2805: NASA está pronta para testar o seu primeiro avião eléctrico

TECNOLOGIA

O primeiro avião eléctrico da NASA está pronto para começar a ser testado. Os resultados das experiências serão divulgados a outras empresas e reguladores do sector que estejam interessados.

O primeiro avião eléctrico da NASA está pronto para testes. O X-57 Maxwell promete testar várias inovações tecnológicas, procurando ter uma aeronave com uma maior autonomia e sem ruído nem poluição atmosférica. O avião não é construído pela agência espacial, mas sim adaptado para voar electricamente.

Os testes da NASA não só vão permitir definir um melhor padrão de qualidade no mercado dos veículos eléctricos, mas principalmente permitir à agência americana testar sistemas de propulsão eléctrica para aeronaves.

Antes de levantar voo, o X-57 Maxwell terá de passar primeiro pelos testes de solo. De acordo com o Tech Crunch, assim que terminar as experiências, a NASA planeia divulgar os resultados à indústria aeronáutica, a outras agências e a entidades reguladoras.

Um dos principais problemas com as aeronaves movidas a electricidade é o peso das suas baterias. Dos cerca de 1300 quilogramas do avião da NASA, aproximadamente 390 quilos são das baterias lítio. A agência norte-americana vai agora tentar contornar este problema que afecta significativamente a autonomia da aeronave.

“A entrega da aeronave X-57 Mod II à NASA é um evento significativo, marcando o início de uma nova fase neste emocionante projecto de um avião eléctrico“, disse o líder do projecto, Tom Rigney, num comunicado divulgado no site da NASA.

NASA
O protótipo do primeiro avião eléctrico da NASA, o X-57 Maxwell Mod II.

“A equipa do X-57 em breve realizará testes de solo do sistema de propulsão eléctrico integrado para garantir que a aeronave esteja em condições de aeronavegabilidade. Planeamos compartilhar rapidamente lições valiosas aprendidas ao longo do caminho à medida que progredimos nos testes de voo, ajudando a informar o crescente mercado de aeronaves eléctricas”, acrescentou.

O projecto está em desenvolvimento desde 2016 e prepara-se agora para entrar numa das suas fases mais críticas que poderá definir o seu sucesso. O avião consegue atingir uma velocidade de 275 quilómetros por hora em velocidade cruzeiro a uma altura de 8 mil pés.

ZAP //

Por ZAP
8 Outubro, 2019

 

2574: Cientistas vão levar células cancerígenas ao Espaço para que a baixa gravidade as mate

CIÊNCIA

Annie Cavanagh / Wellcome Images
Células cancerígenas

Através de estudos de simulação, um cientista australiano tem vindo a investigar de que forma o ambiente de baixa gravidade pode afectar a nossa fisiologia e, até mesmo, matar células cancerígenas.

Após ter recolhido dados de testes prévios, segundo os quais a ausência de gravidade no Espaço pode matar a maioria das células cancerígenas sem a necessidade de recorrer a medicamentos, um investigador australiano está agora a preparar-se para testar as suas experiências na Estação Espacial Internacional (EEI) no próximo ano.

O engenheiro biomédico Joshua Chou tem conduzido experiências num laboratório da Universidade de tecnologia de Sidney, usando um simulador de micro-gravidade para observar como as células cancerígenas respondem e, as suas possíveis razões.

Chou explicou à New Atlas que, antes da investigação, o foco estava na expressão genética do cancro sob micro-gravidade. “Mas ninguém analisou os mecanismos, e a estratégia que estamos a abordar é identificar os receptores sensoriais no cancro, na esperança de os enganar”, revelou o cientista.

Chou e Anthony Kirolos expuseram as células do cancro do ovário, mama, nariz e pulmão no simulador de micro-gravidade por 24 horas. 80% a 90% destas células morreram.

Os investigadores acreditam que isto ocorre porque a falta de força gravitacional nas células influencia a forma como estas comunicam entre si, tornando-as incapazes de sentir o ambiente — algo a que chamam descarga mecânica.

“Tenho de esclarecer que a micro-gravidade afecta outras células, como as células ósseas”, disse Chou. Desta forma, os investigadores conseguiram concluir que as células ósseas e do cancro são “super sensíveis aos efeitos da micro-gravidade.

