2145: NASA abre Estação Espacial Internacional a turistas a partir de 2020

CIÊNCIA

NASA – A EEI – Estação Espacial Internacional

A NASA vai abrir uma das secções da Estação Espacial Internacional (EEI) para fins comerciais, que poderá ser visitada por turistas espaciais a partir de 2020, noticiou o portal The Verge esta sexta-feira.

“A Estação Espacial Internacional está aberta para negócios comerciais. Estamos a tornar o nosso laboratório acessível a todos os americanos”, pode ler-se na publicação da NASA.

A agência espacial norte-americana permitirá que o mesmo espaço seja utilizado para produzir filmes e anúncios, que terão o Espaço com segundo plano. Cada dia no espaço pode custar cerca de 35 mil euros.

A NASA instou ainda empresas privadas do sector espacial a propor ideias para futuros módulos e espaços residenciais para que no futuro possa ser acoplados à EEI.

As companhias interessadas terão a possibilidade de comprar um determinado período de tempo no espaço em causa para elaborar, promover ou testar os seus produtos a bordo da Estação Espacial Internacional. Para estes procedimentos, poderão recorrer aos serviços e astronautas da NASA ou levar uma equipa própria.

A decisão da NASA mostra uma mudança radical nas políticas da agência que durante muitos anos foi contra a comercialização da EEI. Até afora, a única forma de uma empresa privada enviar um produto para a EEI dependia de uma condição rígida: possuir determinado valo educacional ou a demonstrar uma nova tecnologia.

ZAP //

Por ZAP
9 Junho, 2019

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2127: Removidos 11.000 quilos de lixo e recuperados quatro corpos no Evereste

markhorrell / Flickr

As autoridades do Nepal removeram 11.000 quilos de lixo numa operação de limpeza no Monte Evereste, que permitiu ainda recuperar quatro cadáveres na maior montanha do mundo, adiantou fonte oficial à Associated Press.

Um funcionário do Departamento de Turismo, Danduraj Ghimire, disse esta quarta-feira que a equipa de limpeza, que trabalhou durante semanas, recolheu embrulhos de alimentos, latas, garrafas e botijas de oxigénio vazias.

Parte do lixo apanhado durante a operação foi transportado de avião para Catmandu e entregue aos responsáveis pela reciclagem, numa cerimónia de encerramento da campanha de limpeza que aconteceu esta quarta-feira.

Fontes oficiais disseram que a iniciativa teve sucesso, mas ainda há muito lixo escondido debaixo da neve, que só desaparecerá quando as temperaturas subirem. As autoridades não conseguem fazer uma estimativa da quantidade de lixo que permanece na montanha.

A maioria dos resíduos recuperados estava nos campos 2 e 3, nos quais os alpinistas podem descansar pelo caminho, desde o campo base até ao pico, a 8.850 metros de altura.

Sobre os quatro corpos recuperados, Ghimire disse que estavam expostos porque a neve estava derretida, e foram depois carregados até ao campo base e levados posteriormente para o hospital, para serem identificados. Os companheiros dos alpinistas que morreram estavam com dificuldades em retornar à base com vida, pelo que não conseguiram carregar os corpos dos colegas.

Mais de 300 montanhistas morreram no Evereste desde que alguém conseguiu alcançar o seu cume pela primeira vez, em 1953. Não é possível precisar quantos desses corpos ainda estão na montanha pois não existem dados.

Centenas de alpinistas e os seus guias passam semanas no Evereste durante a primavera, que é considerada a melhor altura para subir a montanha.

ZAP // Lusa

Por ZAP
6 Junho, 2019



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2109: Turistas já fazem reservas para assistir ao degelo dos glaciares do Alasca

DESTAQUE

Smial / Wikimedia

O rápido degelo dos glaciares devido às alterações climáticas criou um novo mercado para os operadores turísticos do Alasca, nos Estados Unidos.

O jornal Anchorage Daily News noticiou que as operadoras de várias empresas de turismo estão a registar um aumento em reservas de viagens de grupos que querem assistir ao recuo do único estado árctico do país.

“As pessoas querem ver os glaciares enquanto há acesso“, disse Paul Roderick, director de operações da “Talkeetna Air Taxi”, que faz viagens aéreas no Alasca. “As pessoas sabem mais sobre glaciares do que antes. Perguntam quão depressa estão a recuar, quando antes mal sabiam o que era um glaciar”, acrescentou, em declarações à mesma publicação.

As operadoras turísticas dizem que os turistas são, maioritariamente, oriundos da Austrália e de mercados emergentes como China e Índia. “Há mais interesse”, disse Peter Schadee, da “Anchorage Helicopter Tours”, que faz voos de helicóptero naquela região. “Temos assistido ao interesse em glaciares de pessoas de todo o Mundo”, acrescentou.

“As pessoas querem muito ver os glaciares, mas estão a derreter muito depressa“, contou Matt Szunday, dono da Ascending Path, uma empresa que faz passeios turísticos a glaciares do Alasca.

O recuo destas gigantes e antigas massas de gelo criou um nicho de mercado, com turistas a fazer marcações para ver os glaciares “antes que seja tarde de mais”.

Uma nova revisão dos dados de pesquisas publicada no Jornal da Glaciologia prevê que os 25 mil glaciares do Alasca perderão entre 30% e 50% de sua massa até ao final deste século. A nível global, os glaciares devem perder entre 18 e 365 da massa, o que poderá resultar numa subida de 25 centímetros no nível da água do mar.

ZAP // Lusa

Por ZAP
4 Junho, 2019



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