2765: Cientistas revelam os melhores países para sobreviver a uma pandemia global

CIÊNCIA

herraez / Canva

Uma equipa de cientistas da Universidade de Otago, na Nova Zelândia, elencou alguns dos melhores países para sobreviver a uma eventual pandemia global ou outra qualquer crise que coloque a Humanidade em risco.

“As descobertas no campo da Biotecnologia podem ver uma pandemia geneticamente modificada a ameaçar a sobrevivência da nossa espécie”, explicou Nick Wilson, um dos autores do estudo, citado em comunicado da instituição de ensino.

De acordo com a investigação levada a cabo, cujos resultados foram esta semana publicados na revista Risk Analysis, os países insulares seriam os melhores lugares em caso de crise devido ao seu isolamento natural.

Os especialistas seleccionaram as 20 opções mais favoráveis para este cenário, sendo estas classificadas consoante a sua disponibilidade de recursos, localização, capacidade de serem auto-suficientes e número de habitantes. Quanto maior for a população, recordam, mais fácil seria depois reiniciar a civilização afectada pela eventual pandemia.

Os resultados revelaram que a Austrália é o melhor lugar para sobreviver em caso de crise, tendo em conta a sua produção de alimentos e energia, seguindo-se depois a Nova Zelândia e a Islândia. “Tal como esperado, foram os países com alto PIB, que são auto-suficientes na produção de alimentos e/ou energia e que são também um pouco remotos, que se saíram melhor”, escreveram os cientistas.

“Embora os portadores da doença [em causa] possam contornar facilmente as fronteiras terrestres, uma ilha fechada e auto-suficiente pode abrigar uma população isolada e tecnologicamente apta para posteriormente repovoar a Terra após o desastres”, frisou.

Embora os perigoso estudados na investigação não sejam iminentes, os cientistas recordam que são totalmente reais. Por isso, defendem, é necessário começar a planear como mitigar uma crise que ameaça a extinção.

É como uma apólice de seguro. Espera-se que nunca se use, mas se ocorrer um desastre, a estratégia deve ter sido estabelecida com antecedência”, exemplifica Wilson.

“Pode ser que exista uma necessidade clara e premente onde a única opção para a Humanidade é um refúgio numa ilha”, afirmou o principal autor do estudo, Matt Boyd, acrescentando que, embora o Regulamento Sanitário Internacional geralmente não apoie o encerramento das fronteiras em caso de uma ameaça deste género, a introdução rápida de controlos fronteiriços seria essencial.

ZAP //

Por ZAP
4 Outubro, 2019

 

2519: Cientistas deram passo gigantesco para salvar o rinoceronte-branco do norte

CIÊNCIA

Ol Pejeta

Cientistas anunciaram, na última sexta-feira, ter conseguido colher óvulos de Najin e Fatu, os últimos dois exemplares do rinoceronte-branco do norte.

Actualmente, há apenas dois exemplares do rinoceronte-branco do norte: Najin e Fatu. Mas, agora, temos a esperança renovada para conseguir manter a sobrevivência desta espécie. Segundo o Science Alert, cientistas anunciaram, na última sexta-feira, ter conseguido colher óvulos da mãe e filha.

“Conseguimos colher um total de dez ovócitos — cinco da Najin e cinco da Fatu —, mostrando que as duas fêmeas ainda podem fornecer óvulos e assim ajudar a salvar estas criaturas magníficas”, disse o especialista em reprodução animal Thomas Hildebrandt, do Leibniz Institute for Zoo and Wildlife Research, situado em Berlim.

O objectivo agora é inseminar artificialmente os óvulos com espermatozóides crio-preservados de dois rinocerontes-brancos do norte machos já falecidos, Suni e Saút.

Depois, se tudo correr como planeado, o embrião resultante poderia ser transferido para uma mãe substituta da outra subespécie — o rinoceronte-branco do sul — que poderia levar ao nascimento do feto. Isto porque Najin e Fatu, filha e neta de Sudan, têm problemas de saúde que as impediria de ir para a frente com uma gravidez.

Apesar dos desafios, depois do sucesso da extracção dos óvulos — algo nunca antes tentado com rinocerontes-brancos do norte — os investigadores estão muito motivados.

“Estava aqui há cinco anos quando descobrimos que Fatu e Najin não seriam capazes de se reproduzir naturalmente, e quando percebemos que precisávamos de tentar meios artificiais. Agora, isso está finalmente a acontecer”, congratulou-se Jan Stejskal, do jardim zoológico Dvůr Králové, na República Checa, à National Geographic.

Depois do procedimento de colheita dos óvulos, durante o qual mãe e filha foram colocadas sob anestesia geral, as duas rinocerontes estão agora a recuperar. Entretanto, os óvulos vão ser transportados para Itália, onde os cientistas vão iniciar cuidadosamente o processo de fertilização com o sémen preservado — com base na investigação de fertilização in vitro com rinocerontes publicada no ano passado.

