2884: Saturno: Imagens extraordinárias mostram a descoberta de um novo tipo de tempestades

CIÊNCIA

Saturno é um gigante gasoso, formado predominantemente por hidrogénio e hélio, além de um provável núcleo rochoso. Este planeta possui um raio de aproximadamente 58,2 mil quilómetros, o equivalente a cerca de 9 vezes o raio da Terra. Além disso, tem uma actividade atmosférica incrível, gerando fenómenos que impressionam. Nesse sentido, foi descoberto agora um novo tipo de tempestade.

As imagens captadas dão conta de algo nunca antes visto. O resto na atmosfera do planeta é impressionante.

Tempestade em Saturno de 4 mil quilómetros

Tendo em conta a investigação divulgada pela Nature Astronomy, foram captadas imagens que revelam um novo tipo de tempestade. Nesse sentido, foi visto que estas ocorrem nas proximidades do Polo Norte de Saturno. Este tipo de tempestades dura entre 1,5 semana e sete meses e têm uma extensão de 4000 quilómetros.

Segundo os dados, quatro grandes tempestades desenvolveram-se na região do Polo Norte de Saturno em 2018 quase na mesma latitude, durante 200 dias. Além disso, foi igualmente perceptível que estas tempestades interagiam umas com as outras, mas de uma forma complexa.

Nature Astronomy

@NatureAstronomy

Four large storms developed on Saturn’s northern polar region in 2018 at almost the same latitude, spanning 200 days and interacting with each other in a complex way. Sánchez-Lavega et al.: https://www.nature.com/articles/s41550-019-0914-9 

08:20 – 21 de out de 2019

Novas tempestades descobertas

Conforme é conhecido, existem outras tempestades que já eram seguidas pelos astrónomos. Assim, estavam apenas referenciadas dois tipos de tempestades neste planeta: as relativamente pequenas, que aparecem como nuvens brilhantes e duram alguns dias, e as grandes manchas brancas, dez vezes maiores e com duração de meses.

Até agora, conhecíamos apenas dois tipos de tempestades em Saturno: as gigantescas, de aproximadamente 20 mil quilómetros de extensão, e outras menores, de aproximadamente dois mil quilómetros.

Explicou Agustín Sánchez Lavega, da Universidade do País Basco, Espanha.

Segundo a NASA, entre Março e Setembro de 2018, o planeta foi palco de um fenómeno que nunca assistido ou conhecido. Manchas enormes mostram uma sucessão de tempestades sequenciais que começaram inesperadamente, como focos isolados em diferentes latitudes do planeta e em diferentes momentos.

Os especialistas referem que estas tempestades de Saturno terão origem em nuvens de água centenas de quilómetros abaixo da cobertura visível de nuvens do planeta. Simulações em computador indicam que cada tempestade de tamanho médio exigia cerca de 10 vezes mais energia do que uma tempestade pequena, mas apenas cerca de um centésimo da energia necessária para produzir uma Grande Mancha Branca.

Estas imagens foram conseguidas por astrónomos amadores, via Observatório Calar Alto, em Espanha, e do Telescópio Espacial Hubble, da NASA. Posteriormente foram analisadas por Sánchez-Lavega e pelos seus colegas.

Hubble acabou de captar uma imagem nova e impressionante de Saturno… nem parece real!

Saturno é um planeta incrível. Para ter uma ideia “aproximada” do seu perfil, podemos dizer que tem de diâmetro cerca de 116 464 km, nove vezes o tamanho da Terra. O seu aspecto hipnotiza … Continue a ler Hubble acabou de captar uma imagem nova e impressionante de Saturno… nem parece real!

Imagem: NASA
Fonte: Science News

22 Out 2019

 

2883: Cometa Halley vai brindar o céu com uma chuva de estrelas esta noite

CIÊNCIA

Lucas / Flickr
Imagem do Cometa Halley, capturada por Edward Emerson Barnard, a 29 de maio de 1910, no Observatório Yerkes, em Wisconsin (EUA).

Na noite desta terça-feira, o cometa Halley passou pelo céu naquele que foi o culminar do fenómeno. A chuva de estrelas acontecerá a um ritmo de 20 meteoros por hora.

Visto pela última vez em 1986, o cometa Halley vai fazer esta madrugada de terça-feira uma aparição nos céus. Esta vai tornar-se no primeiro cometa a ser visto duas vezes pela mesma geração.

Cada vez que um cometa entra no sistema solar deixa um trilho de partículas, que quando entram na nossa atmosfera criam uma chuva de estrelas. Quem olhar para o céu, às 20h desta terça-feira, será presenteado com uma chuva de estrelas chamada Oriónidas. Isto porque, segundo o CNET, se rastrearmos o seu percursos, elas parecem originar da constelação de Órion.

A chuva de estrelas já pode ser vista desde o dia 2 de Outubro e prolonga-se até ao dia 7 de Novembro, mas, de acordo com o Observador, o pico do fenómeno acontece hoje.

Para quem perder a oportunidade de o ver, tem ainda mais uma chance de presenciar a sua passagem. Está previsto que Halley volte a passar pela Terra em Agosto de 2061. Com sorte, a mesma pessoa pode observar o cometa três vezes na sua vida, algo que seria igualmente único.

ZAP //

Por ZAP
22 Outubro, 2019

 

2880: Estrelas antigas lançam luz sobre semelhanças da Terra com outros planetas

CIÊNCIA

Impressão de artista de uma anã branca com um planeta em cima e à direita.
Crédito: Mark Garlick

Os planetas parecidos com a Terra podem ser comuns no Universo, sugere um novo estudo da UCLA (Universidade da Califórnia em Los Angeles). A equipa de astrofísicos e geoquímicos apresenta novas evidências de que a Terra não é única. O estudo foi publicado dia 18 de Outubro na revista Science.

“Acabámos de aumentar a probabilidade de muitos planetas rochosos serem como a Terra e há um número muito grande de planetas rochosos no Universo,” disse o co-autor Edward Young, professor de geoquímica e cosmo-química da UCLA.

Os cientistas, liderados por Alexandra Doyle, estudante de geoquímica e astroquímica da UCLA, desenvolveu um novo método para analisar em detalhe a geoquímica dos planetas para lá do nosso Sistema Solar. Doyle fê-lo analisando os elementos em rochas de asteróides ou fragmentos de planetas rochosos que orbitavam seis estrelas anãs brancas.

“Estamos a estudar a geoquímica de rochas de outras estrelas, o que é quase inédito,” salientou Young.

“Determinar a composição de planetas fora do nosso Sistema Solar é muito difícil,” disse a co-autora Hilke Schlichting, professora associada de astrofísica e ciência planetária da Universidade de Harvard. “Usámos o único método possível – um método pioneiro – para determinar a geoquímica de rochas para lá do Sistema Solar.”

As estrelas anãs brancas são os remanescentes densos de estrelas normais. A sua forte atracção gravitacional faz com que os elementos pesados como carbono, oxigénio e azoto “afundem” rapidamente nos seus interiores, onde os elementos pesados não podem ser detectados por telescópios. A estrela anã branca mais próxima estudada por Doyle fica a cerca de 200 anos-luz da Terra e a mais distante está a 665 anos-luz.

“Observando estas anãs brancas e os elementos presentes na sua atmosfera, estamos a observar os elementos que estão no corpo que orbitou a anã branca,” disse Doyle. A grande força gravitacional da anã branca rasga o asteróide ou fragmento de planeta que está em órbita e o material cai sobre a anã branca, acrescentou. “Observar uma anã branca é como fazer uma autópsia sobre o conteúdo daquilo que devorou no seu sistema.”

Os dados analisados por Doyle foram recolhidos por telescópios, principalmente pelo Observatório W. M. Keck no Hawaii, que os cientistas espaciais haviam recolhido anteriormente para outros fins científicos.

“Se eu observasse uma estrela anã branca, esperaria ver hidrogénio e hélio,” disse Doyle. “Mas nestes dados, também vejo outras substâncias, como silício, magnésio, carbono e oxigénio – material de corpos que estavam em órbita e que se acumulou nas anãs brancas.”

Quando o ferro é oxidado, partilha os seus electrões com o oxigénio, formando uma ligação química, explicou Young. “A isto chamamos oxidação e podemos ver quando o metal se transforma em ferrugem,” disse. “O oxigénio rouba electrões do ferro, produzindo óxido de ferro em vez de ferro. Nós medimos a quantidade de ferro oxidado nestas rochas que atingem a anã branca. Estudámos o quanto o metal enferruja.”

As rochas da Terra, de Marte e de outras partes do nosso Sistema Solar são semelhantes em composição química e contêm um nível surpreendentemente alto de ferro oxidado, explicou Young. “Nós medimos a quantidade de ferro oxidado nestas rochas que atingem a anã branca,” disse.

O Sol é composto principalmente de hidrogénio, que faz o oposto da oxidação – o hidrogénio acrescenta electrões.

Os investigadores disseram que a oxidação de um planeta rochoso tem um efeito significativo na atmosfera, no núcleo e no tipo de rochas que produz à superfície. “Toda a química que ocorre à superfície da Terra pode, em última análise, ser rastreada até ao estado de oxidação do planeta,” disse Young. “O facto de termos oceanos e todos os ingredientes necessários para a vida pode ser rastreado até à quantidade de oxidação do planeta. As rochas controlam a química.”

Até agora, os cientistas não sabiam em detalhe se a química dos exoplanetas rochosos era semelhante ou se era muito diferente da química da Terra.

Quão semelhantes são as rochas que a equipa da UCLA analisou, com as rochas da Terra e de Marte?

