3039: Grande tempestade de areia pode ter ditado o fim de um império da Mesopotâmia

CIÊNCIA

martin_heigan / Flickr

O Império Acádio da Mesopotâmia entrou em colapso devido a uma enorme tempestade de areia, sugeriu uma nova investigação levada a cabo por cientistas da Universidade de Hokkaido, no Japão.

Em comunicado, os especialistas explicam que a tempestade terá continuado durante um período de tempo, causando graves problemas agrícolas na região que levaram, consequentemente, à queda do império.

A descoberta de seis corais fósseis com 4.100 anos no Golfo de Omã foi fundamental para encontrar novas evidências sobre o fenómeno climático que ocorreu na época. Os cientistas compararam as amostras recentemente encontradas com dados antigos e modernos e informações meteorológicas.

Os resultados revelaram que, durante o colapso do império, a área em causa enfrentou períodos significativos de seca devido aos ventos conhecidos como shamals, que trazem grandes quantidades de poeira. Apesar destes fenómenos serem comuns durante o Inverno, naquela época terão demorado mais do que o habitual.

“O impacto das tempestades de areia e da falta de chuva terão causado grandes problemas agrícolas, levando, possivelmente, o reino à instabilidade social e à fome, factores que já tinha sido associados ao colapso do império”, pode ler-se na nota.

O Império Acádio prosperou graças ao desenvolvimento da irrigação e desapareceu quando os seus assentamentos foram repentinamente abandonados há 4.200 anos. A região não foi repovoada durante os 300 anos seguintes da queda do império.

“Embora a marca oficial do colapso do império Acádio seja a invasão da Mesopotâmia por outras populações, as nossas amostras de fósseis são janelas temporais que sugerem que variações no clima contribuíram significativamente para o seu declínio”, explicou Tsuyoshi Watanabe, um dos autores do estudo, cujos resultados foram no início deste mês publicados na revista Geo Science World.

ZAP //

Por ZAP
16 Novembro, 2019

 

3013: Captada imagem de uma impressionante tempestade em Júpiter (vídeo)

CIÊNCIA

A sonda da NASA, Juno, capturou esta imagem incrivelmente detalha de uma tempestade ciclónica na atmosfera de Júpiter. Este gigante gasoso é rico em eventos ciclónicos e a sonda, na sua 23.ª passagem pelo planeta, registou um vórtice massivo.

As imagens foram captadas no passado dia 3 de Novembro. Posteriormente, o cientista Kevin M. Gill criou este vídeo da tempestade.

Juno capta tempestade em Júpiter

Conforme foi publicado pela NASA, a sonda Juno observou um vórtice numa região de Júpiter chamada “faixa temperada norte norte norte norte norte”, ou NNNNTB. Esta é uma das muitas bandas persistentes de nuvens do gigante planeta gasoso.

Conforme é sabido, estas bandas são formadas pelos ventos predominantes em diferentes latitudes. O vórtice visto aqui tem aproximadamente 2.000 quilómetros de largura.

De acordo com a agência espacial, as imagens foram conseguidas com a sonda a cerca de 8.500 quilómetros do topo das nuvens do planeta. Dessa forma é possível perceber que as cores das nuvens revelam a presença de gases que contêm enxofre e fósforo.

Estes gases vêm desde o interior do planeta, composto em grande parte por hidrogénio e hélio.

O gigante gasoso que tem uma vida incrível

Júpiter acabou de ser atingido por algo tão grande que se viu da Terra

Júpiter é o maior planeta do Sistema Solar, tanto em diâmetro quanto em massa, e é o quinto mais próximo do Sol. Este astro é observável da Terra a olho nu e recolhe a … Continue a ler Júpiter acabou de ser atingido por algo tão grande que se viu da Terra

11 Nov 2019

 

2930: Um novo tipo de tempestade assolou Saturno (e intrigou os cientistas)

CIÊNCIA

NASA/JPL/SSI
Imagem dos anéis de Saturno, pela sonda Cassini

Uma equipa de astrónomos detectou um novo e estranho fenómeno meteorológico que atingiu a atmosfera de Saturno, causando uma série de ciclones.

As tempestades em causa atingiram a região do pólo norte do planeta no ano passado, entre Março e Outubro, mas os detalhes da descoberta só esta semana foram publicados na revista científica especializada Nature Astronomy. Ao todo, foram detectadas quatro.

O fenómeno foi notado pela primeira vez através de fotografias captadas por astrónomos amadores: as imagens mostravam manchas brancas distintas perto do pólo norte de Saturno. Estes astrónomos enviarem as fotografias para um repositório online.

Através de modelos computacionais, uma equipa internacional de cientistas, composta por investigadores dos Estados Unidos, Espanha, Austrália e França, estimou depois a energia envolvida nas tempestades e concluiu que os fenómenos observados não eram semelhantes a nenhuma outra tempestade no planeta.

Estes ciclones destacam-se por terem mais do dobro do diâmetro do que é habitual. exigindo uma quantidade de energia mais de dez vezes maior, observa a Phys.

Além disso, estas tempestades prolongaram-se por muito mais tempo do que as tempestades mais comuns em Saturno, sendo significativamente menores e cem vezes menos poderosas do que as tempestades periódicas que são registadas no planeta.

