Stephen Hawking previu raça de “super-humanos” que irá destruir a humanidade

O físico e cosmólogo britânico, que morreu no passado mês de Março, deixou artigos e ensaios nos quais prevê a existência de uma raça modificada geneticamente que irá acabar por destruir a humanidade

O físico e cosmólogo britânico Stephen Hawking morreu no dia 14 de Março
© REUTERS/Lucas Jackson

Antes de morrer, Stephen Hawking deixou um aviso: o físico britânico previu que os avanços na engenharia genética vão levar à criação de uma raça de super-humanos, que acabará por destruir a humanidade.

“Acredito que durante este século, as pessoas vão descobrir como modificar a inteligência e os instintos, tal como a agressão. ​​​Vão ser criadas leis contra a engenharia genética em humanos, mas algumas pessoas não vão ser capazes de resistir à tentação de melhorar as características humanas como a memória, a resistência a doenças e a longevidade da vida”, escreveu Stephen Hawking num conjunto de artigos e ensaios, revelados pelo The Sunday Times , e que vão ser publicados esta terça-feira, 16 de Outubro, no livro “Brief Answers to the Big Questions” (“Breves Respostas para as Grandes Questões”, em tradução livre).

Nos seus últimos pensamentos, o físico e o cosmólogo britânico, que morreu no dia 14 de Março, aos 76 anos, refere que as pessoas mais ricas vão, em breve, poder editar o seu próprio ADN e o dos seus filhos com o objectivo de “criar super-humanos com uma memória aprimorada, resistência a doenças, inteligência e longevidade”, escreve a publicação.

Edição genética

Estes super-humanos vão ser uma ameaça à humanidade, avisa Stephen Hawking nos artigos e ensaios que deixou. O professor britânico, que sofria de esclerose lateral amiotrófica, diagnosticada aos 21 anos, refere nos textos que quem não conseguir recorrer à alteração genética vai sofrer com a raça modificada. “Assim que os super-humanos aparecerem vai haver problemas políticos significativos com os humanos que não foram melhorados, que não serão capazes de competir”, argumenta. Hawkings refere que os humanos comuns vão, presumivelmente, acabar por “morrer, ou deixar de ter importância”.

No conjunto de artigos e ensaios, o físico alerta para a possibilidade de existir no futuro “uma raça de seres auto desenhados que vai melhorando a um ritmo acelerado”.

De acordo com o The Guardian, as afirmações de Stephen Hawkings são baseadas na técnica de edição genética CRISPR-Cas9, que permite cortar o genoma (informação genética modificada no ADN) onde se quer para depois repará-lo. Um sistema que tem gerado controvérsia entre a comunidade científica.

Diário de Notícias
DN
15 Outubro 2018 — 15:14

 

1130: Publicado o último trabalho de Stephen Hawking

Black hole entropy and soft hair é o título do último trabalho em que o físico colaborou e dá um contributo para resolver o “paradoxo da informação” relativo aos buracos negros

Imagem de buraco negro na galáxia MCG 6-30-15
Foto ESA

Stephen Hawking

Stephen Hawking morreu no dia 14 de Março, aos 76 anos, mas até aos últimos dias de vida fez parte da equipa formada por cientistas de Cambridge e Harvard que desenvolveu um trabalho sobre o “centro da vida de Hawking” durante mais de 40 anos, segundo palavras do seu colega de equipa, o físico teórico Malcolm Perry.

O resultado é Black hole entropy and soft hair, publicado na terça-feira. Assinado por Sasha Haco, Stephen Hawking, Malcolm Perry e Andrew Strominger, debruça-se sobre o chamado “paradoxo da informação”, questão relacionada com a preservação da informação de um objeto que caia num buraco negro.

Seis décadas depois de Albert Einstein definir a massa, carga eléctrica e momento angular na teoria da relatividade, Hawking acrescentou outra propriedade aos buracos negros: a temperatura. Como todos os objectos perdem calor no espaço, previu que os buracos negros acabassem por deixar de existir. Porém, o cientista britânico estabeleceu a hipótese de que de alguma forma a informação dos objectos que lá tivessem caído permanecesse.

