1996: Assista aqui ao lançamento do Falcon 9 da SpaceX com os primeiros satélites da Starlink

Actualização 2 (04:00): O lançamento foi adiado para amanhã à mesma hora

Actualização 1 (03:30): Adiado para as 04:00

A SpaceX prometeu revolucionar as viagens espaciais e a forma como colocamos pessoas e carga no espaço. Os seus feitos são já únicos, como temos visto nos últimos meses, e está provada a sua forma de trabalhar.

Agora, a empresa vai realizar mais uma viagem, que colocará em órbita os primeiros 60 satélites da rede Starlink. É às 03:30 de Portugal e pode assistir aqui a este lançamento.

Elon Musk já tinha mostrado esta semana mais informações sobre a rede de satélites Starlink. Esta quer democratizar o acesso à Internet e trazer esta rede a locais remotos do planeta.

Para isso irá contar com uma rede de satélites que foram já apresentados. Os primeiros satélites vão agora ser colocados na órbita terrestre, sendo usado para isso um Falcon 9 da SpaceX.

Espera-se que este lançamento seja feito às 03:30, hora de Portugal continental, tendo a equipa da SpaceX uma janela de hora e meia para esse voo. Tudo aponta para que seja dentro de minutos que este lançamento ocorra.

Actualização 1: Adiado para as 04:00. Elon Musk já veio a público, via Twitter, garantir que o lançamento acontecerá, mas que foi adiado para as 04:00 de Portugal.

SpaceX @SpaceX

New T-0 of 11:00 p.m. EDT—Falcon 9 and Starlink continue to look good for today’s launch

Resta assim aguardar por esta nova janela de tempo para assistirmos ao lançamento do Falcon 9 da SpaceX com os 60 satélites da Starlink rumo ao espaço.

Actualização 2: Devido a problemas com o vento, o lançamento do Falcon 9 acabou por ser adiado por 24 horas.

Amanhã, à mesma hora, a SpaceX vai tentar novamente colocar os 60 satélites da Starlink em órbita.

Em Fevereiro a SpaceX já tinha lançado dois satélites ao espaço: eram eles o Tintin A e Tintin B. A ideia era exactamente testar a tecnologia da rede Starlink, usando para isso esses equipamentos de teste.

O objectivo final da SpaceX é colocar na órbita baixa da Terra quase 12.000 satélites Starlink. Este processo deverá acontecer até 2027, fornecendo acesso à Internet de alta velocidade a áreas do planeta onde a banda larga é rara, irregular ou inexistente.

Este primeiro lançamento é apenas uma pequena parte de um longo processo, de acordo com o planeado pela empresa.

pplware
16 MAI 2019



 

1973: SpaceX: Elon Musk mostra os primeiros satélites da Internet prontos para lançamento

E se em todo o mundo, em qualquer lugar, tivéssemos acesso à Internet com boa qualidade e bom preço? Na verdade, estamos a falar em algo concreto que irá em breve para o Espaço para “vender” Internet por satélite. Pelo menos é assim que a SpaceX pensa e Elon Musk mostra.

A SpaceX irá lançar os seus satélites de Internet já no próximo dia 14 ou 15 de Maio.

Frota de satélites Starlink está pronta

Além de tudo o que Musk tem feito ao nível terrestre, também o tem pensado ao nível espacial. Assim, como já foi avançado há algum tempo, os satélites Starlink da SpaceX irão ser lançados em órbita para abrir um “mundo novo”.

Elon Musk publicou uma foto (abaixo) dos primeiros 60 satélites de produção empacotados na área de carga de um foguete Falcon 9 antes do seu lançamento agendado para esta semana. Tal como podemos ver, o invólucro está cheio de dispositivos que mais parecem “lâminas”.

Segundo Musk, estes satélites têm uma forma achatada e não terão um invólucro dispensador como já em tempos foi veiculado. Além disso, o responsável da SpaceX referiu também que o dia não está ainda definido, mas conta que no dia 14 ou 15 de Maio, ocorra o lançamento.