“Este é um novo tipo de tempestade que nos está a dizer algo sobre os mecanismos de formação desconhecidos” destes ciclones, afirmou Enrique García-Melendo, astrónomo da Universidade Politécnica da Catalunha, em Espanha, e um dos principais autores do estudo citado pelo portal Astronomy.

Por sua vez, Linda Spilker, cientista do projecto Cassini – missão da NASA desenhado para estudar Saturno – que não participou do estudo, acredita que este novo fenómeno “adiciona uma peça importante ao puzzle gigante” que é a atmosfera de Saturno.

“Ao aprender mais sobre [as tempestades de Saturno], talvez possamos melhor entender o clima do próprio planeta”, acrescentou.

Os outros dois tipos de tempestades

Até agora, detalha o Canal Tech, eram conhecidos dois tipos de tempestade em Saturno: as pequenas, com aproximadamente 2000 quilómetros de extensão e as chamadas Grandes Manchas Brancas. Como o nome sugere, o segundo tipo refere-se a tempestades gigantes, dez vezes maiores que as demais, podendo, em alguns casos, dar uma volta completa em torno do planeta.

As tempestades menores podem durar alguns dias, mas as Grandes Manchas Brancas duram meses. Os astrónomos só conseguiram detectar sete deste tipo desde 1876.

Com a nova descoberta, os astrónomos depararam-se com um tipo novo de tempestade com tamanho intermédio: são diferentes das outras não apenas em tamanho, mas também em duração, chegando a durar de 1 semana e meia até 7 meses.

As quatro tempestades intermédias surgiram numa época que coincide com o ciclo do aparecimento das Grandes Manchas Brancas, que ocorrem a a cada ano saturniano, ou seja, a cada 30 anos terrestres.

Os cientistas acham que a formação destas tempestades depende de interacções entre o vapor de água, diferenças sazonais na exposição à luz solar e a atmosfera complexa do planeta. Contudo, o procedimento não é ainda muito bem conhecido.

ZAP //

Por ZAP
30 Outubro, 2019

 

2884: Saturno: Imagens extraordinárias mostram a descoberta de um novo tipo de tempestades

CIÊNCIA

Saturno é um gigante gasoso, formado predominantemente por hidrogénio e hélio, além de um provável núcleo rochoso. Este planeta possui um raio de aproximadamente 58,2 mil quilómetros, o equivalente a cerca de 9 vezes o raio da Terra. Além disso, tem uma actividade atmosférica incrível, gerando fenómenos que impressionam. Nesse sentido, foi descoberto agora um novo tipo de tempestade.

As imagens captadas dão conta de algo nunca antes visto. O resto na atmosfera do planeta é impressionante.

Tempestade em Saturno de 4 mil quilómetros

Tendo em conta a investigação divulgada pela Nature Astronomy, foram captadas imagens que revelam um novo tipo de tempestade. Nesse sentido, foi visto que estas ocorrem nas proximidades do Polo Norte de Saturno. Este tipo de tempestades dura entre 1,5 semana e sete meses e têm uma extensão de 4000 quilómetros.

Segundo os dados, quatro grandes tempestades desenvolveram-se na região do Polo Norte de Saturno em 2018 quase na mesma latitude, durante 200 dias. Além disso, foi igualmente perceptível que estas tempestades interagiam umas com as outras, mas de uma forma complexa.

Nature Astronomy

@NatureAstronomy

Four large storms developed on Saturn’s northern polar region in 2018 at almost the same latitude, spanning 200 days and interacting with each other in a complex way. Sánchez-Lavega et al.: https://www.nature.com/articles/s41550-019-0914-9 

08:20 – 21 de out de 2019

Novas tempestades descobertas

Conforme é conhecido, existem outras tempestades que já eram seguidas pelos astrónomos. Assim, estavam apenas referenciadas dois tipos de tempestades neste planeta: as relativamente pequenas, que aparecem como nuvens brilhantes e duram alguns dias, e as grandes manchas brancas, dez vezes maiores e com duração de meses.

Até agora, conhecíamos apenas dois tipos de tempestades em Saturno: as gigantescas, de aproximadamente 20 mil quilómetros de extensão, e outras menores, de aproximadamente dois mil quilómetros.

Explicou Agustín Sánchez Lavega, da Universidade do País Basco, Espanha.

Segundo a NASA, entre Março e Setembro de 2018, o planeta foi palco de um fenómeno que nunca assistido ou conhecido. Manchas enormes mostram uma sucessão de tempestades sequenciais que começaram inesperadamente, como focos isolados em diferentes latitudes do planeta e em diferentes momentos.

Os especialistas referem que estas tempestades de Saturno terão origem em nuvens de água centenas de quilómetros abaixo da cobertura visível de nuvens do planeta. Simulações em computador indicam que cada tempestade de tamanho médio exigia cerca de 10 vezes mais energia do que uma tempestade pequena, mas apenas cerca de um centésimo da energia necessária para produzir uma Grande Mancha Branca.

Estas imagens foram conseguidas por astrónomos amadores, via Observatório Calar Alto, em Espanha, e do Telescópio Espacial Hubble, da NASA. Posteriormente foram analisadas por Sánchez-Lavega e pelos seus colegas.

Hubble acabou de captar uma imagem nova e impressionante de Saturno… nem parece real!

