2227: O T-Rex tem dois novos primos tailandeses

PALEONTOLOGIA

Universidade de Bonn

Duas novas espécies de dinossauros, que eram predadores eficientes e parentes distantes do Tiranossauro-Rex, foram identificadas em restos fósseis encontrados há 30 anos na Tailândia, revelou a Universidade de Bonn, na Alemanha.

Há três décadas, o Museu de Sirindhorn, no sul da Tailândia, recebeu ossos fossilizados de dinossauros que nunca foram analisados em detalhe. “Há cinco anos encontrei estas descobertas durante a minha pesquisa, explicou Adun Samathi, paleontólogo tailandês que está a fazer o seu doutoramento no Instituto Steinmann de Geologia, Mineração e Paleontologia da Universidade de Bonn.

Depois de “tropeçar” no achado, o investigador levou alguns moldes dos fósseis para serem analisados juntamente com o seu orientador, o professor Martin Sander, recorrendo a tecnologias mais avançadas.

Os resultados da investigação mostram uma nova visão sobre a história dos megaraptors, um grupo de dinossauros de grandes dimensões, que inclui, por exemplo, o T-Rex e que agora tem duas novas espécies conhecidas.

À semelhança do “primo” T-Rex, as novas espécies também corriam sobre as suas patas traseiras. Em sentido oposto, estes familiares tinham braços fortes dotados com grandes garras. Além disso, tinham também cabeças mais delicadas e um focinho largo.

“Conseguimos atribuir os ossos [fossilizados] a um novo megaraptor, que chamamos de Phuwiangvenator yaemniyomi“, revelou Samathi, citado em comunicado.

O nome escolhido, recorda, por um lado, refere-se a Phuwiang, uma área no noroeste da Tailândia, e, por outro lado, tem também a referência ao cientista responsável pela descoberta do primeiro fóssil de dinossauro tailandês.

O investigador revelou ainda mais alguns detalhes sobre o Phuwiangvenator yaemniyomi: era, provavelmente, um corredor rápido com cerca de seis metros de comprimento, ou seja, menor do que o T-Rex (12 metros.)

Quanto à segunda nova espécie descoberta, o estudante afirma que há menos informação. Os ossos identificados também pertencem a um megaraptor, que era um pouco mais pequeno, medindo cerca de 4,5 metros.

O material analisado não foi suficiente para precisar a sua ascendência com exactidão, mas os cientistas acreditam que este seja um outro primo do T-Rex, tendo-lhe atribuído o nome de Vayuraptor nongbualamphuenisis.

“Talvez a situação [das duas novas espécies] possa ser comparada à [situação] dos grandes felinos africanos”, explica Samathi. “Se Phuwiangvenator fosse um leão, Vayuraptor seria um chita”, rematou o estudante.

Os resultados da investigação foram esta semana publicados na revista científica especializada Acta Palaeontologica Polonica.

ZAP //

Por ZAP
24 Junho, 2019

677: Afinal, o T-Rex tinha a língua colada no fundo da boca

(CC0/PD) pxhere

O mito chegou ao fim. A imagem feroz e clássica que temos de dinossauros como o T-Rex foi agora posta em causa, depois de uma recente investigação ter revelado que estes animais tinham a língua colada no fundo da boca.

A maior parte dos dinossauros, incluindo o Tiranossauro Rex, não conseguiam fazer grandes movimentos com a sua língua. À semelhança dos crocodilos, a maior parte dos dinossauros tinham as suas línguas firmemente coladas ao fundo da boca.

Fósseis descobertos por arqueólogos no norte da China contradizem as imagens de dinossauros que são muitas vezes divulgadas. Não! O Tiranossauro Rex não tem a língua igual à dos lagartos.

“Os dinossauros foram retratados de uma maneira errada por um longo período de tempo”, disse a investigadora Julia Clarke, da Universidade do Texas, em Austin.

Segundo os investigadores da Universidade do Texas e da Academia Chinesa de Ciências, cujo trabalho foi esta quinta-feira publicado na PLOS One, a conclusão é válida para a maioria dos dinossauros.

A chave para esta brilhante conclusão está num osso particular e delicado, o osso hioide, que está na base da língua. “A língua é muitas vezes esquecida, mas ela oferece-nos informação muito importante sobre os estilos de vida dos animais extintos”, diz, em comunicado, o autor principal do artigo científico, Zhiheng Li.

Depois de analisarem os fósseis de várias espécies de dinossauros, incluindo o T-Rex, os investigadores concluíram que estão mais próximos dos jacarés e crocodilos, com uma língua que era pouco móvel.

“Na maioria dos dinossauros, os ossos da língua são muito curtos e nos crocodilianos que têm um osso curto, a língua está completamente presa ao fundo da boca”, diz Clarke.

Isto significa que quando vemos um dinossauro na televisão a emitir sons verdadeiramente assustadores, ou quando os vemos a voar com a língua de fora, estamos a ser completamente enganados.

ZAP // Lusa

Por ZAP
22 Junho, 2018

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