ZAP //

Por ZAP
26 Agosto, 2019

 

A “grande probabilidade” da humanidade extinguir-se em 30 anos

CIÊNCIA

Deserto (Reuters) © TVI24 Deserto (Reuters)

Já lá vai o tempo em que os cientistas e a população consideravam que as alterações climáticas seriam um problema que só afectaria as gerações futuras. A comunidade científica está a apelar aos governos para tomarem atitudes drásticas para conter um aquecimento devastador, e até mesmo fatal, para o planeta e que pode acontecer mais depressa do que se pensava.

Um novo estudo, publicado na terça-feira, alerta para o risco de extinção da própria humanidade nas próximas décadas, caso não sejam tomadas medidas urgentes. A investigação do Breakthrough National Centre for Climate Restoration, na Austrália, aponta para “a grande probabilidade de a civilização humana chegar ao fim” em 30 anos se as tendências actuais permanecerem inalteradas.

Segundo as conclusões, grande parte da Terra vai apresentar condições climatéricas “para lá do limiar da sobrevivência humana”, em 2050. Este cenário apocalíptico teve em conta prospeções científicas recentes, caso os objectivos do Acordo de Paris falhem, algo que se avizinha provável, de acordo com vários estudos e com o próprio Secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres.

Com base nas previsões, este grupo de cientistas desenhou a seguinte timeline:

De acordo com o relatório, em 2050, 55% da população mundial estaria sujeita a mais de 20 dias anuais de calor superior ao aceitável pelo organismo humano. Em vários países africanos, estas ondas de temperaturas elevadas durariam mais de 100 dias por ano, afectando a agricultura e a possibilidade de produzir bens alimentares.

Aliado ao calor, a Terra seria atormentada por eventos meteorológicos extremos, como secas, incêndios florestais e cheias.

A falta de recursos e mantimentos poderia adensar as tensões sociais em muitos países, fazer proliferar doenças e pandemias e, até, levar a uma guerra à escala mundial, que culminaria, por fim, na extinção da humanidade.

Será que estamos a caminhar para este desastre apocalíptico?

O estudo aponta que estas são previsões “extremas”, que, no pior cenário possível, culminariam com “o fim da civilização humana”. Contudo, os cientistas afirmam que é possível limitar o aquecimento a 1,5 graus Celsius se os governos se aliarem e agirem imediatamente.

Um conselho que foi já dado, vezes sem conta, pelo Secretário-Geral da ONU. Há dois anos, enquanto discursava na Web Summit, António Guterres admitiu que “o Acordo de Paris não é suficiente e mesmo que os objectivos do comité sejam alcançados, as temperaturas vão subir mais de três graus [até ao final do século] e também é claro que nem todos os países estão a cumprir aquilo que foi estabelecido”.

Num discurso mais recente, em Setembro de 2018, numa conferência especial do clima, salientou que, se os governos de todo o mundo não tomarem medidas para deter o aquecimento global até 2020, corremos o risco de perder a batalha contra as alterações climáticas.

Em Novembro do mesmo ano, um relatório da ONU deu mais algumas más notícias sobre os progressos (ou a falta deles) no ambiente desde que o Acordo de Paris foi assinado. Segundo o “Emissions Gap Report 2018”, as nações de todo o mundo estão a falhar a tarefa de limitar o aquecimento global em 2 graus e precisam do triplo dos esforços para atingir os objectivos até 2030.

O relatório anual afirmava ainda que, em vez de diminuir, o nível global de emissões de CO2 aumentou em 2017 0,7 giga-toneladas, fixando-se agora em 53,5 giga-toneladas. Para limitar o aquecimento global em 1,5 graus, as emissões de gases com efeito de estufa devem ser reduzidas em 55% até 2030, e em 25% para travar um aquecimento de 2 graus.

Durante a abertura da cimeira COP24, a presidente da Assembleia Geral da ONU, Maria Espinosa, garantiu que, ao ritmo que estamos a testemunhar as mudanças hoje em dia,a humanidade está em “risco de desaparecer. Precisamos de tomar acções urgentes e com audácia. Sejam ambiciosos, mas também responsáveis pelas gerações futuras”.

O retrato negro desta “futurologia climática” não se fica por aqui. Segundo um estudo publicado pelo Met Office, do Reino Unido, a média de temperaturas globais na Terra pode ultrapassar os objectivos do Acordo de Paris em apenas cinco anos. Os cientistas desta instituição estão a prever um aumento provável da temperatura em mais de 1 grau, até 1,5 graus Celsius, em relação ao níveis pré-industriais antes de 2022.

As previsões vão também ao encontro das conclusões publicadas num relatório da Organização Meteorológica Mundial, divulgado em Novembro do ano passado. Os dados recolhidos pela instituição apontam para um provável aumento das temperaturas globais entre 3 e 5 graus Celsius até ao final do século.