Saturno é um planeta incrível. Para ter uma ideia “aproximada” do seu perfil, podemos dizer que tem de diâmetro cerca de 116 464 km, nove vezes o tamanho da Terra. O seu aspecto hipnotiza … Continue a ler Hubble acabou de captar uma imagem nova e impressionante de Saturno… nem parece real!

Imagem: NASA
Fonte: Science News

22 Out 2019

 

2526: ALMA mostra o interior das tempestades de Júpiter

CIÊNCIA

Imagem rádio de Júpiter obtida com o ALMA. As bandas brilhantes indicam temperaturas altas e as bandas escuras temperaturas baixas. As bandas escuras correspondem a zonas em Júpiter normalmente brancas no visível. As bandas brilhantes correspondem às cinturas acastanhadas no planeta. Esta imagem contém mais de 10 horas de dados, de modo que os detalhes são difusos devido à rotação do planeta.
Crédito: ALMA (ESO/NAOJ/NRAO), I. de Pater et al.; NRAO/AUI/NSF, S. Dagnello

Nuvens rodopiantes, grandes cinturas coloridas, tempestades gigantes. A atmosfera linda e incrivelmente turbulenta de Júpiter tem sido exibida muitas vezes. Mas o que está a acontecer por baixo das nuvens? O que provoca tantas tempestades e erupções que vemos à “superfície” do planeta? Para estudar isto, a luz visível não é suficiente. Precisamos de estudar Júpiter usando ondas de rádio.

Novas imagens feitas com o ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array) fornecem uma visão única da atmosfera de Júpiter até cinquenta quilómetros abaixo da camada visível de nuvens (de amónia) do planeta.

“O ALMA permitiu-nos fazer um mapa tridimensional da distribuição de amónia abaixo das nuvens. E, pela primeira vez, fomos capazes de estudar a atmosfera por baixo das camadas de nuvens de amónia depois de uma erupção energética em Júpiter,” disse Imke de Pater da Universidade da Califórnia, em Berkeley, EUA.

A atmosfera do planeta gigante Júpiter é composta principalmente de hidrogénio e hélio, juntamente com os gases residuais metano, amónia, hidrossulfeto e água. A camada mais alta de nuvens é composta por amónia gelada. Por baixo, há uma camada de partículas sólidas de hidrossulfeto de amónia e, ainda mais profundamente, a cerca de 80 quilómetros por baixo do topo das nuvens, existe provavelmente uma camada de água líquida. As nuvens superiores formam as distintivas zonas acastanhadas e brancas vistas da Terra.

Muitas das tempestades em Júpiter ocorrem dentro destas cinturas. Podem ser comparadas a tempestades na Terra e são frequentemente associadas com eventos de relâmpagos. As tempestades revelam-se no visível como pequenas nuvens brilhantes, chamadas de plumas. Estas erupções de plumas podem provocar uma grande perturbação na cintura, que pode permanecer visível durante meses ou anos.

As imagens do ALMA foram obtidas alguns dias depois dos astrónomos amadores terem observado uma erupção na Cintura Equatorial Sul de Júpiter em Janeiro de 2017. Ao início foi vista uma pequena pluma brilhante, e depois uma rutura em grande escala na cintura que durou semanas após a erupção.

De Pater e colegas usaram o ALMA para estudar a atmosfera por baixo da pluma e a cintura perturbada no rádio e compararam estas imagens com imagens no UV-visível e no infravermelho, obtidas com outros telescópios aproximadamente ao mesmo tempo.

“As nossas observações do ALMA são as primeiras a mostrar que altas concentrações de amónia sobem pela atmosfera durante uma erupção energética, disse de Pater. “A combinação de observações simultâneas em vários comprimentos de onda diferentes permitiu-nos examinar a erupção em detalhes. O que nos levou a confirmar a teoria actual de que as plumas energéticas são desencadeadas pela convecção húmida na base das nuvens de água, localizadas no fundo da atmosfera. As plumas trazem o gás amónia das profundezas da atmosfera até grandes altitudes, bem acima da camada principal superior de amónia,” acrescentou.

“Estes mapas ALMA, em comprimentos de onda milimétricos, complementam os mapas feitos com o VLA (Very Large Array) da NSF nos comprimentos de onda centimétricos,” disse Bryan Butler, do NRAO (National Radio Astronomy Observatory). “Ambos os mapas sondam abaixo do topo das nuvens vistas em comprimentos de onda visíveis e mostram gases ricos em amónia a subir para e a formar camadas superiores (zonas), e o ar pobre em amónia a descer (cinturas).”

“Os resultados actuais mostram soberbamente o que pode ser alcançado na ciência planetária quando um objecto é estudado com vários observatórios e em vários comprimentos de onda,” explica Eric Villard, astrónomo do ALMA e parte da equipa de investigação. “O ALMA, com a sua sensibilidade sem precedentes e resolução espectral no rádio, trabalhou com sucesso em conjunto com outros observatórios em todo o mundo para fornecer os dados que permitiram uma melhor compreensão da atmosfera de Júpiter.”

Astronomia On-line
27 de Agosto de 2019

 

2463: O Pólo Norte está a ser atingido por relâmpagos (e isso não é normal)

CIÊNCIA

Mathias Krumbholz / wikimedia

Uma tempestade perto do Pólo Norte pode não parecer a maior preocupação, tendo em conta o rápido aquecimento do Árctico. Mas é mais um sinal de que o Árctico continua a ter um verão anormal.

