4453: Stan, o T. Rex, foi vendido por valor recorde de 27 milhões de euros

CIÊNCIA/PALEONTOLOGIA/LEILÕES

Christie’s / Twitter

O fóssil de um Tyrannosaurus Rex foi leiloado, esta terça-feira, em Nova Iorque, por 31,8 milhões de dólares (cerca de 27 milhões de euros). Segundo a AFP, este valor é quatro vezes maior do que o anterior recordista, um outro dinossauro leiloado nos anos 90.

O fóssil de Stan, nome com o qual este T. Rex foi baptizado, foi descoberto em 1987, nos Estados Unidos, e é considerado um dos mais completos do mundo.

O valor pelo qual foi consumada a compra foi muito superior ao que se esperava: cerca de 6,8 milhões de euros. O comprador, que fez a licitação por telefone, não foi identificado e desconhece-se qual o destino que o fóssil de Stan vai ter.

De acordo com a AFP, a venda bateu o recorde anterior, que pertencia a Sue, um outro T. Rex vendido em Outubro de 1997 pela leiloeira Sotheby’s por mais de sete milhões de euros ao Museu de História Natural de Chicago. Há apenas 50 esqueletos de T. Rex pelo mundo, descobertos desde 1902.

Com quatro metros de altura, 12 de comprimento, Stan pesava entre sete a oito toneladas quando era vivo, há 67 milhões de anos, escreve a SIC Notícias.

“Não há muitos esqueletos completos”, explicou à AFP o responsável do departamento de história natural da Christie’s, responsável pela organização do leilão. “A oportunidade de adquirir um T. Rex assim tão completo só acontece uma vez numa geração”.

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7 Outubro, 2020

 

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4302: Paleontólogos estimam o peso de um T-Rex

CIÊNCIA/PALEONTOLOGIA

ScottRobertAnselmo / Wikimedia

Os espécimes de Tyrannosaurus rex pesavam aproximadamente sete toneladas, de acordo com uma investigação levada a cabo por cientistas australianos e canadianos que criaram um novo método para chegar a este valor.

No novo estudo, cujos resultados foram recentemente publicados na revista Biological Reviews, os cientistas frisam que o método pelo qual a massa de um dinossauro é calculada tem sido um assunto bastante discutido pelos especialistas, uma vez os ossos dos espécimes têm sido utilizados para determinar o seu tamanho mas não o seu peso.

“O tamanho o corpo, particularmente a massa corporal, determina quase todos os aspectos da vida de um animal, incluindo a sua dieta, reprodução e movimentos”, disse o líder da investigação, Nicolás E. Campione, citado pelo portal Phys.org.

“Se soubermos que temos uma boa estimativa da massa corporal de um dinossauro, teremos então um ponto forte de partida para estudar e compreender a sua vida”, disse.

Segundo o estudo, o emblemático “rei” dos dinossauros, extinto há 66 milhões de anos, pesava cerca de sete toneladas. A massa deste tipo de dinossauros poderia variar entre 5 a 10 toneladas, uma vez que os tiranossauros entra diferentes entre si.

Para chegar a este valor, a equipa liderado por Campione recolheu e analisou um extenso banco de dados com estimativas sobre a massa corporal de dinossauros que remontam a 1905, visando perceber se as diferentes abordagens para calcular a massa destes animais estão a esclarecer ou a complicar o trabalho científico.

O líder da investigação frisou que existem duas formas principais para calcular a massa de animais fossilizados: medindo e dimensionando os ossos em animais vivos e comparando-os depois com os dos dinossauros ou calcular o volume das reconstruções tridimensionais que se aproximam da aparência do animal da realidade.

Ambos os métodos têm base científica e tem dado origem a inúmeros estudos, alguns dos quais com resultados bastante diferentes: por exemplo, a estimativa de massa para o maior predador terrestre de sempre, o T-Rex, varia de três a 18 toneladas.

Os métodos “complementa-se”, disse ainda Campione, antes de concluir: “É apenas através do uso combinado destes métodos e através da compreensão dos seus limites e incertezas que podemos começar a revelar a vida destes e de outros animais extintos”.

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Um dos maiores e mais aterrorizantes predadores que já existiu foi o Tiranossauro Rex, um dinossauro enorme com braços desproporcionais….