“Como é que a informação pode ser recuperada se o próprio buraco negro acaba por desaparecer?”, questiona Perry, em declarações ao The Guardian. A resposta está na hipótese de o objecto alterar a temperatura do buraco negro – e que a sua entropia pode ser registada através de fotões ou outras partículas à volta do buraco negro.

A fórmula para a temperatura dos buracos negros é conhecida como a temperatura de Hawking. Como escreve Malcolm Perry no Guardian, “todo o objecto que tem temperatura tem entropia e a entropia é uma medida de quantas formas formas diferentes um objecto pode ser feito através dos seus ingredientes microscópicos e continuar a parecer o mesmo”.

O físico John Wheeler e colegas defendiam a ideia de que os buracos negros não têm cabelo (teorema da calvície), uma metáfora que significava que todos os buracos negros eram idênticos.

Mas como todos os buracos negros se assemelham, a “origem da entropia estava no centro do paradoxo da informação”, continua Perry. Este físico, em conjunto com Hawking e Strominger descobriu em 2016 que afinal os buracos negros “têm cabelo”. E neste trabalho os cientistas descrevem a forma de calcular a entropia dos buracos negros.

Perry explica que este paper não tem a solução para o paradoxo da informação, mas que é um contributo nesse sentido. “É necessário mais trabalho, mas sentimo-nos muito encorajados a continuar a nossa investigação nesta área. O paradoxo da informação está intimamente ligado à nossa busca por uma teoria da gravidade que seja compatível com a mecânica quântica”, concluiu o professor de Cambridge.

Diário de Notícias
DN
11 Outubro 2018 — 14:03

 

900: Cientistas afirmam ter evidências de um universo anterior ao nosso

NASA / Dana Berry / SkyWorks Digital

Cientistas afirmam que as evidências de universos passados ​​podem existir mesmo no céu nocturno – sendo restos de buracos negros de outro universo.

De acordo com a New Scientist, a ideia baseia-se na Cosmologia Cíclica Conforme (CCC). A teoria dá conta de que o Universo passa por ciclos constantes de Big Bangs e compressões, ao invés de ter começado a partir de uma única explosão vinda do nada.

Enquanto a maior parte do Universo seria destruída de um ciclo para o outro, os cientistas afirmam que certa quantia de radiação electromagnética poderia sobreviver ao processo de “reciclagem”. As descobertas foram publicadas no arXiv, sendo ainda passíveis de questionamento antes de serem publicadas numa revista científica.

“O que afirmamos ver é o material remanescente final depois de um buraco negro que evaporou no universo anterior”, disse o físico matemático da Universidade de Oxford, Roger Penrose, co-autor do estudo e co-criador da teoria da CCC, em declarações ao site.

A evidência surge na forma de “pontos de Hawking“, em homenagem ao famoso físico britânico Stephen Hawking, falecido em Março deste ano, que lançou uma teoria de que os buracos negros emitiriam um tipo de radiação que ficou conhecida como “radiação Hawking”. É isto que Penrose e os restantes colegas sugerem que passe de um universo para outro.

A equipa diz que os pontos de Hawking podem aparecer no Universo presentes no calor remanescente do Big Bang, conhecido como fundo cósmico de micro-ondas (CMB, na sigla em inglês para Cosmic Microwave Background). Os pontos de Hawking pareceriam círculos de luz no mapa do CMB, conhecidos como modos B.

Anteriormente, acreditava-se que esses pontos anómalos no CMB fossem causados ​​por ondas gravitacionais de poeira interestelar. Mas Penrose e os seus colegas afirmam que a sua teoria poderia fornecer uma resposta intrigante, e um desses pontos de Hawking pode até já ter sido encontrado pelo projecto BICEP2, que tem como objectivo mapear o CMB.

“Embora pareça problemático para a inflação cósmica, a existência de tais pontos anómalos é uma implicação da Cosmologia Cíclica Conforme“, escreveu a equipa no artigo.

