2911: Afinal, o solitário tubarão-branco também gosta de escolher com quem anda

CIÊNCIA

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Carcharodon carcharias, conhecido pelo nome comum de tubarão-branco

Investigadores descobriram, através de uma análise nas Neptune Islands, na Austrália, que os tubarões-brancos podem formar comunidades. 

Geralmente, o Carcharodon carcharias, conhecido pelo nome comum de tubarão-branco, é visto como um animal solitário. No entanto, quando se reúne com outros da sua espécie, passa mais tempo com certos indivíduos do que outros.

Segundo o IFLScience, Charlie Huveneers, professor associado da Universidade Flinders, na Austrália, fotografou 282 tubarões-brancos nas Neptune Islands, um local conhecido no país pela relativa facilidade em ver este animal.

O investigador observou a proximidade entre eles, durante um período de quatro anos e meio, relatando que certos tubarões eram frequentemente vistos no mesmo local, no mesmo dia, mesmo com anos de diferença.

“Em vez de estarem apenas ali aleatoriamente, os tubarões formaram quatro comunidades distintas, o que mostrou que alguns eram mais propensos a usar aquele lugar de forma simultânea do que o esperado por acaso”, afirmou Stephan Leu, investigador da Universidade Macquarie, também na Austrália, e um dos autores do estudo publicado, este mês, na revista científica Behavioral Ecology and Sociobiology.

“Os tubarões em geral, e os tubarões brancos em particular, não são conhecidos por formarem laços no significado geral da palavra”, explica Huveneers ao mesmo site. Ao contrário das orcas ou dos golfinhos, não há evidências de que estes animais se juntem para caçar as suas presas.

O investigador deixa claro que estas associações são ainda muito prematuras, e podem não estar relacionadas com uma preferência por determinados companheiros. Em vez disso, se determinadas condições ambientais atraírem certos indivíduos, enquanto outros são atraídos para outros lugares, surgirão associações aparentes. No entanto, ainda não se sabe quais são essas preferências.

No entanto, Huveneers não deixa de achar que estas observações são surpreendentes, até porque cada vez mais se veem “associações não aleatórias em várias espécies, incluindo os Negaprion brevirostris e os Scyliorhinus canicula“.

Este ano, cientistas também identificaram que as manta rays, que já foram consideradas criaturas solitárias, formam relações sociais.

ZAP //

Por ZAP
26 Outubro, 2019

 

1875: O terrível tubarão-branco fica apavorado com outra criatura marinha

CIÊNCIA

George Probst / Flickr

O tubarão branco (Carcharodon carcharias) pode não ser o “rei” dos oceanos. Uma investigação, levada a cabo pelo Monterey Bay Aquarium, nos EUA, refuta a ideia que este seja o predador mais temido dos oceanos, revelando mesmo que o animal foge quando há orcas (Orcinus orca) na zona em que está a caçar.

Quando confrontados com orcas, explicou o líder da investigação, Salvador Jorgensen, “os tubarões brancos deixam imediatamente o seu território de caça favorito e não voltam durante um ano, mesmo que as orcas estejam apenas a passar por lá”-

Durante a investigação, cujos resultados foram esta semana publicados na revista científica Scientific Reports, os cientistas documentaram quatro encontros entre estas espécies perto de Los Farallones, um grupo de ilhas na costa de São Francisco.

Os cientistas analisaram as suas interacções a partir de dados anteriores de 165 tubarões brancos recolhidos entre 2006 e 2013. Posteriormente, compilaram vários estudos sobre estes dois animais, bem como elefantes marinhos que também habitam a mesma área.

Como resultado, completou o cientista Jim Tietz, a equipa foi capaz de “mostrar conclusivamente como é que os tubarões brancos deixam a área quando  aparecem orcas”. Em todos os casos analisados, os tubarões fugiram das águas destas ilhas assim que os cetáceos chegavam e não voltavam ao local até à temporada seguinte.

A equipa descobriu ainda que os elefantes marinhos beneficiam indirectamente desta situação: como os tubarões se ausentam, é menos provável que se tornem presas.

Contudo, importa frisar, o estudo não concluiu se as orcas consideram os tubarões brancos presas, ou se apenas competem por comida. A importância do estudo, sublinhou Jorgensen, passa por demonstrar que “as cadeias alimentares nem sempre são lineares”.

“As chamadas interacções laterais entre os principais predadores são bem conhecidas em terra, mas são muito mais difíceis de documentar no oceano“, rematou.

ZAP //

Por ZAP
23 Abril, 2019

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