Neste documento foram ainda publicados os seguintes indicadores preocupantes:

Os modelos climáticos para as mudanças possíveis provocadas pelas alterações climáticas já fizeram correr muita tinta nos últimos anos, mas um estudo destacou-se em relação aos restantes, pela firmeza com que sublinhou que os cenários mais pessimistas do clima “são os mais fiáveis“. Esta investigação, publicada no jornal “Nature”, indica que, se as emissões seguirem as tendências actuais, há 93% de hipóteses de o aquecimento global ultrapassar os 4 graus até ao final deste século.

A ciência mostra-nos também hoje que aqueles que nas últimas décadas se dedicaram ao estudo do aquecimento global falharam importantes previsões. Não souberem quantificar a dimensão e a gravidade que estão a assumir os fogos florestais, as secas, as chuvas e as tempestades; falharam na avaliação do degelo na Antárctida e na Gronelândia, bem como na sua implicação para a subida do nível do mar; e falharam na identificação de uma série de problemas de saúde pública, que matam já milhares de pessoas por ano.

Dados recentes deixam preocupações crescentes com o ambiente

A luz ao fundo do túnel

O ano de 2030 parece ser apontado como a meta para salvar ou condenar o planeta Terra. De acordo com a ONU, temos 11 anos para limitar o aquecimento global em 1,5 graus. As Nações Unidas garantem que, para isso, são necessárias “transições sem precedentes em todos os aspectos da sociedade“.

Para tal, a ONU aponta que é necessário limitar a produção de gases com efeito de estufa, que, apesar de terem crescido em 2017, viram uma estagnação nos dois anos precedentes.

Para além disto, os especialistas salientam que o cumprimento das metas do Acordo de Paris pode salvar mais de um milhão de vidas por ano. Para isto, os países que assinaram o tratado foram chamados a assinar um “manual de condutas” para assegurar que todos os objectivos são cumpridos, na cimeira do COP24, que se realizou em Dezembro de 2018.

Para além disto, estão a ser desenvolvidas tecnologias que visam combater as alterações climáticas. A força crescente das energias renováveis está já a impedir que milhões de toneladas de CO2 cheguem à atmosfera.

Esta diminuição pode ainda ser especialmente sentida em Portugal que, de acordo com dados da Eurostat, reduziu emissões de CO2 em 9%, mais do triplo da média europeia (2,6%).

Por fim, há ainda a esperança que os EUA voltem a integrar o Acordo de Paris e a juntar forças com os restantes países do mundo para tentar travar o aquecimento global.

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tvi24
Susana Laires



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2082: A civilização Maia também lidou com alterações climáticas (e sobreviveu)

CIÊNCIA

Tony Hisgett / wikimedia
Chichén Itzá é uma cidade arqueológica maia, no Iucatã, que funcionou como centro político e económico da civilização maia.

As alterações climáticas não são nada de novo e, já na altura da civilização Maia, os povos tiveram de se readaptar para sobreviverem a uma nova realidade. Os Maias desenvolveram técnicas para remediarem situações de, por exemplo, épocas de seca.

As concentrações de dióxido de carbono na atmosfera da Terra atingiram 415 partes por milhão – um nível que se verificou pela última vez há mais de três milhões de anos, muito antes da evolução dos seres humanos. Esta notícia aumenta a preocupação crescente de que as mudanças climáticas provavelmente causarão sérios danos ao nosso planeta nas próximas décadas.

Apesar de a temperatura na Terra nunca ter estado tão alta, podemos aprender sobre como lidar com a mudança climática ao observar a civilização Maia, que prosperou entre 250-950 d.C. no leste da Mesoamérica, a região que hoje é ocupada pela Guatemala, Belize, México Oriental e partes de El Salvador e Honduras.

Muitas pessoas acreditam que a antiga civilização Maia terminou quando misteriosamente “entrou em colapso”. E é verdade que os Maias enfrentaram muitos desafios de mudanças climáticas, incluindo secas extremas que acabaram por contribuir para o colapso das suas grandes cidades-estado do Período Clássico.

No entanto, os Maias não desapareceram: mais de 6 milhões de pessoas com raízes Maia vivem hoje no leste da Mesoamérica. Além disso, com base na investigação de antropólogos na Península do Norte de Yucatán, acredita-se que a capacidade das comunidades Maias de adaptar as práticas de conservação de recursos desempenhou um papel crucial em permitir que sobrevivessem por tanto tempo.

Em vez de se concentrar nos momentos finais da civilização Maia, a sociedade pode aprender com as práticas que lhes permitiram sobreviver por quase 700 anos, quando consideramos os efeitos das mudanças climáticas nos dias de hoje.

Adaptação a condições secas

Uma combinação de factores, incluindo mudanças ambientais, contribuiu para o colapso de muitos grandes centros pré-clássicos após o início do primeiro milénio d.C.

