2708: Continentes subterrâneos podem ser tão antigos quanto a Terra

CIÊNCIA

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Cientistas apuraram que os continentes subterrâneos, por debaixo da superfície terrestre, podem ser tão antigos quanto o próprio planeta Terra.

Um novo estudo sugere que os continentes subterrâneos podem ser tão antigos quanto a própria Terra. Os investigadores apontam que estes podem ter-se formado quando um antigo oceano de magma se solidificou na superfície do planeta há 4,5 mil milhões de anos.

Desde os anos 70 que os cientistas têm conhecimentos destes continentes subterrâneos, que “vivem” por debaixo da camada superficial da Terra. Durante os terramotos, a reverberação atinge algumas lombas quando passa por estes enormes pedaços de pedra. Apesar de conseguirem identificar a sua localização, os cientistas não sabem quando é que estas estruturas surgiram.

Segundo o GeoSpace, alguns cientistas sugerem que estas concentrações rochosas são pedaços do planeta que mergulharam no manto da Terra e se amontoaram ao longo do tempo. Contudo, o novo estudo publicado em Julho na revista científica Journal Geochemistry, Geophysics, Geosystems, retrata uma realidade diferente.

Os investigadores teorizam que estes continentes subterrâneos podem ser tão antigos quanto a própria Terra, sobrevivendo ao intenso historial vulcânico do nosso planeta.

Para chegarem a esta conclusão, os cientistas reuniram amostras geológicas de vários pontos do planeta onde se sabia existirem esta formações rochosas subterrâneas. Segundo o LiveScience, as amostras do interior do planeta carregam isótopos antigos, ou versões de átomos, como o hélio-3, que foram forjados durante o Big Bang.

No passado, alguns geólogos acreditavam que as plumas mantélicas chegavam à superfície em linhas rectas, mas, na verdade, sabe-se agora que estas sofrem ricochetes, mudando a sua direcção à medida que sobem até à superfície.

“É uma estrutura mais robusta para tentar responder a essas perguntas em termos de não fazer essas suposições de material verticalmente crescente, mas sim para levar em conta o quanto estas plumas desviaram”, disse o co-autor do artigo Curtis Williams.

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Por ZAP
25 Setembro, 2019