2609: NASA inventa forma bizarra (mas criativa) de evitar erupção do super-vulcão de Yellowstone

CIÊNCIA

Jon Sullivan / Wikimedia
A lagoa de Morning Glory, no Parque Nacional de Yellowstone

Uma eventual erupção do super-vulcão de Yellowstone pode causar uma tremenda devastação. No entanto, cientistas acreditam que a catástrofe pode ser evitada graças a uma solução bizarra, mas criativa.

Uma equipa de cientistas da NASA acredita que a erupção poderia ser evitada usando tubos de arrefecimento introduzidos nas câmaras de magma da caldeira do super-vulcão de Yellowstone.

Yellowstone, localizado no estado norte-americano de Wyoming, é um dos vulcões mais poderosos do nosso planeta. A última erupção de grande escala aconteceu há 640 mil anos. Como já passou muito tempo desde a erupção, Yellowstone está cada vez mais perto de uma nova explosão.

É por esse motivo que os especialistas se preparam para o pior, investigando de que forma a enorme erupção, que ameaça destruir instantaneamente grande parte dos Estados Unidos, pode ser prevenida.

Um dos cientistas da NASA acredita ter encontrado uma solução única para impedir que o pior aconteça: colocar tubos com água nas câmaras da caldeira para arrefecer o magma. Apesar de cerca de 70% do calor gerado pelo super-vulcão vazar para a atmosfera, a restante percentagem fica acumulada no interior – e isso pode provocar uma erupção.

Os investigadores acreditam que, ao fazer uma perfuração de 10 quilómetros em Yellowstone e bombeando água a alta pressão para dentro do vulcão, o líquido frio vai absorver parte do calor. Se o processo for repetido várias vezes, pode-se tornar na solução do problema.

Brian Wilcox, engenheiro da NASA, adiantou aos jornalistas que esta estratégia poderia custar cerca de 3,5 mil milhões de dólares, com o benefício adicional de se poder usar o vapor para criar uma fonte de energia geotermal livre de carbono, com um custo menor do que outras fontes de energia actualmente disponíveis no mercado.

“O que torna Yellowstone numa força da natureza é que este super-vulcão armazena o calor durante centenas de milhares de anos antes de tudo explodir de uma vez”, disse o cientista, citado pelo Daily Express.

ZAP // Sputnik News

Por ZAP
11 Setembro, 2019

 

2340: Erupção do super-vulcão de Nápoles pode criar um tsunami com 30 metros de altura

CIÊNCIA

Marta Isabella Reina / Flickr

Uma erupção subaquática do super-vulcão de Nápoles, Campi Flegrei, pode produzir um tsunami de 30 metros de altura que poderia ter um impacto muito severo nas áreas costeiras populosas como Pozzuoli e Sorrento.

Ao modelar as erupções no alto mar no vulcão activo, que fica a oeste de Nápoles, os investigadores conseguiram mostrar que os tsunamis podem representar um risco para a região. Os geólogos acreditam que o Plano Nacional de Emergência para o Campi Flegrei deve ser actualizado.

Campi Flegrei é um complexo vulcânico composto por 24 crateras. Muitos deles estão debaixo de água, na baía de Pozzuoli. O vulcão entrou em erupção pela última vez em 1538 durante uma semana e levou à formação de um novo vulcão, o Monte Nuovo. Campi Flegrei está activo há 60 mil anos, tendo a caldeira formado-se durante duas grandes erupções explosivas.

Vários estudos recentes indicaram que estão a ocorrer mudanças no sistema. Num deles, os investigadores descobriram que o magma parece estar a construir-se sob o sistema vulcânico, sugerindo que Campi Flegrei está a entrar num novo ciclo de caldeira. Esta nova fase poderia “em algum ponto indeterminado no futuro” culminar numa “grande erupção de volume”.

Noutro relatório, os cientistas analisaram a deformação do solo ocorrida na região desde a década de 1950, descobrindo que o vulcão tem construído energia ao longo desse período, indicando que está “a evoluir para condições mais favoráveis ​​à erupção“.

