“Quando o ovni me girou, eu não me senti tonto”

Investigadores de ovnis procuram alienígenas budistas na Tailândia

© Mike Blake

O topo de uma colina, no centro da Tailândia, está a atrair pesquisadores de ovnis, que acreditam que há extraterrestres que pairam sobre uma enorme estátua de Buda, enviam comunicados telepáticos, atravessam campos de cana de açúcar próximos e usam um lago cheio de crocodilos como um portal de acesso para os seus planetas – Plutão e Loku.

Embora possa parecer ficção científica, um pequeno grupo de indivíduos afirma que as mensagens dos alienígenas, que chegam através de naves espaciais, também incluem muitos ensinamentos religiosos tradicionais – o que leva os cientistas a acreditarem que os extraterrestres são budistas.

Os seguidores destes seres acreditam que se as pessoas meditarem na colina de Khao Kala, nos arredores de Nakhon Sawan, podem ouvir as criaturas de prata como vozes reais dentro das suas cabeças, a falar em qualquer idioma.

O Governo está a tentar proibir as reuniões dos pesquisadores, porque as actividades do grupo causaram problemas às autoridades tailandesas nas últimas semanas. Os funcionários do Governo ficaram alarmados quando os pesquisadores de ovnis -objectos voadores não identificados – começaram a aglomerar-se na colina de Khao Kala para verem e conversarem com os extraterrestres.

Os visitantes podem subir ao topo da colina e ver a grande estátua de Buda e a “pegada de Buda” nas proximidades, que são locais de culto público. A lei proíbe qualquer pessoa de viver ou passar a noite em tais zonas, incluindo os investigadores de ovnis, que anteriores chegaram a armar tendas no local.

© Jim Urquhart

© Jim Urquhart

“Quando o OVNI me girou, eu não me senti tonto”.

Quanto às origens da suposta atractividade da colina aos extraterrestres, os crentes dizem que tudo começou em 1997, quando o sargento-mor Cherd Chuensamnaun, aposentado da meditação budista, recebeu mensagens mentais do que ele insistia serem criaturas alienígenas.

“Pedi ao meu pai que dissesse aos alienígenas que se mostrassem”, disse Wassana, a sua filha.

“No dia seguinte, os alienígenas enviaram energia para eu girar o meu irmão e o meu cunhado.”

Wassana disse que os dois homens foram arrancados do sofá da sala e girados simultaneamente para fora de casa, em direcção ao quintal.

“Senti que as minhas pernas e os meus braços tinham de girar”, acrescenta o cunhado de Wassana, Jaroen Raepeth.

“Eu não me pude controlar por quatro ou cinco minutos. Eu não senti medo.”

msn notícias
SIC Notícias
06/10/2019

 

 

2461: Morreu Marium, o mais famoso dugongo da Tailândia. Comeu plástico

CIÊNCIA

(dr)

Quando foi resgatado, em Abril, tornou-se uma estrela na Tailândia. O dugongo órfão, chamado Marium, acabou por morrer este sábado, devido a uma infecção causada pela ingestão de plástico, de acordo com os veterinários que cuidaram do mamífero na ilha de Koh Libong, na província de Trang, no sul da Tailândia.

Uma equipa de cerca de 10 veterinários e 40 voluntários cuidou de Marium nas águas pouco profundas de Koh Libong, depois de descobrir o animal sozinho e desnutrido. A equipa disse que a morte do dugongo deveria servir como um alerta sobre os efeitos dos resíduos de plástico na vida selvagem.

Cerca de quatro meses depois de ser encontrado, Marium tornou-se famoso após circularem na Internet imagens tiradas pelos veterinários que cuidaram da cria. Na semana passada, o dugongo começou a mostrar sinais de stress e a recusar alimentar-se.

Na quarta-feira, Marium foi transferido para um tanque para ser seguido mais de perto pela equipa de veterinários, conta o jornal britânico The Guardian, mas acabou por morrer nesta manhã de sábado.

Segundo os veterinários, a autópsia revelou que pequenos pedaços de plástico tinham entupido e inflamado os intestinos do mamífero, causando uma infeção que levou à sua morte. Foram ainda encontrados hematomas no corpo de Marium, que podem ter sido causados pelo ataque de outro dugongo.

“Estamos todos tristes com esta perda “, disse Nantarika Chansue, directora da unidade de medicina animal da Universidade Chulalongkorn, em Banguecoque.