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Elon Musk

@elonmusk

First 60 @SpaceX Starlink satellites loaded into Falcon fairing. Tight fit.

Poderá não correr bem, alerta Elon Musk!

O responsável pelo projecto também alertou que “muito provavelmente vai correr mal” nesta primeira implantação. Desse modo, os seguintes lançamentos semelhantes permitirão obter uma cobertura “menor” de banda larga e o dobro para “moderada”.

O objectivo final da SpaceX é colocar quase 11.000 satélites Starlink em órbita baixa da Terra. Isto deverá acontecer até meados de 2020, fornecendo acesso à Internet de alta velocidade a áreas do planeta onde a banda larga é rara, irregular ou inexistente. Este primeiro lançamento é apenas uma pequena parte de um longo processo, de acordo com o planeado.

pplware

Imagem: Twitter Elon Muk
Fonte: Twitter Elon Muk

1969: Nave da SpaceX explodiu num misterioso acidente (mas não se sabe porquê)

SpaceX / Flickr

A SpaceX confirmou que um dos seus foguetões explodiu num misterioso acidente – mas não revelou o que aconteceu especificamente.

A empresa e sua principal cliente, a NASA, passaram as duas semanas desde a explosão da nova cápsula a dizer pouco sobre o que aconteceu. A NASA espera contar com a nave para transportar astronautas para o espaço no futuro e o seu sucesso é vital para o programa espacial. Mas não revelou quase nada sobre o que exactamente o que ocorreu de errado.

Hans Koenigsmann, vice-presidente de confiabilidade de voo da SpaceX, admitiu, de acordo com o The Independent, que houve uma “anomalia”. Mas a empresa continuou de boca fechada sobre os detalhes do problema.

O acidente de 20 de Abril ocorreu numa zona de pouso na Estação da Força Aérea de Cabo Canaveral, enquanto a SpaceX realizava um teste de propulsores de emergência projectados para impulsionar a cápsula em caso de falha no lançamento.

Uma tentativa de testar os oito motores SuperDraco provocou o acidente, demolindo o veículo inteiro num stand de testes, disse Koenigsmann a jornalistas no Centro Espacial Kennedy, da NASA.

“Pouco antes, antes de querermos lançar o SuperDraco, houve uma anomalia e o veículo foi destruído”, disse Koenigsmann. “Não houve feridos. A SpaceX tomou todas as medidas de segurança antes do teste como sempre faz.”

A conferência de imprensa foi convocada antes do lançamento, na sexta-feira, de uma missão não-tripulada de reabastecimento para a estação espacial internacional usando uma cápsula de carga construída pela SpaceX, a empresa privada de foguetes Elon Musk.

Koenigsmann recusou-se a caracterizar a natureza do acidente, incluindo se uma explosão ou incêndio estava envolvido. A NASA também hesitou em descrever o acidente.

Um vídeo do acidente mostrou a cápsula a explodir em pedaços. Um manto de fumo também foi observado a subir sobre a plataforma de lançamento à distância no momento do teste.

O Crew Dragon tinha sido programado para transportar os astronautas americanos Bob Behnken e Doug Hurley para a Estação Espacial Internacional numa missão de testes em Julho, embora o recente acidente, assim como alguns outros problemas no projecto do veículo, possam empurrar o evento para o final do ano ou até para 2020.

O veículo destruído foi uma das seis cápsulas construídas ou em produção final pela SpaceX e a primeira levada para o espaço. Um foguete SpaceX Falcon 9 lançou-o sem tripulação para a estação espacial em Março para uma visita de seis dias antes de regressar à Terra, mergulhando com segurança no Atlântico para recuperação.

A NASA concedeu 6,8 mil milhões de dólares à SpaceX e à concorrente Boeing Co para desenvolver sistemas separados de cápsulas para levar os astronautas para o espaço, mas ambas as empresas enfrentaram desafios e atrasos técnicos.

