Tempestades Solares – III

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Tempestades solares estão acontecendo mais perto da Terra, e isso é um problema

Apesar de bonito, fenómeno pode causar estragos nas redes eléctricas, sistemas de comunicação e satélites

As tempestades solares que criam belíssimas auroras nos pólos da Terra também podem causar estragos. Elas podem afectar redes eléctricas, sistemas de comunicação e satélites. Além disso, um novo estudo sugere que a fonte dessas tempestades está muito mais próxima da Terra do seu se pensava.

O planeta é protegido por uma bolha conhecida como magnetosfera, que bloqueia a radiação solar prejudicial. Porém, quando o Sol ocasionalmente emite fluxos de radiação de alta velocidade, e, com isso, linhas de campo magnético intensas, eles podem interagir fortemente com o campo magnético da Terra.

À medida que esse vento solar atinge a magnetosfera, os dois conjuntos de linhas de campo magnético ficam emaranhados. Essa interacção gera calor e acelera as partículas carregadas trazidas pelo vento solar, enfraquecendo temporariamente o campo magnético do planeta e criando fortes tempestades magnéticas que aparecem como auroras.

Segundo os pesquisadores do novo estudo, o fato de as tempestades serem raras e não existirem satélites suficientes para observá-las, não deixa claro exactamente onde e como acontece a reconexão das linhas de campo magnético.

Para descobrir isso, os pesquisadores usaram observações dos satélites de eventos da NASA e interacções em macro-escala durante as tempestades. Durante as tempestades solares, esses satélites ficam na parte da magnetosfera no lado da Terra que não está voltado para o Sol, que se torna alongada pelo vento solar. Os pesquisadores descobriram que essa reconexão magnética pode ocorrer muito mais perto do planeta do que se pensava: cerca de três a quatro diâmetro da Terra.

Além disso, um satélite climático em órbita próxima à Terra detectou eléctrons energizados após a tempestade, sugerindo que o evento de reconexão levou íons e eléctrons a acelerar a altas energias. Os eléctrons que fluem em direcção ao planeta carregam energia ao longo das linhas do campo magnético para criar as auroras.

Essa aceleração pode ser perigosa para centenas de satélites que se movem em órbita geossíncrona e também pode ser prejudicial ao DNA humano, colocando em risco os astronautas, de acordo com o comunicado.

Além disso, tempestades solares podem afetar os habitantes da Terra de maneiras significativas. Em 1921, por exemplo, uma tempestade magnética interrompeu as comunicações telegráficas e causou falhas de energia que levaram à queima de uma estação de trem na cidade de Nova York, segundo o estudo.

“Ao estudar a magnetosfera, aumentamos nossas chances de lidar com os maiores riscos para a humanidade se aventurar no espaço: tempestades alimentadas pelo Sol”, disse o autor principal, Vassilis Angelopoulos, professor de física espacial da UCLA. Essas descobertas podem ajudar os astronautas e os habitantes da Terra a se prepararem melhor para o clima solar perigoso.

Via: Live Science
Guilherme Preta, editado por Matheus Luque
17/01/2020 10h47

spacenews

 

Tempestades Solares – II

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Cientistas descobriram que uma super tempestade solar atinge a Terra a cada 25 anos

Artigo publicado neste Blogue em 4 de Fevereiro de 2020

Cientistas descobriram que uma super tempestade solar atinge a Terra a cada 25 anos

 

 

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Tempestades Solares – I

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Tempestade solar chegando à Terra? Veja como isso poderia nos afectar

Tempestade solar é um fenómeno que acontece quando um cúmulo de energia do sol é libertado por meio de uma explosão, lançando partículas electromagnéticas. Mas essas tempestades são capazes de chegar até a Terra? E se sim, como elas podem interferir na nossa vida e no planeta?

Para começar, como acontece uma tempestade solar?

O nosso Sol é uma massa de gases que emite radiação de todos os tipos e sofre de constantes variações, como explosões de radiação.

As tempestades solares ocorrem quando um cúmulo de energia magnética no Sol é de repente libertado, gerando uma explosão. Se as tempestades forem particularmente fortes, elas podem vir acompanhadas de ejecções de massa coronal (CMEs), que são enormes nuvens de plasma que viajam a milhões de quilómetros por hora.

Os cientistas classificam as tempestades solares em três categorias: C, M ou X, onde a potência cresce dez vezes de uma classe para a outra.

Como isso pode afectar nossa vida?