“Apesar da temperatura extremamente baixa na emissão, na CCC, essa radiação é concentrada pela compressão de todo o futuro do buraco negro, resultando num único ponto no cruzamento para o nosso universo actual”, acrescentaram.

A teoria de um universo reciclado não surge sem controvérsia. A maioria das evidências sugere que a expansão do Universo tem acelerado, não sendo denso o suficiente para comprimir de volta num único ponto e se expandir novamente; às vezes chamado de teoria do Big Bounce.

Ainda estamos a tentar encontrar uma evidência concreta da radiação Hawking, assim como dos pontos de Hawking. Por isso, embora seja uma teoria interessante, ainda há muito trabalho a fazer antes que alguém reivindique a existência definitiva de um universo anterior ao nosso.

Por Ciberia
21 Agosto, 2018

(Foram corrigidos 8 erros ortográficos do texto original)

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686: Os buracos negros podem ser dois wormholes que colidiram

 

Embora este tema já tivesse sido publicado AQUI, penso que este é mais completo, por isso a sua repetição.

(dr) The SXS (Simulating eXtreme Spacetimes) Project

Quando dois wormholes colidem, são criadas ondulações no espaço-tempo. Esses ecos gravitacionais poderiam ser detectados por instrumentos futuros, fornecendo evidências de que essa hipotética colisão através do espaço-tempo existe mesmo.

O Observatório de Ondas Gravitacionais por Interferómetro Laser (LIGO) detectou recentemente ondulações no espaço-tempo, chamadas de ondas gravitacionais, uma descoberta que valeu aos cientistas o Prémio Nobel da Física em 2017. Essas ondas são provenientes da fusão de buracos negros, acreditam os especialistas.

No entanto, embora essa detecção sustente a existência de buracos negros, esses objectos apresentam ainda muitos problemas teóricos. Um deles relaciona-se com o facto de parecerem inconsistentes com as leis da mecânica quântica.

Uma das principais características dos buracos negros é o seu horizonte de eventos, uma região do espaço-tempo além da qual nada pode escapar – nem mesmo a luz. Aliás, é por este motivo que se atirarmos algum objecto para um buraco negro, esse objecto desaparece.

Stephen Hawking descobriu que, graças ao tunelamento quântico, os buracos negros podem na verdade produzir um pouco de radiação, algo que ficou conhecido como “radiação Hawking“. Contudo, o que sai do buraco negro é completamente aleatório, isto é, não contém nenhuma pista sobre o que entrou nele anteriormente.

A mecânica quântica funciona de uma forma muito pragmática: se sabemos tudo sobre um sistema particular, devemos também ser capazes de descrever o seu passado e o seu futuro. Assim, um horizonte de eventos do qual nada sabemos não combina com a mecânica quântica.

Para resolver este paradoxo, alguns físicos sugeriram que os horizontes de eventos não existem. Em vez de abismos dos quais nada retorna, os buracos negros podem ser objectos especulativos que não têm horizontes de eventos, como as estrelas de bósons ou os wormholes.

Sai buraco negro, entra wormhole

No recente estudo, publicado na revista científica Physical Review D, físicos belgas e espanhóis levantaram a hipótese de que se dois wormholes colidissem, produziriam ondas gravitacionais muito semelhantes às que são geradas pela fusão de buracos negros.

A única diferença seria na última fase da fusão, chamada de ringdown, quando o buraco negro ou os wormholes recém-combinados relaxam no seu estado final. Como os wormholes não têm horizontes de eventos, as ondas gravitacionais poderiam ser recuperadas, produzindo um eco durante o ringdown.

“O interior do objecto é uma espécie de cavidade onde as ondas gravitacionais são reflectidas. A produção de ecos gravitacionais não é muito diferente de ecos sonoros num vale, por exemplo”, explicaram os investigadores ao Live Science.

O problema é que, como a força do sinal cai durante o ringdown, torna-se muito fraco para a configuração atual do LIGO conseguir detectar. No entanto, este panorama pode mudar no futuro, uma vez que os cientistas continuam a actualizar-se, ajustando o instrumento.

