4302: Paleontólogos estimam o peso de um T-Rex

CIÊNCIA/PALEONTOLOGIA

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Os espécimes de Tyrannosaurus rex pesavam aproximadamente sete toneladas, de acordo com uma investigação levada a cabo por cientistas australianos e canadianos que criaram um novo método para chegar a este valor.

No novo estudo, cujos resultados foram recentemente publicados na revista Biological Reviews, os cientistas frisam que o método pelo qual a massa de um dinossauro é calculada tem sido um assunto bastante discutido pelos especialistas, uma vez os ossos dos espécimes têm sido utilizados para determinar o seu tamanho mas não o seu peso.

“O tamanho o corpo, particularmente a massa corporal, determina quase todos os aspectos da vida de um animal, incluindo a sua dieta, reprodução e movimentos”, disse o líder da investigação, Nicolás E. Campione, citado pelo portal Phys.org.

“Se soubermos que temos uma boa estimativa da massa corporal de um dinossauro, teremos então um ponto forte de partida para estudar e compreender a sua vida”, disse.

Segundo o estudo, o emblemático “rei” dos dinossauros, extinto há 66 milhões de anos, pesava cerca de sete toneladas. A massa deste tipo de dinossauros poderia variar entre 5 a 10 toneladas, uma vez que os tiranossauros entra diferentes entre si.

Para chegar a este valor, a equipa liderado por Campione recolheu e analisou um extenso banco de dados com estimativas sobre a massa corporal de dinossauros que remontam a 1905, visando perceber se as diferentes abordagens para calcular a massa destes animais estão a esclarecer ou a complicar o trabalho científico.

O líder da investigação frisou que existem duas formas principais para calcular a massa de animais fossilizados: medindo e dimensionando os ossos em animais vivos e comparando-os depois com os dos dinossauros ou calcular o volume das reconstruções tridimensionais que se aproximam da aparência do animal da realidade.

Ambos os métodos têm base científica e tem dado origem a inúmeros estudos, alguns dos quais com resultados bastante diferentes: por exemplo, a estimativa de massa para o maior predador terrestre de sempre, o T-Rex, varia de três a 18 toneladas.

Os métodos “complementa-se”, disse ainda Campione, antes de concluir: “É apenas através do uso combinado destes métodos e através da compreensão dos seus limites e incertezas que podemos começar a revelar a vida destes e de outros animais extintos”.

Os pequenos braços do T-Rex tinham uma função assustadora

Um dos maiores e mais aterrorizantes predadores que já existiu foi o Tiranossauro Rex, um dinossauro enorme com braços desproporcionais….

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9 Setembro, 2020

 

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3725: Afinal, as pernas longas do T. Rex não foram feitas para correr

CIÊNCIA/PALEONTOLOGIA

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Cientistas sugerem que as pernas longas evoluíram entre grandes dinossauros, como o Tyrannosaurus rex, para ajudá-los a economizar energia enquanto percorriam grandes distâncias.

De acordo com o site IFLScience, esta descoberta dá-nos uma nova imagem destes predadores, uma vez que os cientistas sempre assumiram que as pernas longas serviam para lhes dar velocidade quando caçavam presas ou precisavam de fugir.

“A suposição tende a ser que os animais com adaptações para correr, como pernas longas, são adaptados para uma velocidade máxima mais alta, mas este estudo mostra que há mais corrida do que velocidade máxima”, afirma em comunicado Thomas Holtz, professor do Departamento de Geologia da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos.

“No caso de um grande animal, estas adaptações também podem estar ligadas à resistência e à eficiência. Pode ser mais um maratonista do que um velocista”, acrescenta o investigador, cujo estudo foi publicado, na semana passada, na revista científica PLOS One.

A equipa chegou a essa conclusão depois de ter analisado várias métricas como as proporções dos membros, a proporção de tamanho, a massa corporal e a maneira de andar para estimar as velocidades máximas de mais de 70 espécies de terópodes, grupo de dinossauros no qual se inclui o famoso Tyrannosaurus rex.

Pensava-se que a locomoção bípede era a chave do seu sucesso, mas o novo estudo revelou uma história mais subtil. As análises mostraram que pernas mais longas eram boas para correr no caso de dinossauros pequenos e médios, mas, para espécies acima dos 998 quilos, provavelmente não traziam benefício no que toca à velocidade. Isto significa que os grandes dinossauros provavelmente não eram mais rápidos do que os mais pequenos, mas podiam mover-se com mais eficiência.

Ao calcular a quantidade de energia que cada dinossauro gastava enquanto se movia numa velocidade de caminhada, os cientistas descobriram que entre os maiores dinossauros, aqueles com pernas mais longas precisavam de menos energia para caminhar.