ZAP //

Por ZAP
13 Maio, 2019


1841: Foguetão Falcon Heavy leva satélite ao espaço

O Falcon Heavy partiu rumo ao espaço, naquela que é a primeira missão comercial da SpaceX.

Depois de um Tesla à boleia do foguetão, é a vez de a empresa de Elon Musk fazer chegar ao espaço um satélite. O objectivo da missão era levar à órbita da Terra o Arabsat-6A, para fornecer serviços de telecomunicações e Internet a todo o Médio Oriente, África e partes da Europa.

O Falcon Heavy é apontado como um dos foguetões que a NASA poderá escolher para voltar à Lua, em 2020

msn notícias
Euronews
12/04/2019

 

1687: SpaceX Crew Dragon Splashes Down in Atlantic to Cap Historic Test Flight

Splashdown occurred at 8:45 a.m. EST about 230 miles off the Florida coast.

The first mission of SpaceX’s new astronaut taxi is in the books.

The Crew Dragon capsule splashed down in the Atlantic Ocean off the Florida coast today (March 8) at 8:45 a.m. EST (1345 GMT), wrapping up a historic mission to the International Space Station (ISS).

There were no astronauts aboard this flight, only the sensor-packed dummy Ripley named after a character from the “Alien” films. But the success of the test flight, known as Demo-1, helps paves the way for a crewed mission of the SpaceX vehicle, perhaps as early as this summer.

That will be a huge milestone when it comes; astronauts haven’t launched to orbit from American soil since NASA retired its space shuttle fleet in July 2011.

Related: SpaceX Dragon Crew Demo-1 Test Flight: Full Coverage


Recovery teams reach SpaceX’s first Crew Dragon in the Atlantic Ocean after its succesful splashdown. (Image: © NASA TV)

“Fifty years after humans landed on the moon for the first time, America has driven a golden spike on the trail to new space exploration feats through the work of our commercial partner SpaceX and all of the dedicated and talented flight controllers at NASA and our international partners,” NASA astronaut Anne McClain radioed Mission Control from the ISS when Crew Dragon undocked from the orbiting lab earlier today.

“This is a new era in human spaceflight,” NASA Administrator Jim Bridenstine said Wednesday (March 6) during a webcast event with Vice President Mike Pence, who spoke to McClain and Canadian Space Agency’s David Saint-Jacques from NASA’s Mission Control center in Houston.

NASA officials said there was a bit of Apollo history involved in today’s Crew Dragon splashdown: It came  nearly 50 years to the day after the Apollo 9 spacecraft returned to Earth in the same area on March 13, 1969.

Related: SpaceX’s Historic Crew Dragon Demo-1 Mission in Pictures

A pioneering flight

A SpaceX Falcon 9 rocket launches the Crew Dragon Demo-1 mission from NASA’s Kennedy Space Center in Cape Canaveral, Florida on March 2, 2019.
(Image: © SpaceX)

NASA is currently dependent on Russian Soyuz rockets and spacecraft to ferry its astronauts to and from the ISS. And this service isn’t cheap; each seat on the three-person Soyuz currently sells for about $80 million.

So, in 2014, NASA signed commercial-crew contracts with SpaceX and Boeing — worth $2.6 billion and $4.2 billion, respectively — to foster the development of homegrown American spaceships. Like SpaceX, Boeing is building a capsule, called CST-100 Starliner.

Back when the contracts were signed, NASA officials said they hoped these private spaceships would be up and running by the end of 2017. That didn’t happen, of course. But both companies are now getting pretty close, as Demo-1 shows.

The mission began Saturday morning (March 2) with a liftoff atop a SpaceX Falcon 9 rocket from Kennedy Space Center in Florida. Crew Dragon carried Ripley and about 450 lbs. (200 kilograms) of supplies for the ISS crew. Also aboard was the adorable “Little Earth” Celestial Buddies plush toy as a “zero-g” indicator. That toy will remain aboard the station — it will be retrieved by SpaceX’s first astroanut crew later this year — but Crew Dragon did return about 330 lbs. (150 kg) of experiment results and other gear to Earth on this flight, NASA officials said.