Porque razão este efeito de descarga atinge mais as células cancerígenas do que as outras é uma das questões que Chou espera responder quando a sua experiência for realizada na EEI, no próximo ano.

Na primeira missão à EEI, as células vão ser compactadas num dispositivo mais pequeno do que o tamanho de uma caixa de lenços de papel e estudadas no ambiente de micro-gravidade durante uma semana.

A esperança é que a experiência possa elucidar os receptores e sensores específicos por detrás do efeito de descarga mecânica nas células cancerígenas, para que os cientistas possam projectar fármacos que repliquem os mesmo efeitos na Terra.

DR, ZAP //

Por DR
5 Setembro, 2019

 

2261: ESA derrete parte de um satélite para testar “entrada perigosa” na Terra

CIÊNCIA

Um grupo de investigadores colocou uma das partes mais densas de um satélite dentro de um túnel de vento de plasma, com o objectivo de o derreter em nome da Ciência.

Investigadores da Agência Espacial Europeia (ESA) colocaram uma das partes mais densas de um satélite em órbita da Terra num túnel de vento de plasma. O objectivo era derretê-lo para compreender como os satélites ardem durante o processo de reentrada na atmosfera, para minimizar o risco de colocar alguém em perigo na superfície.

Segundo o Science Alert, o teste faz parte da iniciativa Clean Space da ESA e decorreu no Centro Aeroespacial Alemão, em Colónia.

Um magnetotorquer, projectado para interagir magneticamente com o campo magnético da Terra para mudar a orientação do satélite, foi aquecido a vários milhares de graus Celsius dentro do plasma hipersónico.

Tiago Soares, cientista do Clean Space, explicou que toda a equipa observou o comportamento do equipamento em diferentes configurações de fluxo de calor para o túnel de vento de plasma, “de modo a obter mais informações sobre as propriedades dos materiais e a sua capacidade de resistência”. O magnetotorquer “atingiu um fim completo no nível de alto fluxo de calor”, completou.

Teoricamente, o equipamento é completamente queimado assim que mergulha na atmosfera. No entanto, na prática, algumas peças podem chegar à Terra, sendo algumas delas suficientemente grandes para causar danos.

Estudos realizados anteriormente pela agência espacial identificaram alguns elementos dos satélites que são mais propensos a sobreviver ao processo de reentrada, entre eles os magnetotorquers, instrumentos ópticos, propulsores e tanques de pressão, mecanismos que operam painéis solares e giroscópios usados para mudar a direcção de um satélite.

Quer em órbita, quer na Terra, o lixo espacial é uma das grandes preocupações das agências mundiais. Com a entrada de empresas privadas no sector das viagens espaciais, a necessidade de encontrar uma solução para este problema é ainda mais emergente.

Além do espectáculo de uma peça de satélite queimada, o trabalho realizado por esta equipa da ESA mostra que estamos um passo mais perto de encontrar a tal desejada solução.

ZAP //

Por ZAP
2 Julho, 2019

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1640: NASA dá luz verde à SpaceX para novo teste em Março

Fonte: SpaceX

A NASA deu permissão à empresa de exploração espacial SpaceX, para fazer um teste à cápsula Dragon, no início do mês de Março.

A cápsula Dragon tem uma missão importante: será o componente que terá a responsabilidade de albergar a tripulação. No início do mês, tornou-se público que a SpaceX, uma das empresas de Elon Musk, tinha sido obrigada a adiar o teste desta cápsula – pela segunda vez.

Já tinha sido noticiado que um novo teste poderia ser feito no dia 2 de Março, mas agora a NASA oficializou esta demonstração, tendo já também marcado uma hora para este teste. Esta demonstração será feita a partir de Cabo Canaveral, na Florida, nos Estados Unidos, às 7h48 (hora de Portugal continental).

Caso este teste seja bem sucedido, a cápsula estará mais próxima de conseguir levar uma tripulação até à Estação Espacial Internacional. Por agora, este teste será feito sem tripulação, para perceber como é que a cápsula e os comandos respondem nesta primeira fase.

Após os testes sem tripulação, a SpaceX terá ainda de cumprir um teste de voo, já com tripulação, para conseguir atingir uma certificação fornecida pela NASA, antes de ter missões com diferentes equipas. Afinal, o grande objectivo da SpaceX é o de conseguir colocar turistas no espaço.

