1914: Professor de Oxford tem teoria sobre as alterações climáticas (e envolve extraterrestres)

(CC0/PD) Miriam Espacio / Pexels

Young-hae Chi, professor na Universidade de Oxford, no Reino Unido, tem uma bizarra teoria sobre as alterações climáticas. O professor cria uma ligação entre os relatos de raptos de extraterrestres e o aquecimento global.

Apesar de ser professor numa das mais prestigiadas universidades do mundo, Chi não é propriamente um entendido em astrobiologia. Aliás, o professor asiático é especializado em estudos coreanos, mas tem uma teoria única sobre as alterações climáticas.

Segundo Young-hae Chi, os extraterrestres estão a desenvolver uma raça híbrida com os humanos, para que possamos sobreviver a um possível agravamento do aquecimento global. A teoria pressuposta pelo professor sul-coreano foi apresentada em 2012, na “Alien Abduction and Environmental Issues Conference”.

O discurso está disponível no YouTube desde 2014, mas só recentemente ganhou atenção mediática. Isto após a Oxford Union ter rejeitado o pedido de Chi para que fosse feito um debate sobre o assunto.

O jornal académico The Oxford Student soube da situação e falou com o professor de estudos coreanos sobre a sua visão. Chi cita a teoria de David Jacobs, um investigador norte-americano, que considera que os extraterrestres estão a raptar seres humanos com o intuito de criarem uma raça híbrida para colonizar a Terra.

Contudo, o professor de Oxford encontrou uma razão diferente para explicar os raptos de extraterrestres. Segundo ele, os aliens aperceberam-se do mal que estamos a fazer ao nosso planeta e estão a raptar humanos para retirar o ADN. Não para nos prejudicar, mas de forma a criar híbridos para que a Terra seja salva, explica o IFLScience.

Chi reparou que não há relatos de raptos de extraterrestres anteriores à Segunda Guerra Mundial, o que sugere que este é um fenómeno recente.

Apesar da ousadia das suas alegações, o professor da Universidade de Oxford mostra ter conhecimentos aprofundados da ciência por detrás das alterações climáticas. Uma parte considerável do discurso de mais de uma hora de Chi explica a evolução e as consequências do aquecimento global.

ZAP // IFLScience

Por ZAP
1 Maio, 2019

One of Stephen Hawking’s Most Famous Theories About Black Holes Just Suffered a Huge Blow


An image of the Andromeda Galaxy captured with the Hyper-Suprime-Cam. A recent snapshot of Andromeda found only one signal that could have come from a medium-sized primordial black hole, or one that formed soon after the Big Bang.
Credit: Copyright HSC-SSP and NAOJ

One of Stephen Hawking’s most famous theories about dark matter — that this mysterious and invisible substance is made up of primordial black holes — recently suffered a huge blow. That conclusion comes from a massive telescope that captured an image of an entire galaxy in one shot.

The findings don’t completely rule out Stephen Hawking’s famous notion. But they suggest that primordial black holes would have to be truly tiny to explain dark matter.

Dark matter is the name given by physicists to explain a particularly mysterious phenomenon: Everything in the universe moves, orbits and rotates as if there were more mass than we can detect. Explanations for dark matter range from ghostly particles called neutrinos to unknown particles, to new laws of physics. In the 1970s, Stephen Hawking and his colleagues theorized that the Big Bang may have created a large number of relatively small black holes — each about the size of a proton. These tiny, ancient black holes would be difficult to see, yet would exert a large gravitational pull on other objects — the two known properties of dark matter. [The 11 Biggest Unanswered Questions About Dark Matter]

Until now, this theory could only be tested for primordial black holes heavier than the moon. But as technology has improved, scientists have been able to take sharper and sharper pictures of outer space. The Hyper Suprime-Cam (HSC) digital camera on the Subaru telescope in Hawaii is an advanced piece of imaging technology that can take a picture of the entire Andromeda galaxy (the nearest galaxy to our own) in one shot. Masahiro Takada and his team at the Kavli Institute for the Physics and Mathematics of the Universe in Japan used this camera to search for primordial black holes;; their results were published earlier this month in the journal Nature Astronomy.

Black holes emit no light, though,supermassive black holes, like the one at the heart of galaxy Messier 87, are fringed by bright disks of hot matter. Primordial black holes, however, are billions of times smaller and have no visible, glowing matter surrounding them. Instead, searching for small black holes means looking for places where their powerful gravitational fields bend light — a phenomenon called microlensing.

Telescopes find microlensing black holes by taking many different pictures of a star over time. A black hole passing in front of that star will distort its light, making it flash; the smaller the black hole, the quicker the flash. “If a microlensing object has, let’s say one solar mass,” Takada told Live Science, referring to the mass of the sun, “the timescale [of the microlensing ‘flash’] is like a few months or a year.” But the primordial black holes they were looking for had only a small fraction of that mass, approximately the mass of the moon. That means their flashes would be much shorter. The HSC is “unique,” Takada said, in that it let them take images of all the stars in the Andromeda galaxy at once, at breathtakingly fast (to astronomers) exposure intervals — each interval was just 2 minutes long.