The main goal of Demo-1 was to test the capsule’s many systems in flight, to make sure Crew Dragon is ready to carry astronauts. And the private spacecraft seems to have hit all its marks.

Crew Dragon docked autonomously at the ISS Sunday morning (March 3) and then stayed attached to the orbiting lab for five days. The capsule departed at 2:32 a.m. EST (0732 GMT) today, survived the fiery descent through Earth’s atmosphere, deployed its parachutes and splashed down gently into the Atlantic’s rolling waves, about 230 miles (370 kilometers) off the Florida coast.

None of this was routine. Crew Dragon is based on SpaceX’s robotic Dragon freighter, which has been flying resupply missions to the ISS under a separate NASA contract since 2012. But the two capsules are very different, SpaceX founder and CEO Elon Musk said.

“Dragon 2, or Crew Dragon, is a fundamental redesign,” Musk said during a postlaunch news conference Saturday. There’s “hardly a part in common with Dragon 1,” he added.

For example, Crew Dragon has seats, windows, a life-support system, touch-screen controls, emergency-escape thrusters and other astronaut-related accoutrements that the cargo version lacks. Crew Dragon also docks directly with the ISS, whereas its older cousin must be grappled by the orbiting lab’s huge robotic arm.

In addition, the crew-carrying capsule has a different parachute system and back-shell shape, neither of which had shown its mettle during an orbital mission. So, a successful return to Earth today was far from guaranteed.

“I see hypersonic re-entry as probably my greatest concern,” Musk said during Saturday’s news conference.

Crewed flight coming

The coming months will be packed with big milestones for both SpaceX and Boeing, if all goes according to plan.

Up next for SpaceX is a test of Crew Dragon’s emergency-escape system, which is designed to get the capsule to safety if a serious problem were to occur during launch. This uncrewed flight, which is currently targeted for June, will employ the same capsule that just came back to Earth.

After that — possibly as early as July — will come Demo-2, Crew Dragon’s astronaut-carrying debut. This landmark test flight will tote NASA’s Bob Behnken and Doug Hurley to and from the ISS. Operational, contracted missions, each of which will ferry four astronauts, will commence sometime thereafter.

Meanwhile, Starliner’s first uncrewed test mission to the ISS could launch as soon as next month. The Boeing capsule’s emergency-escape test and first crewed demonstration flight to the orbiting lab will occur no earlier than May and August, respectively.

“It won’t be long before our astronaut colleagues are aboard Crew Dragon and Boeing Starliner vehicles,” McClain said. “And we can’t wait.”

Space.com managing editor Tariq Malik contributed to this story. Mike Wall’s book about the search for alien life, “Out There” (Grand Central Publishing, 2018; illustrated by Karl Tate) is out now. Follow him on Twitter @michaeldwall. Follow us on Twitter @Spacedotcom or Facebook

Email Tariq Malik at tmalik@space.com or follow him @tariqjmalik. Follow us on Twitter @Spacedotcom and on Facebook.

Space.com
By Mike Wall
08/03/2019

 

1657: Cápsula Crew Dragon chegou com mantimentos à Estação Espacial Internacional

A cápsula espacial Crew Dragon, da empresa SpaceX, chegou à Estação Espacial Internacional, um dia depois de descolar de Cabo Canaveral, na Florida, numa viagem de teste do programa comercial da NASA.

“Após 18 órbitas à Terra desde o seu lançamento, a nave espacial Crew Dragon uniu-se com êxito à estação espacial através de um acoplamento suave, enquanto a estação viajava a norte da Nova Zelândia”, explicou a agência espacial norte-americana, NASA, na rede social Twitter.

A Crew Dragon trouxe 180 quilos em mantimentos para os astronautas que se encontram na estação espacial.

Os três astronautas da estação acompanharam da “primeira fila” a acoplagem da cápsula, por enquanto não tripulada, que foi o primeiro veículo espacial de fabrico norte-americano concebido para viagens com humanos a chegar à estação em oito anos.