A Terra é atingida por raios, cerca de 8 milhões de vezes por dia. São 100 ataques por minuto. Mas muito poucos desses raios atingem o nível norte do planeta – e muito raramente perto do Árctico. No entanto, no fim de semana passado, o escritório do Serviço Nacional de Meteorologia de Fairbanks relatou um raio a 482 quilómetros do Pólo Norte.

Brian Brettschneider, especialista em clima, destacou pela primeira vez a bizarra previsão do tempo no sábado. Os dados vieram do Global Lightning Dataset, um conjunto de dados criado de forma privada usando sensores implantados em todo o mundo que conseguem detectar raios a quase seis mil quilómetros de distância. Imagens de satélite confirmaram as tempestades sobre o Oceano Árctico.

“Este é um dos mais distantes raios do norte do Alasca na memória de previsão meteorológica”, disse o NWS. Um meteorologista citado pelo Capital Weather Gang sustenta que o evento foi “certamente incomum e chamou a nossa atenção”.

Nos trópicos – ou mesmo nas latitudes médias -, as tempestades são comuns. Porém, é uma história completamente diferente sobre o Oceano Árctico. São necessários alguns ingredientes-chave para gerar raios, mas o principal deles é a instabilidade atmosférica. Especificamente, a atmosfera inferior deve ser quente e húmida, enquanto a camada acima é fria e seca. Esse tipo de ambiente ajuda a estimular a convecção, que, por sua vez, pode gerar nuvens altas com relâmpagos.

O Árctico não é estranho ao ar frio e seco. Mas condições quentes e húmidas no solo não são a norma para a região. Mas neste verão as temperaturas do Árctico aumentaram e o gelo do mar atingiu quase o recorde quase diário.

A number of lightning strikes were recorded Saturday evening (Aug. 10th) within 300 miles of the North Pole. The lightning strikes occurred near 85°N and 126°E. This lightning was detected by Vaisala’s GLD lightning detection network. #akwx

Há sinais de que as latitudes do norte estão a tornar-se mais propensas a tempestades eléctricas. De acordo com o Gizmodo, um artigo publicado em 2017 revelou que os incêndios provocados por raios aumentaram de 2 a 5% por ano nos últimos 40 anos. Com a mudança climática a aumentar o calor duas vezes mais rápido no Árctico do que no resto do mundo, é provável que as condições instáveis ​​necessárias para provocar um raio se possam tornar mais comuns no futuro.

Este verão foi particularmente estranho para o Árctico. De maciços incêndios florestais a um dos mais extensos derretimentos da camada de gelo da Gronelândia, esta estação do ano tem sido de crise para a zona norte do globo.

ZAP //

Por ZAP
18 Agosto, 2019

 

2055: Forte tempestade faz reaparecer floresta pré-histórica no Reino Unido

A tempestade Hannah, que levou fortes marés e ventos ao Reino Unido, voltou a trazer à luz restos de árvores de uma floresta pré-histórica com cerca de 4.500 anos. Os vestígios estiveram escondidos durante anos sob areia e água salgada.

De acordo com o Daily Mail, a floresta Cantre’r Gwaelod (que significa “A Terra Abaixo de Cem”) tem cerca de 32 quilómetros, estendendo-se ao longo da costa oeste do País de Gales. Este tesouro pré-histórico foi encontrado entre as ilhas de Ramsey e Bardsey, área agora conhecida como Cardigan Bay.

Os arqueólogos já sabiam da existência desta floresta da Idade do Bronze nesta praia, uma vez que tinha já sido observados troncos durante a maré baixa.

Em 2014, restos de troncos foram vistos pela primeira vez em 45 séculos, mas os moradores locais contaram que o que restava das árvores foi rapidamente coberto de areia outra vez. Neste anos, os cientistas identificaram espécimes de pinheiro, amieiro, carvalho e bétula entre os trocos que expostos.

Uma lenda local diz que esta área outrora fértil era protegida por uma represa. Num certo dia, o guarda responsável por vigiar as suas comportas embebedou-se e não se apercebeu que se aproximava uma tempestade.

Os portões abertos permitiram a passagem da água do mar, inundando as terras. Como consequência, o rei e os habitantes foram obrigados a deixar o território.

ZAP //

Por ZAP
26 Maio, 2019


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1934: As tempestades de poeira podem ter roubado a água do Planeta Vermelho

NASA / JPL-Caltech / MSSS

Fortes tempestades elevam as moléculas de água no ar do Planeta Vermelho, onde podem ser facilmente perdidas no Espaço.

Os cientistas procuram entender de que forma as partículas de poeira, que geralmente preenchem a atmosfera, poderiam impactar os astronautas e os seus equipamentos há já algum tempo. Aliás, é por esse motivo que os humanos possuem oito naves espaciais a orbitar o Planeta Vermelho ou itinerantes na sua superfície.

Para os investigadores, as fortes tempestades de poeira, como a que “apagou” a sonda Opportunity da NASA, podem ter contribuído para eliminar parte da água de Marte. O fenómeno aconteceu no ano passado, quando uma forte tempestade de poeira bloqueou a luz solar na superfície do planeta, evitando que a sonda recarregasse as suas baterias durante semanas.