“Muito parecidas,” disse Doyle. “São parecidas com as da Terra e com as de Marte em termos de ferro oxidado. Estamos a descobrir que rochas são rochas em toda a parte, com geofísica e geoquímica muito semelhantes.”

“O motivo pelo qual as rochas no nosso Sistema Solar são tão oxidadas sempre foi um mistério,” disse Young. “Não é o que seria de esperar. Também queríamos saber se isto seria verdade noutras estrelas. O nosso estudo diz que sim. Isto é muito bom para a procura por planetas parecidos com a Terra no Universo.”

As anãs brancas são um ambiente raro para os cientistas analisarem.

Os investigadores estudaram os seis elementos mais comuns nas rochas: ferro, oxigénio, silício, magnésio, cálcio e alumínio. Usaram cálculos e fórmulas matemáticas porque os cientistas não conseguem estudar rochas reais em torno de anãs brancas. “Podemos determinar matematicamente a geoquímica destas rochas e comparar estes cálculos com as rochas que temos da Terra e de Marte,” disse Doyle, que tem formação em geologia e matemática. “A compreensão das rochas é crucial porque revelam a geoquímica e geofísica do planeta.”

“Se as rochas extraterrestres têm uma quantidade de oxidação semelhante à da Terra, então podemos concluir que o planeta possui placas tectónicas parecidas e potencial para campos magnéticos semelhantes aos da Terra, que se pensa serem ingredientes para a vida,” realçou Schlichting. “Este estudo é um salto em frente no que toca às inferências de corpos para lá do nosso Sistema Solar e indica que é muito provável que existam realmente análogos da Terra.”

Young disse que o seu departamento tem astrofísicos e geoquímicos trabalhando juntos.

“O resultado,” disse, “é que estamos a fazer geoquímica real em rochas fora do nosso Sistema Solar. A maioria dos astrofísicos não pensaria em fazer isto, e a maioria dos geoquímicos nunca pensaria em aplicar isto a uma anã branca.”

Astronomia On-line
22 de Outubro de 2019

 

2879: As super-espirais giram super-depressa

CIÊNCIA

A linha superior deste mosaico apresenta imagens do Hubble de três galáxias espirais, cada um com várias vezes a massa da Via Láctea. A linha inferior mostra três galáxia espirais ainda mais massivas que se qualificam como “super-espirais”, que foram observadas pelo SDSS. As super-espirais têm normalmente 10 a 20 vezes a massa da Via Láctea. A galáxia no canto inferior direito, 2MFGC 08638, é a super-espiral mais massiva conhecida, com um halo de matéria escura equivalente a 40 biliões de sóis.
Crédito: linha superior – NASA, ESA, P. Ogle e J. DePasquale (STScI); linha inferior – SDSSS, P. Ogle e J. DePasquale (STScI)

Provavelmente nunca notou, mas o nosso Sistema Solar está a mover-se rapidamente. As estrelas na nossa vizinhança, incluindo o Sol, orbitam a Via Láctea a uma velocidade média de 210 km/s. Mas isto não é nada em comparação com as galáxias espirais mais massivas. As “super-espirais”, que são maiores, mais brilhantes e mais massivas do que a Via Láctea, giram ainda mais depressa do que o esperado para a sua massa, a velocidades de até 570 km/s.

A sua rápida rotação é o resultado de estarem dentro de uma nuvem extraordinariamente massiva, ou halo, de matéria escura – matéria invisível detectável apenas graças à sua gravidade. A maior “super-espiral” estudada aqui reside num halo de matéria escura com pelo menos 40 biliões de vezes a massa do nosso Sol. A existência de super-espirais fornece mais evidências de que uma teoria alternativa da gravidade conhecida como MOND (Modified Newtonian Dynamics) está incorrecta.

Quando se trata de galáxias, quão rápido é rápido? A Via Láctea, uma galáxia espiral média, gira a uma velocidade de 210 km/s na vizinhança do nosso Sol. Uma nova investigação descobriu que as galáxias espirais mais massivas giram mais depressa do que o esperado. Estas “super-espirais”, a maior das quais tem cerca de 20 vezes mais massa do que a Via Láctea, gira a uma velocidade de até 570 km/s.

As super-espirais são excepcionais em quase todos os aspectos. Além de serem muito mais massivas do que a Via Láctea, são também mais brilhantes e maiores em tamanho físico. As maiores atingem 450.000 anos-luz em comparação com a Via Láctea, que tem “apenas” 100.000 anos-luz em diâmetro. Só conhecemos, até ao momento, cerca de 100 super-espirais. As super-espirais foram descobertas como uma nova classe importante de galáxias enquanto se estudavam dados do SDSS (Sloan Digital Sky Survey) bem como do NED (NASA/IPAC Extragalactic Database).

“As super-espirais são, em muitos aspectos, extremas,” disse Patrick Ogle do STScI (Space Telescope Science Institute) em Baltimore, no estado norte-americano de Maryland. “Quebram os recordes de velocidade de rotação.”

Ogle é o primeiro autor de um artigo publicado dia 10 de Outubro na revista The Astrophycial Journal Letters. O artigo apresenta novos dados sobre as velocidades de rotação de super-espirais recolhidos com o SALT (Southern African Large Telescope), o maior telescópio óptico do hemisfério sul. Os dados adicionais foram obtidos com o telescópio Hale de 5 metros do Observatório Palomar, operado pelo Instituto de Tecnologia da Califórnia. Os dados da missão WISE (Wide-field Infrared Survey Explorer) da NASA foram cruciais para medir as massas das galáxias em estrelas e os seus ritmos de formação estelar.

Referindo-se ao novo estudo, Tom Jarrett da Universidade da Cidade do Cabo, na África do Sul, comentou: “Este trabalho ilustra muito bem a poderosa sinergia entre as observações ópticas e infravermelhas de galáxias, revelando movimentos estelares com espectroscopia do SDSS e do SALT e outras propriedades estelares – mais concretamente a massa estelar ou “espinha dorsal” das galáxias hospedeiras – através das imagens infravermelhas do WISE”.

A teoria sugere que as super-espirais giram depressa porque estão localizadas dentro de nuvens incrivelmente grandes, ou halos, de matéria escura. Há décadas que sabemos que a matéria escura está relacionada com a rotação das galáxias. A astrónoma Vera Rubin foi pioneira no trabalho sobre as rotações galácticas, mostrando que as galáxias espirais giram mais depressa do que se a sua gravidade fosse exclusivamente devida às estrelas e ao gás constituintes. Uma substância invisível adicional, conhecida como matéria escura, deverá influenciar a rotação de uma galáxia. Espera-se que uma galáxia espiral com uma determinada massa estelar gire a uma determinada velocidade. A equipa de Ogle descobriu que as super-espirais excedem significativamente esta rotação esperada.

As super-espirais também residem em halos de matéria escura maiores do que a média. O halo mais massivo que Ogle mediu contém matéria escura equivalente a 40 biliões de vezes a massa do nosso Sol. Essa quantidade de matéria escura normalmente continha um grupo de galáxias em vez de uma única galáxia.

“Parece que a rotação de uma galáxia é definida pela massa do seu halo de matéria escura,” explicou Ogle.

O facto das super-espirais quebrarem a relação normal entre massa da galáxia em estrelas e a taxa de rotação é uma nova evidência contra uma teoria alternativa da gravidade conhecida como MOND (Modified Newtonian Dynamics). A teoria MOND propõe que às maiores escalas, como galáxias ou enxames de galáxias, a gravidade é ligeiramente mais forte do que previsto por Newton ou Einstein. Isto faria com que as regiões externas de uma galáxia espiral, por exemplo, girassem mais depressa do que o esperado com base no seu conteúdo estelar. A MOND foi estabelecida para reproduzir a relação padrão da rotação das espirais e, portanto, não pode explicar valores extremos como os das super-espirais. As observações das super-espirais sugerem que não é necessária nenhuma dinâmica não newtoniana.

Apesar de serem as galáxias espirais mais massivas do Universo, as super-espirais na verdade estão abaixo da massa, termos de conteúdo estelar, do que seria de esperar para a quantidade de matéria escura que contêm. Isto sugere que a grande quantidade de matéria escura inibe a formação estelar. Existem duas causas possíveis: 1) Qualquer gás adicional que é puxado para dentro da galáxia colide e aquece, impedindo que arrefeça e forme estrelas, ou 2) A rápida rotação da galáxia dificulta o colapso das nuvens de gás contra a influência da força centrífuga.

“Esta é a primeira vez que encontrámos galáxias espirais tão grandes quanto possível,” comentou Ogle.

Apesar destas influências perturbadoras, as super-espirais ainda são capazes de formar estrelas. Embora as maiores galáxias elípticas tenham formado todas ou a maior parte das suas estrelas há mais de 10 mil milhões de anos, as super-espirais ainda estão a formar estrelas hoje. Elas convertem cerca de 30 vezes a massa do Sol em estrelas todos os anos, o que é normal para uma galáxia deste tamanho. Em comparação, a nossa Via Láctea transforma o equivalente a uma massa solar em estrelas por ano.

Ogle e a sua equipa propuseram observações adicionais para ajudar a responder perguntas importantes sobre as super-espirais, incluindo observações projectadas para estudar melhor o movimento do gás e das estrelas dentro dos seus discos. Depois do seu lançamento em 2021, o Telescópio Espacial James Webb da NASA poderá estudar super-espirais a distâncias maiores e idades correspondentemente mais jovens para aprender como evoluem ao longo do tempo. E a missão WFIRST da NASA pode ajudar a localizar mais super-espirais, que são extremamente raras, graças ao seu amplo campo de visão.

