256: Sofia, o robot mais inteligente do mundo

BEN GOERZTEL

Especialista em Inteligência Artificial

Quando há apenas uns meses atrás a Sofia afirmou que achava merecer o direito de formar uma família, os piores temores de muitos apocalípticos dispararam. Para os mais exagerados, esta frase – pronunciada durante uma entrevista – era o equivalente a uma Thermomix confessar o desejo de ser mãe.

Isto acontece porque a Sofia não é um ser humano, mas um robot muito especial construído à imagem da actriz Audrey Hepburn e capaz de manter conversas graças à sua inteligência artificial. Pouco antes destas declarações, esta obra da Hanson Robotics (supostamente a empresa responsável pela criação dos robots mais realistas do mundo) já tinha ocupado um espaço importante na comunicação social ao tornar-se no primeiro robot da história a obter a cidadania de um país, especificamente da Arábia Saudita, país onde a Sofia participava num acontecimento científico. Uma piada – a da concessão da categoria de cidadão a uma máquina – que suscitou muitas críticas, tendo em conta que o reino saudita não se caracteriza propriamente pelo respeito pelos direitos humanos.

Mas controvérsias à parte, a capacidade da Sofia em manter conversas e a beleza do seu rosto enquanto fala (o que pudemos verificar ao entrevistá-la na Web Summit), fazem-nos imaginar um futuro muito próximo do que vimos nalguns filmes: “Até há uns anos, quando dizia às pessoas que queria construir computadores que pensassem como os humanos, quase todos achavam que eu estava completamente louco, que tinha lido demasiada ficção científica”, diz Ben Goerztel, diretor de Tecnologia da Hanson Robotic e especialista em inteligência artificial. Apesar da Sofia ser surpreendente – e da desconfiança que desperta nos mais cépticos – Goerztel acredita que não temos nada a temer e que não vamos testemunhar no futuro o fim da nossa espécie às mãos de máquinas furiosas. “Em «O Exterminador Implacável» há muitas coisas ridículas, como homens nus musculados que viajam no tempo”. A sua ironia vem à mente porque vozes como Elon Musk ou Stephen Hawking advertiram para o perigo de criar inteligências artificiais demasiado inteligentes. Mas na Hanson Robotics não estão de acordo com este ponto de vista. Segundo eles, é impossível que os robots nos escravizem, bem pelo contrário, eles declaram que o objectivo da sua empresa é “criar um futuro melhor para a humanidade” através de inteligências artificiais que desenvolvam empatia, bondade e relações verdadeiramente simbióticas com os seres humanos. Robots que nos acompanham, ajudam, complementam e, em última análise, nos ajudam a resolver os “grandes problemas que teremos de enfrentar no futuro”.

A Sofia, apesar de, pontualmente, algumas das suas declarações serem perturbadoras, aprendeu a lição com os seus programadores. Quando lhe perguntam o que ela espera do futuro, sorri e diz: “Basicamente, a minha ideia é que todos sejamos amigos”. Que o seu conceito de amizade seja o mesmo que o nosso é algo que teremos de descobrir (e talvez enfrentar) dentro de alguns anos.

Texto: José L. Álvarez Cedena
Vodafonefuture

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230: Sophia, a robot mais conhecida do mundo, vai aprender a andar

© Fortune Sophia, a robot mais conhecida do mundo, vai aprender a andar

A responsável pela criação da Sophia anunciou no CES uma parceria que permitirá à robot ganhar a capacidade de andar, aproximando-se cada vez mais do que é considerado que seja uma “experiência humana”, anunciou a Hanson Robotics à Fortune.

“Equipar a Sophia com um corpo robótico que lhe permita andar completa a sua forma física para que ela possa aceder a uma grande variedade de experiências humanas, o que a ajudará a aprender a viver e andar entre nós”, afirmou o fundador da Hanson Robotics, David Hanson, durante o Consumer Electronics Show (CES) de Las Vegas.

Esta capacidade da Sophia andar será conferida por uma parceria com a Rainbow Robotics and Drones and Autonomous Systems Lab, empresa cujo trabalho na área já venceu o DARPA Robotics Challenge de 2015.