Por causa do risco que o Campi Flegrei representa – cerca de 500 mil pessoas vivem na “zona vermelha” do vulcão – o governo italiano tem um Plano Nacional de Emergência para o caso de uma erupção. Este plano, no entanto, não inclui o evento de uma erupção subaquática.

“Há vários altos riscos associados a esta actividade vulcânica, incluindo grandes explosões que destruiriam a paisagem e emitiriam cinzas na atmosfera, um denso fluxo piroclástico de gás quente, cinza e outros materiais vulcânicos que são ejectados na atmosfera durante uma erupção”, disse Martina Ulvrova, do Instituto de Geofísica da ETH de Zurique à Newsweek.

Ulvrova acrescentou que, embora o plano de evacuação para uma erupção mais provável esteja bem estabelecido, um tsunami também pode representar um risco: “Não podemos negligenciá-lo e deve ser incluído nos mapas de perigo para a região”, disse.

Num estudo publicado no PLOS One, Ulvrova e os colegas produziram modelos que mostram os potenciais tsunamis produzidos por erupções de diferentes tamanhos em vários locais da Baía de Pozzuoli. De acordo com os testes, uma explosão formaria uma “cavidade semelhante à cratera na superfície da água”, com uma coluna de água a aparecer no centro. Quando a coluna entra em colapso, produziria uma segunda onda.

As descobertas sugerem que “existe um perigo significativo de tsunami em muitas áreas da Baía de Nápoles”, com o risco mais proeminente na baía de Pozzuoli.

Sob a maioria dos cenários de erupção, foram produzidos tsunamis que se espalharam e atingiram áreas povoadas. A maioria das regiões só seria afectada por ondas relativamente pequenas – com menos de nove metros de altura. As ondas demorariam cerca de 15 minutos para atravessar a baía de Nápoles.

No entanto, no pior cenário, as ondas com 30 metros podem atingir a costa. “”Isso impactaria em grande parte as áreas costeiras densamente povoadas da baía de Pozzuoli com uma infraestrutura densa, incluindo casas, rede ferroviária, restaurantes, edifícios históricos”, rematou Ulvrova.

ZAP //

Por ZAP
20 Julho, 2019

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1986: Explosão de Yellowstone poderia levar a Terra à Idade do Gelo

CIÊNCIA

Jon Sullivan / Wikimedia
A lagoa de Morning Glory, no Parque Nacional de Yellowstone

Uma erupção do super-vulcão de Yellowstone causaria uma reacção em cadeia de extinções na Terra, dando início a uma Idade do Gelo, avisam os geólogos.

O super-vulcão de Yellowstone, situado no noroeste do estado de Wyoming, nos Estados Unidos, é um dos vulcões mais temidos de todo o mundo e os cientistas são os primeiros a afirmar que temos razões para nos preocuparmos.

Apesar de não haver sinais urgentes de que a caldeira esteja prestes a explodir, os investigadores desconfiam de que um dia o super-vulcão irá mesmo explodir e as consequências serão verdadeiramente catastróficas, adianta a Sputnik News.

Não será uma explosão que irá acabar instantaneamente com a vida na Terra, mas irá vitimar aproximadamente 87.000 pessoas de imediato e tornar dois terços do território dos Estados Unidos inabitável.

Segundo os geólogos, a cinza do vulcão iria cobrir o nosso planeta em apenas 48 horas. Como consequência, a temperatura iria baixar cerca de 2ºC durante 20 anos. Este arrefecimento poderia ter efeitos catastróficos no nosso ecossistema, dando início a uma reacção em cadeia de extinções.

Naomi Woods, investigadora da Universidade da Virgínia, escreveu no site Quora que, “devido a correntes de ventos predominantes, tudo que fica a leste do super-vulcão seria a região mais prejudicada. Tudo o que estiver nas proximidades ficaria completamente destruído”, revela o Daily Express.

