4885: Cinzas de Scotty de Star Trek foram “contrabandeadas” para a EEI. Durante 12 anos, quase ninguém soube

Como fan da série Star Trek, não podia deixar escapar esta notícia.

(cv) YouTube

Parte das cinzas do falecido James Doohan, o actor canadiano que interpretou o engenheiro-chefe Montgomery Scott na série Star Trek, foram colocadas a bordo da Estação Internacional Espacial (EEI) de forma ilegal há mais de uma década.

Durante doze anos, apenas a família do actor e Richard Garriott, o empresário que levou as cinzas de Doohan até à estação orbital, souberam desta “missão clandestina”.

Depois de Doohan falecer aos 85 anos, em Julho de 2005, a sua família tentou cumprir o seu desejo de entrar na EEI, mas os pedidos oficiais foram sempre rejeitados, tal como escreve esta semana o jornal britânico The Times.

A sua vontade acabaria por ser cumprida através do britânico Richard Garriott, empresário que actua no ramo dos videojogos e sexto turista espacial que, em 2008, durante a sua viajem particular à EEI, colocou algumas das cinzas de Doohan no módulo Columbus.

Foi completamente clandestino“, disse o empresário ao mesmo diário, confessando que, até agora, só o próprio e a família de Doohan sabiam do sucedido.

“A família de [Doohan] ficou muito satisfeita com a colocação das cinzas [na EEI], mas todos nós ficamos muito desapontados por não termos falado sobre isto publicamente durante tanto tempo. Agora, já passou tempo suficiente para que o possamos fazer”.

Ao mesmo jornal, o filho do actor, Chris Doohan agradeceu a Garriott por “contrabandear” as cinzas do seu pai até à EEI: “O que fez foi comovente… significou muito para mim, para a minha família e teria significado muito para o meu pai”.

O The Times escreve ainda que esta não foi a primeira vez que as cinzas de Doohan chegaram – ou pelo menos tentaram – alcançar o Espaço: em 2008, parte das suas cinzas seguia a bordo do foguete Falcon 1 da Space X, mas a missão acabou por fracassar minutos depois do lançamento; poucos anos depois, em 2012, uma urna com algumas das suas cinzas voou até ao Espaço a bordo do SpaceX Falcon 9.

As cinzas de “Scotty” viajaram cerca de 2,7 mil milhões de quilómetros através do Espaço e orbitaram a Terra mais de 70 mil vezes.

Por Sara Silva Alves
29 Dezembro, 2020


1053: Astrónomos descobriram “Vulcano”, o planeta de Spock

Leonard Nimoy como Spock, na saga Star Trek

Astrónomos norte-americanos descobriram um exoplaneta com características muito semelhantes às de “Vulcano”, o planeta de origem de Spock, o inesquecível personagem da mítica série “Star Trek”.

Localizado a 16 anos-luz da Terra, o novo planeta orbita a estrela HD 26965 e “é a super-Terra mais próxima que orbita outra estrela similar ao Sol”, explica o astrónomo Jian Ge, da Universidade da Florida e que trabalha no Dharma Planet Survey.

“O planeta tem aproximadamente o dobro do tamanho da Terra e orbita a sua estrela com um período de 42 dias”, explica o cientista, citado pela agência Europapress.

“A estrela alaranjada HD 26965 é só ligeiramente mais fria e menos massiva do que o nosso Sol, tem aproximadamente a mesma idade e tem um ciclo magnético de 10,1 anos, quase idêntico ao ciclo de 11,6 anos do Sol”, explica num comunicado o co-autor do estudo, Matthew Muterspaugh, da Universidade de Tennessee State. “Por isso, HD 26965 pode ser uma estrela anfitriã ideal para uma civilização avançada”, acrescenta.

“Os fãs do Star Trek conhecem esta estrela pelo seu apelido alternativo, 40 Eridani A“, explica Gregory Henry, co-autor do estudo e da mesma universidade norte-americana. “O ‘Vulcano’ estava ligado à 40 Eridani A nas publicações ‘Star Trek 2’ (1968) e ‘Star Trek Maps’ (1980)”.

Aliás, em 1991, numa carta publicada no Sky and Telescope, Gene Roddenberry, criador da série, juntamente com três astrónomos da Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics, confirmou a 40 Eridani A como a estrela anfitriã de “Vulcano”.

O sistema de estrelas 40 Eridani é composto por três estrelas. Supostamente, o planeta do Spock orbita a estrela principal e as duas outras estrelas “brilham intensamente no céu de Vulcano”, pode ler-se na mesma carta.

“Esta estrela pode ser vista a olho nu, ao contrário da maioria das estrelas anfitriãs dos planetas conhecidos até agora. Agora, qualquer pessoa pode ver a 40 Eridani numa noite de céu limpo e apontar orgulhosamente para a ‘casa do Spock’”, afirma Bo Ma, da Universidade da Florida e autor principal do artigo publicado no Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.

ZAP //

Por ZAP
21 Setembro, 2018

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