2729: Tempestade solar pode atingir a Terra nos próximos anos

CIÊNCIA

(CC0/PD) Buddy_Nath

Uma equipa de cientistas alerta para uma potencial tempestade de radiação solar, que poderá afectar o nosso planeta nos próximos anos.

De acordo com os cientistas, a tempestade solar pode ocorrer a qualquer momento e pode causar apagões, prejudicar as redes telefónicas e, até, afectar contas bancárias.

Conforme explica a Sputnik News, o Sol sofre regularmente explosões de partículas altamente carregadas, também conhecidas como ejecções de massa coronal (CME). No entanto, poucas têm a potência necessária para causar danos no nosso planeta.

Mas, a cada 100 anos ou mais, ocorre uma série de explosões e ejecções super-potentes, conhecidas como tempestade solar, que são lançadas em direcção à Terra. Caso atinja o nosso planeta, esta tempestade tem poder suficiente para destruir satélites e redes eléctricas, desligar computadores e excluir contas bancárias.

Os cientistas alertam que há a previsão de que, nos próximos 100 anos, ocorram duas tempestades solares catastróficas. Num novo relatório, publicado na Space Weather, investigadores do Serviço Geológico dos estados Unidos alertam que uma tempestade solar pode atingir a Terra a qualquer momento.

Os cientistas analisaram uma tempestade solar, que ocorreu nos Estados Unidos em 1921 (conhecida como Tempestade Ferroviária de Nova York), e observaram que o evento climático causou grandes impactos tecnológicos e incêndios destrutivas. “O evento foi caracterizado por variações solares e geomagnéticas extremas, e auroras registadas em diversos locais ao redor do mundo.”

Segundo os cientistas, estudar este evento pode ser útil para nos prepararmos para uma eventual tempestade solar e reduzir o impacto deste evento. Os investigadores sublinham ainda que, em 2012, uma enorme ejecção de massa coronal que poderia ter destruído diversas tecnologias passou a apenas nove dias da Terra.

Apesar de estas tempestades não poderem ser contidas, os cientistas esforçam-se para tentar prever a sua ocorrência.

ZAP //

Por ZAP
28 Setembro, 2019

 

1713: Uma enorme tempestade solar atingiu a Terra há 2.600 anos (e pode voltar a acontecer)

(CC0/PD) pxhere

Uma gigantesca tempestade solar atingiu a Terra há cerca de 2.600 anos, cerca de dez vezes mais forte do que qualquer tempestade solar registada nos dias actuais, segundo um novo estudo.

Estas descobertas sugerem que tais explosões ocorrem regularmente na história da Terra e poderiam causar estragos se atingissem o planeta agora, dada a dependência do mundo na electricidade.

O sol pode bombardear a Terra com explosões de partículas altamente energéticas conhecidas como eventos de protões solares. Essas “tempestades de protões” podem colocar em risco pessoas e electrónicos no espaço e no ar

Além disso, quando uma tempestade de protões atinge a magnetosfera da Terra – a casca de partículas electricamente carregadas – fica presa no campo magnético da Terra. Quando a tempestade solar provoca uma perturbação na magnetosfera do planeta, é chamada de tempestade geomagnética que pode devastar as redes de energia em todo o planeta.

Em 1989, uma explosão solar apagou a província canadense de Quebeque em segundos, danificando transformadores em Nova Jersey e quase fechando as redes de energia dos EUA do meio do Atlântico até o noroeste do Pacífico.

Os cientistas têm analisado as tempestades de protões há menos de um século. Como tal, podem não ter boas estimativas de quantas vezes erupções solares extremas acontecem ou quão poderosas podem ser.

“Hoje temos muita infra-estrutura que pode ficar bastante danificada, e viajamos no ar e no espaço, onde estamos muito mais expostos à radiação de alta energia“, disse Raimund Muscheler, um dos autores do estudo, físico ambiental da Universidade de Lund, na Suécia.

O chamado Evento Carrington de 1859 pode ter libertado cerca de dez mais energia do que o que causou o apagão de Quebeque em 1989, tornando-se a mais poderosa tempestade geomagnética conhecida, de acordo com um estudo de 2013 do Lloyd’s de Londres.

O mundo tornou-se muito mais dependente da electricidade desde o evento de Carrington, e se uma tempestade geomagnética igualmente poderosa aparecesse, as quedas de energia podem durar semanas, meses ou mesmo anos, enquanto as concessionárias lutam para substituir as principais partes das redes eléctricas.

Agora, os investigadores descobriram átomos radioactivos presos no gelo da Gronelândia, que sugerem que uma enorme tempestade de protões atingiu a Terra em cerca de 660 a.C., o que pode ofuscar o Evento de Carrington.

