436: Tiangong-1: Porque caem (quase) todos os destroços espaciais no ponto Nemo

EPA/FRAUNHOFER FHR

Estação espacial chinesa reentrou na atmosfera terrestre no Pacífico Sul, zona de destroços espaciais. A maior parte da estrutura ardeu na reentrada. Não há registo de, alguma vez, terem caído em Portugal restos de satélites

Afinal, a probabilidade de a estação espacial chinesa Tiangong-1 cair em Portugal seria bem menor do que aquela que foi anunciada. Quem o diz é Rui Agostinho, director do Observatório Astronómico de Lisboa, que garante que essa probabilidade não era de 3%, como foi avançado, mas inferior a 0.058%. Os destroços da nave acabaram, no entanto, por cair na região central do Pacífico Sul, a noroeste do Taiti, não muito longe do Ponto Nemo, conhecido por ser um “cemitério” de destroços espaciais.

Diz o Comando Conjunto de Operações Espaciais do exército norte-americano que era 01.15 (hora de Lisboa) de segunda-feira quando ocorreu a reentrada na atmosfera terrestre.

“Portugal tem uma área tão pequena que era preciso muita sorte, ou melhor, muito azar, para cair cá. Já o Pacífico tem uma área tão grande que só isso aumenta em muito a probabilidade de um satélite cair lá”, explica ao DN o astrofísico David Sobral, adiantando que não tem conhecimento de algum dia terem sido encontrados restos de satélites no nosso país.

Colocada em órbita em 2011, a estação espacial chinesa, também conhecia como Palácio Celestial 1, estava desocupada desde 2013, tendo deixado de funcionar três anos depois, o que impedia que fosse comandada a partir da Terra. Depois de muita especulação em torno do local da queda, a Tiangong-1 caiu, segundo o astrónomo Jonathan McDowell, do centro de astrofísica Harvard-Smithsonian, a noroeste da ilha do Taiti. Ao entrar na atmosfera a mais de 26 mil quilómetros por hora, desintegrou-se numa “bola de fogo”. Só cerca de 10% da estrutura terá caído no Pacífico.

A estação espacial não se despenhou no ponto Nemo, conhecido como “Polo da Inacessibilidade do Pacífico”, mas não terá caído muito longe daquele que é o local mais distante de qualquer continente ou ilha do planeta. É uma espécie de aterro de objectos espaciais, baptizado de Nemo, em homenagem a Júlio Verne. Localiza-se ao largo ao largo das costas da Antárctica, da Nova Zelândia, das ilhas Pitcairn e do Chile, sendo a ilha Ducie, um atol desabitado, a mais próxima daquela área.

Entre 1971 e 2016, mais de 250 naves espaciais terminaram a sua vida no ponto Nemo, um local bastante amplo e com pouca fauna e flora, o que o torna bastante apetecível para o efeito. Mas não foi possível direccionar a Tiangong-1 para o “cemitério”.

Rui Agostinho, do Observatório Astronómico de Lisboa, explica ao DN que se perderam as telecomunicações com a estação espacial, o que impediu que a trajectória fosse controlada. A nave foi entrando numa atmosfera cada vez mais baixa, ficando totalmente descontrolada, numa espécie de queda livre em direcção à Terra. “Com telecomunicações seria possível disparar micro foguetes para que caísse numa zona não habitada, por exemplo”, esclarece. A este facto juntam-se vários “fenómenos físicos”, como o atrito atmosférico, que impediram a comunidade científica de prever com exactidão onde cairia.

Portugal, mais concretamente a zona entre o Porto e o Minho, chegou a ser referenciado como um dos possíveis locais da queda. Foi anunciado que a probabilidade de a estação se despenhar no País seria de 3%. No entanto, o astrónomo Rui Agostinho garante que, segundo as informações disponibilizadas pela Agência Espacial Europeia (ESA), essa probabilidade seria inferior a 0.058%. “Não sei quem afirmou que seria 3%, mas os dados da ESA não indicavam isso”, assegura o professor da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

A queda dos destroços no oceano não terá consequências para os humanos. “Seria pior se caísse num território habitado, mas a probabilidade de bater directamente numa pessoa é baixíssima”, indica o astrónomo, ressalvando que, se atingisse uma pessoa à velocidade que cai, o objecto poderia matar. Embora existam muitos satélites em órbita, como estava a Tiangong-1, Rui Agostinho diz que são geralmente possíveis de controlar: “Quando termina a sua vida útil, atira-se o satélite contra a Terra, controlando a sua trajectória de maneira a cair algures no mar”.

