2508: Asteróide Ryugu não larga poeira e os astrónomos estão intrigados

Ryugu é um asteróide, da classe Apollo, que está a ser estudado pela Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial (JAXA). Esta pousou em Setembro passado pequenos rovers na superfície desta rocha. Contra este astro foi disparada uma bala de tântalo que provocou um explosão. Daí em diante, foram já recolhidas muitas informações pertinentes.

As fotos mais recentes e detalhadas do asteróide Ryugu revelaram algo curioso: é surpreendentemente este não ter poeira.

Asteróide Ryugu é uma caixa de surpresas

A nave espacial Hayabusa 2 do Japão chegou ao asteróide em Junho de 2018, largou três veículos meses mais tarde e retirou uma amostra de material da superfície de Ryugu. Agora, as fotos de um dos rovers revelaram detalhes sobre a composição do asteróide.

Das observações anteriores, os cientistas sabiam que a composição de Ryugu era semelhante à de um grupo de meteoritos chamados condritos carbonáceos, que constituem menos de 5% de todos os meteoritos que caem na Terra.

Contudo, os cientistas ficaram surpresos com o detalhe da textura rochosa que puderam observar na superfície.

Ser capaz de ver inclusões brilhantes de cores diferentes na rocha, superfícies quebradiças e texturas lisas é incrível.

Segundo Ralf Jaumann, do Instituto de Ciências Planetárias do Centro Aeroespacial Alemão, em Berlim, que liderou o estudo.

Novas imagens revelam dados surpreendentes

As imagens mostram que existem dois tipos de rocha na superfície de Ryugu, escura e áspera ou brilhante e lisa. Além disso, estas áreas estão distribuídas em partes iguais na superfície.

Repare-se na superfície limpa, sem poeira que era o esperado, tal como existe na Lua. Imagem de asteróide Ryugu tirada pela sonda MASCOT. Crédito: aumann et al (Science (2019))

Conforme podemos ver, as fotos também mostram que a superfície de Ryugu não tem uma camada de poeira, como há na lua, por exemplo. Assim, o padrão é estranho. Isto porque o que se espera é que a poeira se acumule através de várias colisões e arranhões no espaço.

Não existir poeira é um mistério

Poderá haver algumas possíveis explicações. As partículas finas de poeira tornam-se carregadas devido à radiação solar e são removidas por forças eléctricas. Além desta explicação, conforme refere Jaumann, a libertação de gases voláteis da superfície pode ter soprado a poeira para longe. Por outro lado, se o asteróide tremer enquanto viaja pelo espaço, a poeira poderia ter gradualmente caído no interior do asteróide, o que significa que não a podemos ver.

Neste ponto, não está claro qual o mecanismo mais provável a ocorrer no asteróide.

Concluiu Jaumann.

Este asteróide pode ser a exploração mais avançada para conhecermos a realidade destes astros. Defender a Terra destas rochas exige que se conheça a sua formação e especificidades.

pplware
Imagem: Akihiro Ikeshita/JAXA
Fonte: Science

 

1538: Activista de 16 anos está a pôr líderes mundiais em xeque (e até Bono aplaude!)

– Este Blogue, dedica-se especificamente a republicar notícias sobre as áreas do Universo, da Ciência, do Ambiente, de Catástrofes naturais e tudo o que possa relacionar-se e ferir a continuidade da existência do Planeta Terra. Esta notícia é fantástica por ter a origem que tem. Obrigado, Greta Thunberg, os teus 16 anos valem mais que todos os cotas juntos do poder mundial!

Greta Thunberg tem apenas 16 anos, mas começa a afirmar-se como uma das vozes mais influentes do mundo na luta pelo ambiente. A jovem sueca participou, recentemente, no Fórum de Davos e deu uma lição aos líderes mundiais que mereceu os aplausos de Bono Vox.

Diagnosticada com Síndrome de Asperger, uma doença do espectro do autismo que afecta a capacidade de comunicação e de relacionamento, Greta Thunberg não parece encaixar neste perfil. Ela está habituada a falar sem papas na língua em grandes palcos mediáticos, em prol de políticas ambientais que ajudem a salvar o nosso planeta.

Na Suécia, tem criticado os responsáveis políticos por não respeitarem o Acordo de Paris para reduzir a emissão de gases poluentes. E já brilhou na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, na Polónia, e no Fórum Económico Mundial em Davos, na Suíça, com discursos poderosos.

Aos 16 anos, Greta Thunberg está certa de que os lideres mundiais não estão a fazer o que deviam para salvar a Terra das alterações climáticas. E foi isso que foi dizer na cara de alguns responsáveis presentes no Fórum de Davos, culpando-os por nada fazerem perante uma crise ambiental que nos pode roubar o futuro.

Diante de presidentes e executivos de grandes empresas mundiais, bem como de celebridades da música e do cinema como Will Smith e Bono Vox, a jovem sueca fez um discurso arrasador que arrancou aplausos do vocalista dos U2.

“Algumas pessoas dizem que a crise climática é algo que nós criámos, mas não é verdade, porque se todos são culpados, ninguém é culpado. E alguém é culpado. Algumas pessoas, algumas empresas, alguns decisores em particular, sabem exactamente que valores preciosos têm sacrificado para continuarem a fazer quantidades inimagináveis de dinheiro. E penso que muitos de vocês aqui, hoje, pertencem a esse grupo de pessoas”, atirou a desafiante Greta perante uma audiência de figuras poderosas.

