2890: União Europeia anuncia 540 milhões para investir no “Nosso Oceano”

MAR

(CC0/PD) Mariamichelle / pixabay

A União Europeia vai anunciar esta quarta-feira compromissos no valor de 540 milhões de euros para manter os oceanos limpos, assim como um mapa para acompanhar o que se faz nesse sentido, na abertura da conferência “Our Ocean”, em Oslo.

A capital norueguesa recebe hoje e na quinta-feira ministros, presidentes e activistas para a sexta conferência “O Nosso Oceano”, centrada no impacto das alterações climáticas e outras agressões nos oceanos de que dependem centenas de milhões de pessoas.

O ministro indigitado de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, representa Portugal no painel de abertura, juntamente com o comissário europeu do Ambiente, Karmenu Vella, o enviado especial das Nações Unidas para os oceanos, Peter Thomson, a primeira-ministra norueguesa, Erna Solberg, e o ministro chileno da Ciência, Andrés Couve, para debater a “resposta global às ameaças ao oceano”.

A União Europeia apresenta 22 compromissos concretos em áreas como o apoio à investigação sobre os oceanos, a luta contra a poluição marinha e ainda a promoção da economia azul e inovação, às quais serão dedicados 100 milhões de euros.

Será ainda apresentado um mapa interactivo chamado “Ocean Tracker” para seguir os compromissos assumidos pelos governos, empresas e organizações em prol dos oceanos, no valor de 10 mil milhões de euros.

Uma das acções concretas será recompensar os navios que reduzam a quantidade de resíduos que produzem a bordo, baixando-lhes a taxa de resíduos.

Na área da investigação, estão comprometidos para promover novas tecnologias de pesca e de descarbonização do transporte marítimo.

ZAP // Lusa

Por Lusa
23 Outubro, 2019

 

946: Fim da mudança de hora. No inverno, o Sol vai nascer às 9h

European Parliament / Flickr
Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia

A Comissão Europeia vai propor o fim da mudança de hora, depois de essa ter sido a vontade expressa por uma grande maioria dos europeus na consulta pública lançada este verão, anunciou o presidente do executivo comunitário.

“Milhões de cidadãos disseram que não querem continuar a alterar o relógio. A Comissão Europeia vai fazer o que eles dizem. Seguir-se-á proposta legislativa”, anunciou Jean Claude Juncker, através da conta de uma das suas porta-vozes no Twitter.

Em declarações à estação televisiva alemã ZDF, Juncker acrescentou que “quando se consulta os cidadãos sobre algo, convém de seguida fazer aquilo que eles desejam“.

A consulta pública online sobre a mudança de hora, lançada pela Comissão Europeia em Julho e concluída em 16 de Agosto, teve uma participação recorde na União Europeia, com mais de 4,6 milhões de contributos.

Uma maioria “muito clara” de 84% dos cidadãos europeus pronunciaram-se a favor do fim da mudança de hora, de acordo com resultados preliminares hoje divulgados pela CE.

As disposições actuais relativas à hora de verão na UE exigem que os relógios sejam alterados duas vezes por ano, para ter em conta a evolução dos padrões de luz do dia e tirar partido da luz do dia disponível num dado período.

Actualmente, todos os países-membros mudam para a hora de Verão no último domingo de Março e mudam para a hora de Inverno no último domingo de Outubro, de modo a manter uma harmonização do horário em todo o espaço da União Europeia.

Em declarações à TSF, Rui Agostinho, director do Observatório Astronómico de Lisboa, considera que acabar com a mudança de hora vai tornar o inverno mais difícil para os portugueses.

“O sol vai nascer por volta das 09h00. Esse é o preço que vamos pagar”, afirma. “Toda a movimentação de massa que existe de deslocação para os empregos e para as escolas é feita ainda com estrelas no céu. Ou seja, às 07h00/07h30, o corpo não está naturalmente a querer acordar. As pessoas irão conduzir para o trânsito ainda meio adormecidas, as crianças entram na escola e não dá para começar a fazer aprendizagem porque o corpo ainda quer repouso”, destaca.

Embora seja “tradição” na Europa e nos EUA, esta prática não é feita na Ásia ou em África. Aliás, esta nem sequer é a primeira vez que a UE faz inquéritos sobre o tema. Em 2014, a maioria dos países dizia estar satisfeita com o sistema actual.

A ideia de adiantar os relógios para aproveitar melhor as horas de sol foi lançada em 1784 pelo político e inventor norte-americano Benjamin Franklin, numa época em que ainda não existia luz eléctrica. A sua ideia não foi bem recebida nem pelo Governo do seu país, nem pelo da França, onde Franklin publicou um artigo sobre a possível economia em cera de vela gerada pelo adiantamento do relógio em uma hora no verão.

O que é certo é que os supostos benefícios frequentemente apontados para a mudança de hora, como a poupança energética, benefícios de saúde, ou até mesmo segurança de circulação nas estradas, são dados como inconclusivos pela própria Comissão, havendo até quem diga que a mudança de hora está literalmente a matar-nos.

ZAP // Lusa

Por ZAP
31 Agosto, 2018

(Foram corrigidos 9 erros ortográficos ao texto original)

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