Astronomia On-line
22 de Outubro de 2019

 

“Toupeira” do InSight está a mover-se novamente

CIÊNCIA

Este GIF mostra a sonda de calor do InSight, escavando cerca de um centímetro a semana passada. Usando uma técnica chamada “fixação”, o InSight recentemente pressionou a pá do seu braço robótico contra a toupeira auto-marteladora a fim de a ajudar a escavar.
Crédito: NASA/JPL-Caltech

O módulo Insight da NASA usou o seu braço robótico para ajudar a sua sonda de calor, conhecida como “toupeira”, a cavar quase 2 centímetros na semana passada. Embora modesto, este movimento é significativo: construída para cavar até 5 metros no subsolo a fim de medir o calor que sai do interior do planeta, a toupeira conseguiu enterrar-se apenas parcialmente desde que começou a martelar em Fevereiro de 2019.

O movimento recente é o resultado de uma nova estratégia, alcançada após extensos testes na Terra, que descobriram que um solo inesperadamente forte está a impedir o progresso da toupeira. A toupeira precisa de fricção do solo circundante para se mover: sem fricção, o recuo da sua acção auto-marteladora faz com que simplesmente salte no lugar. Pressionando a pá do braço robótico do InSight contra a toupeira, uma nova técnica chamada “fixação”, parece fornecer à sonda o atrito necessário para continuar a escavar.

Desde o dia 8 Outubro de 2019, a toupeira martelou 220 vezes em três ocasiões distintas. Imagens enviadas pelas câmaras do módulo mostraram a toupeira a progredir gradualmente no solo. Vai levar mais tempo para a equipa ver até onde a toupeira pode ir.

A toupeira faz parte de um instrumento chamado HP3 (Heat Flow and Physical Properties Package), fornecido pelo Centro Aeroespacial Alemão.

“Ver o progresso da toupeira parece indicar que não há pedras a bloquear o nosso caminho,” disse o investigador principal do HP3 Tilman Spohn do DLR. “São óptimas notícias! Estamos torcendo para que a nossa toupeira continue.”

O JPL da NASA em Pasadena, no estado norte-americano da Califórnia, lidera a missão InSight. O JPL testou o movimento do braço usando réplicas 1:1 do InSight e da toupeira. Os engenheiros continuam a testar o que aconteceria se a toupeira afundasse sob o alcance do braço robótico. Se parar de progredir, podem raspar o solo por cima da toupeira, acrescentando massa para resistir ao recuo da toupeira.

Se não existirem outras opções, considerariam pressionar a pá directamente no topo da toupeira enquanto evitavam o cabo sensível: este fornece energia e retransmite dados do instrumento.

“A toupeira ainda tem um longo caminho a percorrer, mas estamos todos entusiasmados por vê-la a escavar novamente,” disse Troy Hudson do JPL, engenheiro e cientista que liderou o esforço de recuperação da toupeira. “Quando encontrámos este problema, foi esmagador. Mas pensei, ‘talvez exista uma hipótese; vamos continuar a trabalhar.’ E agora, estou muito contente.”

Astronomia On-line
22 de Outubro de 2019

 

2876: Indícios de uma enorme tempestade solar podem ter sido encontrados em escrituras assírias

CIÊNCIA

Pitris / Canva

Um conjunto de escrituras assírias podem ter referências a uma enorme tempestade solar. O fenómeno foi de tal ordem que deixou vestígios até aos dias de hoje.

Análises recentes encontraram indícios de uma intensa tempestade solar algures no ano de 660 a.C., que levou a que fossem espalhadas partículas energéticas nos anéis das árvores e núcleos de gelo por todo o mundo. Portanto, uma equipa de cientistas decidiu investigar se conseguia encontrar provas deste fenómeno em registos astrológicos antigos.

Nem por menos, os investigadores acreditam ter encontrado referências a uma enorme tempestade solar em inscrições assírias. As tábuas encontradas durante o século XIX incluem relatos da observação de planetas, cometas, meteoritos e, como não podia deixa de ser, de presságios.

O Gizmodo explica que a equipa de cientistas começou a vasculhar entre estas escrituras à procura de indícios de uma tempestade solar. Após uma intensa pesquisa, encontraram referências a um “brilho vermelho”, a uma “nuvem vermelha e a um “céu coberto de vermelho”.

A previsão feita pelos especialistas da datação das escrituras coincide com a altura em que terá acontecido a enorme tempestade solar, que deixou vestígios até aos dias de hoje. Os resultados da investigação foram publicados, em Setembro, na revista científica The Astrophysical Journal Letters.

Apesar de ainda não terem provas certas que ambos relatem o mesmo fenómeno, a equipa de cientistas acredita que estas escrituras possam ser a primeira referência histórica a actividade auroral intensa.

A tempestade solar, de acordo com o Gizmodo, foi tão intensa que até pode ter causado um buraco na camada de ozono. No futuro, os cientistas esperam conseguir prever este tipo de tempestades, que podem ter consequências sérias nas nossas infra-estruturas eléctricas.

ZAP //

Por ZAP
22 Outubro, 2019

 

2875: Cientistas concluem que é possível cultivar alimentos em Marte e na Lua

CIÊNCIA

É possível cultivar alimentos em Marte e na Lua. O veredicto parte de uma equipa de cientistas holandeses que testou colheitas em condições semelhantes às lá vividas.

Para chegarem a esta conclusão, os investigadores cultivaram dez colheitas diferentes: agrião de jardim, rúcula, tomate, rabanete, centeio, quinoa, espinafre, cebolinho, ervilha e alho-porro.

Aliás, não só é possível cultivar lá estes alimentos, como também é possível obter sementes destas colheitas, tanto em Marte como na Lua. Para realizarem esta experiência, simularam as condições marcianas e lunares, verificando se era viável. O estudo foi publicado este mês na revista científica Open Agriculture.

“Ficamos encantados quando vimos os primeiros tomates já cultivados no simulador de solo de Marte ficarem vermelhos. Isso significava que o próximo passo em direcção a um ecossistema agrícola fechado sustentável foi dado”, contou o líder da investigação, Wieger Wamelink, citado pelo Tech Explorist.

Nove das dez culturas semeadas cresceram sem problemas e conseguiu-se recolher alimentos comestíveis delas. O espinafre foi a única cultura que os cientistas holandeses não conseguiram cultivar em condições marcianas ou lunares.

As sementes produzidas por três espécies (rabanete, centeio e agrião) foram testadas com sucesso relativamente à sua germinação.

ZAP //

Por ZAP
22 Outubro, 2019

 

2874: Há gelo no pólo sul da Lua e pode ter muitas fontes

CIÊNCIA

NASA’s Goddard Space Flight Center/Scientific Visualization Studio
A sonda LRO encontrou crateras brilhantes na zona do pólo sul da Lua – que correspondem a jazidas de gelo

Um novo estudo sugere que o gelo encontrado na superfície lunar pode ter milhares de milhões de anos, além de ter surgido de diferentes fontes.

O estudo, publicado recentemente na Icarus, sugere que a maioria do gelo lunar pode ser tão antigo quanto a própria Lua, enquanto que outros depósitos de gelo podem ser mais jovens.

Segundo Ariel Deutsch, estudante do Departamento de Ciências da Terra, Meio Ambiente e Planetárias da Universidade de Brown, é importante limitar a idade dos depósitos, uma vez que essa informação pode ser fundamental tanto para a ciência básica quanto para futuras explorações lunares, já que o gelo pode ser utilizado como combustível entre outras utilizações importantes.

“A idade dos depósitos pode dizer-nos algo sobre a origem do gelo, o que nos ajuda a entender as fontes e a distribuição de água no sistema solar interno”, começou por explicar Deutsch.

“Para fins de exploração, precisamos de entender as distribuições laterais e verticais desses depósitos para descobrir qual a melhor maneira de conseguir chegar até eles. Essas distribuições evoluem com o tempo, por isso é que é importante ter uma ideia da sua idade”, continuou, citado pelo Science Daily.

Usando dados do Lunar Reconnaissance Orbiter da NASA, que orbita a Lua desde 2009, os cientistas analisaram as idades das grandes crateras nas quais foram encontradas evidências de depósitos de gelo no pólo sul.

De acordo com os cientistas, a maioria dos depósitos de gelo está dentro de crateras formadas há aproximadamente 3,1 milhões de anos, ou mais. Como o gelo não pode ser mais antigo do que a cratera, esta datação estabelece um limite na idade do gelo.

O facto de a cratera ser antiga, não implica que o gelo encontrado dentro dela também seja. No entanto, neste caso, os cientistas dizem haver boas razões para acreditar que o gelo é realmente antigo.

Se os depósitos de gelo forem realmente antigos, isso pode ter implicações significativas em termos de exploração e potencial utilização de recursos, adiantam os investigadores.

Mas enquanto que a maioria do gelo estava em crateras antigas, a verdade é que os cientistas também encontraram evidências de gelo nas crateras mais pequenas e, a julgar pelas características do gelo, parecem mais recentes.

Foi uma surpresa. Não havia realmente nenhuma observação de gelo em armadilhas frias mais jovem”, explicou Deutsch, referindo-se às características afiadas e bem definidas do gelo encontrado no pólo sul da Lua.

Se há, de facto, depósitos de diferentes idades, isso sugere que também podem ter fontes diferentes. Gelo mais antigo poderia ter sido originado por cometas e asteróides que afectaram a superfície, ou através de actividades vulcânicas que extraíam água das profundezas da Lua. Já os depósitos de gelo mais recentes podem ter outra explicação, como o bombardeio de micro-meteoritos do tamanho de ervilhas ou a implantação pelo vento solar.

Mas a melhor maneira de descobrir é obtendo amostras. Os cientistas querem enviar missões para as recolher, o que ajudaria a descobrir e a responder a todas as questões e incertezas que ainda pairam no ar.

