1636: Virgin Galactic acelera a fundo no Espaço com três tripulantes a bordo

(dr) Virgin Galactic

O voo de demonstração da SpaceShipTwo da Virgin Galactic, conhecida como VSS Unity, bateu vários recordes durante o seu segundo voo para o Espaço, tendo transportado três tripulantes pela primeira vez.

A 14 mil metros de altitude, a Unity descolou da nave-mãe e ligou os motores, tendo acelerado até ficar a quase 90 quilómetros da Terra, antes de aterrar no deserto de Mojave, na Califórnia. A bordo levava dois pilotos, um astronauta.

Dave Mackay e Mike Masucci, os pilotos da Virgin Galactic, ficaram ao comando do quinto teste de voo supersónico da companhia. Além dos pilotos, levou a bordo a engenheira espacial e responsável pela instrução de astronautas, Beth Moses.

Depois de descolar da pista à boleia da nave-mãe WhiteKnightTwo, a Unity ficou por sua conta a cerca de 14 mil metros. A partir dai, chegou aos 88 quilómetros da Terra, onde a tripulação pode experimentar a ausência de gravidade. Segundo a Visão, a nave carregou mais peso do que nos testes anteriores.

Além disso, de acordo com o New Atlas, atingiu a velocidade máxima de 3.629 quilómetros por hora, a maior velocidade e altitude que a nave alguma vez alcançou em qualquer um dos seus cinco voos de teste.

Mas o voo foi ainda mais especial, tornando-se um marco importante tendo em conta os registos da Virginr Galactic. Beth Moses tornou-se não apenas a 571.ª pessoa a voar no Espaço, como também a primeira não-piloto, a primeira mulher e a primeira pessoa a flutuar sem restrições numa espaço-nave comercial.

O primeiro voo de testes da VSS Unity aconteceu no final do ano passado, com a nave a alcançar os 80 quilómetros de altitude – considerado pela Força Aérea como a fronteira para o início do Espaço -, numa estreia para a empresa. Em testes anteriores, o máximo que tinha alcançado tinha sido cerca de 52 quilómetros.

“Costuma dizer-se que os pilotos têm o melhor lugar da sala, com a vista lá de cima, mas hoje não tenho a certeza”, disse David Mackay, citado pela Reuters, referindo-se ao que a Beth Moses podia ver e fazer no seu papel de “turista” espacial. Por sua vez, Moses classificou a sua viagem como “um passeio indescritível“.

O bilionário dono da Virgin Galactic, Richard Branson, já disse que tenciona ir a bordo da Unity até a Espaço no próximo verão, tendo sido encorajado pela própria Moses: “Richard, vais adorar!”

Se os testes continuarem a serem bem-sucedidos, a companhia vai cobrar 250 mil dólares, cerca de 220 mil euros, por uma viagem ao Espaço, que, entre descolagem e aterragem demorará cerca de 90 minutos.

ZAP //

Por ZAP
26 Fevereiro, 2019

– Infelizmente, para poder publicar os vídeos desta viagem espacial, tive de recorrer ao Youtube dado que no artigo não existiam links para a reprodução.

[vasaioqrcode]

 

1415: Virgin Galactic chegou ao espaço com humanos a bordo e fez história. Vem aí o turismo espacial

A Virgin Galactic, a empresa de Richard Branson, conseguiu lançar uma nave até ao limiar do espaço, com dois pilotos a bordo. Um voo de teste que fez história e que abre caminho ao turismo espacial e a uma nova era na conquista do espaço.

A nave da Virgin Galactic, designada SpaceShipTwo, conseguiu alcançar o espaço sub-orbital (não chegando a entrar em órbita), atingindo uma altitude de 82,7 quilómetros, com dois pilotos no cockpit – Mark “Forger” Stucky e C.J. Sturckow.

