2591: Mistério dos estranhos buracos na cabeça dos T-rex pode ter sido resolvido

CIÊNCIA

Um novo estudo sugere que os dois misteriosos buracos no topo do crânio do Tyrannosaurus rex podem ter ajudado a regular a sua temperatura.

Teorias anteriores sugeriam que estes buracos cheios de músculos, chamados de fenestra dorso-temporal, ajudavam a operar o poderoso maxilar do Tyrannosaurus rex. No entanto, segundo o Science Alert, nem todos estavam convencidos com esta explicação.

É o caso do anatomista Casey Holliday, da Universidade do Missouri, nos Estados Unidos, que estudou a classe de animais diapsida — crocodilos, outros repteis e aves assim agrupados por terem uma característica similar nos seus crânios — para verificar uma nova teoria.

A equipa de investigadores analisou diferentes crânios de diapsida e percebeu que as fenestras mais semelhantes com os do T. rex eram as dos crocodilos. Os cientistas decidiram então estudar um grupo de jacarés com recurso a câmaras de imagem térmica. Como estes são animais ectotérmicos, a sua temperatura corporal depende da temperatura do ambiente em que estão inseridos.

“Percebemos que quando estava mais frio e os jacarés se queriam aquecer, a imagem térmica mostrava grandes pontos quentes nesses buracos, indicando um aumento da temperatura”, explica Kent Vliet, investigador da Universidade da Florida e co-autor do estudo publicado na revista científica The Anatomical Record.

“Mais tarde, quando estava mais quente, os buracos apareciam escuros, como se tivessem sido desligados para se refrescar. Isto é consistente com evidências anteriores de que os jacarés têm um sistema circulatório de corrente cruzada ou um termostato interno por assim dizer”.

Porém, ainda não se sabe se os dinossauros em geral, e o T. rex em particular, eram ectotérmicos ou endotérmicos. Alguns cientistas arriscam a primeira opção, outros a segunda e ainda há quem pense que se trata de ambos (recurso chamado mesotermia).

A nova investigação sugere que o T. rex (e outros dinossauros) usaram algumas das tácticas termo-reguladoras dos ectotérmicos, mas o que isso realmente significa dentro do contexto mais amplo dos seus metabolismos ainda tem de ser investigado.

O que os cientistas podem dizer, com base neste estudo, é que não existem características osteológicas no crânio do tiranossauro que indiquem que as fenestras eram locais de fixação muscular.

ZAP //

Por ZAP
7 Setembro, 2019

 

1654: Eis Moros, o tiranossauro “anão” que revela que o T-rex nem sempre foi Rei

(dr) Jorge Gonzalez

O Tyrannosaurus rex é celebrizado como o “rei” dos dinossauros devido ao seu enorme porte que pode atingir os 12 metros de comprimento, contudo um novo estudo, esta semana publicado, pode pôr em causa o prestígio da sua “coroa”. 

Uma equipa de paleontólogos norte-americanos, liderados pela especialista Lindsay Zanno, da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, descobriu um fóssil de um tiranossauro com cerca de 77 quilogramas e menos de 1,5 metros de altura.

O pequeno fóssil, apelidado de Moros intrepidus, é o menor dinossauro do seu tipo. De acordo com as estimativas dos especialistas, viveu durante o período Cretáceo, entre 145 e 66 milhões de anos atrás, no território que hoje conhecemos como o Utah. Até então, este mini-tiranossauro é a espécie mais antiga já descoberta na América do Norte.

De acordo com a nova investigação, esta semana publicada na revista especializa Communicacions Biology, a descoberta desta espécie permitiu fechar uma lacuna que somava já 70 milhões de anos no registo fóssil.

Os paleontólogos precisavam de uma evidência esquelética dos tiranossauro norte-americanos de há 150 milhões de anos (período Jurássico ao qual pertencem os remanescentes dos tiranossauros e alossauros primitivos de tamanho médio) até há 81 milhões de anos (no Cretáceo, quando surgiram os maiores tiranossauros e os alossauros, por sua vez, tornaram-se extintos).

Na verdade, os tiranossauros nem sempre foram os enormes predadores que imaginamos hoje em dia. No início da sua evolução, explicaram os cientistas, estes animais eram carnívoros muito pequenos e caçavam juntamente com os alossauros, também carnívoros, mas de porte muito maior.

Os cientistas não sabem ainda como é que os tiranossauros atingiram o seu tamanho colossal, instalando-se depois no topo da cadeia alimentar – esse continua a ser o mistério. Contudo, os paleontólogos sabem agora que esta evolução não levou mais de 16 milhões de anos e que aconteceu apenas no final da era dos dinossauros.

“O que o Moros intrepidus faz por nós é ajudar-nos a entender quem, o quê, porquê, onde e quando os tiranossauros alcançaram o papel principal entre os predadores no subcontinente norte-americano”, rematou a principal autora da investigação, Lindsay Zanno, citado pela National Geographic.

ZAP //

Por ZAP
1 Março, 2019

[vasaioqrcode]