em determinações precisas da idade de cristais de zircónio dos mesossideritos – um tipo de enigmático meteorito de Vesta – e tem como objectivo resolver as incertezas relacionadas com o passado evolutivo do asteróide.

Os mesossideritos são um tipo de meteorito de ferro, composto por materiais da crosta e do núcleo fundido de um asteróide. Estes meteoritos misteriosos e raros oferecem uma visão única sobre a desintegração catastrófica de asteróides diferenciados, isto é corpos rochosos em camadas, tal como é o caso do Vesta.

“O principal desafio é que menos de 10 grãos de zircão favoráveis para datação de idades ​​foram relatados em décadas. Desenvolvemos um novo método para encontrar zirconitos em mesossideritos. E, finalmente, preparamos grãos suficientes para este estudo”, explicou o principal autor do estudo, Makiko Haba, da Universidade de Tóquio, no Japão.

A equipa conduziu depois estudos de datação de alta precisão recorrendo a isótopos de urânio e chumbo e encontrou dois momento importantes, tal como explicou Yi-Jen Lai. “Descobrimos duas datas importantes: 4.558,5 e 4.525.39 milhões de anos atrás, que estão relacionadas com a formação inicial da crosta e com a mistura de metal-silicato causada por uma colisão cósmica de ‘golpe e fuga’”.

Perante estas datas, os cientistas apresentam uma nova explicação para estes dois momentos cruciais. Segundo sustenta a equipa na publicação, no primeiro momento, depois de o Vesta já se ter diferenciado em diferentes camadas de crosta, manto e núcleo, um outro asteróide – com cerca de um décimo do Vesta – impactou-o, causando uma ruptura em grande escala no hemisfério norte.

Os destroços deste impacto, compostos pelas três “capas” do Vesta, ficaram presos no hemisfério sul do corpo rochoso, explicando assim a crosta anormalmente espessa detectada pela sonda da NASA. Este modelo de impacto e fuga explica ainda a forma distinta de Vesta, bem como a falta de olivina do manto nos meteoritos do asteróide.

A equipe acredita ainda que o conceito pode também ser aplicado a outros corpos planetários para reconstruir as suas histórias evolutivas.

ZAP //

Por ZAP
6 Julho, 2019

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1241: NASA perdeu sonda espacial no Cinturão de Asteróides

A NASA comunicou nesta quinta-feira que a sonda espacial Dawn deixou de estar em contacto com a Terra, interrompendo a sua missão histórica destinada a estudar o asteróide Vesta e o planeta-anão Ceres.

De acordo com o site da agência espacial norte-americana, depois de eliminar outras hipóteses que justificassem a perda de contacto, a equipa da missão concluiu que a sonda terá ficado sem hidrazina – usada como combustível para as antenas que controlam a direcção -, tendo depois a sonda se perdido entre os asteróides.

Segundos os cientistas, a sonda Dawn ficou presa na órbita do planeta-anão Ceres, devendo manter-se lá nas próximas décadas.

“Hoje celebramos o fim da missão Dawn, das suas incríveis conquistas técnicas e conhecimentos vitais que nos proporcionou e parabenizamos toda a equipa que permitiu que a nave fizesse tais descobertas”, disse o administrador da NASA, Thomas Zurbuchen,

Zurbuchen acrescentou ainda que as imagens e os dados surpreendentes obtidos pela Dawn são cruciais para entender a história e evolução do nosso Sistema Solar.

A sonda espacial norte-americana Dawn foi lançada pela NASA há onze anos, em 2007, com o objectivo de estudar o planeta-anão Ceres e o asteróide Vesta. Estes corpos celestes pertencem ao Cinturão de Asteróides situado entre Marte e Júpiter. Esta foi a primeira missão destinada a estudar mais que um corpo celeste.

ZAP // SputnikNews

Por SN
4 Novembro, 2018

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764: Pode ver agora o Vesta, o asteróide mais brilhante de todos. Ou esperar 20 anos

 

O único asteróide visível a olho nu está a passar próximo da Terra. Situa-se perto de Saturno e pode ser observado durante a lua nova

© NASA

Se perder esta oportunidade, terá de esperar quase 20 anos para tentar observar novamente o Vesta a olho nu. É agora, durante a lua nova, que o asteróide mais brilhante de todos será mais facilmente identificado no céu à vista desarmada. Para isso, só tem de procurar um sítio escuro e, de preferência, tentar identificá-lo com o recurso a um mapa celeste. Um pequeno telescópio também pode ajudar.

O asteróide Vesta situa-se na constelação de Ofiúco, próximo de Saturno. Observá-lo poderá, contudo, não ser uma missão fácil. “A sua magnitude está no limite do que o olho humano consegue ver. Estas são as condições óptimas para o observar, porque é quando está mais próximo [da Terra]. Atinge um brilho que lhe permite ser visível a olho nu, mas não é um espectáculo assombroso no céu, porque está no limiar do que a vista humana consegue ver”, explica Rui Agostinho, director do Observatório Astronómico de Lisboa (OAL).