A cientista explica ainda que a luz solar seria incapaz de conseguir passar pela camada espessa de partículas de cinza, fazendo com que a nossa atmosfera só se visse livre destas partículas muitos anos depois. “Entre 5-10 anos, se tivermos sorte, ou em 15-20 anos, se não tivermos.”

O grande volume da cinza lançada pelo vulcão iria tapar a luz solar, criando uma situação de crepúsculo que duraria anos. Se por um lado, seria o fim do aquecimento global, por outro, dar-se-ia início a uma Idade do Gelo. O resultado final resultaria no desaparecimento de plantas no planeta inteiro e, consequentemente, os animais herbívoros acabariam por morrer.

Este efeito dominó causaria extinções em massa. O futuro ficaria dependente das espécies capazes de se adaptar à escassez de recursos o mais rápido possível ou de esperar até a nuvem de cinza desaparecer.

ZAP //

Por ZAP
15 Maio, 2019


 

1954: O super-vulcão de Nápoles espalhou cinza por todo o Mediterrâneo

CIÊNCIA

Marta Isabella Reina / Flickr

Uma erupção na super-caldeira dos Campos Flégreos, em Nápoles, originou, há 29.000 anos, uma camada de cinzas vulcânicas tão intensa que os sedimentos espalharam-se por todo o Mar Mediterrâneo, revelou um novo estudo.

A erupção da formação desta caldeira, há 40.000 anos, é considerada a maior erupção conhecida na Europa nos últimos 200 anos, recordam os autores na nova publicação, cujos resultados foram no fim de abril publicados na revista Geological Society of America.

Pouco ou nada se sabe das outras grandes erupções deste super-vulcão italiano antes da formação da sua caldeira mais recente, registada há 15.000 anos.

Na nova investigação, liderada por Paul Albert, da Universidade de Oxford, nos Estados Unidos, os cientistas estudaram uma erupção que data de há 29.000 anos. Os especialistas confirmaram que a erupção oriunda dos Campos Flégreos espalhou uma camada de cinzas vulcânicas por todo o Mediterrâneo, noticia a agência Europa Press.

A informação sobre as grandes erupções explosivas é estabelecida principalmente a partir de investigações geológicas dos depósitos expostos que são encontrados em torno do vulcão fonte, neste caso, no super-vulcão napolitano.

Desde o fim da década de 1970, uma camada de cinzas vulcânicas dispersa, com cerca de 29.000 anos, foi várias vezes identificada em sedimentos marinhos e lacustres em todo o Mediterrâneo, dando conta da ocorrência de uma erupção de grande magnitude.

Apesar da sua distribuição generalizada e a idade relativamente jovem, não se encontrou nenhuma evidência clara de que esta dispersão de cinzas estivesse associada a um dos grandes vulcões desta região de Itália – até então.

As análises químicas detalhadas levadas a cabo pela equipa de cientistas num depósito de erupção encontrado a cinco quilómetros a nordeste da caldeira dos Campos Flégreos revelou que o depósito é totalmente consistentes com a composição distintiva da camada de cinzas espessa.

Estes dados, comparados com a nova datação do depósito da erupção perto da fonte, confirmam que os Campos Flégreos são os responsáveis pela enorme camada de cinzas.

As restrições sobre o tamanho da erupção foram determinadas pela equipa a partir de modelos computorizados de dispersão de cinzas que integrava as espessuras dos depósitos de erupção de fonte próximos, neste estudo denominados de Masseria del Monte Tuff, bem como as cinzas encontradas em todo o Mediterrâneo.

ZAP //

Por ZAP
10 Maio, 2019

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1297: O super-vulcão de Nápoles pode ter iniciado o seu ciclo mortal de magma

CIÊNCIA

Marta Isabella Reina / Flickr
Os cientistas dizem que o super-vulcão dos Campos Flégreos entrou numa nova fase

O super-vulcão dos Campos Flégreos, próximo da cidade italiana de Nápoles, tem dado indícios de que uma grande erupção pode ocorrer brevemente. De acordo com um novo estudo, o vulcão entrou num novo ciclo de magma, conhecido por preceder as mais devastadores erupções desta zona vulcânica.