Estudos anteriores descobriram que tempestades de protões extremas podem gerar átomos radioactivos de berílio-10, cloro-36 e carbono-14 na atmosfera. A evidência de tais eventos é detectável em árvores e gelo, dando aos cientistas uma maneira de investigar a actividade solar antiga.

Os cientistas, de acordo com o estudo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, examinaram o gelo de duas amostras principais retiradas da Gronelândia e notaram um pico de berílio radioativo-10 e cloro-36 há cerca de 2.610 anos.

Estudos anteriores detectaram duas outras tempestades de protões antigas de maneira similar – uma aconteceu por volta de 993-994, e a outra cerca de 774-775. A última é a maior erupção solar conhecida até ao momento.

Em relação ao número de protões de alta energia, o evento de 660 a.C. e os eventos de 774-775 d.C. são cerca de dez vezes maiores do que a tempestade de protões mais forte vista nos dias modernos, que ocorreu em 1956. O evento de 993-994 dC foi menor do que as outras duas tempestades antigas.

Ainda não é claro como estas antigas tempestades se comparam ao evento de Carrington, já que as estimativas do número de protões do evento de Carrington são muito incertas. No entanto, se as antigas explosões solares “estivessem ligadas a uma tempestade geomagnética, diria que excederiam os piores cenários que são frequentemente baseados em eventos do tipo Carrington”, observou Muscheler.

Embora sejam necessárias mais investigações para ver os danos que as erupções podem infligir, este trabalho sugere que “estes enormes eventos são uma característica recorrente do Sol – agora temos três grandes eventos nos últimos três mil anos“, disse Muscheler. “Pode haver mais que ainda não descobrimos.”

“Precisamos procurar sistematicamente estes eventos nos arquivos ambientais para ter uma boa ideia sobre as estatísticas – isto é, os riscos – para tais eventos e também eventos menores”, acrescentou.

ZAP // Live Science

Por ZAP
14 Março, 2019

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– Aquecimento global, tempestades solares, degelo glaciar, desastres ecológicos, actividades sísmicas, tsunamis, tufões, furacões, maremotos, etc.,são o pão nosso de cada dia. O melhor seria um daqueles calhaus bem grandes chocar com este calhau porque não existe qualquer tipo de esperança em que a Humanidade ganhe juízo e deixe de continuar a destruir, lenta mas inexoravelmente, o terceiro calhau a contar do Sol.

1346: Quando o Sol morrer, irá lançar uma tempestade de nano-diamantes para a Terra

NASA / JPL-Caltech / CXC / ESA / NRAO / J. Rho
Super-nova remanescente G54.1 + 0.3

Segundo uma recente investigação, a Terra e outros planetas do Sistema Solar serão literalmente assolados por enormes quantidades de areia, nano-diamantes e minerais, produzidos nos últimos momentos da vida solar.

De acordo com as teorias modernas, daqui a cinco mil milhões de anos o “combustível nuclear” do Sol, isto é, as suas reservas de hidrogénio, irão esgotar-se. Isso fará com que a estrela passe a queimar hélio.

Como resultado, o núcleo do Sol irá atingir uma temperatura extremamente alta, enquanto as suas camadas serão ampliadas ao ponto de absorver Vénus e Mercúrio, convertendo a Terra numa esfera incandescente sem vida.

Ao espalhar todos os seus gases, o Sol tornar-se-á uma anã branca – um corpo celeste muito pequeno, mas muito quente que continua a brilhar graças ao resto de energia preservada no seu antigo núcleo. Este brilho irá iluminar as nuvens gasosas ao seu redor, convertendo-as numa mancha muito brilhante no céu nocturno – ou, por outras palavras, numa nebulosa planetária.

No entanto, o destino dos planetas que sobreviverão permanece um grande mistério, incluindo o da própria Terra.

Os autores do artigo científico, recentemente publicado na Royal Astronomical Society, estudaram os restos de super-novas recém-descobertas para determinar um possível desenvolvimento desta situação. Desta forma, analisaram Cassiopeia A, que apareceu no céu nocturno em 1667, e a sua “irmã maior”, a G54.1+0.3 que foi encontrada em 1985, tendo explodido há três séculos.

Os astrónomos descobriram que a massa de poeira nessas super-novas é significativamente maior do que o que se pensava até agora, propondo assim que os mundos ao seu redor tenham sido completamente cobertos por poeira e outros minerais, emitidos no exacto momento da explosão.

Estas estrelas eram muito parecidas com o Sol, tanto em tamanho como em estrutura. Assim, os cientistas supõem que, após a morte do nosso astro solar, a Terra e Marte, bem como os planetas mais afastados do Sistema Solar, se tornem mundos desérticos, cobertos por nano-diamantes e coríndones — minerais à base de óxido de alumínio.

