4037: Quase todos os ursos polares podem desaparecer até 2100

CIÊNCIA/CLIMA

Scott Schliebe / U.S. Fish and Wildlife Service

A maioria das populações de ursos polares desaparecerá até ao final do século se o aquecimento global continuar ao ritmo actual, alerta uma nova investigação levada a cabo por cientistas da Universidade de Toronto, no Canadá.

No novo estudo, cujos resultados foram recentemente publicados na revista científica especializada Nature Climate Change, os cientistas explicam que a dieta destes animais consiste principalmente em focas, caçadas no gelo marinho.

Contudo, à medida que o gelo marinho derrete, os ursos têm menos hipóteses de conseguir apanhar as suas presas. Consequentemente, comem menos e torna-se mais difícil ganhar peso antes de uma jornada de jejum mais longa.

Para esta investigação, os cientistas usaram projecções de modelos para conseguir perceber quanto tempo é que durarão as futuras épocas de jejum nas populações de ursos polares. Calcularam também o número dias que os ursos podem sobreviver sem comida.

Combinando estes dados, a equipa de cientistas canadianos estimaram quantos dias podem passar sem que os ursos comam e consigam nutrir as suas crias, assegurando a sustentabilidade da população.

Os cientistas associaram a perda de gelo no mar do Árctico com um acentuado declínio na reprodução subsequente e a sobrevivência de quase todas as populações que vivem na região, escreve a Russia Today, frisando que apenas algumas populações escapariam.

“Embora as nossas projecções para o futuro dos ursos polares pareçam más, o lamentável é que podem até ser optimistas demais“, começou por dizer o principal autor do estudo, Péter Molnár, da Universidade de Toronto, citado em comunicado.

“Assumimos que os ursos polares usarão a sua energia corporal disponível de forma ideal ao jejuar. Caso contrário, a realidade poderá ser pior do que nossas projecções”, alertou.

E concluiu: “O desafio é que o gelo marinho do Árctico continua a desaparecer à medida que o mundo continuar a aquecer (…) E isto significa que os ursos polares de todo o mundo enfrentarão períodos mais longos sem comida, e isso afectará a sua capacidade de se reproduzir, sobreviver e persistir como [parte de] populações saudáveis”.

ZAP //

Por ZAP
22 Julho, 2020

 

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2741: Ursos polares estão a ficar sem comida

CIÊNCIA

Scott Schliebe / U.S. Fish and Wildlife Service

Segundo um especialista da Polar Bears International, a perda de gelo no Árctico está a afectar a alimentação dos ursos polares.

O Árctico está a perder gelo a um ritmo mais acelerado do que o previsto pelos cientistas, e isto é uma má notícias para os ursos polares. De acordo com um relatório do Painel Inter-governamental para as Alterações Climáticas (IPCC), criado pelas Nações Unidas e divulgado esta semana, a alimentação destes animais está a ser prejudicada.

Segundo o relatório, dedicado ao impacto das alterações climáticas nos oceanos e na criosfera, caso não haja uma acção urgente para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa, os gelos permanentes vão derreter a um ritmo sem precedentes.

Um especialista entrevistado pelo The Guardian adianta que a situação está a afectar as populações de ursos polares que vivem e caçam na encosta norte do Alasca, bem como aquelas que vivem nos blocos de gelo no mar de Bering, que diz respeito a uma extensão marítima no extremo norte do oceano Pacífico.

“Agora que o gelo se afastou muito da zona costeira sabemos que os ursos não se estão a alimentar, e os que são forçados a ir para terra não encontram muito o que comer”, explica Steven Amstrup, da Polar Bears International, uma organização de conservação de ursos polares sem fins lucrativos.

Segundo o Observador, em 2015, o mesmo grupo adiantou que a população de ursos polares no mar de Beaufort, que faz parte do oceano Árctico, diminuiu em 40% na década anterior.

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Por ZAP
30 Setembro, 2019