2509: Astrónomos treinam IA para encontrar antigas colisões de galáxias

CIÊNCIA

B. Whitmore et al. / AURA / Hubble Heritage Team / NASA / ESA

Há luzes brilhantes em todo o Universo que representam as colisões de galáxias. Os astrónomos encontraram agora uma nova forma de as encontrar.

Há luzes brilhantes em todo o Universo que representam as colisões de galáxias. E há pontos brilhantes por todo o Universo — sobretudo o mais distante — onde as galáxias produziram estrelas a uma grande e invulgar escala.

Mas há um problema. Os telescópios não conseguem ver partes longínquas e antigas do Universo com clareza suficiente para identificar as fusões de galáxias, então não há uma boa forma de distinguir esses dois tipos de galáxias super brilhantes. Agora, segundo o Live Science, astrónomos encontraram um novo sistema.

Como sabem qual é a aparência das galáxias em formação e das fusões galácticas vistas de perto, os investigadores acharam que seria relativamente simples criar imagens falsas e depois distorcê-las como se a luz dessas galáxias estivesse a ser capturada de longe por um dos telescópios espaciais.

E, portanto, foi mesmo isso que os cientistas fizeram, criando mais de um milhão de imagens falsas dos telescópios espaciais Hubble e James Webb. Os astrónomos sabiam quais eram as imagens desfocadas e distantes de colisões galácticas versus as imagens desfocadas de galáxias em formação super brilhantes, embora parecessem muito semelhantes à primeira vista.

Assim, foram capazes de encontrar assinaturas subtis que os astrónomos usam para distinguir fusões de galáxias de fábricas de estrelas galácticas no distante e antigo Universo. E então treinaram um algoritmo de aprendizagem de máquina para distinguir as imagens dos dois tipos de galáxias.

De acordo com os investigadores, cujo artigo foi publicado em Julho na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, isto é uma novidade excelente uma vez que todo o Universo está cheio de fusão de galáxias — até 5% estão envolvidas em fusões a qualquer momento e até a Via Láctea poderá um dia fundir-se com a vizinha Andrómeda.

Os investigadores admitem que o novo método tem limitações. Há sempre o potencial de enviesamento no banco de dados de simulações e, em primeiro lugar, algumas tentativas e erros imprecisos envolvidos na geração desse mesmo banco de dados. Para melhorar ainda mais o algoritmo e distinguir fusões de galáxias ainda mais antigas, a equipa precisa de construir um banco de dados muito maior.

ZAP //

Por ZAP
25 Agosto, 2019

 

2270: NASA vai usar vulcão dos Capelinhos para treinar exploração em Marte

Na próxima expedição aos Capelinhos, os cientistas olharão para a paisagem em terra e do ar, usando drones, em preparação para a próxima fase da exploração do planeta vermelho.

© Adelino Meireles / Global Imagens

A NASA vai usar o vulcão dos Capelinhos, nos Açores, para treinar a exploração da paisagem de Marte e perceber como evoluiu nos últimos milhões de anos, disse à Lusa o ex-director do departamento científico da agência espacial norte-americana.

A expedição, que ainda não tem data marcada mas que acontecerá “em breve”, levará cientistas da NASA, do Reino Unido e de Portugal a estudar o vulcão da ilha do Faial que nasceu do mar no final dos anos 50, em condições muito semelhantes às que se terão verificado em Marte “há mil milhões de anos”.

“Quando Marte tinha mares e lagos, vulcões entraram em erupção nas águas e produziram relevo como o que vemos nos Capelinhos, que erodiu na presença de água persistente. Depois, as águas secaram. O clima de Marte mudou e hoje só temos os esqueletos fantasmagóricos dessa paisagem, preservada nas rochas”, disse James Garvin, à margem da Global Exploration Summit, que começou esta quarta-feira em Lisboa.

James Garvin, que dirigiu o departamento científico da NASA entre 2004 e 2005, afirmou que os Açores são “um laboratório especial” só comparável a mais dois locais da Terra, um na Islândia, outro em Tonga, com vulcões de erupção recente em meio aquático, com “água e lava a interagirem de forma dinâmica”.

“Sítios como esses, quentes, húmidos e com actividade térmica, seriam bons para surgir vida microbial”, disse.

Na próxima expedição aos Capelinhos, os cientistas olharão para a paisagem em terra e do ar, usando drones, em preparação para a próxima fase da exploração.

“Voltaremos lá para ver se podemos usar [o vulcão] como caso de estudo para o nosso ‘helicóptero marciano’, que enviaremos com a missão Mars Rover em 2020”, que incluirá um veículo da NASA e outro da Agência Espacial Europeia.

Garvin explicou que “algumas coisas nos Capelinhos acontecem muito depressa numa escala menor, algumas numa escala maior” e que a expedição terá resultados úteis para as compreender na Terra.

“Vemos as maiores a acontecer do espaço e observamos nós próprios as mais pequenas. Depois, juntamos matematicamente as duas e podemos criar modelos para como o vulcão dos Capelinhos evoluirá à medida que o ambiente muda e o nível do mar sobe”, acrescentou.

Comparando os dados recolhidos há 25 com os actuais, será possível ter “um registo dos últimos sessenta anos de erosão no oceano Atlântico” em torno da ilha.

Diário de Notícias
DN/Lusa
03 Julho 2019 — 16:35

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292: Já há um português a “viver” em Marte

João Lousada é um dos participantes na missão de simulação a Marte AMADEE-18, que decorre no deserto de Dhofar, durante o mês de fevereiro.

João Lousada, colaborador da alemã GMV INSYEN e subcomandante de campo do Fórum Espacial Austríaco (OeWF), é dos “tripulantes” da missão de simulação a Marte, AMADEE-18.

O português faz parte de uma equipa de cinco “astronautas análogos” que, durante todo o mês de fevereiro, vão simular as condições de missão ao planeta vermelho, um projecto que conta com a colaboração de 25 países.

Segundo a euronews, é no deserto do Sultanato de Omã, na Península Arábica, que vão ser executadas todas as actividades humanas na superfície do planeta vermelho simulada.

“Elon Musk e a sua equipa acabam de provar que o Falcon Heavy funciona, o que nos coloca agora num âmbito completamente distinto daquilo que podemos enviar para o Espaço longínquo, para Marte”, explica Kartik Kumar, um dos “astronautas análogos”.

“Os primeiros passos em Marte serão dados nos próximos 20 ou 30 anos. Acreditamos que a tecnologia nos vai conduzir naturalmente para lá. Isso significa que a primeira pessoa a caminhar em Marte já terá nascido e estará talvez actualmente numa escola primária em Omã, na Europa, nos Estados Unidos ou na China”, diz Kumar.

A AMADEE-18 foi organizada pelo Fórum Espacial Austríaco (OeWF) , em colaboração com as autoridades de Omã.

O Centro de Apoio à Missão está localizado em Innsbruck, na Áustria, e comunica com a “base marciana” com um atraso de 10 minutos, para simular o tempo de viagem das mensagens entre a Terra e Marte, explica a euronews.

A missão irá prolongar-se por quatro semanas, nas quais serão conduzidas dezenas experiências com o objectivo de melhorar tecnologias e conhecimentos com vista à tão ansiada viagem a Marte.

A missão pode ser acompanha em directo na página do Fórum Espacial Austríaco.

ZAP //

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