Segundo alertaram em 2016 especialistas italianos e franceses, a caldeira vulcânica dos Campos Flégreos, em Nápoles, que poderá ter causado a extinção dos Neandertal, é uma bomba-relógio à espera de explodir na Europa, e pode acordar a qualquer momento.

Num novo estudo agora apresentado, uma equipa de cientistas italianos concluiu que na realidade o mortífero super-vulcão de Nápoles pode já ter iniciado o seu ciclo mortal de magma, que precede potenciais erupções.

“Pensamos que o sistema de encanamentos sub-vulcânicos dos Campos Flégreos está, actualmente, a entrar numa nova fase de construção, podendo potencialmente culminar, num indeterminado ponto no futuro, numa erupção de grande volume”, escreveram os autores no artigo esta semana publicado na Science Advances. 

As descobertas agora publicadas sugerem que super-vulcão dos Campos Flégreos, que se encontra adormecido há quase 500 anos, embarcou num novo ciclo de magma, podendo trazer consequências devastadoras no futuro. No entanto, importa frisar, no plano imediato não há qualquer perigo para os 1,5 milhões de pessoas que vivem na região.

Para chegar a esta conclusão, a equipa de cientistas, liderada pela vulcanologista italiana Francesca Forni, da Universidade Tecnológica de Nanyan, em Singapura, examinou as 23 erupções registadas na história deste super-vulcão.

A mais recente destas erupções, que se estendeu durante oito dias em meados de 1538, pode ter sido grande o suficiente para dar origem a uma nova montanha – apelidada de Monte Nuovo – mas, ainda assim, foi um fenómeno relativamente fraco no rol de todas as erupções nos Campos Flégreos.

Os dois eventos mais notáveis foram a erupção de Campanian Ignimbrite, há cerca de 39 mil anos, e a posterior Neapolitan Yellow Tuff, erupção ocorrida há cerca de 15 mil anos.

Ambas as erupções foram massivas, e prova disso mesmo são as enormes caldeiras que acabaram por formar. Campanian Ignimbrite, por exemplo, dispersou-se por 3,7 milhões de quilómetros quadrados.

Web Gallery of Art / Wikimedia
Os Campos Flégreos, na região de Nápoles, pintura de Michael Wutky, 1780

Novo ciclo de magma no Campi Flegrei

Os cientistas conduziram análises químicas a rochas, minerais e amostras de vidro oriundas das duas grandes erupções acima citadas e, partiram desses dois exemplos para perceber este novo ciclo super-vulcão dos Campos Flégreos. De acordo com o artigo, as condições do magma do vulcão podem estar a entrar novamente na fase de aumento de pressão, que precede potenciais erupções.

“Os nossos dados revelam que a erupção mais recente de Monte Nuovo é caracterizada por magmas altamente diferenciados semelhantes aos que alimentaram a actividade pré-caldeira e as fases iniciais das erupções que a formaram [Campanim Ignimbrite e NYT]”, explicaram os especialistas.

Tendo isto em conta, a equipa sugere que a erupção de Monte Nuovo “é a expressão de uma mudança de estado nas condições de armazenamento do magma através da qual quantidades substanciais de voláteis começam a dissolver-se no reservatório raso”.

Simplificando: o tipo de magma que o Monte Nuovo expeliu – saturado em água e gasoso, sendo também rico em CO2 –, já foi anteriormente visto no desenvolvimento vulcânico de Campi Flegrei, nas suas duas maiores erupções de Campanim Ignimbrite e NYT.

E, por isso, os cientistas acreditam que a mais recente erupção pode ser “sintoma” de que uma maior pode estar a chegar. Contudo, e mesmo uma enorme e destrutiva erupção venha acontecer, seria apenas daqui a muitas centenas (ou até) milhares de anos.

“O super-vulcão dos Campos Flégreos pode manter estas mesmas condições físicas e químicas durante muito tempo”, explicou o co-autor Gianfilippo De Astis, do Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia da Itália, em declarações ao New York Times.