Evidências disponíveis sugerem que, embora o clima tenha permanecido relativamente estável durante grande parte do Período Clássico, houve períodos ocasionais de diminuição da precipitação. Além disso, todos os anos, as épocas seca e chuvosa foram marcadamente divididas. Maximizar a eficiência e o armazenamento de água e correctamente sincronizar a época de plantio foi muito importante.

Se as chuvas não acontecessem como esperado por um ano ou dois, as comunidades poderiam contar com água armazenada. No entanto, secas mais prolongadas acentuaram a hierarquia política e complexas redes comerciais inter-regionais. A chave primordial para a sobrevivência foi aprender a adaptarem-se às mudanças ambientais.

Por exemplo, os Maias desenvolveram redes mais elaboradas de terraço e irrigação para proteger contra o escoamento do solo e o esgotamento de nutrientes. Projectaram também sistemas de drenagem e armazenamento que maximizaram a captação de água da chuva.

Declínio e colapso

Durante os séculos IX e X d.C., muitas das grandes cidades Maias clássicas caíram como resultado de várias tendências de longo prazo, como o crescimento populacional, a guerra cada vez mais frequente e uma burocracia cada vez mais complexa. O declínio das chuvas piorou a situação de risco.

No final, vários centros populacionais experienciaram eventos de abandono relativamente rápidos. No entanto, diferentes áreas decaíram ao longo de um período de mais de dois séculos. Chamar a esta série de eventos um colapso ignora a capacidade das comunidades Maias de se preservarem por gerações, apesar dos desafios crescentes.

Podemos ver padrões semelhantes em várias outras civilizações. As comunidades ancestrais de Puebloan no sudoeste dos Estados Unidos, anteriormente conhecidas como Anasazi, desenvolveram redes de irrigação para cultivar uma paisagem naturalmente árida começando por volta do início do primeiro milénio.

Quando as chuvas começaram a decair nos séculos XII e XIII, elas se reorganizaram em unidades menores e moveram-se pelas redondezas. Esta estratégia permitiu que eles sobrevivessem mais tempo do que teriam se se mantivessem no mesmo lugar.

ZAP // The Conversation

Por ZAP
31 Maio, 2019


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2050: Físico diz que Marte é o único planeta para onde humanos podem fugir

CIÊNCIA

Goddard Space Center / NASA

Segundo o físico Brian Cox, o Planeta Vermelho pode ser a única opção caso os humanos tenham de abandonar o planeta Terra. O cientista diz que “não podemos ficar aqui para sempre”.

O professor e apresentador Brian Cox prevê um futuro sombrio para os humanos que desejam viajar pelo Universo e pisar noutros planetas. O tablóide britânico Daily Star relata que o cientista teorizou, traçando a exploração da humanidade do nosso Sistema Solar, que o vizinho mais próximo do nosso planeta, Marte, incrustado por gelo, é “na verdade o único lugar” onde a humanidade pode ir além da Terra.

“Em qualquer cenário plausível, não há outro lugar para onde os humanos possam ir para começar a sair do planeta, a não ser Marte. Se pensarmos noutros planetas, não há nenhum que possamos ir”, afirmou Cox.

O físico não tem dúvidas de que os humanos um dia deixarão o planeta porque “não podermos ficar aqui para sempre”. “Pode ou não haver marcianos e precisamos de descobrir. Mas haverá marcianos se quisermos ter um futuro. Em algum momento seremos, nós mesmos, marcianos”, observou.

Não há muito tempo, Brian Cox destacou que o destino da humanidade poderia corresponder, não só a Marte, mas também a Vénus e Mercúrio, que poderiam ter tido oceanos e rios na superfície.

Cox e o co-autor da próxima edição do livro Planetas, Andrew Cohen, definiram Marte como o local mais provável para a evolução da vida. “Era uma vez um Planeta Vermelho que brilhava com uma luz azul. Os riachos corriam pelas encostas e os rios corriam pelos vales”, observaram.

Um dos mais persistentes entusiastas das viagens a Marte, fundador multimilionário da SpaceX e Tesla, Elon Musk, revelou anteriormente que a colonização do Planeta Vermelho poderia assegurar uma fuga para a raça humana em caso de um cenário apocalíptico iminente.

Numa sessão de perguntas e respostas no ano passado, Musk apontou “alguma probabilidade” de uma nova Era das Trevas, “especialmente se houver uma terceira guerra mundial”.

ZAP // Sputnik News

Por ZAP
26 Maio, 2019

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1996: Os castores gigantes não sobreviveram à Idade do Gelo (e já se sabe porquê)

CIÊNCIA

Western University

Muitas criaturas gigantes vaguearam pela Terra durante a última Idade do Gelo. Na América do Norte, esta megafauna variava desde os mastodontes, os mamutes, os ursos-de-pernas-longas, os lobos pré-históricos e os castores gigantes.