“Quando pensamos em enviar novamente humanos à Lua para exploração a longo prazo, precisamos de saber com que recursos podemos contar, e actualmente não sabemos” concluiu Jim Head, co-autor do artigo científico.

ZAP //

Por ZAP
21 Outubro, 2019

 

2873: Afinal, Vénus pode não ser tão semelhante à Terra como pensávamos

CIÊNCIA

AOES Medialab / ESA

Uma nova investigação questiona a habitabilidade de Vénus, planeta que os cientistas consideram há pouco tempo numa outra investigação poder ter um clima habitável semelhante ao da Terra.

De acordo com a nova investigação, cujos resultados foram esta semana publicados na revista científica especializada Journal of Geophysical Research: Planets, o segundo planeta do nosso Sistema Solar estava repleto de lava e não de água.

O novo estudo, conduzido por uma equipa de especialistas do Instituo lunar e Planetário (LPI), sediado nos Estados Unidos, conseguiu determinar que o que inicialmente se aceitava serem rochas de granito são, na verdade, basalto, formado devido ao processo rápido de arrefecimento da lava, explica o Space.com.

A investigação baseou-se na análise de dados das terras altas de Ovda Regio, em Vénus. “Sabemos tão pouco sobre a superfície de Vénus”, começou por observar o co-autor do estudo, Allan Treiman, citado pelo mesmo portal.

“Se as terras altas de Ovda Regio são feitas de rochas basálticas, como a maior parte de Vénus, estas foram provavelmente trazidas até à sua altura actual por forças internas, possivelmente como as montanhas que resultam de placas tectónicas na Terra”, explicou.

O estudo anterior, publicado em Setembro, dava conta do oposto, descrevendo Vénus como um mundo que poderia ter um clima temperado, capaz de abrigar água líquida antes que uma transformação catastrófica – que ocorreu há 700 milhões de anos – alterasse quase toda a sua superfície (80%).

Os resultados da investigação agora divulgada, ao apontarem para rochas basálticas, questionam o estudo anterior, uma vez que este composto pode ser formado na presença de água ou não. Os cientistas observaram ainda que a transformação que o planeta passou e que produziu uma explosão maciça de dióxido de carbono pode estar relacionada com a actividade vulcânica.

Há cada vez mais indícios de que Vénus pode ter sido habitável

Cientistas da NASA anunciaram esta semana que o planeta, agora considerado um verdadeiro inferno tóxico, pode ter sido habitável. De…

ZAP //
Por ZAP
21 Outubro, 2019

 

Humans Will Never Live on an Exoplanet, Nobel Laureate Says. Here’s Why.

SCIENCE

Image: © Shutterstock)

Here’s the reality: We’re messing up the Earth and any far-out ideas of colonizing another orb when we’re done with our own are wishful thinking. That’s according to Michel Mayor, an astrophysicist who was a co-recipient of the Nobel Prize in physics this year for discovering the first planet orbiting a sun-like star outside of our solar system.

“If we are talking about exoplanets, things should be clear: We will not migrate there,” he told Agence France-Presse (AFP). He said he felt the need to “kill all the statements that say, ‘OK, we will go to a livable planet if one day life is not possible on Earth.'”

All of the known exoplanets, or planets outside of our solar system, are too far away to feasibly travel to, he said. “Even in the very optimistic case of a livable planet that is not too far, say a few dozen light years, which is not a lot, it’s in the neighbourhood, the time to go there is considerable,” he added.

Mayor shared half of the Nobel Prize this year along with Didier Queloz for discovering the first exoplanet in October 1995. Using novel instruments at the Haute-Provence Observatory in southern France, they detected a gas giant similar to Jupiter, which they named 51 Pegasi b. (The other half of the prize was awarded to James Peebles of Princeton University for his work in dark matter and dark energy).

Since then, over 4,000 other exoplanets have been found in the Milky Way, but apparently, none of them can be feasibly reached.

Stephen Kane, a professor of planetary astrophysics at the University of California in Riverside, agrees with Mayor. “The sad reality is that, at this point in human history, all stars are effectively at a distance of infinity,” Kane told Live Science. “We struggle very hard as a species to reach the Earth’s moon.”

We might be able to send people to Mars in the next 50 years, but “I would be very surprised if humanity made it to the orbit of Jupiter within the next few centuries,” he said. Since the distance to the nearest star outside of our solar system is about 70,000 times greater than the distance to Jupiter, “all stars are effectively out of reach.”

Well, you might say, plenty of things seemed out of reach until we reached them, such as sending aircraft on intercontinental flights. But “in this case, the required physics to reach the stars, if it exists, is not known to us and it would require a fundamental change in our understanding of the relationship between mass, acceleration and energy.”

“So that’s where we stand, firmly on the Earth, and unlikely to change for a very, very long time,” he said.

Mayor told the AFP: “We must take care of our planet, it is very beautiful and still absolutely livable.”

Andrew Fraknoi, emeritus chair of the astronomy department at Foothill College in California agreed that we won’t be able to travel to these stars in the near future. But “I would never say we can never reach the stars and possible habitable planets,” he said. “Who knows how our technology will evolve after another million years of evolution.”

Originally published on Live Science.
By Yasemin Saplakoglu – Staff Writer
14/10/2019

 

2871: A Evolução mostra que podemos ser a única forma de vida inteligente no Universo

CIÊNCIA

possan / Wikimedia

As reduzidas probabilidades que acompanham a nossa evolução ao longo da história podem ser uma pista que talvez sejamos a única forma de vida inteligente no Universo.

Será que estamos sozinhos no Universo? Tudo se resume a saber se a inteligência é um resultado provável da selecção natural ou um acaso improvável. Por definição, eventos prováveis ocorrem com frequência, eventos improváveis ocorrem raramente — ou uma vez.

A nossa história evolutiva mostra que muitas adaptações importantes foram eventos únicos e pontuais e, portanto, altamente improváveis. A nossa evolução pode ter sido como ganhar a lotaria… apenas muito menos provável.

O universo é surpreendentemente vasto. A Via Láctea tem mais de 100 mil milhões de estrelas e existem mais de um bilião de galáxias no universo visível, a pequena fracção do universo que podemos ver. Mesmo que mundos habitáveis sejam raros, o seu número absoluto sugere que existe muita vida por aí.

Mas se é assim tão grande, onde estão todos? Este é o paradoxo de Fermi. O Universo é grande e antigo, com tempo e espaço para a inteligência evoluir, mas não há evidências disso.

Seria improvável que a inteligência evoluísse? Infelizmente, não podemos estudar a vida extraterrestre para responder a esta pergunta. mas podemos estudar 4,5 mil milhões de anos da história da Terra, observando onde a Evolução se repete ou não.

Por vezes, a Evolução repete-se, com diferentes espécies a convergir independentemente para resultados semelhantes. Se a Evolução se repete frequentemente, a nossa Evolução pode ser provável, ou até inevitável.

O problema é que todas as convergências aconteceram dentro de uma linhagem, os Eumetazoa. Diferentes eumetazoanos desenvolveram soluções semelhantes para problemas semelhantes, mas o plano complexo do corpo que tornou tudo possível é único. Animais complexos evoluíram uma vez na história da vida, sugerindo que são improváveis.

Surpreendentemente, muitos eventos críticos na nossa história evolutiva são únicos e, provavelmente, improváveis. Um é o esqueleto ósseo dos vertebrados, que permite que animais grandes se movam para a terra.

As células eucarióticas complexas das quais todos os animais e plantas são construídas, contendo núcleos e mitocôndrias, evoluíram apenas uma vez. O sexo evoluiu apenas uma vez. A fotossíntese, que aumentou a energia disponível para a vida e produziu oxigénio, é única. Quanto a isso, o mesmo ocorre com a inteligência a nível humano. Existem lobos e toupeiras marsupiais, mas não humanos marsupiais.

Além disso, esses eventos dependiam um do outro. Os humanos não podiam evoluir até que os peixes adquirissem esqueleto, que os deixasse rastejar na terra. O esqueleto não pôde evoluir até que animais complexos aparecessem. Animais complexos precisavam de células complexas, e células complexas precisavam de oxigénio, produzido pela fotossíntese. Nada disso acontece sem a evolução da vida.

Curiosamente, tudo isto demora um tempo surpreendentemente longo. A fotossíntese evoluiu 1,5 mil milhões de anos após a formação da Terra, células complexas após 2,7 mil milhões de anos, animais complexos após 4 mil milhões de anos e inteligência humana 4,5 mil milhões de anos após a formação da Terra. O facto de essas inovações serem tão úteis, mas levarem tanto tempo para evoluir implica que elas são extremamente improváveis.

Uma série de eventos improváveis

Neste caso, a nossa evolução não é como ganhar na loteria. É como ganhar a loteria de novo, e de novo, e de novo.

Imaginemos que a inteligência depende de uma cadeia de sete inovações improváveis — a origem da vida, fotossíntese, células complexas, sexo, animais complexos, esqueletos e a própria inteligência — cada uma com 10% de hipóteses de evoluir. As hipóteses de evolução da inteligência tornam-se uma em dez milhões.

No entanto, adaptações complexas podem ser ainda menos prováveis. A fotossíntese exigiu uma série de adaptações em proteínas, pigmentos e membranas. Os animais eumetazoários exigiram múltiplas inovações anatómicas. Se mundos habitáveis são raros, então podemos ser a única vida inteligente na galáxia, ou mesmo no universo visível.