Por mais assustador que possa parecer, é importante realizar este tipo de estudos para perceber o comportamento e a evolução do magma, realinhando assim novas técnicas e ferramentas de compreensão.

“Entender o que está a derreter abaixo da superfície é muito importante para nos ajudar a prever os que os vulcões podem fazer no futuro”, explicou à The Verge a vulcanologista Janine Krippner, da Universidade de Concord, que não esteve envolvida na pesquisa.

“Estas erupções realmente massivas têm probabilidade extremamente baixas de ocorrer mas, se acontecer, precisamos de saber o máximo que conseguirmos”, rematou.

Uma ameaça muito maior que os asteróides

Cientistas da agência espacial norte-americana NASA afirmam que a ameaça da possível erupção de um super-vulcão é “substancialmente maior” do que a dos asteróides ou cometas, cuja probabilidade de colidir com o nosso planeta é bastante baixa.

Os 20 super vulcões conhecidos na Terra, entre os quais a caldeira do Parque Yellowstone, nos EUA, e a caldeira vulcânica dos Campos Flégreos, em Itália, explodem em gigantescas erupções de consequências catastróficas, em média, uma vez em cada 100.000 anos.

Estas erupções causam normalmente extinções em massa e lançam o planeta em Invernos vulcânicos que se prolongam por centenas ou milhares de anos – o que se torna um problema para as poucas criaturas que sobrevivem à erupção original.

Mas nem tudo está perdido, porque a NASA tem um plano para salvar a Terra – pelo menos, de uma eventual erupção do super-vulcão de Yellowstone.

ZAP // Live Science / National Geographic

Por ZAP
17 Novembro, 2018

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917: Erupção vulcânica está longe de ser a maior ameaça de Yellowstone

CIÊNCIA

Acroterion / Gaendalf / Wikimedia
Opal Pool, no Parque Nacional de Yellowstone, no Wyoming, Estados Unidos. Ao fundo, os picos Twin Buttes

Na realidade, a grande ameaça do Parque Nacional de Yellowstone, nos EUA, não é que o seu super-vulcão entre em erupção mas, sim, um terramoto de grandes proporções.

Muitos alertam que o super-vulcão do famoso Parque Nacional de Yellowstone, no estado norte-americano do Wyoming, poderá explodir, mas outros receiam que o maior perigo será mesmo um terremoto capaz de “sacudir” uma zona muito sensível.

“O maior medo que temos relativamente a Yellowstone não é o vulcão em si, mas antes os sismos”, afirma Michael Poland, cientista responsável pelo Observatório do Vulcão Yellowstone, em entrevista ao USA Today.

“Este é um risco subestimado na área de Yellowstone. Pode haver e haverá no futuro terramotos de magnitude 7“, acrescenta ainda ao jornal norte-americano.

No geral, explica o diário, Yellowstone regista uma média de 1.500 a 2.500 sismos por ano, sendo que muitos deles são tão pequenos que até passam despercebidos. Podem ocorrer durante praticamente todo o dia, ainda que os visitantes do parque não o notem.

Porém, houve grandes terramotos que aconteceram num passado não muito distante. O último ocorreu em Agosto de 1959, com uma magnitude de 7,3 na Escala de Richter, e provocou a morte de 28 pessoas devido a um deslizamento de terras que atingiu uma zona de acampamento.

Mais de 80 milhões de toneladas de rocha caíram, bloqueando um rio e formando um lago, apropriadamente baptizado de “Lago do Terramoto”, que continua a existir até hoje.

De acordo com o jornal, comparado com uma erupção menor do vulcão, a probabilidade de um terramoto numa escala similar acontecer novamente é mais provável. “Podemos dizer onde é provável que ocorra, mas não podemos dizer quando”, explica Poland.

“Poderá ser muito pior actualmente tendo em conta que há mais pessoas nesta área”, afirma Jamie Farrell, professor de Geologia da Universidade de Utah. Recorde-se que este parque recebe mais de quatro milhões de visitantes por ano.