Estes animais eram três vezes o tamanho de um castor moderno, pesando cem quilos e alongando-se a 2,5 metros de comprimento. Eram do tamanho de um urso preto adulto ou de um humano de metro e oitenta de altura que se levantavam. Tinham incisivos de 15 centímetros, conseguindo facilmente derrubar florestas para construir as suas represas.

Só que isso não aconteceu. De acordo com um novo estudo publicado na Scientific Reports, não foi encontrada nenhuma evidência de que castores gigantes tenham comido árvores e isso poderia justificar porque é que estavam extintos no final da Idade do Gelo, superados pelos seus irmãos mais pequenos.

Os modernos castores, de apenas 30 quilos e até 90 centímetros sem cauda, são na verdade os maiores roedores da América do Norte. Os castores são herbívoros e seus enormes dentes da frente – que nunca param de crescer – são usados, não apenas para roer árvores para construir as suas represas e pousadas, mas para comer a casca e a madeira.

O castor gigante, extinto há cerca de dez mil anos, predominantemente terá comido plantas aquáticas submersas – não madeira – descobriram investigadores da Universidade Ocidental. Isso significava que dependiam muito do ambiente de áreas húmidas tanto para comida quanto para abrigo.

“Não encontramos nenhuma evidência de que o castor gigante tenha derrubado árvores ou tenha comido árvores”, disse a co-autora Tessa Plint, ex-estudante de pós-graduação da Universidade Heriot-Watt, em comunicado. “Castores gigantes não eram engenheiros de ecossistemas como o castor norte-americano.”

Castores e castores gigantes coexistiram durante a Era Glacial, com fósseis indicando que os gigantes prosperaram na Florida e na bacia do Mississipi até Yukon e Alasca. No entanto, quando o Pleistoceno estava a chegar ao fim e as mantas de gelo começaram a recuar, o clima tornou-se muito mais seco e as zonas húmidas começaram a desaparecer.

Western University
Os castores gigantes eram três vezes o tamanho de um castor moderno

“A capacidade de construir represas e alojamentos pode ter proporcionado aos castores uma vantagem competitiva sobre os castores gigantes, porque poderia alterar a paisagem para criar um habitat adequado para as terras húmidas quando necessário. Castores gigantes não conseguiram fazer isso”, explicou o co-autor Fred Longstaffe, presidente de pesquisa do Isotope Estável do Canadá, da Western University.

“Quando se olha para o registo fóssil do último milhão de anos, vê-se repetidamente as populações regionais de castores gigantes desaparecerem com o início de condições climáticas mais áridas.”

Plint e Longstaffe uniram-se a Grant Zazula, do Programa de Paleontologia de Yukon, para traçar os isótopos estáveis nos dentes e ossos dos fósseis de Castoroides encontrados em Yukon.

“Basicamente, a assinatura isotópica do alimento que come é incorporada nos seus tecidos”, disse Plint. “Como as razões isotópicas permanecem estáveis mesmo após a morte do organismo, podemos observar a assinatura isotópica do material fóssil e extrair informações sobre o que o animal estava a comer, mesmo que o animal tenha vivido há dezenas de milhares de anos.”

Investigadores têm estado intrigados há anos com o que causou a extinção em massa da megafauna que ocorreu no final da Idade do Gelo. As novas descobertas sobre dietas de castores gigantes oferecem outra “pequena peça no quebra-cabeça”, disse Plint, sugerindo que a falta de adaptação à mudança climática é a culpada.

ZAP // IFL Science

Por ZAP
16 Maio, 2019



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1967: Há um peixe que se adapta a níveis letais de poluição da água

CIÊNCIA

Noel Burkhead / Wikimedia
Fundulus grandis

O killifish do Golfo (Fundulus grandis) estava condenado à extinção devido à poluição causada pela actividade humana, mas foi capaz de desenvolver a capacidade de permanecer nas águas contaminadas.

Os níveis letais de poluição do seu território colocaram a sobrevivência do killifish do Golfo (Fundulus grandis) sob ameaça. Mas há alguns males que vêm por bem: a população de peixes evoluiu de forma a conseguir permanecer nas águas sujas do Houston Ship Channel, no Texas, graças aos genes que adquiriu do seu parente, o killifish do Atlântico. Uma história feliz de adaptação e hibridação.

O killifish do Golfo mede apenas 18 centímetros, mas é um dos maiores peixes da sua espécie. Este peixe pode ser encontrado em estuários costeiros ao longo do norte do Golfo do México e da costa do Atlântico, onde serve de refeição favorita a trutas ou linguados.

Podemos também encontrá-lo no Houston Ship Channel, nas águas que permanecem altamente poluídas há mais de seis décadas, devido à actividade industrial da região. Neste habitat, o killifish do Golfo serve como uma espécie de intermediário, uma vez que fornece a rota para a poluição entrar na cadeia alimentar humana.

Uma equipa de cientistas da Baylor University, no Texas, quis descobrir como é que esta espécie se adapta à mudança ambiental rápida e extrema que se tem verificado ao longo do tempo.