ZAP // The Conversation

Por ZAP
21 Outubro, 2019

 

2870: NASA – Asteróide perigoso passará perto da Terra a uma velocidade de 40 mil km/h

CIÊNCIA

No próximo dia 25, sexta-feira, passará “perto” da Terra um asteróide à velocidade de 40 mil km/h. De acordo com o Centro de Estudo de Objectos Próximos à Terra da NASA, o objecto 162082 (1998 HL1) tem um tamanho de cerca de 700 metros de diâmetro e é da categoria Apollo.

A rocha espacial foi descoberta em 1998 e é vigiada desde então. Segundo os especialistas, se algum dia este asteróide colidir com o nosso planeta, as consequências serão desastrosas.

Asteróide perigoso debaixo de olho da NASA

Conforme está catalogado pela NASA, este é um asteróide do tamanho de um arranha-céus. Descoberto em 1998, foi já visto pela nossa vizinhança pelo menos 408 vezes. A sua classificação refere que é um Asteróide Potencialmente Perigoso (PHA).

No século passado, quando foi descoberto por astrónomos no projecto Lincoln Near-Earth Asteroid Research (LINEAR) em Socorro, Novo México, deram-lhe o nome de 1998 HL1.

1998 HL1 vai passar perto, mas o que é esse “perto”?

De facto vai passar perto. A passagem mais próxima do asteróide Apollo este ano será de 241.401.600 km de distância, ou 16 vezes a distância da Lua. Claro, comparando com a nossa noção de proximidade terrestre, esta rocha vai passar muito longe. Mas na unidade astronómica, ele vai passar aqui mesmo pertinho!

Apesar de ter já passado várias vezes no quintal da Terra ainda irá passar mais algumas vezes “sem entrar”. Segundo os cálculos da NASA, este não tem uma rota de colisão com o planeta nos próximo 120 anos.

A próxima vez que passar perto da Terra, como agora, será somente no dia 26 de Outubro de 2140. Nessa altura, esta rocha passará a uma distância de 6,18 milhões de quilómetros. Mas antes disso, a gigantesca rocha Apollo continuará a girar o Sol uma vez a cada 508 dias enquanto ele se move numa órbita elíptica.

NASA afirma que nenhum asteróide registado vai colidir com a Terra nos próximos 100 anos

Há hoje uma preocupação maior relacionada com os asteróides. Ameaças do asteróide do Apocalipse ou do Deus do Caos estão a ser vigiadas pela NASA que desdramatiza os possíveis casos de colisão com a … Continue a ler NASA afirma que nenhum asteróide registado vai colidir com a Terra nos próximos 100 anos

Pplware
Imagem: NASA
20/10/2019

 

2869: Os furacões podem provocar actividade sísmica tal como um terramoto

CIÊNCIA

NASA Goddard / MODIS Rapid Response Team

Uma equipa de cientistas descobriu um novo fenómeno geofísico no qual furacões ou fortes tempestades podem produzir vibrações no fundo do oceano tão fortes quanto um terramoto de magnitude 3.5.

“As tempestades, furacões ou ciclones extra-tropicais transferem energia para o oceano como fortes ondas oceânicas, e as ondas interagem com a terra sólida produzindo uma intensa actividade de fonte sísmica“, explicou Wenyuan Fan, professor de Ciências da Terra, Oceano e Atmosféricas na Universidade da Florida e principal autor de um novo artigo científico publicado na Geophysical Research Letters.

Os investigadores analisaram quase uma década de registos sísmicos e oceanográficos, de Setembro de 2006 a Fevereiro deste ano, e encontraram uma relação entre fortes tempestades e intensa actividade sísmica (vibrações na crosta terrestre).

Segundo o Europa Press, os cientistas encontraram evidências de mais de 10.000 terremotos entre 2006 e 2019 no alto mar da Nova Inglaterra, Florida e Golfo do México, nos Estados Unidos, bem como no alto mar da Nova Escócia, Terra Nova e Colúmbia Britânica, no Canadá.

“Podemos ter fontes sísmicas no oceano, assim como terramotos dentro da crosta“, resumiu Fan em comunicado. “A parte interessante desta investigação é que as fontes sísmicas causadas por furacões podem durar de horas a dias.”

Neste novo estudo, a equipa de cientistas da universidade norte-americana desenvolveu um novo método para detectar e localizar eventos sísmicos e determinar se tais eventos são terramotos. Com a ajuda desta técnica, descobriram que o furacão Bill, um intenso ciclone tropical que atingiu o leste do Canadá durante o final de Agosto de 2009, produziu vários terramotos na costa da Nova Inglaterra e Nova Escócia.

De igual forma, descobriram também que o furacão Ike, em 2008, causou uma actividade de tempestade no Golfo do México, e o furacão Irene, em 2011, fez exactamente o mesmo perto de Little Bahama Bank, na costa da Florida.

É preciso ter em conta que nem todos os furacões causam terramotos, mas quando ocorrem, os terramotos parecem concentrar-se em certos pontos críticos. No entanto, os cientistas não detectaram qualquer evidência de terramotos na costa do México ou na costa leste dos Estados Unidos, de Nova Jersey à Geórgia.

Mesmo o furacão Sandy, que ocorreu nos Estados Unidos, não causou terramotos, segundo os cientistas. Isto sugere que os terramotos são fortemente influenciados pelas características oceanográficas locais e pela topografia do fundo do mar.

ZAP //

Por ZAP
20 Outubro, 2019

 

2868: Português coordena parte da primeira caminhada espacial 100% feminina

CIÊNCIA

Christina Koch e Jessica Meir, astronautas norte-americanas da NASA que fizeram a primeira spacewalk totalmente feminina Crédito: NASA

Chama-se João Lousada e além de astronauta análogo (em terra), tornou-se recentemente no primeiro director de voo português da Estação Espacial. Esta sexta-feira coordenou parte da histórica missão que envolveu a primeira caminhada espacial totalmente feminina.

“Foi verdadeiramente especial estar na consola, para um marco tão importante na história do voo espacial: a primeira caminhada espacial totalmente feminina com Christina Koch e Jessica Meir, que incluiu uma nova peça na Columbus [a área científica da Estação Espacial] para permitir mais experiências no futuro”. O anúncio, em inglês, foi feito no Twitter pelo português João Lousada.

Aos 30 anos, o astronauta análogo (tem feito missões em terra de fato espacial para simular possíveis missões a Marte) passou de controlador da Estação Espacial Internacional, para diretor de voo no passado mês e contamos a história desse marco importante e inédito para um português aqui. O trabalho de grande responsabilidade, feito a partir do centro de controlo perto de Munique, na Alemanha, garante a segurança e o sucesso das operações na Columbus, a divisão científica da Estação Espacial Internacional (EEI).

Joao Lousada @Astro_Joao

It was truly special to be on console today for an important mark in space flight history: the first all-female space walk with @Astro_Christina and @Astro_Jessica including a new item in Columbus to allow for more experiments in the future#EVA #spacewalk #columbus #spacehistory

A EEI está já a uma altitude média de 340 km da superfície terrestre, numa órbita baixa que possibilita ser vista da Terra a olho nu e viaja a uma velocidade média de 27 700 km/h, completando 15,70 órbitas por dia – a cada 91 minutos dá uma volta completa à Terra.

João Lousada como astronauta análogo no deserto de Omã em 2018

O que fez, então, João Lousada?

Foi o director de voo da Columbus nesse turno. “Ou seja, liderei as equipas europeias durante o passeio espacial. Não é muito frequente que os passeios espaciais tenham tarefas relacionadas com o módulo Europeu então foi um spacewalk especial para todas as equipas europeias onde instalámos uma peça no exterior do módulo, que no futuro irá permitir instalar mais experiências no exterior da estação espacial [na divisão europeia Columbus].”

Que peça é? Chama-se Trunnion Slip off Prevention (ou TSOP) e é a sua inclusão vai permitir que este tipo de missões fora da Estação Espacial se tornem mais fáceis e frequentes, nomeadamente na parte europeia da estação.

Apesar de não ter falado directamente com as astronautas norte-americanas que fizeram história, liderou o trabalho que elas fizeram para a divisão Columbus. “Normalmente não é o Flight Director que fala diretamente com os astronautas, existe uma posição dedicada para isso chamada CAPCOM (ou EUROCOM na equipa Europeia), portanto, sim tínhamos contacto todo o tempo mas não fui eu a falar directamente”.

João Lousada no centro que coordena o módulo Columbus da Estação Espacial Internacional (foto cedida pelo próprio)

O sentimento de coordenar a missão é especial, mas questionado sobre se a sua equipa sente durante o trabalho esse o momento histórico, Lousada respondeu. “sim e não”. Isto porque: “por um lado temos consciência da importância deste marco histórico e vê-se na equipa que é um sentimento único estar a contribuir tão directamente para a história do espaço. Por outro lado, o trabalho não é diferente por ser o primeiro passeio espacial com senhoras. Temos o privilégio de ter profissionais altamente qualificados, tanto no espaço como nas equipas de terra, independente do género de cada. E o nosso trabalho, a nossa preparação e o profissionalismo de todas as equipas não foi diferente durante este passeio espacial.”

O significado da missão espacial

A primeira caminhada espacial com uma equipa feminina começou esta sexta-feira. Christina Koch e Jessica Meir, astronautas norte-americanas foram as eleitas pela NASA para o momento que foi transmitido em directo.

A missão principal foi reparar um controlador de energia do lado de fora da Estação Espacial Internacional, tendo sempre a Terra à vista (de um lado) e o universo, do outro.

Esta missão, de uma forma geral, vai permitir que estes trabalhos de astronautas vestidos com fatos espaciais e feitos em pleno espaço se tornem algo mais frequente. O ex-astronauta Ken Bowersox, agora vice-chefe do programa espacial humano da NASA, explicou em conferência de imprensa sobre a missão que além de se celebrar a ocasião de terem sido duas mulheres a cumprir esta caminhada espacial, há outros ganhos para os humanos não só na EEI nas na exploração espacial.