As tempestades de poeira não são uma novidade na superfície de Marte, especialmente na primavera e no verão do hemisfério Sul marciano, que ocorrem durante dias e podem cobrir regiões do planeta do tamanho dos Estados Unidos. Por sua vez, as tempestades que circundam o planeta são imprevisíveis e, muitas vezes, podem durar meses.

Há milhares de milhões de anos, Marte possuía uma atmosfera rica em água líquida, deixando até hoje evidências de que existiam rios, lagos e até mesmo oceanos no Planeta Vermelho, que cobriam aproximadamente 20% da superfície marciana.

Mas Marte perdeu a sua barreira protectora – ou, como quem diz, o seu campo magnético – permitindo que as partículas solares removessem a maior parte da sua atmosfera, resultando assim na perda de capacidade de suportar água líquida, explica a NASA.

Geronimo Villanueva, da NASA, trabalhou em conjunto com uma equipa de cientistas da ESA e da Roscosmos para confirmar o potencial poder das tempestades de poeira neste fenómeno. Os cientistas suspeitavam que estas tempestades elevam as moléculas de água a 80 quilómetros ou mais da sua altitude na superfície, onde o ar rarefeito e a radiação solar separam as moléculas de água em átomos de hidrogénio e oxigénio.

“Quando levamos água para partes muito mais altas da atmosfera, ela evapora facilmente”, explicou o investigador.

Num artigo científico publicado na Nature no dia 10 de Abril, Villanueva e os seus colegas relataram a descoberta de evidências de recuo do vapor de água através da sonda ExoMars Trace Gas Orbiter.

A sonda mediu as moléculas de água em diferentes altitudes antes e depois da tempestade de 2018, o que permitiu aos cientistas observar pela primeira vez que todos os tipos de moléculas de água alcançam a “região de escape” da atmosfera superior, uma importante visão de como a água pode estar a desaparecer de Marte.

Através desta importante descoberta, os cientistas pretendem inferir a quantidade de água que fluía no Planeta Marciano antigo e quanto tempo demorou a desaparecer.

ZAP // SputnikNews

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1766: Depois de 300 anos, a Grande Mancha Vermelha de Júpiter está a diminuir

Jason Major / MSSS / SwRI / JPL-Caltech / NASA

A Grande Mancha Vermelha de Júpiter, uma tempestade maior que a Terra e suficientemente poderosa para destruir pequenas tempestades que são atraídas para ela, é uma das características mais reconhecíveis da atmosfera de Júpiter.

A tempestade, um anticiclone, possui velocidades de vento de até 500 quilómetros por hora. Esta característica proeminente, observada desde 1830, e possivelmente já existia em 1660, tem sido fonte de grande fascínio e estudo científico.

Muito sobre a Grande Mancha Vermelha ainda é desconhecido, incluindo exactamente quando e como se formou, o que lhe dá uma cor vermelha marcante e porque persistiu durante muito mais tempo que outras tempestades observadas na atmosfera de Júpiter.

No entanto, os astrónomos pensam que a sua posição em latitude, consistentemente observada a 22 graus ao sul do equador de Júpiter, está ligada às proeminentes faixas de nuvens na atmosfera de Júpiter. Estudar atmosferas de todos os tipos aprofunda a compreensão sobre como elas se formam e funcionam.

Ao contrário de Júpiter, a Terra tem massas de terra que causam grandes tempestades a perder energia devido ao atrito com uma superfície sólida. Sem este recurso, as tempestades de Júpiter são mais duradouras.

Os investigadores não entendem muito bem porque é que a mancha ainda vive, mas sabe- se que as tempestades de Júpiter, localizadas em faixas de nuvens com o mesmo sentido de rotação, tendem a ser mais duradouras. Estas bandas alternadas coloridas, chamadas de cintos (escuras) e zonas (claras), são paralelas ao equador de Júpiter.

Os pesquisadores não têm certeza o que causa a coloração das bandas e zonas, mas as diferenças na sua composição química, temperatura e transparência da atmosfera à luz têm sido sugeridas como factores contribuintes.

Estas bandas também são contra-rotativas, o que significa que se movem em direcções opostas em relação aos seus vizinhos. Os limites entre as faixas e zonas são marcados por fortes ventos chamados jactos zonais. A Grande Mancha Vermelha é confinada por um jacto a leste para o norte e um jacto para o oeste ao sul, confinando a tempestade a uma latitude constante.

No entanto, a Grande Mancha Vermelha sofreu mudanças consideráveis ​​na longitude ao longo do tempo, e evidências recentes sugerem que a taxa de movimento longitudinal para o oeste está a aumentar.

Como a Grande Mancha Vermelha, as faixas sofreram poucas mudanças de latitude ao longo do tempo em que foram observadas. Os cientistas não entendem completamente a estrutura de bandas, mas há evidências que sugerem que as zonas de cores claras são regiões de material em ascensão e os cinturões escuros são regiões de material que se afundam na atmosfera.

Na Terra, há uma fronteira bem definida entre a atmosfera e a superfície do planeta, que é amplamente coberta por água líquida. No entanto, não existem grandes oceanos de água conhecidos sob as nuvens de Júpiter. Com base no que os investigadores sabem, a atmosfera passa suavemente para um interior de hidrogénio líquido dentro do planeta.

