3508: Ida à Lua em risco de não cumprir meta de 2024

CIÊNCIA/ESPAÇO/LUA

Neil Armstrong é também o primeiro homem a deixar uma pegada na Lua NASA

A NASA teve de suspender as actividades em dois centros de desenvolvimento devido à detecção de um trabalhador infectado com Covid-19

A pandemia gerada pelo novo coronavírus obrigou a NASA a encerrar dois centros de produção de lançadores – e na indústria aeroespacial já há quem admita que esse encerramento poderá levar a um adiamento do regresso à Lua com missões tripuladas, que a agência espacial dos EUA agendou para 2024.

“Sabemos que vai haver impactos nas missões espaciais da NASA, mas à medida que as nossas equipas têm vindo a trabalhar para ter uma análise completa dos cenários e reduzir riscos, decidimos que a nossa principal prioridade é a saúde e a segurança dos trabalhadores da NASA”, referiu Jim Bridenstine, administrador da NASA, num comunicado citado pela Reuters, que não fornece detalhes sobre o período de suspensão de actividades ou o eventual adiamento da ida à Lua.

Michoud Assembly Facility, Nova Orleães, e o Stennis Space Center, no condado de Hancock são os dois centros afetados pelas medidas agora anunciadas pelos responsáveis da NASA. Por serem considerados centros de desenvolvimento prioritários, estes dois centros não foram abrangidos inicialmente pelas medidas de isolamento, que levaram a maioria dos trabalhadores da NASA a deslocar os respectivos locais de trabalho para casa. Contudo, a deteção de um caso de infecção por Covid-19 entre um dos trabalhadores levou a alargar a lógica de teletrabalho para esses dois centros.

Da actividade dos dois centros agora suspensos depende o desenvolvimento do Space Launch System, que deverá dar a conhecer uma nova geração de lançadores, e ainda a cápsula tripulada que dá pelo nome de Orion, que tem em vista o transporte de humanos para a Lua e, posteriormente, para Marte.

Exame Informática
20.03.2020 às 15h59
Hugo Séneca

 

spacenews

 

3482: Lembra-se do SETI@Home? Projecto entra em pausa e não encontrou vida extraterrestre

CIÊNCIA/INTERNET

Há projectos que se mantêm na Internet ao longo de décadas e que todos abraçam de forma desinteressada e com o intuito de ajudar. O SETI@Home foi um desses casos, que durante 21 anos esteve activo e a pesquisar activamente por vida extraterrestre.

Este projecto chega agora ao fim, de forma abrupta e sem uma grande justificação. O longo destes anos de avaliação de dados, poucos foram os resultados práticos conhecidos, mesmo com toda a ajuda dos utilizadores. O SETI@Home entra em pausa e infelizmente não encontrou vida extraterrestre.

Projecto para encontrar vida extraterrestre

Os leitores mais antigos do Pplware lembram-se de certeza do projecto SETI@Home. Este destinava-se principalmente a fazer a computação de dados de forma distribuída, usando os computadores e o poder computacional oferecido pelos muitos utilizadores.

Estes dados eram recolhidos de forma central, sendo sons rádio obtidos do espaço. Depois, e em pequenos blocos de informação, eram posteriormente enviados para os computadores remotos para serem analisados, processados e avaliados.

UC Berkeley SETI

@BerkeleySETI

Thanks to the many volunteers who have helped crunch data for SETI@home in the last two decades. On March 31, the project will stop sending out new work to users, but this is not the end of public engagement in SETI research.

 

O fim do SETI@Home

Pois o SETI@Home prepara-se para ser colocado em pausa, sem data ou certeza de retorno. Será já no dia 31 de Março que esta informação deixará de ser enviada para os voluntários, terminando assim todo o processo de avaliação dos dados.

Segundo os mentores do projecto, as razões para o fim deste projecto são duas. A primeira está no facto deste ter atingido um ponto de retornos cada vez menores, uma vez que avaliou todos os dados necessários por agora. A segunda é mais simples e centra-se na necessidade de avaliar os dados que foram retornados pelos utilizadores.

Uma pausa para avaliação

Ao ser colocado em pausa, o projecto não desaparecerá. Tanto o site como os seus fóruns vão ser mantidos activos e em funcionamento. Vai ainda ser procurado outro projecto onde esta rede de computação possa ser usada.

Este foi um dos maiores projectos já lançados na Internet. Tem cerca de 1,8 milhões de utilizadores e 148 mil máquinas que correm o seu software. É um dos maiores projectos assentes na infra-estrutura BOINC (Berkeley Open Infrastructure for Network Computing), tendo feito a mudança em 2014, o que não agradou sobretudo aos utilizadores.

pplware
04 Mar 2020

Fui um dos pioneiros deste projecto e do Projecto Einstein.

 

spacenews

 

1128: Rússia suspende lançamentos espaciais tripulados após incidente na Soyuz

NASA
Cápsula russa Soyuz acoplada à Estação Espacial Internacional

A NASA decidiu esta quinta-feira que vão ser enviados de avião para Moscovo os dois astronautas da Rússia e dos Estados Unidos que foram obrigados a uma aterragem de emergência no cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão.

Os astronautas Alexei Ovichinin, da Roscosmos, e Nick Hague, da NASA, aterraram esta quinta-feira nas estepes do país da Ásia central na sequência de uma falha no motor do foguetão russo que os deveria transportar para a Estação espacial internacional.

O administrador da NASA, Jim Bridenstine, disse numa declaração que Hague e Ovchinin estão em boas condições de saúde e serão transportados para o Centro de Treino Cosmonauta Gararin na Cidade das Estrelas, nos arredores de Moscovo. Acrescentou ainda que será iniciada “uma investigação apurada sobre a causa do incidente”.

Em paralelo, um alto responsável russo disse que o país vai suspender os lançamentos espaciais tripulados até que sejam apuradas as causas da falha na Soyuz, pouco minutos após o seu lançamento que ocorreu hoje pelas 14:40 locais (09:40 em Lisboa).

O vice-ministro russo Yuri Borisov disse aos jornalistas que a cápsula do Soyuz se ejectou automaticamente do corpo do foguetão quando ocorreu a falha, apenas 123 segundos após o seu lançamento. Assegurou ainda que a Rússia vai partilhar com os Estados Unidos toda a informação relevante em torno deste acidente.

ZAP // Lusa

Por Lusa
11 Outubro, 2018

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