Takada and his team took about 200 pictures of the Andromeda galaxy over 7 hours on a clear night. They found just one potential microlensing event. If primordial black holes made up a significant fraction of dark matter, Takada said, they should have seen approximately 1,000 microlensing signals.

“Microlensing is the gold standard for detecting black holes or ruling them out,” said Simeon Bird, a black- hole physicist at the University of California — Riverside, who was not involved in the work. “This work rules out primordial black holes as dark matter in a range of masses where the previous constraints were not as strong nor as robust as this new one. It’s a very nice result.”

Was this the final nail in the coffin? Is Hawking’s theory really dead? Not so, according to Bird and Takada, who say that primordial black holes of a certain range of masses still haven’t been totally eliminated as candidates. [Stephen Hawking’s Most Far-Out Ideas About Black Holes]

“There are still some masses where the constraints are weak, around 20-30 solar masses,” Bird told Live Science. “Those could still be 1% to 10% of dark matter … and there’s still a window at lower masses, like the mass of a very small asteroid.”

“Our physicists are very excited because there is still a window,” Takada said. The data can’t rule out those teensy tiny black holes because the flashes from those black holes would be much too short, “so we need to think of another method to do it.”

There was, however, one “flash” detected in their survey. While it was a single, preliminary result, it could end up being incredibly important: the very first detection of a primordial black hole, which would be a groundbreaking validation of some of Hawking’s work.

“Only one observation is not that convincing,” Takada said. “We need more observations to confirm. If it was really [a primordial black hole], we should continue to find the same thing” as they continue to use the HSC to look for more microlensing.

Livescience
By Meredith Fore, Live Science Contributor
April 25, 2019 07:15am ET

 

1710: Uma questão de gases. Há uma nova teoria sobre o misterioso Oumuamua

ESA / M. Kornmesser / European Southern Observatory
Impressão de artista do primeiro objecto interestelar: `Oumuamua.

Uma nova investigação científica apresenta mais uma teoria sobre o Oumuamua, o misterioso objecto espacial que foi encontrado, em 2017, no nosso sistema solar. Desta feita, a conclusão é de que só pode tratar-se de um cometa muito estranho.

Não se sabe de que é feito, nem de onde veio, nem tão pouco o que é, mas abundam as teorias sobre o Oumuamua. Já foi definido como um cometa, um asteróide e até uma nave extraterrestre, sendo definido como um objecto interestelar que terá sido “chutado” de outro sistema estelar por um planeta gigante.

Certo é que o Oumuamua apresenta um comportamento diferente de tudo o que já se conhecia e isso pode explicar-se pelo facto de ser, simplesmente, um cometa muito estranho. Esta é a conclusão de uma investigação norte-americana realizada por elementos da Universidade de Yale e do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), com o apoio do Instituto de Astrobiologia da NASA.

De acordo com a pesquisa que foi aceite neste mês de Março para publicação no jornal científico Astrophysical Journal Letters, o Oumuamua enquadra-se no perfil de um cometa com propriedades estranhas.

O “objecto mostrou sinais de uma aceleração pequena, mas persistente, que não poderia ser explicada apenas pela atracção gravitacional do sol”, constatam os investigadores no comunicado divulgado pela Universidade de Yale.

A aceleração do Oumuamua explica-se pela “ventilação do gás que foi aquecido pelo sol”, um processo de “desgaseificação” que acontece regularmente com os cometas, segundo os autores do estudo.

“À medida que um cometa se aproxima do Sol e aquece, o seu gelo irrompe num jacto“, constatam, apontando que “as ´caudas` dos cometas são formadas quando partículas de pó são apanhadas no jacto e reflectem a luz do sol”.

Todavia, o Oumuamua não dá sinais de ter qualquer ´cauda`, nem apresenta o giro que seria provocado por um jacto de gás. Algo que o professor de Astronomia Gregory Laughlin, investigador de Yale ligado à pesquisa, explica com o facto de o gás de ventilação do Oumuamua não irromper de “um ponto único fixo na superfície”. “Em vez disso, os jactos migram ao longo da superfície, acompanhando o calor e rastreando a direcção do Sol”, destaca.

Assim, em vez de girar como um típico cometa, o Oumuamua “balança para a frente e para trás como um pêndulo“, acrescenta Laughlin.

Este balanço explica também o padrão periódico de luminosidade do Oumuamua, segundo os autores da pesquisa.

As conclusões são, contudo, encaradas com cepticismo por alguns cientistas, como é o caso de Roman Rafikov da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, que considera que “a saída de gás deveria ter mudado a rotação do Oumuamua”, como cita o site Skyandtelescope.com.

“Os astrónomos viram a aceleração do corpo cair por um factor de quatro desde o final de Outubro até ao final de Novembro de 2017, quando o objecto se afastou do sol”, frisa Rafikov. “Se esta mudança tivesse acontecido por menos luz do sol estar a chegar ao objecto e, assim, sublimando menos gelo, então o período de queda de tipo pêndulo do Oumuamua deveria ter dobrado, o que não foi observado”, conclui.