No mês passado, em Koh Libong, quando Marium estava ainda de boa saúde, Chansue expressou preocupação com a possibilidade de algo acontecer aos dugongos. “Uma coisa para a qual não estamos preparados é se houver uma emergência”, disse. “No caso de algo acontecer… estamos bem longe da terra [principal]. Preparámos equipamentos de emergência… [mas] tudo é possível “, vaticinou.

Um segundo dugongo órfão, que é mais novo que Marium e foi encontrado em Junho perto do local de onde foi resgatado o irmão, está a ser vigiado no Centro de Biologia Marinha de Phuket. Jamil e Marium deveriam ser lançados ao mar quando atingissem os 18 meses, a idade em que os dugongos deixam as mães.

Os dugongos apresentam comportamentos e aparências semelhantes aos manatins, mas a cauda de um dugongo é muito semelhante à de uma baleia. São uma espécie solitária e as fêmeas dão à luz a apenas uma cria, após uma gestação de um ano, ajudando-as a alcançar a superfície da água para respirarem pela primeira vez.

As progenitoras e crias têm um laço muito próximo, nunca as abandonando e mantendo sempre contacto com a cria. Os historiadores acreditam que os dugongos e os manatins serviram de inspiração para os contos sobre criaturas marinhas sobrenaturais.

ZAP //

Por ZAP
17 Agosto, 2019

Por Julien Willem – Obra do próprio, CC BY-SA 3.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=4447582

 

2226: O T-Rex tem dois novos primos tailandeses

PALEONTOLOGIA

Universidade de Bonn

Duas novas espécies de dinossauros, que eram predadores eficientes e parentes distantes do Tiranossauro-Rex, foram identificadas em restos fósseis encontrados há 30 anos na Tailândia, revelou a Universidade de Bonn, na Alemanha.

Há três décadas, o Museu de Sirindhorn, no sul da Tailândia, recebeu ossos fossilizados de dinossauros que nunca foram analisados em detalhe. “Há cinco anos encontrei estas descobertas durante a minha pesquisa, explicou Adun Samathi, paleontólogo tailandês que está a fazer o seu doutoramento no Instituto Steinmann de Geologia, Mineração e Paleontologia da Universidade de Bonn.

Depois de “tropeçar” no achado, o investigador levou alguns moldes dos fósseis para serem analisados juntamente com o seu orientador, o professor Martin Sander, recorrendo a tecnologias mais avançadas.

Os resultados da investigação mostram uma nova visão sobre a história dos megaraptors, um grupo de dinossauros de grandes dimensões, que inclui, por exemplo, o T-Rex e que agora tem duas novas espécies conhecidas.

À semelhança do “primo” T-Rex, as novas espécies também corriam sobre as suas patas traseiras. Em sentido oposto, estes familiares tinham braços fortes dotados com grandes garras. Além disso, tinham também cabeças mais delicadas e um focinho largo.

“Conseguimos atribuir os ossos [fossilizados] a um novo megaraptor, que chamamos de Phuwiangvenator yaemniyomi“, revelou Samathi, citado em comunicado.

O nome escolhido, recorda, por um lado, refere-se a Phuwiang, uma área no noroeste da Tailândia, e, por outro lado, tem também a referência ao cientista responsável pela descoberta do primeiro fóssil de dinossauro tailandês.

O investigador revelou ainda mais alguns detalhes sobre o Phuwiangvenator yaemniyomi: era, provavelmente, um corredor rápido com cerca de seis metros de comprimento, ou seja, menor do que o T-Rex (12 metros.)

Quanto à segunda nova espécie descoberta, o estudante afirma que há menos informação. Os ossos identificados também pertencem a um megaraptor, que era um pouco mais pequeno, medindo cerca de 4,5 metros.

O material analisado não foi suficiente para precisar a sua ascendência com exactidão, mas os cientistas acreditam que este seja um outro primo do T-Rex, tendo-lhe atribuído o nome de Vayuraptor nongbualamphuenisis.

“Talvez a situação [das duas novas espécies] possa ser comparada à [situação] dos grandes felinos africanos”, explica Samathi. “Se Phuwiangvenator fosse um leão, Vayuraptor seria um chita”, rematou o estudante.

Os resultados da investigação foram esta semana publicados na revista científica especializada Acta Palaeontologica Polonica.

ZAP //

Por ZAP
24 Junho, 2019

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