Além disso, há ainda a adversidade de o parque estar localizado numa zona rural com poucos acessos. Se um dos acessos é cortado, faz-se um enorme desvio. No caso de duas estradas se tornarem intransitáveis, às vezes nem é possível chegar lá de carro, lembra.

No entanto, uma coisa é certa: o Parque Nacional de Yellowstone é uma zona vulcânica muito sensível e, por isso, o local foi convertido numa das zonas geologicamente mais bem protegidas e controladas do mundo, com mais de 40 estações sísmicas, juntamente com a Universidade de Utah, a registar incessantemente os movimentos terrestres.

Por SN
25 Agosto, 2018

(Foram corrigidos 5 erros ortográficos ao texto original)

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891: 200 mil bombas de Hiroxima, o poder do super-vulcão de Santorini

(PP0/PD) Gozitano / Pixabay
A erupção vulcânica foi a principal razão para a queda da cultura Minoica

Um novo estudo realizado com base em análises de anéis de árvores, pode definir com mais precisão o momento em que o super-vulcão de Santorini, na Grécia, entrou em erupção. A nova pesquisa ajudou a resolver contradições de investigações prévias.

A erupção do super-vulcão de Santorini, há mais de 3400 anos, dizimou a civilização Minoica que vivia na ilha de Tera, no sudeste da Grécia. Toda a colónia ficou enterrada sob uma camada de cinzas e pedra-pomes com mais de 40 metros de espessura.

A força da erupção é comparada à explosão de 200 000 bombas atómicas iguais às lançadas sobre Hiroxima. O vulcão expeliu cerca de 40 a 80 quilómetros cúbicos de rocha.

A erupção foi tão forte que fracturou a ilha em muitos fragmentos, dando origem ao moderno e turístico arquipélago de Santorini. Com o impacto, formou-se um tsunami que atingiu Creta e cobriu as outras ilhas com cinzas vulcânicas e pedras.

A explosão foi a principal razão para a queda da cultura Minoica – a primeira civilização europeia -, originando a lenda de Atlântida e do dilúvio. Os arqueólogos acreditam que a erupção ocorreu entre 1570 e 1500 a.C. Os cientistas chegaram até esta data sustentados em artefactos encontrados, como cerâmicas, e crónicas egípcias.

No entanto, os vestígios de cinzas vulcânicas encontrados no gelo da Gronelândia, assim como a datação por radio-carbono dos artefactos encontrados na ilha, indicam que o vulcão explodiu muito antes, aproximadamente no ano de 1628 a.C.

Para resolver estas contradições, os autores do estudo, combinaram dois métodos utilizados na arqueologia: a análise por radio-carbono e a contagem do número de anéis o interior do tronco das árvores. Esta investigação sou foi possível graças aos novos espectrómetros de massas e à existência de árvores únicas – os pinheiros da Califórnia e os carvalhos da Irlanda.

Através do carbono 14, os cientistas dataram 285 anéis, formados entre os séculos XVIII e XV a.C. Ao comparar estes dados com a escala clássica geo-cronológica, a equipa de investigação de Charlotte Pearson, da Universidade do Arizona, nos EUA, conclui que a idade dos artefactos encontrados na ilha de Santorini foi sobrestimada.

As conclusões do cientistas, publicadas na semana passada na revista Science Advances, revelam que, de facto, a explosão não ocorreu em 1628 a.C, como normalmente aceite, mas 30 a 40 anos depois, entre 1600 e 1580 a.C.

Este detalhe não só concilia a visão de arqueólogos, geólogos e físicos, mas também abre a porta para repensar muitas outros momentos históricos importantes, como a data do início do Novo Reino do Egipto.

Os autores do estudo esperam que pesquisas futuras ajudem a determinar a data da erupção com uma margem de erro de apenas um ano.

Por ZAP
19 Agosto, 2018

Foram corrigidos 11 erros ortográficos do texto original.