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9 Setembro, 2020

 

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3725: Afinal, as pernas longas do T. Rex não foram feitas para correr

CIÊNCIA/PALEONTOLOGIA

cheungchungtat / Deviant Art

Cientistas sugerem que as pernas longas evoluíram entre grandes dinossauros, como o Tyrannosaurus rex, para ajudá-los a economizar energia enquanto percorriam grandes distâncias.

De acordo com o site IFLScience, esta descoberta dá-nos uma nova imagem destes predadores, uma vez que os cientistas sempre assumiram que as pernas longas serviam para lhes dar velocidade quando caçavam presas ou precisavam de fugir.

“A suposição tende a ser que os animais com adaptações para correr, como pernas longas, são adaptados para uma velocidade máxima mais alta, mas este estudo mostra que há mais corrida do que velocidade máxima”, afirma em comunicado Thomas Holtz, professor do Departamento de Geologia da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos.

“No caso de um grande animal, estas adaptações também podem estar ligadas à resistência e à eficiência. Pode ser mais um maratonista do que um velocista”, acrescenta o investigador, cujo estudo foi publicado, na semana passada, na revista científica PLOS One.

A equipa chegou a essa conclusão depois de ter analisado várias métricas como as proporções dos membros, a proporção de tamanho, a massa corporal e a maneira de andar para estimar as velocidades máximas de mais de 70 espécies de terópodes, grupo de dinossauros no qual se inclui o famoso Tyrannosaurus rex.

Pensava-se que a locomoção bípede era a chave do seu sucesso, mas o novo estudo revelou uma história mais subtil. As análises mostraram que pernas mais longas eram boas para correr no caso de dinossauros pequenos e médios, mas, para espécies acima dos 998 quilos, provavelmente não traziam benefício no que toca à velocidade. Isto significa que os grandes dinossauros provavelmente não eram mais rápidos do que os mais pequenos, mas podiam mover-se com mais eficiência.

Ao calcular a quantidade de energia que cada dinossauro gastava enquanto se movia numa velocidade de caminhada, os cientistas descobriram que entre os maiores dinossauros, aqueles com pernas mais longas precisavam de menos energia para caminhar.

“Isto era realmente muito benéfico, porque os predadores costumavam gastar grande parte do seu tempo a procurar presas. Se estavam a consumir menos energia durante essa parte do dia, era uma forma de poupança de energia que os dinossauros com pernas mais curtas não possuíam”, conclui Holtz.

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22 Maio, 2020

 

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2756: T. Rex podia esmagar um carro nas suas mandíbulas (sem danificar o próprio crânio)

CIÊNCIA

David Monniaux / wikimedia
Fóssil de Tyranossaurus Rex

Investigadores descobriram que o rei dos dinossauros tinha um crânio rígido, como os dos crocodilos e das hienas modernos.

Entre todos os animais, extintos ou não, não há dúvida de que o Tyrannosaurus rex tinha a mordida mais forte de sempre. O rei dos dinossauros era capaz de morder ossos sólidos, mas os paleontólogos estavam há muito desconcertados com a forma como o conseguiam fazer (sem partir o próprio crânio).

De acordo com o Business Insider, uma equipa de investigadores descobriu que este dinossauro tinha um crânio rígido, como os dos crocodilos e das hienas modernos, em vez de um crânio flexível, como pássaros e répteis. Essa rigidez permitiu ao T. rex morder as suas infelizes presas com uma força superior a sete toneladas.

“As forças mais altas no T. rex que conseguimos estimar foram de 64 mil newtons, o que representa cerca de 7,1 toneladas de força”, disse Ian Cost, autor principal do estudo publicado na revista científica The Anatomical Record.

Em termos de comparação, os crocodilos de-água-salgada dos dias de hoje, que detêm o maior recorde de mastigação de qualquer animal vivo, têm uma força de 16.460 newtons, ou seja, apenas 25% da força de um T. rex.

Anteriormente, os cientistas haviam sugerido que o crânio do T. rex — com cerca de 1,8 metros de comprimento e 1,2 metros de altura — possuía articulações flexíveis, uma característica chamada cinesia craniana.