“Estamos agora a reunir a experiência que precisamos para tornar estes procedimentos rotina nos voos espaciais, para que possamos avançar mais no nosso sistema solar, para ir inclusive com humanos para a Lua e para Marte. Isso é o que me entusiasma mais, ver esse progresso a acontecer”, admitiu.

A Estação Espacial Internacional, onde está também a parte europeia com o laboratório Columbus

O que parte do trabalho feito resolveu

A electricidade da Estação Espacial Internacional é fornecida por quatro enormes asas ‘solares’ com os chamados controladores de carga de bateria, que desviam a eletricidade para baterias poderosas que recarregam quando o laboratório está sob a luz do sol e, de seguida, fornecem a energia armazenada quando a estação se movimento no período de sombra da Terra.

A substituição de modelos defeituosos deverá restaurar de 4 a 5 quilowatts de energia ao sistema eléctrico do laboratório, que foi perdido quando o carregador original falhou após 19 anos de operação normal, desligando uma bateria de íons de lítio recém-instalada.

Com a troca concluída, Koch e Meir levaram a unidade defeituosa de volta à câmara de ar para, eventualmente, regressar à Terra a bordo da futura nave de carga Dragon, da SpaceX (de Elon Musk), para que se possa tentar reparar.

O trabalho seguinte envolveu o ajuste de isolamento multicamadas em torno dos componentes sobressalentes para facilitar o acesso a eles e foi ainda direccionado um cabo ethernet. Foi nessa altura que instalaram a tal peça de que já falámos no módulo de laboratório Columbus da Agência Espacial Europeia, que será necessária também quando uma plataforma experimental for anexada mais tarde.

João Lousada é um astronauta análogo (de testes em Terra).

dn_insider
Sábado, 19 Outubro 2019
João Tomé

 

2863: A galáxia pode estar repleta de “micro-máquinas” alienígenas

CIÊNCIA

Naeblys / Canva

A galáxia pode estar repleta de “micro-máquinas” de origem alienígena. Quem o diz é o astrofísico Zaza Osmanov, que parte do conceito de sonda replicante do matemático John von Neuman e o ajusta à nano-escala.

Encontrar seres alienígenas tem-se mostrado uma tarefa complicada para a comunidade científica. O Paradoxo de Fermi continua a questionar por que motivo ainda não encontramos estes seres, tendo em conta a alta probabilidade de existirem.

Um dos caminhos para encontrar vida para lá da Terra pode passar por direccionar a pesquisa para rastos tecnológicos. Uma das teorias mais intrigantes neste âmbito sustenta que a galáxia pode estar repleta de “micro-máquinas” avançadas, as chamadas sondas de von Neuman. Tal como o nome indica, a hipótese foi inspirada na ideia de máquinas que se auto-replicam do matemático John von Neumann, que nunca as estudou ou aplicou no âmbito do Espaço ou da Astronomia.

Ao longo dos tempos, vários teóricos socorreram-se da ideia de von Neumann e aplicaram-na à Astrobiologia: de acordo com os especialistas, civilizações avançadas podem ter criado máquinas que exploram longas distâncias no Universo sem precisar de deixar os seus planetas, um vez que estes dispositivos são capazes de fazer cópias de si mesmo à medida que viajam, aumentando rápida e exponencialmente em número.

A ideia, contudo, alberga alguns problemas: as máquinas replicantes precisariam de “recolher” materiais para fazer nascer novas ao longo do caminho e estes mesmo materiais podem não ser encontrados em qualquer canto ou asteróide do Universo. Erros no processo de replicação são também prováveis, tal como escreve o Hype Science.

Recentemente, o astrofísico Zaza Osmanov, da Universidade Livre de Tbilisi, na Geórgia, apresentou soluções para estes problemas num artigo disponível em pré-publicação no arxiv, sustentando que estas podem mesmo estar por toda a galáxia.

Uma questão de tamanho

Osmanov solucionou alguns destes problemas, argumentando que se trata de uma questão de tamanho – tivemos em conta a escala errada. As sondas de von Neumann funcionariam melhor se fossem microscópicas, com cerca de um nanómetro de comprimento.

A redução do tamanho, explicou, faria com que estas máquinas não precisassem de tantos materiais para se “reproduzirem”, tal como pensaram os cientistas. Um pouco de hidrogénio, aponta a Cosmos Magazine, faria com que estas sondas ficassem abastecidas e prontas para desbravar o Cosmos.

Além disso, o pequeno tamanho tornaria mais fácil e mais rápido o processo de replicação – Osmanov estima que uma população inicial de 100 “micro-máquinas” se transformaria em cerca de 1.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000 (1 x 10³³) em apenas um parsec ou quatro anos-luz.

A pequena escala das máquinas poderia facilitar o trabalhos dos seres alienígenas mas, em sentido oposto, dificultaria o do Homem. Ainda assim e apesar de reconhecer a dificuldade na identificação, acredita Osmanov acredita que é possível detectar estas estruturas – basta olhar na direcção certa.

Estas “nano-máquinas” replicantes poderiam produzir emissões luminosas ao encontrar e recolher protões pelos caminhos do Universos. Estas emissões poderiam, explicou, ser virtualmente impossíveis de detectar por si só contudo, e com alguma sorte, um grande exame de sondas poderia ser observável através do espectro infravermelho.

“Todos os resultados mencionados indicam que, se alguém detectar um objecto estranho com valores extremamente altos de aumento de luminosidade, pode ser um bom sinal para colocá-lo na lista de candidatos extraterrestres à sonda de von Neumann”, concluiu o cientista, citado pela Cosmos Magazine.

A radiação de Hawking pode ser a chave para encontrar vida alienígena

O Universo é assustadoramente antigo e vasto ao ponto de vários cientistas  considerarem a possibilidade de existirem civilizações alienígenas avançadas…

ZAP //

Por ZAP
19 Outubro, 2019

 

2858: Fez-se História no Espaço com o primeiro passeio espacial feminino

CIÊNCIA

As astronautas Jessica Meir e Christina Koch saíram esta sexta-feira da Estação Espacial Internacional (EEI) no primeiro passeio orbital sem a participação de homens, durante o qual repararão um controlo das baterias da estação.

A saída para o espaço aconteceu às 12h39 em Lisboa e durante cerca de cinco horas e meia, Koch e Meyer trabalharão no exterior da EEI, que orbita a Terra a uma distância de 485 quilómetros e a uma velocidade de mais de 27 mil quilómetros por hora.

Em seis décadas e meia de exploração espacial com tripulantes, 15 mulheres participaram em 221 destes passeios orbitais, mas desde que, em 1984, a soviética Svetlana Savistskaya foi a primeira mulher a sair de uma nave – acompanhada pelo cosmonauta Vladimir Dzhanibekov – todas as tarefas femininas no exterior contaram com participação masculina.

Christina Koch, engenheira de 40 anos, chegou à EEI a 14 de Março e está em vias de se tornar a mulher com a mais longa estada no espaço, já que a missão está programada para durar 328 dias.

A primeira saída para o espaço de duas mulheres estava programada para Março e nela deveria participar a astronauta Anne McClain, mas a agência espacial norte-americana NASA alegou então que não tinha fatos espaciais adequados para duas mulheres.

O fato espacial que será usado durante a caminhada espacial é a Unidade de Mobilidade Extra-veicular (UEM), uma “nave espacial pessoal” especialmente projectada por um traje que mantém os astronautas seguros no vácuo do espaço. O fato espacial contém controles de respiração e temperatura, sistemas de comunicação, energia da bateria e oferece protecção contra radiação e detritos espaciais.

Uma parte do fato, o tronco superior duro (HUT), foi o que causou o problema na última tentativa de caminhada espacial feminina. Ambas as mulheres encaixavam-se melhor num HUT de tamanho médio, mas a ISS só tinha um disponível.

McClain regressou à Terra durante o verão. A sua suplente, Jessica Meir, de 42 anos, é uma professora da Escola de Medicina de Harvard e o regresso à Terra está programado para a primavera (hemisfério norte).

A missão de Koch e Meir é a reparação de um dos controlos de carga e descarga das baterias que recolhem a energia dos painéis solares na estação internacional.

A caminhada espacial é uma das tarefas mais perigosas das quais um astronauta participará durante o seu tempo a bordo da ISS. Cada um deles dura cerca de 6,5 horas, enquanto o astronauta permanece preso à nave espacial para não flutuar. Os astronautas usam pequenas unidades do tamanho de mochilas completas com propulsores a jacto operados por um joystick para ajudá-los a movimentar-se com segurança.

Das cerca de 500 pessoas que já estiveram no espaço, menos de 11% eram mulheres. Todas as caminhadas espaciais até o momento envolveram equipas consistindo exclusivamente de homens ou equipas envolvendo homens e mulheres.

ZAP // Lusa

Por ZAP
18 Outubro, 2019

 

2856: ALMA testemunha formação planetária em acção

CIÊNCIA

Impressão de artista do gás que flui como uma cascata para uma abertura num disco proto-planetário, provavelmente provocado por um planeta em formação.
Crédito: NRAO/AUI/NSF, S. Dagnello

Pela primeira vez, os astrónomos que usam o ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array) testemunharam os movimentos 3D de gás num disco proto-planetário. Em três locais do disco em torno de uma jovem estrela chamada HD 163296, o gás flui como uma cascata para aberturas que são provavelmente provocadas por planetas em formação. Estes fluxos gasosos há muito que foram previstos e influenciam directamente a composição química das atmosferas dos planetas. Esta investigação foi publicada na edição mais recente da revista Nature.