Antes, Greta já tinha criticado o facto de muitos dos presentes na cimeira se terem deslocado para Davos em jactos privados para “discutir alterações ambientais”. Ela deixou de andar de avião e fez questão de se deslocar da Suécia até à Suíça de comboio, para proteger o ambiente.

Em Agosto de 2018, lançou um movimento de greve às aulas que começou a ser imitado em vários países do mundo por outros jovens da chamada “Geração Z”. Greta começou a faltar às aulas todas as sextas-feiras, manifestando-se, nomeadamente, junto ao Parlamento sueco, para alertar os políticos do país para o problema do clima.

Este movimento intitulado “Skolstrejk för klimatet” [“Greve da escola pelo clima” na tradução para Português] gerou uma onda de protestos por todo o mundo de estudantes que fazem greve às aulas para protestarem contra a inacção dos Governos perante o dilema das alterações climáticas.

O mundo precisa de agir “como se a casa estivesse a arder”, porque “a casa está mesmo a arder”, alerta Greta do alto dos seus sábios 16 anos.

SV, ZAP //

Por SV
30 Janeiro, 2019

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1391: Chineses vão plantar batatas na face oculta da Lua

Chang’e-4 foi lançada esta sexta feira à tarde do Centro Espacial de Xichang. O lado negro do satélite terrestre vai deixar de ser desconhecido.


Há um lado da Lua que nunca se consegue ver a partir da Terra.
© REUTERS

Eram seis e meia da tarde de sexta, 7 de Dezembro, quando Pequim confirmou a notícia. A sonda não tripulada Chang’e-4 está a caminho do espaço. Dirige-se à face oculta da Lua, o lado que os terrestres nunca conseguem ver no seu satélite e leva consigo, entre outras coisas, sementes de batata para plantar e ovos de bicho-da-seda. É mais um triunfo do expansão espacial chinesa.

Até aqui era impossível tecnologicamente chegar àquele lado do astro. Agora, se tudo correr bem, a sonda (baptizada com o nome de uma deusa chinesa que habita a lua) deverá alunar nos primeiros dias de Janeiro.

A China é então a primeira do mundo a enviar uma sonda e um veículo robotizado para o “lado negro da Lua”, onde pretende testar o crescimento de plantas e captar sinais de radiofrequência normalmente bloqueados pela atmosfera terrestre, de acordo com um artigo da revista científica Nature.

O local provável de alunagem da sonda e do veículo robotizado será a cratera Von Kármán, situada na bacia do Polo Sul-Aitken, a maior e mais antiga depressão na Lua e uma das maiores zonas de impacto do Sistema Solar.

“É uma área-chave para dar resposta a várias questões sobre a história da formação da Lua, incluindo a sua estrutura interna e a evolução da sua temperatura”, afirmou, citado pela Nature, o investigador Bo Wu, da Universidade Politécnica de Hong Kong, que descreveu a topografia e a geomorfologia da cratera.

O veículo robótico da Chang’e-4 está preparado para realizar diversas experiências no solo lunar, como avaliar com um radar a espessura das camadas subterrâneas e estudar com um espectrómetro a composição mineral à superfície.

A sonda, equipada também com vários instrumentos, irá estudar o gás interestelar e os campos magnéticos que se disseminam após a morte de uma estrela e testar se a batata e a planta herbácea arabidopsis thaliana (da família da mostarda) crescem e fazem a fotossíntese num ambiente controlado, mas condicionado à micro-gravidade da superfície lunar.

Experiências anteriores realizadas na Estação Espacial Internacional revelaram que a batata e a arabidopsis thaliana podem crescer normalmente em ambientes controlados que são sujeitos a uma gravidade inferior à da Terra, mas não a uma gravidade tão baixa como a da Lua.

Para comunicar com a sonda, o centro de controlo da missão Chang’e-4 irá usar o satélite Queqiao, lançado em maio, para intermediar as comunicações com o aparelho (a comunicação directa com a sonda não é possível no lado oculto da Lua).

Depois da “Chang’e-4 seguir-se-á a missão Chang’e-5, com lançamento previsto para 2019, e com a qual a China pretende recolher amostras do solo lunar.

A meta final da agência espacial chinesa, ainda sem data marcada, é criar uma base na Lua para exploração humana.

Diário de Notícias

DN

07 Dezembro 2018 — 20:27

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226: SpaceX lança satélite em missão secreta dos EUA

A empresa de transporte espacial norte-americana SpaceX anunciou o lançamento bem sucedido do foguete Falcon 9, que levava um satélite secreto do Governo dos EUA em órbita.

O foguete Falcon 9, que transportava um satélite secreto do Governo dos EUA, foi lançado com sucesso, esta segunda-feira, na Estação da Força Aérea de Cabo Canaveral, informou a empresa espacial do bilionário Elon Musk.

Esta foi, segundo a euronews, uma missão espacial rodeada de grande secretismo e especulação, que teve como “cliente” o governo dos EUA, sob o nome de código “Zuma”.

Nem a empresa nem o Pentágono responderam a quaisquer questões sobre a natureza deste projecto. O grupo empresarial Northrop Grumman, responsável pelo fabrico do engenho, explicou apenas que a “carga” seria colocada em órbita terrestre baixa, sem avançar, porém, com mais detalhes.

O lançamento do satélite deveria ter ocorrido no passado mês de Novembro. No entanto, foi adiado diversas vezes por razões diferentes.

Esta é já a terceira missão secreta levada a cabo pela SpaceX, que transportou o satélite espião do National Reconnaissance Office dos Estados Unidos e o avião espacial não-habitado X-37B da Força Aérea norte-americana.

ZAP //

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