Laughlin admite que aquele seria o cenário previsível. “Contudo, o período de informação precisa é, realmente, apenas das quatro noites de 24 a 25 de Outubro e de 27 a 28”, diz, realçando que observações feitas um mês mais tarde mostram uma mudança, mas não se sabe em que sentido.

Deste modo, o mistério do Oumuamua vai continuar. Nesta altura, o objecto já passou para lá da órbita de Saturno e deverá demorar uns 10 mil anos até deixar o nosso sistema solar.

Os investigadores alegam que quase todas as estrelas da galáxia podem ejectar este tipo de objectos durante o processo de formação de um planeta. Assim, a nova geração de telescópios, cada vez mais sofisticados e com ligações online, pode ajudar a detectar outros “intrusos interestelares” nos próximos anos.

SV, ZAP //

Por SV
14 Março, 2019

 

1601: Cientistas conseguiram finalmente provar uma grande teoria da formação do Sistema Solar

NASA

Há algum tempo que os investigadores tinham uma ideia sobre a formação do Sistema Solar, mas nunca a tinham testado e confirmado – até agora.

Planetas, estrelas e buracos negros crescem a consumir material de um disco giratório. Embora esses discos possam diferir em tamanho, todos dependem, em grande parte, da grande força da gravidade, que os mantém a girar em torno da massa central.

A gravidade permite que pequenos aglomerados cresçam para aglomerados maiores. Mas não é suficiente puxar todo o disco para o meio num grupo gigante, porque o momento angular está a puxar esses blocos para longe do centro à medida que giram.

Isso é uma boa notícia, porque significa que o universo é composto por mais do que apenas aglomerados de matéria gigantes e solitários. É também por isso que a Terra gira à volta do Sol, em vez de cair e incendiar-se.

Porém, este tipo de acumulação central às vezes acontece, e é por isso que vemos coisas como planetas, estrelas e buracos negros activos no universo em nosso redor. Algo parecia estar a faltar no momento angular básico versus a teoria da gravidade.

A chave é que estes discos giratórios de material também têm uma carga eléctrica. E, como estão em movimento, significa que estão a gerar um campo magnético. O movimento turbulento de muitos pequenos objectos neste campo magnético leva a instabilidades, e os objectos começam a trocar o momento angular: alguns perdem-no e caem mais perto do centro, enquanto outros ganham-no e afastam-se mais.

Investigadores do Laboratório de Física de Plasma de Princeton apresentaram uma maneira de testar este princípio básico, chamado de instabilidade magneto-rotacional, ou ressonância magnética. Os resultados foram publicados na revista científica Communications Physics.

As pessoas assumiram durante muito tempo que a ressonância magnética fará com que os discos de material se espalhem, empurrando o material para perto do centro, onde pode cair numa estrela central ou buraco negro, e material externo mais distante.

Procurar evidências de ressonância magnética no espaço é complicado. Os investigadores conseguem ver os resultados do material a acumular-se no centro de um sistema – uma estrela nasce ou um buraco negro dispara jactos activos. Mas medir o fluxo de material com precisão suficiente para testar a ressonância magnética está além das nossas habilidades actuais.

Nos laboratórios, o análogo mais próximo de um disco giratório gigante de plasma e poeira carregados seria um tanque circular de metal líquido, que também é difícil de medir – para não mencionar caro e ocasionalmente perigoso.

Assim, Eric Blackman, autor do artigo, e os seus colegas adoptaram a abordagem mais simples, com molas em vez de campos magnéticos e pesos, em vez de nuvens de materiais carregados. Encheram cilindros rotativos concêntricos com água e fixaram uma bola com peso com uma mola ao centro. Girando os cilindros, poderiam reproduzir os efeitos da ressonância magnética.

Acontece que a ressonância magnética funciona exactamente como os investigadores previram há muito tempo: empurra materiais próximos. “Não importa o quanto pensemos que algo é verdade e como soa plausível”, referiu Blackman, “Depois de teste, isso torna-o mais robusto”.

O resultado pode não ser surpreendente, e pode não mudar a maneira como os astrónomos entendem a formação de estrelas e planetas. Mas é a função mais fundamental da ciência: provar por experiência algo que as pessoas até agora acreditavam ser verdade.

ZAP // Discover

Por ZAP
16 Fevereiro, 2019

 

1525: Físicos comprovam teoria da radiação de Hawking sobre buracos negros

Kjordand / Wikimedia

A famosa teoria da radiação sobre buracos negros do astrofísico Stephen Hawking, apresentada em 1974, foi testada em laboratório por uma equipa de investigadores, escreve a revista Physics World.

A investigação, levada a cabo em Israel pelo Instituto de Ciências Weizmann e pelo Departamento de Física do Centro de Pesquisa e Estudos Avançados do México, pode ser um enorme passo para verificar experimentalmente a existência da célebre conjectura teorizada pelo astrofísico britânico.

Em laboratório, e através do análogo óptico de um buraco negro, a equipa de investigadores conseguiu promover a apelidada “radiação de Hawking“. O teste imita este fenómeno noutros meios através de pulsações de luz para estabelecer condições artificiais.