Pode haver um núcleo sólido em Júpiter, mas é mais provável que seja enterrado bem fundo sob uma espessa camada de hidrogénio líquido metálico, uma forma de hidrogénio que age como um condutor eléctrico.

Uma análise de dados históricos e obtidos recentemente sobre a Grande Mancha Vermelha mostrou que ela está a diminuir e a tornar-se mais redonda e mais alta e sua cor também variou com o tempo. Contudo, a NASA continua sem saber a razão.

ZAP // Science Alert

Por ZAP
27 Março, 2019

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1758: A espectacular imagem das tempestades em Júpiter

Na sua mais recente passagem pelo gigante gasoso, a sonda espacial Juno recolheu três imagens separadas do planeta que depois foram unidas numa só por Kevin M. Gill, usando a informação disponibilizada pela NASA.

A imagem de Júpiter criada por Kevin M. Gill em que se veem as tempestade e a Grande Mancha Vermelha
© NASA/JPL-CALTECH/SWRI/MSSS/KEVIN M. GILL

Lançada em Agosto de 2011, a sonda Juno voltou a recolher imagens de Júpiter, o gigante gasoso em torno do qual orbita. Desta vez, Kevin M. Gill aproveitou três dessas imagens que uniu numa só, mostrando toda a espectacularidade das tempestades que se formam naquele planeta.

Gill usou as imagens recolhidas pela câmara a cores da sonda e postas à disposição dos cidadãos-cientistas pela NASA. As imagens foram tiradas a distâncias que vão dos 27 mil aos 95 mil quilómetros das nuvens do planeta.

Na imagem criada por Gill são nítidas as tempestades formadas no hemisfério sul e a famosa Grande Mancha Vermelha.

Este anticiclone, que existe há milhares de anos, tem visto os seus segredos revelados pela missão da Juno, com os dados recolhidos pela sonda a permitirem perceber que as suas raízes de encontram a 350 km abaixo da atmosfera de Júpiter.

Diário de Notícias
23 Março 2019 — 17:17

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1577: Telescópio Hubble revela furacão misterioso na atmosfera de Neptuno

NASA / ESA / A. Simon

O observatório orbital Hubble recebeu novas fotografias de Neptuno e Úrano, onde se podem observar novas manchas misteriosas na atmosfera do segundo maior gigante gasoso e um furacão enorme no pólo norte do sétimo planeta.

O “traço marcante” de Júpiter é uma grande mancha vermelha – um furacão com um diâmetro de várias centenas de quilómetros e cuja velocidade alcança os cerca de 430 quilómetros por hora. Durante muito tempo, este foi considerado um traço único do maior gigante gasoso do Sistema Solar.

No entanto, desde os anos 1980, os cientistas começaram a duvidar desse facto. Em 1994, as imagens do telescópio Hubble mostraram que furacões parecidos com o de Júpiter podem, afinal, surgir também em Neptuno.

Há dois anos, o Hubble captou fotografias ainda mais detalhadas de Neptuno que confirmaram a existência, na sua atmosfera, de turbilhões com uma duração relativamente curta, de apenas alguns meses, em comparação com as estruturas seculares de Júpiter.

As novas imagens do Hubble, obtidas em Setembro no âmbito do programa OPAL, indicaram o surgimento de mais uma grande mancha em Neptuno, localizada nas latitudes polares do hemisfério norte do planeta e cercada pelas características nuvens brancas, o que prova as mudanças bruscas de temperatura nos seus arredores e os fluxos rápidos de ar.

Segundo os astrónomos da NASA, a Terra poderia caber dentro dessa mancha, uma vez que o diâmetro do furacão se aproxima dos 11 mil quilómetros. No entanto, como surgem estas estruturas e como se extinguem permanece um autêntico mistério para os cientistas.

Além disso, foi detectado mais um furacão no pólo norte de Úrano, com um tamanho ainda maior. Os cientistas supõem que o furacão se formou porque o sétimo planeta do Sistema Solar gira “de lado”.

Esta característica faz com que os seus pólos ora estejam voltados directamente para o Sol, ora fiquem completamente escondidos, causando mudanças bruscas de temperatura, assim como tempestades e nuvens.

ZAP // SputnikNews

Por ZAP
10 Fevereiro, 2019

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1416: Câmara da NASA revela tempestades gigantes em Júpiter

As imagens estão a ser captadas pela JunoCam

Foto NASA / SWRI / MSSS / GERALD EICHSTÄDT / SEÁN DORAN

Foto NASA / SWRI / MSSS / GERALD EICHSTÄDT / SEÁN DORAN

Detalhe de uma das tempestades de Júpiter
Foto Image copyrightMARSEC

A missão Juno da agência espacial norte americana NASA está a revelar novas imagens de ciclones em Júpiter, que estão a contribuir para aumentar o conhecimento cientifico sobre a composição e a formação do planeta que orbita a cada 53 dias.

As imagens estão a ser captadas pela JunoCam, câmara enviada na missão Juno com o objectivo de obter as melhores imagens das regiões polares de Júpiter.

“Quando passámos pela primeira vez para lá dos pólos, soubemos que estávamos a ver um território em Júpiter que nunca tínhamos visto antes”, explica a professora Candice Hansen, do Instituto da Ciência Planetário, no Arizona, responsável pelo projecto JunoCam, citada pela BBC. “O que não esperávamos era que pudéssemos ver ciclones em forma de polígonos, enormes tempestades – o dobro do tamanho do Texas”, acrescenta.