As autoridades chinesas já tinham afirmado que não existiam razões para alarme, adiantando que seria um espectáculo semelhante a uma chuva de meteoros. David Sobral reforça que “é extremamente raro algo deste género cair de forma descontrolada”. Quando acontece, “a maior parte dos componentes ardem ou desintegram-se. Como a maior parte da área é oceano ou desabitada, a probabilidade de um humano ser atingido é muito, muito baixa”.

A Tiangong-1, que media dez metros e pesava 8,5 toneladas, foi substituída pela Tiangong-2, em 2016. O objectivo é testar a presença humana no Espaço até 2022.

DN
03 DE ABRIL DE 2018 00:19
Joana Capucho

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428: A Tiangong-1 caiu finalmente. Foi a noroeste do Taiti

NASA
Reentrada na atmosfera do ATV – Automated Transfer Vehicle, da ESA. Destino igual espera a Tiangong 1

A estação espacial chinesa Tiangong-1, de 10 toneladas, regressou à Terra, numa descida descontrolada a partir de uma órbita terrestre baixa, tendo reentrado na atmosfera sobre o sudoeste da América do Sul e caído no sul do Oceano Pacífico.

Tal como previsto, a queda na Terra do laboratório espacial chinês Tiangong-1 não provocou danos. A estação espacial desintegrou-se à reentrada na atmosfera, oferecendo aos sul-americanos um “espectáculo esplêndido”, semelhante a uma chuva de meteoritos.

Em queda através de uma atmosfera cada vez mais densa, enquanto se aproximava da Terra a uma velocidade de 17 mil km/hora, os detritos foram quase completamente destruídos antes de atingir o solo.

Segundo a agência AFP, que cita a Agência Espacial Chinesa, a nave reentrou na atmosfera “essencialmente destruída“, e o impacto final do que dela restava com a Terra aconteceu no sul do Pacífico.

O astrónomo Jonathan McDowell especifica que a nave chinesa caiu a noroeste do Taiti. “Conseguiu falhar por pouco o ‘cemitério de naves espaciais, que fica um pouco mais a sul”, diz McDowell.

 

A Agência Espacial Europeia tinha calculado que o impacto final da Tiangong-1 aconteceria entre o fim da noite de domingo e o início da madrugada. Segundo a Aerospace, aconteceu às 1.15h desta segunda-feira, 2 de Abril.

Um pouco por todo o mundo, surgiram nas redes sociais relatos de pessoas que testemunharam a passagem da “bola de fogo” a desintegrar-se.

​” se desintegrou. Eu vi de Portugal! Pareciam pequenas estrelas a passar”, relatou o utilizador Pedro Lopes no chat do canal Volcano Watch do YouTube, que transmitiu em directo um livestream do evento.

A Tiangong-1, ou  “Palácio Celeste 1”, foi colocada em órbita em Setembro de 2011 e estava programado para fazer uma entrada controlada na atmosfera. Porém, deixou de funcionar em Março de 2016, tendo gerando preocupação por uma eventual queda descontrolada.

No entanto, este tipo de estação espacial “não cai violentamente sobre a Terra como nos filmes de ficção científica, mas desintegra-se como uma magnífica chuva de meteoros num belo céu estrelado, à medida que os respectivos destroços avançam em direcção à Terra”, explicaram as autoridades chinesas.

ZAP //

Por ZAP
2 Abril, 2018

– O vídeo acima mencionado da autoria de Pedro Lopes, foi removido pelo utilizador.

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Contagem decrescente. Em directo a queda do “Palácio Celeste”

Palácio Celeste reentra na atmosfera a 26.000 km por hora. Foram reveladas novas imagens da Tiangong-1. Estação Espacial ainda está intacta

A Estação Espacial deverá reentrar este domingo na atmosfera terrestre a uma velocidade superior a 26 mil quilómetros por hora antes de se desintegrar numa bola de fogo, anunciaram hoje autoridades aeroespaciais chinesas.