Para isso, os cientistas examinaram o killifish do Golfo de 12 locais diferentes do Houston Ship Channel e de Galveston Bay (outro estuário também localizado no Texas), e cultivaram a mesma espécie nas instalações de aqui-cultura da universidade para testarem a sua resistência e tolerância à poluição.

Para isso, explica o IFL Science, os embriões de cada população foram expostos a poluentes-modelo que imitam os produtos químicos encontrados no Houston Ship Channel.

A equipa descobriu que os espécimes recolhidos dos estuários apresentavam os níveis mais altos de resistência à poluição e, ao sequenciar os genomas, descobriram que aqueles que melhor se adaptavam a este ambiente poluído apresentavam uma grande quantidade de variedade genética.

Elias Oziolor, um dos autores do estudo, esclareceu em comunicado que os “imensos tamanhos populacionais de killifish do Golfo permitem que esta espécie retenha a grande quantidade de variação genética. Mas “sob a pressão radical da poluição, a solução final não foi a sua própria variação genética, mas a variação que tiveram a sorte de capturar das suas espécies irmãs, o killifish do Atlântico, através da hibridação.”

Contudo, apesar de ser animador ver que a adaptação a ambientes em mudança ocorre a uma velocidade tão rápida, os cientistas alertam para o facto de esta não ser uma solução que resolve o imenso problema da degradação ambiental causada pelo Homem. O artigo científico foi recentemente publicado na Science.

ZAP //

Por ZAP
12 Maio, 2019


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1283: Descoberto o segredo da sobrevivência dos antigos povos dos Andes

CIÊNCIA

(CC0/PD) etifae / Pixabay
Cordilheira dos Andes

Uma nova investigação, baseada nos antigos assentamentos das populações que viveram na Cordilheira dos Andes, revelou que estes povos sofreram mutações genéticas que lhes permitiram sobreviver em condições tão adversas.

De acordo com o novo estudo, publicado na semana passada na revista Science Advances, estas populações que viviam em territórios de elevada altitude foram modificando e adaptando os seus organismos ao longos dos anos.

E foi graças a estas alterações genéticas – que incluem corações maiores e pressão arterial ligeiramente mais alta – que conseguiram resistir e sobreviver às condições adversas dos Andes, evitando também certas doenças.

“Apesar das duras condições ambientais, os Andes foram povoados relativamente cedo após a entrada no continente [sul-americano]. As características adaptativas necessárias para a ocupação permanente podem ter sido seleccionadas por um período de tempo relativamente curto, na ordem dos milhares de anos“, pode ler-se na publicação.

Segundo o artigo, uma das mutações foi identificada foi no gene DST, que fez com que a anatomia dos corações da população dos Andes fosse mudando. A análise genética notou que os ventrículos direitos deste povo eram maiores comparativamente a um coração normal, melhorando assim o fornecimento de sangue oxigenado.

Outro sinal de adaptação foi encontrado no gene MGAM (maltase-glucoamilase), uma enzima intestinal. Os ancestrais do Andes, que habitaram estas terras altas há cerca de 7.000 anos, consumiam muito milho e batatas – produtos tradicionalmente consumidos naquela zona da América de Sul – e a evolução do MGAM permitiu-lhe fazer uma melhor digestão do amido.

A presença do MGAM produziu “uma mudança significativa na dieta” deste povo. Apesar de estas populações ingerirem muito amido, os seu genomas não produziram cópias adicionais do gene da amilase, como aconteceu nas áreas rurais da Europa.

No que respeita ao sistema imunológico, os povos dos Andes mostraram também ser mais resistentes. Durante a a epidemia de varíola na América Latina, causada pela chegada dos espanhóis, as taxas de mortalidade nos Andes foram entre 23% e 27%. No resto das Américas, as taxas de mortalidade ascenderam a 90%.

A análise genética, que analisou os vestígios mortais de vários ancestrais que viveram nos Andes, revelou que a adaptação foi o grande segredo para a prosperidade desta população.

ZAP // RT / LiveScience

Por ZAP
14 Novembro, 2018

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1117: Os neandertais sobreviveram à Idade do Gelo graças ao seu sistema de saúde

CIÊNCIA

kkttkk / Deviant Art

Os neandertais cuidavam dos seus doentes e feridos, tendo desenvolvido cuidados médicos muito eficientes. Um estudo recente sugere agora que este comportamento era muito mais do que um fenómeno cultural: estas práticas ajudaram os neandertais a sobreviver.

Para suportar as duras condições da Idade do Gelo na Europa, os neandertais adoptaram várias estratégias de sobrevivência, entre as quais a caça em grupo, a paternidade colaborativa e a partilha de alimentos. Um estudo recente, publicado na Quaternary Science Reviews, acrescenta ainda outro truque de sobrevivência: a saúde.