Diário de Notícias
13 Dezembro 2018 — 18:51

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1082: TEMPESTADES DE POEIRA EM TITÃ DESCOBERTAS PELA PRIMEIRA VEZ PELA CASSINI

Impressão de artista de uma tempestade de poeira em Titã. Os investigadores pensam que podem ser levantadas grandes quantidades de poeira em Titã, a maior lua de Saturno, por fortes rajadas de vento que têm origem em poderosas tempestades de metano. Estas tempestades de metano, observadas anteriormente em imagens obtidas pela sonda Cassini, podem formar campos de dunas que cobrem as regiões equatoriais desta lua, especialmente perto do equinócio, a altura do ano em que o Sol atravessa o equador.
Crédito: IPGP/Labex UnivEarthS/Universidade de Paris Diderot – C. Epitalon & S. Rodriguez

Dados da sonda internacional Cassini, que explorou Saturno e as suas luas entre 2004 e 2017, revelaram o que parecem ser tempestades de poeira gigantes nas regiões equatoriais de Titã.

A descoberta, descrita num artigo publicado na Nature Geoscience, faz de Titã o terceiro corpo do Sistema Solar onde foram observadas tempestades de poeira – os outros dois são Terra e Marte.

A observação está a ajudar os cientistas a entender melhor o ambiente fascinante e dinâmico da maior lua de Saturno.

“Titã é uma lua muito activa,” diz Sebastien Rodriguez, astrónomo da Universidade Paris Diderot, na França, e principal autor do estudo.

“Já sabemos disso sobre a sua geologia e o ciclo exótico de hidrocarbonetos. Agora podemos adicionar outra analogia com a Terra e Marte: o ciclo de poeira activa.”

Moléculas orgânicas complexas, que resultam da química atmosférica e que, uma vez grandes o suficiente acabam por cair na superfície, podem ser levantadas a partir de grandes campos de dunas ao redor do equador de Titã.

Titã é um mundo intrigante – de uma maneira bastante semelhante à Terra. Na verdade, é a única lua do Sistema Solar com uma atmosfera substancial e o único corpo celeste que não o nosso planeta, onde se sabe que ainda existem corpos estáveis de líquido superficial.

Há, no entanto, uma grande diferença: enquanto na Terra esses rios, lagos e mares estão cheios de água, em Titã é principalmente o metano e o etano que fluem através desses reservatórios líquidos. Neste ciclo único de metano, as moléculas de hidrocarbonetos evaporam, condensam-se em nuvens e chovem de volta ao solo.

O tempo em Titã varia de estação para estação, assim como na Terra. Em particular, em torno do equinócio, na altura em que o Sol cruza o equador de Titã, podem formar-se nuvens maciças em regiões tropicais e causar fortes tempestades de metano. A Cassini observou tais tempestades durante vários dos seus voos aproximados a Titã.

Quando Sebastien e a sua equipa viram pela primeira vez três clarões equatoriais incomuns em imagens de infravermelho obtidas pela Cassini, ao redor do equinócio do norte da lua em 2009, pensaram que poderiam ser exactamente essas nuvens de metano. Uma investigação completa revelou que, afinal, eram algo completamente diferente.

“Do que sabemos sobre a formação de nuvens em Titã, podemos dizer que essas nuvens de metano, nesta área e nesta época do ano, não são fisicamente possíveis,” diz Sebastien. “As nuvens de metano convectivas que podem desenvolver-se nesta área e durante este período de tempo, conteriam gotículas enormes e deveriam estar em altitudes muito altas, muito maiores que os 10 km que a modelação nos diz sobre a localização destas particularidades.”

Os investigadores também foram capazes de descartar que as características estavam na superfície sob a forma de chuva congelada de metano ou de gelo. Estes pontos de superfície teriam uma assinatura química diferente e permaneceriam visíveis durante muito mais tempo, enquanto as características brilhantes deste estudo foram apenas visíveis de 11 horas a cinco semanas.

A modelação também mostrou que as características devem ser atmosféricas, mas ainda próximas da superfície – muito provavelmente formando uma camada muito fina de minúsculas partículas orgânicas sólidas. Uma vez que estavam localizadas sobre os campos de dunas ao redor do equador de Titã, a única explicação restante era que os pontos eram, na realidade, nuvens de poeira levantadas a partir das dunas.

Sebastien diz que embora esta seja a primeira observação de uma tempestade de poeira em Titã, a descoberta não é surpreendente.

“Pensamos que a sonda Huygens, que pousou na superfície de Titã em Janeiro de 2005, levantou uma pequena quantidade de poeira orgânica na chegada, devido à sua poderosa esteira aerodinâmica,” diz Sebastien. “Mas o que vimos aqui com a Cassini é numa escala muito maior. As velocidades de vento próximas da superfície necessárias para elevar uma quantidade tão grande de poeira, como vemos nestas tempestades de poeira, teriam de ser muito fortes – cerca de cinco vezes mais fortes que a velocidade média estimada pelas medições da Huygens perto da superfície e com modelos climáticos”.

A Huygens fez apenas uma medição directa da velocidade do vento superficial pouco antes de aterrar em Titã e, naquela época, era muito baixa, menos de 1 metro por segundo.