A queda na terra deste laboratório espacial chinês, designado Tiangong-1 (“Palácio Celeste 1”), não deverá provocar danos e oferecerá um espectáculo “esplêndido” similar a uma chuva de meteoritos, garantem as autoridades chinesas.

SIGA AQUI EM TEMPO REAL A QUEDA DA ESTAÇÃO ESPACIAL

Também a Agência Espacial Europeia (ESA) estima que a queda do módulo espacial ocorra nas próximas horas, provavelmente entre a noite de domingo e madrugada de segunda-feira.

Num comunicado divulgado no sábado, a ESA explicou que a queda do Tiangong-1 desacelerou devido a uma meteorologia espacial mais tranquila.

Uma torrente de partículas solares deveria ter aumentado a densidade nas altas capas da atmosfera e acelerar a queda do laboratório espacial. Mas isso não ocorreu, reconhece a ESA, avançando que também persiste a incerteza sobre o lugar onde poderão cair os eventuais restos do módulo.

“As pessoas não precisam se preocupar”, garante o Departamento de Engenharia Espacial Tripulada da China (CMSEO) em sua conta na rede social WeChat.

Naves espaciais deste tipo “não caem na Terra violentamente como nos filmes de ficção científica”, garante o CMSEO.A probabilidade de uma pessoa ser atingida por um objecto espacial de mais de 200 gramas é de uma em 700 milhões, garante a agência espacial chinesa.

De forma cilíndrica e com a dimensão aproximada de um autocarro, com 10,4 metros de comprimento por 3, 4 de diâmetro, 7,5 toneladas, já sem o combustível, e dois painéis solares com três por sete metros cada, a Tiangong-1 fez história em Setembro de 2011, ao tornando-se a primeira estação espacial da China na órbita terrestre.

Desde então, a Tiangong-1 permaneceu vazia e em 21 Março de 2016, as autoridades chinesas informaram as Nações Unidas de que tinham perdido o controlo sobre ela. Até aí, os propulsores da Tiangong-1 era regularmente despertados para elevar a sua altitude, de modo a mantê-la entre os 330 e os 400 quilómetros de altitude. Desde 2016 isso deixou de ser possível, pelo que a sua órbita veio decrescendo lentamente, como seria de esperar.

NOVAS IMAGENS DA ESTAÇÃO ESPACIAL

O céu caiu-lhe, ao de leve, no ombro

Em 1979, a queda do Skylab, a antiga estação espacial dos Estados Unidos, foi um acontecimento. Alguns fragmentos caíram junto a uma cidade na Austrália, sem causar danos. Muitos outros objectos espaciais caem todos os anos, mas até hoje, só há um caso conhecido de uma pessoa atingida, de forma ligeira: Lottie Williams, nos Estados Unidos, a quem um pequeno fragmento de um tanque de combustível de um foguetão Delta II atingiu no ombro, em 1996.

“Um espectáculo magnífico”

Na sexta-feira, a China já tinha minimizado as preocupações sobre o impacto da entrada na atmosfera, e prometeu mesmo que será um espectáculo magnífico, semelhante a uma chuva de meteoros.

“As pessoas não têm motivos para se preocupar”, assegurou a entidade chinesa responsável pela concepção dos voos espaciais tripulados (CMSEO, na sigla em inglês), numa mensagem publicada nas redes sociais.

Este género de estação espacial “não cai violentamente sobre a Terra como nos filmes de ficção científica, mas desintegra-se como uma magnífica chuva de meteoros num belo céu estrelado, à medida que os respectivos destroços avançam em direcção à Terra”, explicou a entidade chinesa.

DN
01 DE ABRIL DE 2018 06:52
DN/Lusa

– Só espero que não caia nenhum destroço no meu “observatório” lunar (Backyard)…

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422: A Tiangong-1 atrasou-se e só “chega” à Terra entre domingo e segunda

NASA
Reentrada na atmosfera do ATV – Automated Transfer Vehicle, da ESA. Destino igual espera a Tiangong 1

A Agência Espacial Europeia ESA disse hoje que a estação espacial chinesa Tiangong-1 está a progredir mais lentamente do que o previsto e só deverá entrar na atmosfera terrestre entre domingo à tarde e segunda-feira de manhã.

