2533: Super-computador criou 8 milhões de universos virtuais (e apontou falhas ao nosso)

CIÊNCIA

ESO/Beletsky/DSS1 + DSS2 + 2MASS

Uma equipa de astrónomos e cientistas da computação levou a cabo uma simulação computorizada que gerou mais de 8 milhões de universos virtuais, tentando esclarecer como se desenvolveu o nosso Universo.

A investigação, que levou um super-computador a operar mais de 400.000 horas, revelou que algumas das nossas ideias sobre a formação estelar podem estar parcialmente erradas. Em particular, o novo modelo permite reavaliar o papel da matéria escura na formação e evolução das galáxias e também no nascimento das estrelas.

“No computador, podemos criar muitos universos diferentes e compará-los com o real”, disse o astrónomo Peter Behroozi, da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, citado em comunicado. “Isto permite-nos deduzir que leis nos levaram ao [Universo] que vemos”, esclarece na mesma nota de imprensa.

Acredita-se que as estrelas se formam quando um nó numa nova de gás colapsa sobre o seu próprio peso, iniciando assim o processo de acumulação estelar. Acredita-se também que este gás seja refrigerante, uma vez que quanto mais quente for o gás, mais difícil será a formação das estrelas.

Nas últimas décadas, os cientistas encontraram várias evidências para este pressuposto em estudos sobre buracos negros super-massivos que habitam, por norma, o centro das galáxias. Quando estes enormes corpos celestes estavam activos, estes aqueceriam a matéria à sua volta, reduzindo a formação de estrelas mesmo que houvesse gás.

No entanto, nota a Russia Today, nem todas estas hipóteses foram confirmadas pelas simulações agora levadas a cabo pelos cientistas norte-americanos.

“À medida que recuamos mais cedo e mais cedo no Universo, esperamos que a matéria escura se torne mais densa e, portanto, o gás se torne cada vez mais quente”, explicou Behroozi. Contudo, este fenómeno seria prejudicial à formação estelar. Por isso, os cientistas acreditavam que muitas das galáxias do Universo inicial teriam parado de produzir estrelas há muito tempo.

Contudo, o modelo agora simulado sugere o exactamente o contrário: “galáxias de um determinado tamanho eram mais propensas a formar estrelas a uma taxa maior, ao contrário do esperado”.

Uma ideia mais clara dos “primeiros tempos”

Quando a equipa incluiu nas suas simulações um universo com estrelas sem brilho, os resultados do seu desenvolvimento foram bem diferentes do Universo real, tal como precisa o artigo científico publicado na edição de Setembro da revista científica especializada Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.

Neste cenário, as galáxias tinham uma cor diferente, muito mais vermelha do que esperado devido à falta de estrelas jovens de cor azul. Já nas simulações em que a formação estelar continuou, o universo virtual criado era muito semelhante ao Universo que conhecemos actualmente.

A formação de estrelas nas galáxias foi “muito mais eficiente nos primeiros tempos do que pensávamos”, admitiu a equipa. Tendo em conta estes resultados, Behroozi estima que a energia criada pelos buracos negros e estrelas que explodem não limitam assim tanto a formação continuada de estrelas.

ZAP //

Por ZAP
28 Agosto, 2019

 

2520: Aitken: Super-computador da NASA que ajudará a levar o homem à Lua

CIÊNCIA

Super-computadores não existem em muitos países, mas Portugal já tem um! Neste segmento da super-computação, a NASA deu a conhecer recentemente o seu novo supercomputador, o Aitken.

Esta super máquina destaca-se por ter 46 080 núcleos e um poder computacional de 3,69 petaflops. Este supercomputador irá ajudar na missão Artemis cujo objectivo é levar novamente o homem à Lua.

Aitken foi o nome escolhido para o novo supercomputador da NASA. De acordo com o que foi revelado, esta máquina tem como base o sistema HPE SGI 8600 e ao nível do processamento este supercomputador tem 46 080 núcleos e a capacidade de armazenamento chegará aos 221 TB. A performance (teórica) pode chegar aos 3,69 petaflops. O Aitken está instalado no Centro de investigação Ames, em Silicon Valley, nos Estados Unidos.

Sabe-se também que esta super máquina tem um sistema de refrigeração altamente evoluído e contará com o suporte da Hewlett Packard Enterprise. O design do sistema é modular o que, segundo a NASA, garante uma melhor eficiência energética e um consumo mais reduzido.

Aitken vai ajudar na missão Artemis

A NASA tem prevista uma missão à Lua já em 2024. O Aitken irá ajudar nos cálculos e simulações, garantindo a maior rapidez na apresentação dos resultados. De acordo com informações, este novo supercomputador será usado por mais de 1500 cientistas e engenheiros que fazem parte da missão.

