3082: Cientistas estão a testar material à prova de mordida de tubarão

CIÊNCIA

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Carcharodon carcharias, conhecido pelo nome comum de tubarão-branco

Depois de serem testados em laboratório, os cientistas testaram os dois novos materiais em mar aberto, com tubarões-brancos a sério. 

Ocasionalmente, banhistas ou surfistas são atacados por tubarões em algumas partes do mundo, ficando por vezes gravemente feridos. Agora, avança o IFLScience, cientistas da Universidade Flinders, na Austrália, estão a testar a eficácia de um novo material que pode reduzir os ferimentos causados por mordidas de tubarão.

Os investigadores analisaram dois novos tecidos em laboratório — SharkStop e ActionTX —, que são feitos com fibra de polietileno incorporada em neopreno (um polímero sintético muito resistente), avaliando quão bem sobreviveram a perfurações e lacerações.

No laboratório, ambos foram mais resistentes a picadas simuladas do que o neopreno comum, apresentando perfurações e lacerações menores e mais superficiais do que outros materiais.

De seguida, a equipa colocou-os à prova em mar aberto, com tubarões-brancos a sério. Para isso, criaram uma mistura de gelatina e uma espuma especial para imitar a consistência da carne e do osso humano, respectivamente, e cobriram-nos com os materiais. Também colocaram sensores, o que lhes permitiu medir a força da mordida.

Para testar os materiais de neopreno, os investigadores envolveram-nos em torno de tábuas de madeira cobertas de espuma para avaliar a facilidade com que foram rasgadas ou perfuradas.

No geral, escreve o mesmo site, os materiais exigiram maior força de mordida para serem danificados e obtiveram marcas menores do que os materiais menos protectores, sugerindo que ambos poderão ser ferramentas úteis para minimizar o sangramento causado por mordidas de tubarão.

Embora sejam resultados promissores (que agora podem ser consultados na PLOS ONE), os investigadores dizem que são necessárias mais pesquisas para determinar quão bem os materiais reduzem os danos físicos nas pessoas. A equipa também observa que estes materiais podem não ser tão leves e flexíveis como os fatos de mergulho tradicionais.

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Por ZAP
23 Novembro, 2019