De acordo com um comunicado citado pela agência de notícias francesa AFP, a nova janela de tempo para a queda da estação espacial chinesa situa-se agora entre as 13:00 de domingo (horário de Lisboa) e as 12:00 de segunda-feira.

A agência explica a desaceleração da queda da Tiangong-1 pela manutenção de um fluxo de partículas que devia ter aumentado de densidade na atmosfera superior e precipitado a queda, mas tal não aconteceu.

A janela de reentrada na atmosfera da Terra, no entanto, permanece “altamente variável”, disse a ESA. Há também uma grande incerteza sobre onde os detritos vão cair, salienta a agência espacial europeia.

Na sexta-feira, a China já tinha minimizado as preocupações sobre o impacto da entrada na atmosfera, e prometeu mesmo que será um espectáculo magnífico, semelhante a uma chuva de meteoros.

“As pessoas não têm motivos para se preocupar”, assegurou a entidade chinesa responsável pela concepção dos voos espaciais tripulados (CMSEO, na sigla em inglês), numa mensagem publicada nas redes sociais.

Este género de estação espacial “não cai violentamente sobre a Terra como nos filmes de ficção científica, mas desintegra-se como uma magnífica chuva de meteoros num belo céu estrelado, à medida que os respectivos destroços avançam em direcção à Terra”, explicou a entidade chinesa.

A estação espacial chinesa, colocada em órbita em Setembro de 2011, deverá efectuar uma entrada controlada na atmosfera terrestre, mas o facto de ter deixado funcionar em Março de 2016 está a levantar preocupações sobre a sua queda na Terra.

O risco de um ser humano ser atingido por um fragmento espacial com mais de 200 gramas é de um em 700 milhões, segundo indicou a CMSEO.

ZAP // Lusa
Por Lusa
31 Março, 2018

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415: Já há fotografias da Tiangong-1 a cair

Fraunhofer / ESA

O instituto alemão Fraunhofer FHR mostra a estação espacial chinesa Tiangong-1 já em trajecto descendente a uma altitude de 270 quilómetros. A Tiangong-1 deverá colidir com a Terra este fim de semana.

Uma imagem captada pelo instituto alemão Fraunhofer FHR mostra a estação espacial chinesa Tiangong-1 a uma altitude de 270 quilómetros, no seu trajecto descendente que vai acabar com a queda na superfície terrestre, entre sábado e segunda-feira.

Esta quinta-feira, a estação já está a menos de 300 quilómetros de altitude – por comparação, a Estação Espacial internacional orbita a Terra a uma altitude média de 340 quilómetros.

A Agência Espacial Europeia, ESA, aproveitou o momento para relembrar que, na história da exploração humana no espaço, não há registo de alguém ter sido vítima de lixo espacial.

A ESA, que está a monitorizar a reentrada da Tiangong-1 na atmosfera terrestre em conjunto com um comité de uma agência internacional para o lixo espacial, divulgou as imagens ontem.

A Tiangong-1 tem 12 metros de comprimento, 3,3 de diâmetro e está desocupada desde 2013. A maior parte da estrutura vai arder na reentrada, que pode ocorrer em qualquer espaço entre as latitudes de 43º norte e 43º sul, uma faixa muito extensa que inclui países como Portugal e Espanha, e é muito pouco provável que represente algum risco para os humanos, diz a ESA.

ESA

Reentrada da estação espacial chinesa Tiangong-1 na Terra é calculada nas latitudes entre 43 graus norte e 43 graus sul, segundo a ESA.

As últimas previsões dos cientistas apontavam que a Tiangong-1 reentrasse na atmosfera entre 30 de Março e 2 de Abril, o que acabará por se confirmar se, como previsto, a estação espacial chinesa colidir com a Terra este fim de semana.

Em Janeiro passado, a Agência Espacial Chinesa anunciou que a reentrada da Tiangong-1 na Terra seria controlada e que não teria impactos negativos para o ambiente, nem para as populações.

A Tiangong-1, que em Português significa algo como “Palácio Celestial”, foi lançada em 2011 e projectada para arder na atmosfera em 2013, com um peso de mais de 8 toneladas. Findo o tempo de vida desta estação espacial, a China já lançou, em 2016, a Tiangong-2.

