4028: Descoberta de novo dinossauro preenche lacuna na sua história evolutiva

CIÊNCIA/PALEONTOLOGIA

University of Utrecht

Uma nova espécie de dinossauro encontrada na Suíça preenche uma lacuna na história evolutiva dos saurópodes. Os ossos já foram encontrados há várias décadas, mas pensavam que pertencia a uma espécie já conhecida.

Os dinossauros foram o grupo dominante de animais na Terra por mais de 150 milhões de anos. Os saurópodes herbívoros de pescoço comprido, como o brontossauro, o diplodoco e o braquiossauro, provavelmente estão entre os dinossauros mais famosos, em parte graças ao seu enorme tamanho e formato estranho do corpo. Alguns dos maiores saurópodes mediam até 37 metros de comprimento.

Mas menos conhecido é que eles descendem de criaturas muito menores, de duas pernas, omnívoras ou herbívoras, conhecidas como sauropodomorpha. Uma equipa de investigadores identificou recentemente uma nova espécie de dinossauro que representa o passo evolutivo conhecido mais antigo entre sauropodomorpha e saurópodes, de há cerca de 225 milhões de anos.

Os sauropodomorpha estavam entre os primeiros dinossauros que existiram durante o final do período Triássico, de há cerca de 230 milhões de anos. Durante esse período, os dinossauros ainda não eram o grupo dominante de animais na Terra e tiveram que compartilhar o mundo com outros animais.

No final do Triássico e no Jurássico mais antigo, as mudanças ambientais levaram à evolução de predecessores maiores e mais imediatos de saurópodes. Esses dinossauros eram maiores, tinham pescoços mais longos, comiam apenas plantas e, mais importante, andavam em quatro patas devido ao seu tamanho.

O novo dinossauro, baptizado de Schleitheimia, enquadra-se nessa categoria. Alguns dos seus ossos foram encontrados pela primeira vez na Suíça, em 1915. Outros foram encontrados em Hallau, perto de Zurique, na década de 1940, e outros da mesma camada geológica foram descobertos em Schleitheim, também perto de Zurique, na década de 1950. Mas, durante anos, acreditava-se que esses fósseis pertencessem a uma espécie anterior de sauropodomorpha.

Agora, a equipa de investigadores descobriu várias adaptações do tipo saurópode nas vértebras dorsais (coluna vertebral), no fémur (osso da perna) e na região pélvica ou do quadril. O estudo foi publicado, este mês, na revista científica Swiss Journal of Geosciences.

Todas essas adaptações sugerem que o dinossauro era mais pesado e andava principalmente em quatro patas, por isso não podia ser um plateossauro, como pensado anteriormente. Tinha que ser outra coisa e, de facto, acabou mesmo por ser algo novo.

A análise dos paleontólogos sugere que o novo dinossauro, Schleitheimia, era na verdade um tipo intermediário entre sauropodomorpha e saurópodes.

Isto torna o Schleitheimia especial de duas maneiras. Primeiro, é muito mais antigo do que os outros tipos de dinossauros de transição conhecidos entre sauropodomorpha e saurópodes. E segundo, é a primeira forma de transição conhecida da Europa.

O que é ainda mais interessante é que alguns fósseis de Schleitheimia foram encontrados na mesma pedreira que um plateossauro. Isto significa que sauropodomorpha ancestrais e as formas de transição compartilharam o mesmo habitat durante um tempo. Eventualmente, no entanto, os saurópodes tomaram conta do meio ambiente.

Talvez o tamanho e o pescoço mais longo tenham ajudado a procurar comida. No início do período jurássico, há cerca de 170 milhões de anos, os saurópodes já viviam em todo o mundo, da China à Argentina. Schleitheimia oferece mais uma peça do quebra-cabeças sobre o que aconteceu na história muito antiga dos saurópodes na Terra.

Por ZAP
21 Julho, 2020

 

spacenews

 

2841: Glaciares suíços perderam 10% do volume nos últimos cinco anos

ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS

Os cerca de 4.000 glaciares alpinos, que fornecem água a milhões de pessoas, além de serem atracções turísticas, podem perder 90% do seu volume até ao fim do século se não se reduzirem as emissões de gases com efeito de estufa.