Convém procurar um local com pouca poluição luminosa, por isso a cidade está fora de questão. “Na cidade, ou nas vilas, com luz, é para esquecer. Não vai conseguir vê-lo”. Como “a luz ofusca estes objectos fraquinhos”, a lua nova “é a melhor altura” para observar o asteróide.

Se tiver um mapa celeste, deve procurar Saturno, “mais fácil de ver porque é um ponto mais brilhante e não cintila”. Depois, é tentar identificar Vesta, que fica aproximadamente a 170 milhões de quilómetros da Terra. “É comparável às estrelas mais fraquinhas que estarão no céu, mas não cintila tanto”.

A melhor hora para o observar é durante a sua passagem meridiana, quando está mais alto no céu e se encontra na direcção sul (azimute 0º). No dia 16, por exemplo, acontece às 23.28, mas no dia 31 de Julho a passagem ocorre mais cedo, às 22.25. Contudo, quantos mais dias passam, mais difícil será a sua identificação. Outros horários podem ser encontrados na página no OAL.

Telescópio pode ajudar

Um pequeno telescópio pode, segundo o astrónomo, tornar a missão “mais interessante”. Mas convém que seja um bom equipamento, com uma óptica de qualidade, calibrado e automatizado. “Se for bom, nota-se que o pontinho é circular, contrariamente às estrelas, que são pontos matemáticos. Ampliando-se, vê-se que tem um pequeno diâmetro, ao contrário das estrelas, que nunca têm diâmetro”, esclarece o professor do departamento de Física da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

Para imaginar a dimensão de Vesta, Rui Agostinho diz que “caberia dentro da Península Ibérica e não ocuparia uma boa parte”.

Estas alturas de maior aproximação da Terra, que ocorrem a cada 20 anos, adianta o especialista, “não são particularmente importantes para estudar as propriedades físicas do asteróide, porque as sondas conseguem fazê-lo [e já fizeram] muito melhor do que os telescópios terrestres”. Mas, para quem o quiser fazer com um telescópio, é a melhor altura, “porque é quando se consegue ver o lado direito e esquerdo”.

Vesta foi descoberto a 29 de Março de 1807 por Heinrich Wilhelm Olbers e está localizado na cintura de asteróides entre Marte e Júpiter. “Sabe-se que tem uma superfície altamente reflectora, mais do que a lua. Há modelos que mostram que terá sido um pequeno planeta em formação – um protoplaneta. Não teve massa suficiente para fica completamente esférico”, afirma o director do OAL.

Diário de Notícias
Joana Capucho
14 Julho 2018 — 14:57

Seria óptimo se o céu estivesse limpo de nuvens, não tivesse uma tremenda poluição luminosa e atmosférica, mas mesmo assim, logo vou tentar se descortino essa rocha… porque daqui a 20 anos já não devo pertencer a este planeta.

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704: Há um asteróide 9 vezes maior do que Portugal a caminho da Terra

NASA
Asteróide Vesta

O asteróide Vesta é nove vezes maior do que Portugal. Este gigantesco corpo celeste está muito próximo do nosso planeta e pode ser visto a olho nu.

Há um enorme corpo celeste, rochoso e metálico, a caminho da Terra. O asteróide Vesta, ou 4 Vesta, mede mais de 500 quilómetros de diâmetro e conta com cerca de 800 mil quilómetros quadrados de área, ou seja, é nove vezes maior do que Portugal e 50 vezes maior do que o meteoro que extinguiu os dinossauros.

Existem muitos asteróides no Sistema Solar e a maioria encontra-se normalmente no cinturão de asteróides entre Marte e Júpiter. O Vesta pode ser avistado no céu nocturno sem qualquer ajuda, perto da constelação de Sagitário, até dia 16 do próximo mês.

Colossal de tamanho e com uma aparência imponente de tão grande e brilhante que é, o asteróide pode ser observado a olho nu, mesmo estando a uma distância de 106 quilómetros.

Ainda assim, a NASA garante que este majestoso corpo celeste, que ganhou o nome Vesta graças a uma deusa romana que personifica o lar na mitologia romana, não tem qualquer hipótese de causar impacto com o nosso planeta.

Se até dia 16 de Julho olhar para o céu à noite e vir um ponto amarelo escuro, saiba que está a observar um dos maiores asteróides conhecidos pela humanidade. Comparado com outras rochas espaciais, a superfície do Vesta chega a reflectir mais luz do que a própria Lua.

De acordo com o Express, o asteróide foi visível pela última vez em 2011. Agora, poderá ser visto a olho nu a partir do hemisfério sul (que o verão a sudoeste da constelação Sagitário) e norte (que o localizarão a noroeste da constelação).

Ceres ocupa o primeiro lugar do pódio, mas Vesta é o segundo maior corpo celeste rochoso a orbitar no cinturão de asteróides. Além do asteróide descomunal, Saturno e Marte também serão visíveis a olho nu até meados de Julho.

ZAP //

Por ZAP
29 Junho, 2018

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