2143: Descoberto na Sibéria um “homem pássaro” com 5.000 anos

CIÊNCIA

Novosibirsk Institute of Archeology and Ethnography

Uma equipa de arqueólogos descobriu objectos estranhos em dois túmulos da Idade do Bronze que foram escavadas na região russa de Novosibirsk, na Sibéria.

As sepulturas foram descobertas no final do ano passado no sítio arqueológico de Ust-Tartas por especialistas do Instituto de Arqueologia e Etnografia de Novosibirsk.

Ambos túmulos datam de há 5.000 anos e há um com um achado peculiar. Numa das sepulturas foi encontrado o esqueleto de um homem com uma espécie de colar, capuz ou armadura feita com dezenas de bicos e crânios de pássaros.

Os ossos dos animais estavam dispostos na parte de trás do crânio do esqueleto, em volta do pescoço “como se fosse um colar”, explicou a cientista Lilia Kobeleva, citada pela RT.

Outra versão sobre o achado sustenta que os bicos e os crânios dos pássaros faziam parte de um traje ritual. Embora as espécies de aves não tenham ainda sido identificadas, os cientistas acreditam que fossem garças. Contudo, há ainda outro aspecto estranho: os arqueólogos não sabem como é que os ossos dos animais se uniram ou formaram um peça, já que não têm furos que possam evidenciar que um fio os tenha conectado.

O “homem pássaro”, tal como foi descrito pela imprensa local, não foi a única descoberta. No outro túmulo encontrado estavam os restos mortais de duas crianças e ao seu lado havia um outro esqueleto de um homem adulto rodeado por vários objectos.

Novosibirsk Institute of Archeology and Ethnography

Entre os objectos, os cientistas destacaram uma espécie de “óculos” compostos por dois hemisférios de bronze e ligados também por bronze. Os outros artefactos eram pedras polidas em forma de meia lua, que talvez tenham sido usadas em rituais.

“Ambos os homens desempenharam certamente papéis especiais na sociedade“, disse Kobeleva, que assumiu que estas figuras terão sido em vida “uma espécie de padres”.

ZAP //

Por ZAP
9 Junho, 2019

1430: Descoberto túmulo intacto de sacerdote real no Egipto

CIÊNCIA

Mohamed Hossam / EPA

Os arqueólogos encontraram um túmulo perfeitamente conservado, com mais de 4 mil anos , na região da necrópole de Saqqara perto do Cairo.

Segundo o ministro das Antiguidades do Egito, Khaled El-Anany, durante a apresentação da descoberta arqueológica, o túmulo pertence a um sacerdote real chamado Wahtye, que viveu nos tempos da quinta dinastia do Antigo Egipto, cerca de 2504-2347 anos a.C.

Anany explicou que o túmulo descoberto está excepcionalmente bem preservado e pintado, com paredes decoradas com cenas coloridas, que mostram o sacerdote real “Wahtye” com a sua mãe, esposa e família, bem como vários santuários com grandes estátuas coloridas do sacerdote e dos seus familiares.

“É uma das mais belas e significativas descobertas feitas em 2018 graças à sua pintura colorida, esculturas e ao facto de ter sido encontrada intacta“, anunciou o ministro.

O secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades e chefe da missão de escavação, Mostafa Waziri, disse que a missão descobriu a fachada do túmulo durante a sua segunda temporada de escavações em Novembro, mas não conseguiu entrar naquele local porque as portas estavam fechadas.

Waziri acrescentou que as paredes do túmulo abrigam uma série de pinturas coloridas, que mostram o nome da mulher do sacerdote real chamada “Weret Ptah”, e muitas cenas que apresentam “Wahtye” com a sua mãe chamada Merit Meen e a sua família, além de cenas retratando a fabricação de cerâmica e vinho, ofertas religiosas, apresentações musicais, barcos à vela, fabricação de móveis funerários e caça.

Dentro do túmulo, há 18 nichos que exibem 24 grandes estátuas coloridas escavadas na rocha, que representam o proprietário e membros da família. A parte inferior do túmulo contém 26 nichos com 31 estátuas de uma pessoa que ainda não foi identificada. Waziri assumiu que essa pessoa poderia ser o padre ou um membro da sua família.