ZAP //

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395: Já se sabe quando a Tiangong-1 cai na Terra (mas é impossível saber onde)

(dr) Xinhua
A nave espacial chinesa Shenzhou 9 numa manobra de acoplagem à estação espacial Tiangong 1

A previsão mais recente da Agência Espacial Europeia aponta que a Tiangong-1, a estação espacial chinesa, vai cair na Terra entre 30 de Março e 2 de Abril próximos, numa área do planeta que inclui também Portugal.

Nos últimos meses, várias estimativas já foram anunciadas quanto à reentrada da Tiangong-1 na Terra. A mais recente, efectuada pelo gabinete de detritos espaciais da Agência Espacial Europeia (ESA), aponta agora o período entre 30 de Março e 2 de Abril próximos como as datas mais prováveis para a concretização do evento.

A área de reentrada da estação espacial é calculada nas latitudes compreendidas entre 43 graus norte e 43 graus sul, abrangendo um vasto território que inclui também Portugal na rota da Tiangong-1, além da Austrália, de África e de grande parte da América do Sul.

É impossível prever com exactidão onde é que a estação espacial chinesa vai cair, como revela ao site Mashable o astrónomo Jonathan McDowell.

“Daqui a cerca de cinco dias, começarei a acreditar um pouco mais nas previsões”, sustenta este especialista, realçando que “quando a janela de tempo chegar às 12 horas ou por aí, podemos começar a excluir alguns continentes“.

Em Janeiro passado, a Agência Espacial Chinesa anunciou que a reentrada da Tiangong-1 na Terra seria controlada e que não teria impactos negativos para o ambiente, nem para as populações. De acordo com a entidade, a estação espacial deverá incendiar-se mal entre em contacto com a atmosfera terrestre, desfazendo-se em pequenos fragmentos que cairão numa área de mar, sem pôr em perigo as pessoas.

A Tiangong-1, que em Português significa algo como “Palácio Celestial”, foi lançada em 2011 e tem um peso de mais de 8 toneladas. Findo o tempo de vida desta estação espacial, a China já lançou, em 2016, a Tiangong-2.

ZAP //
Por ZAP
23 Março, 2018

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357: Portugal na zona de maior risco de impacto dos detritos de estação espacial chinesa

Avaliação feita pela Aerospace Corporation aponta duas linhas amarelas onde é mais provável que caiam detritos quando a Tiangong-1 se despenhar já nas próximas semanas

O laboratório espacial chinês Tiangong-1, também conhecido por “Palácio Celestial”, está fora de controlo desde 2016 e poderá reentrar na atmosfera nas próximas semanas. E Portugal, mais concretamente o Norte e Centro do país, está dentro de uma das duas linhas amarelas, calculadas por especialistas da Aerospace Corporation, que assinalam os pontos do planeta onde é mais provável que se despenhem eventuais detritos da estação orbital.

De acordo com o Centro para o Estudo de Detritos Orbitais e na Reentrada da Aeroespace Corporation, financiada pelos Estados Unidos, a data mais provável de reentrada na atmosfera é o dia 3 de Abril, com uma margem de erro de uma semana. A Agência Espacial Europeia aponta para uma janela entre 29 de Março e 9 de Abril e limita-se a referir que os locais em latitudes acima dos 43º, nos dois hemisférios, estão a salvo. As previsões da Aeroespace Corporation, por outro lado, estabelecem uma faixa nas latitudes médias, onde a probabilidade é ligeiramente maior.

Mas os portugueses – e restantes cidadãos dos países na lista de eventuais destinos do que restar da estação espacial – podem ficar relativamente tranquilos com a estimativa, pela Aeroespace Corporation, de que o risco de um indivíduo ser atingido por material proveniente da Tiangong-1 é um milhão de vezes inferior à probabilidade de ganhar o jackpot do Powerball, uma espécie de Euromilhões dos Estados Unidos – que é de um em 292 milhões. A isto acresce a elevada probabilidade de toda a estação espacial ser consumida pelas chamas durante a reentrada na atmosfera.