A verdade é que, actualmente, os wormholes são menos um facto científico e mais ficção científica. Aliás, eles são comummente descritos em filmes e livros como uma espécie de “estrada intergaláctica“.

No entanto, para que se possa atravessar os wormholes, precisaríamos de alguma matéria exótica desconhecida de forma a mantê-los abertos. Por esse motivo é que se mantêm hipotéticos, pelo menos para já. Além disso, as repercussões de uma detecção de ecos gravitacionais potencialmente provenientes de wormholes seriam dramáticas para a física.

Mas os cientistas mantêm a mente aberta e acreditam que vale a pena explorar essa possibilidade. “Está na altura de levar a sério a possibilidade de existirem outros objectos que podem ser tão maciços e compactos quanto os buracos negros”, afirma o físico português Vitor Cardoso, que já estudou wormholes.

ZAP // HypeScience

Por ZAP
24 Junho, 2018

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658: A voz de Hawking vai ser enviada para o espaço numa mensagem de “paz e esperança”

A voz de Hawking vai ser enviada para o espaço numa mensagem de “paz e esperança”

Esta sexta-feira, a voz de Stephen Hawking será enviada para o espaço, quando as suas cinzas forem depositadas na Abadia de Westminster, em Londres. “É uma mensagem de paz e esperança”, diz a família.

Um registo da voz sintetizada do astrofísico Stephen Hawking será enviada para o espaço esta sexta-feira, quando forem depositadas as suas cinzas junto às sepulturas de Isaac Newton e de Charles Darwin, na Abadia de Westminster, em Londres, Reino Unido.

As palavras do físico, que faleceu no dia 14 de Março aos 76 anos em Cambridge, serão acompanhadas de uma trilha musical composta pelo músico grego Vangelis, famoso por ser o autor da trilha sonora do filme “Carruagens de Fogo”.

Para Lucy Hawking, filha do cosmólogo, a acção constitui “um belo e simbólico gesto que cria um vínculo” entre a presença do seu pai neste planeta e o “seu desejo de ir ao espaço e todas as suas explorações do Universo”.

A voz de Hawking será transmitida por satélite para o buraco negro mais próximo da Terra. “É uma mensagem de paz e esperança, sobre união e sobre a nossa necessidade de vivermos juntos em harmonia neste planeta”, afirmou Lucy.

Um CD da composição, uma “homenagem pessoal de Vangelis ao professor”, será entregue a todos os convidados ao Serviço de Ação de Graças na Abadia de Westminster, adiantaram os familiares.

Amigos de Hawking, entre eles o actor Benedict Cumberbatch – que interpretou Hawking numa série da BBC – e o astronauta Tim Peake, vão marcar presença durante a cerimónia de despedida do investigador, assim como a sua família e outras mil pessoas que solicitaram presença.

Stephen Hawking sofria desde os 21 anos de uma doença neuro-degenerativa que, aos poucos, o deixou imóvel e o obrigava a comunicar através de um sintetizador de voz.

ZAP // Ciberia / EFE

Por ZAP
15 Junho, 2018

Com o devido respeito pelo falecido e sua Família, não se esqueçam de traduzir essa mensagem para Goa’uld no Planeta P3X-888, assim como para os Asgard, Tokra’s, Tollan’s mas não mandem para o Apophis, nem para o He-ur que esses ainda podem vir atacar a Terra… O Dr. Jackson e o Teal’c podem ajudar na tradução

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547: Os viajantes no tempo foram convidados para o funeral de Stephen Hawking

ntnu-trondheim / Flickr

O físico Stephen Hawking, que morreu em Março aos 76 anos, será lembrado, principalmente, pelo seu trabalho pioneiro no estudo de buracos negros e na descrição da origem do universo. Mas Hawking deveria também ser lembrado por dar uma das “piores” festas de sempre.

Em Junho de 2009, Stephen Hawking organizou uma festa destinada a viajantes no tempo. No dia seguinte, o físico envio os convites. “As cópias sobreviverão de qualquer forma.”