© REUTERS

Os glaciares suíços perderam 10% do volume nos últimos cinco anos, a maior redução em cem anos, alertou esta terça-feira a Academia Suíça das Ciências.

A Academia baseia-se nas medições feitas pelos peritos do painel inter-governamental para as alterações climáticas, que estudou a criosfera – gelos permanentes – em vinte glaciares.

Várias vagas de calor registadas durante o verão deste ano fizeram descer o gelo para “níveis recorde”, apesar de o inverno anterior ter sido marcado por um mês de Janeiro muito frio e chuvoso, sobretudo na vertente norte dos Alpes.

Em Abril e Maio, havia mais 20% a 40% de neve nos glaciares em relação aos valores médios, mas bastaram duas semanas no fim de Junho e fim de Julho para derreter o equivalente a todo o consumo anual de água potável na Suíça.

Segundo um estudo recente da Escola Politécnica Federal de Zurique, os cerca de 4.000 glaciares alpinos, que fornecem água a milhões de pessoas, além de serem atracções turísticas, podem perder 90% do seu volume até ao fim do século se não se reduzirem as emissões de gases de efeito de estufa responsáveis pelo aquecimento global.

Desde 1900 já desapareceram mais 500 glaciares na Suíça.

Diário de Notícias
Lusa
15 Outubro 2019 — 14:10

 

2694: Adeus, Pizol. Suíços fizeram funeral a glaciar que (quase) desapareceu

AMBIENTE

Gian Ehrenzeller / EPA

Mais de duas centenas de pessoas reuniram-se neste Domingo para realizar um funeral simbólico pelo desaparecimento de um dos glaciares mais estudados do mundo – Pizol.

Cerca de 250 pessoas reuniram-se após um trilho de duas horas pelo terreno onde antes se encontrava o antigo glaciar, localizado na montanha Pizol, que lhe dá o nome, perto de Liechtenstein e da Áustria, a 2.700 metros de altitude.

O glaciar ainda não desapareceu completamente mas, segundo os cientistas, perdeu 80% do seu volume desde 2006 devido às alterações climáticas. Restam agora 26.000 metros quadrados de gelo, menos do que quatro campos de futebol, refere o Observador.

O Pizol perdeu tanto volume que, “numa perspectiva científica, já nem sequer é um glaciar”, disse à agência AFP a activista Alessandra Degiacomi. Um estudo de investigadores suíços concluiu que, até 2050, pelo menos metade dos glaciares da Suíça vão desaparecer.

O funeral simbólico ao Pizol contou ainda com a presença de um padre e vários cientistas. A cerimónia foi organizada pela Associação Suíça pela Protecção do Clima, que pede a redução para zero das emissões de dióxido de carbono no país até 2050. Uma coroa de flores foi colocada na montanha, em memória do glaciar.

Viemos aqui para dizer ‘adeus’” ao Pizol, disse Matthias Huss, especialista em glaciares. Já o pároco de Mels, localidade onde o glaciar se localiza, pediu “ajuda de Deus para superar o enorme desafio das mudanças climáticas”.

Matthias Huss disse à AFP que, independentemente do que possamos vir a fazer, os Alpes vão perder, pelo menos, metade da massa de gelo até 2100.

O Pizol não é o primeiro glaciar a desaparecer dos Alpes Suíços. “Desde 1850, estimamos que mais de 500 glaciares suíços tenham desaparecido completamente”. Ainda assim, o Pizol é o “primeiro glaciar densamente estudado a desaparecer”. De acordo com o matutino, estava a ser acompanhado pelos especialistas desde 1893.

Depois do Pizol, os especialistas estimam que o maior glaciar dos Alpes, o Aletsch, possa vir a desaparecer completamente nas próximas oito décadas.

ZAP //

Por ZAP
23 Setembro, 2019

 

2374: O aspecto de uma das mais famosas montanhas da Europa está a mudar (e já se sabe quem é o culpado)

CIÊNCIA

Mrexentric / pixabay

Uma das montanhas mais pitorescas da Europa está a desmoronar-se pouco a pouco devido às alterações climáticas, alertam os especialistas.

De acordo com um artigo publicado na revista Arctic, Antarctic and Alpine Research, o derretimento o permafrost na montanha Matterhorn, de 4.480 metros de altura, e a remoção das suas geleiras estão a causar a desintegração da montanha.