“Isto era realmente muito benéfico, porque os predadores costumavam gastar grande parte do seu tempo a procurar presas. Se estavam a consumir menos energia durante essa parte do dia, era uma forma de poupança de energia que os dinossauros com pernas mais curtas não possuíam”, conclui Holtz.

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22 Maio, 2020

 

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3716: Descoberto novo “primo” do T-rex, desdentado e de pescoço comprido

CIÊNCIA/PALEONTOLOGIA

Ruairidh Duncan

Uma nova espécie de dinossauro da família do T-rex foi descoberta na Austrália. Os paleontólogos acreditam que o dinossauro perdia os dentes à medida que ia envelhecendo.

Uma equipa de paleontólogos descobriu, na Austrália, uma nova espécie de dinossauro da mesma família do famoso Tyrannosaurus rex e do Velociraptor. A criatura tinha algumas características diferentes do T-rex, já que não tinha dentes, tinha um longo pescoço e uma dieta incomum.

Pelo que os cientistas apuraram, apenas os espécimes mais jovens tinham dentes. À medida que cresciam, iam perdendo a dentição, deixando-os com um bico pontiagudo. Isto sugere que seriam carnívoros quando eram jovens, mas evoluiriam para uma dieta mais vegetariana conforme iam envelhecendo.

“Estes são alguns dos dinossauros terópodes mais intrigantes, como são conhecidos por estes poucos fósseis”, disse ao The Guardian Steve Brusatte, paleontólogo da Universidade de Edimburgo, que não participou no estudo. “Eles parecem ter sido terópodes levemente construídos, de corrida rápida e pescoço longo, que trocavam a dieta carnívora dos seus ancestrais e tornavam-se omnívoros”.

Com apenas dois metros, o dinossauro tinha algumas características comuns à sua família. Andava sobre duas penas, tinha dois pequenos braços e poderia até ter penas, escreve o New Atlas.

Sem ainda ter um nome oficial para a espécie, os especialistas baptizaram o espécime de “Eric”, em honra ao local onde foi descoberto: Eric the Red West, em Vitória, na Austrália.

A equipa de paleontólogos identificou esta nova espécie através de um único osso do pescoço de Eric, descoberto em 2015. Isto leva a que os especialistas não estejam seguros em relação às conclusões retiradas. O osso tinha apenas 5 centímetros de comprimento e pensava-se pertencer a um pterossauro.

“As vértebras do pescoço dos pterossauros são muito distintivas”, explica Adele Pentland, autora do estudo publicado este mês na revista científica Gondwana Research. “Em todos os pterossauros conhecidos, o corpo da vértebra possui uma cavidade na extremidade da cabeça e uma bola na extremidade do corpo. Esta vértebra tinha cavidades nas duas extremidades, portanto não poderia ser de um pterossauro”.

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20 Maio, 2020

 

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3301: Afinal, pode nunca ter existido uma espécie de T-rex anão

CIÊNCIA/PALEONTOLOGIA

Zissoudisctrucker / Flickr
Jane, Tyrannosaurus rex exposto no Burpee Museum of Natural History,

Durante três décadas, paleontólogos de todo o mundo não conseguiram chegar a um consenso sobre esta questão: Existiu, ou não, uma espécie de tiranossauro anão?

Em 1988, o paleontólogo Robert Bakker e os seus colegas do Museu de História Natural de Cleveland, nos Estados Unidos, reclassificaram um espécime descoberto em 1942, tornando-se o primeiro exemplar de uma nova pequena espécie baptizada Nanotyrannus, escreve o Science Alert.

Então, em 2001, outra equipa de cientistas descobriu o esqueleto quase completo de um pequeno tiranossauro perto de Ekalaka, Montana, na famosa Formação Hell Creek. O animal, baptizado com o nome Jane, era um pouco maior do que um cavalo de tracção e foi classificado como um Tyrannosaurus rex jovem.

No entanto, uma minoria de especialistas continuou a insistir que pertencia à nova espécie Nanotyrannus, baseando-se na morfologia do crânio e dos ossos, que diziam ser diferente da dos T-Rex adultos.

Esta quarta-feira, num estudo publicado na revista Science Advances, investigadores liderados por Holly Woodward, da Universidade Estatal de Oklahoma, realizaram uma análise microscópica em amostras do interior dos ossos da tíbia e do fémur de Jane, bem como de outro fóssil menos completo chamado Petey.

Esta técnica, conhecida como paleohistologia, confirmou que ambos eram indivíduos imaturos, não adultos, e, por extensão, os autores do estudo consideram pouco provável a existência dos Nanotyrannus.