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803: Afinal, o super-vulcão de Yellowstone foi criado por uma gigantesca placa oceânica

Jon Sullivan / Wikimedia
A lagoa de Morning Glory, no Parque Nacional de Yellowstone

De acordo com um estudo recente, a história do super-vulcão de Yellowstone, há muito adormecido, é diferente da que se pensava até agora.

Há muito tempo que os cientistas pensavam que o super-vulcão de Yellowstone era alimentado pelo calor do núcleo da Terra, como acontece com a maioria dos vulcões. No entanto, uma recente investigação, cujo estudo foi publicado no mês de maio na Nature Geoscience, desmonta completamente essa ideia, até agora dada como certa.

“Nesta investigação, não houve qualquer evidência de calor vindo directamente do núcleo da Terra para alimentar o vulcão de Yellowstone”, afirma Ying Zhou, professor do Departamento de Geociências da Virginia Tech College of Science e autor principal do artigo científico.

“Em vez disso, as imagens subterrâneas que capturamos sugerem que os vulcões Yellowstone foram produzidos graças a uma gigantesca placa oceânica que mergulhou sob o oeste dos Estados Unidos, há cerca de 30 milhões de anos”, esclarece o cientista.

De acordo com Zhou e a equipa, esta antiga placa oceânica partiu-se em pedaços, tendo essa fragmentação resultado em perturbações nas rochas incomuns do manto que desencadearam as erupções vulcânicas dos últimos 16 milhões de anos.

Zhou criou imagens raio-X do interior profundo da Terra e descobriu uma estrutura subterrânea anómala a uma profundidade de 250 a 400 milhas, abaixo da linha de vulcões, explica o site EurekAlert. “Esta descoberta entrava em contradição com o modelo da pluma”, explica o líder da investigação.

Estas imagens do interior da Terra mostravam que placa oceânica de Farallon, que costumava estar no lugar onde o oceano Pacífico se encontra actualmente, “encravou” sob o actual oeste dos Estados Unidos. A placa partiu-se em pedaços e um desses fragmentos começou a rasgar e a afundar na Terra profunda.

À medida que o tempo foi passando, este pedaço de placa oceânica empurrou materiais quentes que formaram os vulcões que existem actualmente na região de Yellowstone. Desde então, o conjunto de vulcões que compõem Yellowstone tem-se movido muito lentamente.

Zhou refere que as frequentes erupções de geyser não são erupções vulcânicas com magma, mas sim de água super-aquecida. A última super erupção de Yellowstone aconteceu há cerca de 630 mil anos e o cientista não tem previsões de quando é que o Yellowstone poderia entrar em erupção novamente.

Da mesma forma que os humanos podem ver objectos numa sala quando a luz está acesa, os sismógrafos conseguem “ver” estruturas profundas dentro da terra quando ocorre um terramoto. As vibrações espalham-se e criam ondas quando batem em pedras. Essas ondas são detectadas por sismógrafos.

“Foi a primeira vez que esta nova ‘teoria de imagens’ foi aplicada a este tipo de dados sísmicos, o que nos permitiu ver estruturas anómalas no manto da Terra que, de outra forma, não seriam descobertas usando métodos tradicionais”, sublinhou o especialista.

No futuro, imagens mais detalhadas destas rochas incomuns encontradas permitirão fazer simulações de modo a recriar a fragmentação da gigantesca placa oceânica e testar diferentes cenários de como o sistema de fusão do magma funciona nos vulcões de Yellowstone.

ZAP //

Por ZAP
27 Julho, 2018

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470: CRATERA DE IMPACTO OU SUPERVULCÃO EM MARTE?

Esta imagem foi captada no dia 1 de janeiro de 2018 pela Câmara de Alta Resolução da Mars Express da ESA e mostra uma cratera chamada Ismenia Patera.
A cratera está situada em Arábia Terra, uma parte interessante da superfície de Marte que se pensa ter tido significativa actividade vulcânica. Os cientistas não têm a certeza de como Ismenia Patera se formou; poderá ter sido o resultado da colisão de um meteorito ou os restos colapsados de um antigo super-vulcão colapsado.
Crédito: ESA/DLR/FU Berlin

Estas imagens da sonda Mars Express da ESA mostram uma cratera, denominada Ismenia Patera, no Planeta Vermelho. A sua origem permanece incerta: um meteorito atingiu a superfície ou poderia ser o remanescente de um super-vulcão?