Lançado em 2011, o laboratório espacial de 8,5 toneladas foi concebido como uma estação espacial modular, com um design semelhante ao dos conceitos desenvolvidos pela Rússia. Ainda recebeu três visitas, duas delas por naves tripuladas. Incluindo, em Junho de 2012, a missão Shenzhou 9, que contava com Liu Yang, a primeira chinesa a chegar ao espaço.

Em 2016, as autoridades de Pequim reconheceram que já não conseguiam controlar a estação orbital, tendo no mesmo ano lançado a muito semelhante Tiangong-2.

DN
09 DE MARÇO DE 2018 11:05
Pedro Sousa Tavares

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344: Estação Espacial chinesa cai dentro de semanas (talvez no Norte de Espanha)

(dr) Xinhua
Estação Espacial Tiangong-1

O norte de Espanha é uma das zonas previstas para o impacto, mas a “probabilidade de alguém ser atingido por destroços da Tiangong-1 é um milhão de vezes menor do que a probabilidade de ganhar a lotaria”.

Nas duas primeiras semanas de Abril, a estação espacial enviada para o espaço pela China, Tiangong-1, entra em rota de colisão com a Terra, podendo atingir o norte de Espanha, de acordo com a Aerospace Corporation.

Por outro lado, a Agência Espacial Europeia aponta para 24 de Março a 19 de Abril.

De acordo com o relatório da Aerospace Corporation, um instituto sem fins lucrativos financiado pelos EUA para fiscalizar actividades espaciais, “a probabilidade de uma pessoa específica ser atingida por destroços da Tiangong-1 é cerca de um milhão de vezes mais reduzida do que as probabilidades de ganhar a lotaria”.

“Na História dos voos espaciais não se tem conhecimento de qualquer pessoa que algum dia tenha ficado ferida na sequência da reentrada de detritos espaciais na nossa atmosfera. Até hoje só houve registo de uma pessoa atingida por um desses detritos e, felizmente, não ficou ferida”, sublinha o relatório.

No entanto, o mapa que o acompanha traça as potenciais zonas de impacto do módulo que pesa 8,5 toneladas. Felizmente para nós, há a probabilidade de, ao entrar na atmosfera, a Estação Espacial chinesa se deteriorar, ainda que os especialistas não estejam muito convencidos disso.

Entre as possíveis zonas de impacto contam-se o norte da China, o Médio Oriente, o centro de Itália ou o norte de Espanha, a par da Nova Zelândia, Tasmânia, algumas partes da América do Sul e o sul de África.

A Tiangong-1 foi lançada para o espaço em 2011 e foi a primeira estação enviada por aquele país para explorar o espaço.

Analistas dentro e fora do país descreverem-na como um “símbolo político potente” da China moderna numa altura em que está cada vez mais investida em tornar-se uma super-potência espacial. Em 2012, foi visitada pela primeira mulher astronauta da China, Liu Yang. Antes e depois disso, foi alvo de uma série de missões com e sem tripulação.

Em Setembro de 2016, a China admitiu que tinha perdido o controlo da estação e que não seria capaz de controlar a sua reentrada na atmosfera. Ou de prever onde iria cair.

De acordo com as declarações de Jonathan McDowell ao The Guardian “a Tiangong-1 é grande e densa e portanto é preciso manter isto debaixo de olho” – sobretudo considerando que a trajectória descendente da Tiangong-1 tem estado a aumentar de velocidade nos últimos meses, tendo passado de uma queda a 1,5 quilómetros por semana em Outubro para os 6 quilómetros/semana registados no último mês.

Por causa disto e também por causa das constantes alterações meteorológicas no Espaço, é difícil antever onde é que o módulo chinês poderá cair. “Só na semana final do percurso descendente é que vamos conseguir começar a falar sobre isto com maior confiança”, refere McDowell. “Diria que uns quantos pedaços vão sobreviver à reentrada mas só saberemos onde é que vão cair depois dessa reentrada.”

Esta não é a primeira vez que algo do género acontece. Em 1991, a Salyut 7, estação espacial da União Soviética com 20 toneladas, despenhou-se contra a Terra, na altura ainda com a nave Cosmos 1686 acoplada a ela. Os destroços caíram sobre a Argentina, atingindo em particular uma pequena localidade chamada Capitán Bermúdez.