Foi “o primeiro voo espacial humano a ser lançado de solo americano desde a missão final do Space Shuttle em 2011″ e “a primeira vez que um veículo pilotado construído para serviço comercial de passageiros alcançou o espaço”, anunciou a Virgin Galactic num comunicado.

A nave atingiu a altitude que a Administração Federal de Aviação dos EUA define como o limiar do espaço, mas o conceito não é unânime. Há quem demarque essa fronteira, chamada de linha de Karman, numa altitude de 100 quilómetros – nesta semântica, a nave de Branson terá ficado a 17 km da entrada no espaço, como nota o astrofísico Jonathan McDowell, da Universidade de Harvard, no LiveScience.

Contudo, o astrofísico refere que a marca dos 100 só existe por ser um número redondo, porque “não há justificação física” para a sua definição como linha de Karman. McDowell defende que é preciso rever aquela marca, constatando nas suas investigações, que tanto as publicações tradicionais como “as análises empíricas” e “teóricas” convergem todas no sentido de que “80 é um número melhor do que 100”.

Independentemente deste pormenor técnico, o teste de voo bem sucedido da SpaceShipTwo é encarado como um marco decisivo para a Virgin Galactic que assume a dianteira na corrida espacial para fins comerciais. A empresa fundada por Richard Branson está agora mais perto do objectivo de levar turistas a voar pelo espaço.

Não admira assim que o momento tenha sido celebrado com muito entusiasmo pela Virgin Galactic, nomeadamente com uma publicação no Twitter que destaca “SpaceShipTwo, bem-vinda ao espaço”.

“Hoje mostramos que a Virgin Galactic pode mesmo abrir o espaço para mudar o mundo de vez”, aponta Richard Branson no comunicado da empresa.

O multimilionário foi um dos muitos entusiastas que assistiu ao teste de voo no deserto de Mojave, na Califórnia. “Foram 14 longos anos até chegar aqui“, disse aos jornalistas um Branson emocionado.

“Tivemos lágrimas, lágrimas reais, e momentos de alegria”, acrescentou, reconhecendo que “as lágrimas de hoje são lágrimas de alegria” e “talvez também, sejam lágrimas de alívio”. “Quando se está no programa de testes de voo de uma companhia espacial, nunca se pode ter completamente 100 por cento de certeza”, constata Branson.

Na memória do empreendedor está certamente ainda o acidente de 2014, durante um outro teste de voo que terminou com a nave a partir-se ao meio, matando o piloto Michael Alsbury.

“Uma conquista extraordinária”

O sucesso deste novo teste é “uma conquista extraordinária”, como atesta o CEO da Virgin Galactic, George Whitesides, frisando que é a prova de que os voos espaciais comerciais vão ser “uma das indústrias definidoras do Século XXI”, com potencial para “transformar os negócios e as vidas pessoais de formas que são ainda difíceis de imaginar”.

Certo é que a Virgin Galactic se coloca na frente de empresas como a SpaceX de Elon Musk e a Blue Origin de Jeffrey Bezos. A empresa de Bezos espera fazer os primeiros testes de voo com humanos em 2019, enquanto que a companhia de Musk pretende começar a levar astronautas da NASA até à Estação Espacial Internacional também no próximo ano.

A entrada em força de empresas privadas na corrida espacial, que tem sido até agora monopolizada por Governos de países como EUA, Rússia e China, pode assinalar uma viragem decisiva nos avanços nesta área. Até porque são movidas por jovens multimilionários cheios de entusiasmo e de dinheiro.

Branson investiu quase mil milhões de dólares da sua fortuna pessoal no projecto espacial da Virgin Galactic que já está a vender bilhetes para as futuras viagens turísticas no espaço.

Entretanto, vai também construir mais naves e planeia edificar vários aeroportos espaciais pelo mundo, para permitir que milhares de pessoas possam viver a experiência. Branson já disse que quer seguir a bordo do primeiro voo espacial comercial.

SV, ZAP //

Por SV
14 Dezembro, 2018

[vasaioqrcode]