“A radiação de Hawking é um fenómeno muito mais geral do que se pensava inicialmente”, explicou o físico e director da investigação Ulf Leonhardt, acrescentando que esta radiação pode ocorrer “sempre que horizontes são feitos, sejam estes na astrofísica ou por luz em materiais ópticos, ondas de água ou átomos ultra-frios”. 

Na sua teoria, Hawking assinala em que “os buracos negros não são tão negros“, porque são capazes de emitir radiação apenas para fora do seu horizonte de eventos, além do ponto em que nem a luz é capaz de escapar da gravidade intensa.

Esta radiação – que não foi ainda comprovada, uma vez que os instrumentos actuais não a conseguem detectar – implica que os buracos negros evaporam lenta e constantemente e, apesar de ainda não ser possível verificar a sua veracidade, a conjectura é aceite pela comunidade científica.

Apesar de admitir que ainda existem muitas perguntas sem respostas, o director do estudo, no início de Janeiro publicado na Physical Review Letters, afirmou que a investigação marcou a visualização da radiação espontânea de um buraco negro.

A Physics World recorda que Stephen Hawking afirmava que, caso a sua previsão mais famosa tivesse sido verificada experimentalmente, teria ganho um Nobel, prémio atribuído apenas a descobertas científicas corroboradas com dados observacionais.

ZAP // SputnikNews

Por ZAP
26 Janeiro, 2019

 

1471: Os terraplanistas vão fazer um cruzeiro para chegar à parede de gelo do fim do mundo

Kevin Carden / Deviant Art

Os organizadores das Conferências Internacionais de Terra Plana, pessoas adeptas da teoria de que o planeta não tem forma de esfera, vão organizar um cruzeiro em 2020.

Um grupo de defensores da Teoria da Terra Plana anunciou a sua “maior, melhor e mais ousada aventura” se sempre: um cruzeiro ao Fim do Mundo, que se prepara para zarpar em 2020. Os que participarem na expedição poderão usufruir de restaurantes, piscinas e talvez até mesmo uma onda artificial.

O cruzeiro está a ser organizado por responsáveis da FEIC, a Conferência Internacional da Terra Plana, que acreditam que a Terra é um disco plano cercado por uma grande barreira de gelo.

Há vários argumentos científicos que contradizem a Teoria da Terra Plana, e um deles entra em acção precisamente na logística da própria expedição: os sistemas de navegação do navio de cruzeiro, e de quase todos os navios, que lhe vão permitir “navegar até ao fim do Mundo”, são baseados no facto de que a Terra é redonda.

“Os navios navegam com base no princípio de que a Terra é redonda”, diz ao The Guardian Henk Keijer, ex-capitão de navio de cruzeiro que navegou em todo o mundo durante uma carreira de 23 anos. “As cartas náuticas são projectadas com isto em mente: a Terra é redonda”.

Keijer, que agora trabalha como perito naval forense da Robson Forensic, disse que a existência do GPS, o sistema de posicionamento global, é a prova de que a Terra é uma esfera, não um disco achatado. O GPS conta com 24 satélites principais que orbitam a Terra para fornecer informações posicionais e de navegação. “A razão pela qual 24 satélites foram usados é por causa da curvatura da Terra“, disse Keijer.

“É necessário um mínimo de três satélites para determinar uma posição GPS. Mas alguém localizado no outro lado da Terra também gostaria de saber a sua posição, por isso exigem um certo número de satélites”, explicou.

“Se a Terra fosse plana, bastariam apenas três satélites para fornecer essa informação a todos. Mas não é suficiente, porque a Terra é redonda”.

Embora existam teorias diferentes dentro da comunidade da Terra Plana, a crença central é que a Terra é plana. A FEIC afirma que depois de “extensas experiências, análises e estudos”, os seus adeptos acreditam que a Terra não é uma esfera.

Um modelo comum dos terraplanistas para a topografia exacta da Terra é que é um enorme disco, com o Polo Norte no centro, cercado por “uma barreira de gelo” – a Antártida. A Sociedade da Terra Plana, que não está ligada à FEIC, sugeriu que “as agências espaciais de todo o mundo” conspiraram para falsificar “viagens e explorações espaciais”.

“Isso provavelmente começou durante a Guerra Fria“, diz a Sociedade da Terra Plana. “A URSS e os EUA estavam tão obcecados em vencer a corrida ao espaço, que cada um dos lados falsificou as suas realizações na tentativa de se manter a par das alegadas conquistas do outro”, sustentam os Terraplanistas.

Neil deGrasse Tyson prova (outra vez) que a Terra é redonda
Os terraplanistas encontraram um adversário de peso: Neil deGrasse Tyson. O famoso astrofísico decidiu refutar os argumentos usados para afirmar…
ZAP

A FEIC não respondeu aos pedidos de mais informações sobre o cruzeiro – por exemplo, se a tripulação contará com pessoas que acreditam na teoria da Terra Plana. Mas Keijer diz que isso seria difícil. “Naveguei dois milhões de milhas, mais ou menos”, explica Keijer, “e nunca encontrei um capitão de mar que acredite que a Terra é plana.”