“Em vez de ser encarada apenas como um traço cultural, a saúde pode também ser vista como parte de várias adaptações que permitiram aos neandertais sobreviver em ambientes únicos onde viviam ao lado de grandes carnívoros predadores”, escreveu a equipa, liderada por Penny Spikins, da Universidade de York.

“Além disso, a saúde pode ter sido um factor significativo para permitir que os neandertais ocupassem um nicho predatório que, de outra forma, não estaria disponível para eles”, acrescentam.

É fácil prender-nos à sua extinção, mas a verdade é que a essência dos neandertais é muito mais do que isso. Eles fizeram da Idade do Gelo a sua casa durante centenas de milhares de anos… e não foi por terem feito algo de errado. Pelo contrário.

Que os neandertais tinham um sistema de saúde muito próprio não é segredo. Devido à sua vida arriscada, as lesões faziam parte do seu dia-a-dia. Mas, em vez de negligenciar os feridos, os neandertais partiram dos doentes para melhorar a sua assistência médica.

“Temos evidências de cuidados de saúde que datam de há 1,6 milhões de anos, mas achamos que vai muito além disso”, disse Spikins em comunicado. “Queríamos investigar se os cuidados de saúde nos Neandertais eram mais do que uma prática cultural: foi algo que fizeram por acaso ou foi fundamental para as suas estratégias de sobrevivência?”

Provas recolhidas pela equipa de Spikins sugerem que estas práticas foram benéficas para o grupo e, consequentemente, uma grande adaptação evolutiva.

No estudo, os cientistas analisaram restos de esqueletos de 30 indivíduos neandertais que exibiam feridas, que variavam de leves a graves. Apesar dos seus ferimentos, cada um desses indivíduos conseguiu sobreviver. Os investigadores referem que é altamente improvável que tenham conseguido sobreviver sem ajuda, desconfiando, assim, da implementação de um sistema de saúde cuidado e bem desenvolvido.

“O alto nível de lesões e recuperação de doenças graves sugere que outras pessoas devem ter colaborado nos cuidados de saúde, assim como ajudado a aliviar a dor e a lutar pela sua sobrevivência do indivíduo, encorajando-o a participar activamente nas actividades do grupo novamente”, disse Spikins.

Para tratar os seus feridos, os neandertais empregaram várias estratégias, dependendo sempre da gravidade e natureza da lesão. Segundo o Gizmodo, lesões graves, como uma perna partida, exigiram controlo da febre e reposicionamento de ossos partidos. Em alguns casos, implicou ainda limitar a perda de sangue: por isso, sim, os tratamentos eram bastante sofisticados.

“Os neandertais parecem ter sido prestadores de cuidados de saúde especializados em colaboração”, escrevem os autores. Tratar de doentes feridos e ajudar as mães durante o parto requeria muito tempo e energia, mas para os neandertais era uma necessidade: como viviam em pequenos grupos, a perda de um indivíduo poderia ser catastrófica.

Cuidar dos membros gravemente feridos era uma questão de sobrevivência global. Isto não quer dizer que os neandertais não agissem por compaixão, até porque é bem provável que sim.No entanto, os cientistas afirmam que os cuidados de saúde serviram um propósito pragmático que ajudou o grupo a sobreviver como um todo. E, por consequência, toda a espécie.

Assim, o cuidado com a saúde “não foi apenas uma adaptação evolucionária”. Pode ter sido também um factor essencial para a sobrevivência da espécie. Sem os benefícios da assistência médica, argumentam os investigadores, a Era do Gelo da Europa seria, muito provavelmente, intolerável.

ZAP //

Por ZAP
9 Outubro, 2018

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619: Novas erupções no vulcão do Fogo dificultam busca pelos 192 desaparecidos

Último balanço aponta para 75 mortos. Novas evacuações geram pânico

O vulcão do Fogo voltou a entrar em actividade, forçando novas evacuações e obrigando os socorristas a procurar abrigo, dificultando as operações de buscas pelos 192 desaparecidos da erupção de domingo.

Os socorristas, a polícia e os jornalistas correram à procura de um local seguro quando as sirenes começaram a soar e dos altifalantes chegavam as ordens para evacuar.

Uma coluna de fumo projectou-se do vulcão e lava desceu pela encosta sul na terça-feira à tarde, desencadeando novas ordens de evacuação em mais de uma dúzia de comunidades e obrigando a encerrar uma autoestrada.

As autoridades dizem que o fumo poderá formar uma “cortina” de cinzas capaz de atingir os seis mil metros de altitude, o que representa também um perigo para o tráfego aéreo.

Pelo menos 192 pessoas foram dadas como desaparecidas na Guatemala, na sequência da erupção do vulcão do Fogo, no domingo, indicou a Protecção Civil.

“Já temos o número e os nomes das pessoas que estão desaparecidas: 192”, declarou o director da agência de Coordenação e Gestão de Desastres da Guatemala, Sergio Cabañas, na terça-feira à noite.

Dois dias após a erupção, o terreno ainda estava demasiado quente em vários locais para as equipas de socorro poderem trabalhar.