“Talvez alguém a viver no futuro encontre esta informação e use uma máquina do tempo para vir à minha festa, provando que, um dia, as viagens no tempo serão possíveis.”

Ninguém compareceu na festa de Hawking. Mas talvez um humano curioso utilize uma máquina do tempo desta vez para comparecer nas cerimónias fúnebres do cientista, que se realizarão em Westminster Abbey, a 15 de Junho.

De acordo com a Fundação Stephen Hawking, os viajantes no tempo foram cordialmente convidados para as cerimónias.

O blogger de viagens IanVisits apercebeu-se dos convites dirigidos a viajantes no tempo quando tentava comprar um dos 1000 bilhetes disponíveis para o público no site da Fundação.

Quando procurou explicações para isso, a Fundação do físico esclareceu sobre a sua política de integração de viajantes no tempo: “Não podemos excluir a possibilidade de viagens no tempo, uma vez que ainda não foi possível refutar esta possibilidade. Tudo é possível até prova em contrário”, defendeu um representante da Fundação à BBC.

A Fundação Stephen Hawking indicou que ainda nenhum viajante no tempo comprou bilhete para as cerimónias. As bilhetes encerraram à meia-noite desta terça-feira.

“Até agora tivemos inscrições de todo o globo. E sim, estamos a dizer do globo: não há terraplanistas aqui”, referiu um porta-voz.

As cinzas de Stephen Hawking vão ficar em Westminster Abbey, entre o túmulo de Sir Isaac Newton e Charles Darwin, que o público poderá visitar logo a seguir à conclusão do memorial.

ZAP // Live Science

Por ZAP
16 Maio, 2018

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507: O multiverso. A última publicação de Stephen Hawking

REUTERS/Lucas Jackson

Publicado o derradeiro artigo do físico, no qual prevê a existência de universos paralelos

O último artigo científico publicado pelo físico Stephen Hawking, submetido dias antes da sua morte, aponta para a existência de múltiplos universos semelhantes ao nosso.

O artigo publicado na última edição do Journal of High Energy Physics é fruto de 20 anos de trabalho conjunto com Thomas Hertog e tenta resolver um “problema” criado pelo próprio cientista anos ano 80 do século passado: o dos multiversos.

A conclusão é de que “com base nesta conjectura”, apresentada no artigo, a “saída da inflação eterna” não produz um multiverso inifinito, mas sim “finito e razoavelmente polido”.

No documento, Hawking apresenta ainda os cálculos matemáticos que poderão levar à construção de uma sonda espacial que poderá descobrir indícios da existência desse multiverso.

No artigo científico, realizado durante as suas duas últimas semanas de vida, descreve-se ainda como o nosso universo vai acabar por se transformar em nada à medida que as estrelas forem gastando a sua energia.

Parte desse trabalho tinha já sido publicado, numa versão prévia, e noticiado por vários media:

Stephen Hawking previu o fim do mundo duas semanas antes de morrer

Diário de Notícias
02 DE MAIO DE 2018 20:30

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423: Familiares, amigos e colegas levaram estrelas ao adeus a Hawking

STR / EPA

Centenas de familiares, amigos e colegas reuniram-se este sábado em Cambridge, leste de Inglaterra, para participar nas cerimónias fúnebres do físico britânico Stephen Hawking, cujo génio científico é reconhecido a nível internacional.

As exéquias de Stephen Hawking, um ateu convicto, decorreram em privado, ao início da tarde deste sábado, na igreja de St. Mary the Great, na universidade de Cambridge, muito perto do local onde o reconhecido cientista, cuja investigação na área da relatividade e dos buracos negros se destacou, trabalhou durante mais de 50 anos.

O famoso astrofísico britânico, cujo trabalho se destacou na área da relatividade e dos buracos negros, morreu no passado dia 14 de Março, aos 76 anos, na sua casa em Cambridge.

Centenas de pessoas concentraram-se junto da igreja e aplaudiram quando o caixão, coberto de lírios e rosas brancas a representar as estrelas do universo, e transportado por seis membros da universidade de Cambridge, chegou ao local.