O tamanho das aberturas dos vasos sanguíneos revelou ainda que os dois dinossauros ainda estavam numa fase de crescimento rápido no momento da sua morte. Se fossem adultos, essa vascularização teria sido menos proeminente.

A equipa também foi capaz de contar os anéis de crescimento nos ossos de cada, da mesma forma que se pode determinar a idade de uma árvore: 13 anos para Jane e 15 para Petey.

Jane, que pesava apenas uma tonelada, morreu antes de atingir a fase de crescimento exponencialmente rápido que normalmente a levaria a um peso adulto de cerca de dez toneladas.

“Toda a gente adora os T-Rex, mas não sabemos muito sobre como cresciam. É provavelmente o dinossauro mais famoso do mundo, e na maioria das vezes só temos esqueletos realmente grandes”, conclui Woodward.

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3 Janeiro, 2020

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2756: T. Rex podia esmagar um carro nas suas mandíbulas (sem danificar o próprio crânio)

CIÊNCIA

David Monniaux / wikimedia
Fóssil de Tyranossaurus Rex

Investigadores descobriram que o rei dos dinossauros tinha um crânio rígido, como os dos crocodilos e das hienas modernos.

Entre todos os animais, extintos ou não, não há dúvida de que o Tyrannosaurus rex tinha a mordida mais forte de sempre. O rei dos dinossauros era capaz de morder ossos sólidos, mas os paleontólogos estavam há muito desconcertados com a forma como o conseguiam fazer (sem partir o próprio crânio).

De acordo com o Business Insider, uma equipa de investigadores descobriu que este dinossauro tinha um crânio rígido, como os dos crocodilos e das hienas modernos, em vez de um crânio flexível, como pássaros e répteis. Essa rigidez permitiu ao T. rex morder as suas infelizes presas com uma força superior a sete toneladas.

“As forças mais altas no T. rex que conseguimos estimar foram de 64 mil newtons, o que representa cerca de 7,1 toneladas de força”, disse Ian Cost, autor principal do estudo publicado na revista científica The Anatomical Record.

Em termos de comparação, os crocodilos de-água-salgada dos dias de hoje, que detêm o maior recorde de mastigação de qualquer animal vivo, têm uma força de 16.460 newtons, ou seja, apenas 25% da força de um T. rex.

Anteriormente, os cientistas haviam sugerido que o crânio do T. rex — com cerca de 1,8 metros de comprimento e 1,2 metros de altura — possuía articulações flexíveis, uma característica chamada cinesia craniana.

Porém, Cost afirma que esta teoria não se enquadrava com aquilo que os cientistas observavam nos predadores modernos, como os crocodilos, que têm pouca ou nenhuma cinesia craniana.

cheungchungtat / Deviant Art

Por isso, a equipa modelou como os crânios e as mandíbulas de papagaios e lagartixas funcionavam — dois animais com crânios móveis —, tendo aplicado depois esses movimentos a um crânio de T. rex. “O que descobrimos foi que o crânio do T. rex, na verdade, não reage bem ao movimento e prefere não se mover”, disse Cost.

De acordo com Casey Holliday, co-autor do estudo, há uma troca entre movimento e estabilidade quando uma criatura morde com muita força. Os pássaros e os lagartos, por exemplo, têm mais movimento mas menos estabilidade. Menos estabilidade à mordida e amplitude de movimento limitam a quantidade de força de mordida que um animal pode conseguir.

Mark Norell, curador do Museu Americano de História Natural, descreveu o T. rex como “um caçador de cabeças”, já que o predador tinha a rara capacidade de morder ossos sólidos e digeri-los.

Segundo Cost, um crânio rígido fez com que o T. rex pudesse morder ossos e, assim, ser  “capaz de produzir força suficiente para esmagar alguns carros, mas talvez não todos”.

O cientista acrescenta que aplicar 7,1 toneladas de força da mordida do T. rex “através de um dente ou dois no impacto resulta em incríveis libras por polegada quadrada (psi) de pressão que podem perfurar muitos veículos, incluindo os pneus Jeep”.

Cost afirma que os resultados do seu estudo, que indicam que o crânio do T. rex manipulava presas de forma semelhante à de uma hiena, pode lançar novas luzes sobre este debate. “As hienas são caçadoras e necrófagas. Acho que o T. rex era um caçador e um necrófago oportunista”, conclui.

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3 Outubro, 2019

 

2226: O T-Rex tem dois novos primos tailandeses

PALEONTOLOGIA

Universidade de Bonn

Duas novas espécies de dinossauros, que eram predadores eficientes e parentes distantes do Tiranossauro-Rex, foram identificadas em restos fósseis encontrados há 30 anos na Tailândia, revelou a Universidade de Bonn, na Alemanha.