ZAP //

Por ZAP
12 Janeiro, 2019

 

1356: Empresa tecnológica diz ter encontrado Atlântida (outra vez)

DESTAQUES

DaakSM / Deviant Art
Conceito artístico da Atlântida de Platão

Desde o final do século XIX, vários cientistas têm desenvolvido inúmeras teorias sobre a localização de Atlântida, a mítica ilha descrita por Platão em 360 a.C. Desde então, vários lugares foram sendo apontados como Antárctida, Bolívia, a Turquia, Alemanha, Malta e Caraíbas.

Agora, numa nova investigação, a empresa tecnológica Merlin Burrows afirma ter localizado a misteriosa ilha depois de estudar os textos de Platão, bem como dados históricos e satélites, relata o portal de ciência Live Science.

A empresa acredita que Atlântida está localizada no oeste da Andaluzia, a sul de Espanha. A Merlin Burrows descreve-se como uma uma empresa que procura sítios arqueológicos em terra e no mar, sendo especializada em encontrar coisas “esquecidas ou escondidas”.

Sediada no condado de Yorkshire, no Reino Unido, a empresa recorreu às imagens dos satélites comerciais Landsat 5 e Landsat 8, que fornecem dados para o Google Earth, para  descobrir o paradeiro da mítica Atlântida.

Especificamente, Atlântida, que é “maior do que a Líbia e a Ásia juntas”, tal como é descrito por Platão nas suas obras, foi localizada no local onde hoje encontramos o Parque Nacional de Doñana, no estuário do rio Guadalquivir, em Espanha.

De acordo com o relato da empresa britânica, foram encontradas amostras concretas no local: a equipa da Merlin Burrows descobriu os vestígios de grandes círculos que podem ter servido de base para as colunas do Templo de Poseidon, o deus dos mares, assim como o resto de uma pátina verde-azulada.

A equipe encontrou ainda vestígios de um longo muro oceânico, bem como sinais de tsunami – que pode ser uma prova do evento catastrófico que ditou o fim da ilha. Platão descreveu que os deuses destruíram a Atlântida há 9.000 anos um desastre cataclísmico.

Os investigadores chegaram mesmo a levar a cabo uma análise aos vestígios encontrados no espaço natural de Andaluzia que, segundo os mesmos, é fruto de uma obra criada pelo Homem. O material é datado de há 10.000 e 12.000 anos, disseram.

Apesar de fascinante, a descoberta foi recebida com muito cepticismo pela comunidade científica. Antes do mais, porque não foi publicado qualquer estudo com os resultados da investigação – ou seja, não houve qualquer revisão dos pares. A empresa limitou-se a divulgar um comunicado de imprensa e a lançar um documentário. E, por isto, são necessário dados adicionais para confirmar os resultados.

Além disso, os britânicos não são os primeiros que se atrevem apontar a localização da mítica Atlântica. Estudos anteriores davam já conta que o Parque Nacional e Natural de Doñana, considerado como uma jóia na paisagem do estuário do Guadalquivir, poderia abrigar a mítica civilização perdida.

Depois das “várias” Atlântidas já anunciadas – que vão desde da Tanzânia até à Alemanha -, a mítica ilha de Platão parece continuar com a sua localização em segredo.

ZAP // RT

Por ZAP
1 Dezembro, 2018

 

1189: Vida extraterrestre pode ser de cor púrpura

Pilot27 / Wikimedia

De acordo com um novo estudo, a vida alienígena poderá ser de cor púrpura, tal como os primeiros organismos vivos na Terra.

Publicado a 11 de Outubro na Revista Internacional de Astrobiologia, a investigação afirma que antes das plantas começarem a aproveitar a energia solar para gerar energia, pequenos organismos púrpura arranjaram uma maneira de fazer o mesmo.

Segundo Shiladitya DasSarma, microbiologista da Faculdade de Medicina da Universidade de Maryland e autor principal do estudo, a vida extraterrestre poderá ter evoluído e prosperado tal como estes organismos de cor púrpura.

“Astrónomos descobriram recentemente milhares de novos planetas extra-solares e estão a desenvolver a capacidade de detectar bio-assinaturas de superfície” na luz reflectida por esses planetas, disse o microbiologista.

DasSarma disse ainda já existirem várias maneiras de detectar “vida verde” nesses planetas, mas que é preciso começar a procurar pelo roxo.

Terra púrpura

A ideia de uma terra primitiva de cor púrpura não é recente, tendo sido desenvolvida em 2007 por DasSarma e os seus companheiros de investigação.

De acordo com a teoria da Terra Púrpura, as plantas e algas fotos-sintéticas usam clorofila para absorver energia do sol, mas não absorvem a luz verde (daí a sua cor).

Este facto mostra-se estranho para os cientistas porque a luz verde é bastante rica em energia. Este facto levou DasSarma e os seus colegas a questionarem a existência de algum organismo que estivesse a absorver essa parte do espectro de cores enquanto os fotos-sintetizadores de clorofila das plantas evoluíam.