O sino da igreja deu 76 badaladas, uma por cada ano de vida do consagrado astrofísico, cuja vida foi desde cedo marcada pela ALS, doença neurológica incurável e degenerativa diagnosticada aos 21 anos.

“A vida e o trabalho do nosso pai significaram muito para muitas pessoas, crentes e não crentes. Assim, o serviço fúnebre será inclusivo e tradicional, reflectindo a amplitude e a diversidade da sua vida”, disseram os filhos do físico britânico, Lucy, Robert e Tim, num comunicado.

“O nosso pai viveu e trabalhou em Cambridge durante mais de 50 anos. É por essa razão que decidimos organizar o seu funeral nesta cidade que tanto amava e que o amou de volta”, explicaram ainda na mesma nota.

Entre os cerca de 500 convidados presentes nas cerimónias fúnebres constaram várias figuras públicas, como foi o caso do guitarrista do grupo Queen Brian May ou do ator Eddie Redmayne que representou o famoso físico no filme “A Teoria de tudo”, desempenho que foi distinguido com o Óscar de Melhor Actor (2015).

ZAP // Lusa

 

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406: A Teoria-M pode ser a “teoria de tudo”

ntnu-trondheim / Flickr
O físico Stephen Hawking

Desde a formulação da teoria geral da relatividade de 1915, todo físico teórico sonha unir o conhecimento que temos dos minúsculos átomos com a enorme escala do cosmos.

Enquanto que o cosmos é descrito com eficiência pelas equações de Einstein, os átomos são previstos pelo modelo padrão de interacções fundamentais.

O entendimento actual é que a interacção entre objectos físicos é descrito por quatro forças fundamentais. Duas delas – gravidade e electromagnetismo – são relevantes para nós a um nível macroscópico. Já as outras duas, as chamadas interacções fortes e fracas, actuam numa escala muito pequena e são relevantes apenas quando lidamos com processos subatómicos.

O modelo padrão de interacções fundamentais inclui três dessas forças, mas exclui a gravidade. Apesar de funcionar bem para explicar fenómenos em grande escala, como uma órbita de um planeta, a relatividade geral não funciona bem em pequenas distâncias.

Neste modelo, todas as forças são mediadas por partículas específicas. Na gravidade, a partícula chamada gravitão faz esse serviço. Mas quando tentamos calcular como esses gravitões interagem, os resultados são infinitos.

Uma teoria da gravidade consistente deveria ser válida em qualquer escala, e também levar em consideração a natureza quântica das partículas fundamentais. Isso colocaria a gravidade com as outras três interacções fundamentais, resultando na tão sonhada teoria de tudo. Claro que desde a morte de Einstein em 1955 muito progresso foi feito, e hoje a melhor candidata a este papel é a Teoria-M.

Para entender a base da Teoria-M, temos que retornar à década de 1970, quando os cientistas perceberam que em vez de descrever o universo com base em partículas, poderíamos descrevê-lo com base em pequenas cordas que oscilam. Essas “cordinhas” são tubos de energia.

Este novo modo de pensar sobre a natureza resolveu muitos problemas teóricos. Acima de tudo, uma oscilação particular da corda poderia ser interpretada como um gravitão. E ao contrário da teoria da gravidade, a teoria das cordas pode descrever interacções matematicamente sem resultados infinitos.

Depois da descoberta empolgante, físicos teóricos estudaram as consequências dessa ideia. A teoria das cordas, porém, tem os seus altos e baixos. No início, trouxe confusão porque previa a existência de uma partícula que viaja mais rápido que a luz, chamada taquião. Essa previsão contrastava com todas as observações experimentais e trouxe sérias dúvidas em relação à teoria das cordas.

Mesmo assim, este problema foi resolvido no início da década de 1980 com a introdução de algo chamado de super-simetria, que prevê que toda a partícula tem um super-parceiro e, por coincidência enorme, a mesma condição que elimina o taquião. Essa solução foi chamada de primeira revolução das cordas.