Os locais de nascimento dos planetas são discos feitos de gás e poeira. Os astrónomos estudam estes chamados discos proto-planetários a fim de entender os processos de formação planetária. As incríveis imagens destes discos, obtidas com o ALMA, mostram lacunas distintas e características anulares na poeira, que podem ser provocadas por planetas bebés.

Para ter mais certeza de que os planetas provocam estas divisões, e para ter uma visão completa da formação planetária, os cientistas estudam o gás nos discos, além da poeira. Noventa e nove por cento da massa de um disco proto-planetário é gás, dos quais o monóxido de carbono (CO) é o componente mais brilhante, e o ALMA pode observá-lo.

No ano passado, duas equipas de astrónomos demonstraram uma nova técnica de caça planetária usando este gás. As equipas mediram a velocidade do gás monóxido de carbono que gira em redor da jovem estrela HD 163296. Distúrbios localizados nos movimentos do gás revelaram três padrões semelhantes a planetas no disco.

Neste novo estudo, o autor principal Richard Teague da Universidade do Michigan e a sua equipa usaram novos dados ALMA de alta resolução do projecto DSHARP (Disk Substructures at High Angular Resolution Project) para estudar em mais detalhe a velocidade do gás. “Com os dados de alta fidelidade deste programa, conseguimos medir a velocidade do gás em três direcções, em vez de apenas uma,” disse Teague. “Pela primeira vez, medimos o movimento do gás em todas as direcções possíveis. Girando, aproximando-se ou afastando-se da estrela, e para cima ou para baixo no disco.”

Teague e colegas viram o gás movendo-se das camadas superiores em direcção ao meio do disco em três locais diferentes. “O que provavelmente acontece é que um planeta em órbita em redor da estrela empurra o gás e a poeira para o lado, abrindo uma lacuna,” explicou Teague. “O gás acima da divisão entra em colapso como uma cascata, provocando um fluxo giratório de gás no disco.”

Esta é a melhor evidência, até à data, de que realmente existem planetas em formação em torno de HD 163296. Mas os astrónomos não podem dizer com 100% de certeza que os planetas provocam o fluxo de gás. Por exemplo, o campo magnético da estrela também pode provocar distúrbios no gás. “De momento, apenas a observação directa dos planetas podia descartar as outras opções. Mas os padrões deste gás são únicos e, muito provavelmente, apenas os planetas podem provocá-los,” disse o co-autor Jaehan Bae, do Instituto Carnegie para Ciência, que testou esta teoria com uma simulação de computador do disco.

As posições dos três planetas previstos neste estudo correspondem aos resultados do ano passado. Estão provavelmente localizados a 87, 140 e 237 UA (1 UA, ou unidade astronómica, é a distância média da Terra ao Sol). Calculou-se que o planeta mais próximo de HD 163296 tem metade da massa de Júpiter e o planeta mais distante tenha o dobro da massa de Júpiter.

Os fluxos de gás da superfície para o plano médio do disco proto-planetário foram previstos no final da década de 1990. Mas esta é a primeira vez que os astrónomos os observam. Além de serem úteis para detectar planetas bebés, estes fluxos também podem esculpir a nossa compreensão de como os planetas gigantes gasosos obtêm as suas atmosferas.

“Os planetas formam-se na camada intermédia do disco, no chamado plano médio. Este é um lugar frio, protegido da radiação estelar,” explicou Teague. “Nós pensamos que estas aberturas provocadas pelos planetas trazem gás mais quente das camadas externas e quimicamente mais activas do disco e que este gás irá formar a atmosfera do planeta.”

Teague e a sua equipa não esperavam poder ver este fenómeno. “O disco em torno de HD 163296 é o maior e o mais brilhante disco que podemos ver com o ALMA,” salientou Teague. “Mas foi uma grande surpresa ver estes fluxos de gás com tanta nitidez. Os discos parecem ser muito mais dinâmicos do que pensávamos.”

“Isto dá-nos uma imagem muito mais completa da formação dos planetas do que jamais sonhámos,” disse o co-autor Ted Bergin da Universidade de Michigan. “Ao caracterizar estes fluxos, podemos determinar como nascem os planetas como Júpiter e caracterizar a sua composição química durante o nascimento. Podemos ser capazes de usar isto para rastrear o local de nascimento destes planetas, pois podem mover-se durante a formação.”

Astronomia On-line
18 de Outubro de 2019

 

2855: ALMA observa fluxos contra-intuitivos em torno de buraco negro

CIÊNCIA

Impressão de artista do coração da galáxia NGC 1068, que alberga um buraco negro que se alimenta activamente, escondido por trás de uma nuvem de gás e poeira em forma de anel. O ALMA descobriu dois fluxos gasosos em contra-rotação em torno do buraco negro. As cores na imagem representam o movimento do gás: o azul é material que se move na nossa direcção, o vermelho é material que se afasta de nós.
Crédito: NRAO/AUI/NSF, S. Dagnello

No centro de uma galáxia chamada NGC 1068, um buraco negro super-massivo esconde-se dentro uma espessa nuvem de poeira e gás em forma de anel. Quando os astrónomos usaram o ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array) para estudar esta nuvem em mais detalhe, fizeram uma descoberta inesperada que poderá explicar porque é que os buracos negros super-massivos cresceram tão depressa no início do Universo.

“Graças à espectacular resolução do ALMA, medimos o movimento do gás nas órbitas mais interiores em redor do buraco negro,” explica Violette Impellizzeri do NRAO (National Radio Astronomy Observatory), que trabalha com o ALMA no Chile e é a autora principal de um artigo publicado na revista The Astrophysical Journal. “Surpreendentemente, encontrámos dois discos de gás girando em direcções opostas.”

Os buracos negros super-massivos já existiam quando o Universo era jovem, apenas mil milhões de anos após o Big Bang. Mas exactamente como estes objectos extremos, cujas massas atingem milhares de milhões de vezes a massa do Sol, tiveram tempo para crescer tanto, é uma questão importante entre os astrónomos. Esta nova descoberta do ALMA pode fornecer uma pista. “Os fluxos de gás contra-giratórios são instáveis, o que significa que as nuvens caem no buraco negro mais depressa do que num disco com uma única direcção de rotação,” disse Impellizzeri. “Esta pode ser uma maneira pela qual um buraco negro cresce rapidamente.”

NGC 1068 (também conhecida como Messier 77) é uma galáxia espiral a aproximadamente 47 milhões de anos-luz da Terra na direcção da constelação de Baleia. No seu centro está um núcleo galáctico activo, um buraco negro super-massivo que se alimenta activamente de um disco giratório e fino de gás e poeira, também conhecido como disco de acreção.

Observações anteriores do ALMA revelaram que o buraco negro está a engolir material e a expelir gás a velocidades incrivelmente altas. Este gás expelido do disco de acreção provavelmente contribui para ocultar a região em redor do buraco negro dos telescópios ópticos.

Impellizzeri e a sua equipa usaram a incrível capacidade de ampliação do ALMA para observar o gás molecular em redor do buraco negro. Inesperadamente, encontraram dois discos de gás contra-giratórios. O disco interno mede 2-4 anos-luz e segue a rotação da galáxia, ao passo que o disco externo (também conhecido como toro) mede 4-22 anos-luz e gira na direcção oposta.

“Não esperávamos ver isto porque o gás que entra no buraco negro normalmente gira apenas numa direcção,” disse Impellizzeri. “Algo deve ter perturbado o fluxo, porque é impossível que uma parte do disco comece a girar para trás sozinha.”

A contra-rotação não é um fenómeno invulgar no espaço. “Vemos isto em galáxias, geralmente a milhares de anos-luz dos seus centros galácticos,” explicou o co-autor Jack Gallimore da Universidade Bucknell, em Lewisburg, no estado norte-americano da Pensilvânia. “A contra-rotação resulta sempre da colisão ou interacção entre duas galáxias. O que torna este resultado notável é que vemos contra-rotação a uma escala muito menor, a dezenas de anos-luz em vez de a milhares de anos-luz do buraco negro central.”

Os astrónomos pensam que o fluxo oposto em NGC 1068 pode ser provocado por nuvens de gás que caíram da galáxia hospedeira, ou por uma pequena galáxia, que passava numa órbita contrária, capturada no disco.

De momento, o disco externo parece estar numa órbita estável em redor do disco interno. “Isto vai mudar quando o disco externo começar a cair no disco interno, o que poderá ocorrer após algumas órbitas ou algumas centenas de milhares de anos. Os fluxos giratórios do gás vão colidir e tornar-se instáveis, e os discos vão provavelmente colapsar num evento luminoso quando o gás molecular cair no buraco negro. Infelizmente, não estaremos cá para testemunhar estes fogos-de-artifício,” concluiu Gallimore.

Astronomia On-line
18 de Outubro de 2019

 

2854: Underwater Volcano Creates Bubbles More Than a Quarter-Mile Across

SCIENCE

A satellite image of the Bogoslof Volcano shows volcanic clouds after a 2017 eruption.
(Image: © DigitalGlobe via Getty Images via Getty Images)

In the early 20th century, sailors near Alaska reported seeing black bubbles seeming to boil out from the sea, each one the size of the dome of the capitol building in Washington, D.C. They weren’t the only sailors who reported the bizarre phenomenon, and they weren’t mistaken, except for one thing … the bubbles were much larger.

When the mostly underwater Bogoslof volcano in the Aleutian Islands erupts, it produces giant bubbles that can reach up to 1,444 feet (440 meters) across, according to a new study. These bubbles are filled with volcanic gas, so when they burst they create volcanic clouds tens of thousands of feet in the sky, said lead author John Lyons, a research geophysicist at the Alaska Volcano Observatory of the U.S. Geological Survey.