O director-geral do sítio arqueológico de Saqqara, Sabry Farag, disse que o túmulo descoberto abriga uma sala rectangular de aproximadamente 10 metros de comprimento, 3 metros de largura e cerca de 3 metros de altura, com um porão no final do túmulo. Há ainda cinco fossas funerárias, bem como duas portas falsas, uma pertencente a Wahtye e a outra à sua mãe.

No conjunto arqueológico de Saqqara, nos arredores da capital egípcia, há uma necrópole antiga, cujos primeiros enterramentos remontam à primeira dinastia dos faraós (séculos XXXI — XXIX a.C.). Um dos mais famosos monumentos de Saqqara é a Pirâmide de Djoser ou pirâmide dos degraus.

ZAP // Sputnik

Por ZAP
19 Dezembro, 2018

 

1335: Egipto anuncia a descoberta de um túmulo faraónico em Luxor

CIÊNCIA

Khaled Elfiqi / EPA

O Egipto anunciou, no sábado, a descoberta de um antigo túmulo, sarcófagos e artefactos funerários, encontrados numa necrópole perto da cidade de Luxor.

Numa cerimónia em frente ao templo da rainha Hatshepsut, o ministro das Antiguidades, Khaled al-Anani, anunciou que arqueólogos franceses e egípcios tinham descoberto “um novo túmulo com pinturas muito bonitas” da realeza faraónica.

Localizada entre os túmulos reais no Vale das Rainhas e no Vale dos Reis, a necrópole de Al-Assasif é o local do enterro de nobres e altos funcionários próximos aos faraós.

Entre os achados no túmulo estão sarcófagos, estátuas e cerca de mil figuras funerárias chamadas “Ushabtis” feitas de madeira e argila.

O túmulo data do século XIII a.C, entre as 11ª e 12ª dinastias, e pertencia a “Thaw-Irkhet-If”, supervisor de mumificação do Templo de Mut em Karnak.

Separadamente, arqueólogos do Instituto Francês de Arqueologia Oriental e da Universidade de Estrasburgo descobriram dois sarcófagos que datam da 18ª dinastia. Um deles contém os restos mumificados “bem preservados” de uma mulher chamada Thuya, disse o ministério. Mais tarde, porém, foi dito que os especialistas ainda estão a tentar identificar com certezas o nome da múmia.

As autoridades egípcias anunciam regularmente descobertas arqueológicas, embora o país seja frequentemente acusado de falta de rigor científico e negligência de suas antiguidades. Sítios arqueológicos, particularmente em Luxor, fazem do Egipto uma atracção importante para turistas estrangeiros.

O Egipto tem vindo a publicitar as novas descobertas na esperança de reanimar o sector do turismo, que ainda está a recuperar da turbulência ocorrida após a revolta de 2011 que derrubou o ditador de longa data Hosni Mubarak.

ZAP // Lusa / Phys

Por ZAP
25 Novembro, 2018

 

1277: Túmulos de faraós com dezenas de gatos mumificados descobertos no Egipto

CIÊNCIA

Ministry of Antiquities-Arab Republic of Egypt / Twitter

Uma missão arqueológica egípcia acaba de descobrir dezenas de múmias de gatos. As autoridades egípcias encontraram sete túmulos, quatro dos quais datam de mais de 6.000  anos, em Saqqra, a sul do Cairo.

A descoberta ocorreu “em torno de uma área rochosa perto do complexo funerário de Userkaf na necrópole real de Saqqara”, que era a capital do Reino Antigo, adiantou o ministro egípcio das Antiguidades, Khaled El Enany.

Segundo o governante, três desses túmulos “datam do tempo do Novo Império e foram usados como uma necrópole para gatos“, os felinos venerados em parte do Egipto Antigo. Os antigos egípcios acreditavam que os gatos e outros animais ocupavam uma posição especial na vida depois da morte.

Os outros quatro túmulos remontam ao tempo do Antigo Império (4.300 anos a.C.), “dos quais a mais importante é a de Jufu-Imhat, guardião dos edifícios pertencentes ao palácio real, datando do final da Quinta Dinastia e do início do VI”, segundo Khaled El Enany.

Os arqueólogos encontraram ainda 100 estátuas de gatos de madeira douradas e uma de bronze dedicada à deusa do gato, Bastet.