As tempestades solares de classe C são mais fracas e não afectam a Terra de forma significativa. As explosões solares de classe M podem gerar breves apagamentos de rádio nos pólos e pequenas tempestades de radiação que podem pôr em perigo os astronautas em órbita. Já as tempestades de classe X podem ter consequências em todo o planeta, provocando apagões de rádio generalizados e longas tempestades de radiação. Entretanto, as CMEs que acompanham frequentemente as chamas solares têm potencial ainda mais destrutivo.

Quando as partículas carregadas de CME interagem com o campo magnético da Terra, elas podem gerar tempestades geo-magnéticas poderosas o suficiente para interromper os sinais GPS, os aparelhos de telecomunicação e as redes eléctricas. Voos também podem ser colocados em perigo, pois o fenómeno pode fazer com que os aviões fiquem incomunicáveis.

Por que isso é um problema maior hoje?

Se antigamente, as tempestades solares já representavam um problema, imagine num mundo onde todos dependemos da tecnologia para tudo!

Em 1921, uma tempestade solar eliminou as comunicações e gerou incêndios no nordeste dos Estados Unidos. Um estudo da Metatech Corporation em 2008 mostrou que se essa tempestade tivesse acontecesse hoje, ela afectaria mais de 130 milhões de pessoas em todo os Estados Unidos. Isso significaria um impacto económico de dois triliões de dólares.

Elas também podem afectar o nosso emocional

Além da influência sobre aparelhos tecnológicos, alguns estudos mostram que as tempestades solares também podem afectar o estado emocional das pessoas.

Uma das explicações mais aceitas é de que as tempestades solares dessincronizam nosso ritmo circadiano, que seria nosso relógio biológico. Isso acontece porque a glândula pineal no nosso cérebro é afectada pela actividade electromagnética.

De acordo com o professor Raymond Wheeler, da Universidade de Kansas, as tempestades solares também teriam sido causas directas de conflitos e até guerras. Wheeler estudou sobre como a violência em certas épocas podiam ser comparadas com os ciclos solares, que ocorrem a cada 11 anos.

Os resultados mostraram que, à medida que o ciclo do sol atingiu o pico, houve um aumento nas revoltas, rebeliões, revoluções e guerras entre as nações.

Quando Wheeler comparou as suas descobertas com a história humana, ele encontrou um padrão surpreendente que pode ser rastreado em até 2.500 anos.

Mas nem tudo são problemas

Uma pesquisa da NASA indica que as tempestades solares podem ter ajudado a criar a vida na Terra, descongelando a superfície do planeta. Além disso, cientistas apontam que essas tempestades podem ter propiciado outras condições para o desenvolvimento da vida, ajudando a formar o RNA e DNA.

E quando será a próxima tempestade solar?

As tempestades solares podem acontecer a qualquer momento, mas tendem a tornar-se mais severas e mais frequentes em ciclos de aproximadamente 11 anos.

De acordo com um estudo da Universidade de Denver, publicado pela revista Space Weather, uma tempestade solar de grande magnitude poderá ocorrer em 2020.

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2596: A Terra está a ser afectada por forte tempestade geo-magnética

CIÊNCIA

O nosso planeta está a ser atingido por uma forte tempestade geo-magnética. Segundo os cientistas, a Terra tem-se debatido com este fenómeno desde o passado sábado.

Uma tempestade geo-magnética ou solar é uma perturbação temporária da magnetosfera da Terra. Esta é causada por uma onda de choque do vento solar que interage com o campo magnético da Terra.

Campo magnético do vento solar interage com o campo magnético da Terra

Segundo as informações disponibilizadas pelos cientistas do laboratório de astronomia de raios-X do Instituto de Física da Academia de Ciências da Rússia, a tempestade alcançou rapidamente o nível de dois pontos na escala de 1 a 5. Esta escala foi estabelecida pela Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA, na sigla em inglês).

Além disso, os especialistas também explicaram que a actual tempestade foi prevista com antecedência devido à aproximação de uma rápida corrente de vento solar da Terra. Contudo, o que pareceu ser uma surpresa foi a sua potência. O prognóstico contemplava apenas “uma tempestade de primeiro nível”, o que seria comum para esta época do ano.

O aumento da velocidade do vento solar, assim como a temperatura do plasma cósmico, também superaram os índices esperados.

Planeta poderá ser atingido de novo no final de Setembro

Nos últimos dias, esta tempestade tem estado a diminuir gradualmente para os seus valores originais. No entanto, como podemos ver, a alta velocidade da corrente de vento solar e a situação estável do Sol sugiram que a situação se repita entre 27 e 28 de Setembro.

