3125: A velocidade do vento está a aumentar na Terra! Será uma má notícia?

CIÊNCIA

O mundo está a ficar mais ventoso, de acordo com um novo estudo publicado na revista Nature Climate Change. Os responsáveis pelo estudo analisaram décadas de dados climáticos. Como conclusão, determinaram que a velocidade global do vento aumentou dramaticamente nos últimos 10 anos.

Apesar de não ser uma boa notícia, tem a parte boa para os parques eólicos que têm beneficiado de tal aumento de velocidade.

Um aumento da velocidade do vento significa turbinas eólicas mais rápidas e mais produtivas. Princeton, Timothy Searchinger, um dos autores do estudo, revelou que a tendência é que a velocidade do vento continue a aumentar. Apesar de parecer algo mau, tem múltiplos efeitos positivos… especialmente nas energias “verdes”.

O estudo também desmentiu o “mito” de que a velocidade do vento global estava a diminuir a partir de 1980 devido aos próprios seres humanos. O aumento de construções e também, em alguns locais, a vegetação, foram motivo de preocupação para o sistema climático global. “Este estudo mostrou que não é esse o caso”, revelou Princeton.

Mas quais os efeitos da força do vento nos parques eólicos?

Contas feitas, com o aumento da velocidade do vento, as turbinas eólicas geraram em média cerca de 17% mais electricidade em 2017 comparativamente a 2010. Como principal causa deste aumento de velocidades estão as oscilações do oceano que, segundo o investigador se devem a:

… diferentes padrões de pressão, temperatura e ventos, em diferentes partes dos oceanos

Os investigadores tiveram acesso e analisaram os mais diferentes tipos de dados, como, por exemplo,  altura e elevação.

Os humanos podem capitalizar tal condição climatérica. Para tal, as turbinas podem ser projectadas de outra forma para aproveitarem e produzirem o máximo de energia.

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1593: Dunas misteriosas provam que o vento de Marte sopra sempre na mesma direcção

NASA

Novas imagens do instrumento de imagem de alta resolução HiRISE a bordo do MRO da NASA, em Marte, revelam a capacidade erosiva do vento na superfície do Planeta Vermelho.

Nas fotografias publicadas pela agência espacial, muitas dunas de areia são visíveis. Têm uma forma crescente alongada e são chamados de “dunas de Barchan”.

As dunas são formados pela acção contínua do vento que sopra na mesma direcção. A orientação destas dunas indica que o vento predominante sopra da direita para a esquerda (leste a oeste). O vento está a mover continuamente os grãos de areia ao longo da maior inclinação da duna, em direcção ao topo.

As pequenas ondulações na inclinação são causadas por este movimento. Quando os grãos de areia atingem o topo, caem no declive mais íngreme e mais curto, que, consequentemente, não tem ondulações. É este movimento gradual de areia que faz com que as dunas se movam lentamente ao longo do tempo, relata a NASA.

Outra imagem tirada pela câmara HiRISE mostra como a erosão da superfície revela várias camadas de tons claros, provavelmente depósitos sedimentares, na superfície marciana.

As características geológicas mais recentes são, neste caso, estreitas dunas de areia que serpenteiam no topo de todas as rochas. HiRISE opera em comprimentos de onda visíveis, assim como os olhos humanos, mas com uma lente telescópica que produz imagens em resoluções nunca antes vistas em missões de exploração planetária.

Estas imagens de alta resolução permitem aos cientistas distinguir objectos de um metro de tamanho em Marte e estudar a morfologia e estrutura da superfície de forma muito mais completa.

ZAP // Europa Press

Por ZAP
14 Fevereiro, 2019

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1396: Sonda da NASA captou o som do vento em Marte. Já ouviu?

A InSight aterrou no Planeta Vermelho a 26 de Novembro e tem como missão estudar o interior de Marte.

Um dos painéis solares da sonda
© NASA/JPL-Caltech/REUTERS

São os primeiros “sons” dos ventos de Marte ouvidos na Terra. Os sensores da sonda InSight, que aterrou no Planeta Vermelho a 26 de Novembro, registaram a 1 de Dezembro o murmúrio causado pelas vibrações do vento, que a NASA estima soprasse a 5 ou 7 metros por segundo, de noroeste para sudoeste.

“Captar este áudio foi um prazer não planeado”, disse Bruce Banert, o principal investigador da InSight no Jet Propulsion Laboratory, em Pasadena, citado no comunicado de imprensa da NASA. “Mas um dos aspectos da nossa missão é dedicado a medir o movimento em Marte e, naturalmente, isso inclui o movimento causado por ondas sonoras”, referiu.

O som original (a NASA recomenda que use um sub-woofer ou auriculares para conseguir ouvi-lo).

Nesta segunda versão, duas oitavas acima, o som torna-se mais audível.

De acordo com a NASA, dois sensores detectaram as vibrações do vento na InSight: um sensor de pressão do ar no interior da sonda e um sismómetro que está na parte de cima. Ambos gravam o som do vento de diferentes formas. O primeiro directamente, o segundo captando as vibrações causadas pelo vento a mover-se pelos painéis solares (cada um mede 2,2 metros de diâmetro).

O sismógrafo será colocado dentro de algumas semanas directamente na superfície de Marte e coberto por um escudo para o proteger do vento, deixando de “ouvir” o vento. Conseguirá detectar o movimento da sonda, através do solo do planeta, assim como outras vibrações, que permitirão perceber melhor o que se esconde debaixo da superfície.

A missão InSight, que deve durar dois anos, pretende dar respostas sobre a evolução da formação dos planetas rochosos do Sistema Solar, incluindo a Terra, ao estudar o tamanho, a espessura e a densidade do núcleo, manto e crosta de Marte e a temperatura interior do planeta.

A sonda aterrou em Marte ao fim de uma viagem de seis meses e meio, representando o regresso à superfície de Marte depois de um interregno de seis anos, desde que a sonda Curiosity chegou à superfície do planeta em 2012.

Diário de Notícias
Susana Salvador
08 Dezembro 2018 — 20:29

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