Ismenia Patera – patera que significa “bacia plana” em latim – fica na região da Arábia Terra, em Marte. Esta é uma área de transição entre as regiões norte e sul do planeta – uma parte da superfície especialmente intrigante.

A topografia de Marte é claramente dividida em duas partes: as planícies do norte e as terras altas do sul, esta última com até alguns quilómetros de altura. Esta divisão é um tema-chave de interesse para os cientistas que estudam o Planeta Vermelho. Ideias de como esta divisão dramática se formou sugerem um único impacto massivo, múltiplos impactos ou placas tectónicas antigas, como observado na Terra, mas a sua origem ainda não está clara.

Ismenia Patera tem cerca de 75 km de diâmetro. O seu centro é cercado por um anel de colinas, blocos e pedaços de rocha que se acredita terem sido ejectados e lançados para a cratera por impactos próximos.

O material lançado por esses eventos também criou pequenas quedas e depressões que podem ser vistas dentro da própria Ismenia Patera. Fossas e canais serpenteiam da borda da cratera até ao fundo, que se encontra coberto por depósitos planos e gelados, que mostram sinais de fluxo e movimento – estes são provavelmente semelhantes a glaciares rochosos e ricos em gelo, que se acumularam ao longo do tempo, no frio e árido clima.

Estas imagens foram obtidas no dia 1 de Janeiro pela câmara estéreo de alta resolução da Mars Express, que circunda o planeta desde 2003.

Tais imagens detalhadas e de alta resolução lançam luz sobre vários aspectos de Marte – por exemplo, como as características que deixaram marcas na superfície se formaram inicialmente e como evoluíram ao largo dos muitos milhões de anos desde então. Esta é uma questão-chave para Ismenia Patera: como se formou esta depressão?

Existem duas ideias principais para a sua formação. Uma delas associa-se a um potencial meteorito que colidiu com Marte. Depósitos sedimentares e gelo fluíram, então, para encher a cratera, até desmoronar para formar a paisagem desigual e fissurada hoje observada.

A segunda ideia sugere que, em vez de uma cratera, Ismenia Patera já foi o lar de um vulcão que entrou em erupção catastrófica, lançando enormes quantidades de magma ao seu redor e colapsando como resultado.

Vulcões que perdem grandes quantidades de material numa única erupção são denominados super-vulcões. Os cientistas continuam indecisos sobre se existiram ou não em Marte, mas o planeta é conhecido por abrigar inúmeras estruturas vulcânicas enormes e imponentes, incluindo o famoso Monte Olimpo – o maior vulcão já descoberto no Sistema Solar.

Arábia Terra também mostra sinais de ser a localização de uma província vulcânica antiga e há muito inactiva. Na verdade, outro candidato a super-vulcão, Siloé Patera, também se encontra em Arábia Terra (visto na visão em contexto de Ismenia Patera).

Certas propriedades das características de superfície observadas em Arábia Terra sugerem uma origem vulcânica: por exemplo, as suas formas irregulares, o baixo relevo topográfico, as suas bordas relativamente elevadas e a aparente falta de material ejectado que, normalmente, estaria presente ao redor de uma cratera de impacto.

No entanto, algumas destas características e formas irregulares também podem estar presentes em crateras de impacto, que simplesmente evoluíram e interagiram com o seu ambiente de maneiras específicas ao longo do tempo.

Mais dados sobre o interior e sub-superfície de Marte ampliarão a nossa compreensão e lançarão luz sobre estruturas como Ismenia Patera, revelando mais sobre a complexa e fascinante história do planeta.

Astronomia On-line
17 de Abril de 2018

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