Mesmo assim, acreditam que a habitabilidade não será fortemente prejudicada. A propagação de camadas e o aumento da luminosidade do Sol serão responsáveis pela extinção de vida na superfície do nosso planeta muito antes, visto que toda a água e ar desaparecerão.

ZAP // SputnikNews

Por ZAP
29 Novembro, 2018

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1287: Mega-tempestade solar detonou bombas escondidas durante Guerra do Vietname

NASA

Registos da Marinha norte-americana revelam que uma tempestade solar, em 1972, provocou a detonação de minas que tinham sido escondidas no mar, para fazer explodir navios, durante a Guerra do Vietname.

Este dado é apontado num artigo científico publicado no jornal Space Weather, onde se destaca que “entre 2 a 4 de Agosto de 1972, uma mancha solar produziu uma série de clarões brilhantes, aprimoramentos energéticos de partículas e material ejectado em direcção à Terra”.

Esses clarões abriram caminho para “o choque ultra-rápido” que se seguiu e que atingiu a Terra no “tempo recorde” de 14,6 horas, apontam os investigadores.

Praticamente todas as pessoas na Terra conseguiam ver estes clarões que provocaram o aparecimento de “auroras espectaculares” em locais como a costa sul do Reino Unido e Espanha, realça o Live Science.

Esta mega-tempestade solar também provocou blackouts de rádio” durante o dia, levando à “súbita detonação de um grande número” de bombas subaquáticas dos EUA que “tinham sido largadas na costa do Vietname do Norte, três meses antes”.

Os pilotos que sobrevoavam a zona na altura, detectaram duas dúzias de explosões na área minada, num espaço de apenas 30 segundos, referem os autores da pesquisa.

Investigadores da Marinha norte-americana concluíram que a tempestade solar terá activado os sensores magnéticos das minas que estavam preparados para detectar navios.

O fenómeno levou a uma mudança estratégica na Marinha dos EUA, que foi forçada a procurar alternativas a esses sensores magnéticos, reforça o Live Science.

Quanto à enorme tempestade solar de 1972, as emissões de raios-X de longa duração que causou “permaneceram durante mais de 16 horas“.

Um detector espacial assinalou, pela primeira vez, raios gama durante a tempestade solar que foi colocada no nível mais elevado da classificação existente e que só é atribuído “às chamas mais extremas e de amplo espectro”, como reparam os autores da pesquisa.

Os clarões provocaram danos nos painéis solares dos satélites em órbita no espaço e num satélite de comunicações de defesa, ligando indevidamente sensores da Força Aérea que marcavam a falsa detonação de uma bomba nuclear algures no planeta.

Eventos que poderiam ter causado “uma ameaça imediata à segurança dos astronautas”, caso algum estivesse em viagem para a Lua naquela altura, alertam também os investigadores.

Uma tempestade semelhante na actualidade poderia ter consequências muito mais perigosas, dada a dependência tecnológica e de aparelhos eléctricos que temos nos dias de hoje. Deste modo, salientam os cientistas, perceber melhor o fenómeno das tempestades solares é essencial para saber como lidar com elas futuramente.

ZAP //

Por ZAP
14 Novembro, 2018

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156: Humanidade terá apenas 15 minutos antes de mergulhar na escuridão total

Edgar Jiménez / Wikimedia Commons

O mundo poderá ter apenas 15 minutos para se preparar antes de uma tempestade solar brutal atingir o nosso planeta.

O golpe directo da tempestade espacial poderá mergulhar o nosso planeta na obscuridade, cortando o fornecimento de electricidade em todo o mundo. Mas os meteorologistas podem conseguir avisar do final massivo alguns minutos antes do completo apagão.

De acordo com a meteorologista britânica, Catherine Burnett, as ejecções de massa coronal (EMC) do Sol podem viajar em qualquer direcção e, caso tomem o rumo terrestre, poderiam envolver o nosso planeta completamente, segundo o The Daily Mirror.

“Uma ejecção de massa coronal significativa demora 19 horas para chegar à Terra“, indicou a especialista, acrescentando que “assim que vejamos uma ejecção a abandonar a estrela, só ficaríamos a saber disso apenas 15 minutos antes da chegada ao nosso planeta, bem como sobre a direcção magnética e os impactos”.

Tempestades espaciais podem ser inofensivas e normalmente o seu efeito no nosso planeta é causado em forma de aurora boreal. No entanto, uma tempestade de maior magnitude poderia desligar todos os sistemas de energia e navegação.

É importante destacar que o Escritório Meteorológico do Reino Unido efectua uma vigilância permanente e analisa os processos que ocorrem no Sistema Solar.

ZAP // Sputnik News

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