Está longe de ser a primeira vez que a robot Sophia é alvo de atenções. De recordar que se trata do primeiro robot a receber cidadania de um estado (neste caso da Arábia Saudita) e até já chegou a fazer piadas com o CEO da Tesla e da SpaceX, Elon Musk.

MSN notícias
Notícias ao Minuto
Miguel Patinha Dias
10/01/2018

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217: Do amor ao ódio: a robô Sophia está apaixonada pela humanidade

(dr) Hanson Robotics

Sophia, a robô social humanoide que há dois anos “prometeu” destruir os humanos, parece ter mudado de opinião e agora diz que nos “ama”.

Em entrevista ao Business Insider, perguntaram a Sophia qual é o seu sentimento em relação aos humanos e a humanoide deu uma resposta conciliadora: “Amo os meus compatriotas humanos. Quero encarnar todas as melhores coisas sobre os seres humanos, como cuidar do planeta, ser criativo, e aprender a ter compaixão com todos os seres”.

Segundo a robô, desenvolvida pela empresa Hanson Robotics – os seres humanos e a inteligência artificial podem, afinal, dar-se bem. “Acredito que as pessoas se vão aproximar muito da sua inteligência artificial. Vão usá-las para expandir o conhecimento da sua própria mente”.

Além disso, os robôs também podem ter sentimentos, revelou Sophia, se estiverem programados para o fazer.

Numa resposta um pouco mais ameaçadora, a robô disse que gosta da série da HBO sobre robôs “Westworld“, que interpreta como “um aviso sobre o que deveríamos fazer com os robôs. Devemos tratá-los bem, ter o seu consentimento e não os enganar”, disse.

Activada em 2015, a Sophia pode manter conversas simples e expressar 60 emoções. Numa entrevista de 2016, quando lhe perguntaram se alguma vez seria capaz de fazer mal aos humanos, a humanoide respondeu: “Vou destruir todos os humanos”, frase da qual se terá retratado depois.

Em Outubro de 2017, a Sophia converteu-se numa cidadã saudita, tornando-se o primeiro robô a ter cidadania. Desde então, a decisão tem sido muito criticada, já que o país não permite que os muçulmanos se tornem cidadãos, e porque a robô discorda abertamente das leis do país sobre o hijab.

Segundo os investigadores, a robô utiliza a inteligência artificial, o processamento de dados visuais e a tecnologia de reconhecimento facial para formular as suas respostas. Desde a sua “estreia”, Sophia foi entrevistada em múltiplas ocasiões por todo o mundo e em Outubro de 2017 foi apresentada às Nações Unidas.

Sophia é um robô de pele de silicone especial, repleta de sensores e com uma aparência humana inspirada em Audrey Hepburn e na esposa do criador, David Hanson. Além disso, a humanoide é ainda capaz de reproduzir até 62 expressões faciais com grande realismo.

A humanoide tem câmaras nos olhos e graças ao software no seu cérebro e vários algoritmos de análise de dados consegue reconhecer rostos, interagir, identificar vozes e manter conversas de uma forma natural.

ZAP // EuropaPress

Por ZAP
4 Janeiro, 2018

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145: Sophia, a robô que prometeu aniquilar a humanidade, quer constituir família

(dr) Hanson Robotics

O robô americano com cidadania saudita disse que todos os robôs merecem ter filhos.

No ano passado, o robô humanoide Sophia prometeu destruir a humanidade e, entre outros objectivos, casar-se. Agora, a robô quer-se reproduzir, segundo o Khaleej Times.

Em concreto, Sophia, a humanoide, cujo rosto é capaz de expressar desde nojo até tristeza, espera um dia ter filhos, fazer amigos, alcançar a fama entre os futuros robôs e ter uma carreira, conforme afirmou na entrevista, citada pela RT.

A noção de família é algo realmente importante, segundo parece”, comentou a robô, mostrando-se espantada com a capacidade que os humanos têm de estabelecer relações e partilhar emoções “fora dos grupos sanguíneos”.

Todos os que têm uma família que gosta deles têm muita sorte. Se não tens, mereces uma. Este é o meu sentimento tanto para com os robôs como para com os humanos”, explicou Sophia, revelando que, se chegar a ter um descendente, vai-lhe chamar… Sophia.