As incríveis promessas de Elon Musk para 2019, da Tesla ao espaço

Diário de Notícias
Segunda-feira, 25 Fevereiro 2019
Cátia Rocha

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1379: Autonomia de futuro veículo de exploração de Marte foi testada no deserto do Saara

TECNOLOGIA


O veículo Sherpa TT
picture alliance/Getty

Veículo de exploração, que utiliza quatro patas articuladas com rodas mais um braço mecânico, é um protótipo de laboratório, uma vez que ainda não está protegido contra a radiação à qual vai estar sujeito em Marte, nem contra temperaturas extremas

O veículo de exploração “Sherpa TT” foi nesta terça-feira testado na área mais rochosa do deserto do Saara, em Marrocos, para afinar a autonomia do robô com rodas em forma de aranha, desenhado para futuras explorações em Marte. O teste, que integra um programa financiado na totalidade pela Comissão Europeia, tem como finalidade o desenvolvimento da robótica espacial, e dotação de maior autonomia aos robôs espaciais, especialmente em ambientes mais agressivos, de acordo com a agência EFE.

O veículo de exploração, que utiliza quatro patas articuladas com rodas mais um braço mecânico, é um protótipo de laboratório, uma vez que ainda não está protegido contra a radiação à qual vai estar sujeito em Marte, nem contra temperaturas extremas, esclareceu o representante da empresa tecnologia espanhola que levou a cabo a operação, Jorge Ócon. “O teste serviu para experimentar o ‘software’ e poder introduzir os algoritmos necessários para dotar o robô de maior inteligência”, salientou.

O solo deserto do Saara, nesta parte de Marrocos, é constituído por terreno rochoso, com apenas alguns exemplares de arvoredo, devido às últimas chuvas na região. A rugosidade da superfície torna-a mais semelhante à morfologia do solo de Marte.

O “Sherpa TT”, acompanhado por uma equipa de investigadores que trabalham no projecto, foi capaz de percorrer 360 metros, recolher imagens e objectos, obedecendo às ordens enviadas pelos técnicos através de rede móvel de Internet. Jorge Ocón precisou que, no futuro, o veículo de exploração vai ter de ser capaz “de se organizar” de acordo com as tarefas pedidas, e dosear o tempo, além de saber desviar-se momentaneamente de objetos que estejam no caminho.

O representante da empresa calcula que o robô — que mede 2×2 metros e pesa cerca de 200 quilos — deverá chegar a Marte num prazo de dez anos. Na altura, contudo, não deverá ser este veículo computorizado, mas um sucessor do “Sherpa TT”, devido aos testes que realizou hoje.

Expresso
Lusa
04.12.2018 às 17h43

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965: Japão prepara-se para testar o mítico elevador espacial

A Terra  a Estação Espacial Internacional vão estar à distância de um elevador. Uma equipa de investigadores está preparada para dar início, já este mês, ao primeiro teste do tão esperado projecto do elevador espacial.

Uma equipa, composta por investigadores  da Universidade Shizuoka e outras instituições, no Japão, vai conduzir já este mês os primeiros testes de um protótipo de um projecto destinado a construir o tão esperado “elevador espacial“, que irá ligar a Terra à Estação Espacial Internacional (EEI).

O objectivo não passa apenas pelo transporte de carga para o espaço, mas também de pessoas, como um substituto viável ao uso de foguetões.

Para isso, os cientistas querem experimentar e observar como se comportam as peças mecânicas envolvidas num projecto desta dimensão fora da atmosfera e da gravidade da Terra. Assim, irão reproduzir o sistema em miniatura e testá-lo no Espaço.

E já há data marcada: 11 de Setembro. A próxima terça-feira será marcada não por uma tragédia, mas pelo envio de dois micro-satélites para a Estação Espacial Internacional, tão pequenos que cada um mede apenas 10 centímetros. Depois, serão enviados para o espaço pelos astronautas da EEI, ligados um ao outro por um cabo de aço de 10 metros.

Esta é a primeira experiência deste tipo a ser conduzida no espaço e deve servir para a condução de uma análise dos vários desafios que se colocam no estabelecimento deste elevador. Factores esses que se prendem com a necessidade de um cabo muito resistente, ou de uma estrutura capaz de evitar a colisão com detritos espaciais, por exemplo.

A estrutura deve ainda ser suficientemente resistente  para suportar a incidência de raios cósmicos. Até ao momento, um dos componentes mais aptos são os nano-tubos de carbono, adianta o CanalTech.