Na teoria, esse organismo seria simples e capturaria a energia solar através de uma molécula chamada retinal. Os pigmentos desta molécula seriam mais simples que a clorofila e absorveriam mais eficazmente a luz verde apesar de serem menos eficazes na captação da energia solar.

A captação de luz através da molécula retinal é ainda comum entre bactérias e organismos unicelulares chamados Archae – estes organismos de cor púrpura foram descobertas em toda a parte, desde os oceanos até ao Antárctico passando pelas superfícies das folhas, contou Edward Schwieterman, investigador da Universidade da Califórnia.

Os pigmentos desta molécula são também encontrados nos sistemas visuais de animais complexos. Segundo os investigadores, o aparecimento dos pigmentos em muitos dos organismos vivos sugere que estes podem ter evoluído muito cedo a partir do mesmo ancestral comum.

Há ainda evidências de que os modernos organismos consumidores de sal e de cor púrpura, os halófilos, podem estar relacionados com algumas das primeiras formas de vida na Terra que se desenvolveram através das fontes de metano dos oceanos.

Aliens púrpura

Independentemente da primeira vida na Terra ser ou não púrpura, DasSarman e Schwieterman argumentam que a vida em tons de púrpura serviu os propósitos de alguns organismos, o que poderá indicar que a vida alienígena usou a mesma estratégia.

De acordo com os investigadores, no caso de a vida extraterrestre estar, de facto, a usar estes pigmentos púrpura para captar energia, os astro-biólogos só os irão encontrar procurando por assinaturas de luz específicas.

Segundo Schwieterman, a clorofila absorve principalmente a luz vermelha e azul mas o espectro reflectido por um planeta coberto por plantas exibe aquilo que os astro-biólogos chamam de “borda vermelha da vegetação“.

Essa “borda vermelha” é uma mudança repentina no reflexo da luz na parte dos infravermelhos próximos do espectro onde as plantas param de absorver comprimentos de onda vermelhos e começam a refleti-los.

Por outro lado, os fotos-sintetizadores baseados na retina tem uma “vantagem verde”, explica Schwieterman – absorvem a luz até à porção verde do espectro e, em seguida, começam a reflectir comprimentos de onda mais longos.

De acordo com o investigador, os astro-biólogos há muito que tentam detectar vida extraterrestre através da “borda vermelha” mas agora, precisam de considerar a procura pela “borda verde”.

“Se esses organismos estiverem presentes em densidades suficientes num exoplaneta, essas propriedades de reflexão seriam imprimidas no espectro de luz reflectida pelo planeta”, explicou Schwieterman.

Por ZAP
24 Outubro, 2018

 

1178: A “Partícula de Deus” pode ter salvado o Universo do colapso cósmico

CIÊNCIA

NRAO/AUI/NSF; Dana Berry / SkyWorks; ALMA (ESO/NAOJ/NRAO)

O Universo vai expandir-se para sempre ou, eventualmente, entrará em colapso? Esta é uma questão que há anos tira o sono aos cientistas – e parece estar para ficar. Publicações recentes têm deixado a comunidade científica em polvorosa, trazendo mais dúvidas do que certezas.

O campo da Física está a fermentar. Neste momento, há uma nova conjectura que está a causar excitação na comunidade científica que estuda a Teoria das Cordas. Timm Wrase, da Universidade de Tecnologia de Viena, veio acender ainda mais o debate com a publicação de novos artigos científicos.

Na Teoria das Cordas, uma mudança de paradigma pode estar à espreita. No passado mês de Junho, uma equipa de teóricos das cordas, de Harvard e Caltech, publicou uma nova conjectura, que parecia bastante revolucionária.

De acordo com o artigo dos teóricos, disponibilizado para pré-publicação no Arxiv.org, a Teoria das Cordas é fundamentalmente incompatível com a nossa compreensão actual da energia escura – mas só a energia escura é que é capaz de explicar a atual e acelerada expansão do Universo.

O nosso Universo está envolvido por uma vasta e invisível força que parece opor-se à gravidade. Os físicos apelidaram esta força de energia escura e acreditam que esta esteja constantemente a empurrar o nosso Universo para fora – ou seja, a expandi-lo.

Mas, o artigo publicado em Junho sugere que a energia escura vai mudando com o tempo. Na prática, isto significa que o Universo pode não se expandir para sempre, podendo, eventualmente, entrar em colapso e tornar-se do tamanho que tinha antes do Big Bang.

Apesar de promissora, esta conjectura levantou quase de imediato várias questões, tendo vários grupos de cientistas publicado outros artigos nos quais sugeriam revisões à teoria apresentada pelos teóricos de Harvard e Caltech.

Também Wrase percebeu rapidamente que havia algo estranho com a teoria: da forma que está descrita, é incompatível com o bosão de Higgs, a partícula celebrizada como a “Partícula de Deus” – que sabemos existir, desde 2013, graças ao Grande Colisionador de Hadrões (LHC) localizado na fronteira da Suíça com a França.

De acordo com os seus cálculos, que contaram com a participação de cientistas da Universidade da Columbia em Nova York e da Universidade de Heidelberg, a hipótese do Universo em constante expansão não pode ainda ser descartada – e foi a partícula descoberta no LHC que causou o maior “buraco” na teoria revolucionária de Junho.