NASA

@NASA

Capture confirmed! After making 18 orbits of Earth since its launch, @SpaceX’s #CrewDragon spacecraft successfully attached to the @Space_Station via “soft capture” at 5:51am ET while the station was traveling just north of New Zealand. Watch: https://www.nasa.gov/nasalive 

Se a missão de teste de seis dias correr bem, a SpaceX, do empresário Elon Musk, poderá lançar dois astronautas este verão, ao abrigo do programa comercial tripulado da agência espacial norte-americana, NASA.

Por enquanto, o único passageiro do Crew Dragon foi um manequim de teste, ao qual foi dado o nome de Ripley, uma referência à personagem da saga de filmes “Alien”, do realizador Ridley Scott.

A NASA virou-se para empresas privadas, a SpaceX e a Boeing, financiando-as com cerca de 8 mil milhões de dólares, para que construam e operem novas cápsulas para transporte de astronautas de e para a estação espacial.

Jornal de Notícias
2019-03-03 12:31

 

1640: NASA dá luz verde à SpaceX para novo teste em Março

Fonte: SpaceX

A NASA deu permissão à empresa de exploração espacial SpaceX, para fazer um teste à cápsula Dragon, no início do mês de Março.

A cápsula Dragon tem uma missão importante: será o componente que terá a responsabilidade de albergar a tripulação. No início do mês, tornou-se público que a SpaceX, uma das empresas de Elon Musk, tinha sido obrigada a adiar o teste desta cápsula – pela segunda vez.

Já tinha sido noticiado que um novo teste poderia ser feito no dia 2 de Março, mas agora a NASA oficializou esta demonstração, tendo já também marcado uma hora para este teste. Esta demonstração será feita a partir de Cabo Canaveral, na Florida, nos Estados Unidos, às 7h48 (hora de Portugal continental).

Caso este teste seja bem sucedido, a cápsula estará mais próxima de conseguir levar uma tripulação até à Estação Espacial Internacional. Por agora, este teste será feito sem tripulação, para perceber como é que a cápsula e os comandos respondem nesta primeira fase.

Após os testes sem tripulação, a SpaceX terá ainda de cumprir um teste de voo, já com tripulação, para conseguir atingir uma certificação fornecida pela NASA, antes de ter missões com diferentes equipas. Afinal, o grande objectivo da SpaceX é o de conseguir colocar turistas no espaço.

As incríveis promessas de Elon Musk para 2019, da Tesla ao espaço

Diário de Notícias
Segunda-feira, 25 Fevereiro 2019
Cátia Rocha

 

1584: Musk revela o preço de uma viagem a Marte a bordo da Space X. O regresso é grátis

Space X

Elon Musk, que sonha fazer viagens interplanetárias através da sua empresa Space X, revelou agora o preço de um destes voos cósmicos. No Twitter, onde se dirige ao público frequentemente, o multimilionário revelou que custará menos de 500 mil dólares (cerca de 443 mil euros), adiantando que o regresso será grátis.

Nos últimos tempos, a ideia do CEO da Space X e da Tesla tem ganho forma: os protótipos correm a bom ritmo e o projecto torna-se mais palpável. Agora, os futuros turistas espaciais ficam a conhecer quanto terão de gastar se quiserem conhecer o Planeta Vermelho.

“Dependerá do volume de passageiros” que a Starship – a nave estelar que “sangrará água” – irá transportar, começa por explicar Musk. O valor em causa irá custar cerca de 500 mil dólares, adianta, dando conta que pode mesmo ficar abaixo dos 100 mil dólares.

“Será baixo o suficiente para que a maioria das pessoas possam vender a sua casa na Terra e ir até Marte, se assim quiserem”, revelou na mesma rede social.

Apesar de o valor ser considerável, o preço apontado por Musk está dentro daquilo que é o preço do “mercado espacial”: a Virgin Galactic faz voos comerciais no limite da atmosfera terrestre por 250 mil dólares, a Blue Origin deverá cobrar entre 200 a 300 mil dólares por um “passeio cósmico” a bordo da Aurora Station, contando também com pacotes de 9,5 milhões de dólares por pessoa, sublinha a Cnet.

