4352: O hemisfério norte teve o verão mais quente de que há registo (e isso é um sinal de alerta para a Terra)

CIÊNCIA/AQUECIMENTO GLOBAL

NASA GISS Scientific Visualization Studio

O hemisfério teve em 2020 o verão mais quente de que há registo. No geral, o Planeta Terra teve três dos meses mais quentes, e o mês de Agosto foi o segundo mais quente que se fez sentir nos últimos anos na Europa.

De acordo com a NOAA, os anos de 2019, 2018, 2017, 2016, 2015, 2014, 2013, 2010,  2005, e 1998 foram os 10 anos mais quentes já registados. Contudo, os últimos três meses foram incrivelmente quentes para o nosso planeta, revela a Earth Sky.

Segundo o relatório da NOAA, divulgado em 14 de Setembro, 2020 registou o verão mais quente do Hemisfério Norte, ultrapassando assim os calorosos Verões de 2019 e 2016, que anteriormente tinham sido considerados dos mais quentes. As temperaturas dos meses de Junho, Julho e Agosto subiram 1,17º em relação às temperaturas que se faziam sentir no século XX.

O hemisfério sul, que vive o inverno enquanto o hemisfério norte está a passar pelo verão, também passou por uma situação atípica, uma vez que a estação foi menos rigorosa e mais quente do que o habitual. O planeta Terra no geral teve três dos meses mais quentes dos últimos 141 anos.

Esta situação pode trazer graves consequências ambientais, e a prova disso é que esta onda de calor está a provocar uma diminuição do gelo do mar Árctico. A extensão média do gelo do mar Árctico em Agosto foi a terceira menor já registada, estando 29,4% abaixo da média de 1981-2010″, alertou o relatório.

O mês de Agosto de 2020 foi o segundo mais quente que já se registou na Europa, e de acordo com o relatório a “América do Sul e a Oceânia tiveram o quarto Agosto mais quente de sempre”. Os EUA foram as principais vítimas desta onda de calor, e o relatório da NOAA diz até que o país “assou” durante este verão, pois enfrentaram grandes furacões, e devastadores incêndios sobretudo na costa oeste.

Mapa que mostra alguns dos eventos meteorológicos e climáticos mais significativos que ocorreram durante Agosto de 2020

A 16 de Agosto deste ano, o Vale da Morte na Califórnia registou 54º. Caso venha a ser confirmada, esta temperatura é a mais quente registada nos EUA durante o mês de Agosto.

Na Califórnia registaram-se em 2020 diversos incêndios de enormes proporções, e o calor que se fez sentir tornou muito difícil para as autoridades controlar as chamas – que atingiram zonas residenciais e provocaram a morte de pelo menos 30 pessoas.

ZAP //

Por ZAP
18 Setembro, 2020

 

 

1614: Alterações climáticas podem tornar os Verões mais tempestuosos e abafados

(CC0/PD) pxhere

As alterações climáticas estão a mudar a energia na atmosfera, levando a Verões mais tempestuosos, mas também a longos períodos quentes e abafados, com implicações na qualidade do ar.

De acordo com um novo estudo, levado a cabo por cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, Estados Unidos (MIT), o aumento da temperatura global alimenta as tempestades com mais energia, mas que a circulação do ar vai estagnar em regiões do hemisfério norte, incluindo a América do Norte, a Europa e a Ásia.

Segundo escrevem os cientistas, o aumento da temperatura, principalmente do Árctico, está a redistribuir a energia na atmosfera, colocando mais energia nas tempestades e menos nos ciclones extra-tropicais de verão, que circulam por milhares de quilómetros e que estão associados a ventos e a frentes que geram chuva.

“Os ciclones extra-tropicais ventilam o ar e dispersam a poluição, por isso, com ciclones extra-tropicais mais fracos no verão estamos perante um potencial para dias de qualidade do ar mais pobre nas áreas urbanas”, disse um dos autores do estudo, Charles Gertler, acrescentando que se caminha para Verões com tempestades mais destrutivas e muitos dias mais quentes e abafados.

Com os resultados esta terça-feira publicados na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences, a publicação oficial da Academia de Ciências dos Estados Unidos, os autores dizem que os ventos associados aos ciclones extra-tropicais diminuíram devido às alterações climáticas.

Os ciclones extra-tropicais são grandes sistemas meteorológicos que geram mudanças rápidas de temperatura e de humidade e podem estar associados a nuvens, chuva e vento.

Quanto maiores as diferenças de temperatura entre, por exemplo, o Árctico e o Equador mais forte será um ciclone. Como nas últimas décadas o Árctico aqueceu mais depressa do que o resto da Terra, diminuíram as diferenças de temperatura.

O que os cientistas fizeram foi investigar como é que isso afectou a energia disponível na atmosfera e descobriram que desde 1979 que a energia disponível para os ciclones extra-tropicais em larga escala diminuiu 6%, enquanto a energia que pode alimentar tempestades menores e mais locais aumentou em 13%.

ZAP // Lusa

Por ZAP
20 Fevereiro, 2019

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