1635: Eis FarFarOut: o objecto mais distante do Sistema Solar

NASA/JPL-Caltech

Recorrendo a poderosos telescópios, uma equipa de cientistas do Instituo de Carnegie de Washington, nos Estados Unidos, encontrou o objecto mais distante da Terra até agora localizada no Sistema Solar – e vai muito para lá de Plutão.

A equipa, liderada pelo astrónomo Scott Sheppard, estava a tentar confirmar a presença de um planeta gigante, o mítico planeta que foi provisoriamente denominado de Planeta X ou Planeta Nove, quando se deparou com um marco espacial.

No passado dia 20 de Fevereiro, o cientista ia fazer uma apresentação sobre os resultados desta investigação, mas o evento acabou por ser cancelado devido ao mau tempo que assolou a capital norte-americana.

“Ontem nevou e eu, como não tinha nada que fazer, voltei a confirmar alguns dos nossos antigos dados“, começou por contar o especialista durante a apresentação, que se realizou no dia seguinte ao que estava inicialmente programado.

“Na verdade, encontrei este objecto na noite passada”, reiterou, referindo-se ao corpo espacial que, para já, é apelidado de FarFarOut. O objecto encontra-se a cerca de 140 unidades astronómicas do Sol (uma destas unidades é equivalente à distância média entre a Terra e o Sol). Ou seja, o novo objecto está 3,5 vezes mais longe do que Plutão.

A confirmarem-se os dados avançados por Sheppard, a descoberta vai ultrapassar uma outra realizada pela mesma equipa no ano passado, quando detectaram o objecto 2018 VG18 – também baptizado como FarOut -, que se localizada a 120 unidades astronómicas do Sol.

Segundo apontam as observações, é provável que o corpo tenha cerca de 500 quilómetros de diâmetro, o que significaria que o objecto em causa é um planeta esférico e anão. O corpo teria ainda uma tonalidade rosa, sugerindo que é rico em gelo.

As órbitas do FarOut e do “recordista” FarFarOut são as mais recentes descobertas de um projecto de investigação de uma década que analisa dados dos cantos mais distantes do nosso Sistema Solar. Para esta investigação, os cientistas recorreram a poderosos telescópios ópticos, entre os quais, o telescópio Blanco (4 metros de diâmetro), no Chile, e o telescópio Subaru (8 metros de diâmetro), localizado no Havai.

Os cientistas estão a explorar estes objectos longínquos do Sistema Solar para tentar compreender a influência gravitacional do misterioso (e ainda hipotético) Planeta X.

ZAP // SputnikNews / RT

Por ZAP
26 Fevereiro, 2019

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