3951: A Terra abranda e atinge hoje a sua velocidade mínima durante todo o ano

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Certamente estão lembrados do dia em que a Terra atingiu a sua velocidade máxima. No dia 5 de Janeiro, o nosso planeta atingia o Periélio e viajava a cerca de 110 mil km/h. Contudo, hoje atingiu uma velocidade de pouco mais de 105 mil km/h. Este marco astronómico é conhecido como Afélio e coloca a Terra no seu ponto mais distante do Sol em 2020.

Hoje, a Terra está a cerca de 152.000.000 quilómetros de distância do sol. Curiosamente, este ano está menos distante que ano passado.

A Terra está mais lenta esta semana

É verdade que este ano o mundo parece mais silencioso, mais calmo porque está prostrado à pandemia. Contudo, o planeta viaja a uma velocidade alucinante.

Para começar, o planeta está a girar sobre si mesmo e a dar lugar a dias e noites. Uma vez que o planeta completa um círculo completo a cada 23 horas, 56 minutos e pouco mais de quatro segundos, a velocidade da superfície, no equador, é de cerca de 1.609 quilómetros por hora.

No entanto, há muito mais movimento. Poderíamos também considerar que o sistema solar se desloca pela galáxia a uma velocidade de cerca de 828.000 quilómetros por hora ou que a própria galáxia viaja em direcção ao Grande Atrator, a uma velocidade de 3.600.000 quilómetros por hora.

Calma, não estamos em excesso de velocidade a esta altura, bem pelo contrário. A Terra, no Afélio encontra no seu ponto mais longe do Sol. Como tal, viaja a 105.444 quilómetros por hora.

Uma mudança de 2.000 km/h

Ao contrário do que se possa pensar, a órbita da Terra não é um círculo, mas uma elipse (embora muito semelhante a um círculo, em que a distância do Sol mal varia em 3%). Como é que isso se traduz em velocidades?

Kepler, um astrónomo, astrólogo e matemático alemão, percebeu que a linha que liga os planetas e o Sol cobre a mesma área no mesmo período de tempo. Isso significa que quando os planetas estão próximos do Sol na sua órbita, eles movem-se mais rápido do que quando estão mais distantes. Desta forma, a velocidade orbital de um planeta será menor a uma distância maior do Sol, e em distâncias mais curtas a velocidade orbital será maior.

Como tal, a velocidade média do planeta é 107,208 km/h, mas hoje, no ponto mais distante (Afélio), é 105,444, enquanto que no ponto mais próximo (periélio) é de 109,044 quilómetros por hora, ou 29 290 m/s.

O modelo de Kepler dos sólidos platónicos para o Sistema Solar

Então o Sol está mais longe no verão?

Certamente estará a pensar que não faz sentido. Então o Sol está mais longe e as temperaturas são mais altas no nosso verão? Em abono da verdade, as alterações na velocidade da Terra na sua órbita de translação não são relacionadas com as variações de temperatura e clima das estações do ano. As variações de temperatura devem-se antes à inclinação eixo de rotação da Terra em relação ao plano da órbita que faz à volta do Sol.

Portanto, não pense que as temperaturas baixas deste início de Julho tem a ver com o facto de o Sol estar longe.

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04 Jul 2020

 

spacenews

 

736: A velocidade da Terra vai diminuir esta sexta-feira

(CC0/PD) PIRO4D / pixabay

Esta sexta-feira, dia 6 de Julho, a Terra estará mais distante do Sol do que em qualquer outro dia do ano de 2018. O planeta vai atingir o seu afélio, palavra de origem grega que significa “longe do Sol”, diminuindo a velocidade da sua órbita em mais de sete mil quilómetros por hora.

“O afélio é o ponto da órbita à volta do Sol em que a Terra fica mais longe do astro e o periélio – que significa “perto do Sol” – é justamente o oposto, o ponto da órbita em que a Terra fica mais próxima ao astro”, disse Nayra Rodríguez Eugenio, astrofísica e professora do Instituto de Astrofísica das Canarias, em Tenerife, na Espanha, em declarações à BBC.

“No periélio, o Sol está a aproximadamente 147 milhões de quilómetros da Terra já no afélio, encontra-se a uns 152 milhões de quilómetros do Sol.” A distância varia porque a órbita da Terra à volta do Sol não é uma circunferência perfeita, o nosso planeta descreve uma trajectória elíptica.

O afélio ocorre todos os anos entre os dias 2 e 7 de Julho. O periélio registou-se a 3 de Janeiro. A Terra alcançará a sua maior distância do Sol, esta sexta-feira, às 17h46, no horário de Greenwich, quando o planeta e seu astro estarão a 152.095.566 de quilómetros distanciados um do outro. Uma maior distância traduz-se numa velocidade de órbita menor.

Tal como foi assinalado por uma das leis de Kepler – astrónomo e matemático alemão do século XVII que estudou os movimentos planetários -, quando os planetas estão perto do Sol, movem-se mais rápido do que quando se encontram mais distantes.

A velocidade orbital de translação será de 103.536 quilómetros por hora, mais de 7.000 quilómetros a menos por hora do que a velocidade no periélio.

As estações do ano

As alterações na velocidade da Terra na sua órbita em torno do Sol não são relacionadas com as variações de temperatura e clima das estações do ano. “As estações acontecem pela inclinação do eixo de rotação da Terra em relação ao plano da órbita que faz à volta do Sol, que chamamos de ‘eclíptica’”, disse Rodríguez Eugenio.

“Esse eixo está inclinado a uns 23,5 graus, por isso, quando estamos no verão do Hemisfério Norte, o eixo norte, ou Polo Norte da Terra, está apontado mais em direcção ao Sol. Já no inverno, o nosso Polo Norte está apontado na direcção oposta – não exactamente oposto, cerca de 23,5 graus, mas está apontado na direcção oposta ao Sol.”

O verão do Hemisfério Norte coincide com o afélio, “mas recebemos mais radiação solar aqui no Hemisfério Norte porque o Sol está mais alto sobre o horizonte e temos mais horas de luz solar”, explicou a astrofísica.

No Hemisfério Sul, por outro lado, o verão coincide com o periélio. “Isso poderia fazer-nos pensar que no Hemisfério Sul a temperatura sobe mais do que no Norte no verão. Porque, além da inclinação, a Terra também está mais perto do Sol“, disse Rodríguez Eugenio. Mas, na verdade, isto não é o que acontece.

De acordo com Rodríguez Eugenio, o que acontece é que no Hemisfério Sul “há maior quantidade de água, o que faz com que a temperatura não aumente tanto”.

“O fenómeno parece dever-se ao fato da Terra aquecer mais facilmente do que a água e, como o Hemisfério Sul tem uma proporção maior do seu território coberta por água, o excesso de energia é absorvido por ela.”

Concluindo: no Verão – quer seja no Hemisfério Sul, quer seja no Hemisfério Norte, – a temperatura é “aproximadamente a mesma”, disse a astrofísica.

ZAP // BBC

Por ZAP
6 Julho, 2018

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