3442: NASA já escolheu a tecnologia para comunicar para Marte

CIÊNCIA/MARTE

A NASA está a preparar todos os pormenores para melhorar as comunicações entre Marte e a Terra. Desde que a agência espacial americana lançou o satélite Explorer 1 em 1958, as comunicações têm sido confiadas sobretudo às ondas de rádio. Estas viajam milhões – ou mesmo milhares de milhões – de quilómetros através do espaço. Contudo, à medida que a NASA se orienta para novos destinos em missões tripuladas, esta prepara um novo sistema de comunicações.

Um dos passos que está a ser dado é a inclusão da nova antena parabólica à Deep Space Network (DSN). Esta será equipada com espelhos e um receptor especial para permitir a transmissão e recepção de lasers da sonda no espaço profundo.

Ondas rádio viajam milhões de quilómetros até ao espaço profundo

A nova antena, segundo a Inverse, será apelidada de Deep Space Station-23 (DSS-23), faz parte de uma transição para uma comunicação mais rápida e eficiente enquanto a NASA se prepara para voltar à Lua até 2024. Além disso, esta tecnologia irá beneficiar a primeira missão humana a Marte em meados de 2030.

A solução que está por trás desta antena é simples. Se a NASA vai enviar humanos para Marte, estes precisam de ser capazes de comunicar com a Terra – e os lasers podem ajudar a garantir que os futuros astronautas marcianos tenham uma boa recepção a 58 milhões de quilómetros da Terra.

A construção da parabólica de 34 metros começou esta semana em Goldstone, Califórnia. É apenas uma de uma série de antenas DSN – perfazendo 13 pratos no total que ajudarão a transportar as mensagens transmitidas por laser de e para o espaço.

A DSN é a única linha telefónica da Terra para as nossas duas naves espaciais Voyager – ambas no espaço interestelar -, todas as nossas missões em Marte e a nave espacial New Horizons, que agora está muito além de Plutão.

Quanto mais exploramos, mais antenas precisamos para conversar com todas as nossas missões.

Explicou Larry James, vice-director do Laboratório de Propulsão a Jacto da NASA, em comunicado.

NASA fez os testes e… resultou!

A NASA tem usado as antenas da DSN para se comunicar com naves espaciais desde os anos 60. Por elas são enviados sinais para uma média de 30 naves espaciais por dia. As antenas transmitem e recebem ondas de rádio entre o controlo terrestre e a nave espacial. E embora as ondas de rádio tenham funcionado bem durante todos estes anos, estas têm sérias limitações.

As ondas de rádio tendem a ficar mais fracas em longas distâncias, e têm capacidade limitada. No caso das gémeas Voyager, as duas naves espaciais que percorrem o espaço interestelar que está longe, muito longe da Terra, isso significa que os sinais enviados da Terra para as suas antenas – e vice versa – são muito fracos. Na verdade, a potência que as antenas DSN recebem dos sinais da Voyager é 20 mil milhões de vezes mais fraca do que a potência necessária para rodar um relógio digital, de acordo com a NASA.

Voyager 1 chega ao “fim do Espaço”…

Está há 26 anos no espaço e acaba agora de chegar aos limites do nosso sistema solar, tendo conseguido ultrapassar com sucesso a região conhecida como “Choque Terminal” onde partículas eléctricas provenientes do Sol … Continue a ler Voyager 1 chega ao “fim do Espaço”…

É a vez dos Lasers comunicar com outros mundos

Os lasers são feixes de luz infravermelha. Viajam mais longe no espaço com muito mais potência do que as ondas de rádio.

Os lasers podem aumentar a sua taxa de dados de Marte em cerca de 10 vezes mais do que a obtida com o rádio. A nossa esperança é que o fornecimento de uma plataforma para comunicações ópticas encoraje outros exploradores espaciais a experimentar lasers em missões futuras.

Referiu Suzanne Dodd, directora da Rede Interplanetária, a organização que gere o DSN, em comunicado.

A NASA testou pela primeira vez a comunicação a laser no espaço no ano de 2013. Nessa altura foi enviada uma imagem da pintura de Mona Lisa para um satélite localizado a 386 mil quilómetros de distância da Terra.

A famosa pintura de Leonardo da Vinci foi dividida num conjunto de 152 pixeis por 200 pixeis, e cada pixel foi convertido num tom de cinza representado por um número entre zero e 4095. Cada um dos pixeis foi então transmitido através de um pulso laser que foi disparado numa das 4096 faixas de tempo possíveis.