Os planos da NASA para retornar à Lua estão traçados e bem definidos.  A Agência Espacial Norte Americana já revelou como tudo irá acontecer. Nos planos que já foram apresentados, foi revelado que a primeira missão Artemis irá levar uma cápsula não tripulada à órbita da Lua já em 2020. A segunda, Artemis 2, irá acontecer em 2022 e irá repetir a viagem, desta vez com uma tripulação humana presente.

Por fim, em 2024, será a vez da Artemis 3 completar a missão proposta. Esta aterrará na Lua, completando a proposta feita para regresso ao satélite da Terra. Espera-se que nesta missão esteja presente, pela primeira vez, uma astronauta feminina.

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pplware
26 Ago 2019

 

1257: Um milhão de processadores. Cientistas criam o “cérebro” mais potente do mundo

CIÊNCIA/TECNOLOGIA

(PPD/C0) geralt / Pixabay

Cientistas acabaram de activar o maior e mais rápido “cérebro” do mundo: um supercomputador com um milhão de núcleos de processamentos e 1.200 placas de circuitos interconectadas que operam em conjunto, simulando o funcionamento de um cérebro humano.

O supercomputador, construído por uma equipa de engenheiros da Universidade de Manchester, no Reino Unido, levou mais de dez anos até ser concluído e é agora o maior computador neuromórfico do mundo, revelou a instituição na passada sexta-feira.

Apelidado de Spiking Neural Network Architecture, or SpiNNaker, o computador que agora mora na universidade britânica tem a capacidade de realizar 200 biliões de operações lógicas por segundo graças aos seus circuitos interligados e distribuídos entre as mais de mil placas de circuito.

O SpiNNaker “repensa a forma como os computadores convencionais funcionam”, explicou Steve Furber, membro da equipa de investigação e professor de Engenharia na Universidade de Manchester, através de um comunicado.

Na verdade, este supercomputador não só apenas pensa como um cérebro como é também capaz de criar modelos de neurónios de cérebros humanos, simulando ainda mais neurónio em tempo real do que qualquer outro computador já criado em Terra.

“A sua principal tarefa passa por apoiar modelos cerebrais parciais: por exemplo, modelos de córtex, de gânglios da base ou múltiplas regiões tipicamente conhecidas como redes de activação ou disparo de neurónios”, lê-se ainda na nota.

University of Manchester
SpiNNaker, o “cérebro” mais potente do mundo, tem um milhão de núcleos de processamento

SpiNNaker vs computadores convencionais

Ao contrário dos computadores convencionais, que comunicam enviando grandes quantidades de informação de um ponto A para um ponto B através de uma rede padrão, o SpiNNaker emula a arquitectura de comunicação cerebral baseada na emissão maciça de picos de sinais electroquímico paralelos.

Desta forma, este sistema neuromórfico utiliza os seus circuitos electrónicos de larga escala para enviar milhares de milhões de pequenos fragmentos de informação de forma simultânea e para para milhares de diferentes “receptores”, de forma bastante semelhante ao funcionamento do cérebro.

Segundo os responsáveis pelo projecto, que levou 20 anos de desenvolvimento teórico e 12 para construção, pretendem, no futuro, expandir a capacidade do sistema, conseguindo activar um sistema de funcionamento de mil milhões de neurónios em tempo real.

E indicam ainda, a título de comparação, que o cérebro de um rato tem 100 milhões de neurónios, enquanto que nos humanos esse número é mil vezes maior.

O supercomputador já foi testados com sucesso para simular o processamento da informação dos sentidos num segmento do córtex cerebral, permitindo, em particular, que um robô fosse capaz de interpretar informações visuais em tempo real. O robô foi capaz de se mover em direcção a determinados objectos, ignorando e contornando outros – de for semelhante aos seres humanos.

De igual forma, os especialistas conseguiram imitar o funcionamento dos gânglios da base – região do cérebro afectada pela doença de Parkinson -, para que esta simulação possa ajudar futuramente no desenvolvimento de tratamentos contra esta patologia.

“Essencialmente, criamos uma máquina que trabalha de uma forma mais parecida como o cérebro” do que um computador comum, “o que é fantástico!”,concluiu Furber.

ZAP // RT / ScienceAlert

Por ZAP
8 Novembro, 2018

Nota: O CPU Intel 80286 foi um microprocessador lançado pela Intel em 1 de Fevereiro de 1982, mas somente a partir de 1984 passou a ser utilizado pela IBM no seu PC AT (Advanced Technology). Desde essa data que monto (assemblagem), configuro, reparo e faço manutenção de desktops até aos actuais CPU’s i3, i5 e i7. Nesta peça, o que não compreendo é como um projecto que “Segundo os responsáveis pelo projecto, levou 20 anos de desenvolvimento teórico e 12 para construção”, ser um super-computador actual dado que todo o hardware que compõe um PC seja ele super ou normal, está em constante desenvolvimento e evolução tecnológica. A não ser que os engenheiros, ao longo desses anos de construção, estivessem sempre a actualizar o hardware ou então esse super-computador não possui o hardware de um computador normal. Ou então não o chamem de super-computador mas um sistema neuromórfico.

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