Ainda assim, explicou Wrase em declarações ao Live Science, a conjectura do Universo em colapso poderia ser viável, mas precisaria de alguns ajustes teóricos. O artigo que baralhou a teoria revolucionária sobre a Teoria das Cordas foi publicado no passado dia 2 de Outubro na revista Physical Review D.

Sinteticamente, o artigo de Junho sugere que a Teoria das Cordas – um dos maiores modelos no campo da Física – invalida a expansão infinita do universo. “As pessoas ficam muito emotivas porque, a ser verdade e a ser descoberta, seria espectacular”, disse Wrase.

O debate acalorado sobre a Teoria das Cordas e a energia escura continua um pouco por todo o mundo. Wrase espera que toda esta discussão conduza a avanços científicos.

“Toda esta controvérsia é boa para a Teoria das Cordas”, reitera o físico. De repente, muitas pessoas surgem com ideias completamente novas sobre as quais ninguém tinha pensado até então”.

A Teoria de Tudo

Já muito se disse e escreveu sobre a Teoria das Cordas. Esta teoria, também conhecida com a Teoria de Tudo, representa uma estrutura matematicamente elegante para unir a teoria da Relatividade Geral de Einstein à Mecânica Quântica. No entanto, e tal como nota a Phys.org, ainda não foi comprovada experimentalmente.

A Teoria das Cordas é, no fundo, uma teoria da unificação, uma vez que propõe relacionar a gravidade à física quântica, entendendo as leis da natureza, que descrevem todo o mundo físico desde de as partículas mais pequenas até à maior estrutura do Universo.

Nesta hipótese, as cordas são os blocos fundamentais da matéria. A teoria sugere que as partículas que compõem o universo não são realmente pontos, mas antes cordas uni-dimensionais que vibram.

Para que a Teoria das Cordas seja uma explicação viável para o Universo, deve incorporar a energia escura. Originalmente, a ideia partiu de Einstein, que a adicionou como uma “constante cosmológica” à teoria da Relatividade Geral, de forma a construir um Universo que não se expande.

Quando, em 1929, o Hubble comprovou que o Universo estava efectivamente em expansão, Einstein retratou as suas equações e considerou este o maior erro da sua vida. Entretanto, com a descoberta da expansão acelerada do Universo, a constante cosmológica foi reintroduzida como energia escura no actual modelo padrão da cosmologia.

Para o bem da Ciência, as hipóteses que vão emergindo serão, pelo menos em parte, testadas experimentalmente. No futuro, a expansão do Universo será medida com mais precisão do que nunca – até lá, o debate promete continuar aceso.

Por SA
22 Outubro, 2018

 

1042: Depois do gato, o termómetro de Schrodinger

CIÊNCIA

apionid / Flickr
O Gato de Schrödinger, que está vivo e morto enquanto está dentro da caixa, é um dos paradigmas da Mecânica Quântica

À semelhança da teoria do gato de Schrodinger, em que o gato dentro da caixa pode estar ao mesmo tempo vivo e morto, um novo princípio de incerteza sustenta que os objectos quânticos podem estar a duas temperaturas diferentes.

A famosa experiência do gato de Schrodinger, que implicava que um gato numa caixa poderia estar vivo e morto ao mesmo tempo, ganhou um novo parceiro na lista dos fenómenos bizarros da mecânica quântica.

Físicos da Universidade de Exeter, em Inglaterra, descobriram que poderá existir um limbo semelhante ao gato na temperatura: a nível quântico, os objectos podem apresentar duas temperaturas diferentes. Este paradoxo quântico é a primeira nova relação de incerteza quântica a ser formulada em décadas.

O estudo publicado a 6 de Junho na Nature Communications mostra que, através desta nova incerteza quântica, quanto mais precisa for a medição da temperatura do objecto em estudo, menor é a precisão da medição da energia do corpo.

Esta é na prática uma nova aplicação do primeiro dos Princípios da Incerteza de Heisenberg, segundo o qual, na escala dos objectos quânticos, não se consegue medir com igual rigor a posição e a velocidade de um dado corpo.

A descoberta tem grandes implicações para a nano-ciência, que estuda objectos extremamente pequenos, mais diminutos que um nanómetro. Este novo princípio altera a maneira como os cientistas medem a temperatura destes pequenos objectos, tão pequenos como pontos quânticos, pequenos semi-condutores ou células isoladas.

Mesmo que um típico termómetro mostre a subida e descida da sua energia, a energia é sempre contida dentro de uma faixa pequena. A nível quântico, isso já não acontece como mostrou a pesquisa inspirada no gato de Schrodinger.

Na teoria de Schrodinger, é proposto que um gato entre numa caixa com um veneno que pode ser activado pela decaimento de uma partícula radioactiva. Seguindo as leias da mecânica quântica, a partícula pode decair e não decair ao mesmo tempo, o que significa que, até a caixa ser aberta, o gato permanece morto e vivo ao mesmo tempo – um fenómeno conhecido como sobreposição.