These volcanic clouds were captured in satellite images taken after the Bogoslof volcano last erupted in 2017 — but the bubbles themselves were never photographed.

During the time of the eruption, a dull hum lingered in the air. Something was giving off low-frequency signals called infrasound — sounds below the level that humans can hear — that would last up to 10 seconds. Lyons and his team, who regularly monitor active volcanoes in Alaska, picked up on these signals in their data. But “it took us a while to figure out what they were,” Lyons told Live Science.

It was only after searching the literature that the team came up with their hypothesis that the sound was the whisper of giant gas bubbles growing within the magma of the erupting volcano. They then came up with a computer model for what was happening.

In their model, a bubble bursts out from the column of magma underwater and begins to grow. Once it reaches the sea surface, it juts out in the shape of a hemisphere and continues to grow at an even faster rate in the lower density of the atmosphere. Eventually, the pressure outside the bubble exceeds the pressure inside and the bubble begins to contract; its film becomes unstable and ruptures, causing the bubble to burst.

When it bursts, volcanic gas — water vapor, sulfur dioxide and carbon dioxide — gets released partly back into the water, where it interacts with the lava, pulling it into pieces and producing ash and volcanic clouds, Lyons said.

The team hypothesized that the low-frequency hum emanates from the growth and oscillation of each bubble and the high-frequency signal represents the burst.

“These shallow explosive submarine eruptions are so rare,” Lyons said. “There’s a lot of undersea volcanism, but the majority of it happens under lots and lots of water very deep and all that extra pressure tends to suppress how explosive eruptions are.”

But still, there are open questions and the results are limited by their methodology, which relied on a number of assumptions, he said. It’s unclear, for example, what the water is like around the bubble — if it’s like sea water or like wet cement. “It would be nice to be able to record this somewhere else, and make sure that our methodology is sound,” Lyons said.

The study was published Oct. 14 in the journal Nature Geoscience.

Originally published on Live Science.
By Yasemin Saplakoglu – Staff Writer

17/10/2019

 

2853: An Asteroid-Smashing Star Ground a Giant Rock to Bits and Covered Itself in the Remains

SCIENCE

An artist’s illustration shows an asteroid cracking to pieces.
(Image: © JPL-Caltech)

Somewhere in the galaxy, a white dwarf star suddenly started shining brightly. And now we understand the violent cataclysm that caused it: the star’s gravitational field tore the asteroid to bits, scattering its metallic bits in a shiny halo around the star.

There’s no telescope video of an asteroid shattering across space. But here’s what we do know: There’s a white dwarf star in our galaxy that, for years, emitted a consistent amount of mid-infrared (MIR) light. Then, in 2018, these emissions changed. Over the course of six months, the starlight from that point in space got about 10% more intense in the MIR spectrum — and that point is still getting brighter. The researchers think that’s because of a newly formed cloud of metallic dust between Earth and the star, likely due to the recent breakup of the asteroid.

To an outsider, it may sound counterintuitive that a cloud of dust would make a star look brighter. But Tinggui Wang, an astronomer at the University of Science and Technology of China and lead author of a paper describing the event, said the brightening makes sense if you think about how the star and the cloud interact.

“When the debris are on our line of sight to the star, it would make the star dim,” he told Live Science. “However, the [individual pieces of] debris cover only a small fraction of the sky, so the chance of being on the line of sight is small.”

However, although individual pieces of debris are small and each cover only a tiny patch of sky, the whole cloud is large — much larger than the star. Under normal conditions, only photons that fly out of the star directly at Earth reach human telescopes. But the cloud changes that. Beams of light aimed in all sorts of directions strike the cloud of the debris, heating it up and causing the bits of asteroid to emit MIR light. That light reaches Earth too, even though the beams of light that caused it normally wouldn’t have. The result is a bigger glowing region of the sky that our telescopes register as a spike in light, Wang said.

Imagine a faint flashlight in the distance on a clear night. If it’s pointed right at you, you might notice it as a thin dot of light. But if you shine the flashlight through the billowing steam of a fog machine, there’s a much bigger, bright object to catch your eye — even if the power of the light source stays the same.

Astronomers have seen clouds of debris like this before in space, said Malena Rice, an expert in the astronomy of debris disks around distant stars and doctoral student in the Yale University Department of Astronomy. And they’ve seen evidence of nonspherical objects, likely asteroids orbiting objects outside our solar system — possibly  another white dwarf. But this may be the first time astronomers have spotted an asteroid disintegrating into a debris cloud around a star.

“This process has been theorized for over a decade,” Rice, who wasn’t involved in the research, told Live Science. “But we’ve never had a chance to study the full disruption process in action until now.”

So, what could have ripped the asteroid to bits? Wang and his colleagues concluded that it was likely a gravitational effect called tidal disruption.

“A white dwarf is a very compact star,” Wang said. “As such, close to the star, the gradient of the gravitational field can be very large,” meaning gravity can change sharply over a short space.

Imagine you were floating in space, orbiting a star with your feet pointed toward it. The gravity on your feet would be greater than the gravity on your shoulders. If you’re standing on Earth right now, you’re experiencing the same effect, though the difference — the gradient — is so minimal that you don’t notice it.

In the steep gravitational fields close to white dwarfs, Wang said, gradients can become so intense that they overwhelm forces holding an object together. Large asteroids are glued together with their own gravity, but that gravity isn’t as strong as the gradients close to white dwarfs. When asteroids pass through those tidal regions, astronomers believe, they shatter, smearing across space as a cloud.

This is related to the reason some planets are surrounded by rings of dust, and not just moons, Rice said. The weaker tidal forces of large planets can keep the matter in their rings from clumping together into balls.

The astronomers are certain the debris wasn’t from a comet in this case, Wang said, because comets move so fast that the debris would quickly leave the immediate warm neighborhood around the star and cool down. It’s possible that a rocky planet blew up, he said, but the researchers believe a smaller, asteroid-sized object is more likely. (The precise distinction between a large asteroid and a small planet can be a bit vague. But when it comes to other star systems astronomers usually use “exoasteroid” to refer to smaller, jagged metal and rock objects and “exoplanet” to refer to objects large enough that their gravity has formed them into spheres.

Right now, the debris cloud is still circling the star, which goes by the name WD 0145+234. Over time, though, that cloud is likely to fall onto the stellar surface, Wang said. That infalling debris, made of metal and perhaps some warm gas, could  explain how many white dwarfs end up with evidence of significant metal pollution in their starlight.

The research has not yet been peer reviewed and was published online Oct. 10 in the preprint journal arXiv.

Originally published on Live Science.
By Rafi Letzter – Staff Writer
17/10/2019

 

2852: Os primeiros bebés podem nascer no Espaço daqui a 12 anos

CIÊNCIA

marcosdemadariaga / Flickr

A empresa SpaceBorn United pretende realizar missões espaciais entre 24 e 36 horas para que algumas mulheres dêem à luz em órbita dentro de 12 anos.

A notícia é avançada pelo fundador e CEO da empresa, Egbert Edelbroek, durante o primeiro Congresso de Ciência e Investimento Espacial de Asgardia, realizada esta semana em Darmstadt, em Hesse, Alemanha, de acordo com o britânico Daily Mail.

Edelbroek revelou que o objectivo da sua empresa, uma empresa emergente que investiga as condições da reprodução humana no espaço focado na tecnologia de reprodução assistida, é o parto em si, não a gravidez.

“Isso só é possível, por enquanto, na órbita baixa da Terra (LEO), graças a um processo de selecção muito completo”, explicou Edelbroek. LEO é uma órbita localizada a cerca de dois mil quilómetros acima da superfície da Terra.

O cientista disse que, para participar no projecto, os investigadores considerarão apenas mulheres com “alta resistência à radiação natural” que tenham tido dois partos anteriores sem problemas.

Edelbroek também explicou que, em cada missão, participarão 30 grávidas e poderão sair a qualquer momento. “É difícil planear um processo natural como este, se houver algum problema com o clima ou um atraso no lançamento”, acrescentou Edelbroek. No entanto, o CEO disse que “é possível” fazê-lo com “um nível de risco mais baixo” do que um nascimento actual de “estilo ocidental”.

Por fim, questionado sobre a estimativa de 12 anos, o CEO garantiu que a viabilidade dessa iniciativa dependerá do financiamento e da evolução do sector de turismo espacial. “Se esse sector acelerar da forma que está acontecer agora, haverá um mercado para pessoas muito ricas que não estão preparadas para os três meses de treinamento militar”. A esse respeito, ele disse que viajariam em “naves espaciais muito confortáveis”.

ZAP //

Por ZAP
17 Outubro, 2019

 

2851: Hubble captou as primeiras imagens do cometa interestelar

O próximo ano servirá para aprender mais sobre o 2I/Borisov.

O Telescópio Espacial Hubble captou no dia 12 de Outubro as primeiras imagens do cometa interestelar 2I/Borisov, as quais revelam que este corpo celeste tem um aspecto semelhante aos que ‘habitam’ o nosso Sistema Solar.

“Os ovos cometas são sempre imprevisíveis. A forma como por vezes brilham de repente ou mesmo começar a fragmentar à medida que são expostos ao intenso calor do Sol pela primeira vez. O Hubble está posicionado para vigiar tudo o que acontecer a seguir com a sua resolução e sensibilidade superiores”, pode ler-se no comunicado de um dos observadores, Max Mutchler.

O 2I/Borisov ficará visível para observação durante o próximo ano e é possível que venham a surgir mais detalhes sobre este corpo celeste.

msn notícias
Notícias ao Minuto
17/10/2019