Porém, Cost afirma que esta teoria não se enquadrava com aquilo que os cientistas observavam nos predadores modernos, como os crocodilos, que têm pouca ou nenhuma cinesia craniana.

cheungchungtat / Deviant Art

Por isso, a equipa modelou como os crânios e as mandíbulas de papagaios e lagartixas funcionavam — dois animais com crânios móveis —, tendo aplicado depois esses movimentos a um crânio de T. rex. “O que descobrimos foi que o crânio do T. rex, na verdade, não reage bem ao movimento e prefere não se mover”, disse Cost.

De acordo com Casey Holliday, co-autor do estudo, há uma troca entre movimento e estabilidade quando uma criatura morde com muita força. Os pássaros e os lagartos, por exemplo, têm mais movimento mas menos estabilidade. Menos estabilidade à mordida e amplitude de movimento limitam a quantidade de força de mordida que um animal pode conseguir.

Mark Norell, curador do Museu Americano de História Natural, descreveu o T. rex como “um caçador de cabeças”, já que o predador tinha a rara capacidade de morder ossos sólidos e digeri-los.

Segundo Cost, um crânio rígido fez com que o T. rex pudesse morder ossos e, assim, ser  “capaz de produzir força suficiente para esmagar alguns carros, mas talvez não todos”.

O cientista acrescenta que aplicar 7,1 toneladas de força da mordida do T. rex “através de um dente ou dois no impacto resulta em incríveis libras por polegada quadrada (psi) de pressão que podem perfurar muitos veículos, incluindo os pneus Jeep”.

Cost afirma que os resultados do seu estudo, que indicam que o crânio do T. rex manipulava presas de forma semelhante à de uma hiena, pode lançar novas luzes sobre este debate. “As hienas são caçadoras e necrófagas. Acho que o T. rex era um caçador e um necrófago oportunista”, conclui.

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3 Outubro, 2019

 

2591: Mistério dos estranhos buracos na cabeça dos T-rex pode ter sido resolvido

CIÊNCIA

Um novo estudo sugere que os dois misteriosos buracos no topo do crânio do Tyrannosaurus rex podem ter ajudado a regular a sua temperatura.

Teorias anteriores sugeriam que estes buracos cheios de músculos, chamados de fenestra dorso-temporal, ajudavam a operar o poderoso maxilar do Tyrannosaurus rex. No entanto, segundo o Science Alert, nem todos estavam convencidos com esta explicação.

É o caso do anatomista Casey Holliday, da Universidade do Missouri, nos Estados Unidos, que estudou a classe de animais diapsida — crocodilos, outros repteis e aves assim agrupados por terem uma característica similar nos seus crânios — para verificar uma nova teoria.

A equipa de investigadores analisou diferentes crânios de diapsida e percebeu que as fenestras mais semelhantes com os do T. rex eram as dos crocodilos. Os cientistas decidiram então estudar um grupo de jacarés com recurso a câmaras de imagem térmica. Como estes são animais ectotérmicos, a sua temperatura corporal depende da temperatura do ambiente em que estão inseridos.

“Percebemos que quando estava mais frio e os jacarés se queriam aquecer, a imagem térmica mostrava grandes pontos quentes nesses buracos, indicando um aumento da temperatura”, explica Kent Vliet, investigador da Universidade da Florida e co-autor do estudo publicado na revista científica The Anatomical Record.

“Mais tarde, quando estava mais quente, os buracos apareciam escuros, como se tivessem sido desligados para se refrescar. Isto é consistente com evidências anteriores de que os jacarés têm um sistema circulatório de corrente cruzada ou um termostato interno por assim dizer”.

Porém, ainda não se sabe se os dinossauros em geral, e o T. rex em particular, eram ectotérmicos ou endotérmicos. Alguns cientistas arriscam a primeira opção, outros a segunda e ainda há quem pense que se trata de ambos (recurso chamado mesotermia).

A nova investigação sugere que o T. rex (e outros dinossauros) usaram algumas das tácticas termo-reguladoras dos ectotérmicos, mas o que isso realmente significa dentro do contexto mais amplo dos seus metabolismos ainda tem de ser investigado.

O que os cientistas podem dizer, com base neste estudo, é que não existem características osteológicas no crânio do tiranossauro que indiquem que as fenestras eram locais de fixação muscular.

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7 Setembro, 2019