A equipa do Instituto Federal de Tecnologia de Zurique, na Suíça, instalou 50 sensores de movimento a 3.692 metros de altura em Junho para actualizar as previsões de possíveis deslizamentos de terra nesta montanha característica em forma de pirâmide que se localiza na fronteira da Suíça com a Itália.

Os investigadores compararam o derretimento de Matterhorn com um gelado de stracciatella recheado com pedaços finos de chocolate. Quando os pedaços amolecem, o gelado perde a firmeza.

“Quando as montanhas altas descongelam no verão, a rigidez diminui e os sedimentos do solo ficam instáveis ​​como consequência da água”, disse um dos cientistas, Jan Beutel, ao jornal The Daily Mail.

As fendas crescem e movem-se. Muitas continuam a mover-se na mesma direção todos os anos e, em algum momento, uma pequena escala da superfície acaba por se partir”, disse.

Embora o Matterhorn não entre em colapso, a remoção da neve e do seu manto de gelo terá consequências na aparência da montanha. “A natureza está a mudar, são mudanças subtis, mas coisas importantes estão a acontecer”, disse. O cientista lembrou que as montanhas mais altas são as primeiras a perceber as consequências da mudança climática.

O especialista sublinhou ainda que o alpinismo está a ser afectado negativamente pelo aquecimento global, criando condições instáveis ​​para subidas e aumentando o risco de deslizamentos de terra.

ZAP //

Por ZAP
27 Julho, 2019

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1087: Única no mundo, arqueólogos encontram mão de bronze com 3500 anos

CIÊNCIA

Dentro de uma antiga sepultura na Suíça, arqueólogos descobriram uma antiga mão de bronze numa algema em ouro. A descoberta com 3500 anos é única no mundo.

Desconcertante mas potencialmente muito importante para a arqueologia, nada semelhante a esta mão tinha sido alguma vez descoberta nesta parte da Europa. As primeiras conclusões presumem que a mão seja um símbolo de poder mas ainda não está claro se pertencia a uma escultura maior ou se é apenas um ornamento superior de um cajado.

Os Serviços Arqueológicos do Cantão de Berna estão a realizar uma análise científica detalhada do curioso objecto que surgiu e afirmam que todas as questões poderão ser respondidas dentro de alguns meses.

A datação preliminar do carbono detectou que a mão remonta a 1500 e 1400 a.C.durante a Idade do Bronze na Europa.

A datação ainda sugere que talvez esta seja a peça de bronze mais antiga do mundo a representar uma parte do corpo humano. Caso seja parte de uma escultura maior, pode até ser considerada a escultura de bronze mais antiga da Europa.

“Para o conhecimento de especialistas suíços, alemães e franceses, nunca houve uma escultura comparável que datasse da Idade do Bronze na Europa Central”, disseram os Serviços Arqueológicos do Cantão de Berna num comunicado. “É, por isso, um objecto único e marcante”.

Intitulada como a “mão de Prêles”, o artefacto foi descoberto perto do Lago Biel, na província de Berna, no outono de 2017. Junto da mão também foi encontrado uma lâmina de um punhal de bronze e uma costela humana.

No verão de 2018, os arqueólogos que trabalhavam no local também descobriram restos mortais de um homem adulto que teria sido enterrado numa construção de pedra muito mais antiga.

Dentro do túmulo também existia um alfinete de peito e um ornamento para o cabelo ambos feitos em bronze. Restos de uma placa de ouro também foram encontrados o que pode sugerir a existência de uma outra mão de bronze.

Os investigadores esperam que, ao descobrir a identidade do homem, consigam decifrar o significado da mão de bronze.

“Ele deveria ser alguém de um alto escalão“, afirmaram os Serviços Arqueológicos do Cantão de Berna.

“Ainda é muito cedo para determinar se a mão foi feita na região dos Três Lagos ou noutro país distante. Não sabemos nem o significado, nem a função atribuída a este homem. O ornamento em ouro sugere-nos que será um emblema de poder, um sinal distintivo da elite social, até mesmo de uma divindade“, acrescentaram.

Por ZAP
29 Setembro, 2018

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