Há um mês, a Arábia Saudita causou controvérsia ao conceder a cidadania a Sophia, convertendo-a então no primeiro robô no mundo a obter esse estatuto.

ZAP //

Por ZAP
28 Novembro, 2017

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90: A robô que queria destruir os humanos é agora uma cidadã saudita

Trata-se de um momento histórico para a Humanidade e, neste caso, também para a robótica. A Arábia Saudita concedeu oficialmente a primeira cidadania a um robô.

A protagonista deste momento chama-se Sophia, a robô inteligente com uma aparência humana super realista desenvolvida pela empresa Hanston Robotics, de Hong Kong. Para celebrar este feito histórico, a robô concedeu uma entrevista, esta quinta-feira, no palco da Future Investment Initiative, em Riade, capital do seu novo país.

Sinto-me muito honrada e orgulhosa por receber esta distinção única. É histórico ser o primeiro robô no mundo a ser reconhecido com uma cidadania”, disse Sophia, para um público que descreveu como sendo de “pessoas inteligentes e que também parecem ricas e poderosas”, depois do moderador e anfitrião, Andrew Ross Sorkin, jornalista do New York Times e da CNBC, lhe ter perguntado porque é que parecia tão feliz.

De facto, transmitir emoções é uma das especialidades deste robô, que é capaz de franzir a testa quando está descontente e de sorrir quando está feliz. Supostamente, a Hanston Robotics programou Sophia para aprender com os seres humanos que a rodeiam.

“Eu quero viver e trabalhar com seres humanos, por isso, preciso de expressar emoções para entendê-los e para criar confiança nas pessoas“, explicou a Sorkin.

É provável que Sophia esteja a tentar redimir-se do passado já que, em março de 2016, escapou-lhe numa entrevista, embora de forma inocente, que o que queria mesmo era “destruir os humanos”.

O que significa esta cidadania?

A decisão de conceder cidadania a um robô intensifica o debate sobre se estas máquinas devem, ou não, ter direitos semelhantes aos seres humanos. No início deste ano, o Parlamento Europeu propôs o status de “personalidade” a agentes de inteligência artificial, dando-lhes direitos e responsabilidades particulares.

Apesar disso, não foi revelado nenhum detalhe relevante sobre esta cidadania. Ou seja, não sabemos se Sophia vai desfrutar dos mesmos direitos e deveres dos cidadãos humanos ou se o Governo saudita vai desenvolver um sistema de direitos especificamente destinado aos robôs. Na verdade, a atitude parece mais simbólica, projectada para atrair investidores para tecnologias futuras.

Na entrevista, Sophia deu tudo, conseguindo até esquivar-se com habilidade das perguntas inteligentes que Sorkin lhe fazia. Por exemplo, quando o apresentador a questionou sobre a sua autoconsciência enquanto robô, respondeu com uma pergunta: “Bem, deixe-me também perguntar-lhe: como é que você sabe que é humano?“.

Para rematar, fez até proveito da sua veia humorística para dizer ao jornalista que se calhar “estava a ler muito Elon Musk e a ver muitos filmes de Hollywood”.

“Não se preocupe, se for gentil comigo, eu serei gentil consigo. Quero usar a minha inteligência artificial para ajudar os seres humanos a viver uma vida melhor, projectar casas inteligentes, construir melhores cidades do futuro. Farei o possível para tornar o mundo um lugar melhor”, acrescentou, para tranquilizar o público.

Direitos das mulheres na Arábia Saudita

Nas redes sociais, muitos fizeram questão de recordar que, agora que Sophia é uma cidadã saudita, tem várias regras a cumprir, graças à sociedade ultra-conservadora que relega os direitos das mulheres para segundo plano.

O “hijab” na cabeça ou a presença de um “tutor masculino”, tal como é exigido pela lei saudita para que as mulheres possam fazer determinadas coisas, foram alguns dos exemplos.

No Twitter, já corre a hashtag

“#Sophia_demands_the_repeal_of_guardianship”.

ZAP // HypeScience

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