Além do preço, importa frisar, a viagem de regresso a bordo da Space X será gratuita.

A nave estelar de Musk, construída com aço inoxidável, continua em desenvolvimento, havendo já um protótipo com o motor Raptor. Ainda antes de o modelo final ser enviado para Marte, a Space X deverá enviar um exemplar à Lua, já com turistas a bordo, possivelmente em 2023. Até lá, o multimilionário vai continuar a insistir na colonização marciana – e as hipóteses de o próprio o fazer rondam os 70%, como já revelou.

SA, ZAP //

Por SA
12 Fevereiro, 2019

 

1523: A reluzente Nave Estelar de Musk é de aço porque vai “sangrar água”

Space X

Ao longo do mês de Janeiro, Elon Musk, fundador e CEO da Space X, tem levantado o véu sobre aquela que será a Nave Estelar, especialmente projectada para “conquistar” Marte. O multimilionário adiantou que o foguete será de aço inoxidável – tal como a “prata líquida” – e agora já sabemos porquê.

Em entrevista à Popular Mechanics, publicada nesta terça-feira, Musk explicar por que motivo a Space X optou por construir a nave em aço inoxidável e não em fibra de carbono como estava inicialmente previsto.

De acordo com o multimilionário, o material não é só mais barato, como também lhe dará a oportunidade de fazer algo que nunca ninguém foi capaz de fazer até então: criar o primeiro escudo térmico regenerativo do mundo, estrutura esta que o Musk descreve como “uma sanduíche de aço inoxidável… que sangra água”.

A ideia do também CEO da Tesla passa por recorrer a uma técnica conhecida como “resfriamento de transpiração”. Segundo noticia a plataforma, a técnica servirá para arrefecer a parte externa da Nave Estelar, lado também conhecido como barlavento.

Para levar a cabo este arrefecimento, será necessário construir uma espécie de casca para o foguete, utilizando duas camadas de aço inoxidável separadas por uma lacuna refrigerada por líquido. “Fluímos combustível ou água entre as camadas da sanduíche”, começou por explicar Musk, afirmando que depois “existem micro-perfurações no lado exterior [da nave] – perfurações realmente muito pequenas – e, essencialmente sangramos água, ou combustível, através das micro-perfurações”.

Segundo Musk, esta libertação de líquido no barlavento do foguete permitirá à Space X mantê-lo frio. Em simultâneo, o próprio casco de parede dupla contribui para a rigidez do foguete, ajudando-o a evitar o colapso.

“É um escudo de calor que serve duas funções como estrutura”, clarificou Elon Musk. O multimilionário reiterou ainda que, e de acordo com o conhecimento que tem, este escudo nunca foi proposto antes.

Um passo atrás na concepção do protótipo

O protótipo da Nave Estelar, que está a ser construído na sede da Space X no Texas, acaba de se atrasar algumas semanas. A parte superior do foguete caiu devido aos ventos fortes que se fizeram sentir na região, causando alguns danos na estrutura.

“Acabei de saber. Ventos fortes de 50 milhas por hora romperam os blocos de atracação na noite passada e a carenagem [estrutura extrema] transbordou. Levará algumas semanas para reparar”, confirmou Musk através da sua conta pessoal no Twitter.

Em declarações ao Business Insider, um representante independente da Space X confirmou a informação veiculada por Musk, dando conta que a parte superior do protótipo – conhecida como carenagem ou nariz – tinha caído devido a ventos fortes.

Very sad. Damage is severe.

Publicado por Maria Pointer em Quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Segundo estimativas da Space X, a Nave Estelar, desenvolvida para transportar cargas e pessoas, deverá chegar à Lua em meados de 2023 e, de lá, deve zarpar rumo ao Planeta Vermelho. Até lá, Musk a sua equipa continuarão a trabalhar no protótipo da nave interplanetária com a qual pretendem conquistar Marte.

