883: Cientistas descobrem que o som tem massa (e é negativa)

(CC0/PD) mtmmonline / pixabay
A descoberta destrói todo o nosso conhecimento convencional sobre as ondas sonoras

O som tem massa negativa e tudo o que está à sua volta está constantemente a mover-se para cima e para baixo – embora muito lentamente, como uma estranha fonte de gravidade negativa, ou “anti-gravidade”.

Esta é a principal conclusão de um novo estudo, realizado na Universidade de Columbia nos EUA e disponibilizado no passado dia 23 em pré-publicação no arXiv.

A descoberta destrói todo o nosso conhecimento convencional sobre as ondas sonoras, estas ondulações sem massa que atravessam a matéria, dando às moléculas uma espécie de empurrão mas balanceando qualquer movimento ascendente com outro movimento descendente igual e oposto.

Os cientistas defendem no novo estudo que este é um modelo simples que explica o comportamento do som na maioria das circunstâncias, mas não se aplica a todos os caos.

O fenómeno da “anti-gravidade”

Quando o som se propaga através do ar, as moléculas à sua volta vibram, mas essa vibração não pode ser facilmente descrita pelo movimento das próprias moléculas.

Em vez disso, e tal como as ondas de luz podem ser descritas como fotões, os fotões são as unidades de vibração usadas para descrever as ondas sonoras que emergem das complicadas interacções entre as moléculas. Nenhuma partícula física emerge, mas os instigadores podem usar a matemática das partículas para a descrever.

E, tal como explica Rafael Krichevsky, aluno de Física da Universidade de Columbia que participou na investigação, o fotão tem uma massa negativa minúscula, o que significa que as ondas sonoras viajam para cima.

Simplificando: quando a gravidade puxa estas partículas, as ondas movem-se na direcção oposta. “Num campo gravitacional, os fotões aceleram-se lentamente na direcção oposta da que é esperada quando um tijolo cai”, exemplificou o investigador.

Para melhor entender como o processo funciona, podemos imaginar um fluído normal, no qual a gravidade actua, empurrando-o para baixo. As partículas fluídas comprimem as partículas que ficam em baixo, de forma que esta parte fica também e de forma consequente mais densa.

Os físicos já sabiam que, por norma, o som move-se mais rapidamente através de meios mais denso, o que aponta que a velocidade do som acima de um fotão também é mais lenta que a velocidade do som através de partículas um pouco mais densas, que estejam um pouco mais abaixo – e este este fenómeno que faz com que o fotão se “desvie” para cima.

Este processo acontece com ondas sonoras de pequena e grande escala. Estão incluídos todos os sons que saem da nossa boca, mesmo que apenas de forma ligeira. Ou seja, numa distância longa o suficiente, o som de uma pessoa a dizer “olá” inclinar-se-ia para o céu, de acordo com o estudo.

Por enquanto, a pesquisa é totalmente teórica. Segundo os investigadores, o efeito é demasiado pequeno para ser medido com qualquer tecnologia actual. No entanto, no futuro, talvez possa ser feita uma medição muito precisa, que detecte a ligeira curvatura no percurso de um fotão.

A confirmar-se a descoberta, existem consequências reais para o fenómeno. Por exemplo, nos núcleos densos de estrelas de neutrões, onde as ondas sonoras se movem quase à velocidade da luz, um som “anti-gravitacional” deve ter algum efeito no comportamento de todo o objecto.

Por HS
16 Agosto, 2018

See also Blogs Eclypse and Lab Fotográfico

825: Este é o som que o Sol faz (e é surpreendentemente relaxante)

Parece estática ou até uma meditação com taças tibetanas, mas na verdade, este é o som que o Sol faz. Ou quase!

Um grupo de cientistas da Agência Espacial Norte-Americana (NASA) e da Agência Espacial Europeia (ESA) usou dados do Observatório Solar da NASA para mapear as vibrações que formam o “zumbido baixo e pulsante” que é emitido pelo Sol. E o resultado é o que se pode ouvir no vídeo reproduzido acima.

O director da Divisão de Ciências Heliofísicas do Centro Espacial Goddard da NASA, Alex Young, cuja voz se pode ouvir no vídeo acima, explica que quando qualquer material se move, as ondas viajam através dele, e o mesmo acontece dentro do Sol.

Como não podemos testemunhar esse tipo de movimento a olho nu, esta “canção” é a tradução de tais ondas num sentido que podemos realmente compreender: o som.

Embora exista um grau de arte envolvido na criação, a parte da ciência também é muito interessante. A tradução deste zumbido dá aos investigadores um melhor entendimento do funcionamento interno da nossa estrela.

“O Sol está a vibrar em muitas frequências diferentes”, mas “não temos maneiras directas de olhar para dentro dele, então, usar as suas vibrações naturais permite-nos fazer isto”, conclui Young.

Em Abril deste ano, o professor de Astrofísica da Universidade de Birmingham, em Inglaterra, Bill Chaplin, já tinha apresentado uma teoria sobre o som do Sol, salientando que os corpos celestes têm um barulho natural que “acontece na camada externa das estrelas” e que fica “preso, fazendo com que ressoe como um instrumento musical“.

Mas só agora, graças à NASA e à ESA, é possível transformar a teoria em som de facto. E o resultado é surpreendentemente relaxante.

Por ZAP
1 Agosto, 2018

[SlideDeck2 id=1476]

[powr-hit-counter id=961d619f_1533121584368]

479: Cientista revela como é o som do Sol

Já parou para pensar no som das estrelas? Bill Chaplin, professor de Astrofísica na Universidade de Birmingham, na Inglaterra, explica que estes corpos celestes têm um barulho natural.

Segundo o professor Bill Chaplin, da Universidade de Birmingham, os corpos celestes têm um barulho natural. “O som acontece na camada externa das estrelas, e fica preso,fazendo com que ressoe como um instrumento musical”, diz.

Surpreendentemente, porém, quanto maior a estrela, menor será a intensidade do barulho. “Se temos uma estrela maior do que o Sol, vai inspirar e expirar mais lentamente. Assim, a intensidade de sua ressonância natural – e suas oscilações – é mais baixa”, afirma Chaplin.

“Tomemos como exemplo uma estrela que a missão Kepler, da NASA, observou, que é duas vezes maior que o Sol”, acrescenta. “Ao medirmos as frequências, obtemos informações sobre o tamanho da estrela, mas, principalmente, sobre a sua idade“.

A missão Kepler, da NASA, coordenada por Chaplin, tem como objectivo pesquisar estrelas de tipo solar e encontrar planetas que possam abrigar vida.

A missão que tem o nome do astrónomo Johannes Kepler, importante estudioso do século XVII e que deu muitas contribuições para a Astronomia, ganhou notoriedade pela grande quantidade de exoplanetas que ajudou a encontrar nos últimos anos.

A sonda Kepler detecta os exoplanetas por meio do fenómeno do trânsito planetário, isto é, quando um planeta passa à frente da sua estrela e deixa uma pequena mancha no disco estelar. Fenómeno semelhante ocorre com os planetas Mercúrio e Vénus, quando estes passam à frente do Sol e formam momentaneamente uma pequena mancha negra.

Uma das descobertas mais significativas ocorreu em 2015, quando o planeta nomeado Kepler-452b foi encontrado. Este planeta é rochoso, está a 1400 anos-luz, é cerca de 60% maior que a Terra e está numa zona considerada habitável.

ZAP // BBC / Ciberia

Por ZAP
21 Abril, 2018

[SlideDeck2 id=1476]

[powr-hit-counter id=055bc882_1524305406558]