Nesta nova pesquisa, os cientistas usaram a matemática teórica para prever quanta sobreposição afectaria a medição da temperatura de um objecto quântico.

“No caso quântico, um termómetro quântico estará numa sobreposição de estados de energia simultaneamente”, afirmou Harry Miller, um dos investigadores da Universidade de Exeter que desenvolveu o novo princípio.

“O que descobrimos é que o termómetro não tem uma energia definida e está na verdade, numa combinação de diferentes estados de uma só vez, o que contribui para a incerteza na temperatura que podemos definir”, revelou.

No mundo observável, um termómetro pode dizer-nos que um dado objecto se encontra entre os -0,5ºC e os 0ºC. No mundo quântico, o termómetro diz-nos que o objecto está em ambas as temperaturas ao mesmo tempo. Este novo principio quântico explica a estranheza quântica registada.

O novo estudo pode ajudar os cientistas nos novos projectos em que é necessário medir as mudanças de temperatura em objectos abaixo da escala nanométrica. “Os nossos resultados vão dizer exactamente como projectar as suas sondas e explicar a incerteza quântica adicional que se obtém”, conclui Harry Miller.

ZAP // Live Science

Por ZAP
19 Setembro, 2018

See also Blogs Eclypse and Lab Fotográfico

1037: TEORIA DA GRAVIDADE SALVA DA MORTE

A galáxia ultra-difusa NGC 1052-DF2, vista pelo Telescópio Espacial Hubble. Apesar do seu pequeno tamanho, está no centro de um debate acerca de qual da lei da gravidade é a correta.
Crédito: HST/Oliver Müller

Uma equipa internacional de astrónomos, incluindo físicos da Universidade de St. Andrews, ressuscitou uma teoria da gravidade anteriormente descartada, argumentando que os movimentos dentro de galáxias anãs seriam mais lentos se perto de uma galáxia massiva.

A equipa de investigação examinou uma teoria previamente publicada na revista Nature que afirmava que a teoria MOND (MOdified Newtonian Dynamics) não podia ser verdadeira porque os movimentos internos eram muito lentos no interior da galáxia anã NGC 1052-DF2, uma galáxia pequena com cerca de 200 milhões de estrelas.

A teoria MOND é uma controversa alternativa à relatividade geral, a compreensão predominante e inspirada de Einstein do fenómeno da gravidade, que requer a existência da matéria escura, mas que até agora nunca foi provada. MOND não requer matéria escura.

Tais teorias são essenciais na compreensão do nosso Universo, dado que segundo a física conhecida, as galáxias giram tão rapidamente que deveriam fragmentar-se.

Foram apresentadas várias teorias para explicar o que as mantém unidas, e o debate continua sobre qual a correta. O estudo agora derrotado afirmava que MOND estava morta. No entanto, esta investigação mais recente – também publicada na Nature – mostra que o trabalho anterior negligenciou um efeito ambiental subtil.

A nova investigação argumenta que o trabalho anterior não considerou que a influência do ambiente gravitacional em torno da anã podia afectar os seus movimentos interiores. Por outras palavras, se a anã estivesse perto de uma galáxia massiva – o que é aqui o caso – então os movimentos dentro da anã seriam mais lentos.

O autor principal Pavel Kroupa, professor da Universidade de Bona e da Universidade Charles em Praga, afirma: “Houveram muitas afirmações prematuras sobre a morte da teoria MOND em publicações muito influentes. Até agora, nenhuma resistiu ao escrutínio detalhado.”

As galáxias giram tão rapidamente que deviam fragmentar-se, de acordo com a física conhecida. Duas teorias actuais explicam isto – a primeira coloca um halo de matéria escura em redor de cada galáxia. No entanto, as partículas de matéria escura nunca foram descobertas, apesar de muitas décadas de pesquisas muito sensíveis, frequentemente usando grandes detectores.

A segunda é a MOND, que explica uma vasta riqueza de dados sobre as velocidades de rotação galáctica usando apenas as estrelas e o gás. A MOND fá-lo com uma receita matemática que fortalece a gravidade do material visível, mas somente quando fica muito fraca. Caso contrário, a gravidade seguiria a lei convencional de Newton, por exemplo no Sistema Solar – ou perto de uma galáxia massiva.

O Dr. Indranil Banik da Escola de Física e Astronomia da Universidade de St. Andrews, que em breve será da Universidade de Bona, realçou: “É notável que a MOND ainda faça previsões tão bem-sucedidas baseadas em equações escritas há 35 anos.”

O Dr. Hongsheng Zhao, da Escola de Física e Astronomia da Universidade de St. Andrews, acrescentou: “A nossa modelagem do efeito ambiental MOND foi posteriormente confirmada por outro grupo.”

Hosein Haghi, professor de Física no Instituto de Estudos Avançados em Ciências Básicas, Irão, disse: “Este efeito é conhecido há muito tempo. Os autores da Nature desconheciam os nossos artigos sobre a sua inclusão.”

Astronomia On-line
18 de Setembro de 2018

See also Blogs Eclypse and Lab Fotográfico