Antes disso, em 1979, uma estação espacial da NASA com 77 toneladas, a Skylab, já tinha entrado numa rota descendente descontrolada em direcção à Terra, com algumas partes da nave a caírem nos arredores de Perth, no oeste da Austrália.

Além da possibilidade de os seus destroços atingirem alguém, a Tiangong-1 representa ainda um outro problema. De acordo com o Canal Tech, a Estação Espacial está repleta de substâncias tóxicas, como a hudrazina, altamente cancerígena, que se podem espalhar pelo planeta, assim que a Tiangong-1 entre em contacto com a Terra.

De forma a evitar danos físicos e químicos, um grupo de cientistas chineses está a considerar explodir a nave com raios laser antes de esta entrar na atmosfera terrestre.

Normalmente, satélites entram em combustão assim que chegam à atmosfera mas, para desespero dos cientistas, esta não é a situação da Tiangong-1. Os chineses acreditam que, por ser tão grande, a nave chegará intacta ao solo ou a algum oceano da Terra.

ZAP //

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Estação espacial chinesa vai colidir com a Terra… e não se sabe onde

Ilustração representando a Tiangong-1 | CMSE

A nave deverá desintegrar-se à entrada na atmosfera, mas destroços, alguns com mais de 100 kg, vão atingir a superfície

Uma estação espacial chinesa de 8,5 toneladas está em queda descontrolada em direcção à Terra e espera-se que se despenhe nos próximos meses. Embora se espere que parte do laboratório se incendeie e desintegre, algumas das peças que vão atingir a superfície do planeta poderão pesar mais de 100 kg. A notícia é avançada esta sexta-feira pelo The Guardian, que cita especialistas afirmando que é impossível prever onde vão cair os destroços – nem mesmo nos dias imediatamente anteriores à colisão.

A estação Tiangong-1, também baptizada “Palácio Celestial”, foi lançada em 2011 porque a China queria ter um laboratório espacial que fosse também um “potente símbolo político. A medida fazia parte de um ambicioso programa científico que tinha por meta tornar a China uma super-potência espacial.

Em cinco anos, passaram pelo “Palácio Celestial” chinês tanto missões tripuladas, como não tripuladas. Numa das quais, realizada em 2012, participou Liu Yang, a primeira mulher astronauta da China.

Mas algo pouco celestial estava a acontecer com a Tiangong-1. Após meses de especulação sobre os eventuais problemas a bordo, em 2016 responsáveis chineses admitiram ter perdido o controlo da estação espacial e que esta iria colidir com a Terra. E, de acordo com a notificação enviada pela agência espacial chinesa às Nações Unidas, os destroços do “Palácio Celestial” deverão colidir com a Terra entre o presente mês de Outubro e Abril de 2018.

Desde 2016 que a órbita da estação espacial entrou em queda, sendo que nas últimas semana atingiu as camadas mais compactas da atmosfera da Terra, o que aumentou ainda mais a aceleração da descida.

“Agora que o perigeu [o ponto mais alto do trajecto da estação] já está a menos de 300km de altura e atingiu as camadas mais densas da atmosfera, o ritmo da queda está a aumentar”, disse ao Guardian o astrofísico de Harvard, Jonathan McDowell. “É de esperar que se despenhe dentro de alguns meses, em finais de 2017 ou início de 2018”, acrescentou.

A probabilidade de os destroços ferirem alguém é considerada remota, mas é também impossível prever onde vai cair. “Não se pode, de todo, dirigir o trajecto de uma coisa destas”, disse McDowel. “Mesmo quando só faltar um ou dois dias para a reentrada da estação na atmosfera, é provável que não se consiga fazer melhor do que calcular o momento do impacto com uma margem de seis ou sete horas de distância, para mais ou para menos. E não saber quando vai cair traduz-se em não saber onde vai cair”, concluiu o astrofísico. Segundo McDowell um ligeira alteração nas condições atmosféricas pode empurrar os destroços da estação “de um continente para outro”.

Em maio deste ano, a China informou as Nações Unidas de que vai manter uma cuidadosa monitorização da descida da nave e que informará a ONU quando esta iniciar o seu mergulho final.

Diário de Notícias
13 DE OUTUBRO DE 2017 | 22:00

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