Outra característica da teoria é que necessita de dez dimensões tempo-espaço. Até agora, conhecemos apenas quatro: profundidade, altura, largura e tempo. Apesar disso parecer um grande obstáculo, várias soluções foram propostas e actualmente isso é considerada um diferencial, não um problema.

Uma dessas possíveis soluções é que o nosso universo seria apenas um entre vários num multiverso infinito, governado por diferentes leis da física. A outra solução propõe que essas dimensões seriam tão compactas que não somos capazes de senti-las.

Mas há também um outro problema que incomodava os teóricos da época. Uma classificação cuidadosa mostrou a existência de cinco teorias da corda diferentes, e não ficou claro porque a natureza escolheria uma entre as cinco.

É aí que a Teoria-M entra em jogo. Durante a segunda revolução das cordas, em 1995, os físicos propuseram que cinco teorias das cordas diferentes seriam na verdade apenas faces diferentes de uma teoria única que existe em 11 dimensões tempo-espaço, chamada Teoria-M. Isso tem levado físicos teóricos a acreditar que a Teoria-M seja a teoria de tudo.

Mesmo assim, a Teoria-M tem encontrado dificuldades em produzir previsões que possam ser testadas em experiências. A super-simetria está a passar por testes no Grande Colisor de Hadron (fronteira franco-suíça). Se forem encontradas provas de super-parceiros, a teoria será fortalecida.

A maior parte dos físicos e cosmólogos são movidos pela vontade de encontrar uma descrição simples do universo que pode explicar tudo. Ainda não chegamos lá, mas não teríamos hipótese sem mentes brilhantes como a de Stephen Hawking.

ZAP // HypeScience

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386: Duas semanas antes de morrer, Hawking previu o fim do Universo

lwpkommunikacio / Flickr
O astro-britânico Stephen Hawking

O físico britânico Stephen Hawking, falecido no passado dia 14 de Março, apresentou duas semanas antes da sua morte um estudo no qual estabelece as bases teóricas para a existência de universos paralelos e prevê o fim da existência de nosso universo.

Segundo o The Times, Stephen Hawking é co-autor de um novo estudo científico, cujas últimas revisões foram aprovadas a 4 de Março, que será brevemente publicado numa revista científica após revisão por pares e aprovação final.

O novo trabalho matemático de Hawking revela de que forma a humanidade poderia detectar provas experimentais do chamado multiverso, a existência de múltiplos universos, e aponta as ferramentas matemáticas necessárias para que uma sonda espacial seja capaz de descobrir sua existência.

Além disso, o astrofísico prevê no novo estudo que o destino final do nosso Universo será o de desaparecer inevitavelmente na escuridão, à medida que todas as estrelas forem esgotando a sua energia.

O físico Thomas Hertog, co-autor do estudo, assegura que esta nova teoria irá “colocar a ideia de multiverso num quadro científico comprovado“. Hertog, professor de física teórica da Universidade de Leuven, na Bélgica, adianta que se reuniu pessoalmente com Hawking para obter a aprovação final antes de enviar o documento para revisão.

Se a ideia de multiverso tivesse sido cientificamente provada quando Stephen Hawking ainda era vivo, o mítico astrofísico teria sido seguramente distinguido com o Prémio Nobel, “que há muito desejava”, revela o The Times.

Stephen Hawking, considerado por muitos como um génio único e o físico mais brilhante desde Albert Einstein, postulou algumas das mais importantes descobertas científicas no campo da cosmologia teórica, especialmente no estudo dos buracos negros – cuja validação por dados experimentais é normalmente muito difícil ou impossível.

Os prémios Nobel atribuídos por estudos científicos requerem validação experimental dos dados em que se baseiam – algo que Hawking, que morreu a semana passada, nunca pode fazer. E infelizmente, o prémio não é atribuído postumamente.

Stephen Hawking, o maior físico do nosso tempo, estará assim condenado a nunca receber o prémio Nobel pelas suas descobertas. Pelo menos, nesta instância do Multiverso.

ZAP // Sputnik News / The Times

Por SN
19 Março, 2018

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