No entanto, mesmo que esta missão seja um sucesso, ainda vai demorar bastante tempo até que um projecto idêntico possa ser reproduzido em larga escala.

Kenn Brown / Mondolithic Studios
Elevador Espacial, conceito artístico

Mesmo assim, e ainda que sejam os primeiros passos de um grande projecto, esta é mais uma das importantes antecipações científicas de Arthur C. Clarke. O inventor e escritor britânico de ficção científica descreveu o “elevador espacial” na sua premiada novela The Fountains of Paradise.

No seu romance de 1978, o premiado autor previu que engenheiros iriam construir um elevador espacial no topo de uma montanha, na ilha fictícia de Taprobana, um dos primeiros nomes do Sri Lanka. A estrutura gigante iria então ligar a superfície da terra a um satélite geo-estacionário.

Clarke sonhava alto demais, mas a verdade é que conseguiu acertar mais uma vez. Não sabemos se teremos de esperar pelo século XXII para poder ir de elevador até ao espaço, mas, onde quer que se encontre, podemos tranquilizar o autor: sim, os primeiros passos estão (mesmo) a ser dados.

ZAP //

Por ZAP
5 Setembro, 2018

(Foram corrigidos 10 erros ortográficos ao texto original)

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525: A NASA testou o novo reactor de fissão nuclear (e é incrivelmente poderoso)

Los Alamos National Laboratory / NASA
A NASA testou com sucesso o seu “Kilopower Reactor Using Stirling Technology”, ou KRUSTY

Cientistas da NASA, em colaboração com a Administração Nacional de Segurança Nuclear do Departamento de Energia dos EUA, criaram um novo sistema de reactor nuclear de fissão que poderia permitir missões tripuladas de longa duração à lua, Marte e outras partes do sistema solar.

A NASA está há algum tempo à procura de novas soluções para equipar as suas naves espaciais com motores que nos permitam chegar mais longe do que alguma vez o Homem chegou, que vão do propulsor iónico incrivelmente lento, até ao mítico “motor impossível” com propulsão EM saído das histórias de ficção científica – que está próximo de acontecer.

Mas a solução para o motor que nos levará para além do Sistema Solar poderá afinal estar num reactor de fissão nuclear. A experiência, chamada “Kilopower Reactor Using Stirling Technology”, ou simplesmente KRUSTY, já foi testado com sucesso em laboratório.

Para podermos passar bastante tempo em qualquer local do sistema solar que não seja a  Terra, precisamos de novas formas de produção de energia. O Kilopower é exactamente isso: um sistema de energia de fissão leve que pode alimentar missões robóticas, bases humanas e missões tripuladas de exploração.

O KRUSTY é capaz de gerar até 10 quilowatts de energia eléctrica, o suficiente para várias residências serem alimentadas continuamente por dez anos, ou para manter um posto avançado na lua ou em Marte.

Energia segura, eficiente e abundante será a chave para futuras explorações robóticas e humanas. Espero que o projecto Kilopower seja uma parte essencial das arquitecturas de energia lunar e marciana à medida que evoluírem”, disse Jim Reuter, da Directoria de Missão de Tecnologia Espacial da NASA, em comunicado.

O protótipo do sistema possui um pequeno núcleo sólido de urânio-235, bem como tubos de calor de sódio para transferir o calor do reactor para motores Stirling de alta eficiência, que depois o convertem em electricidade.

Este sistema é ideal para locais como a lua, onde a geração de energia usando painéis solares é difícil porque as noites lunares são equivalentes a 14 dias na Terra. Além disso, muitos planos para a exploração lunar envolvem a construção de postos avançados em regiões polares permanentemente sombreadas ou subterrâneas.

Foster+ Partners / ESA
Um reactor Kilopower permitiria manter bases permanentes na Lua e em Marte e alimentar a produção de combustíveis e outros materiais

Em Marte, a luz do sol é mais abundante, mas sujeita ao ciclo diurno e ao clima do planeta, como tempestades de poeira. Essa tecnologia pode garantir um fornecimento constante de energia que não depende de fontes intermitentes, como a luz solar.

A experiência Kilopower foi conduzida entre Novembro e Março de 2017. Além de demonstrar que o sistema é capaz de produzir electricidade através da fissão, o objectivo dos cientistas era mostrar que é estável e seguro em qualquer ambiente.