Esta tempestade magnética é a segunda mais poderosa dos últimos oito meses, a primeira foi registada em maio, quando a magnitude passou de 3 para 5, o que afectou o bem-estar das pessoas.

376: Tempestade magnética pode afectar telecomunicações esta semana

NASA

Uma corrente de vento solar chega à Terra entre esta quarta-feira e quinta-feira, um fenómeno que pode afectar as telecomunicações e provocar efeitos naturais como auroras boreais, segundo informou a Universidade Nacional Autónoma do México (UNAM).

O director do Laboratório Nacional de Clima Espacial do Instituto de Geofísica da UNAM, Américo González Esparza, explicou que entre os dias 14 e 18 de Março o planeta pode experimentar falhas nas telecomunicações por causa do vento solar de uma tempestade geomagnética de intensidade moderada que se originou no Sol há 27 dias.

Segundo indica o jornal Mail Online, o temporal coincide com o fenómeno de formação de fissuras no campo magnético da Terra durante o equinócio de primavera que ocorre a 20 de Março.

Estas fissuras diminuem a protecção natural do planeta contra as partículas carregadas provenientes de erupções solares. Com o campo magnético enfraquecido, as partículas podem também afectar voos comerciais e causar erros nos sistemas GPS.

A tempestade geomagnética que se espera a partir desta quarta-feira tem origem em estruturas chamadas “buracos coronais“, que giram no eixo do Sol. Neste caso, a estrutura formou-se há 27 dias, o tempo que demorou para chegar à Terra.

Desses buracos sai o vento solar, que também tem interacções com o campo geomagnético do nosso planeta, produzindo fenómenos como as auroras boreais, assim como algumas alterações menores nas telecomunicações.

O especialista comparou o fenómeno a “um tremor de magnitude 4 ou 5”, ou seja, um evento comum que ocorre cerca de 300 vezes num ciclo solar – onze anos.

O cientista aproveitou para lembrar que é preciso estar alerta para as tempestades solares apesar de a última ter ocorrido há 160 anos. Essa tempestade gerou grandes interrupções na comunicação telegráfica numa época em não havia telemóveis ou serviços de geolocalização.

“Foi conhecida como o evento Carrington e o próximo poderia ocorrer dentro de 50, 30 ou em dois anos, não sabemos. A nível mundial, estes eventos servem para nos concertarmos na forma de actuar”, comentou o especialista.

ZAP // EFE

Por ZAP
15 Março, 2018

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68: Tempestade magnética atinge a Terra esta sexta-feira

Além das superstições inerentes à data, esta sexta-feira 13 ficará marcada por uma tempestade magnética.

A tempestade é provocada pela chegada de vento solar ao nosso planeta. Com magnitude 4,0 numa escala de 10, a tempestade magnética terá lugar nos dias 13 e 14.

Segundo a agência de notícias TASS, o fenómeno teve início a 6 de Setembro, data em que as primeiras partículas de plasma solar escaparam da gravidade do Sol após uma sucessão de fortes erupções na sua atmosfera, e tem o seu auge entre os dias 12 e 15 de Outubro.

Neste período, em particular nos dias 13 e 14, espera-se que possa haver alterações significativas na magnetosfera, o escudo magnético que envolve a Terra e a protege das “agressões” da radiação solar. Em Junho de 2015, uma forte tempestade solar causou uma fenda no campo magnético da Terra, a nossa primeira linha de defesa contra a radiação.

NASA Goddard / Flickr
Conceito de artista do Campo Magnético da Terra

Os meteorologistas alertam para o facto de este fenómeno poder causar falhas nos dispositivos electrónicos e aumentar o risco de acidentes, por poder desencadear problemas de navegação e nos equipamentos de telecomunicações.

Apesar de não ter repercussões no clima, as pessoas mais sensíveis aos fenómenos meteorológicos poderão sofrer algum desconforto físico, dores de cabeça, irritabilidade ou ansiedade.

O astrónomo Sergei Popov explica ao portal Ridus que os seres humanos “sempre coexistiram com as tempestades magnéticas, mesmo quando não tinham conhecimento da actividade solar e do campo geomagnético” da Terra.

No entanto, Popov explica que “é impossível prever com precisão como é que a tempestade pode afectar as pessoas”, acrescentando que, por uma questão de precaução, importa ter em consideração a magnitude, “a temperatura ambiente e a pressão atmosférica” durante os dias de tempestade.

O fenómeno é resultado da reacção do nosso planeta às erupções solares, que expulsam milhares de milhões de partículas que atingem a Terra em forma de vento solar.

ZAP // Ridus / TASS

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