A pintura foi então reconstruida pelo altímetro laser de órbita lunar (LOLA) a bordo do instrumento Lunar Reconnaissance Orbiter com base nos tempos de chegada de cada pulso laser.

Esta é a primeira vez que alguém consegue comunicação a laser unidireccional a distâncias planetária. Num futuro próximo, este tipo de comunicação laser simples poderá servir como apoio para a comunicação via rádio que os satélites usam. Num futuro mais distante, pode permitir a comunicação a taxas de dados mais elevadas do que as actuais ligações de rádio podem proporcionar.

Disse o principal investigador do LOLA, David Smith, do Massachusetts Institute of Technology, numa declaração na época.

A construção desta nova era de comunicações começou nesta semana. NASA / JPL-Caltech

Missão Psyche irá ser teste de fogo aos lasers

A comunicação por raio laser será posta à prova no ano 2022, quando a NASA lançar a sua missão Psyche, que viajará para estudar um asteróide metálico que orbita o Sol entre Marte e Júpiter.

Conforme foi referido, o orbitador levará a bordo um terminal de comunicação a laser de teste, projectado para transmitir dados e imagens para um observatório na Montanha Palomar, no sul da Califórnia. Para que o futuro das viagens espaciais humanas se mantenha nos trilhos, esperemos que funcione.

pplware
15 Fev 2020

 

spacenews

 

3211: Nova tecnologia russa permite chegar à Estação Espacial Internacional em tempo recorde

CIÊNCIA

NASA
Cápsula russa Soyuz acoplada à Estação Espacial Internacional

Engenheiros aeroespaciais russos desenvolveram uma nova tecnologia que vai permitir que a nave Soyuz chegue à Estação Espacial Internacional três vezes mais rápido, optimizando o consumo de combustível e minimizando o impacto nos astronautas. 

Os testes do novo método vão começar a partir de 2020, de acordo com a Roscosmos, agência espacial russa. A inovação reduz a quantidade de órbitas que a sonda precisa de fazer ao redor da Terra antes de chegar à EEI. O esquema actual demora até dois dias para a aproximação e, mesmo em lançamentos acelerados, demora seis horas a concluir várias órbitas em todo o planeta.

Para aumentar a eficiência da Soyuz, especialistas da Corporação de Energia Espacial e de Foguetes (RKK Energiya) criaram um método de aproximação que requer apenas uma rotação ao redor da Terra. Dessa forma, espera-se reduzir o tempo de voo para aproximadamente duas horas, o que pode economizar um volume significativo de combustível e outros recursos necessários para cada missão.

A nova tecnologia, de acordo com o Russia Today, também reduzirá significativamente o tempo que a equipa deverá gastar dentro do espaço reduzido da cápsula. Também permitirá o envio rápido de biomateriais para várias experiências científicas a bordo da EEI.

Anteriormente, a Roscosmos apontou que, actualmente, um esquema de duas órbitas com navios não tripulados já é praticado, em vez das habituais quatro rotações. O esquema de órbita única será implementado nos próximos 2 ou 3 anos.

Estima-se que a latitude do novo cosmódromo russo Vostochny será mais conveniente para este tipo de lançamento em comparação com o de Baikonur, no Cazaquistão.

Especialistas dizem que a nova tecnologia será essencial no programa de exploração lunar da Rússia e que também poderá ser usada para realizar missões de resgate espacial em situações em que o tempo é um factor crítico.

ZAP //

Por ZAP
17 Dezembro, 2019

 

spacenews

 

3094: Cientistas criam hologramas que se podem sentir e ouvir

CIÊNCIA

Cientistas criaram hologramas que conseguem ser sentidos e ouvidos por pessoas. Esta nova abordagem constitui uma inovação nesta área que tem crescido de forma galopante nos últimos anos.

Há muito tempo que os hologramas deixaram de ser uma visão futurista dos filmes de ficção científica e é uma realidade dos nossos tempos. A tecnologia não para de evoluir e, sem ser excepção a isso, os hologramas estão a ganhar nova vida com uma inovação desenvolvida por cientistas da Universidade de Sussex.

A equipa de investigadores criou hologramas 3D que podem ser vistos de qualquer ângulo, que podem até mesmo ser tocados e ouvidos.

Como base para este avanço tecnológico, os cientistas britânicos tiveram como base uma abordagem semelhante à de engenheiros da Universidade Brigham Young, que usaram lasers invisíveis para levitar e manipular uma pequena partícula. Esta foi depois iluminada com luzes RGB para dar a ideia de uma imagem a três dimensões.