“No momento, a única explicação satisfatória para estes fortes ventos da superfície é que estes podem estar relacionados às poderosas rajadas que podem surgir diante das imensas tempestades de metano que observamos naquela área e estação do ano,” conclui Sébastien.

Este fenómeno, denominado de “haboob”, também pode ser observado na Terra, com nuvens de poeira gigantes que precedem tempestades em áreas áridas.

A existência de ventos tão fortes que geram tempestades de poeira maciças também implica que a areia subjacente seja igualmente posta em movimento, e que as gigantes dunas que cobrem as regiões equatoriais de Titã ainda estão activas e em mudança contínua.

Os ventos poderiam estar a transportar a poeira levantada das dunas através de grandes distâncias, contribuindo para o ciclo global de poeira orgânica em Titã, e causando efeitos similares àqueles que podem ser observados na Terra e em Marte.

Astronomia On-line
28 de Setembro de 2018

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1073: Tempestade cósmica refuta teoria sobre declínio de antigo reino asiático

NASA / JPL-Caltech

Uma equipa de investigadores detalhou com mais precisão os chamados “acontecimentos Miyake” – nome atribuído aos grandes desastres espaciais, associados a erupções vulcânicas, meteoros em queda e explosões solares – que deixam rastos em anéis de árvores.

De acordo com um novo estudo, publicado no início do mês de Setembro na revista Nature, a descoberta pode ajudar a determinar exactamente a idade de um achado arqueológico e provar ou refutar uma hipótese histórica. A técnica permitiu ainda esclarecer o mistério do declínio de um antigo reino asiático.

Os cientistas escrevem na publicação que houve um poderoso surto de actividade solar no ano de 774 que desencadeou uma tempestade de protões. Este surto descreve um incrível aumento dos raios cósmicos que atingiram a Terra na época – uma espécie de tormenta cósmica.

Estas partículas subatómicas de alta energia penetraram na atmosfera terrestre e desencadearam uma série de reacções que aumentaram os níveis de carbono 14. Este, ao ser absorvido pelas árvores durante a fotossíntese, acabou por se depositar nos seus anéis de crescimento – deixando um evidente “rasto”.

Este fenómeno foi descoberto em 2012 pela investigadora Fusa Miyake que detectou traços do fenómeno em restos de árvores em diferentes países. A cientista acabou ainda por apelidar estes eventos cósmicos.

Afinal, não foi uma erupção vulcânica

Na nova investigação, os cientistas partiram dos “acontecimento de Miyake” para esclarecer como é que o antigo reino de Balhae, localizado na Manchúria e no norte da península coreana, acabou por ruir em meados de 926, segundo apontam as crónicas.

A versão comummente aceite sugere que o reino teria entrado em declínio devido à erupção do Monte Paektu, cuja data exacta era até então desconhecida.

Para esclarecer o mistério do reino asiático, os cientistas submeteram um pinheiro enterrado sob as cinzas do vulcão à análise de radio-carbono, determinando que a árvore morreu entre os anos 920 e 950. De acordo com os cientistas, a árvore viveu 264 anos. E, por isso, os investigadores deduziram que a planta ainda estava viva em 774 – ano em que se deu a tempestade cósmica.

Depois, a contagem dos anéis determinou que a árvore morreu exactamente em 946, deduzindo-se que a erupção vulcânica ocorreu nesse ano. Após a erupção vulcânica, não podia restar mais nada de Balhae e, por isso, a equipa concluiu que a queda desta civilização não pode estar associada à erupção vulcânica do Monte Paektu.

Ou seja, a erupção vulcânica (946) deu-se após a queda do reino (em meados de 926). A nova investigação não aponta o que terá levado ao declínio do antigo reino mas descarta a hipótese de que terá sido um vulcão.

ZAP // RT

Por ZAP
26 Setembro, 2018

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651: Tempestade de areia cobre Marte e silencia Opportunity

REUTERS /NASA/JPL-Caltech/Cornell Univ./Arizona State University

Rover Opportunity não dá sinais de ‘vida’ desde domingo

O veículo robotizado norte-americano Opportunity deixou de emitir sinais de Marte, onde aterrou em 2004, devido a uma tempestade de areia que atingiu o planeta, privando-o de energia solar para recarregar as baterias que o fazem funcionar.

Na terça-feira à noite, controladores de voo da agência espacial norte-americana NASA, que opera o aparelho, voltaram a tentar, sem sucesso, estabelecer contacto com o Opportunity, que não dá sinais de vida desde domingo.

As baterias do veículo robotizado estão tão em baixo que apenas um relógio continua a funcionar para alertar o aparelho para verificações periódicas dos níveis de energia.

A tempestade, que tem crescido desde o fim de maio a uma velocidade sem precedentes, já atingiu mais de um quarto da área de Marte e deverá cobrir todo o planeta dentro de dois a três dias.

Os técnicos da NASA esperam que o veículo de exploração do solo marciano possa sobreviver à tempestade.

Contudo, pode demorar semanas ou mesmo meses até o céu de Marte voltar a ficar limpo o suficiente para que a luz do Sol atinja a superfície do planeta e recarregue as baterias dos painéis solares que dão a energia para o veículo robotizado funcionar.

Inicialmente, o Opportunity foi concebido para durar três meses.

Diário de Notícias
14 DE JUNHO DE 2018 07:38
DN/Lusa

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