3240: O fenómeno das “pedras que andam” no Vale da Morte já existia há 200 milhões de anos

CIÊNCIA

howardignatius / Flickr

Uma equipa de cientistas da Universidade da Columbia sugeriu que o fenómeno das estranhas “pedras que andam” no Vale da Morte, no deserto de Mojave, no estado norte-americano da Califórnia, já ocorria há 200 milhões de anos.

As estranhas pedras têm confundido cientistas, sendo estas já estudadas desde 1940.

Trata-se de um fenómeno geológico que ocorre no lago seco de Racetrack Playa, na Califórnia, onde as pedras – algumas com mais de 320 quilogramas – parecem mover-se por si próprias, deixando sulcos na terra, explica o Science Alert.

Os cientistas da universidade norte-americana revelarem agora novas informações sobre estas pedras depois de terem analisado um fóssil de uma rocha sedimentar que faz parte de uma exposição do estado de Connecticut, onde foi encontrado.

Segundo os cientistas, que apresentaram os resultados da investigação no início de Dezembro na reunião da União Geofísica dos Estados Unidos, o estranho fenómeno pode ocorrer desde há 200 milhões de anos.

Em 2017, o paleontólogo Paul Olsen, da Universidade de Columbia, notou que o fóssil em causa conserva, para além de pegadas de um antecessor do brontossauros e até a textura das sua pele, aquilo que será o rasto de uma pedra deslizante.

Universidade de Columbia / Lull, R.S., 1915

Olsen e a sua equipa não conseguiram indicar se o rasto mostra o movimento de uma ou mais pedras. Contudo, afirmam que a pedra teria peso suficiente para deixar profundas marcas na lama antiga. Os cientistas apontam ainda que esta descoberta pode provar a existência de um breve período gelado durante o Jurrásico Inferior.

“Esta pode ser uma evidência do arrefecimento causado pelo inverno vulcânico“, explica Olsen, citado num comunicado da Universidade da Columbia.

As marcas do fóssil estão em linha com a ideia, que é relativamente consensual, de que as pedras se movem devido ao gelo que se forma em torno delas após um período de chuva no inverno, explica o portal Sputnik News. A chuva origina depois uma capa de água sobre o terreno seco, criando um lago artificial, que congela à noite.

Ao derreter, as placas de gelo à volta das pedras do Vale da Morte movem-se na água, criando assim um rasto na lama que endurece depois quando a água evapora.

Surgiu um lago gigante no Vale da Morte, o lugar mais seco da América do Norte

O Vale da Morte, o lugar mais quente e seco da América do Norte, não é conhecido por chuvas recorde…

ZAP //

Por ZAP
21 Dezembro, 2019

 

spacenews

 

1724: Surgiu um lago gigante no Vale da Morte, o lugar mais seco da América do Norte

(CC0/PD) pxhere

O Vale da Morte, o lugar mais quente e seco da América do Norte, não é conhecido por chuvas recorde ou lagos gigantes. Mas, depois de uma tempestade ter passado pelo deserto, algo estranho aconteceu.

Elliott McGucken, um fotógrafo, estava a tentar chegar a Badwater Basin, onde pensava que poderia haver inundações, quando viu o lago gigante. “É uma sensação surreal ver tanta água no lugar mais seco do mundo”, disse McGucken à SF Gate. “Há uma ironia mesmo que não tenha conseguido chegar à Badwater Basin. No geral, acho que estas fotografias são, provavelmente, mais únicas.”

Ele publicou fotos do lago temporário de 16 quilómetros de extensão, com o Panamint Range ao fundo, no Instagram.

Não é precisa muita água para um lago emergir neste lugar incrivelmente árido. “Como a água não é prontamente absorvida no ambiente do deserto, mesmo chuvas moderadas podem causar inundações no Vale da Morte”, explicou Chris Dolce, meteorologista da Weather.com. “A inundação pode acontecer mesmo quando não está a chover. Normalmente, riachos secos ou arroios podem ficar inundados devido à chuva a montante.”

O Vale da Morte está localizado no leste da Califórnia. Durante o verão, pode ser um dos lugares mais quentes do mundo. Em 1972, registou a mais alta temperatura da superfície terrestre natural da Terra, com 93,9ºC. Nos últimos dois anos, é o lugar onde se marca o mês mais quente medido no planeta.

É também o lugar mais seco da América do Norte. Num ano normal, o Vale da Morte só recebe cerca de 60 milímetros de água da chuva. As chuvas do Vale da Morte em 5 e 6 de Março foram de 22 milímetros – quase o triplo de toda a precipitação média de Março.

“Tempestades raras trazem vastos campos de flores silvestres. Oásis exuberantes abrigam minúsculos peixes e refúgio para a vida selvagem e para os humanos”, explica o Serviço Nacional de Parques. “Apesar de seu nome mórbido, uma grande diversidade de vida sobrevive no Vale da Morte.”

ZAP // Science Alert

Por ZAP
16 Março, 2019

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