O estudo foi publicado este mês na revista científica Nature. Em 2016, cientistas japoneses também já tinham conseguido criar hologramas que podem ser tocados.

A diferença é que os investigadores de Sussex usaram um ultra-som para levitar um pedacinho de esferovite através das ondas sonoras. Com esta forma de manipulação do objecto, o esferovite conseguia-se mover a uma velocidade de 30 quilómetros por hora, conseguindo mostrar uma forma de 10 centímetros de diâmetro em menos de um décimo de segundo.

Como é muito rápido, a pessoa que esteja a olhar apenas consegue percepcionar um objecto a três dimensões, explica o Gizmodo. E isto não se trata apenas de show off para os nossos olhos, quase como uma ilusão de óptica. Além de envolver o esferovite numa moldura colorida, o ultra-som consegue também fazê-lo vibrar, criando ondas sonoras audíveis pelo ouvido humano.

Podemos ainda não ter chegado aos hologramas do holodeck de Star Trek, mas caminhamos cada vez mais nesse sentido.

ZAP //

Por ZAP
26 Novembro, 2019

 

3085: Criada tecnologia que determina o sexo e a espécie de fósseis com mais de um milhão de anos

CIÊNCIA

Universidade do Norte do Texas (UNT)

Uma equipa de especialistas da Universidade do Norte do Texas (UNT) criou uma tecnologia capaz de determinar o sexo e a espécie de vestígios fossilizados com mais de um milhão de anos.

A nova técnica, explicam os especialistas da universidade norte-americana em comunicado, chama-se paleoproteómica e baseia-se no estudo de proteínas presentes em vários tecidos do corpo. Estas proteínas são conservados durante muito mais tempo do que o ADN, que acaba por se degradar em cerca de 200.000 anos.

A tecnologia foi recentemente testada na análise de um dente de um rinoceronte com 1,7 milhões de anos. O fóssil foi encontrado sob seis metros de sedimentos numa caverna em Dmanisi, na Geórgia, conta a Russia Today.

Apesar da idade do fóssil, os cientistas conseguiram extrair proteínas do seu esmalte e determinar que pertencia ao género já extinto Stephanorhinus. Com estes dados, a equipa do Texas conseguiu depois colocá-lo na árvore evolutiva da família.

A paleoproteómica poderia fornecer informações ainda mais interessantes quando aplicada a restos mortais de ancestrais humanos, considera Reid Ferring, professor da UNT que participou na criação da nova técnica.

“Temos milhares de fósseis hominídeos em colecções e museus de todo o mundo, de todos os períodos. Temos cinco crânios completos do local de Dmanisi, na Geórgia, o país que tem quase 2 milhões de anos. Há muitas amostras que agora podem ser rotuladas e diferenciadas entre espécies da mesma linha”, apontou.

“Estamos prestes a aprender muito mais sobre os nossos ancestrais e sobre nós mesmos do que em qualquer outro momento da história”, rematou Ferring.

No passado Setembro foi publicado um estudo na revista científica Nature que detalha os métodos e as técnicas utilizadas para determinar as características do rinoceronte.

ZAP //

Por ZAP
25 Novembro, 2019

 

2231: A sua Internet está lenta? Não é o único: há um problema global

TECNOLOGIA

Para muitos utilizadores, a Internet parece um pouco menos rápida e funcional hoje. A razão? Problemas com serviços de cloud como a AWS (da Amazon) e Cloudflare. 

Ninguém sabe ao certo o que está a causar o problema, mas tanto o serviço de cloud Cloudflare quanto a Amazon Web Services (AWS) estão com problemas nos seus serviços nesta segunda-feira, o que leva a interferências, interrupções e lentidão em alguns dos maiores sites e serviços da Internet a nível mundial.

Para quem não conhece, estes dois serviços de cloud albergam grande parte dos sites e serviços que são usados online e problemas neles implica problemas para as plataformas que os usam, de uma forma ou de outra.

A Cloudfare indica que o problema pode estar relacionado com uma interferência externa à empresa, enquanto a Amazon sugere que se trata de um problema de “redes externas”, admitindo que, assim, será mais difícil à empresa resolver o problema.

O que foi afectado? Para já é certo que serviços de e-mail como o Gmail estiveram com problemas, bem como a plataforma de streaming Crunchyroll esteve mesmo online. Mas há um sem número de sites afectados e houve mesmo relatos de falha no acesso a serviços de segurança da Amazon e da Nest, pelo menos em grande parte da América do Norte (e nos sites que estão lá alojados).