Há três décadas, o Museu de Sirindhorn, no sul da Tailândia, recebeu ossos fossilizados de dinossauros que nunca foram analisados em detalhe. “Há cinco anos encontrei estas descobertas durante a minha pesquisa, explicou Adun Samathi, paleontólogo tailandês que está a fazer o seu doutoramento no Instituto Steinmann de Geologia, Mineração e Paleontologia da Universidade de Bonn.

Depois de “tropeçar” no achado, o investigador levou alguns moldes dos fósseis para serem analisados juntamente com o seu orientador, o professor Martin Sander, recorrendo a tecnologias mais avançadas.

Os resultados da investigação mostram uma nova visão sobre a história dos megaraptors, um grupo de dinossauros de grandes dimensões, que inclui, por exemplo, o T-Rex e que agora tem duas novas espécies conhecidas.

À semelhança do “primo” T-Rex, as novas espécies também corriam sobre as suas patas traseiras. Em sentido oposto, estes familiares tinham braços fortes dotados com grandes garras. Além disso, tinham também cabeças mais delicadas e um focinho largo.

“Conseguimos atribuir os ossos [fossilizados] a um novo megaraptor, que chamamos de Phuwiangvenator yaemniyomi“, revelou Samathi, citado em comunicado.

O nome escolhido, recorda, por um lado, refere-se a Phuwiang, uma área no noroeste da Tailândia, e, por outro lado, tem também a referência ao cientista responsável pela descoberta do primeiro fóssil de dinossauro tailandês.

O investigador revelou ainda mais alguns detalhes sobre o Phuwiangvenator yaemniyomi: era, provavelmente, um corredor rápido com cerca de seis metros de comprimento, ou seja, menor do que o T-Rex (12 metros.)

Quanto à segunda nova espécie descoberta, o estudante afirma que há menos informação. Os ossos identificados também pertencem a um megaraptor, que era um pouco mais pequeno, medindo cerca de 4,5 metros.

O material analisado não foi suficiente para precisar a sua ascendência com exactidão, mas os cientistas acreditam que este seja um outro primo do T-Rex, tendo-lhe atribuído o nome de Vayuraptor nongbualamphuenisis.

“Talvez a situação [das duas novas espécies] possa ser comparada à [situação] dos grandes felinos africanos”, explica Samathi. “Se Phuwiangvenator fosse um leão, Vayuraptor seria um chita”, rematou o estudante.

Os resultados da investigação foram esta semana publicados na revista científica especializada Acta Palaeontologica Polonica.

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24 Junho, 2019

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677: Afinal, o T-Rex tinha a língua colada no fundo da boca

(CC0/PD) pxhere

O mito chegou ao fim. A imagem feroz e clássica que temos de dinossauros como o T-Rex foi agora posta em causa, depois de uma recente investigação ter revelado que estes animais tinham a língua colada no fundo da boca.

A maior parte dos dinossauros, incluindo o Tiranossauro Rex, não conseguiam fazer grandes movimentos com a sua língua. À semelhança dos crocodilos, a maior parte dos dinossauros tinham as suas línguas firmemente coladas ao fundo da boca.

Fósseis descobertos por arqueólogos no norte da China contradizem as imagens de dinossauros que são muitas vezes divulgadas. Não! O Tiranossauro Rex não tem a língua igual à dos lagartos.

“Os dinossauros foram retratados de uma maneira errada por um longo período de tempo”, disse a investigadora Julia Clarke, da Universidade do Texas, em Austin.

Segundo os investigadores da Universidade do Texas e da Academia Chinesa de Ciências, cujo trabalho foi esta quinta-feira publicado na PLOS One, a conclusão é válida para a maioria dos dinossauros.

A chave para esta brilhante conclusão está num osso particular e delicado, o osso hioide, que está na base da língua. “A língua é muitas vezes esquecida, mas ela oferece-nos informação muito importante sobre os estilos de vida dos animais extintos”, diz, em comunicado, o autor principal do artigo científico, Zhiheng Li.

Depois de analisarem os fósseis de várias espécies de dinossauros, incluindo o T-Rex, os investigadores concluíram que estão mais próximos dos jacarés e crocodilos, com uma língua que era pouco móvel.

“Na maioria dos dinossauros, os ossos da língua são muito curtos e nos crocodilianos que têm um osso curto, a língua está completamente presa ao fundo da boca”, diz Clarke.

Isto significa que quando vemos um dinossauro na televisão a emitir sons verdadeiramente assustadores, ou quando os vemos a voar com a língua de fora, estamos a ser completamente enganados.

ZAP // Lusa

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22 Junho, 2018

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