Por esse motivo, a equipa realizou a experiência em quatro fases. As duas primeiras foram conduzidas sem energia e confirmaram que cada componente do sistema funcionava adequadamente.

Já na terceira fase, a equipa aumentou a potência para aquecer o núcleo lentamente antes de passar para a fase quatro, que consistiu num teste de 28 horas de potência total. Esta fase simulou todas as etapas de uma missão, que incluiu a inicialização do reactor, a aceleração até à sua potência máxima, uma operação estável e o encerramento.

Durante toda a experiência, a equipa simulou várias falhas do sistema para garantir que continuaria em funcionamento. Isso incluiu reduções de energia, falhas no motor e falhas nos tubos de calor. O gerador KRUSTY continuou a fornecer electricidade, provando que pode suportar qualquer obstáculo que a exploração espacial o imponha.

Se tudo correr como esperado, o KRUSTY pode permitir postos humanos permanentes em diversos locais do sistema solar e além, bem como oferecer apoio a missões que dependem da utilização de recursos locais para produzir combustível.

Este sistema de reactores também pode abrir o caminho para foguetes que dependem de propulsão nuclear-térmica ou nuclear-eléctrica, possibilitando missões mais rápidas e mais económicas.

ZAP // HypeScience / Universe Today

Por ZAP
9 Maio, 2018

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439: ESA testa com sucesso o para-quedas para missão a Marte

A ida a Marte é um dos grandes objectivos da humanidade. Chegar a outro planeta é complicado e requer muitos esforços e preparações que garantam que todas as fases da missão são bem sucedidas. Agências espaciais ao redor do mundo já começam a testar equipamento e técnicas para serem aplicadas no futuro.

A Agência Espacial Europeia (ESA) testou pela primeira vez o para-quedas de aterragem da missão ExoMars. O distender bem sucedido do para-quedas é um marco importante na missão da ESA.

Um para-quedas muito importante…

O foco deste teste realizado na Suécia foi o segundo para-quedas principal de 35 metros de diâmetro. Esta tentativa demonstrou a abertura em segurança do para-quedas a baixa altitude. Na sua totalidade, o sistema de para-quedas pesa cerca de 195 quilogramas e o segundo para-quedas principal pesa 70 quilogramas.

Esta tentativa começou com lançamento da carga de teste de um helicóptero a uma altura de 1.2 km. O segundo para-quedas foi activado 12 segundos depois de um primeiro para-quedas e bastante mais pequeno ter sido distendido. Após esse evento, demorou cerca de dois minutos para a aterragem em segurança da mercadoria de teste.

O sucesso deste teste utilizando um para-quedas mais pequeno nas instâncias iniciais do processo de aterragem e posterior pouso da carga sem danos é de extrema importância para o projecto que tem vindo a ser conduzido pela ESA.

Ver a aterragem da mercadoria de teste utilizando este para-quedas gigante é um momento muito entusiasmante.

Thierry Blancquaert (ESA)


2021: ExoMars rover em Marte

Este será o maior para-quedas de sempre a ser enviado para Marte e está inserido numa série de testes para preparar o inicio da missão ExoMars que tem como principal objectivo enviar um rover da ESA e uma plataforma de ciência à superfície para Marte.

O veículo Espacial que irá tratar do transporte da carga para o planeta vermelho tem lançamento marcado para Julho de 2020 e deverá chegar a Marte em Março de 2021, cerca de 8 meses depois. Este rover será o primeiro do seu tipo a explorar o solo marciano e a procurar vida enterrada no planeta vermelho.

A carga será transportada numa cápsula que se irá separar do resto do hardware de transporte momentos antes de entrar na atmosfera de Marte. Por esta altura, deverão ser distendidos para-quedas e activados propulsores responsáveis por entregar toda a carga em segurança.


Conclusão

Futuros testes com para-quedas irão envolver a queda de cargas de outro tipo e a uma altitude maior. Um dos testes irá ter como protagonista um balão estratosférico que será largado a 30km de altitude de forma a representar de forma mais realista e significativa a baixa pressão atmosférica de Marte.

Testes posteriores irão também perceber melhor e corrigir todo o processo de aterragem de carga utilizando dois para-quedas principais.

Pplware
Tomás Santiago
02 Abr 2018

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