O problema demonstra como um grande número de sites estão dependentes e usam os serviços de computação da cloud da Google, AWS ou Cloudflare. O que significa que quando há uma problemas nesses serviços, toda a Internet fica limitada.

Dn_insider


João Tomé

[vasaioqrcode]

1399: Computador quântico IBM Q

TECNOLOGIA

Diário de Notícias
Sábado, 8 Dezembro 2018
DN Insider

– Infelizmente existe muita comunicação social que não publica os links dos vídeos que possam divulgar a matéria aos interessados nela. Este vídeo teve de ser capturado via écran, com software próprio, para poder mostrar o seu conteúdo.

[vasaioqrcode]

 

 

1306: O colossal drone solar da Boeing vai voar em 2019

TECNOLOGIA

Aurora Flight Sciences
O enorme drone solar Odysseus quer levar a internet aos 4 cantos do mundo

A Aurora Flight Sciences, subsidiária da Boeing, vai lançar em 2019 o seu drone solar Odysseus, que terá a capacidade voar durante meses de forma autónoma e o objectivo de dar acesso Internet a todo o planeta – incluindo os cantos mais longínquos do mundo.

Embora o Facebook tenha desistido de desenvolver o seu drone solar Aquila, muitas outras empresas continuam a perseguir o objectivo de criar um drone que possa manter-se no ar por tempo ilimitado apenas com a energia do Sol. Entre estes está o Odysseus, projecto apoiado pela Boeing, que vai mostrar o que vale já no próximo ano.

O Odysseus, desenvolvido pela Aurora Flight Sciences, está em desenvolvimento há alguns anos. A sua origem remonta ao Daedalus Project, projecto lançado pelo MIT na década de 1980 que bateu o record de voo de um avião solar tripulado em 1988, com uma muito simbólica viagem de 115 km sobre o mar Egeu, entre Creta e Santorini.

“O Odysseus, ideia que nasceu do Daedalus, é já hoje uma solução viável para o avanço da pesquisa sobre as alterações climáticas e outros problemas que afectam a nossa atmosfera”, afirmou John Langford, um dos líderes do projecto Daedalus e actualmente presidente e CEO da Aurora Flight Sciences, em nota divulgada esta semana.

“A Aurora foi fundada com a ideia de que a tecnologia e a inovação podem fornecer soluções poderosas para os complexos problemas que afectam toda a Humanidade”, acrescenta Langford.

O Odysseus tem como objectivo tornar-se uma alternativa aos satélites, uma vez que permitirá criar plataformas de observação da Terra de alta altitude, mas com um custo de uma fracção do de um satélite.

A abordagem da Boeing diverge, neste aspecto, do projecto da SpaceX de Elon Musk, que planeia melhorar a velocidade da Internet e a conectividade global do planeta colocando em órbita, entre 2019 e 2024, nada menos que 4.425 satélites – três vezes mais do que todos os satélites que existem actualmente em órbita.

A versão orbital tenha a vantagem de não ter preocupações com questões territoriais das fronteiras geográficas e das burocracias necessárias em cada país onde fosse necessário ter um drone. Por outro lado, é uma solução que não está ao alcance de qualquer empresa.

A Aurora realça que os seus drones podem ser lançados com um custo muito inferior ao de um satélite, e que a sua autonomia, na ordem dos meses, é muito superior ao dos drones solares convencionais.

“O Odysseus tem uma autonomia de que nenhum outro drone semelhante é capaz, e pode transportar instrumentos de investigação científica que o transformam numa plataforma de eleição para a pesquisa meteorológica e atmosférica, que será o seu primeiro papel”, explica Langford. “O Odysseus vai mudar o Mundo“.

O Odysseus está também apto para missões de vigilância, comunicações e conectividade, podendo assumir o papel que o Facebook tinha planeado para o seu projecto Aquila há alguns anos – tornando-se assim uma alternativa viável para dotar o planeta de uma rede de comunicações global e levar a Internet aos cantos mais distantes do Mundo.

Mas primeiro, será preciso demonstrar que um colossal drone solar consegue mesmo manter-se no ar durante meses… a cumprir a sua missão, qualquer que ela seja.

O primeiro voo do Odysseus, que partirá de Porto Rico, está agendado para o dia 23 de Abril de 2019, data do 31º aniversário do voo do Daedalus sobre o mar Egeu.

ZAP // Aberto até de Madrugada

Por AadM
18 Novembro, 2018

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