Além disso, o secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades, Mostafa Waziri, disse que a missão egípcia, que opera no local desde Abril, também encontrou os primeiros besouros mumificados descobertos na necrópole de Memphis. Dois grandes insectos foram descobertos dentro de um sarcófago rectangular em pedra calcária.

Tal como os gatos, estes insectos tinham também um significado religioso e simbolizavam o deus sol, Ra. “O besouro mumificado é algo realmente único. É algo um pouco raro”, disse Waziri. “Há alguns dias, quando descobrimos estes caixões, eram apenas caixões fechados com desenhos de besouros. Nunca ouvi falar deles antes.”

A missão encontrou ainda uma colecção de estátuas em madeira dourada que representavam um leão, uma vaca e um falcão; cobras de madeira pintadas; sarcófagos de crocodilos; amuletos, jarras, cestos de papiros e ferramentas de escrita.

Saqqara é uma vasta necrópole da região da antiga Memphis, onde vários túmulos e os primeiros faraós foram encontrados. Numa estratégia para reavivar o turismo, o Egipto tem insistido em publicar estas novas descobertas.

ZAP // RFI

Por ZAP
12 Novembro, 2018

 

1123: Descoberto no Egipto o túmulo de Kaires, o guardião de segredos do faraó

CIÊNCIA

Czech Institute of Egyptology
Estátua de Kaire, o “amigo único” do faraó

Uma equipa de arqueólogos checos fez uma descoberta notável em Abusir, perto do Cairo, ao descobrir um complexo funerário único, pertencente a um alto dignitário egípcio da V dinastia do Antigo Reino do Egipto. 

Os restos foram encontrados junto de uma pirâmide em Abusir, onde apenas os membros da família real e os maiores dignitários estaduais da época eram sepultados. De acordo com o Live Science, o túmulo pertence ao “amigo único” (sole friend) do faraó.

De acordo com o comunicado divulgado pela equipa de arqueólogos do Instituto Checo de Egiptologia, dentro do túmulo – que foi roubado nos tempos antigos – foram encontrados os restos de uma estátua com inscrições relativas a um padre de nome Kaire.

Este padre, acrescenta a nota divulgada esta semana, era o “amigo único do faraó” e o “guardião de segredos da Casa da Manhã” – local onde o faraó se vestia e tomava o pequeno-almoço. Kaire era um confidente real.

“Nesta descoberta há uma série de factos únicos. O túmulo está localizado no centro do campo da pirâmide de Abusir, que remota a 2.400 a.C. E, além da capela em si, foram encontradas outras salas”, explicaram os especialistas à Radio Cz.

“Outra característica única é que esta capela é o único túmulo real deste período construído com blocos de basalto para a pavimentação, papéis de parede e um altar. Esta é uma evidência do estatuto excepcional do dono deste túmulo”.

Na época, sublinha o Live Science, só os faraós é que estavam autorizados a usar basalto nas construções de túmulos.

Czech Institute of Egyptology
O complexo funerário de Abusir, perto do Cairo

Segredo da V dinastia egípcia

Os arqueólogos não sabem ao certo a que faraó é que as inscrições se referem no entanto, já conseguiram recolher algumas pistas. O complexo funerário foi encontrados perto de uma pirâmide que pertenceu ao faraó Neferirkare (reinado 2446 a 2438 a.C).

Além disso, outras gravuras encontradas na estátua apontam que Kaires era “inspector dos sacerdotes que serviam no complexo junto da pirâmide”, que pertence a Neferirkare e ao seu sucessor Sahure (2487 a 2475 a.C), terceiro e segundo faraó da V dinastia egípcia, respectivamente.

A estátua menciona ainda vários outros títulos importantes detidos por Kaires, entre os quais, “supervisor de todos os trabalhos do faraó” e o “principal da Casa da Vida” – uma espécie de biblioteca que reunia papiros que registavam conhecimentos sobre diversas áreas, explicaram os arqueólogos.

Apesar de o sarcófago de Kaires ter sido encontrado, ainda restam segredos para desvendar, a sua múmia, por exemplo, ainda não foi encontrada. Outro aspecto que os cientistas ainda não conseguiram apurar é se o padre terá servido a um ou dois faraós.

Os arqueólogos checos, liderados pelo investigador Miroslav Bárta, continuam com os trabalhos arqueológicos, em parceria com o Ministério de Antiguidades do Egipto.

ZAP //

Por ZAP
10 Outubro, 2018