SA, ZAP //

Por SA
26 Janeiro, 2019

 

1476: Space X de Musk acaba de concluir o protótipo da “nave estelar” interplanetária

Elon Musk / Twitter

O sonho das viagens interplanetárias está a tornar-se mais palpável. A Space X de Elon Musk acaba de concluir a montagem do primeiro foguete para testes de voo da Starship – a “nave estelar” que voará até Marte – nas instalações de lançamento da empresa, no estado norte-americano do Texas. 

O protótipo da nave, que será utilizada em futuras viagens ao Planeta Vermelho, mede cerca de nove metros de diâmetro e foi divulgado pelo fundador e CEO da Tesla através da sua conta oficial no Twitter. De acordo com Musk, a versão orbital será mais alta, terá uma fuselagem mais grossa e uma secção superior levemente mais curvada.

“Está é uma foto real”, frisou Elon Musk na publicação.

Na mesma rede social, Musk esclarece que este é apenas um protótipo que será utilizado numa fase de testes em voos de baixa altitude. Numa outra publicação, o fundador da Space X tinha já revelado que a versão final terá janelas, para benefício dos ocupantes.

A Starship não terá a aparência comum dos foguetes, normalmente pintados a branco na Space X: “A Starship parecerá prata líquida”, escreveu ainda Musk.

Espera-se que os motores Raptor do foguete sejam testados no próximo mês. Quanto aos primeiros testes de voo, Musk aponta para Março ou Abril.

O objectivo final do multimilionário passa por fazer da versão orbital do Hopper um reforço, uma espécie de booster da Super Heavy – nome atribuído ao primeiro estágio da produção da nave da Space X -, projectada para fazer viagens de ida e volta até Marte com ocupação para 100 passageiros.

A versão inicial do veículo espacial, até agora conhecido como Big Falcon Rocket, foi renomeado no passado mês de Novembro, passando a chamar-se Starship. Super Heavy foi o nome atribuído à primeira fase de construção.

Segundo Musk, a versão orbital estará pronta em Junho, enquanto a Super Heavy deverá fazer o seu primeiro voo de teste ainda no decorrer deste ano. A Space X pretende que a primeira missão a Marte sejam lançada antes de 2022.

SA, ZAP //

Por SA
15 Janeiro, 2019

 

1427: Não um, não dois, não três, mas quatro foguetões podem ir hoje para o espaço

Space X, Blue Origin, Arianespace e United Launch Alliance têm previsto lançar foguetões para o espaço esta terça-feira

Imagem do foguetão Falcon 9 da Space X
© D.R.

Se não houver nenhum imprevisto de última hora, como refere a notícia da Bloomberg, quatro empresas privadas planeiam lançar foguetões para o espaço esta terça-feira. Evento inédito. Que pode revolucionar a exploração espacial a nível comercial.

As empresas são as norte-americanas SpaceX, Blue Origin, United Launch Alliance e a francesa Arianespace. A primeira foi fundada por Elon Musk, que foi também o fundador da Tesla Motors, tendo sido a primeira empresa a vender um voo comercial à Lua. A segunda foi fundada por Jeff Bezos, também fundador da Amazon, conhecida empresa transnacional de comércio eletrónico. A terceira empresa resulta de uma joint venture entre a Boeing e a Lockheed Martin Corp e a quarta é uma empresa francesa lançada em 1980.

O primeiro foguetão a ser lançado será o Falcon 9 da Space X, em Cabo Canaveral, na Florida, EUA. O lançamento será acompanhado pelo vice-presidente norte-americano Mike Pense e está marcado para as 09.11 locais, ou seja, 14.11 em Lisboa.

19 minutos depois será lançado o New Shepard da Blue Origin e, em terceiro lugar, ocorrerá o lançamento do rocket russo Soyuz pela francesa Arianespace a partir da Guiana Francesa. Em último, será lançado o foguetão Delta da United Launch Alliance, a partir da base aérea de Vandenberg, na Califórnia, nos Estados Unidos.

Diário de Notícias
18 Dezembro 2018 — 11:25