Lilian Hernandez chorava enquanto dizia os nomes dos tios, primos, netos e outros familiares, num total de 36, que estão desaparecidos e presumivelmente mortos. “Os meus primos Ingrid, Yomira, Paola, Jennifer, Michael, Andrea e Silvia, que tinha apenas dois anos”, disse à agência AP.

Os últimos dados apontam para pelo menos 75 mortos, continuando os bombeiros à procura de pessoas nos escombros.

As autoridades indicaram que mais de 3200 pessoas de povoações na zona foram retiradas das habitações devido à queda das cinzas, que afectam uma área com perto de 1,7 milhões de pessoas.

O Instituto de Sismologia guatemalteco anunciou que o vulcão, de 3763 metros de altura, já tinha alertado para a hipótese de uma nova erupção.

Diário de Notícias
06 DE JUNHO DE 2018 07:20
Susana Salvador, com Lusa

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218: A Humanidade pode mesmo sobreviver ao Universo como o conhecemos

(CC0/PD) jordygoovaerts0 / pixabay

Sabemos que mesmo que guerras nucleares, poluição ou doenças não acabem com a vida humana na Terra, o nosso planeta está destinado a ser destruído pelo próprio sol em aproximadamente 1500 milhões de anos.

De acordo com as projecções do astrónomo Gregory Laughlin, da Universidade de Yale, nos EUA, e do cientista ambiental Andrew Rushby, da Universidade de East Anglia, em Inglaterra, o sol vai causar um sobreaquecimento da Terra. Os mares vão ferver e os tipos de vida complexos não vão sobreviver a esse ambiente.

Se a humanidade ainda existir, daqui a  1500 milhões de anos provavelmente nem sequer estaremos a viver aqui. Com efeito, com a actual tecnologia já nos seria possível estabelecer bases na Lua ou em Marte, pelo que por essa altura todo o sistema solar estaria provavelmente colonizado.

Entretanto, à medida que o Sol for ficando mais quente, planetas que agora nos parecem inóspitos vão ficar cada vez mais atraentes.

Quando a Terra estiver demasiado quente, Marte estará à temperatura ideal para receber a Humanidade. A investigadora Lisa Kaltenegger, da Universidade de Cornell, desenvolveu um modelo que mostra que o planeta vermelho deve ficar agradável durante outros 5 mil milhões de anos.

Daqui a 7500 milhões de anos, o Sol vai acabar de queimar a sua reserva de hidrogénio e vai passar a usar hélio, o que fará com que a estrela se expanda, como uma enorme gigante vermelha. Neste ponto, tanto a Terra quanto Marte estarão literalmente fritos. Por outro lado, as luas congeladas de Júpiter e Saturno serão o local ideal para colónias humanas – e lá poderemos ficar durante alguns milhões de anos.

Mas daqui a 8000 milhões de anos, até as luas desses planetas ficarão quentes demais para os Humanos, e não existirá mais vida no sistema solar.

Felizmente, há ainda 200 mil milhões de outras estrelas na Via Láctea, a maioria dos quais com planetas à volta. Talvez nesta altura os nossos descendentes sejam já especialistas em viagens à velocidade da luz.

Os seres humanos do futuro podem construir arcas interestelares, nas quais gerações de viajantes poderiam viver e morrer antes de levar os herdeiros ao novo destino.

Inicialmente, os humanos podem escolher planetas à volta de um sol amarelo de tamanho médio parecido com o nosso. E esse poderá ser o seu lar por alguns milhares de milhões de anos, já que esse tipo de estrela leva cerca de 12 mil milhões de anos a morrer. Mesmo que uma estrela morra, poderemos nos mudar para outras.

E ainda que todas as estrelas amarelas morram, as anãs vermelhas também podem ser uma boa fonte de energia para planetas à sua volta e poderiam ser um bom lar para os seres humanos até daqui a 15 biliões de anos.

Quando as anãs vermelhas morrerem, a única opção dos nossos descendentes será explorar a energia dos buracos negros: esta será a “era gravitacional“.

Nesse futuro negro, poderemos construir estruturas que deixam as massas serem puxadas para dentro do buraco negro para aproveitar o empurrão gravitacional, tal como um relógio de pêndulo faria.

Outra opção seria explorar as altas temperaturas do centro de planetas para gerar energia. A interacção gravitacional entre corpos celestiais cria atrito, que ajuda a manter os planetas quentes mesmo sem calor de estrelas.

Não vale a pena, no entanto, imaginar que os humanos que viverão nesses cenários serão minimamente parecidos connosco, uma vez que tantos anos de evolução da espécie certamente provocarão inúmeras transformações imponderáveis no Homem.

Na realidade, os Humanos do futuro apenas terão uma coisa em comum com os seus antepassados do século XXI: o conhecimento.

ZAP // HypeScience / NBC

Por ZAP
4 Janeiro, 2018

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